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sexta-feira, 29 de maio de 2026

"Skiplagging": o que é e por que é controverso

As companhias aéreas estão reprimindo a prática.

(Foto: Getty Images)
O dinheiro é um recurso finito, então, quando se trata de viagens aéreas, conseguir uma venda de assentos pode ser complicado, especialmente quando as datas das viagens são fixas. Skiplagging é uma prática específica que permite aos viajantes ir do ponto A ao ponto B por "menos do que a tarifa atual". No entanto, isso é controverso e certamente desaprovado pelas companhias aéreas. Vejamos a prática do skiplagging e por que as companhias aéreas odeiam isso.

O que é Skiplagging?


Skiplagging é a prática de reservar um itinerário onde a escala é o destino verdadeiro e pretendido do viajante. Usando nossa frase 'ponto A ao ponto B', um passageiro reservaria uma passagem que o leva do ponto A ao ponto C, com uma escala no ponto B. O destino real do passageiro é o ponto B e sai do aeroporto nesta escala, deixando o seu lugar vazio na parte B-para-C da viagem.

É importante observar que essa prática não funcionará se o viajante quiser viajar com bagagem despachada. Afinal, a bagagem é etiquetada para seguir até o destino final (bilhete). Se você tentasse, haveria consequências graves, pois a companhia aérea provavelmente teria que descarregar sua bagagem despachada depois de perceber que seu cartão de embarque não foi digitalizado para a segunda etapa da viagem.

Além disso, essa prática só funcionaria como um esforço de mão única. Isso ocorre porque uma companhia aérea provavelmente cancelaria as passagens de volta assim que perceber que você nunca completou as primeiras partes de sua viagem. Como tal, está longe de ser uma solução estanque.

Um exemplo de skiplagging


Pesquisas anteriores da Simple Flying descobriram que um exemplo de rota onde as tarifas que conduzem ao skiplagging poderiam ser encontradas era o corredor doméstico da Air Canada entre Toronto e Vancouver. Descobrimos que, ao comprar uma passagem de conexão de Toronto a Seattle via Vancouver, o preço pode cair até 25%.

Com base apenas nos custos de combustível e mão de obra, uma tarifa mais baixa ou uma viagem mais longa parece ser confusa. No entanto, existem algumas razões para esse diferencial de preço. Por um lado, as viagens aéreas são um negócio competitivo e rotas específicas terão mais concorrência do que outras. Se uma companhia aérea sabe que opera um dos poucos serviços diretos para uma cidade, vai cobrar tanto quanto os clientes estão dispostos a pagar.

No entanto, se uma companhia aérea tiver que encaminhar os clientes por meio de uma escala em um hub , geralmente reduzirá suas tarifas para competir com outras companhias aéreas que executam serviços diretos. Outra razão, particularmente relevante para nosso exemplo norte-americano, é que uma companhia aérea pode ter que pagar mais em taxas aeroportuárias para passageiros que desembarcam em um destino em relação a outro. Essas taxas podem não se aplicar a passageiros em trânsito.

Por que o skiplagging é controverso?


Não deve ser surpresa que as companhias aéreas não gostem dessa prática. Em essência, eles são incapazes de preencher um assento fisicamente vazio para um voo, porque um skiplagger ausente deveria estar sentado lá. Atualmente, muitos contratos de transporte aéreo proíbem expressamente a prática do skiplagging. Portanto, quando se trata de ações judiciais, as companhias aéreas podem alegar que estão apenas aplicando as letras miúdas.

Se dermos uma olhada nas letras pequenas da Air France, podemos ver um aviso contra o skiplagging na parte inferior do documento: "A tarifa é aplicável a um bilhete usado integralmente, em ordem sequencial para a viagem especificada e nas datas especificadas. Conforme descrito nas Condições Gerais de Transporte, qualquer uso não conforme observado no dia da viagem pode incorrer em um custo adicional taxa de tarifa no aeroporto no valor de: € 125 na cabine Economy e € 300 na cabine Business, para voos dentro da Europa... € 500 nas cabines Economy e Premium Economy, € 1.500 nas cabines Business e La Première ... para voos intercontinentais."

A Smarter Travel observa que, legalmente, os tribunais parecem estar do lado dos viajantes, com a Lufthansa e a United perdendo processos contra skiplaggers. Na verdade, um tribunal na Espanha até mesmo decidiu especificamente que o skiplagging e a emissão de bilhetes em cidades ocultas são legais.

Apesar disso, há outras coisas a considerar, pois as companhias aéreas podem ter uma certa vantagem sobre você. Isso pode incluir sua milhagem de passageiro frequente acumulada e suada, seu status de elite e a própria associação. As companhias aéreas podem até bani-lo completamente. Considerando tudo isso, mesmo que você ache que pode vencer uma batalha legal, pode não ter tempo, energia ou dinheiro para combatê-los no tribunal.

As companhias aéreas estão em uma posição financeiramente mais sensível após os impactos da pandemia de coronavírus em andamento. Como tal, o skiplagging tem sido notícia mais nos últimos anos, já que as operadoras procuram reprimir a prática para evitar perda de receita.

Por exemplo, em janeiro de 2021, a American Airlines emitiu um aviso aos agentes de viagens sobre a prática. Especificamente, informou a essas empresas que estaria monitorando as reservas para reduzir as ocorrências.

Fonte: Smarter Travel via Simple Flying

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Aviões da extinta Meta vão a leilão por R$ 50 mil a R$ 150 mil

Empresa entrou em processo de falência após enfrentar dificuldades financeiras agravadas pela morte do fundador, cujo assassino é foragido até hoje.

Avião antigo da Meta, modelo 120ER fabricado pela Embraer (Foto: Divulgação)
O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) começou a leiloar as oito aeronaves da antiga Meta Mesquita Transportes Aéreos Ltda. A empresa entrou em processo de falência após enfrentar dificuldades financeiras agravadas pela morte do fundador, o empresário Francisco Assunção Mesquita, o “Chico da Meta”, assassinado em 2011 por Cirilo Barros Ferreira, até hoje um dos criminosos mais procurados do Brasil.


