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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Por que ficamos alcoolizados mais rápido no avião?

Beber um uísque dentro do avião pode te deixar nas alturas, literalmente — e mais do que se você bebesse essa mesma dose na sua casa.


Isso acontece principalmente porque o nível de oxigênio no seu sangue está mais baixo devido à pressão atmosférica de dentro da cabine. Mesmo com a pressurização, ela é menor do que estamos acostumados em terra.

Com um nível menor de oxigênio, os órgãos funcionam mais lentamente e a bebida permanece mais tempo dentro de você, aumentando o efeito.

Se você fizesse uma festa em uma montanha de 2 mil metros de altura, também ficaria no mesmo “grau”. E tem mais: como o ar dentro do avião é muito seco, o passageiro pode desidratar mais rápido do que se estivesse tomando uma no solo.

Outra coisa: o álcool demora mais ou menos uma hora para fazer efeito. Aquela segunda ou terceira taça de vinho porque a primeira "não bateu" pode sobrecarregar o fígado, que já está funcionando mais devagar por conta da altitude, e gerar os efeitos da famosa ressaca.

Não quer passar vexame no voo? A dica amiga é ingerir água junto e também evitar comidas muito salgadas. Boa sorte para você que embarcou ao lado de alguém que está a fim de afogar as mágoas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Cinco motivos para nunca ingerir bebidas alcoólicas em um avião

Viajar de avião tende a ser tedioso, tornando tentador o ato de beber. Porém, alguns detalhes mostram que pode não ser tão legal assim.


Viagens longas, voos cansativos, conexões e turbulência. De fato, alguns detalhes podem tornar uma viagem de avião um caos! Nesses casos, a saída para alguns é beber alguma coisa. Porém, muito mais que relaxar ou diminuir o estresse, o álcool pode contribuir de maneira bem insatisfatória. Assim, leia esta matéria na íntegra e saiba por que se deve evitar beber em voos.

1 - O enjoo pode ser pior


As viagens de avião podem ser bem indigestas para a maioria das pessoas. Isso porque, estando a tantos metros de altura da terra, consequentemente acabamos ficando “fora do eixo”.

Essa questão se acentua com o consumo de álcool. Normalmente, a bebida já causa enjoos ao consumidor, e quando aliada à altura e à turbulência, esses efeitos podem se potencializar.

2 - Você pode se sentir muito mais desconfortável


Você deve saber que os aviões são pressurizados por uma razão: o ar a mais de 30 mil pés não é respirável.

Nesse sentido, o ar das cabines possui menos oxigênio. Assim, a bebida pode gerar um pico metabólico e aumentar os efeitos da altitude, fazendo com que você fique ainda mais desconfortável.

3 - Você pode ser proibido de embarcar


A bebida, seja na terra ou no ar, pode gerar muitas reações, alterando um pouco a sua sanidade.

Com isso, para evitar desconfortos para você e para os outros passageiros, os agentes de embarque são obrigados por lei a proibir você de embarcar caso esteja alterado por conta do álcool.

4 - Os demais passageiros podem te odiar


Por mais que a bebida te deixe mais desinibido e falante, essa exposição pode não ser tão agradável para outras pessoas.

No voo, ouvir suas lamentações ou até sua cantoria pode ser péssimo para os outros, e eles podem acabar detestando você!

5 - Pode gerar confusão na sua saída do aeroporto


Beber pode causar confusão desde a hora de encontrar sua mala até o momento de pegar o seu carro no estacionamento. O álcool pode interferir nas suas ações e até acabar te colocando em uma confusão com a polícia, no caso de dirigir alcoolizado.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Saiba como evitar dor no ouvido em adultos e crianças em viagens de avião

Viagens de avião podem causar incômodos e dores de ouvido. Especialista explica que essa sensação ocorre pela mudança brusca de pressão na variação de altura.

(Foto: Richard de Zoete / Divulgação)
O mês de janeiro é marcado por férias e diversão. Com isso, há um aumento no número de viagens de avião. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o movimento nos aeroportos aumenta cerca de 45% durante as festas de fim de ano.

No entanto, algumas pessoas são mais sensíveis a mudança de pressão que ocorre durante os voos, o que pode provocar dores agudas nos ouvidos. Segundo Ariane Gonçalves, especialista em audiologia e autora do livro Descomplicando a perda auditiva, da clínica AudioFisa Aparelhos Auditivos, isso acontece porque, durante a decolagem, a pressão do ar dentro da cabine diminui gradualmente até atingir o nível que será mantido durante o voo.

"Com a pressão do ar mais baixa, é necessário liberar um pouco do ar preso do ouvido interno. As dores costumam ser ainda mais intensas durante o pouso, já que nesse momento a pressão do ar dentro da cabine aumenta gradualmente, e esse aumento "empurra" os tímpanos para dentro", explica a especialista.

Para combater os incômodos, a pressão do ar do ouvido interno também precisa aumentar. Por isso, Ariane deixa três dicas valiosas para evitar a dor de ouvido no voo e evitar maiores complicações durante as férias:
  • Mastigue chiclete ou alimentos de preferência duros para ajudar a equilibrar a pressão no ouvido e evitar a dor.
  • Provoque o bocejo para ajudar a liberar a tuba auditiva e favorecendo o equilíbrio da pressão.
  • Utilize spray nasal que serve para ajudar na passagem do ar para o ouvido, assim a pressão se reequilibra mais facilmente.
Já nos bebês e crianças, a especialista afirma que a melhor estratégia é não deixar dormirem na hora da decolagem ou do pouso. Além disso, é importante oferecer a mama para as que ainda estão em aleitamento materno, mamadeira ou outro alimento à criança nestes momentos. "Lembrando de evitar a posição deitada para não ocorrerem mais entupimentos dos ouvidos", completa Ariane.

