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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Fragmento de drone é encontrado em avião da Aerolíneas Argentinas que pousou no Galeão

Caso, que ocorreu dia 1º de junho, está sendo investigado pelo Cenipa.

Fragmento de drone foi encontrado em avião da Aeroníneas Argentinas no Galeão
(Foto: Reprodução/SpotterPrado)
Um fragmento compatível a uma peça de drone foi encontrada no Boeing 737-8SH, prefixo LV-GGK, da Aerolíneas Agentinas, que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte, na última semana, informou o RIOgaleão neste domingo (5).

O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no avião que fez o voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do um fragmento compatível com peça de drone na aeronave.

"Não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo CENIPA", acrescentou o Riogaleão.

O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. "Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro", informou o Centro.

Via g1 e flightradar24

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Tem drone? Nova regra exige autorização para todos voos e prova para piloto

Uso de drones ganha novas regulamentações (Imagem: Toninho Tavares/22.jan.2018/Agência Brasíl)
Novas regras para o uso de drones que estão sendo implementadas prometem movimentar um mercado considerado bilionário. As determinações são do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), órgão da FAB (Força Aérea Brasileira), e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

As mudanças foram apresentadas durante a DroneShow, principal evento do setor no país, realizado na última semana em São Paulo.

Entre as novidades estão a obrigatoriedade de solicitar autorização para qualquer voo de drone, inclusive dos modelos mais leves, a criação de uma prova para pilotos profissionais e a simplificação das regras para operações comerciais mais complexas.

As mudanças atingem um setor em rápida expansão. O Brasil possui atualmente cerca de 160 mil drones cadastrados na Anac, utilizados tanto para lazer quanto para atividades profissionais em áreas como agricultura, energia, segurança pública e construção civil.

Todo voo deve ser informado


Uma das medidas que mais afetará os usuários é a obrigatoriedade de solicitar autorização para qualquer operação de drone por meio do sistema Sarpas (Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas), administrado pelo Decea. A exigência passa a valer também para equipamentos com menos de 250 gramas, limite que anteriormente dispensava parte das autorizações.

Segundo o major Rodrigo Gonzalez, chefe da subdivisão de planejamento de aeronaves não tripuladas do Decea, o objetivo não é criar novas restrições, mas garantir que os operadores conheçam as regras que já existem.

"Eu preciso tirar esse usuário do 'escuro' e trazer ele para a legalidade. E como eu faço isso? Por informação", afirmou. De acordo com ele, muitos usuários recreativos acabavam voando em locais inadequados simplesmente por desconhecerem as limitações do espaço aéreo.

Um exemplo frequente ocorre nas praias. Embora o voo recreativo nesses locais seja permitido, existem restrições de altitude para evitar conflitos com helicópteros que operam próximos ao litoral. "Então ele vai executar o mesmo voo na praia. Contudo, agora com segurança, respeitando os limites de altura estabelecidos", diz o major.

O pedido de autorização é gratuito e, segundo o Decea, costuma ser analisado automaticamente em poucos minutos. Hoje, cerca de 92% das mais de 500 mil solicitações anuais passam apenas por análise eletrônica. Os demais casos exigem avaliação manual por representarem maior risco para a navegação aérea.

O órgão também lançará em julho um aplicativo para facilitar o acesso ao sistema. Empresas que operam drones comercialmente poderão integrar seus próprios sistemas ao Sarpas por meio de uma API, permitindo que as autorizações sejam solicitadas diretamente de seus aplicativos.

Hoje, empresas como Rower e Xmobots já trabalham com integração com o Sarpas. Pilotos que usam as plataformas das empresas podem pedir a autorização de voo diretamente no sistema oferecido para a operação, sem precisar fazer a requisição na página do sistema.

Fiscalização mais simples


Diferentes tipos de drones: Voos passam a ser regulados de acordo com a
complexidade da operação (Imagem: Tony Oliveira/12.jan.2024/Agência Brasília)
As mudanças também devem facilitar o trabalho dos órgãos de fiscalização. Segundo Gonzalez, policiais e agentes de segurança frequentemente tinham dificuldade para verificar se um voo era regular, principalmente porque a regra anterior dependia do peso da aeronave.

Com o novo modelo, os agentes poderão consultar diretamente as autorizações emitidas pelo Sarpas por meio de um aplicativo. O sistema permitirá a leitura de um QR Code ou a inserção do número da autorização para verificar se o piloto está operando exatamente na área aprovada.

Caso seja constatada alguma irregularidade, o operador poderá responder administrativamente perante a Aeronáutica. Dependendo da situação, o caso também poderá ser encaminhado às autoridades competentes para investigação criminal.

Para Emerson Granemann, diretor-presidente da MundoGEO (empresa organizadora do DroneShow), a medida vai melhorar o cenário regulatório. "Não gosto de usar a palavra flexibilização, mas as novas regras vão realmente flexibilizar o uso de drones profissionais, mas com ferramentas que garantam segurança nas operações. É uma notícia bem positiva, e a gente estima que o mercado vai crescer muito nos próximos dois anos", diz o executivo.

Mais facilidade


Apesar das novas exigências, a Anac acredita que parte das mudanças tem justamente o objetivo de simplificar a vida dos operadores.

Uma das principais alterações é a separação entre usuários recreativos e profissionais. Hoje, ambos precisam consultar essencialmente o mesmo regulamento. Com a entrada em vigor da nova regulamentação, denominada RBAC 100, os pilotos recreativos passam a seguir uma norma específica, com regras voltadas apenas para esse público.

"Para ele, na verdade, vai ficar mais fácil", afirmou Marco Santin, especialista em regulação da Anac.

Outra mudança importante é que as operações comerciais deixam de ser classificadas principalmente pelo peso do drone e passam a ser avaliadas pelo risco da atividade realizada.

Pelo novo modelo, operações de baixo risco ficam na chamada categoria aberta. As de risco intermediário entram na categoria específica. Já as atividades mais complexas passam para a categoria certificada.

Análise do risco


A mudança aproxima o Brasil de modelos regulatórios já adotados em outros mercados, como o europeu, segundo a Anac. Para avaliar operações mais complexas, a agência passará a utilizar uma metodologia internacional conhecida como SORA (Specific Operations Risk Assessment, ou Avaliação de Risco Operacional Específico).

Na prática, o sistema analisa fatores como local do voo, proximidade de pessoas, tamanho da aeronave e tipo de operação para definir quais exigências serão necessárias. Isso permite, por exemplo, diferenciar um voo realizado em uma área rural isolada de outro feito próximo a uma região densamente povoada.