O leilão judicial integra o processo de falência da companhia aérea e prevê lances iniciais entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Ao todo, os bens avaliados somam R$ 701 mil, sendo R$ 700 mil referentes às aeronaves, estacionadas no Aeroporto Internacional de Boa Vista, e R$ 1 mil em bens móveis sucateados.

O certame é realizado exclusivamente pela internet, no portal Amazonas Leilões. O edital prevê três datas para os leilões: esta quinta-feira, 28 de maio, 11 de junho e 25 de junho, sempre às 13h no horário de Boa Vista.

Entre as aeronaves ofertadas estão modelos da Embraer, Neiva e Cessna, todos com certificados de aeronavegabilidade cancelados. O maior lance inicial é do avião EMB-110P1, prefixo PT-LNW, avaliado em R$ 150 mil. Já o menor valor é de um CESSNA-U206F, com lance mínimo de R$ 50 mil.

O edital determina que os bens serão vendidos “no estado em que se encontram”, sem garantia sobre condições mecânicas, elétricas ou estruturais. Além disso, os compradores assumirão integralmente custos de remoção, transporte, desmontagem e eventual regularização das aeronaves.

Os interessados precisam realizar cadastro prévio no site do leiloeiro com até 24 horas de antecedência ao encerramento do leilão eletrônico – o que não vale para o leilão iniciado hoje. Também será cobrada comissão de 5% sobre o valor arrematado.

O pagamento deverá ocorrer em até 24 horas após o encerramento do leilão, por meio de depósito judicial vinculado ao processo de falência da Meta. O edital ainda prevê parcelamento, com entrada mínima de 25% e saldo dividido em até 30 prestações mensais.

A retirada dos bens deverá ocorrer em até 20 dias após homologação judicial. Caso haja atraso, o comprador poderá pagar multa diária de R$ 200.

As visitas às aeronaves precisam ser agendadas previamente junto à administradora judicial e ao leiloeiro oficial, com envio de documentos pessoais dos visitantes.

História da Meta e falência


Fundada nos anos 1980 por Chico da Meta, a empresa começou operando táxi aéreo para garimpos em Roraima e, posteriormente, expandiu as atividades para voos regulares na Região Norte.

A Meta chegou a atuar em estados como Amazonas, Pará e Amapá, além de operar conexões internacionais para Georgetown, na Guiana, e Paramaribo, no Suriname.

Após o assassinato de Chico da Meta, em maio de 2011, a companhia entrou em forte crise operacional. Pouco tempo depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) interveio nas operações da empresa, que encerrou as atividades.

Segundo documentos do processo de falência, a quebra da empresa foi decretada em 20 de fevereiro de 2013, após ação movida por credor devido ao não pagamento de duplicatas.

O plano judicial aponta ainda que parte dos bens da massa falida não foi localizada ao longo do processo, incluindo veículos vinculados à empresa. O documento também registra que várias aeronaves estavam “sucateadas” e deterioradas pelo tempo.

Aeronaves que serão leiloadas


EMB-720D – Prefixo PT-RVS

  • Fabricante: Neiva
  • Ano de fabricação: 1986
  • Capacidade: 6 passageiros
  • Tripulação: 1
  • Comprado em: 1993
  • Lance inicial: R$ 80 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

Cessna U206F – Prefixo PT-LMZ

  • Fabricante: Cessna Aircraft
  • Ano de fabricação: 1973
  • Capacidade: 5 passageiros
  • Tripulação: 1
  • Comprado em: 1992
  • Lance inicial: R$ 50 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

EMB-720C – Prefixo PT-EMD

  • Fabricante: Neiva
  • Ano de fabricação: 1978
  • Capacidade: 5 passageiros
  • Tripulação: 1
  • Comprado em: 1991
  • Lance inicial: R$ 80 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

EMB-120ER – Prefixo PT-FLY

  • Fabricante: Embraer
  • Ano de fabricação: 1987
  • Capacidade: 28 passageiros
  • Tripulação: 2
  • Comprado em: 2015
  • Lance inicial: R$ 80 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

EMB-120ER – Prefixo PT-LXN

  • Fabricante: Embraer
  • Ano de fabricação: 1987
  • Capacidade: 30 passageiros
  • Assentos: 34
  • Tripulação: 2
  • Comprado em: 2015
  • Lance inicial: R$ 80 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

Cessna U206G – Prefixo PT-OND
  • Foto: Indisponível
  • Fabricante: Cessna Aircraft
  • Ano de fabricação: 1982
  • Capacidade: 5 passageiros
  • Tripulação: 1
  • Comprado em: 1994
  • Lance inicial: R$ 100 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade cancelado

EMB-810D – Prefixo PT-VAJ

  • Fabricante: Neiva
  • Ano de fabricação: 1985
  • Assentos: 7
  • Tripulação: 1
  • Comprado em: 2026
  • Lance inicial: R$ 80 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado

EMB-110P1 – Prefixo PT-LNW
  • Foto: Indisponível
  • Fabricante: Embraer
  • Ano de fabricação: 1981
  • Assentos: 20
  • Tripulação: 2
  • Comprado em: 2015
  • Lance inicial: R$ 150 mil
  • Certificado de aeronavegabilidade: cancelado
Via 
Lucas Luckezie (Folha BV)

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Como funcionam os sistemas de entretenimento a bordo?

Olhando para o funcionamento interno do entretenimento a bordo (IFE).

O IFE da British Airways (Foto: British Airways)
O entretenimento a bordo (IFE) é uma das partes mais empolgantes das viagens de longo curso, com a maioria das companhias aéreas instalando telas em aviões widebody. Dependendo da companhia aérea com a qual você voa, o IFE pode variar na seleção e qualidade do conteúdo. Ainda assim, como exatamente esses sistemas de entretenimento funcionam? Eles estão saindo devido a reduções de custos?

História


Embora o entretenimento a bordo possa parecer um dado adquirido em aviões modernos de longa distância (na maioria das operadoras), a tecnologia em si é mais nova do que você imagina. Você deve ter notado que alguns aviões mais antigos ainda têm telas suspensas no painel superior. Essas telas eram os sistemas IFE originais, com telas exibindo um único filme por vez. Os passageiros podiam conectar fones de ouvido individualmente e ouvir o filme na tela.

