quarta-feira, 31 de maio de 2023

A inacreditável história do piloto da Força Aérea Brasileira que conseguiu pousar um avião de guerra com apenas uma asa intacta

Conheça a história do piloto brasileiro que conseguiu destruir vários alvos alemães enquanto sobrevoava a Itália, foi atingido severamente, e trouxe seu avião P-47 Thunderbolt de volta à segurança, mesmo após ter perdido quase uma asa inteira da aeronave!


Manchete do jornal O Globo noticiando o afundamento do Buarque
Embora tenha levado um certo tempo para o Brasil finalmente entrar na Segunda Guerra Mundial, nossas forças armadas deixaram marcas profundas na história da guerra. Nossa Aeronáutica, Marinha e Exércitos Brasileiros mostraram habilidades, força e determinação muito acima das expectativas de todos os combatentes, impressionando até mesmo seus próprios inimigos. Foi, sem dúvida, uma presença marcante no teatro europeu.

Nossa entrada na Segunda Guerra Mundial se deu após vários ataques a navios e portos brasileiros por submarinos alemães e italianos, alegadamente em represália à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do Atlântico. Trocando em miúdos, os acordos descritos na Carta do Atlântico previam o alinhamento automático brasileiro com qualquer nação do continente americano que fosse atacada por uma potência extracontinental. Essa adesão, sob a ótica alemã e italiana, tornava a dita neutralidade brasileira apenas teórica e, por isso, justificaria os torpedeamentos.

Os ataques à navios mercantes navios mercantes brasileiros duraram meses, levando ao afundamento de pelo menos 36 embarcações. No dia 22 de agosto de 1942 o Brasil finalmente resolveu dar um basta, juntando-se às forças aliadas e declarando guerra às forças do Eixo.

Começava o preparo do país para irmos a guerra na Europa. As tropas do país ficaram conhecidas coletivamente como Força Expedicionária Brasileira.

Propaganda brasileira anunciando a declaração de guerra
as potências do Eixo em 10 de novembro de 1943

Nascimento da Força Aérea Brasileira


A nossa Força Aérea Brasileira foi criada em 1941, mas o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Jambock, só foi formado em dezembro de 1943. O treinamento começou no mês seguinte, com os pilotos brasileiros viajando para Orlando, Flórida. Lá, os pilotos passaram por um programa de aperfeiçoamento de 60 horas para se adequarem aos padrões da Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos (USAAF), praticando em aviões do tipo Curtiss P-40 Warhawks..

Em seguida, o Jambock viajou para Aguadulce, no Panamá, onde iniciou outro extenso programa de treinamento, ainda maior, com 110 horas de duração. Após isso, foram transferidos de volta para os EUA, onde terminaram seu treinamento no mais novo caça da USAAF: o incrível Republic P-47 Thunderbolt.

O caça-bombardeiro P-47 Thunderbolt era um avião de fabricação americana, usado por várias Forças Aéreas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo o Brasil. Na foto, um P-47 brasileiro, com o emblema “Senta a Púa” pintado no nariz do avião

Início da Campanha da Itália



Depois que os pilotos se familiarizaram com o P-47, o 1º Grupo de Aviação de Caça foi enviado para a Itália, no dia 6 de outubro de 1944. Imediatamente os homens começaram a trabalhar. Nem bem haviam chegado e já foram escalados para inúmeras missões de ataque, contra os mais diversos alvos: ferrovias, refinarias, depósitos, estruturas de apoio e até bases inimigas inteiras.

A Força Aérea Brasileira teve muito sucesso na Campanha da Itália mas uma missão específica se destacou como sendo particularmente lendária.

Aviador da Força Aérea Brasileira posa para a foto de cima de asa de avião de caça.
O emblema “Senta a Púa” pode ser visto logo ao lado do seu joelho

Piloto novato, habilidades de veterano


As nove horas da manhã do dia 27 de janeiro de 1945, um jovem tenente de apenas 20 anos de idade, Raymundo da Costa Canário, decolou de sua base no norte da Itália para cumprir uma missão ao lado das Forças Aéreas Aliadas do Mediterrâneo (MAAF). Objetivos: atacar (e destruir) o maior número possível de tanques alemães Tiger I, na época, um dos tanques mais avançados do mundo.

O tenente brasileiro voava no seu P-47 Thunderbolt, enquanto seus amigos das demais forças aéreas aliadas utilizavam Spitfires.

Nesse dia a visibilidade estava bastante fraca, mas isso não impediria o jovem aviador. Depois de encontrar seus alvos, o tenente se preparou pra realizar a primeira investida contra o inimigo. Quando fez a primeira passagem sobre os alvos, seu avião foi atingido por fogo terrestre, mas dois tanques foram destruídos. Confiante que os danos a seu avião ainda eram mínimos, Raymundo realizou um novo ataque, desta vez, destruindo um outro tanque. Sua fuselagem já não estava nas melhores condições, mas o avião ainda voava de maneira estável. Como ainda estava armado, o piloto, então, decidiu realizar uma terceira passagem. Desta vez, no entanto, cometeu um erro quase fatal.

Voando com menos do que “meia asa”


Foto mostra o caça P-47 do Tenente Raymundo da Costa Canário voando com
praticamente apenas uma das asas do avião intactas
Voando a baixa altitude, a margem de erro é sempre baixíssima. Como o tempo não estava lá essas coisas e visibilidade continuava muito baixa, o tenente Raymundo Canário acabou voando próximo demais de uma fábrica, atingindo uma das chaminés com a asa direita do seu avião. A chaminé cortou cirurgicamente quase dois metros da sua asa. Ao invés de levar a aeronave ao chão, contudo, o P-47, milagrosamente, continuou a voar como se nada tivesse acontecido. O tenente, então, achou que seria mais seguro ganhar altitude e tentar continuar voando até sua base, abrigando-se atrás dos Spitfires aliados que patrulhavam a região.

No entanto, o piloto logo percebeu que não apenas a asa de seu avião havia sido perdida: o rádio também já era. O aviador brasileiro não conseguia alertar os pilotos da sua situação, nem informar adequadamente sua posição, o que tornava tudo pior. Devido ao novo formato bizarro do P-47 do Tenente Raymundo, um avião de uma asa só, os Spitfires não o reconheceram de imediato e começaram a atirar. Somente após atingirem diversas vezes o P-47 é que os os Spitfires perceberam que se tratava na verdade de uma aeronave amiga. A essa altura, a cauda do avião do piloto brasileiro já havia sido severamente danificada.

Canário, no entanto, com muito custo e exímia habilidade, conseguiu levar seu P-47 de volta pra base, pousando a aeronave em segurança. De fato, o P-47, mais tarde, seria reconhecido mundialmente como uma aeronave extremamente robusta, resistente e confiável. Mas, naquele dia, esse não era o único diferencial: a habilidade e a confiança de um jovem aviador (e talvez um pouco da teimosia brasileira!) é que levaram tanto aeronave como seu piloto de volta pra casa, são e salvos.

