domingo, 10 de maio de 2026

Aconteceu em 10 de maio de 1961: Atentado a bomba derruba o voo Air France 406 no Saara Argelino


Em 10 de maio de 1961, o voo 406, realizado pelo Lockheed L-1649A Starliner, prefixo F-BHBM, da Air France (foto acima), partiu para um voo internacional regular de passageiros com origem em Brazzaville, no Congo, em uma rota com destino final em Paris, na França. As paradas intermediárias programadas era em Fort Lamy, no Chade e Marselha, na França.

Os nove tripulantes do voo 406 eram: Robert Bouchier (CDB), Henry Best (OPL), François Guntz (RAD), Jacques Baylion (NAV), Georges Burgaud (OMN), Ferdinand Gambart de Lignières (OMN) e os comissários de bordo Denise Chiapolino, Fred Eichelberger e François Pasqueran de Sommervault. 

Depois de decolar de Fort Lamy, levando a bordo 69 passageiros e nove tripulantes, o Starliner, durante o cruzeiro a uma altitude de aproximadamente 20.000 pés, uma bomba bomba explodiu a bordo.

A aeronave se desintegrou no ar e os destroços caíram no solo a aproximadamente 35 milhas do campo petrolífero de Edjele, na Argélia, perto da fronteira com a Líbia. Todas as 78 pessoas a bordo do voo 406 morreram.


Dezoito crianças estavam entre os mortos. Entre eles estavam os três filhos pequenos do Charge d'Affaires dos Estados Unidos na República Centro-Africana, que, junto com sua mãe (a esposa do responsável), estavam no voo 406 com destino a Londres.


Observação do segundo-tenente Bernard Zuber, do 3º  Grupo Motorizado do Saara: "Parecia que o avião tinha caído de forma horizontal no chão, já que sua silhueta era claramente visível; não havia nenhum pedaço maior que uma cadeira; surpreendentemente, notas de dinheiro voavam com a leve brisa no local. Cinco ou seis tripulantes foram encontrados aglomerados... talvez para ajudar os pilotos a desvirar o avião."


Também entre os mortos estavam um conde e uma condessa, além de dois ministros do governo da República Centro-Africana. Rumores começaram a surgir após a queda do voo 406 de que tinha sido um assassinato por inimigos da República Centro-Africana.


Acredita-se que a causa provável do acidente tenha sido um ato de sabotagem com a denotação de um explosivo de nitrocelulose. As razões e os autores deste ato permanecem desconhecidos. Foi o pior desastre da aviação envolvendo um Lockheed Starliner.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia, ASN, Aviotechno e baaa-acro

Vídeo: VASP - Uma grande escola


A VASP, Viação Aérea São Paulo, foi fundada por um grupo de empresários paulistas em 4 de novembro de 1933, e iniciou operações no dia 12 daquele mês, sendo que suas primeiras linhas partiam do Campo de Marte, para São José do Rio Preto com escala em São Carlos, e para Uberaba com escala em Ribeirão Preto. Os aviões utilizados eram os bimotores ingleses Monospar ST-4 com capacidade para atender apenas três passageiros.’

Logo nos primeiros meses de atividades, a VASP foi obrigada a suspender operações devido a fortes chuvas que castigaram São Paulo, provocando grande inundação na área do Campo de Marte. As atividades seriam retomadas apenas no dia 16 de abril de 1934. A VASP ainda incorporou mais uma aeronave britânica, desta vez o De Havilland DH 84 Dragon. Porém, ao mesmo tempo que os planos de expansão eram ambiciosos, as dificuldades financeiras começavam a impedir projetos para a chegada de outras aeronaves e a ampliação da malha de voos. Acabou estatizada, com o poder estadual comprando 91,6% das ações da empresa.

A frota mais antiga deu lugar aos trimotores alemães Junker 52, sendo que os dois primeiros recebidos pelos paulistas foram introduzidos na rota entre São Paulo e Rio de Janeiro, que passaram a utilizar o recém inaugurado Aeroporto de Congonhas.

A VASP cresceu no mercado nacional, e passou a operar aeronaves clássicas a pistão, entre eles os Douglas DC-3, os Curtiss C-46 "Commando", e os Saab 90 – Scandia. A companhia paulista foi pioneira ao introduzir as primeiras aeronaves turboélices no Brasil, os quadrimotores Vickers Viscount, e anos mais tarde, os jatos Bac 1-11, e primeiros Boeing 737-200. A VASP sempre se destacou por buscar as novidades no segmento, mas os custos subiram substancialmente. Em 1990, a Vasp acumulava dívidas que chegavam a US$ 750 milhões. Acabou sendo privatizada durante o governo Orestes Quércia, e o Estado de São Paulo passou a companhia para as mãos do empresário Wagner Canhedo, que adquiriu 60% das ações por US$ 43,7 milhões.