Telas individuais eram inéditas até o final da década de 1980, quando a Northwest Airlines realizou um teste de telas internas de 2,7 polegadas em seus 747s. A tela da operadora permitia que os clientes escolhessem entre seis canais que exibiam uma série de filmes, músicas, notícias e documentários.


A companhia aérea recebeu apoio esmagador para este sistema de vídeo sob demanda, e isso desencadeou a tendência da tela IFE que vemos hoje. No entanto, muita coisa mudou neste campo ao longo das décadas.

As telas suspensas permaneceram em serviço até o início dos anos 2000 com algumas companhias aéreas, até que foram gradualmente eliminadas. Hoje em dia, várias operadoras oferecem grandes monitores internos que oferecem uma variedade de conteúdos.

Assistindo filmes a bordo ao estilo antigo (Foto: Lars Plougmann via Flickr)

Como funciona?


Os sistemas IFE aparentemente funcionam sem fios visíveis. A fiação está realmente escondida nas paredes da aeronave, com a fiação começando no painel superior, próximo às máscaras de oxigênio e saídas de ar-condicionado. Esses fios então se conectam às unidades de energia, que estão presentes a cada poucas fileiras na parede lateral da aeronave. Alguns pequenos sistemas aviônicos também estão presentes sob o assento, completando todo o sistema.

De acordo com Cranky Flier, as unidades IFE modernas não usam muita fiação, permitindo que alguns cabos de fibra ótica transportem a maior parte dos dados e da energia. Isso significa que todo o sistema é muito mais leve e simplificado agora do que antes, onde os passageiros rotineiramente encontravam grandes caixas IFE bloqueando seu (limitado) espaço para as pernas.

A instalação das unidades do IFE acontece junto com os assentos, quando o avião está em fase de finalização. Isso permite que as equipes instalem o sistema e cubram quaisquer fios visíveis sob o interior da cabine. A redução de peso desses sistemas permitiu que as companhias aéreas instalassem mais deles sem gastar bilhões no projeto. No entanto, a adaptação de uma cabine de aeronave com telas IFE ainda pode custar mais de US$ 3 milhões por aeronave, e o custo de combustível para operar cada tela apenas aumenta o preço.

E o conteúdo?


Embora as telas IFE sejam empolgantes, o sistema é tão bom quanto o conteúdo disponível. É aqui que as companhias aéreas individuais entram em ação. Dependendo de quanto estão dispostas a pagar, as companhias aéreas podem investir em novos lançamentos (que podem custar-lhes pay-per-view) ou em conteúdo mais antigo.

De acordo com um relatório da Valor Consultoria, os filmes a bordo são divididos em conteúdo de janela inicial (EWC), conteúdo de janela tardia (LWC) e filmes internacionais. Os EWCs são os filmes mais caros e de destaque que acabaram de sair dos cinemas.

LWC inclui todos os filmes mais antigos, que incluem clássicos e outros conteúdos que podem ser tão populares e são muito mais baratos para as companhias aéreas. Os filmes internacionais tendem a ser os mais baratos e mais específicos da região, com menos opções geralmente disponíveis (exceto o país de origem da operadora).

Cabine de passageiros da American Airlines (Foto: American Airlines)
As companhias aéreas geralmente negociam preços de conteúdo diretamente com os estúdios de Hollywood, com o preço dependendo da rota que está sendo voada e da bilheteria do filme em questão. Para outros filmes, as companhias aéreas podem apenas comprar filmes por uma taxa de licenciamento fixa e anual. Esse negócio de filmes de companhias aéreas é grande, com o mercado estimado em US$ 425 milhões antes da pandemia. Para filmes de lançamento antecipado, as companhias aéreas pagam cerca de US$ 33.000 por filme.

O conteúdo adicional inclui música, videogames, um mapa em movimento 3D e mais opções. Embora tudo isso aumente o custo, os filmes ainda representam a maior parte das despesas. Ao todo, o tamanho do mercado de IFE e conectividade está previsto para atingir US$ 7,68 bilhões até 2027.

Saindo de moda?


Embora os passageiros possam desfrutar do conteúdo no encosto do assento, as companhias aéreas estão lentamente percebendo que é muito caro mantê-lo. O peso adicional desses sistemas, a energia necessária para executá-los e o custo de filmes e telas são extremamente altos para as operadoras. Em vez disso, as companhias aéreas estão lentamente em direção a um novo sistema: transmitir conteúdo diretamente para o seu dispositivo.

IFE móvel (Foto: Emirates)
Com a maioria dos passageiros voando agora tendo acesso a um telefone, laptop ou tablet, é muito mais barato para as companhias aéreas abandonar o sistema volumoso e instalar WiFi a bordo. O conteúdo pode então ser transmitido diretamente para esses dispositivos, reduzindo custos para as companhias aéreas. Embora isso possa esgotar a bateria de um dispositivo, pois os aviões terão pontos de energia, esse não é um problema importante.

O futuro


Embora a crise pandêmica inicialmente tenha afetado as inovações recentes no departamento de entretenimento a bordo, com as companhias aéreas focadas na redução de serviços, há um amplo futuro para esse mercado neste período de recuperação. A crescente prevalência de Wi-Fi a bordo permite que serviços como Netflix, Amazon Prime Video e Paramount Plus se tornem acessíveis pelo ar, sacudindo todo o sistema como o conhecemos. A maioria dos widebodies de nova geração também está pronta para WiFi, exigindo pouco trabalho adicional para ativar os sistemas.

Independentemente disso, o IFE continua sendo parte integrante das estratégias de atendimento ao cliente das companhias aéreas em todo o mundo. Seja no assento traseiro ou remoto, as operadoras estão competindo para fornecer conteúdo interessante com seus serviços.

Mesmo as operadoras de baixo custo, como a easyJet , estão expandindo o lançamento de streaming IFE baseado em WiFi em suas aeronaves . Além disso, as guerras do streaming se traduzem na indústria aérea, com empresas como a British Airways fechando acordos com provedores de conteúdo . O IFE moderno foi uma graça salvadora durante a Copa do Mundo, com milhares sintonizando para assistir seu time jogar inteiro nos céus com várias companhias aéreas. 