O avião seria destinado ao ferro velho, mas o tenente insistiu que deveria ser consertado, e ele estava absolutamente certo: O lendário P-47 de uma asa só ainda voou por mais 50 missões.

Uma trajetória repleta de sucessos


Foto ao lado: Raymundo da Costa Canário – 2º Tenente Aviador

Raymundo da Costa Canário voou em 51 missões de combate, a primeira em 20 de janeiro de 1945 e a última em primeiro de maio do mesmo ano. Durante a sua 14ª missão, em 15 de fevereiro de 1945, foi abatido pela antiaérea inimiga, saltando de paraquedas e caindo em plena ‘terra de ninguém’. Foi resgatado justamente por uma Patrulha de Pracinhas Brasileiros e levado imediatamente para a base aérea de Pisa. Dois dias depois, o jovem aviador já estava voando novamente em combate.

Ao longo de sua vida, acumulou mais de 30 mil horas de voo e somente deixou a profissão aos 60 anos de idade.

Os 10 voos sem escalas mais longos do mundo

A aeronave de passageiros Airbus A350-900ULR Ultra Long Haul da Singapore Airlines prestes
a pousar no Aeroporto Internacional John F Kennedy de Nova York (Foto: Divulgação/JFK)
Viajar para lugares distantes é mais fácil do que nunca com os modernos voos de longo curso sem escalas, permitindo que os passageiros viajem longas distâncias sem interrupções ou mudanças de avião.

Aqui detalhamos os 10 voos sem escalas mais longos do mundo, que oferecem uma combinação de conforto incrível, excelente serviço e tecnologia avançada.

Venha conosco em um tour virtual para conhecer os diferentes aviões, quanto tempo dura cada voo e a que distância eles vão.

Começaremos com o mais curto dos dez lances e seguiremos até o mais longo.

10. United Airlines – Houston (IAH) para Sydney (SYD)


Tempo de voo e distância: 17 horas e 30 minutos, 8.596 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 787-9

Serviços e classes a bordo: a aeronave conta com diferentes classes de cabine, incluindo Economy Class (149 assentos), Economy Plus (39 assentos) e United Polaris Business Class (48 assentos).

A aeronave foi projetada com janelas notavelmente grandes, permitindo que a luz natural preencha a cabine e proporcione algumas vistas deslumbrantes.

9. Qantas – Darwin (DRW) para Londres (LHR)


Tempo de voo e distância: 17 horas e 55 minutos, 8.620 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 787-9

Serviços e aulas a bordo: idênticos ao Perth (PER) para Londres (LHR).

8. Air India – Bangalore (BLR) para San Francisco (SFO)


Tempo de voo e distância: 16 horas e 10 minutos, 8.701 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 777-200LR (Long Range)

Serviços e classes a bordo: a aeronave conta com diferentes classes de cabine, incluindo Economy Class (195 assentos), Business Class (35 assentos) e uma luxuosa cabine First Class (8 assentos).

A Air India oferece um menu diversificado com uma variedade de opções em todas as classes. Os passageiros podem desfrutar de refeições à base de plantas, como kebabs de vegetais e curry vermelho tailandês com tofu. As opções de café da manhã, almoço e jantar incluem pratos de fusão, como ovos mexidos com cogumelos e achari paneer, além de clássicos como tomate assado e bocconcini caprese.

A seleção de sobremesas apresenta guloseimas indulgentes como delícia de maracujá de manga, kheer de quinoa e laranja e bolo de mousse de amêndoas expresso. Para complementar as refeições, o menu do bar também oferece uma seleção de vinhos finos.

7. Singapore Airlines – Cingapura (SIN) para Los Angeles (LAX)


Tempo de voo e distância: 15 horas e 10 minutos, 8.770 milhas

Tipo de aeronave: Airbus A350-900ULR (Ultra Long Range)

Serviços e aulas a bordo: idênticos aos de Singapura (SIN) para Nova York (JFK).

6. Emirates – Dubai (DXB) para Auckland (AKL)


Tempo de voo e distância: 15 horas e 55 minutos, 8.824 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 777-200LR (Long Range)

Serviços e classes a bordo: a aeronave conta com diferentes classes de cabine, incluindo Economy Class (216 assentos), Business Class (42 assentos) e uma luxuosa cabine First Class (8 assentos).

Os passageiros da primeira classe desfrutam de uma ampla seleção de bebidas, incluindo vinhos finos. Eles também têm direito a uma variedade de opções gastronômicas, como cinco entradas, quatro pratos principais, quatro sobremesas, chocolates e lanches leves. O cardápio atende aos mais diversos gostos, com alguns pratos influenciados pela culinária árabe e outros com sabores internacionais.

Na classe econômica, as opções de refeições são mais limitadas. Os passageiros podem escolher entre opções de refeições vegetarianas e não vegetarianas, mas cada categoria de prato oferece apenas duas opções.

5. Air New Zealand – Auckland (AKL) para Nova York (JFK)


Tempo de voo e distância: 16 horas e 15 minutos, 8.828 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 787-9

Serviços e aulas a bordo: os passageiros que viajam no Boeing 787-9 da Air New Zealand na rota de Auckland para Nova York podem esperar um ambiente de cabine moderno e elegante. A aeronave possui várias classes de cabine, incluindo Economy Class (263 assentos), Premium Economy (21 assentos) e Business Premier (18 assentos).

A Air New Zealand é conhecida por suas excelentes ofertas culinárias, e os passageiros na rota de Auckland para Nova York podem desfrutar de uma experiência gastronômica impressionante. Os talentosos chefs da companhia aérea selecionam um menu com uma variedade de pratos gourmet, apresentando os sabores da Nova Zelândia e da culinária internacional.

4. Qantas – Melbourne (MEL) para Dallas (DFW)


Tempo de voo e distância: 18 horas e 15 minutos, 8.992 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 787-9

Serviços e aulas a bordo: idênticos ao Perth (PER) para Londres (LHR).

3. Qantas – Perth (PER) para Londres (LHR)


Tempo de voo e distância: 17 horas e 32 minutos, 9.010 milhas

Tipo de aeronave: Boeing 787-9

Serviços e aulas a bordo: os passageiros que viajam no Boeing 787-9 da Qantas na rota Perth-Londres podem esperar uma cabine moderna e bem projetada. A aeronave possui diferentes classes de cabine, incluindo Economy Class (166 assentos), Premium Economy Class (28 assentos) e Business Class (42 assentos). Cada classe é cuidadosamente elaborada para proporcionar o máximo conforto, com assentos ergonômicos, amplo espaço para as pernas e comodidades personalizadas.

A Qantas dá grande ênfase à excelência culinária, e os viajantes na rota de Perth a Londres são brindados com uma deliciosa experiência gastronômica. A equipe de chefs talentosos da companhia aérea organiza um menu que apresenta uma variedade de pratos gourmet, inspirados nas cozinhas australiana e internacional. Quem estiver a bordo poderá desfrutar de deliciosas refeições acompanhadas por uma seleção de bons vinhos, bebidas e refrescos.

