terça-feira, 12 de maio de 2026

Aconteceu em 12 de maio de 1948: A queda do Douglas DC-4 da Sabena no Congo Belga


Em 12 de maio de 1948, o avião 
Douglas DC-4-1009, prefixo OO-CBE, da Sabena (foto acima), operava o voo de passageiros de Johannesburg, na África do Sul, até Bruxelas, na Bélgica, com escalas em Léopoldville, na República do Congo, e Libenge, na República Democrática do Congo.

O DC-4-1009 envolvido foi construído em 1946 e comprado novo de Douglas com número de série 42932 e registro OO-CBE e foi usado pela companhia aérea belga Sabena de 17 de abril de 1946 até sua destruição em 1948. A aeronave foi usado principalmente no Congo Belga e transportou o Príncipe Regente Charles da Bélgica de volta à Bélgica em 13 de agosto de 1947, após sua visita oficial ao Congo.

O voo da Sabena partiu do Aeroporto Léopoldville-N'Djili com destino ao Aeroporto de Libenge com 25 passageiros e sete tripulantes a bordo. No meio do voo, a aeronave misteriosamente começou a perder o controle, posteriormente caindo na floresta tropical em alta velocidade, a 27 km ao sul de Libenge, no Congo Belga. Das 32 pessoas a bordo, 31 morreram, deixando apenas um sobrevivente.

Os destroços foram localizados no dia seguinte e o único sobrevivente ferido foi resgatado. As equipes de resgate procuraram por mais sobreviventes, mas rapidamente ficou claro que seus esforços foram em vão. 


Foi o acidente mais mortal para a Sabena na época e o segundo de três acidentes mortais da Sabena em 1948. Foi também o mais mortal no Congo Belga antes da independência do país como República Democrática do Congo em 1960.

Enquanto estava acima da floresta tropical do Congo, 27 km ao sul de Libenge, a uma altitude de 700 pés (210 m), a aeronave provavelmente penetrou em uma linha de nuvens muito turbulenta ou voou a aeronave para o centro ativo de um tornado em baixa altitude. A aeronave provavelmente foi forçada ao solo por uma rajada descendente.

A aeronave atingiu o topo das árvores e deixou um rastro de 200 m (660 pés) pela floresta até finalmente cair, matando todos os sete tripulantes e 24 dos 25 passageiros. O único sobrevivente foi um homem egípcio.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro 

História: 12 de maio de 1902 - Há 121 anos morria o aeronauta e inventor brasileiro Augusto Severo


Em 
12 de maio de 1902, morreu aos 38 anos num acidente com seu dirigível "Pax", em Paris, o aeronauta, inventor e político brasileiro Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, nascido em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.

Bem cedo, na manhã de 12 de maio de 1902, Augusto Severo ao lado do engenheiro Georges Saché, fez seu primeiro voo em seu novo dirigível.  

Augusto Severo e o engenheiro Georges Saché decolaram a bordo do
dirigível semirrígido Pax, projetado por Severo, em Vaugirard, Paris
A aeronave tinha aproximadamente 30 metros (98,4 pés) de comprimento e 12,4 metros (40,7 pés) de diâmetro. O volume do gás hidrogênio usado para flutuação foi de cerca de 2.330 metros cúbicos (82.283 pés cúbicos). Uma gôndola estava suspensa abaixo.

Embora ele tivesse planejado abastecer a nave com motores elétricos e baterias, tempo e dinheiro forçaram Severo a substituir os motores de combustão interna. 

O Pax era propulsionado por dois motores Société Buchet, com um motor de 24 cavalos de potência conduzindo uma hélice de duas pás de 6 metros (19,7 pés) em uma configuração de empurrador na parte traseira, e um segundo motor de 16 cavalos de potência em configuração de trator na frente do dirigível. As hélices giravam a 50 rpm.

Depois que o hidrogênio explodiu, pedaços em chamas do dirigível Pax caíram
numa avenida de Paris, às 5h40 de 12 de maio de 1902
Logo o dirigível atingiu aproximadamente 1.200 pés (365 metros). Em seguida, explodiu, pegou fogo e caiu no chão na Avenida du Maine, perto do cemitério de Monteparnasse, em Paris. A descida durou aproximadamente 8 segundos. Ambos morreram no acidente.