O entretenimento a bordo é parte integrante da experiência de voar agora, com os passageiros tendo pouco o que fazer em voos de longa distância. No entanto, à medida que as companhias aéreas buscam otimizar custos nos próximos anos, podemos ver mais inovações surgindo e mais opções para assistir conteúdo em nossos dispositivos.

Fontes: Simple Flying, Cranky Flier, Valour Consultancy e Fortune Business Insights

sexta-feira, 15 de maio de 2026

O que são companhias aéreas charter?

Os voos charter desempenham um papel fundamental na indústria da aviação em todo o mundo. Eles fornecem serviços úteis para os viajantes chegarem ao seu destino, ao mesmo tempo que contribuem significativamente para a economia geral do mercado. No entanto, o que são realmente as companhias aéreas charter? Vamos dar uma olhada.

Oferecendo voos do Reino Unido e da República da Irlanda, a TUI é a maior
companhia aérea charter do mundo (Foto: Getty Images)

Os tipos de voo


Para entender melhor a natureza dos fretamentos, vamos primeiro dar uma olhada nos diferentes tipos de voos. A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) classifica as atividades da aviação civil em dois grupos - geral e comercial.

A aviação geral inclui instrução, lazer, negócios não comerciais, trabalho aéreo e "outros" voos. Enquanto isso, os serviços comerciais são divididos entre programados e não programados. Este último inclui operações sob demanda, como táxis aéreos e aviação comercial executiva. Notavelmente, o não programado também inclui serviços fretados.

Em meio à natureza pessoal dessas operações, as empresas privadas de fretamento promovem benefícios de velocidade, conforto e segurança em seus serviços (Foto: Getty Images)

Tipos de voo charter


Portanto, à primeira vista, um voo charter é um voo não programado. Trata-se de uma aeronave que é alugada para uma viagem específica e não faz parte da programação normal de uma transportadora. No entanto, existem vários tipos de voos charter.
  • Privado: geralmente, uma pessoa aluga um avião inteiro, em vez de reservar assentos específicos em um serviço comercial com fretamento privado.
  • Público: aqui, uma companhia aérea oferece serviços para determinados destinos de forma limitada. Muitas vezes são sazonais e podem ser fornecidos por operadores turísticos que alugam uma aeronave.
  • Carga: Assim como nos serviços comerciais regulares, as mercadorias também podem ser transportadas em serviços fretados. O setor viu um aumento desse tipo de serviço em meio aos suprimentos médicos urgentes que tiveram que ser transportados ao redor do mundo em meio à pandemia.
  • Afinidade: Com este tipo, os viajantes fazem parte de um grupo ou organização mais ampla e pagam por suas próprias passagens. Eles podem ser fãs de esportes ou música que vão a um evento especial.
Várias companhias aéreas oferecem serviços regulares e charter (Foto: Getty Images)

Abrindo oportunidades


Ao todo, voar pode ser uma atividade cara e complexa. No entanto, geralmente é a maneira mais eficaz de se locomover. Portanto, o fretamento pode fornecer soluções mais simples para empresas e passageiros que precisam pegar o ar. A capacidade de escolher o tempo, a aeronave e o destino é muito importante. Em última análise, o principal benefício desse serviço personalizado é a flexibilidade.

Notavelmente, as companhias aéreas charter podem oferecer serviços completos. Os gostos da TUI destacam que as organizações podem organizar voos com disposições extras, como catering e ofertas VIP com todas as aeronaves da frota. Assim, os grupos podem alugar Boeing 737, 767 e 787 da TUI para viagens de negócios, incentivos, exposições, passeios de um dia e eventos esportivos.

Os serviços charter têm sido uma graça salvadora para as companhias aéreas nos últimos meses. Por exemplo, os fretamentos da Sun Country Airlines para times esportivos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cassinos e até mesmo a Amazon contribuíram significativamente para sua receita geral, enquanto os serviços regulares tiveram impacto em toda a indústria.

No entanto, você pode até mesmo estar em um voo charter sem perceber. Várias empresas de pacotes de férias na verdade vendem as férias para hotspots que transportam passageiros através de companhias aéreas charter. No entanto, se não for o cliente final personalizando a operação, a empresa está. No geral, em meio às condições em constante mudança no clima atual, os voos charter são uma ótima maneira de a indústria se adaptar.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Vídeo: PH RADAR 81 - Acontecimentos da Aviação


A VARIG estaria completando quase um século de vida! Infelizmente já não está mais entre nós... De qualquer forma comemoramos seu 99º aniversário, pois foi uma companhia que marcou a vida dos brasileiros, e representou por muito tempo o Brasil pelo mundo.

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Por que a comida de avião é sempre ruim? Não tem nada a ver com o preparo e nem com os ingredientes, acredite

A pressão do ar e a baixa umidade interfere drasticamente no paladar e no olfato de uma pessoa.

Pratos asiáticos tendem a ter um aroma mais intenso que podem reter seu sabor de forma
mais eficaz (Foto: Freepik)
“Frango, carne ou peixe?”, pergunta aeromoça dependendo da viagem, da companhia aérea e da sua sorte quanto ao cardápio dentro do avião. Há quem prefira não comer nenhum dos pratos, visto que a comida da viagem sempre parece estar sem tempero, sal e gosto. Porém, um estudo mostrou que isso não é culpa do chef da companhia.

Isso porque suas papilas gustativas percebem a comida e a bebida de maneira muito diferente quando estão navegando a 36.000 pés em comparação com o nível do mar. Dentro da cabine de um avião, o ar recirculado torna-se muito seco — estima-se que tenha cerca de 12% de umidade, o que é mais seco do que a maioria dos desertos — o que deixa nossas passagens nasais mais secas, reduzindo a capacidade do nosso sistema olfativo de discernir o cheiro. Resultando em uma mudança na nossa percepção do sabor da comida.

A secura do ar, aliado a baixa pressão, faz com que a intensidade do sal seja reduzida em até 30% e o açúcar 20% menos. "No ar, a comida e a bebida têm o mesmo sabor de quando estamos resfriados", disse Andrea Burdack-Freitag, pesquisador do Fraunhofer Institute for Building Physics da Alemanha.