Via Jéssica Andrade (Correio Braziliense) via Estado de Minas

sábado, 24 de janeiro de 2026

Psiquiatra ensina 7 dicas para aliviar medo de viajar de avião

Aerofobia é comum no mundo inteiro. A psquiatra Danielle lista maneiras de lidar para não deixa-la estragar ou frustrar a viagem.


Apesar de quase todo mundo amar viajar, é comum encontrar pessoas que só de pensar em embarcar em um avião sentem frio na barriga e ansiedade. Conhecido como aerofobia, o medo de viajar de avião atinge aproximadamente 42% dos brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope).

A aerofobia, esclarece a psiquiatra Danielle Admoni, é caracterizada pelo suor excessivo, náuseas, dificuldade para respirar, tremores, aumento do ritmo cardíaco, irritação e tontura.

Apesar de o tratamento para a condição precisar de acompanhamento profissional, é possível adotar algumas orientações para aliviar a ansiedade e voar mais tranquilo. Confira algumas dicas enumeradas por Danielle:
  1. Planejar com antecedência: escolha o horário que combine com o seu sono. Desta forma, as chances de conseguir dormir durante o trajeto são maiores. Certifique-se, três dias antes, que os documentos necessários para a viagem estão em ordem. Segundo Danielle, não é bom antecipar demais as malas, pois você pode ficar angustiado se está esquecendo de algo. “O ideal é arrumar a bagagem no dia anterior à viagem, para ter certeza de colocar tudo o que precisa”, diz.
  2. Chegar no aeroporto com antecedência: para voos nacionais, esteja no local duas horas antes. No caso de internacionais, o indicado é chegar três horas antes da decolagem. A ideia é passar pelos processos burocráticos pré-voo o mais rápido possível — assim, segundo a psiquiatra, seus níveis de adrenalina ficam mais baixos;
  3. Usar roupas confortáveis: opte por peças que não apertam ou pinicam. Lembre-se do agasalho, e o ideal é ir com um tênis confortável;
  4. Trabalhar a respiração: a depender do nível de ansiedade, a respiração fica mais superficial, com aumento da frequência e diminuição da profundidade. Esse movimento altera o tônus muscular da cadeia respiratória, responsável por várias reações do corpo ao estresse. Danielle sugere uma técnica chamada de respiração quadrada, que requer uma pausa de quatro segundos a cada respiração e inspiração: “Inspire lentamente pelo nariz contando até quatro, pause por quatro segundos, expire pela boca contando até quatro e pause por mais quatro segundos”, ensina;
  5. Evitar se automedicar: remédios para dormir podem causar intoxicação e causar um sono tão profundo que impede a pessoa de se levantar e mexer as pernas, o que aumenta o risco de trombose venosa em voos longos;
  6. Evitar bebidas alcóolicas: por ser um depressor, o álcool reduz os níveis de serotonina no cérebro, um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar. Logo, beber durante o voo pode aumentar a ansiedade. Ademais, os efeitos do álcool são potencializados pela menor oxigenação no ar, que acontece por causa da altitude;
  7. Distrair e interagir: escutar as suas músicas preferidas, ler um livro, assistir filmes e jogar no celular são atividades válidas para distrair-se e passar o tempo. Danielle recomenda interagir com outros passageiros e comissários de bordo. “Inclusive, é uma boa ideia contar sobre seu medo”, afirma a psiquiatra. Ela acrescenta que o importante é perceber o esforço para atenuar a ansiedade e notar o que está dando certo.
Via João Vítor Reis (Metrópoles) - Imagem: Getty Images

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Quem tem varizes pode viajar de avião? Médico explica

Cirurgião vascular orienta que, em viagens longas, as pessoas adotem cuidados especiais para tratar as varizes e evitar complicações durante a viagem.

As varizes podem ocasionar a formação de trombose (Foto: Shutterstock/Alto Astral)
A chegada das férias é um dos momentos mais esperados do ano, em que muitas pessoas aproveitam para viajar. No entanto, viagens longas de carro, ônibus ou avião podem trazer complicações para quem sofre de varizes.

As varizes são veias dilatadas e sinuosas que surgem nos membros inferiores e provocam dores e inchaço. Na maioria das vezes estão associadas à predisposição genética e alterações hormonais, além de representar um fator de risco para a formação de trombose.

De acordo com o cirurgião vascular e angiologista, Dr. Eduardo Toledo de Aguiar, quem tem varizes pode viajar de avião. Entretanto, é necessário adotar alguns cuidados para prevenir problemas durante a viagem. Abaixo, você confere algumas orientações do especialista.

1. Ande pelos corredores

Esticar as pernas é uma ótima medida para prevenir esse problema. A cada hora, pelo menos, dê uma boa caminhada pelos corredores. Notifique a equipe sobre sua necessidade especial para que todos estejam cientes.

2. Evite ficar parado

Mesmo enquanto estiver sentado, é importante manter o corpo em movimento. Tente trocar a posição das pernas e mover os tornozelos a fim de exercitar as panturrilhas. Isso contribuirá para a melhora da circulação sanguínea.

3. Evite roupas apertadas

Priorize peças soltas e confortáveis, que não prendam, sob nenhuma hipótese, a sua circulação.

4. Use meias elásticas

O uso de meias elásticas de média compressão são fator muito importante de prevenção em viagens de longa duração.