As dificuldades financeiras levaram a companhia a abandonar as suas linhas internacionais e devolver suas aeronaves de grande porte do modelo MD-11. Os aviões que sobraram tornaram-se obsoletos, muitos sucateados e, sem dinheiro em caixa para renovação, diante de uma forte concorrência, a VASP acabou encerrando operações em janeiro de 2005, sendo que sua falência foi decretada três anos mais tarde.

Vídeo: Titanic ou Boeing 777 quem é mais potente?


Titanic x 777 quem é MAIS POTENTE? - No vídeo de hoje, Lito Sousa nos conta quem seria o vencedor dessa batalha de gigantes.

Como a Marinha dos EUA pousou um Hércules C-130 em um porta-aviões?

Esta série bizarra de pousos de porta-aviões ocorreu em 1963.

Lockheed C-130 (Foto: VanderWolf Images/Shutterstock)
Muitos feitos na aviação naval podem ser incrivelmente difíceis de alcançar, mas entre eles, o mais difícil pode ser pousar a bordo de um porta-aviões. Todos os aviões que pousam em porta-aviões são normalmente projetados especificamente com o propósito em mente, com asas maiores, trem de pouso reforçado e diversas outras modificações.

No entanto, a maior aeronave que já pousou num porta-aviões certamente não foi projetada com tais operações em mente. O Lockheed C-130, um transporte de carga projetado para a Força Aérea dos EUA em meados da década de 1950, obteve uma breve participação na ação de porta-aviões em 1963, decolando 21 vezes do USS Forrestal.

No auge da Guerra do Vietnã, estes desembarques de porta-aviões foram diferentes de tudo o que a força de ataque de porta-aviões dos EUA alguma vez tinha visto e fizeram o que muitos poderiam considerar impossível. Hoje, o C-130 mantém o recorde de maior e mais pesado avião a pousar a bordo de um porta-aviões. Neste artigo, examinaremos mais profundamente a bizarra história das operações do porta-aviões Lockheed C-130.

Hoje em dia, os porta-aviões são os maiores navios de qualquer marinha poderosa e são protegidos por vários navios diferentes dentro de um grupo de ataque de porta-aviões. Aeronaves de reconhecimento, caças, carga e ataque são todas capazes de porta-aviões, e os porta-aviões modernos tornaram-se cidades de pleno direito no mar.

(Foto: Marinha dos EUA)
No entanto, os primeiros anos das operações das transportadoras dos EUA envolveram significativamente mais experimentação. Na década de 1960, equipes da Marinha dos EUA queriam testar diferentes métodos de transporte de carga baseado em porta-aviões e, em última análise, queriam ver até onde poderiam ultrapassar os limites dos aviões de transporte tático em seus navios.

As aeronaves usadas na época para entregas de porta-aviões eram fortemente limitadas tanto em capacidade de carga quanto em alcance. Assim, os transportadores que navegam no meio do oceano seriam incapazes de reabastecer de forma eficiente sem se aproximarem da costa.

Assim, o volumoso C-130 Hercules, com seu alcance estendido e enorme carga útil, foi selecionado para esta operação, e um total de 21 pousos diferentes foram realizados no Atlântico. O primeiro desses pousos ocorreu em 30 de outubro de 1963, de acordo com Together We Served.

A visão do piloto


O piloto selecionado para esta tarefa extremamente ousada foi o tenente James H Flatley III, que quase não conseguia acreditar na tarefa que lhe fora atribuída. Normalmente, um C-130 exigia mais de 3.500 pés de pista para decolar, e o USS Forrestal tinha pouco mais de 1.000 pés de comprimento.

No entanto, a Marinha não estava planejando nenhum C-130 comum para este pouso, mas sim uma aeronave fortemente modificada. O avião quadrimotor que realizou todos esses voos foi um KC-130F modificado, um avião-tanque emprestado pelos fuzileiros navais.


As modificações na aeronave estavam bem encaminhadas no verão de 1963, de acordo com o The Aviation Geek Club. O avião foi equipado com novos freios antiderrapantes ao lado de um orifício menor para o trem de pouso do nariz, e os reservatórios de combustível sob as asas do C-130 foram removidos.

Ao longo do período de testes, que durou até 23 de outubro daquele ano, a Marinha realizou 29 pousos touch-and-go com o C-130 e completou 21 decolagens não assistidas do convés do porta-aviões. Pesando 85.000 libras, os engenheiros da Lockheed conseguiram fazer o avião parar completamente em pouco menos de 300 pés, um comprimento incrível, já que tinha aproximadamente o dobro da envergadura do C-130.

Com informações do Simple Flying