O ruído dentro da cabine também pode ser um problema quanto a degustação dos pratos. A mesma pesquisa alemã mostrou que o barulho do avião, que pode chegar a cerca de 80 decibéis, quase o mesmo que um aspirador elétrico, tem um efeito significativo na percepção dos alimentos, especialmente nosso sabor doce e salgado.

O que pode ser feito nesses casos?


Segundo os cientistas, pratos asiáticos tendem a ter um aroma mais intenso e são ricos em umami (tomates, cogumelos e carnes maturadas), ou seja, podem reter seu sabor de forma mais eficaz do que os chamados “pratos mais suaves”, como peixes ou aves.

“Nosso estudo confirmou que, em um ambiente de ruído alto, nosso paladar fica comprometido. Curiosamente, isso foi específico para sabores doces e umami, com sabor doce inibido e sabor umami significativamente aumentado. As propriedades multissensoriais do ambiente onde consumimos nossos alimentos podem alterar nossa percepção dos alimentos que comemos”, diz Robin Dando, professor assistente de ciência alimentar da City University of New York.

domingo, 10 de maio de 2026

Vídeo: VASP - Uma grande escola


A VASP, Viação Aérea São Paulo, foi fundada por um grupo de empresários paulistas em 4 de novembro de 1933, e iniciou operações no dia 12 daquele mês, sendo que suas primeiras linhas partiam do Campo de Marte, para São José do Rio Preto com escala em São Carlos, e para Uberaba com escala em Ribeirão Preto. Os aviões utilizados eram os bimotores ingleses Monospar ST-4 com capacidade para atender apenas três passageiros.’

Logo nos primeiros meses de atividades, a VASP foi obrigada a suspender operações devido a fortes chuvas que castigaram São Paulo, provocando grande inundação na área do Campo de Marte. As atividades seriam retomadas apenas no dia 16 de abril de 1934. A VASP ainda incorporou mais uma aeronave britânica, desta vez o De Havilland DH 84 Dragon. Porém, ao mesmo tempo que os planos de expansão eram ambiciosos, as dificuldades financeiras começavam a impedir projetos para a chegada de outras aeronaves e a ampliação da malha de voos. Acabou estatizada, com o poder estadual comprando 91,6% das ações da empresa.

A frota mais antiga deu lugar aos trimotores alemães Junker 52, sendo que os dois primeiros recebidos pelos paulistas foram introduzidos na rota entre São Paulo e Rio de Janeiro, que passaram a utilizar o recém inaugurado Aeroporto de Congonhas.

A VASP cresceu no mercado nacional, e passou a operar aeronaves clássicas a pistão, entre eles os Douglas DC-3, os Curtiss C-46 "Commando", e os Saab 90 – Scandia. A companhia paulista foi pioneira ao introduzir as primeiras aeronaves turboélices no Brasil, os quadrimotores Vickers Viscount, e anos mais tarde, os jatos Bac 1-11, e primeiros Boeing 737-200. A VASP sempre se destacou por buscar as novidades no segmento, mas os custos subiram substancialmente. Em 1990, a Vasp acumulava dívidas que chegavam a US$ 750 milhões. Acabou sendo privatizada durante o governo Orestes Quércia, e o Estado de São Paulo passou a companhia para as mãos do empresário Wagner Canhedo, que adquiriu 60% das ações por US$ 43,7 milhões.

As dificuldades financeiras levaram a companhia a abandonar as suas linhas internacionais e devolver suas aeronaves de grande porte do modelo MD-11. Os aviões que sobraram tornaram-se obsoletos, muitos sucateados e, sem dinheiro em caixa para renovação, diante de uma forte concorrência, a VASP acabou encerrando operações em janeiro de 2005, sendo que sua falência foi decretada três anos mais tarde.

sábado, 9 de maio de 2026

Power bank e bateria no avião: entenda novas regras do que pode ir a bordo

Podem ser levados até dois power banks por passageiro no voo (Imagem: Getty Images)
Desde março, a OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), agência ligada à ONU (Organização das Nações Unidas) que regulamenta o setor, definiu novas regras para o transporte de carregadores portáteis, os power banks, e baterias a bordo de aviões.

No começo de abril, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) atualizou as normas para levar e usar esses itens em voos.

Veja a seguir como ficaram as regras.

Novidades e reforços


Entre os principais pontos da nova normativa, alguns já existiam e outros são inéditos.

Entre as regras já existentes, que estão sendo reforçadas a partir de agora, destacam-se:
  • Power banks e baterias extras devem ser levados apenas na bagagem de mão;
  • Estão permitidos dispositivos de até 100 Wh;
  • Modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh precisam estar autorizados previamente pelas companhias aéreas para irem a bordo;
  • Dispositivos com capacidade nominal superior a 160 Wh não podem ser levados pelos passageiros;
  • Os power banks devem ser protegidos contra curto-circuito.
Caso os dispositivos estejam em desacordo com as normas (como capacidade acima de 160 Wh), deverão ser descartados antes da verificação de segurança.

Já quanto à proteção contra curto-circuito, os terminais deverão estar isolados ou na embalagem original.

Entre as novas regras, destacam-se:
  • Podem ser levados até dois power banks por passageiro no voo;
  • Fica proibido recarregar os power banks a bordo das aeronaves (seja por meio das tomadas elétricas ou USB disponibilizadas nos voos);
  • A recomendação é não usar os power banks para carregar outros dispositivos a bordo (justamente para evitar sobreaquecimento ou outros problemas).
  • Caso cometa algum erro, além das medidas cabíveis, o passageiro poderá perder o voo.
É preciso ficar atento às atualizações das regras, principalmente quanto à quantidade e ao recarregamento das baterias a bordo.

Antes de viajar, o passageiro deve verificar essa informação e, em caso de dúvida, consultar a companhia aérea ou a Anac por meio deste link.

Como saber a capacidade?


É comum encontrar a capacidade das baterias e power banks registrada em mAh (miliampere-hora). Para saber a capacidade em Wh, que é o que realmente importa para voar, é preciso fazer uma conta.

A fórmula é: Wh = mAh × V ÷ 1.000.

Em geral, os power banks comuns têm uma bateria de 3,7 V. Então, basta multiplicar a potência em mAh por 0,0037 (a tensão de saída, de 3,7 V dividido por mil).