5. Hidrate-se!

Para melhorar ainda mais o fluxo de sangue pelo corpo, é importante manter o balanço hídrico do organismo. Sendo assim, consuma bastante água e outras bebidas durante a sua viagem.

Consulte um especialista

Além destes, existem outros cuidados essenciais para que sua viagem seja segura e tranquila. Isso envolve, também, o acompanhamento médico e a realização de tratamentos adequados para lidar com as varizes. Portanto, converse com seu médico especialista para a adoção de medidas para o seu caso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

5 dicas de segurança em aeroportos que você deveria seguir

As dicas a seguir não devem ser ignoradas, principalmente em aeroportos exigentes, como os internacionais. Confira-as!


A segurança em aeroportos é uma prioridade das autoridades aeroportuárias, mas os passageiros também devem estar cientes sobre possíveis situações. Você sabia que o risco que você corre de ser vítima de um crime nas primeiras 24 horas de uma viagem ao exterior é grande? Por isso, é muito importante ter o conhecimento sobre dicas de segurança.

Ao estar em aeroportos, viajantes podem se tornar alvos de criminosos e terroristas. Isso porque esses locais servem como pontos de acesso para ladrões. Por isso, é crucial prestar atenção ao seu entorno quando estiver em um aeroporto. Confira algumas dicas a respeito.

1 - Pesquise sobre a segurança do aeroporto


Converse com sua agência de viagens ou companhia aérea sobre a segurança do aeroporto antes de partir. Compreender com antecedência os requisitos de segurança o ajudará a se sentir mais à vontade no aeroporto e permitirá que você se concentre no que está acontecendo ao seu redor.

2 - Oculte etiquetas de bagagem


De fato, as etiquetas de bagagem são acessórios úteis para identificar as suas malas. Porém, também podem torná-lo mais vulnerável a furtos. Portanto, mantenha essas etiquetas cobertas quando estiver no aeroporto ou ao menos omita seu endereço. Afinal, assaltantes circulam pelos aeroportos procurando endereços para encontrar casas vazias e assaltá-las.

3 - Não use carona compartilhada


É comum se sentir exausto ao sair do avião e querer entrar no táxi ou na carona mais próxima que estiver disponível. Entretanto, viajar com estranhos pode colocá-lo em risco. A aposta mais segura é contratar um serviço de transporte no aeroporto, porque esses serviços costumam ser mais confiáveis ​​e seguros, ou pedir a um amigo ou parente para buscá-lo.

4 - Não faça amizade com qualquer um


Ao viajar sozinho, é comum ficar entediado no aeroporto. Você até pode conversar com algumas pessoas para passar o tempo, mas confiar em qualquer um pode te acarretar problemas. Portanto, não divulgue a ninguém sua viagem ou planos de vida. Além disso, não deixe um estranho tomar conta de seus pertences pessoais.

5 - Pesquise sobre o destino


Antes de partir, pesquise sobre seu destino e obtenha as respostas para as seguintes perguntas: Quão seguro é o local é? Que horas o seu voo chega? Como você irá do hotel até sua hospedagem? Se não tiver certeza das respostas, entre em contato com seu local de hospedagem ou seu agente de viagens.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Quer voar barato? Veja calendário para comprar passagens com descontos


Promoções são uma boa oportunidade para comprar passagens aéreas mais baratas que em outras datas. Diversas empresas costumam realizar ofertas em períodos de aniversário, oferecendo bons descontos.

Em outras situações, são oferecidas bonificações para quem aproveita a oportunidade, como pontos extras, milhas adicionais ou desconto para outro passageiro. O UOL preparou uma lista das datas de aniversário das principais empresas aéreas e de programas de fidelidade para você acompanhar as possíveis promoções.

Embora não seja uma garantia, a lista a seguir tem a intenção de ajudar quem quer ficar de olho para poder economizar. Alguns nomes se repetem, pois os descontos podem ser oferecidos em comemoração à data de fundação, à do primeiro voo ou, até mesmo, do primeiro voo ligando o Brasil.

Janeiro
  • Lufthansa
  • Gol
  • Qatar Airways
  • Flybondi
  • Azul Fidelidade (programa de fidelidade da Azul)
Fevereiro
  • South African
  • Air Europa
Março
  • TAP
  • Swiss
  • British Airways
Abril
  • United
  • Ethiopian Airlines
  • American Airlines
  • Air Canada
Maio
  • Turkish Airlines
  • Junho
  • Delta
  • Royal Air Maroc
  • Iberia
  • Copa
Julho
  • Taag
  • Jetsmart
  • Air China
  • Smiles (programa de fidelidade da Gol)
Agosto
  • Copa Airlines
  • British Airways
  • AirFrance
Setembro
  • Aeroméxico
  • Arajet
Outubro
  • KLM
  • ITA Airways
  • Emirates
  • Latam Pass (programa de fidelidade da Latam)
  • Air France
Novembro
  • Qantas
Dezembro
  • Avianca Colombia
  • Aerolíneas Argentinas
  • Iberia
  • Azul
  • Ethiopian
  • Sky Airline
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Imagem: Freepik

O que é skiplagging e por que a prática é 'odiada' pelas companhias aéreas?

Skiplagging, no mercado de aviação comercial, consiste em comprar um voo
para um destino e desembarcar em uma escala (Foto: Shutterstock)
Segundo um inglês, conhecido das andanças pela França, skiplagged não tem tradução fácil, mas skip pode significar “pular algo, livra-se de algo” como “to skip school”, livrar-se da escola.