2. Singapore Airlines – Singapura (SIN) para Newark (EWR)


Tempo de voo e distância: 18 horas e 25 minutos, 9.523 milhas

Tipo de aeronave: Airbus A350-900ULR (Ultra Long Range)

Serviços e aulas a bordo: idênticos aos de Singapura (SIN) para Nova York (JFK).

1. O voo mais longo da Singapore Airlines – Cingapura (SIN) para Nova York (JFK)


Tempo de voo e distância: 18 horas e 7 minutos, 9.537 milhas

Tipo de aeronave: Airbus A350-900ULR (Ultra Long Range)

Serviços e classes a bordo: os passageiros que voam no A350-900ULR da Singapore Airlines na rota Cingapura-Nova York podem esperar assentos espaçosos especialmente projetados para voos de longa distância. A aeronave possui várias classes de cabine, incluindo Economy Class (92 assentos), Premium Economy Class (94 assentos) e a moderna Business Class (67 assentos). Cada classe é projetada para proporcionar o máximo de conforto e relaxamento, com amplo espaço para as pernas e comodidades personalizadas.

A Singapore Airlines tem muito orgulho de suas ofertas culinárias, e aqueles a bordo da rota de Cingapura para Nova York desfrutam de uma experiência gastronômica excepcional. Os chefs de classe mundial da companhia aérea selecionam um menu delicioso com refeições gourmet inspiradas na culinária internacional. Os passageiros podem se deliciar com uma variedade de pratos suntuosos acompanhados por uma seleção criteriosa de vinhos finos e bebidas.

Na rota Cingapura-Nova York, o Airbus A350-900ULR prioriza o bem-estar e o conforto dos passageiros. A aeronave está equipada com sistemas avançados de filtragem de ar que garantem um ambiente de cabine limpo e fresco. A cabine também é pressurizada em uma altitude menor, o que ajuda a reduzir os efeitos do jet lag e permite que os viajantes cheguem ao seu destino sentindo-se revigorados.

Com informações da AeroTime

Tecnologia poderosa e leve: maior motor aeronáutico do mundo, que utiliza combustível totalmente sustentável, é testado com sucesso

(Foto: Reprodução/Google Imagens/Aeroin)
A Nova Era da Tecnologia: Rolls-Royce e seu Motor Aeronáutico UltraFan

A Rolls-Royce, famosa por seus automóveis de luxo, também é uma protagonista na indústria da aviação. Recentemente, a empresa concluiu com sucesso os primeiros testes em solo do seu revolucionário motor aeronáutico UltraFan, transformando a tecnologia, nas suas instalações em Derby, Reino Unido, segundo publicação da CNN. Essa conquista marca um marco significativo para a fabricante, que não realizava testes em uma arquitetura de motor para avião totalmente nova há mais de 50 anos.

O Motor Aeronáutico UltraFan: Eficiência e Inovação

O UltraFan, desenvolvido pela Rolls-Royce, promete uma melhoria de eficiência de 10 % em relação ao motor Trent XWB, considerado o motor para avião de grande porte mais eficiente em serviço atualmente. Com essa nova tecnologia, a Rolls-Royce busca elevar os padrões de eficiência e sustentabilidade no setor da aviação.

Transferência de Tecnologia e Futuro Promissor

A Rolls-Royce planeja transferir as tecnologias desenvolvidas para o UltraFan para aprimorar seus motores Trent existentes. Essa abordagem permite a aplicação imediata das inovações e benefícios alcançados por meio do programa de desenvolvimento do UltraFan. Além disso, a tecnologia escalável do motor para avião possui potencial para impulsionar a próxima geração de aeronaves previstas para a década de 2030, fornecendo uma base sólida para as futuras demandas da indústria da aviação.

Logo, fica claro que a Rolls-Royce está trazendo inovação e tecnologia de ponta para a indústria de avião com o seu motor aeronáutico UltraFan. Com uma arquitetura totalmente nova e melhorias significativas em eficiência, a empresa está liderando o caminho para um futuro mais sustentável na aviação. Através de testes bem-sucedidos e um compromisso com a excelência, a Rolls-Royce reforça sua posição como uma das principais fabricantes de motores do mundo.

Pioneirismo Tecnológico e Sustentabilidade

A Rolls-Royce investiu em tecnologia de fabricação 3D de alta precisão para criar um motor poderoso e leve. A empresa utiliza robôs de fabricação para produzir a maioria das pás do UltraFan em composto de carbono, adicionando força e resiliência às bordas principais por meio do uso de titânio. Essa abordagem resulta em um motor eficiente e sustentável para aviões, alinhado com a busca atual por soluções mais ecológicas.

A visão da Rolls-Royce para o UltraFan é revolucionar a indústria da aviação, melhorando os motores atuais e criando uma base sólida para as aeronaves do futuro. Combinado com combustíveis sustentáveis para avião, o UltraFan desempenhará um papel fundamental na busca pela meta da indústria de voo Net Zero até 2050. Sob a liderança do CEO Tufan Erginbilgic, a Rolls-Royce está determinada a deixar sua marca na história da aviação.

Aconteceu em 31 de maio de 1973: Acidente no voo 440 da Indian Airlines na aproximação a Nova Deli, na Índia


Em 31 de maio de 1973, o Boeing 737-2A8, prefixo VT-EAM, da Indian Airlines, partiu para realizar o voo 440 do Aeroporto Madras (agora Chennai) para o Aeroporto Palam, de Nova Deli, na Índia, levando a bordo 58 passageiros e sete tripulantes.

Um Boeing 737-200 da Indian Airlines, semelhante ao envolvido no acidente
Quando o voo 440 se aproximou do Aeroporto Internacional de Palam em meio a uma tempestade de poeira e chuva e, apesar de não conseguir localizar a pista, o capitão decidiu continuar a aproximação e passou abaixo do planeio. 

Com os flaps para 40°, a aeronave atingiu cabos de alta tensão durante uma abordagem NDB com visibilidade abaixo do mínimo. 

O Boeing 737 caiu em chamas perto do distrito de Vasant Vihar, cerca de 3 km a leste do aeroporto, matando 48 dos 65 passageiros e a tripulação a bordo, enquanto 17 outros ocupantes ficaram feridos.

Os sobreviventes incluíam três americanos e dois japoneses. Entre os mortos estavam quatro americanos, três pessoas do Reino Unido e uma mulher do Iêmen. Entre os mortos estava o ministro indiano de Minas de Ferro e Aço, Mohan Kumaramangalam.

Oficiais de resgate disseram que os sobreviventes estavam na frente da aeronave, embora um sobrevivente tenha relatado estar sentado na fileira de trás.