Local da queda do dirigível Pax

Augusto Severo tinha trinta e oito anos e era deputado federal. Após a catástrofe, seu relógio foi encontrado achatado no bolso do colete. Parou às 5h40, momento do acidente. O corpo foi levado para o Rio de Janeiro para sepultamento. A outra vítima, o mecânico Sachet, tinha apenas 25 anos e era solteiro.

Augusto Severo havia projetado seus dois dirigíveis com um novo método que aumentou sua estabilidade em voo. A gôndola, em vez de ser suspensa por cordas ou cabos, era rigidamente presa ao envelope acima com uma estrutura de bambu. Esta estrutura continuou dentro do envelope da frente para trás e formou um trapézio. Isso evitou a oscilação comum com um arranjo mais flexível.

O "Pax" foi o segundo dirigível projetado e construído por Augusto Severo. Antes, ele havia projetado e construído uma embarcação maior, o "Bartolomeu de Gusmão", oito anos antes no Brasil.


O "Bartolomeu de Gusmão" foi destruído por rajadas de vento. Depois de levantar dinheiro suficiente para construir uma novo aeronave, Severo foi para Paris, na França. Seu novo dirigível era do tipo quilha e viga semi-rígida. O envelope era de seda, mas tinha alguma rigidez devido a uma estrutura de bambu. 



Alberto Santos Dumont, Augusto Severo e Georges Saché, em 12 de maio de 1902,
pouco antes do acidente com o dirigível Pax
Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu

Por que garota que fez pregação religiosa em voo foi advertida? Entenda as regras


Viralizou nas redes sociais um vídeo de uma criança de 10 anos identificada como influenciadora evangélica fazendo uma pregação durante um voo. A aeronave fazia a rota entre Campo Grande e São Paulo, e ela foi abordada pelos comissários da companhia aérea

Por que é um problema?

Avião é um meio de transporte, não espaço para outros tipos de atividade, a não ser que isso seja previamente combinado e aprovado pelas empresas. Por isso, as regras de voo são tão rígidas para garantir a segurança.

Entre as várias questões que poderiam envolver o caso, fontes ouvidas pelo UOL destacam as seguintes:

Circulação: Enquanto a criança pregava no corredor, dificultava a movimentação dos comissários, que são os responsáveis pela segurança durante o voo. Imagine que você pede um copo de água ou precisa de ajuda para alguma coisa e o comissário tem de esperar o fim da pregação para fazer o trabalho dele. Em uma emergência isso é bem mais grave.

Risco à integridade física: Enquanto fica circulando sem motivo pela cabine, a criança corria um risco de se acidentar caso o avião se movesse bruscamente. Mesmo quando o sinal de manter os cintos afivelados não está aceso, é importante mantê-los ajustados, pois o avião pode entrar em uma zona de turbulência de céu claro, ou seja, sem chance de previsão. Por outro lado, em caso de turbulência, além do risco de se machucar, a criança poderia cair sobre um passageiro, machucando terceiros também.

Incômodo: A bordo de um avião, a expressão "os incomodados que se mudem" não se aplica, afinal, quem está incomodado não tem para onde ir. O passageiro pode estar cansado ou querendo dormir, por exemplo. Não costuma ser permitido usar aparelhos sonoros sem fone de ouvido, e algumas empresas até estão proibindo que passageiros deixem de usar fones de ouvido nessas situações, sob pena de serem retirados do voo.

Risco de tumulto: Em outro cenário, caso alguém se incomode com a pregação da criança, seja pelo incômodo, seja por divergência sobre o conteúdo, pode haver um atrito a bordo. Essas situações podem gerar um tumulto, chegando a agressões físicas e, em casos mais severos, o desbalanceamento da aeronave, colocando o voo em risco.

Pode se tornar alvo: A própria criança se torna um alvo fácil de alguém contrário à atitude dela, colocando em risco sua integridade física. Um outro passageiro que não concordasse com a situação e não se contivesse, poderia agredi-la.

Não é o caso de não se levantar nem para ir ao banheiro ou para dar uma espairecida, o que é necessário e bem-vindo. Mas esses casos não devem interferir com a operação do voo e nem se deve desobedecer às instruções dos comissários.