Segundo Santin, muitas dessas operações já eram autorizadas pela agência por meio de pedidos especiais. A diferença é que agora elas passam a fazer parte da regulamentação permanente.

Prova para pilotos


Operação comercial de drones passa a exigir prova para os pilotos
(Imagem: Tony Oliveira/12.jan.2024/Agência Brasília)
Outra novidade é a criação de uma prova teórica para operadores profissionais de drones. A exigência entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 e não se aplica a quem faz o uso recreativo de drones.

O exame será realizado por meio do portal de capacitação da Anac e tem como objetivo garantir que os pilotos conheçam as regras aplicáveis à sua atividade. "O maior interesse da Anac é que o piloto tenha consciência de qual categoria está operando e quais são os limites dessa categoria", afirmou Santin.

Dependendo do nível de risco da operação, também poderão ser exigidos requisitos adicionais, como certificações específicas e qualificações mais avançadas.

Segurança jurídica


As inovações também devem trazer uma maior segurança jurídica para a operação dos drones no Brasil. De acordo com a advogada Roberta Fagundes Leal Andreoli, sócia do Leal Andreoli Advogados e presidente da Comissão de Direito Aeronáutico da OAB-SP, as mudanças seguem práticas adotadas internacionalmente e atendem a demandas que já vinham sendo apresentadas pelo setor.

Segundo ela, a substituição da antiga normativa pelo novo RBAC 100, além da criação de uma norma específica para drones de até 250 gramas e aeromodelos, torna as regras mais fáceis de entender ao separar as exigências de acordo com a complexidade de cada operação.

"As alterações normativas trazidas pela Anac e pelo Decea possuem segurança jurídica e são baseadas na prática internacional. A divisão do escopo normativo pela complexidade das operações facilitará o entendimento das regras e das obrigações aplicáveis a cada caso", afirmou.

Para Andreoli, a classificação das operações pelo nível de risco e a exigência de avaliação teórica para pilotos profissionais devem favorecer a expansão do setor. "As principais alterações atendem solicitações feitas pelos regulados durante a consulta pública prévia e facilitarão a massificação das operações comerciais com drones no Brasil", disse.

A advogada também destaca que a exigência de autorização para acesso ao espaço aéreo, independentemente do peso da aeronave, deve ampliar a conscientização dos operadores sobre suas responsabilidades. Segundo ela, a medida ajuda a reduzir situações em que voos recreativos acabam expondo pessoas, patrimônios ou outras aeronaves a riscos por desconhecimento das normas.

O que não muda


Embora as normas tenham sido atualizadas, várias das principais restrições permanecem as mesmas.

Continua proibido operar drones em áreas restritas sem autorização, voar acima dos limites permitidos ou realizar atividades que coloquem em risco aeronaves tripuladas.

Segundo o Decea, boa parte das situações que hoje resultam em irregularidades já era proibida anteriormente. A diferença é que muitos operadores não tinham acesso fácil às informações ou desconheciam as regras aplicáveis.

A expectativa dos órgãos reguladores é que a nova estrutura aumente o nível de conhecimento dos usuários e reduza ocorrências envolvendo drones e aeronaves convencionais.

Mercado bilionário


As mudanças ocorrem em um momento de forte expansão do setor no Brasil. Durante audiência sobre o mercado brasileiro de drones realizada na Câmara dos Deputados em 2025, o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP) relatou que mercado brasileiro é o segundo maior das Américas para drones, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O faturamento desse segmento chega a US$ 373 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), e há uma estimativa de crescimento de 25%, segundo o parlamentar. A expectativa é que regras mais modernas e processos mais simples permitam ampliar o uso comercial dessas aeronaves nos próximos anos.

Além de aplicações recreativas, os drones são cada vez mais utilizados in atividades que antes dependiam de helicópteros, aviões tripulados ou equipes em solo, reduzindo custos e aumentando a eficiência de diversas operações.


Granemann também acredita que haverá um impulsionamento do setor com as novas medidas. Composto pela venda de equipamentos, somado à prestação de serviços, o mercado de drones atinge cifras bilionárias no Brasil, afirma o executivo.

"O mercado é feito pela comercialização dos drones, da tecnologia embarcada, [...] sensores, softwares de processamento das imagens. Isso tudo está crescendo bastante, [...].E a prestação de serviços é onde gera mais receita, porque todos os profissionais que vêm aqui na nossa feira, eles vêm para comprar equipamentos, atualizar sua frota e prestar serviço. Essa prestação de serviços somada chega a centenas de empresas que oferecem os serviços e geram receita. Somando a receita da venda dos equipamentos com a prestação de serviços, é um mercado bilionário", conclui Granemann.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Leonardo Da Vinci já planejava helicópteros há 500 anos

Principal nome do Renascimento, o polímata desenhou uma máquina que após mais de cinco séculos se mostrou 100% viável para sua finalidade, voar.


Há mais de quinhentos anos, quando Leonardo Da Vinci (1452-1519) imaginou criar um objeto que “perfurasse o ar” para levantar voo, começou por desenhar uma rústica forma de helicóptero, que ficou conhecida como “parafuso helicoidal aéreo”.

No esboço, tomou cuidado com o detalhamento, referiu-se à engenhoca como algo que deveria ser feito de madeira e arame com uma espiral no centro. Da Vinci talvez não imaginasse que cinco séculos depois, sua ideia serviria de base para a construção de um moderníssimo Veículo Aéreo Remotamente Pilotado, um drone.

Esboço: Para o inventor renascentista não bastava pensar em coisas novas:
ele desenhava e indicava como deveria ser feito (Crédito:Divulgação)
A criação futurista do maior gênio da Renascença, evidentemente, era algo impossível de ser transformado em realidade de forma satisfatória no momento de sua idealização. Ou seja, mesmo tratando-se de um artista exuberante, capaz de construções estupendas, não havia tecnologia suficiente que lhe permitisse fazer o aparelho voar. 

Mas nos dias atuais, no entanto, o rabisco possibilitou que um grupo de estudantes de engenharia da Universidade de Maryland, nos EUA, fizesse um drone diferente dos convencionais. Ao invés de colocar hélices com formato tradicional, os universitários seguiram os ensinamentos de Da Vinci e preferiram mudar o visual aerodinâmico, colocando asas flexíveis de plástico, com feição semelhante ao do rascunho secular. 

Gênio: Da Vinci criou projetos em diversas áreas do conhecimento humano:
pintura, escultura, arquitetura, design e música (Crédito:Divulgação)
O projeto foi batizado de Crimson Spin e utilizado para participação em uma competição de ciência na instituição, a chamada Transformativa Vertical Flight 2022, realizado em San José, no estado da Califórnia.