Jamais esquecerei o som. O som do metal sendo triturado ”, diz George Larson, passageiro do voo 440  da Indian Airlines de Chennai (Madras) para Nova Delhi em 1973. Eram 22:30 - escuridão do lado de fora. Uma tempestade estava forte e o avião estava voando baixo. 

A traseira bateu no chão primeiro. Larson foi jogado da cadeira. Enquanto isso, o avião continuou se movendo. Cabos elétricos dispararam e outros passageiros gritaram quando a fuselagem começou a se dividir ao meio.

A próxima coisa que Larson percebeu foi que ele estava acordado, deitado de costas em alguns destroços. Ele tentou mover as pernas, mas estava preso. Logo houve uma explosão quando o calor acendeu os tanques de combustível pelas asas.

Enquanto os destroços choviam ao seu redor, Larson percebeu que teria que se salvar. Com um último suspiro - “queimou meus pulmões, o ar estava tão quente” - ele empurrou os destroços e rolou para o chão. Então ele abriu caminho para a segurança. Dos 65 passageiros e tripulantes a bordo, Larson foi um dos apenas 17 sobreviventes.

Larson teve uma sorte extraordinária. Poucos minutos antes, ele havia feito algo imprudente. Ele estava sentado na última fila, conversando com a aeromoça ao lado dele. Embora os sinais de cinto de segurança estivessem colocados, ele desfez o seu. “Sem rima, sem motivo, acabei de fazer”, diz ele. A maioria das pessoas que desabotoam antes de um acidente de avião não sobrevive.

No entanto, após a queda, Larson também teve o raciocínio rápido e coragem para se proteger antes que o fogo se propagasse.


Os investigadores determinaram que o acidente do voo 440 da Indian Airlines foi causado pela tripulação que desceu abaixo da altura mínima de decisão.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN e Wikipedia

31 de maio: Dia mundial do Comissário de Voo

Hoje, 31 de maio, é o dia mundial do comissário de voo, uma profissão que talvez muita gente não saiba do porque ela existe e precisa ser tão valorizada.


O comissário de voo é imprescindível para a realização de um voo com passageiros, dos menores aos maiores aviões.

Antes da profissão existir, quem atendia os passageiros a bordo eram os pilotos. Que serviam coisas em pequenas quantidades mas especialmente doces, como o chiclete para aliviar a pressão da cabine nos ouvidos.

Os pilotos não tinham muito tempo para realizar o serviço de bordo, então eles tinham pequenas guloseimas para facilitar e agilizar o serviço. Hoje em dia, os comissários estão prontos para ajudar os passageiros a se acomodarem bem na cabine de passageiros, mas por volta de 1920 as companhias contratavam atendentes para realizar essas ações, contratavam em especial adolescentes ou pessoas de baixa estatura.

Somente depois de alguns anos começava a ter um comissário a bordo dos aviões, e a primeira pessoa a embarcar como uma foi uma enfermeira.

A britânica Ellen Church
A britânica Ellen Church, que na verdade sonhava em ser piloto de aeronaves, mas naquela época por volta de 1930 havia muito preconceito pelas mulheres querem estar comandando grandes aeronaves e logo nenhuma era contratada, então Ellen propôs à Boeing Air Transport que colocassem enfermeiras a bordo.

A razão era simples, era pra cuidarem da saúde dos passageiros a bordo, com o avião longe da tecnologia que vemos hoje, com o ar bem pressurizado e ruídos cada vez menores nas cabines, os passageiros ficavam nervosos e apreensivos causando até mal estar.

Depois de algum tempo em experiência, a opção da enfermeira a bordo foi um grande sucesso e ajudou muito os passageiros, então outras companhias aéreas especialmente da Europa começaram a contratar suas comissárias de voo.

Em uma época onde se predominava homens nas profissões e consequentemente se resultava em “machismo”, as empresas também passaram a contratar homens para a função.

A razão era simples, era pra cuidarem da saúde dos passageiros a bordo, com o avião longe da tecnologia que vemos hoje, com o ar bem pressurizado e ruídos cada vez menores nas cabines, os passageiros ficavam nervosos e apreensivos causando até mal estar.

Depois de algum tempo em experiência, a opção da enfermeira a bordo foi um grande sucesso e ajudou muito os passageiros, então outras companhias aéreas especialmente da Europa começaram a contratar suas comissárias de voo.

Em uma época onde se predominava homens nas profissões e consequentemente se resultava em “machismo”, as empresas também passaram a contratar homens para a função.

No Brasil


No Brasil, as companhias aéreas somente passaram a contratar comissários após a Segunda Guerra Mundial, mas ainda antes da Guerra, algumas empresas fizeram experiências com a presença de comissários a bordo.

As empresas pioneiras na contratação de comissários foram a Varig, a Real e o Lóide Aéreo. A Varig só contratava homens, mas a Real e o Lóide empregavam muitas mulheres na função. A Varig somente começou a contratar mulheres quando estava para iniciar os voos internacionais para Nova York, em 1954.

Os aviões que realizavam a rota eram os Lockheed Super Constellation, que tinham leitos para os passageiros, e não era conveniente que comissários do sexo masculino atendessem mulheres e crianças nesses leitos. Posteriormente, as mulheres passaram a predominar na profissão.

Comissárias da Varig em 1960 (Foto: Portal do Aeronauta)
Uma dessas pioneiras comissárias da Varig, Alice Editha Klausz, era bibliotecária até que que a Varig anunciou que contrataria comissárias, em 1954, para atender a linha de Nova York. Como era uma linha internacional, a empresa exigia que a candidata dominasse pelo menos dois idiomas, coisa raríssima na época.

Depois de aprovada em rigorosas provas, Alice passou a voar na Varig, e foi ela quem escreveu todos os manuais usados pelos comissários da Varig, tarefa que lhe foi incumbida pessoalmente pelo presidente da Varig, Ruben Berta, que colocou à sua disposição um escritório completo e várias datilógrafas.

Alice se aposentou da Varig com 35 anos de serviço, em 1989, mas sua carreira como comissária de voo estava longe de terminar. Ela se candidatou à função no Proantar – Programa Antártico Brasileiro, por sugestão de um amigo.

Alice foi aprovada, e passou a atuar como comissária de voo nas aeronaves Lockheed C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira, que faziam os voos para o continente gelado. Alice foi a comissária há mais tempo na função no Brasil, e quem sabe do mundo inteiro. Também a tripulante civil mais idosa do Brasil.


“Tia” Alice, como preferia ser chamada, tratava tão carinhosamente seus passageiros nos C-130 que se tornou uma verdadeira lenda. Fez mais de 150 voos, que duram pelo menos 20 horas cada um, ida e volta. É um trabalho voluntário, sem remuneração, ela sobrevivia somente da sua aposentadoria. Mas “tia” Alice se considerava feliz e privilegiada em fazer esse trabalho.

Alice faleceu no dia 20 de Julho de 2016, aos 88 anos de idade. Morreu no mesmo dia em que se comemora o aniversário de Santos Dumont, o 47° aniversário do primeiro pouso na Lua, e, coincidentemente, os dez anos do fim da Varig.