Consequências

Não que seja o caso concreto, que depende de uma análise mais aprofundada, mas passageiros considerados indisciplinados poderão sofrer sanções por suas atitudes.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), os viajantes que se comportem de maneira a violar as regras de segurança ou possam colocar em risco a ordem e a dignidade das pessoas, tanto em solo quanto a bordo das aeronaves, são enquadrados como passageiros indisciplinados.

Entre as condutas previstas, a agência destaca as seguintes:
  • Desobedecer a orientações de funcionários;
  • Cometer violência;
  • Ameaça ou agressão contra pessoas;
  • Causar tumulto ou prejuízo;
  • Ameaçar passageiros ou tripulantes;
  • Danificar equipamentos e descumprir instruções de segurança.
Entre as medidas previstas, a agência descreve:
  • Orientação formal aos passageiros sobre as normas de segurança;
  • Quando necessário, contenção do passageiro, inclusive a física;
  • Acionamento das autoridades policiais;
  • Retirada do passageiro da aeronave.
Ainda é possível a cobrança de reparação por eventuais danos causados, o encerramento imediato do contrato de transporte, a suspensão do acesso ao transporte aéreo (que poderá durar 6 ou 12 meses, dependendo da gravidade da conduta), além da aplicação de multa.

As sanções entram em vigor a partir de 14 de setembro de 2026.

Exposição indevida

A exposição de crianças e adolescentes também é algo que pode ser levado em consideração no caso. A criança estava fora de um ambiente controlado, fazendo a pregação em local diverso de onde ela costuma ocorrer, e se tornou alvo de críticas e exposição (com vídeo gravado e reclamações a bordo).

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) traz um sistema de proteção para evitar exposição potencialmente lesiva aos jovens. A liberdade religiosa continua resguardada, entretanto, a forma como ela é manifestada deve ser ponderada para que sua integridade moral não seja afetada, evitando, assim, situações de humilhação pública.

É o caso do adolescente Miguel Oliveira, conhecido como "missionário mirim", que, há um ano, foi impedido pelo Conselho Tutelar de usar as redes sociais para as suas pregações. Em tempo, ele não foi impedido de professar sua fé, mas apenas a forma como isso estava sendo feito, que tomou proporções muito maiores do que o habitual e acabou expondo sua imagem.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

Prática higiênica não é recomendada em viagens de avião – Entenda!

Descubra por que essa prática de higiene básica pode ser mais perigosa do que você imagina, segundo especialista.


Voos longos podem ser cansativos. Com todo desconforto de ficar sentado em um ambiente que não oferece tanta liberdade, a higiene pessoal se torna um desafio. A escovação dos dentes no banheiro do avião parece uma solução prática após comer um lanche, mas será que é realmente segura?

Entenda o motivo para não escovar os dentes a bordo de um avião

Katrina Sanders, higienista dental e palestrante internacional, conversou com o Explore e revelou que a água dos banheiros dos aviões, embora útil para lavar as mãos, não deve ser usada para escovar os dentes.

A água do banheiro do avião não é potável e pode conter bactérias, leveduras, fungos, vírus ou bolores, explica Sanders. Ao usar essa água na boca, esses microorganismos podem ser introduzidos, causando problemas de saúde.

Além disso, a água suja pode contaminar as cerdas da escova de dentes, criando um ambiente úmido propício para a proliferação de germes. E o banheiro, por ser um local com alto tráfego de pessoas, é um dos ambientes mais propensos à proliferação de germes em todo o avião.

Pensando na pandemia da COVID-19, aprendemos que os germes estão por toda parte, especialmente em ambientes públicos como aviões. Ela explica que vírus e bactérias, inclusive micróbios das fezes, podem estar presentes no ar do banheiro, especialmente se a tampa do vaso sanitário não for fechada antes da descarga.

A matéria fecal contém uma quantidade enorme de bactérias que podem ficar presas às cerdas da escova de dentes e causar doenças caso a pessoa escove os dentes com ela.

E então, o que fazer?

Então, o que fazer para manter a boca limpa durante um voo longo? Katrina Sanders sugere algumas alternativas seguras:
  • Pastilhas de hortelã sem açúcar: Elas ajudam a refrescar o hálito e estimular a produção de saliva, que protege os dentes contra a cárie.
  • Fio dental: Essencial para remover restos de comida e placa bacteriana entre os dentes.
  • Escova de dentes de viagem com cerdas macias e pasta de dente em sachê: Escolha produtos com xilitol ou outros ingredientes antimicrobianos.
  • Escovas de dentes descartáveis ecologicamente corretas: Uma opção prática para quem não quer transportar sua escova de dentes pessoal.