As hélices giratórias permitem que o drone saia do chão. “Bem interessante essa ideia. Incrível como Leonardo Da Vinci era tão inteligente, e deixou concepções maravilhosas. As hélices helicoidais produzem o empuxo necessário para levantar o drone”, afirma Gleisson Balen, mestre em engenharia elétrica, atualmente pesquisador na universidade de Oviedo, na Espanha. 

Invenções de máquinas em ambiente escolar, às vezes, dão resultado comercial, mas nesse caso não. A aeronave tirou o primeiro lugar na disputa universitária, mas o equipamento acabou abandonado. Os jovens viraram adultos e foram cuidar da vida em empregos formais. “Em caso de uma produção industrial, o desafio seria manter a estabilidade no ar, devido ao formato das hélices e ao peso extra em comparação com asas usadas atualmente”, diz Balen. 

No momento da vitória, Austin Prete, aluno que liderou a equipe, declarou à imprensa local que o curso lhe proporcionou emprego e não terá tempo de continuar com o drone. “Gostaria de mostrar que a solução de helicóptero pensada por Da Vinci pode ser, embora anacrônica, viável”.

“Esse momento era o auge da mudança da percepção artística”, diz Rodrigo Rainha, historiador. Rainha explica que no Renascimento buscava-se exaustivamente a valorização do intelecto e sensibilidade do ser humano com base na escola Clássica. 

“Nesse contexto Da Vinci procurou demonstrar os limites do homem e por isso voar era importante”, pontua. O gênio italiano também desenvolveu outros esboços fantásticos, principalmente, em sua faceta anatomista. O Homem Vitruviano representa a impecável harmonia e equilíbrio do corpo. O polímata foi escultor, pintor, inventor, cientista, arquiteto, matemático, anatomista, entre outras habilidades.

Realizou obras que o tornaram para sempre uma das pessoas mais importantes da humanidade. O quadro Mona Lisa, por exemplo, é a mais famosa e enigmática pintura de todos os tempos, a Última Ceia é outro trabalho grandioso e atemporal. E resta a pergunta: a mente brilhante de Da Vinci imaginaria que após mais de quinhentos anos sua invenção seria atual, e serviria de esteio para criação de um instrumento de voo tão avançado como um drone?

Por Fernando Lavieri (IstoÉ)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Top 5: as aeronaves de missão especial mais legais da Força Aérea dos EUA

A Força Aérea opera um grande número de tipos de aeronaves para missões especiais, e muitas são desenvolvidas a partir de pequenas aeronaves civis regulares.


Uma diferença fundamental entre uma grande potência como a Grã-Bretanha e uma superpotência como os Estados Unidos é a profundidade das capacidades. Embora a RAF tenha diversas capacidades, existem certas limitações; por exemplo, só pode lançar armas nucleares a partir de submarinos. Os Estados Unidos, por outro lado, têm quase tudo. Isto exige que a Força Aérea dos EUA mantenha uma seleção de aeronaves de missão especial que poucas outras forças aéreas possuem.

A Força Aérea dos Estados Unidos opera mais de 5.000 aeronaves projetadas para praticamente todas as missões, com tipos que vão desde Cessnas modificados até o lendário B-2 Spirit. Embora grande parte do foco esteja em caças e bombardeiros, aeronaves especializadas em coleta de informações e comunicação, como o E-7 Wedgetail, são algumas das aeronaves mais valiosas que a Força Aérea possui. Aqui estão cinco aeronaves de missão especial interessantes da Força Aérea com capacidades ISR.

1. Lockheed Martin C-130J-SOF


O C-130J-SOF é uma aeronave de transporte Hércules fortemente modificada, construída para uso com as forças especiais.
  • Aeronave base: Lockheed Martin C-130J
  • Alcance: 1.280 milhas (com carga útil de 30.000 libras)
  • Motor: Motores turboélice Rolls-Royce AE 2100D3 4.691 pshp
O Lockheed Martin C-130J é mais do que apenas uma aeronave turboélice de transporte militar de quatro motores. Com mais de 500 exemplares construídos, a Força Aérea opera uma série de variantes, incluindo a variante C-130J-SOF, que é equipada com equipamentos estendidos de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) para uso com forças especiais.

Um C-130J Super Hercules estacionado no pátio de um campo de aviação perto de um hangar
 (Foto: Lockheed Martin)
O C-130J-SOF foi apresentado pela primeira vez em junho de 2017 e fornece suporte ISR especializado, juntamente com infiltração, exfiltração e reabastecimento de forças de operações especiais (SOF). Foi concebido para operar em território hostil ou negado. A Lockheed Martin afirma que a aeronave pode ser configurada para executar vigilância armada, ataque de precisão, reabastecimento aéreo de helicóptero e elevação vertical e muito mais.

2. C-37B


Originalmente um jato executivo, o G550 modificado está equipado com equipamentos ISR especiais e muito mais.
  • Aeronave base: Gulfstream G550
  • Alcance: 6.400 milhas
  • Motor: Motores BMW/Rolls Royce BR710C4-11
Alguns dos jatos executivos da Gulfstream, populares entre operadores privados, encontram funções especializadas nas forças armadas. O jato executivo G550 foi desenvolvido no C-37B na Força Aérea. É capaz de voos intercontinentais em alta altitude e possui operações de cruzeiro de 41.000 a 51.000 pés. Ele vem equipado com equipamentos especiais específicos para missões para apoiar ISR, comando e controle, inteligência de sinais, guerra eletrônica e muito mais.

Um C-37B da Força Aérea dos EUA estacionado no pátio de um campo de aviação
(Foto: Força Aérea dos EUA)
Essas aeronaves apresentam radar meteorológico aprimorado, heads-up displays ultramodernos para os pilotos e muito mais. A Força Aérea dos EUA declarou: "Os C-37A/B são aeronaves bimotores turbofan adquiridas para cumprir missões de transporte aéreo especial em todo o mundo para funcionários de alto escalão do governo e do Departamento de Defesa." A Força Aérea também opera o C-37A semelhante baseado na aeronave Gulfstream V.

3. C-146A Wolfhound


O Wolfhound é derivado do alemão Dornier 328 e é usado pelo Comando de Operações Especiais.
  • Aeronave base: Dornier 328
  • Alcance: 1.726 milhas com 2.000 libras de carga
  • Motor: Motores turboélice Pratt & Whitney PW119C
De acordo com a Força Aérea dos EUA, o C-146A Wolfhound foi construído para "...fornecer ao Comando de Operações Especiais dos EUA um movimento operacional flexível e responsivo de pequenas equipes e carga em apoio aos Comandos de Operações Especiais do Teatro." O C-146A é capaz de realizar várias combinações de passageiros e carga, incluindo missões de férias com vítimas. Opera missões em aeródromos preparados e semipreparados em todo o mundo.