Exemplos:
  • Power bank de 10.000 mAh: Potência aproximada de 37 Wh
  • Power bank de 20.000 mAh: Potência aproximada de 74 Wh
  • Power bank de 27.000 mAh: Potência aproximada de 100 Wh

O que dizem as companhias?


Veja a seguir as notas enviadas por Azul, Gol e Latam:

"A Azul informa que segue rigorosamente todas as normas operacionais e de segurança vigentes. Desta forma, a companhia cumpre as exigências regulatórias, proibindo o uso de carregadores portáteis de bateria durante os voos. Para comodidade dos clientes, a Azul oferece tomadas em suas aeronaves Embraer 195-E2 e em todos os modelos de Airbus." - Nota da Azul.

"A Gol tem a segurança como seu valor número um e segue rigorosamente todas as normas estabelecidas pelas autoridades competentes. Em conformidade com o divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última sexta-feira (24 de abril), a companhia adotará a partir de 4 de maio as normas sobre o transporte e uso de carregadores portáteis de bateria (power banks) a bordo conforme exposto no site da agência." - Nota da Gol.

"A Latam Airlines Brasil esclarece que segue a Instrução Suplementar nº 175-001 Revisão M, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para o transporte de baterias de lítio em voos comerciais. Pela regra, carregadores portáteis (power banks) devem ser levados exclusivamente na bagagem de mão e não podem ser recarregados nem utilizados durante o voo, sendo permitido apenas o seu porte. Em linha com a normativa e com foco na segurança operacional, a Latam adotou a restrição a partir de 15 de abril. Mais informações sobre o transporte de baterias de lítio estão disponíveis aqui." - Nota da Latam.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

6 companhias aéreas com as melhores opções de refeições em classe econômica do mundo em 2026

(Crédito: EVA Air)
Qualquer viajante experiente já teve experiências desagradáveis ​​jantando na classe econômica. Muitas vezes, somos servidos com comida quase intragável em recipientes frágeis e ainda temos que comê-la com talheres de plástico praticamente inutilizáveis. Isso não é nenhuma surpresa, considerando o desejo constante das companhias aéreas de aumentar suas margens de lucro cortando custos em suas cabines de classe econômica. A categoria "Melhor Serviço de Catering de Classe Econômica de Companhia Aérea 2025" do prêmio World Airline Awards da Skytrax nos ajuda a entender quais companhias aéreas oferecem comida de classe econômica que vale a pena comer.

6. Saudia


Desfrute da hospitalidade do Oriente Médio e de iguarias inspiradas na culinária local.


A experiência gastronômica da Saudia é construída em torno da ideia de "honrar o hóspede", uma tradição transmitida de geração em geração. Sua culinária se inspira na variedade de iguarias encontradas por toda a Arábia Saudita. Chris Loh, do Simple Flying, ficou particularmente impressionado em sua avaliação da classe econômica da Saudia em 2020. "A comida estava realmente fantástica e foi a melhor parte do voo. O lanche inicial servido foi um pedaço de focaccia quente com cobertura de tomate, azeitonas e queijo derretido. Também acompanhava um delicioso iogurte com cerejas inteiras grandes", escreveu ele.

A tabela abaixo lista as dez melhores classificações da Skytrax para serviço de bordo na classe econômica, comparando-as com a premiação geral da classe econômica. Podemos ver que o serviço de bordo é importante, mas não é o fator determinante para a experiência na classe econômica. Por exemplo, a All Nippon Airways (ANA) ocupa o quarto lugar na premiação geral, mas não está entre as dez melhores em serviço de bordo:


Toda a comida servida a bordo das aeronaves da Saudia segue os requisitos halal. A companhia aérea também oferece mais de 17 categorias de refeições para atender a diferentes necessidades alimentares. A Saudia também pode fornecer bolos comemorativos para casamentos, luas de mel e aniversários, mediante solicitação.

5. STARLUX Airlines


A primeira companhia aérea a oferecer aos passageiros da classe econômica acesso à pré-seleção de refeições.


Classificada em quinto lugar pela Skytrax em serviço de bordo na classe econômica, a STARLUX conquistou sua posição por ser a primeira companhia aérea a introduzir o serviço de pré-seleção de refeições em todas as classes. A empresa demonstrou que a experiência gastronômica na classe econômica não precisa se limitar a escolher entre apenas algumas opções. Os passageiros podem pré-selecionar suas refeições utilizando a ferramenta "Gerenciamento de Viagem". Certifique-se de fazer isso com pelo menos 24 horas de antecedência para voos de ida e volta de/para Taipei e 48 horas para voos de ida e volta de/para Taichung.

Como em todas as companhias aéreas, a comida na classe econômica é muito mais limitada do que na classe executiva e na primeira classe. Esses passageiros com orçamento limitado não têm acesso a algumas das parcerias da STARLUX com restaurantes renomados. Por exemplo, para voos partindo de Tóquio, a STARLUX trabalha com o Ningyocho Imahan, um restaurante de sukiyaki centenário na capital japonesa.

Apesar disso, a experiência gastronômica da STARLUX continua sendo bem avaliada por jornalistas de viagem. "A porção era generosa e os sabores estavam perfeitos. A única coisa que poderia ter tornado essa refeição ainda melhor seria uma sobremesa adequada, como um pedaço de bolo ou uma taça de sorvete", escreveu o Travel Codex. Eles voaram do hub da STARLUX em Taipei para Los Angeles.

4. Singapore Airlines


Ótimas opções para passageiros em voos de curta duração.


A aviação de curta distância costuma ser um ponto fraco em termos de serviço de bordo na classe econômica. As companhias aéreas oferecem opções de comida extremamente limitadas ou inexistentes, e muitas vezes não são gratuitas. A Singapore Airlines foge a essa tendência, oferecendo bebidas alcoólicas gratuitas, incluindo vinho e destilados, com lanches em voos de longa distância e duas opções de refeição na maioria dos voos com duração inferior a 3,5 horas. As bebidas incluem chás, café, sucos, refrigerantes, vinho, coquetéis e cerveja.