Quatro curiosidades sobre como era viajar de avião na década de 1970


Tem quem ame ou odeie viajar de avião devido a todo o estresse que pode ser gerado, desde a compra das passagens até o momento de pegar sua bagagem na esteira. Afinal de contas, você pode estar sujeito a ter o voo atrasado ou cancelado; as malas extraviadas; passar horas em escalas; ter inúmeros problemas com sua passagem; ter que lidar com um assento ruim ou com pessoas sendo inconvenientes durante todo o trajeto.

As possibilidades são gigantescas, bem como o nível de chateação. Por outro lado, viajar de avião proporciona o conforto da rapidez, segurança e acessibilidade em vários aspectos, apesar de tudo. Há 107 isso é possível graças aos progressos da aviação comercial, que não foram poucos, tanto em questões estruturais quanto organizacionais.

Entre o final da década de 1960 e início de 1970, voar era menos seguro e repleto de prós e contras.

1. A comida a bordo



Servir-se de vinho, sobremesas, frutas frescas, uma variedade de entradas, sopas e até caviar, atualmente é um luxo desfrutado apenas por quem viaja na classe executiva; contudo, na década de 1970, não havia essa distinção — e certamente isso era o que havia de melhor em voar naquela época.

Mas para tristeza dos passageiros, refeições típicas de bordo já estavam surgindo no horizonte, ainda mais porque o transporte aéreo estava começando a se popularizar. A British European Airways, por exemplo, foi uma das primeiras a começar a servir sanduíches de rosbife com tomate, pepino e limão, acompanhado de um mini bolo de chocolate e uma lata de Coca-Cola.

2. A segurança no embarque



Foi só em meados de 1973 que verificações de segurança se tornaram uma exigência das companhias aéreas, quando aconteceu o aumento exponencial no número de passageiros. Ainda assim, toda a burocracia de check-in era uma realidade muito remota, visto que as pessoas precisavam chegar apenas com 30 minutos de antecedência do horário de seu embarque para poder passar pela revista e se despedir de amigos ou familiares.

Essa mudança no setor aéreo também aconteceu devido à grande incidência de sequestros de voos durante os anos de 1961 e 1972, acontecendo pelo menos uma vez por semana.

Os detectores de metais e máquinas de raios-X foram os primeiros métodos de prevenção contra esse tipo de crime, antes somente usados no sistema prisional norte-americano. A maioria das pessoas ficou confortáveis em serem submetidas à nova tecnologia.

3. Os preços para viajar



Hoje, por mais que o destino escolhido seja barato, as passagens e tarifas aéreas nunca são, o que dificulta muito a vida de quem quer escolher um lugar para viajar. No século passado, o Conselho de Aeronáutica Civil (CAB) era o responsável por determinar desde rotas até os preços das passagens, o que significava que a competição entre as companhias aéreas ficava apenas entre alimentação, qualidade de voo e atendimento.

A era das viagens econômicas para qualquer lugar no mundo durou até a crise energética do início dos anos 1970, quando o então presidente dos EUA, Jimmy Carter, iniciou o processo de desregulamentação com a Lei de Desregulamentação de Companhias Aéreas de 1978, que reduziu o preço dos voos domésticos em cerca de 50% de 1978 a 2013, em um momento em que o embargo do petróleo de 1973-1974 havia feito os valores subirem demais.

4. Os fumantes a bordo



Até 1973, os passageiros eram livres para fumarem em qualquer lugar da aeronave, um hábito tão comum quanto pedir uma bebida. Isso mudou quando foram implementadas seções para fumantes e não fumantes, que durou até os anos 2000, quando o governo federal proibiu fumar em voos nos EUA.

A determinação partiu da nova legislação que visava diminuiu o consumo de tabaco no país, sendo que, só em 1970, mais de 37% da população norte-americana fumava, conforme dados da American Lung Association. Após a implementação da lei, esse número despencou para 23,3%, depois para 13,7% em 2018.

Via Mega Curioso