A profissão do comissário hoje em dia vem de horas de aulas e estudos, por volta de 3 a 6 meses uma pessoa consegue se formar comissário e obter a CHT para tripular qualquer aeronave do mundo e de qualquer companhia, já que para entrar na companhia aérea ainda precisa passar por uma longa seleção, geralmente com 4 etapas.

Além das horas de aula teóricas, existe também a pratica na selva. Onde os futuros comissários passam a aprender como lidar com todas as situações na floresta, a combater corretamente o fogo, e um longo treinamento de salvamento no mar. E praticamente a cada ano, os comissários são checados para verificar a habilidade e sobre as leis e conhecimentos gerais da profissão.


Acima do sorriso ao embarcar, do cuidado em cada detalhe para tornar a viagem de cada passageiro cada vez mais agradável, o comissário passa por esse intenso e rigoroso treinamento para lidar com todas ou a maioria das situações de emergência. São eles que estão ali para prestar os primeiros socorros caso haja algo errado na saúde dos passageiros.

E claro prestam toda a assistência em outros casos e transparecem o amor pela profissão e dedicação no que fazem, para levar a cada passageiro em cada um dos voos o melhor dele como pessoa e como alguém que quer melhor representar a empresa.

Parabéns a todos os comissários de todas as companhias pelo imenso amor dedicado a profissão, e pelo carisma sempre e claro a disposição para salvar e cuidar de todos com muita dedicação.

Fonte de apoio: Portal do Aeronauta via Aeroflap

Comissária de bordo é presa após a ameaça de bomba a voo da Aerolíneas Argentinas

O voo AR1304 da Aerolíneas Argentinas com destino a Miami teve que ser
evacuado devido a uma ameaça de bomba
Após a prisão da comissária de bordo Daniela Carbone como suposta autora de uma ameaça de bomba feita no domingo, dia 21/05, contra um voo da Aerolíneas Argentinas com destino a Miami, nas últimas horas desta terça-feira (30) foi divulgado o áudio da ligação que a trabalhadora teria feito aos funcionários para transporte realiza tal ação, onde os avisa: "Vão voltar em pedaços". O material deve ser analisado pelo juiz Federico Villena, que nesta terça-feira investigaria os acusados ​​nos Tribunais de Lomas de Zamora.

"Diga ao capitão que plantamos três bombas em Miami", diz uma voz distorcida na comunicação de apenas 15 segundos atribuída a Carbone que acrescenta: "Deixe-o parar de mexer com política e verificar o avião porque eles vão voar em mil peças."

A ligação, recebida tanto pelo comandante do voo quanto pelo pessoal de terra, teve consequências imediatas. Às 07h35, quando estava para decolar, os 270 passageiros e 12 tripulantes do AR1304 foram evacuados. Em seguida, pessoal adequado realizou a inspeção correspondente da aeronave. O processo durou várias horas até que, após comprovar que se tratava de uma falsa ameaça, o avião decolou às 16h50.

Daniela Carbone trabalha na Aerolíneas Argentinas há 25 anos (Crédito: @Facebook)
O sucedido deu origem a uma investigação judicial no âmbito da qual foi identificada a comissária de bordo como a pessoa que fez a ameaça através de um telemóvel. Como o LA NACION soube de fontes judiciais, a mulher foi detida ontem ao chegar de seu último voo a pedido da juíza Villena do Tribunal Federal de Lomas de Zamora, que supervisionou a operação da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) durante a evacuação.

Segundo os porta-vozes, a Justiça investiga se Carbone manteve, até dois meses atrás, um relacionamento sentimental com um tripulante que estava no voo que deveria decolar para Miami e usou a ameaça ao comandante e ao avião para desviar o verdadeiro motivo, que seria pregar uma peça na ex-companheira . Nesse sentido, foi relatado que o piloto do voo recebeu mensagens avisando-o de que "sabiam em que escola" "suas filhas" frequentavam.

Após sua detenção, a mulher foi transferida esta manhã para os Tribunais de Lomas de Zamora para ser investigada pelo magistrado . Embora o processo esteja em sigilo sumário, fontes dizem que "existem provas suficientes" contra o trabalhador, que é acusado de "coação agravada do piloto" por fazer "referências à sua família".


Em declarações a Télam, da Aerolíneas Argentinas consideraram graves os crimes de "intimidação pública" e "obstrução de serviços públicos (art. 211 e 194 do Código Penal, respectivamente)" pelos quais Carbone também está sendo investigado e que , Se comprovada a denúncia e o crime, o comissário será penalizado "na proporção da gravidade do ato".

Via Yahoo! Notícias e Data Diário

Operação federal destrói aviões e pistas usadas por garimpos ilegais no Pará

Agentes do Ibama e ICMbio flagraram atividades ilegais em Jacareacanga e identificaram que aviões que antes estavam em TI Yanomami agora estão no Pará.

Operação federal destrói aviões e pistas usadas por garimpos ilegais no Pará 
(Foto: Assessoria de Comunicação do Ibama)
Uma operação federal realizada na sexta-feira (26) destruiu aviões e pistas usadas por garimpos ilegais na região do Baixo Tapajós, sudoeste do Pará. Ao menos quatro pistas de pouso improvisadas ao longo da rodovia BR-230, transamazônica, na área do município de Jacareacanga, foram alvo da operação, segundo a Polícia Federal.

As aeronaves destruídas foram dois Cessna 182P Skylane, de prefixos PT-IBL e PT-JTQ.

(Foto: Assessoria de Comunicação do Ibama)
Atividades clandestinas em terras protegidas e unidades de conservação foram alvo da operação Acupary, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em parceria com o ICMBio Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, na sexta-feira (26/5) e divulgada nesta segunda (29). Não houve prisões.

Foram apreendidas cinco aeronaves, três caminhonetes, 42 mil litros de diesel usados por máquinas de mineração, 1.600 litros de gasolina de avião, uma pistola com numeração raspada e uma carabina. Dos cinco aviões, quatro foram modificados pelos criminoso e não possuem registros de manutenção e por isso foram inutilizados, visto o risco à equipe e à aviação caso fossem retirados na área. A inutilização dos bens ocorre também por estarem em locais de difícil acesso.

Via g1 Pará e Aeroin

O mistério dos aviões da comitiva de Nicolás Maduro

Alvo de sanções americanas, aeronaves ocultaram dados nos sistemas de rastreamento. Voo de Maduro foi "escoltado" por avião não-identificado.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a Brasília para encontro
com Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Divulgação)
A viagem a Brasília do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mobilizou pelo menos três aviões em uma operação cercada de mistério e sigilo.

Maduro pousou na cidade na noite deste domingo para uma visita oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi anunciada de última hora pelo governo brasileiro. Na terça, ele participaria de um encontro de chefes de Estado de países da América do Sul sugerido por Lula. 