Skiplagging, no mercado de aviação comercial, consiste em comprar um voo que realiza pelo menos uma escala ou uma conexão, porém, ao invés do passageiro voar até o destino final que consta no bilhete comprado, desembarca no meio do caminho.

Digamos que compremos um bilhete de Guarulhos para São Luís no Maranhão, com conexão em Fortaleza. O passageiro que realiza skiplagging desembarca em Fortaleza.

Na verdade, então, o passageiro não desejava chegar a São Luís, mas tinha Fortaleza em mente.

Um dos pontos que você deve estar pensando é que se esse passageiro despachou malas e que elas irão até São Luís.

Exatamente. Aí um ponto central da estratégia: despachar malas, nem pensar. O viajante deve se valer de volumes pequenos, de até 10kg, que possam ser acomodados no compartimento interno de bagagens.

Agora que você já sabe o que é skiplagging, por que pessoas buscam esses itinerários não ortodoxos?

Porque algumas vezes, o preço final é relevantemente menor.

Qual o grande efeito colateral do skiplagging?


Voos muito mais longos, estratégia muito sensível a mudanças de logística da companhia aérea. E se a conexão no destino que você deseja descer for trocada por um voo direto ou por conexão em outra cidade?

Qual a lógica da estratégia?

Vamos contextualizar com a situação do Brasil. As três grandes companhias aéreas do país operam numa sistemática de hubs nacionais, concentradores de voos.

Já que os hubs são grandes concentradores de voos, operações entre hubs têm grande demanda de passageiros, estão entre os 10 aeroportos mais movimentados do país e, naturalmente, o preço de passagens é alto, mais pela grande procura, do que por critérios de custo de operação. O que vale não é a distância, mas a demanda.

Assim, quando procuramos voos entre Guarulhos e Salvador ou Guarulhos e Brasília, o preço de voos, sobretudo diretos, é bastante elevado, já que as taxas de ocupação desses trechos frequentemente ultrapassam os 90%.

Então, entre grandes aeroportos, a tarifação das companhias tende a ser sempre alta, são aeroportos que dão bons retornos econômicos às aéreas, em regra.

Entre aeroportos menos movimentados ou até entre um hub e um aeroporto médio/pequeno, a demanda tende a ser menor. É muito comum vermos ocupações que variam de 60% a 80% entre rotas médias e pequenas, ou seja, há sempre quantidade de assentos vazios.

Assim, uma tarifação elevada certamente “mataria” a rota. Logo, a forma que as companhias tendem a manter rotas menos demandadas são pelo menos duas:
  1. Ligar cidades médias aos hubs;
  2. Tarifas médias ou baixas.
E é nos dois quesitos acima que a estratégia skiplagging deve se basear em sua maioria. O viajante deverá buscar por passagens entre destinos menos badalados, torcendo que haja paradas no destino onde deseja ir: menor demanda, menor preço.

Plataformas especializadas em skiplagging


No Google, há muitas páginas sobre skiplagging, milhares de menções. Desde informações sobre, até plataformas buscadoras de passagens que usem a estratégia como a americana Skiplagged.

A página é icônica porque foi organizada por um americano de 22 anos e que foi processado por grande companhia dos Estados Unidos, que buscava mitigar a ocorrência de skiplagging.

Na página da plataforma, a capa diz: “nossos voos são tão baratos, que a UNITED nos processou... mas nós vencemos”.

Nós inclusive comparamos os preços de viagens diretas no skiplagged.com e em buscadores nacionais para validá-la e os preços eram, de fato, praticamente idênticos às ferramentas nacionais.

A plataforma funciona nos termos de vários outros buscadores, em que o viajante informa origem e destino, põe data de ida e volta. Porém, noutra tela, o viajante pode selecionar a cidade onde realmente deseja desembarcar: “layover cities” ou cidades-escala. Posso escolher voar entre hubs grandes, mas desembarcar numa cidade menor: tudo pensado para dar bom retorno financeiro às buscas.

Nos resultados, o usuário informa se quer buscar voos de maneira convencional, destino final onde realmente deseja ir, ou através da chamada (cidade-escondida) “hidden-city”, que é o skiplagging.

Interessante notar que no caso acima, a estratégia não funciona na data mencionada: um voo entre Guarulhos e Fortaleza (03/01) está mais barato em voo direto (R$ 681,00).

Porém, entre Guarulhos e Recife, mesmo dia, skyplagging dá leve vantagem financeira e ainda mais com voo direto.

A plataforma consegue ainda otimizar o tempo de voos para a chegada no destino realmente buscado.

Assim, como vemos, skyplagging é uma ferramenta (ainda que seja controversa) que consegue auxiliar algumas vezes a busca por melhores preços de passagem.

Como vimos, há alguns efeitos colaterais para a estratégia como voos demasiadamente longos, tempo bem superior ao convencional entre ou a não possibilidade de se despachar malas ou os avisos legais de que as companhias aéreas “não curtem que você perca voos para economizar dinheiro”, conforme aviso da plataforma.

Há reportes do exterior de companhias aéreas processando passageiros a fim de apresentar punições exemplares e evitar novos casos.


Demais estratégias que buscam baratear passagens


A aquisição de passagens através da combinação entre milhas aéreas e pagamento em dinheiro (dinheiro, cartão, débito) pode ser uma opção para um viajante que e/ou não deseja pagar o valor cheio do trecho ou que não possua a total quantidade de milhas requerida.


Assim, nos sites das grandes companhias aéreas sempre há a chance de busca de passagem com milhas ou milhas+dinheiro, que pode ser uma boa alternativa ao viajante, sobretudo se você tem bastante milhas advindas de gastos com cartões de crédito, por exemplo.