UmC-146A Wolfhound (Foto: Força Aérea dos EUA)
A aeronave pode transportar até 27 passageiros ou 6.000 libras de carga. É baseado no turboélice Dornier 328 , anteriormente produzido pela Dornier Luftfahrt GmbH, hoje Fairchild-Dornier. Tem sido continuamente implantado pela Força Aérea dos EUA desde outubro de 2011 e atualmente apoia operações em quatro comandos combatentes geográficos.

4. U-28A Draco


O U-28A é uma aeronave pequena utilizada pelo Comando de Operações Especiais da Força Aérea e é conhecida por sua confiabilidade.
  • Aeronave base: Pilatus PC-12
  • Alcance: 1.726 milhas
  • Motor: Pratt-Whitney PT6A-67B
O U-28A é uma pequena aeronave monomotor usada pelo Comando de Operações Especiais da Força Aérea. Faz parte da frota aerotransportada de inteligência, vigilância e reconhecimento do comando com a missão ISR para apoiar operações humanitárias, incluindo busca e salvamento, operações especiais e missões convencionais. O U-28A foi desenvolvido a partir do Pilatus PC-12 construído pela Pilatus Aircraft of Stans, Suíça.

U-28A Draco prestes a pousar (Foto: Força Aérea dos EUA)
A Força Aérea afirma que o U-28A é usado pelos 319º, 34º e 318º Esquadrões de Operações Especiais, e o 5º e 19º SOS conduzem o treinamento formal da fuselagem. A Força Aérea aplaude a aeronave por sua excelente confiabilidade e desempenho. Graças ao seu design eficiente e de alta utilidade, a aeronave base, o PC-12, encontrou um grande número de operadores em todo o mundo.

5. MQ-9 Reaper


O MQ-9 Reaper carrega um grande número de sistemas de coleta e comunicação de inteligência e tem sido um ícone da guerra irregular americana.
  • Aeronave base: MQ-9 Reaper (renomeado de Predator B)
  • Alcance: 1.150 milhas
  • Motor: Motor turboélice Honeywell TPE331-10GD
Nem todas as aeronaves precisam ser tripuladas. Aeronaves sem tripulação como o MQ-9 Reaper são valiosas em diversas circunstâncias, incluindo ambientes de alta ameaça ou politicamente sensíveis, onde a Força Aérea pode não querer arriscar uma aeronave tripulada. O Reaper é empregado principalmente como recurso de coleta de inteligência, como quando um Reaper foi abatido por caças Su-27 russos no Mar Negro).

Um Drone MQ-9 Reaper (Foto: BlueBarronPhoto/Shutterstock)
O Reaper tem um papel secundário em relação aos alvos de execução dinâmicos. A Força Aérea dos EUA explica que pode permanecer por longos períodos de tempo, transportar uma ampla gama de sensores, utilizar armas de precisão e ter um conjunto de comunicações multimodo. Os Reapers são usados ​​para tudo, desde ISR até missões de apoio aéreo aproximado. Eles estão exclusivamente qualificados para conduzir operações de guerra irregulares.

Com informações do Simple Flying

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ucrânia revela drones de longo alcance para ataques contra a Rússia


A Ucrânia divulgou imagens de armamentos desenvolvidos por sua indústria de defesa nos últimos anos, com destaque para drones usados no conflito contra a Rússia. O material foi publicado nas redes sociais da Presidência e do presidente Volodymyr Zelensky em alusão ao Dia da Indústria de Defesa.

Presidente Volodymyr Zelensky (Ucrânia) durante vídeo em alusão ao Dia da Indústria de Defesa
 (Imagem: Presidência da Ucrânia)
No vídeo, o governo afirma que o país estruturou, ao longo da guerra, uma base industrial capaz de produzir sistemas não tripulados em larga escala. Segundo Zelensky, a Ucrânia está, pela primeira vez, "suficientemente armada" para se defender.

Ele também afirmou que o uso de drones passou a ter papel central no campo de batalha, com impacto direto nas operações. O discurso do vídeo menciona ainda a capacidade de atingir alvos a até 1.750 km de distância com sistemas de longo alcance, sem detalhar quais modelos específicos são responsáveis por esse desempenho.

Drones


(Imagem: Governo da Ucrânia)
Entre os equipamentos apresentados no vídeo estão drones de ataque e reconhecimento com diferentes níveis de alcance e capacidade de carga.

Imagem do vídeo do governo ucraniano mostra mísseis, drones e outros armamentos produzidos no país (Imagem: Governo da Ucrânia)

Entre os equipamentos citados estão:

Sichen (Janeiro)

O Sichen é um drone de longo alcance com capacidade de atingir alvos a até 1.400 km, segundo a Presidência ucraniana. O sistema pode transportar ogivas de até 40 kg e integra a nova geração de armamentos desenvolvidos durante a guerra.

Liutyi (Ferozou Fevereiro)

O Liutyi está entre os principais drones estratégicos do país. De acordo com dados oficiais, pode alcançar até 2.000 km e transportar cargas entre 50 kg e 75 kg, sendo utilizado em ataques a longa distância.

Morok (Escuridão)

O Morok é um drone de longo alcance com autonomia de até 800 km e capacidade de carga de cerca de 30 kg. O modelo integra o conjunto de sistemas usados em operações ofensivas.

Bars (Leopardo-das-neves)

O Bars é descrito como um drone com motor a jato, com alcance estimado entre 700 km e 800 km. O sistema combina características de drones e mísseis de cruzeiro, voltado a ataques de precisão.

Obriy (Horizonte)

O Obriy também utiliza propulsão a jato e tem alcance de cerca de 800 km. Segundo o governo, o modelo pode transportar uma ogiva de aproximadamente 10 kg.

Drones FPV (First Person Viewou Visão em Primeira Pessoa)

Além desses modelos, o vídeo menciona drones FPV (visão em primeira pessoa), utilizados em grande escala no campo de batalha. Segundo Zelensky, a produção desses sistemas já atinge milhões de unidades por ano, com uso em ataques de precisão e missões táticas.

A fabricação desses equipamentos é a base da atual indústria de defesa ucraniana.

No vídeo, o governo também afirma que a escala de uso desses sistemas se tornou um dos principais fatores para o desempenho militar ucraniano no conflito.