Pelo menos duas das aeronaves usadas na viagem, incluindo a que trouxe Nicolás Maduro, são alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.

Dados bloqueados


Avião da companhia estatal venezuelana Conviasa usado pela comitiva de
Nicolás Maduro na viagem a Brasília
O avião no qual viajou Maduro, um Airbus A-319 da companhia estatal venezuelana Conviasa, partiu de Caracas no início da tarde de domingo sem identificação nos sistemas de rastreamento.

Ao decolar da capital venezuelana, o Airbus que trouxe Maduro foi acompanhado de perto por uma segunda aeronave, cujos dados foram mantidos num nível ainda mais alto de sigilo.

Nos buscadores, os dados desse segundo avião apareciam como “bloqueados” e não era possível saber nem sequer seu modelo — isso ocorre quando a tripulação adota medida
s destinadas a “ocultar” as informações que poderiam identificar a aeronave.


Ainda nos céus da Venezuela, os dois aviões percorreram trajetos distintos. Depois, porém, se aproximaram e voaram praticamente juntos desde o instante em que o Airbus com Maduro a bordo entrou no espaço aéreo brasileiro.

Observando apenas a diferença regulamentar de altitude, os dois aviões seguiram próximos um do outro até o pouso em Brasília.

“Escolta aérea”


O aparelho cujos dados apareciam bloqueados nos sistemas pousou poucos minutos antes do A319 que carregava Maduro e a primeira-dama da Venezuala, Cilia Flores. Ambos seguiram para Base Aérea de Brasília, anexa ao aeroporto Juscelino Kubitschek, onde Maduro foi recebido com honras militares.

Um terceiro avião, um Embraer 190 também da Conviasa, chegou uma hora depois a Brasília. Boa parte do percurso se deu com os sistemas de geolocalização desligados.

Diferentemente dos outros dois, que vieram direto de Caracas, essa terceira aeronave fez um trajeto tortuoso antes de pousar na capital: do pouco que ficou registrado nos sistemas de rastreamento, é possível perceber que, num percurso atípico, ingressou no espaço aéreo brasileiro, depois foi à Bolívia e só na sequência seguiu viagem até Brasília.

A coluna pediu à Força Aérea Brasileira informações sobre as três aeronaves, mas até a publicação desta nota não houve resposta. A FAB é responsável pelo controle de tráfego sobre o espaço aéreo nacional. É a ela que cabe autorizar os voos. A assessoria de imprensa não respondeu nem se atenderia o pedido. Também indagado, o Itamaraty não se manifestou.

O motivo do segredo


As viagens internacionais de Maduro são cercadas de mistério por algumas razões — o que ajuda a explicar, inclusive, o segredo do governo brasileiro em torno da visita oficial, que não foi anunciada com antecedência como costuma ocorrer em situações do tipo.

O venezuelano é acusado pelos Estados Unidos de envolvimento com narcotráfico, terrorismo e corrupção. Durante o governo de Donald Trump, o então secretário de Justiça, William Barr, anunciou o pagamento de uma recompensa de US$ 15 milhões a quem ajudasse na sua captura.

Aviões são alvo de sanções americanas


Além disso, os aviões da frota usada normalmente pelas autoridades da Venezuela são alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.

O Embraer 190-100IGW, prefixo YV-2944
Pelo menos duas das três aeronaves que pousaram em Brasília como parte da operação montada para a viagem de Maduro estão nominalmente listadas no rol de sanções do Departamento do Tesouro americano: O Airbus A319-133X(CJ) no qual viajou Maduro, registrado de prefixo YV-2984, e o Embraer E190-100IGW(AR) que passou pela Bolívia e pousou uma hora depois, de prefixo YV-2944.

O Airbus, por sinal, tem em seu histórico recente de viagens um roteiro daqueles que fazem Washington estrilar. Do ano passado para cá, passou por Moscou e São Petersburgo, na Rússia de Vladimir Putin, e por Teerã, a capital do Irã — ambos países declaradamente inimigos dos americanos.

O Airbus A319-133X(CJ), prefixo YV2984
A estatal Conviasa, dona do A319 e do Embraer 190 que pousaram em Brasília, é a mesma companhia que entre 2007 e 2010 operou um voo entre Caracas e Teerã que os serviços de inteligência dos Estados Unidos apelidaram de “Aeroterror” porque, segundo eles, serviam para transportar suspeitos de envolvimento com terrorismo e dinheiro de origem duvidosa entre os dois países.

Com informações de Rodrigo Rangel (Metrópoles) e Site Desastres Aéreos

Empresa proíbe assento em saída de emergência após homem abrir porta de avião


A empresa sul-coreana Asiana Airline proibiu a venda de assentos na saída emergência de aviões. A medida vem após um homem abrir a porta de uma aeronave na última sexta-feira (26/5), o que causou pânico e problemas respiratórios em passageiros. Na ocasião, nove pessoas foram levadas ao hospital.

O avião A321-200 carregava cerca de 200 passageiros e tinha como destino o Aeroporto Internacional de Daegu, a 240 km da capital Seul. Quando o avião estava a 200 metros do solo, um homem que estava sentado perto da saída de emergência "abriu a porta manualmente ao tocar a alavanca", afirmou um representante da empresa sul-coreana. Ele foi preso em seguida.

A polícia da Coreia do Sul deteve o homem após o avião pousar em segurança na cidade de Daegu, no sudeste do país. Segundo a Asiana Airlines, o passageiro estava sentado na fileira em que estava a porta da saída de emergência lateral da aeronave.

À polícia sul-coreana, o homem detido disse que estava sob muito estresse por ter perdido o emprego e abriu a porta porque estava se sentindo "sufocado"

De acordo com o jornal Al Jazeera, os assentos 31A e 26A, em 14 aeronaves do tipo do incidente, não estão mais disponíveis para venda. "Como precaução de segurança, esta medida será aplicada mesmo que os voo estejam cheios", disse a empresa.

Via Correio Braziliense - Foto: YONHAP / AFP

Como funciona a própria companhia aérea do Mercado Livre?

Cada avião pode levar até 11 mil pacotes e reduzir em 80% o prazo de entrega em algumas regiões. Entenda!

Avião da frota do Mercado Livre (Foto: divulgação)
Uma das grandes obsessões de um e-commerce é o prazo de entrega. Afinal de contas, muitos consumidores até aceitam pagar mais caro para receber seus produtos mais cedo.

Num país com dimensões continentais como o Brasil, o único jeito de acelerar os prazos de entrega é pelos ares. Por isso o Mercado Livre tem construído sua companhia aérea própria.

Para que serve o avião do Mercado Livre?


Ao todo são 9 aviões na frota, onde alguns são operados em parceria com a GOL Linhas Aéreas. Cada avião pode levar até 11 mil pacotes e reduzir em 80% o prazo de entrega em algumas regiões.