Vi algumas menções a buscar passagens com abas anônimas de navegadores, mas não consegui verificar diferença de preço. Teoricamente, com aba anônima, o site não conheceria minha tolerância a preço, podendo propor preços mais baixos.

Prejuízo para as companhias aéreas


Em todos os textos que li sobre skiplagging sempre se chama atenção sobre como as companhias aéreas buscam evitar a artimanha.

A prática resulta em prejuízo direto para as empresas quando vemos que, saltando antes do fim do voo, paga-se mais barato e o viajante não dá tempo para que a aérea recomercialize seu assento nos trechos em que deveria estar a bordo. No Brasil, não é uma prática ilegal, mas pode ser taxada de antiética.

Esse prejuízo acontece de fato em um ramo da economia que é extremamente frágil a ondas de baixa demanda, combustíveis, etc. A aviação comercial é negócio de risco e o retorno médio das mais bem geridas companhias aéreas do mundo não chega a dois dígitos. Brinca-se que a forma mais fácil de se fazer um milionário é um bilionário comprar uma empresa aérea.

Por outro lado, muitos textos que li consideram que skiplagging é consequência de uma precificação de oportunidade, não embasada em reais custos para se voar, mas em custo especulativo sobre demanda.

Esse custo especulativo certamente pode chegar a ser ruim para a própria companhia aérea, que comercializa menos assentos. Na pandemia, vi vários relatos de viajantes que pagavam mais de R$ 2000 para voar num trecho de 1h e mostravam o avião com baixíssima ocupação.

Qualquer estudante secundarista sabe que o máximo faturamento de vários empreendimentos não se dá com a máxima ocupação, porém a estratégia de preços, cancelamento de passagens, remarcação, por exemplo, é muito nociva ao passageiro também.

Nesse meio, certamente, há muito espaço para discussão.

Via Igor Pires (Diário do Nordeste)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Quais as rotas de avião mais voadas em 2025 no mundo? Veja o ranking global


A aviação comercial serve como um termômetro da mobilidade humana: onde há demanda, há voos. Em 2025, os dados apontam um cenário marcado pela predominância de rotas domésticas asiáticas no topo do ranking global.

Isso é reflexo de mercados maduros, alta densidade populacional e infraestrutura aeroportuária eficiente. Já nas rotas internacionais, a interconexão dentro do próprio continente asiático continua dominante, com apenas uma exceção ocidental: a icônica ligação entre Nova York e Londres.

Veja a seguir os rankings elaborados a partir da quantidade de assentos ofertados (não necessariamente a quantidade de passageiros voados) compilados pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência do setor aéreo.

Rotas mais voadas no mundo


O topo da lista das rotas mais voadas no mundo é formado apenas por voos domésticos.
  • Jeju Internacional a Seul Gimpo (Coreia do Sul): 14.384.766 assentos ofertados
  • Novo aeroporto de Chitose/Sapporo a Tóquio Haneda (Japão): 12.099.499 assentos ofertados
  • Fukuoka a Tóquio Haneda (Japão): 11.496.706 assentos ofertados
  • Hanói a Ho Chi Minh (Vietnã): 11.078.775 assentos ofertados
  • Jidá a Riad (Arábia Saudita): 9.819.558 assentos ofertados
  • Melbourne a Sydney (Austrália): 8.951.497 assentos ofertados
  • Tóquio Haneda a Okinawa/Naha (Japão): 8.052.864 assentos ofertados
  • Mumbai a Delhi (Índia): 7.642.016 assentos ofertados
  • Pequim a Xangai Hongqiao (China): 7.454.950 assentos ofertados
  • Xangai Hongqiao a Shenzhen (China): 7.138.673 assentos ofertados

Rotas internacionais mais voadas


Entre as rotas internacionais com mais assentos disponibilizados, apenas a conexão entre Nova York (EUA) e Londres (Reino Unido) fica fora da Ásia.
  • Hong Kong (China) a Taipé (Taiwan): 6.832.683 assentos ofertados
  • Cairo (Egito) a Jidá (Arábia Saudita): 5.753.491 assentos ofertados
  • Kuala Lumpur (Malásia) a Singapura Changi (Singapura): 5.574.409 assentos ofertados
  • Seul Incheon (Coreia do Sul) a Tóquio Narita (Japão): 5.069.779 assentos ofertados
  • Seul Incheon (Coreia do Sul) a Osaka Kansai (Japão): 4.959.596 assentos ofertados
  • Jacarta (Indonésia) a Singapura Changi (Singapura): 4.619.323 assentos ofertados
  • Dubai (Emirados Árabes Unidos) a Riad (Arábia Saudita): 4.465.632 assentos ofertados
  • Bangkok (Tailândia) a Hong Kong (China): 4.169.125 assentos ofertados
  • Tóquio Narita (Japão) a Taipé (Taiwan): 4.021.181 assentos ofertados
  • Nova York JFK (EUA) a Londres Heathrow (Reino Unido): 3.971.000 assentos ofertados

Divisão regional


O Brasil não desponta em nenhum ranking. Apenas como comparação, a principal rota do país, a ponte aérea Rio de Janeiro - São Paulo (entre os aeroportos Santos Dumont e de Congonhas) ofereceu 4.742.886 assentos entre janeiro e novembro de 2025. Essas são as rotas mais oferecidas em cada região do planeta:
  • América Latina: Bogotá a Medelín (Colômbia): 6.219.202 assentos ofertados
  • América do Norte: Vancouver a Toronto (Canadá): 3.655.423 assentos ofertados
  • África: Cidade do Cabo a Johanesburgo (África do Sul): 5.475.986 assentos ofertados
  • Ásia e Pacífico: Jeju a Seul Gimpo (Coreia do Sul): 14.384.766 assentos ofertados
  • Europa: Barcelona a Palma (Espanha): 2.955.696 assentos ofertados
  • Oriente Médio: Jidá a Riad (Arábia Saudita): 9.819.558 assentos ofertados
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Foto: Alexandre Saconi

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Férias: veja como um voo longo impacta a saúde do corpo humano

Viagens com trajetos grandes de avião podem influenciar o desenvolvimento de trombose, desidratação, jet lag e maior exposição a doenças.