Mísseis e sistemas híbridos


(Imagem: Governo da Ucrânia)
O material também cita sistemas de longo alcance classificados como mísseis ou plataformas híbridas. Entre eles estão o Peklo, com alcance estimado em cerca de 700 km, e o Palianytsia, descrito como um sistema com características de drone e míssil, equipado com motor a jato.

Zelensky também mencionou outros armamentos em operação, como Iruta, Neptun e Vilha, afirmando que o país já dispõe de uma "força real" nessa categoria. Segundo o presidente, a estratégia combina diferentes tipos de sistemas para ampliar a capacidade de ataque e defesa da Ucrânia.

O conflito entre os dois países se agravou a partir de 2022 com a invasão de territórios ucranianos pela Rússia.

Veja mais imagens:

(Imagens: Governo da Ucrânia)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Avião bate contra drone a 1.000 m de altitude pouco antes de pousar nos EUA

Acidente ocorreu nos arredores do aeroporto de San Diego, na Califórnia. Aeronave tinha 54 pessoas a bordo no momento do incidente; piloto realizou pouso normalmente.


Um piloto do Boeing 737-824, prefixo N14219, da United Airlines, reportou uma colisão a cerca de 1.000 metros de altitude contra um drone antes de pousar nos EUA, nesta quarta-feira (29).

A companhia confirmou o incidente, e um aplicativo de monitoramento de frequências de comunicação aérea gravou a conversa em que o piloto relatou o ocorrido à torre de controle.

O voo 1980 da United partiu do Aeroporto Internacional de São Francisco às 6h53 e voou por aproximadamente 90 minutos antes de chegar ao Aeroporto Internacional de San Diego às 8h28. 

Após o pouso do Boeing 737 no aeroporto de San Diego, o piloto informou à torre de controle que o avião possivelmente havia atingido um drone enquanto voava a cerca de 3.000 pés de altitude.

Segundo a United, havia 48 passageiros e 6 tripulantes. Apesar da intercorrência, o pouso ocorreu normalmente.


Na conversa, o piloto do voo United 1980 diz à torre de controle, já em solo, ter colidido contra um drone a mais ou menos 3.000 pés de altitude (914 metros). (Ouça aqui)

O controlador de tráfego aéreo pede mais detalhes: "Você tem informações aproximadas sobre o tamanho, quantos motores, o modelo ou algo do tipo?"

“Era tão pequeno que eu não consegui identificar”, respondeu o piloto. “Era vermelho... era brilhante.”

Minutos antes, o piloto entrou em contato por rádio com a equipe do Centro de Controle de Aproximação por Radar Terminal do Sul da Califórnia, uma instalação de radar que direciona aeronaves na região, perguntando se havia um drone próximo à sua localização. "Não que eu saiba", respondeu o controlador.

"Acho que acabei de ver um pequeno objeto vermelho... a cerca de 300 metros abaixo de nós, à nossa direita", disse o piloto.

O controle de tráfego aéreo alertou outros pilotos, mas não recebeu nenhum outro relato de drone na área, de acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA). O avião, que transportava 48 passageiros e seis tripulantes, pousou em segurança.

Um porta-voz da FAA disse que está investigando o caso.


É proibido aos pilotos operar drones acima de 400 pés de altitude, a menos que possuam autorização da FAA. De acordo com as normas da FAA, os pilotos de drones também devem evitar o espaço aéreo restrito, incluindo o espaço aéreo ao redor dos aeroportos.

Não ficou imediatamente claro se o drone de fato colidiu com a aeronave. A equipe de manutenção da companhia aérea "não encontrou danos após inspecionar minuciosamente a aeronave", afirmou a United Airlines em um comunicado ao The Times.

Segundo o FlightAware, o avião partiu de San Diego às 10h16 e chegou a Houston na tarde de quarta-feira.

Em nota, a companhia aérea confirmou o episódio: "O voo 1980 da United relatou uma possível colisão com drone pouco antes de chegar a San Diego. O voo pousou em segurança e os passageiros desembarcaram normalmente no portão de embarque. Nossa equipe de manutenção não encontrou nenhum dano após inspecionar minuciosamente a aeronave."

Via g1, KTLA5 e Los Angeles Times

sexta-feira, 17 de abril de 2026

EUA confirmam perda de drone que custa mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio

Ainda não se sabe se ele foi abatido por forças iranianas. A Marinha dos EUA, por enquanto, apenas confirmou o desaparecimento.

Drone MQ-4C Triton custa mais de US$ 240 milhões (cerca de R$ 1 bilhão)
(Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)
Após análises de dados feitos por diversos veículos de comunicação indicarem que os Estados Unidos perdeu seu drone MQ-4C Triton, uma de suas aeronaves mais caras, no Oriente Médio, a Marinha americana confirmou a informação.

Os dados de voo mostram o Triton emitindo o código transponder 7400 durante o voo, indicando que o contato com o piloto em solo havia sido perdido, e depois o código 7700, indicando uma emergência, cerca de 70 minutos depois, quando caiu para 13.411 metros.

O drone continuou emitindo sinais em 7700 MHz até desaparecer dos radares a uma altitude de mais de dois mil metros.

Um relatório do Comando de Segurança da Marinha dos EUA desta semana revelado pela rede de TV americana CNN destaca que o drone, que custa US$ 240 milhões (mais de R$ 1 bilhão), caiu em 9 de abril. O local exato da queda não foi revelado.

Segundo os dados vistos pela CNN, o drone partiu da Estação Aeronaval de Sigonella, na Itália, e desapareceu no Golfo Pérsico. Ele teve uma queda na altitude de 15 mil para 2 mil metros e perdeu contato.

Ainda não se sabe se ele foi abatido por forças iranianas. A Marinha dos EUA, por enquanto, apenas confirmou o desaparecimento.

Um MQ-4C Triton da Marinha dos EUA, pertencente ao Esquadrão de Patrulha Não Tripulada (VUP) 19, decola da Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais (MCAS) de Iwakuni, Japão, em 5 de outubro de 2022  (Foto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA pelo cabo Mitchell Austin)
A Northrop Grumman, que é a fabricante, diz que essa é a 'principal aeronave não tripulada do mundo para inteligência, vigilância, reconhecimento e direcionamento marítimo'. Ela pode alcançar 8,5 mil milhas náuticas e tem motor a jato.

Impulsionado por um motor a jato e com um alcance de 8.500 milhas náuticas (equivalente a cerca de 15,7 mil quilômetros), o MQ-4C pode permanecer no ar por mais de 24 horas a mais de 50.000 pés (cerca de 15, 2 mil metros), sendo considerado um dos drones mais caros e avançados do mundo.