O que está por trás da estratégia: trata-se de uma estratégia eficiente e comprovada. A Amazon, por exemplo, opera também sua frota própria de aviões, com 80 aeronaves. Tudo para reduzir os prazos de entrega.

Qual foi o lucro do Mercado Livre?


O Mercado Livre é a maior empresa da América Latina, avaliada em US$ 64,7 bilhões. A empresa é listada na Nasdaq desde 2007 e faturou US$ 3 bilhões no primeiro trimestre desse ano.

A empresa, que foi fundada em 1999, na Argentina, tem como maior mercado o Brasil, mas atualmente a maior taxa de crescimento vem do México, onde a empresa está investindo muito.

Mercado Livre (Foto: Divulgação Mercado Livre)

Por que importa?


O setor de e-commerce está se tornando uma indústria cada vez maior, com novas lojas surgindo todos os dias e mais pessoas buscando comprar online. Isso quer dizer que, se elas não tiverem um diferencial competitivo, serão rapidamente substituídas.

O Mercado Livre conseguiu identificar um comportamento nos seus consumidores por meio dos dados — que é comprar e desejar receber seu produto com agilidade — tornou isso uma oportunidade e encontrou uma solução diferente no mercado: entrega por avião. Assim, para manter a sua empresa infinita, é importante analisar os dados (estimule que as equipes das mais diversas áreas façam o mesmo) e encontre inovações que façam sentido para garantir boa experiência dos clientes ― com muita eficiência.

terça-feira, 30 de maio de 2023

História: Os militares voluntários que sobreviveram a queda de avião e 2 anos em prisão nazista

Um Handley Page Halifax sobrevoa o alvo obscurecido pela fumaça durante um ataque à luz do dia em uma refinaria de petróleo no Vale do Ruhr, na Alemanha.

Um Handley Page Halifax sobrevoa o alvo obscurecido pela fumaça durante um ataque à luz do
dia em uma refinaria de petróleo no Vale do Ruhr, na Alemanha (Foto: Getty Images)
Em 1º de maio de 1943, um avião com tripulação majoritariamente canadense caiu na Holanda.

Oitenta anos depois, a BBC está reconstituindo os acontecimentos daquele dia fatídico — e suas profundas consequências — como parte do projeto We Were There, que apresenta veteranos britânicos contando suas próprias histórias para as futuras gerações.

Desde que Janet Reilley se entende por gente, o 1º de maio é um dia de prestar tributo em sua família — às vidas perdidas e às salvas em combate.

É quando o pai dela, "Mac" Reilley, pegaria o telefone para ligar para o amigo "Buddy" MacCallum, para lembrar os acontecimentos de 1943 que nortearam sua juventude — e seu futuro.

Poucos da chamada "geração grandiosa" que lutou durante a Segunda Guerra Mundial permanecem vivos para dar seu depoimento.

Agora, cabe a seus descendentes manter sua viva memória, para que outros possam entender os atos de bravura, os sacrifícios e os traumas decorrentes de um dos conflitos definidores do século 20.

Esta história em particular, da tripulação de um bombardeiro Handley Page Halifax, é sobre como um pequeno grupo de rapazes canadenses sobrevoou os céus da Europa durante a Batalha do Ruhr.

Esse avião foi apenas um dos mais de 8 mil perdidos em ação durante as operações de bombardeio dos Aliados.

Por meio de suas próprias lembranças e de suas famílias, assim como registros do Museu do Comando de Bombardeiros do Canadá, a BBC reconta a história de como esta aeronave caiu, o drama da captura deles e como alguns tripulantes sobreviveram.

Mac Reilley (à esquerda), Buddy MacCallum e a esposa, Rose MacCallum, na reunião de
reencontro dos prisioneiros de guerra em Calgary, em 1985 (Foto: Janet Reilley)
O núcleo da tripulação — "Andy" Hardy, MacCallum e Reilley — voou pela primeira vez junto em julho de 1942.

Na primavera de 1943, se juntaram a eles o artilheiro de cauda "Red" O'Neill, o engenheiro de voo Ken Collopy e artilheiro superior, Norm Weiler, um dos dois únicos não canadenses.

O outro era meu tio-avô, o tenente aviador Herbert Philipson Atkinson, também conhecido como "Phil, o inglês". MacCallum, o operador de rádio, acreditava que eles tinham sorte de ter um dos melhores pilotos na Força Aérea Real do Canadá (RCAF, na sigla em inglês).

A taxa de baixas no esquadrão deles era tão alta que eles eram considerados uma tripulação "antiga" e "sortuda".

As estatísticas não estavam a favor deles — apenas cerca de 15% das tripulações da RCAF voando no mesmo tipo de aeronave sobreviveram a um tour completo em 1943, de acordo com o Museu do Comando de Bombardeiros do Canadá.

A noite fatal


Às 14h de 30 de abril de 1943, ao lado de outras cinco tripulações, eles receberam um briefing de duas horas sobre o alvo da operação naquela noite — Essen, descrita para eles como um dos alvos mais difíceis do Ruhr.

Lar da siderúrgica Krupp, a cidade era vital para a manufatura militar alemã.

Atrasados ​​devido ao nevoeiro sobre a Inglaterra, eles partiram à meia-noite.

Pouco depois das 3h da manhã, Atkinson deu ordem para abrir o compartimento de bombas sobre a "enorme caldeira, com milhares de holofotes e pesados ​​canhões antiaéreos disparando" em defesa de Essen.

De repente, Hardy, que estava navegando, gritou: "Fui atingido". Um projétil antiaéreo havia decepado sua perna direita acima do joelho.

MacCallum tentou em vão salvá-lo, usando sua jaqueta para mantê-lo aquecido e oferecendo morfina em seus agonizantes momentos finais.

Com o navegador morto, Atkinson pediu a Reilley para lançar as bombas e depois ajudá-lo a direcionar a aeronave para longe do alvo.

O cuidadoso registro de voo e a tabela de mapas de Hardy estavam ilegíveis com o sangue dele, então Reilley traçou uma rota para casa na Inglaterra a partir do plano de voo e da navegação astral.

A sorte deles acaba


"Caça a estibordo!", alguém gritou quando o som de balas de canhão atingindo a fuselagem ecoou. "Para onde quer que você olhasse havia fogo", lembrou Weiler.

"O comandante mergulhou (a aeronave) e depois subiu, e as chamas diminuíram um pouco, mas aumentaram e se espalharam pela asa enquanto mergulhávamos para manter a velocidade de voo", contou MacCallum.

A decisão de Atkinson de mergulhar o avião impediu que a aeronave perdesse velocidade e virasse, dando a sua tripulação a chance de seguir suas instruções para saltar de paraquedas.

Reilley e O'Neill já haviam escapado desta forma antes — eles foram os únicos sobreviventes de um acidente em outubro de 1942.

Esse evento aconteceu na paisagem canadense do Monte Hudema, em British Columbia, que Reilley batizou em homenagem ao piloto. É um dos mais de 950 locais no território que tem um nome ligado à Segunda Guerra Mundial.