As férias chegaram e, de acordo com a Infraero, o movimento nos aeroportos deve aumentar 45% durante os meses de dezembro e janeiro. Se a ideia é uma viagem longa, existem alguns cuidados com a saúde para levar em consideração. Voos compridos, com mais de oito horas, podem ser responsáveis pelo desenvolvimento, por exemplo, de desidratação e trombose.

A médica intensivista Adele Vasconcelos, do Hospital Santa Marta, em Brasília, explica como um voo longo pode impactar a saúde do corpo e destrincha formas de lidar com grandes viagens. Confira:

1. Desidratação


Em longos trajetos de avião, é comum que o passageiro se desidrate. O interior do transporte aéreo é seco e a alta altitude não possui a mesma umidade de condições normais, e Adele acrescenta que a despressurização da cabine faz com que o interior fique ainda mais seco.

“É recomendado sempre que o indivíduo consuma mais líquido do que o normal. É interessante levar uma garrafinha para se hidratar dentro dos voos”, afirma a médica. Outra dica é não beber muito álcool ao longo do caminho, pois a bebida é um diurético que resulta no aumento do fluxo urinário, causando desidratação.

2. Influência nos ouvidos, respiração, intestino e sono


Adele lembra que a pressão é diferente dentro da cabine e os gases do corpo reagem de acordo. Eles se expandem conforme a aeronave sobe e a pressão diminui, e o contrário ocorre quando o avião desce. Por isso, podem acontecer, por exemplo:
  • Dores de ouvido, que acontecem quando a pressão do ar nos dois lados do tímpano é diferente;
  • Dores de cabeça, que podem ser causadas pela expansão do ar preso nos seios da face;
  • Problemas intestinais, como soltar mais gases.
A viagem também pode causar sono, visto que o corpo não é capaz de absorver tão bem o oxigênio do ar na altitude quanto no solo. Logo, ficar sonolento é a forma do organismo se proteger.

3. Trombose


Ficar entre 8 e 12 horas sentado sem se movimentar aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos nas pernas, problema conhecido como trombose venosa profunda (TVP). O ideal é fazer caminhadas pequenas dentro do avião, respeitando os momentos adequados.

Adele sugere levantar pelo menos de hora em hora e evitar mais do que 90 minutos sentado, especialmente no caso de pessoas cardiopatas, que já têm alguma doença cardiológica prévia.

“Antes de viajar, esse paciente deve procurar seu cardiologista para orientar as medidas necessária de voo para evitar trombose”, diz a médica. Ela destaca os principais grupos de risco para o quadro:
  • Idosos;
  • Obesos;
  • Pacientes com histórico anterior ou familiar de coágulos;
  • Pessoa com câncer;
  • Índivíduo com imobilização ou cirurgia recente;
  • Gestantes;
  • Pessoas que fazem terapia de reposição hormonal ou pílula anticoncepcional oral.

4. Jet Lag


A confusão no horário biológico, que causa distúrbio temporário no sono, é o efeito jet-lag, segundo a médica. “Sair de um ambiente à noite, viajar muitas horas e chegar em outro país onde ainda é noite nos faz perder a noção. E aí acontece esse efeito rebote, de não conseguir dormir mesmo depois de muitas horas acordado”, explica.

A alteração do nosso ciclo circadiano normal, ritmo em que o organismo realiza suas funções ao longo do dia, causa a fadiga. A confusão é mais comum em voos longos.

5. Maior exposição à Covid-19


A exposição a doenças dentro da cabine é maior. Qualquer vírus, como o coronavírus ou outra infecção respiratória, se propaga com mais facilidade em ambientes fechados e com permanência prolongada.

Adele chama a atenção para a utilização dos filtros hepa, que são tecnologias de separação de partículas, por parte das companhias aéreas. “Eles diminuem a propagação de vírus, bactérias e fungos dentro dos ambientes fechados”, analisa.

No entanto, o passageiro ainda fica muito próximo das outras pessoas e usar máscara diminui a propagação e contaminação por doenças como a Covid-19.

Via João Vítor Reis (Metrópoles) - Foto: Getty Images

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Piloto explica por que celulares devem estar em “modo avião” na decolagem e durante o voo: “Não é conspiração”


Um piloto ganhou grande engajamento na rede social TikTok ao abordar uma questão comum que muitos passageiros se perguntam: por que colocar os smartphones em “modo avião” antes da decolagem?

Em um vídeo que já acumulou mais de 2 milhões de visualizações, o piloto, conhecido como @perchpoint, explica o protocolo. Começando sua explicação, ele assegurou aos espectadores que se alguém esquecer de ativar o “modo avião” “não fará o avião cair do céu” ou mesmo “interferir significativamente nos sistemas a bordo”.

No entanto, ele destacou que, se um número significativo de passageiros não seguir essa recomendação, isso pode de fato impactar a comunicação dos pilotos com a torre de controle ou demais órgãos de controle de tráfego aéreo.