Em parceria com a SATS, sua fornecedora de refeições, a companhia aérea desenvolveu 40 pratos para os passageiros da classe econômica, garantindo uma experiência diferente a cada voo. São tantos que seria impossível mencionar todos, mas a Singapore Airlines se orgulha especialmente de seu mingau de arroz com almôndegas de porco e ovo centenário, mee siam, laksa, ragu de carne e cogumelos com purê de batatas e bolo de cenoura frito com camarões.


A Singapore Airlines deixa a desejar com a limitada pré-seleção de refeições para passageiros da classe econômica. Esse serviço é reservado para passageiros da primeira classe, classe executiva e classe econômica premium. Passageiros da classe econômica também não têm acesso ao aclamado menu "Book the Cook" da companhia aérea.

3. Qatar Airways


A melhor companhia aérea do mundo impressiona com opções de refeições.


O "Museum of Wander" descreve a oferta gastronômica do Qatar como "refeições que satisfazem até os paladares mais exigentes". "Estou convencido de que o resto da indústria aérea seguiu o exemplo", escrevem. Há diversas opções de refeições com acompanhamentos. Uma opção de entrada é a salada de abóbora assada com queijo feta. Para o prato principal, os passageiros da classe econômica geralmente têm três opções. Exemplos incluem frango salteado à caçadora, carne bovina braseada ao molho vindaloo e penne ao molho Alfredo. Todas as refeições são halal e também existem 19 menus especiais para passageiros com necessidades alimentares culturais e pessoais. Em trechos mais longos, também é oferecida uma segunda refeição ou lanche mais leve.

Além da comida, a variedade de bebidas na classe econômica da Qatar Airways também é impressionante. Vinhos espumantes, tintos e brancos estão disponíveis, juntamente com gim, vodca e uísque de alta qualidade. Coquetéis também são oferecidos a bordo, incluindo Bloody Mary, gim tônica, mimosa, screwdriver e shandy.

No entanto, nem todos os comentaristas estão convencidos com o serviço de bordo da Qatar Airways na classe econômica. O Mr. Plane Guy analisou o assunto e não poupou críticas, reclamando que o serviço rápido ao cliente necessário na classe econômica não condiz com o produto que a Qatar Airways tenta criar. Ele escreveu: "Pedi um gim-tônica e vi a bebida ser servida de forma desleixada. Estou falando de 90% gim e 10% tônica. Imbebível... Afinal, estamos falando da classe econômica, as bebidas são servidas rapidamente em um carrinho. É exatamente por isso que aquelas garrafinhas funcionam melhor a 10.000 metros de altitude. A mesma medida sempre, sem surpresas."

2. Cathay Pacific


A companhia aérea de Hong Kong se inspira em comidas populares da região.


A Cathay Pacific ocupa o segundo lugar em qualidade de refeições na classe econômica. "Sejam clássicos cantoneses elaborados por restaurantes estrelados Michelin, pratos vegetarianos saudáveis, as icônicas tortas de nata de Hong Kong ou café fresco, estamos comprometidos em oferecer a você uma experiência de bordo de alta qualidade", escreve a companhia aérea. Ela elaborou um cardápio de exemplo do que você pode esperar, dividido em bebidas, café da manhã, lanches e jantar. A inspiração vem da culinária tradicional, saudável e com foco em vegetais de Hong Kong.

O café da manhã inclui frutas frescas, iogurte e outras opções, como omelete de cogumelos ou dim sum chinês. A experiência do café da manhã é complementada com café ou chá tradicionais, ou chá com leite ao estilo de Hong Kong. Os lanches incluem uma torta de ovo ao estilo de Hong Kong, com opções maiores, como macarrão instantâneo, disponíveis mediante solicitação. O jantar, a refeição principal, oferece opções como pepino marinado, pato ou carne bovina assada, ou paneer temperado. O jantar é finalizado com frutas frescas ou sorvete e chá ou café. As opções exatas de comida disponíveis no seu voo serão exibidas em um menu impresso em inglês e cantonês. Além disso, o número de serviços que você receberá será definido pela duração do seu voo.

"As refeições em si eram saborosas e bem servidas. O sorvete Häagen-Dazs servido com o jantar foi, sem dúvida, um destaque. Qualquer companhia aérea que sirva sorvete na classe econômica ganha pontos extras comigo", escreve o Museum of Wander.


As opções de bebidas também serão tentadoras. Os refrigerantes se limitam às latas de refrigerante, sucos, chá e café esperados, mas a Cathay Pacific oferece uma excelente seleção de bebidas alcoólicas. Isso inclui vinhos internacionais, além de uma variedade de cervejas, incluindo a pale ale artesanal da própria companhia. Os apreciadores de destilados podem desfrutar de rum Bacardi, Baileys, Chivas Regal, Courvoisier, vodka Finlandia e gim Gordon's.

1. EVA Air


O melhor serviço de bordo da classe econômica do mundo se destaca pelas ótimas opções para diferentes necessidades alimentares.


A EVA Air é um nome familiar para a maioria dos entusiastas da aviação com inclinação histórica, pois foi a primeira companhia aérea a introduzir a classe econômica premium . Essa ousada iniciativa surgiu no início da década de 1990. No entanto, os passageiros da classe imediatamente inferior também são bem atendidos pela EVA Air, reconhecida por ter o melhor serviço de bordo em classe econômica do mundo. As refeições estão incluídas no voo e são elaboradas a partir de menus criados por chefs renomados. A companhia aérea se inspira nas tradições culinárias taiwanesas e asiáticas.

Os passageiros podem visualizar online o menu exato que estará disponível em seu voo. A EVA afirma que essa redução nos menus físicos evita a emissão de 571.526 kg de carbono por ano, o equivalente à quantidade absorvida por uma floresta de 157 hectares.

Além do interessante cardápio asiático e da comida de alta qualidade, a EVA também se destaca por atender a uma ampla gama de necessidades religiosas, culturais e alimentares. A companhia aérea serve refeições adequadas para hindus, muçulmanos e judeus. Caso precise de alguma dessas opções, certifique-se de avisar a EVA com bastante antecedência. As refeições padrão geralmente não contêm carne bovina.