O último a deixar o avião foi Calopy — Atkinson permaneceu na aeronave para pilotá-la, permitindo que sua tripulação pudesse saltar com segurança. Ele não sobreviveu.

Atkinson com a esposa, Stella. Toda a tripulação a conhecia por frequentar a sua casa,
a convite do piloto (Foto: Michael Atkinson)
'Ele fez tudo o que podia por nós, esquecendo completamente de si mesmo'. Tanto Reilley quanto O'Neill escreveram para a mulher de Atkinson do campo de prisioneiros de guerra para contar o que havia acontecido

Cartas enviadas à viúva de Phil Atkinson, Stella (Foto: Michael Atkinson)
Mas seis membros da tripulação conseguiram — pousando de paraquedas em campos e árvores ao redor de Elst, na Holanda, onde foram capturados como prisioneiros de guerra.

Sobrevivendo à vida em cativeiro


Anos depois, Weiler lembrou como, após pousar em um pasto de vacas, ouviu os bombardeiros no ar voltando para casa e sentiu "um mal estar e uma sensação de solidão" ao contemplar o destino que o esperava.

Eles foram rapidamente separados e enviados para campos de prisioneiros espalhados por todo o território controlado pelos nazistas. Collopy e O'Neill foram para o norte da Alemanha; MacCallum, para a Lituânia ocupada; e Reilley, Nurse e Weiler, para a Polônia ocupada.

Como oficial, Reilley foi levado para o campo de prisioneiros de guerra Stalag Luft 3, onde uma elaborada tentativa de fuga iria inspirar o filme de Hollywood Fugindo do Inferno.

Esse filme mostra os esforços para cavar três túneis dos alojamentos dos prisioneiros até a floresta, fora da cerca do perímetro.

Na vida real, o plano era permitir que 200 oficiais da Força Aérea britânica escapassem pela Alemanha usando documentos falsos e roupas civis, tudo criado dentro do campo.

Apenas 76 oficiais conseguiram sair do túnel — e só três conseguiram não ser pegos. A Gestapo, polícia secreta nazista, executou 50 em retaliação.

Reilley, que era o número 86 na fila para escapar, não chegou a entrar no túnel que havia ajudado a construir.

Originalmente, ele nem sabia que estava fazendo parte do plano de fuga — achou que estava entrando para uma liga de críquete da prisão.

"Era minha tarefa transportar a areia trazida dos túneis para onde quer que ela estivesse sendo dispersada; também fiz um pouco de segurança quando meu joelho estava muito ruim", recordou Reilley, que machucou o joelho e o tornozelo ao pousar em árvores depois de saltar do Halifax.

Esse joelho causaria mais problemas, quando ele foi forçado a marchar, junto a outros prisioneiros Aliados, durante um inverno rigoroso no fim da guerra.

Os nazistas queriam usá-los como escudo humano para limitar o ataque final de bombardeios nas principais cidades.

Eles sobreviveram quatro meses caminhando sem rumo por centenas de quilômetros a pé, enfrentando o risco onipresente de morte por fome, exaustão, exposição a intempéries ou execução sumária. MacCallum, da Nova Escócia, afirmou que nunca havia sentido um frio "de gelar os ossos".

Ele escapou por pouco de ser morto por fogo amigo quando sua coluna enlameada foi confundida com uma unidade alemã por aeronaves aliadas. As cicatrizes em seus calcanhares por marchar sem meia durariam a vida toda.

Apenas Collopy e O'Neill seriam poupados da marcha.

Um recorte do Lincoln Journal Star, informando que Weiler havia sido libertado e
voltado para a Inglaterra, em 22 de maio de 1945 (Imagem: Lincoln Journal Star)
Dois anos e um dia após o acidente, Reilley foi libertado pelo Regimento de Cheshire perto de Lubeck, no norte da Alemanha, com 25 kg a menos do que tinha no início da guerra.

MacCallum foi solto às margens do Rio Elba, enquanto Weiler foi libertado perto de Munique.

A vida após a guerra


Os seis que voltaram ainda estavam na faixa dos 20 anos — eram rapazes que haviam deixado o Canadá para servir na guerra.

Para MacCallum, chegar em casa significava que ele se casaria com Rosemary.

Eles se conheceram antes da guerra e combinaram que, se ele voltasse vivo, se casariam. Eles se casaram em 14 de julho de 1945.

Rosemary e George MacCallum no dia do casamento, em 14 de julho de 1945 (Foto: Família MacCallum)
Todo o namoro deles foi conduzido por cartas escritas à mão ao longo da guerra.

"É incrível que de alguma forma as cartas entre Grafton (no Canadá) e a Polônia ou a Lituânia tenham chegado", diz o filho mais velho deles, Wayne.

Esperava-se que eles arrumassem um emprego e levassem a vida adiante. Então MacCallum, que foi para a guerra aos 18 anos direto da escola, fez um curso de eletricista e construiu uma casa para ele e sua nova família.

Ele conseguiu trabalho com a ajuda do sogro, e construiu ao lado da esposa uma vida em sua cidade natal, Grafton. Ela ainda mora lá, não muito longe de Wayne.

Collopy voltou a trabalhar na fazenda de trigo da família nos arredores de Frobisher, um vilarejo de 150 pessoas na província canadense de Saskatchewan.

Aqueles que voltavam com vida acabariam construindo famílias, sabendo que 17 mil homens que se voluntariaram para a RCAF nunca teriam essa oportunidade.

Enquanto serviu à RCAF, Red O'Neill (à esquerda) sobreviveu à derrubada de três bombardeiros, duas vezes ao lado de Mac (à direita). Após a guerra, ele viria a trabalhar para a missão do Canadá na ONU em Nova York (Foto: Janet Reilley)
Eles carregavam consigo não apenas feridas físicas, mas também emocionais de suas experiências.

Wayne só descobriu que o pai dele havia sofrido com pesadelos a vida toda após sua morte em 2021. Em vida, ele "não contou isso para ninguém, exceto para Mac (Reilley)".

Janet, filha de Reilley, se recorda de como o pai parou de beber quando ela tinha três anos — ele recorria ao álcool para lidar com as constantes lembranças de como sobreviveu ao acidente, da prisão e da marcha forçada.

Ele foi hospitalizado duas vezes em uma unidade psiquiátrica quando seu trauma se tornou insuportável na década de 1950.

"Às vezes, no meio da noite, quando o sono não vem, mas as lembranças vívidas, sim, eu me pergunto se tudo valeu a pena. E, ainda assim, tenho que ser honesto e dizer que, apesar de tudo, fico feliz por ter achado por bem ser voluntário", disse Reilley.

Hoje, Janet Reilley espera conseguir manter vivo o vínculo familiar criado na guerra com Wayne MacCallum. Já tem 80 anos, assim como as memórias do que a "geração grandiosa" deu e perdeu pela paz.

Via Alex Murray (BBC)