O drone é uma das aeronaves mais raras da frota da Marinha americana (a Northrop Grumman afirma ter produzido apenas 20 unidades) e também uma das mais caras, custando cerca de US$ 240 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) por unidade.

Isso é mais que o dobro do preço de um caça furtivo F-35C. Os primeiros protótipos do MQ-4C começaram a ser entregues em 2012.

Via CNN

sexta-feira, 27 de março de 2026

Mais de 50 países já possuem drones de combate; e o Brasil?

A adesão cada vez maior aos drones de combate é um legado claro da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de três anos.

(Imagem: Mike Mareen/Shutterstock)
Mais baratos e eficazes, os drones estão sendo amplamente utilizados pelos exércitos de vários países do mundo. É o que revela um estudo realizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) sobre as capacidades militares das nações.

A adesão cada vez maior aos veículos de combate não tripulados é um legado claro da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de três anos. Atualmente, pelo menos 54 países do mundo já utilizam esta tecnologia como arma.

Mais detalhes do relatório


De acordo com o relatório, o número representa 31% dos 174 países sobre os quais a organização, que há 65 anos faz esse levantamento, obteve dados.

Além disso, significa um aumento importante em relação aos 38 que detinham drones de ataque em 2022.

Entres os equipamentos mais utilizados estão o turco Bayraktar (em 28 países), os chineses Caihong (15) e Wing Loong (13), o norte-americano MQ (14) e os iranianos Mohajer (14) e Shahed (13).

O estudo ainda aponta que Turquia e Irã se tornaram os principais fabricantes mundiais dos veículos, ao lado de China e Estados Unidos.

Alguns países não operam diretamente os equipamentos, caso da Líbia, onde o exército turco mantém uma base militar.

E o Brasil?


Brasil não tem drones de combate, apenas de monitoramento, de acordo com o relatório.

Conheça alguns dos modelos de drones mais utilizados


Um dos drones mais famosos é o Shahed-136. O equipamento é fabricado pelo Irã desde 2021 e foi utilizado em larga escala no ataque contra Israel no início de abril do ano passado. Ele é um drone-kamikaze que tem como característica principal uma combinação de design em asa delta e capacidade de voo em baixa altitude, fator que dificulta drasticamente a detecção por radares de sistemas de defesa aérea.

Este drone de ataque portátil pode carregar até 40 quilos de ogivas e ser lançado a partir de um caminhão militar ou comercial. Ele tem alcance de até 1.500 km e atinge uma velocidade máxima de 185 km/h, sendo utilizado pelos exércitos do Irã, Iraque, Iêmen e Rússia.

Shahed-136, drone de fabricação iraniana, está sendo amplamente utilizado
(Imagem: Sergey Dzyuba/Shutterstock)
Já o MQ-9 Reaper é fabricado pelos Estados Unidos. Sua função primária é coletar informações, servindo de apoio e vigilância em missões, mas também pode ser usado em ataques. Ele pode ser equipado com até 8 mísseis guiados a laser e, por isso, é considerado uma arma letal e altamente precisa.

Este modelo de drone foi usado, em 2020, para matar Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país. Ele tem alcance de até 1.850 km e atinge uma velocidade máxima de 444 km/h, sendo utilizado pelos exércitos dos EUA, França, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Reino Unido e Índia. Além disso, está presente em bases comandadas pelos norte-americanos na Polônia, Kuwait, Iraque, Jordânia, Djibouti, Niger e Japão.

Drone MQ-9 Reaper é utilizado pelos EUA e aliados (Imagem: Mike Mareen/Shutterstock)
Outro drone bastante utilizado é o Bayraktar TB2, da Turquia. Ele pode ser armado com bombas guiadas a laser e conta com um alcance de até 1.850 km, atingindo uma velocidade máxima de 222 km/h, e sendo utilizado pelos exércitos da Turquia, Polônia, Sérvia, Azerbaijão, Quirguistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão, Paquistão,, Marrocos, Catar, Emirados Árabes Unidos, Burkina Faso, Djibouti, Etiópia, Mali e Togo.

Turquia aposta na fabricação do drone Bayraktar TB2 (Imagem: Mike Mareen/Shutterstock)
Os chineses também possuem os seus próprios equipamentos. O Caihong, por exemplo, é desenvolvido pela China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC). O modelo CH-4B tem um sistema misto de ataque e de reconhecimento de território. Com uma carga útil de até 345 kg, pode levar até seis armas e disparar mísseis a partir de uma distância de 5 mil metros. A bateria tem duração de 40 horas.

O equipamento tem alcance de até 5.000 km e atinge uma velocidade máxima de 435 km/h, sendo utilizado pelos exércitos da China, Indonésia, Mianmar, Paquistão, Argélia, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, República Democrática do Congo, Nigéria e Sudão.

Por fim, os chineses também criaram o Wing Loong II. Inicialmente, ele era utilizados para vigilância e monitoramento, mas foi adaptado para combate. O equipamento pode levar um conjuntos de mísseis com mira a laser e bombas.

Wing Loong II é um dos drones utilizados pela China (Imagem: Chegdu Aircraft Infustry Group)
Desenvolvido pela Chegdu Aircraft Infustry Group (CAIG), ele é movido à hélice, o que, segundo a fabricante, permite que não seja facilmente identificado por radares. Para aumentar o alcance, que é de 2.000 km, o drone ainda pode ser controlado por meio de um link via satélite.

A velocidade máxima atingida é de 370 km/h. O armamento é utilizado pelos exércitos da Arábia Saudita, Cazaquistão, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Paquistão, Uzbequistão, Argélia, Marrocos e Nigéria.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Como o drone voa? Entenda equilíbrio de forças que o mantém parado no ar


Para quem cresceu achando carrinhos de controle remoto algo supermaneiro, ver um drone em ação é quase uma experiência mágica. Seja pela suavidade com a qual ele se move ou a infinidade de aplicações —que vão desde a diversão até usos logísticos—, esses aparelhos despertam a curiosidade de muita gente. 

E aí fica dúvida: como eles funcionam? E como eles podem ser controlados por longas distâncias sem perder a estabilidade no ar? Aqui, consideramos os drones de uso civil, que se dividem em quatro categorias básicas de acordo com o número de rotores: tricópteros, quadricópteros, hexacópteros e octacópteros.


Para a explicação abaixo, usaremos os quadricópteros como referência, que são os tipos mais comuns à venda. Eles contam com quatro rotores (chamados popularmente de hélices). 