“Se você tem uma aeronave com 70, 80 ou até 150 pessoas a bordo e apenas três ou quatro celulares começam a tentar se conectar a uma torre de rádio para uma chamada telefônica, isso emite ondas de rádio”, explicou o piloto. “Essas ondas têm o potencial de interferir nas ondas de rádio dos fones de ouvido que os pilotos estão usando.”

O comandante relembrou um voo recente em que, ao tentar obter autorização para a rota a seguir, ele percebeu que a interferência fez com que uma mensagem soasse como um “mosquito” em seu ouvido. “Definitivamente não é o fim do mundo, mas é bem irritante quando você está tentando seguir instruções e parece que tem uma abelha ou algo voando ao seu redor”, afirmou ele.

A regra brasileira também respalda essa prática, exigindo que os passageiros coloquem seus telefones no “modo avião”, ficando a critério da empresa aérea decidir se os passageiros devem colocar o celular em tal modo.

Os aparelhos em “modo avião” permitem ao usuário utilizar quase a totalidade das funções do equipamento. A função bloqueia, no entanto, a transmissão de sinais, wi-fi e bluetooth que podem causar interferências na comunicação e, eventualmente, em algum sistema de navegação.

Estudos apontam que poderia haver interferência das ondas emitidas pelos celulares nos sistemas de navegação da aeronave, mas até o momento jamais houve incidente ou acidente comprovadamente causado por tal situação, a despeito do uso massivo de telefones celulares ao redor do mundo.

Além de todo o acima, o uso massivo de celular nos momentos críticos do voo poderia tirar a atenção dos passageiros ao que acontece ao seu redor, afetando a reação em caso de emergências.

Via Carlos Ferreira (Aeroin)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Supere a poltrona da discórdia: comissária conta o que irrita a tripulação

Alguns passageiros acreditam que os assentos devem ser mantidos na posição vertical (Imagem: iStock)
Embora os comissários de bordo sejam treinados para atender os passageiros da melhor maneira possível durante um voo, algumas situações podem tirar esses profissionais do sério.

Conforme revelou a comissária de bordo Heather Poole à CNN norte-americana, existe um problema específico que irrita a tripulação: um assento reclinado.

'Você precisa superar a raiva do assento reclinável'


Os comissários de bordo ouvem mais reclamações sobre assentos reclinados do que qualquer outra coisa, segundo Poole. Às vezes, porém, não há soluções para problemas como este.

Algumas pessoas acreditam que os assentos devem ser mantidos na posição vertical. No entanto, isso não é uma regra: “Uma poltrona reclinável pode reclinar e não há nada que alguém possa fazer a respeito”, disse a comissária.

O que deve existir em um voo é o bom senso entre passageiros. De acordo com Poole, existe uma etiqueta básica de reclinação que torna o voo mais tranquilo para todos. Em caso de transtornos causados ​​por um banco reclinado, você não pode chutá-lo ou gritar, mas pode perguntar educadamente se uma pessoa importaria de recolocar o assento em sua posição normal. Ou, até mesmo, antes de inclinar seu próprio banco, fique atento a quem está atrás de você e não faça movimentos bruscos.

A verdadeira causa do problema é que as companhias aéreas estão colocando muitos assentos — e muito próximos uns dos outros — em um espaço apertado. Isso faz com que os passageiros reclamem de quem reclina os bancos.

No entanto, segundo a comissária, isso não dá direito ao passageiro de reagir de maneira a causar transtorno durante um voo. Vale lembrar que os comissários de bordo são profissionais de segurança: são eles que atuam junto aos passageiros para garantir que o voo ocorra tranquilamente.

"Embora eu tenha temas confusos, acho que alguns passageiros precisam relaxar - pois as pessoas têm o direito de reclinar seus assentos. Ninguém precisa pedir permissão para reclinar o assento", disse Heather Poole à CNN.

Assentos não reclináveis. Buscando cortar custos, muitas companhias aéreas já estão usando apenas assentos que não reclinam – o que poupa os comissários desse tipo de problema.

Heather Poole é comissária de bordo de uma grande companhia aérea dos EUA e autora de "Cruising Attitude: Tales of Crashpads, Crew Drama and Crazy Passengers at 35,000 Feet" ("Atitude de cruzeiro: contos de crashpads, drama da tripulação e passageiros malucos a 35.000 pés", na tradução livre).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Não durma antes de o avião decolar! Comissária dá esta e mais dicas a bordo

Dormir antes de seu voo decolar pode ser perigoso, ensina uma comissária de Orlando (EUA)
 (Imagem: Gilitukha/Getty Images/iStockphoto)
Uma experiência comissária americana viralizou após fazer um alerta aos viajantes em seu TikTok. Ale Pedroza, californiano que mora em Orlando, na Flórida, região famosa pelos parques da Disney, explicou em um de seus vídeos que os passageiros não devem dormir antes da decolagem de seus voos.

A prática é perigosa, frisou na mensagem que já acumula mais de 675 mil visualizações desde sua publicação, há três semanas.


"Sei que viajar pode ser exaustivo e às vezes você só quer chegar ao avião e dormir direto. Mas não só não é bom para os seus ouvidos dormir antes da decolagem como também você deve lembrar que taxiar é uma das fases mais cruciais dos voos. Você vai querer garantir que está completamente consciente e acordado em caso de emergência ou tenha que evacuar”, destacou.