Com informações de Simple Flying

Ranking lista melhores aéreas do mundo, e apenas uma brasileira aparece

Aviões da Qatar Airways comemorativos da Copa do Mundo de Futebol de 2022, ano em que o
país do Oriente Médio sediou o evento (Imagem: Divulgação/12.jan.2022/Qatar Airways)
A plataforma especializada em segurança e avaliação de companhias aéreas AirlineRatings divulgou recentemente os vencedores do prêmio de melhores companhias aéreas do mundo.

O prêmio tem foco exclusivamente na experiência de bordo, como conforto, refeições e entretenimento. O ranking é elaborado com base em critérios técnicos de seus especialistas, sem votação popular.

Entre todas as eleitas, apenas uma brasileira aparece no ranking. A Gol foi eleita a 15ª melhor companhia aérea de baixo custo do mundo, categoria da qual pode deixar de participar com a entrada em operação dos voos para a Europa e Nova York (EUA) e a chegada do novo modelo de avião Airbus A330 à sua frota.

Veja a seguir os rankings por categoria.

Serviço completo


As empresas de serviço completo, também chamadas de full-service, são aquelas que oferecem uma experiência premium e abrangente, com itens como bagagem despachada, refeições e bebidas (incluindo alcoólicas) gratuitas, além de entretenimento de bordo, assentos mais confortáveis e, nas classes superiores, camas reclináveis e suítes privativas.
  1. Qatar Airways (Catar)
  2. Cathay Pacific (Hong Kong)
  3. Singapore Airlines (Singapura)
  4. Korean Air (Coreia do Sul)
  5. Starlux Airlines (Taiwan)
  6. Japan Airlines (Japão)
  7. Turkish Airlines (Turquia)
  8. Emirates (Emirados Árabes Unidos)
  9. Air New Zealand (Nova Zelândia)
  10. Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos)
  11. EVA Air (Taiwan)
  12. Qantas (Austrália)
  13. Virgin Atlantic (Reino Unido)
  14. Hainan Airlines (China)
  15. All Nippon Airways (ANA) (Japão)
  16. Vietnam Airlines (Vietnã)
  17. jetBlue (Estados Unidos)
  18. KLM Royal Dutch Airlines (Países Baixos)
  19. Air France (França)
  20. Malaysia Airlines (Malásia)
  21. Thai Airways (Tailândia)
  22. Fiji Airways (Fiji)
  23. Saudia Airlines (Arábia Saudita)
  24. Garuda Indonesia (Indonésia)
  25. LOT Polish Airlines

Empresas híbridas


As empresas híbridas são as que adotam um modelo flexível a depender do tipo de operação. Em rotas curtas e médias, funcionam como low cost, comercializando refeições e bebidas a bordo, com menor espaço para as pernas.

Já em voos de médio e longo curso oferecem um produto de serviço completo, com telas nos encostos, maior inclinação de assento, amenidades como cobertores e travesseiros, e uma experiência elevada na classe executiva, com, por exemplo, camas totalmente reclináveis e até suítes com portas, eventualmente.
  1. Lufthansa (Alemanha)
  2. WestJet (Canadá)
  3. Virgin Australia (Austrália)
  4. Delta Air Lines (Estados Unidos)
  5. United Airlines (Estados Unidos)
  6. American Airlines (Estados Unidos)
  7. Swiss (Suíça)
  8. Finnair (Finlândia)
  9. British Airways (Reino Unido)
  10. TAP Portugal (Portugal)
  11. Iberia (Espanha)
  12. Air Canada (Canadá)
  13. Alaska Airlines (Estados Unidos)
  14. Avianca (Colômbia)
  15. Air Europa (Espanha)
  16. Scandinavian Airlines (SAS) (Suécia/Dinamarca/Noruega)
  17. Air Transat (Canadá)
  18. Austrian Airlines (Áustria)
  19. Southwest Airlines (Estados Unidos)
  20. ITA Airways (Itália)

Low costs


As low costs são as companhias de baixo custo, que mantêm tarifas mais baixas ao cobrar separadamente por bagagem, alimentação e seleção de assentos. Algumas, entretanto, incluem opções como entretenimento de bordo com opções de streaming, Wi-Fi gratuito ou até menus premiados.
  1. HK Express (Hong Kong)
  2. Jetstar (Austrália)
  3. AirAsia Group (Malásia)
  4. AirBaltic (Letônia)
  5. Scoot (Singapura)
  6. FlyNAS (Arábia Saudita)
  7. Breeze (Estados Unidos)
  8. easyJet (Reino Unido)
  9. Wizz Air (Hungria)
  10. Vietjet Air (Vietnã)
  11. Ryanair (Irlanda)
  12. Jet2 (Reino Unido)
  13. TUI Group (Alemanha)
  14. Cebu Pacific (Filipinas)
  15. GOL (Brasil)
  16. Norwegian (Noruega)
  17. Volaris (México)
  18. SKY Airline (Chile)
  19. Vueling (Espanha)
  20. Spring Airlines China (China)
Já entre as ultra low costs, empresas que levam o modelo ao extremo, com tarifas ultracompetitivas e cobrando por todos os extras, mas mantendo uma operação eficiente e de alta frequência, se destacam:
  1. Vietjet Air (Vietnã)
  2. Wizz Air Group (Hungria)

Outras premiações


Além dos tradicionais rankings, também foram premiadas as seguintes empresas:

Melhor companhia aérea regional: Porter Airlines (Canadá)

A empresa canadense oferece vinho e cerveja grátis em copos de vidro e Wi-Fi de alta velocidade gratuito na frota de aviões Embraer E195-E2.

Melhor low cost de longo curso: Jetstar Airways (Austrália)

A empresa oferece voos em aviões 787 Dreamliner, o mais moderno da Boeing. Os passageiros devem pagar à parte por adicionais como refeições, bagagem e seleção de assentos, mas possui tomadas a bordo, ajuste elétrico do encosto dos assentos e espaço razoavelmente maior para as pernas do que o de algumas concorrentes.

Melhor cargueira: Cathay Cargo (Hong Kong)

Foi considerado que a empresa oferece soluções para produtos farmacêuticos, perecíveis e cargas de alto valor, instalações avançadas em Hong Kong e inovação em serviços digitais de carga.

Melhor aeroporto do mundo: Aeroporto de Changi (Singapura)

O local tem grandes facilidades na conectividade e um interior considerado um dos mais belos do mundo.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)