O princípio básico de funcionamento de um drone envolve equilíbrio. Enquanto dois desses rotores giram no sentido horário, outros dois giram no sentido anti-horário. Desta forma, há uma compensação de forças que evita que o drone gire descontroladamente ao redor do seu eixo vertical.

É preciso uma condição para levantar voo: a força de empuxo gerada pelos rotores ao empurrarem o ar para baixo e, por consequência, serem empurrados para cima. Essa força precisa ser maior do que a da gravidade.

Uma vez no ar, o aparelho se mantém em parado enquanto o empuxo gerado se mantiver em equilíbrio com a gravidade. Os movimentos também são controlados pela velocidade dos rotores. Para ir para frente, por exemplo, os rotores da traseira aumentam sua velocidade, enquanto os da frente diminuem, inclinando levemente o aparelho para que ele se movimente.

Situação similar ocorre quando comandamos o drone para trás, para os lados ou para que ele gire ao redor de seu eixo vertical. 

Além dos rotores —movimentados por motores elétricos— os drones contam com outros sistemas básicos. É preciso ter uma bateria, geralmente de íons de lítio (do mesmo material das dos smartphones) e sensores como altímetros e acelerômetros. Eles medem variáveis como altitude e velocidade e também colhem informações enviadas aos circuitos de controle no corpo do drone. 

Há também tem um receptor de rádio que permite a integração entre o controle remoto do usuário e as ações do veículo.


Como os drones se mantém equilibrados mesmo quando há vento?

Aqui, o mérito é dos circuitos de controle. Ao receberem dados dos sensores presentes no corpo do drone, esses circuitos conseguem ter uma "visão" da situação e mudar a rotação dos rotores para compensar a ação de forças externas. 

Qual é a velocidade máxima de um drone?

Isso, claro, varia de acordo com o tipo de drone. Modelos "de brinquedo" podem voar a cerca de 20 km/h, enquanto variações para uso profissional podem passar dos 60 km/h. Há ainda drones de competição, com recorde de velocidade, segundo o Livro Guinness dos Recordes, de 263,12 km/h, alcançado em 2017. 

Drones podem sofrer interferência?

Como os drones usam ondas de rádio para se comunicar com o controle em terra, eles estão sujeitos sim a interferências de origem eletromagnética. Elas podem partir de outros equipamentos que operam em frequência parecida ou de estruturas como linhas de alta tensão. As interferências podem dificultar o controle do drone e até interromper a comunicação por completo.

Via Tilt/UOL - Fontes: Fábio Raia, professor de engenharia elétrica e engenharia mecânica da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Murilo Zanini de Carvalho, professor de engenharia da computação do Instituto Mauá de Tecnologia.

sábado, 7 de março de 2026

Brasil ultrapassa a marca de 130.000 drones registrados

O Brasil alcançou 133.000 drones registrados na Agência Nacional de Aviação Civil até fevereiro.

Base cadastrada na ANAC cresce de 16.500 em 2017 para 133.000 em 2026 (Divulgação)
O Brasil alcançou 133.000 drones registrados no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant) até fevereiro deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O avanço ocorre dentro de um ambiente regulatório estruturado desde 2017, quando entrou em vigor o regulamento que instituiu o cadastro obrigatório e organizou juridicamente as operações civis de drones no Brasil.

Evolução dos registros


Em 2017, o país registrava cerca de 16.500 drones cadastrados. Em 2022, o volume alcançou 93.729 registros, crescimento acumulado superior a 460% em cinco anos.

A expansão manteve ritmo elevado nos últimos ciclos. Entre 2024 e 2025, o número de drones registrados avançou acima de 20% ao ano. No mesmo período, os pedidos de autorização de voo cresceram mais de 25%, indicando não apenas ampliação do parque registrado, mas também maior frequência de operações no espaço aéreo brasileiro.

Composição do mercado


Em 2022, os drones de uso profissional somavam 40.823 unidades, equivalentes a aproximadamente 44% do total registrado, enquanto 52.906 eram destinados a uso recreativo.

O dado demonstra mudança estrutural no perfil do setor, que deixou de ter predominância recreativa para ampliar participação em atividades empresariais e governamentais.

O crescimento dos drones profissionais está associado à expansão de aplicações como pulverização aérea e agricultura de precisão no agronegócio, inspeções industriais, monitoramento de infraestrutura, energia, segurança pública, mapeamento técnico e produção audiovisual.

O aumento expressivo das importações em 2024, tanto em valor quanto em volume, reforça a expansão da demanda doméstica por sistemas de aeronaves remotamente pilotadas (RPAS), sensores embarcados e soluções integradas.

Impacto econômico


A expansão do mercado de drones gera efeitos indiretos em cadeias como importação e distribuição de equipamentos, manutenção técnica, capacitação de operadores, desenvolvimento de softwares e integração com tecnologias como inteligência artificial e conectividade 5G.

O avanço também acompanha a digitalização de serviços públicos e a agenda de cidades inteligentes, ampliando o uso de aeronaves não tripuladas em atividades de monitoramento urbano, fiscalização ambiental e gestão territorial.

Ambiente regulatório e atualização normativa


O modelo brasileiro opera com divisão de competências entre órgãos responsáveis por registro, controle do espaço aéreo, homologação de equipamentos e regulação agrícola, criando estrutura institucional para operações civis.

Em 2025, foi aberta consulta pública para atualização do marco regulatório, propondo abordagem baseada em risco operacional e desempenho, alinhada a práticas internacionais. A revisão normativa busca adequar a regulação à complexidade crescente das operações e à diversificação tecnológica do setor.

Por Marcel Cardoso (AERO Magazine)

Guerra no Oriente Médio: qual o poder bélico aéreo de Irã, EUA e Israel?

Caça F-35 dos EUA sobrevoa navio
(
Imagem: Dane Wiedmann/Navy Office of Information/U.S. Navy)
Os ataques de Estados Unidos e Israel neste fim de semana foram feitos massivamente por meio aéreo contra um adversário, o Irã, com poder bélico limitado nesse setor.

Irã e Israel possuem uma ampla frota de caças multimissão, inclusive para lançamento de bombas e ataques a alvos no solo. Mesmo tendo destaque em rankings mundiais, os dois países não estão nem próximos do poder dos EUA.

Veja quais os modelos de ataque aéreo estão sendo utilizados no Oriente Médio. Na sequência, conheça um pouco do poder aéreo norte-americano, que detém 25% de toda frota militar do mundo, com 13.033 aeronaves, incluindo caças, aviões de reabastecimento, cargueiros, aeronaves de ataque entre outras. Como comparação, em segundo lugar vem a Rússia, com 4.237 aeronaves militares ao todo, representando 8% da frota global.

Irã x Israel


Todos os dados da reportagem são da empresa de análises do setor de aviação Cirium, compilados na publicação Flight Global World Air Forces. As aeronaves de ataque estão separadas por modelo/versão, país de origem e quantidade.

Não estão compilados outros tipos de aeronaves, como as de reabastecimento em voo, de guerra eletrônica ou cargueiros e de ataque ao solo, por exemplo.

Caças F-5 do Irã: Modelo está caindo em desuso pelo mundo,
mas ainda é fundamental para o país persa (Imagem: Domínio Público)
Irã (Força Aérea da República Islâmica do Irã)
  • F-4 (fabricado no Estados Unidos): 65 unidades
  • F-5 (Estados Unidos): 35 unidades
  • F-7 (China): 17 unidades
  • F-14 (Estados Unidos): 41 unidades
  • MiG-29 (União Soviética/Rússia): 18 unidades
  • Mirage (França): 12 unidades
  • Su-24 (Rússia): 21 unidades
Irã (Guarda Revolucionária Islâmica)
  • Su-22 (Rússia): 9 unidades
Israel (Força Aérea e Espacial de Israel)
  • F-15 (Estados Unidos): 66 unidades
  • F-16 (Estados Unidos): 173 unidades
  • F-35 (Estados Unidos): 45 unidades
Caças F-35 israelense voam em formação exibindo a bandeira de Israel e dos EUA (Imagem: Força Aérea dos EUA)
Embora Israel tenha uma menor variedades de aviões de combate (três apenas), sua frota é maior que a do Irã, com 284 unidades. Já o país persa possui mais modelos (oito ao todo), mas menos unidades que o vizinho: 218.

Essa é uma comparação bem injusta em um certo ponto, pois não é apenas a quantidade que deve ser levada em conta, mas a disponibilidade para uso de cada um. A idade e tecnologia das aeronaves também deve ser levada em consideração. Nestes dois casos, o Irã também está em desvantagem, pois, com os embargos que o país sofre, não consegue ter acesso a caças mais modernos, e os que estão em atividade em seu território tendem a ter menos disponibilidade para uso, já que não possuem peças para manutenção na maioria das vezes.

Já falamos mais sobre esta questão aqui.

EUA: Maior quantidade


Ao levar em consideração apenas a frota de caças F-16 dos EUA, há mais caças do tipo na Força Aérea dos EUA do que todos os outros aviões de ataque de EUA e Israel somados: 691 exemplares. Esses, entretanto, ficam em solo americano, e não costumam deixar os EUA a não ser para ficarem em bases mundo afora.

F/A-18 operando em um porta-aviões (Imagem: US Navy)
Veja o poder aéreo global dos EUA:

Força Aérea dos EUA
  • F-15: 320 unidades
  • F-16: 691 unidades
  • F-22: 177 unidades
  • F-35: 305 unidades
Marinha dos EUA
  • F/A-18: 471 unidades
  • F-35C: 55 unidades
Corpo de fuzileiros Navais dos EUA
  • AV-8B (avião de ataque em parceria com Reino Unido): 78 unidades
  • F/A-18: 132 unidades
  • F-35: 137 unidades

Porta-aviões


Os EUA enviaram dois porta-aviões para a região. Cada um tem capacidade para até cerca de 70 aeronaves, que incluem os caças, entre outras.

São essas plataformas que estão na retaguarda dos ataques aéreos originados dos EUA. O país ainda conta com bombardeiros de longo alcance, como o B-2 Spirit, usado nos ataques de 2025 ao Irã.

As bases militares dos EUA que circundam o Irã também contam com outros tipos de aeronaves que podem ser usadas na ofensiva ao país persa. Entre elas estão, principalmente, helicópteros de transporte e de ataque.

Drones mudam o cenário


Uma tendência na guerra aérea atualmente é o uso de drones, veículos aéreo de combate não tripulados. Eles possuem baixo custo de operação em comparação com aviões tradicionais, como os caças. Alguns deles também são usados como armamentos em missões camicases, ou seja, sendo jogados contra alvos e explodindo junto a eles (não devem ser confundidos com drones disparadores de mísseis, lançadores de bombas ou de reconhecimento, que são fabricados para retornar à origem).

Entre os principais modelos do Irã se destacam:
  • Mohajer-6
  • Shahed-136
  • Kaman-22
  • Arash-2
  • Meraj-532
Alguns podem ser usados para transportar mísseis e bombas, mas, principalmente, há modelos camicases, que já vêm sendo usados nos ataques deste fim de semana.

É fato que os drones do Irã não possuem a tecnologia dos drones dos EUA, que trabalham fortemente para produzir aeronaves para ataques em diversas regiões e com o intuito de exportação para outros países. Devido ao isolamento do Irã, o acesso a novos produtos, sensores e armamentos se torna escasso, tornando a produção doméstica deste tipo de armamento com foco na técnica de enxame, ou seja, enviar a maior quantidade possível deles para o ataque.

Entre os principais modelos de Israel, se destacam:
  • Heron 1
  • Hermes 450
  • Hermes 900
  • Harop
Os Estados Unidos também mantêm uma série de drones do tipo que, inclusive, já foram usados na região, como:
  • MQ-9 Reaper
  • MQ-1C Gray Eagle
  • RQ-170 Sentinel
O uso ostensivo deste tipo de aeronaves tem moldado os conflitos atuais e tende a se tornar padrão em combates nos próximos anos.

Lucas ao ataque


Militar prepara o drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, a bordo do USS Santa Barbara
em dezembro de 2025 (Imagem: Michael Smith/via Departamento de Defesa dos EUA)
Logo nos primeiros ataques, os EUA usaram munições e armamentos disparados do ar, terra e do mar, mas admitiram o uso de um modelo de drone nos ataques contra o Irã. Batizado de Lucas, seu nome é um acrônimo de Low-cost Unmanned Combat Attack System, ou sistema de combate não tripulado de ataque de baixo custo.

O Comando Central militar dos Estados unidos divulgou que essa foi a primeira vez que a força-tarefa de ataque Scorpion utilizou drones camicases durante uma operação. Segundo a nota, os drones de baixo custo de fabricação, estão agora servindo uma retaliação "fabricada na América" contra os iranianos.

Os militares norte-americanos destacam que esse drone foi fabricado a partir do Shahed-136, feito no Irã, e que já vinha sendo testado desde ao menos o fim de 2025.

Drone Lucas, baseado no iraniano Shahed-136, é disparado a partir do USS Santa Barbara
em dezembro de 2025 (Imagem: Kayla McGuire/Exército dos EUA)
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)