O risco é real, segundo o site do médico Dráuzio Varella, parceiro do UOL: "O barotrauma da orelha média, também conhecido por barotite média, "ouvido entupido" ou "orelha de avião", é uma lesão no tímpano provocada pelo descompasso entre a pressão do ar que ocupa a cavidade da orelha média e a pressão atmosférica, no ambiente externo. Atingir esse equilíbrio é fundamental para que a membrana timpânica vibre e não haja comprometimento da audição".

Em entrevista à revista especializada em viagens Travel & Leisure, o professor Dan Bubb, da Universidade de Nevada (EUA), explicou que "quando estamos dormindo, não engolimos [saliva] tanto quanto [ao estarmos acordados] para equilibrar a pressão nos nossos ouvidos". Ou seja, é preciso estar acordado para recorrer aos truques que "destampam" o ouvido — como engolir algo ou mascar chiclete — e evitar uma lesão grave e bastante dolorosa.

Uma seguidora de Ale confessou nos comentários que passou por esse tipo de problema. “Eu caí no sono sem querer antes de decolar e meus ouvidos doíam tanto quando eu acordei e durante todo o voo que parecia que eu tinha sido apunhalada na orelha”, escreveu a mulher identificada apenas como Megan.

Portanto, deixar a soneca para depois que se estiver flutuando é mesmo a melhor estratégia — e dá a oportunidade de prestar atenção às instruções de segurança para o voo.

Outras dicas da comissária


“A próxima é não consumir sua própria bebida alcóolica”. Ale lembra que, em alguns países como os EUA, é crime levar sua própria cerveja para levar a bordo do voo, por exemplo, já que é função dos profissionais de bordo monitorar os passageiros para garantir que não se embriaguem e coloquem a segurança do voo em risco.

A terceira dica dada pela comissária, que tem quase 10 anos de experiência, é uma daquelas que ela considera "óbvia": não andar descalço no avião.

Se você decidir tirar seus sapatos no seu assento, é uma outra história, mas não ande até o banheiro descalço. Você nunca sabe que pode estar pisando e o chão nem sempre é o mais limpo , entregue.

Em uma sequência, Ale pediu aos seguidores que não se levantassem das poltronas assim que o avião pousa. "Como eu disse no primeiro vídeo, o momento de taxiar é um dos mais cruciais do voo e você vai querer garantir que está seguro. Levantar para pegar sua mala, em primeiro lugar, não vai te ajudar a sair do avião mais rápido, mas também não é a coisa mais segura a fazer", lembrou.


Outra seguidora, Gabby, relatou que em uma de suas últimas viagens o avião taxiava até o portão logo após terraplanagem e fez uma parada abrupta, derrubando no corredor diversas pessoas que já estavam de pé.

O lixo a bordo do avião também é uma questão sensível, segundo a comissária, e é preciso seguir uma certa etiqueta ao descartá-lo. Por exemplo, não é higiênico entregar o seu lixo a um comissário enquanto ele entrega refeições a outros passageiros.

E se por algum motivo você acabar vomitando no seu assento, usando uma sacola plástica daquelas, avise o comissário. Não simplesmente nos entregamos porque precisamos jogar fora de um jeito certo, é considerado um risco biológico a esta altura.

Ale também fez um último apelo a quem viaja com bebês: não troque as fraldas das crianças no assento.

"Primeiro porque as mesas podem quebrar. E temos mesas para troca de fraldas nos banheiros, uma área designada para que você possa trocar a fralda do seu bebê. As pessoas usam aquelas mesas para comer, é bom lembrar", finalizou.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Por que os ouvidos doem no avião e como aliviar o desconforto?

Inflamação conhecida como 'aerotite' ou 'ouvido de avião' pode provocar dores intensas e até danos no tímpano; soluções variam de métodos simples, como beber água ou mascar chicletes, a intervenções cirúrgicas.


Pergunta: Às vezes, meus ouvidos doem durante os voos. Por que isso acontece e o que posso fazer a respeito?

Quando voamos a milhares de metros acima do solo, as mudanças na pressão do ar podem ser bastante desagradáveis, causando problemas como inchaço abdominal, dores de cabeça e, sim, dores nos ouvidos.

"Aerotite", ou "ouvido de avião", é o termo utilizado para descrever uma variedade de sintomas causados por rápidas mudanças de altitude e pressão do ar, conforme explica o otorrinolaringologista do hospital NewYork-Presbiterian, nos Estados Unidos, David Gudis. Para algumas pessoas, é apenas uma sensação de ouvido entupido que abafa temporariamente a audição. Para outras, a condição pode causar dor intensa e até danificar o tímpano.

"A boa notícia é que geralmente isso se resolve naturalmente", diz Gudis. "A notícia ruim, por outro lado, é que pode apenas ser muito desconfortável até que isso aconteça. Pode levar de segundos a dias", acrescenta.

Por que viajar de avião causa desconforto aos ouvidos?


Na parte de trás do tímpano, ou ouvido médio, há uma estrutura chamada tuba auditiva (ou trompa de Eustáquio), que conecta o ouvido médio à parte de trás do nariz e da garganta. A tuba auditiva é responsável por manter a pressão do ar entre o ouvido médio e o ambiente equilibrada.

Manter esse equilíbrio é "algo com que normalmente não precisamos nos preocupar", afirma a professora de otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade Emory, em Atlanta, EUA, Esther X. Vivas. Em situações cotidianas, ações como bocejar ou engolir, colaboram para que os os músculos que abrem a tuba auditiva sejam contraídos naturalmente, permitindo a passagem do ar e mantendo o equilíbrio de pressão.

No entanto, mudanças rápidas na pressão, como as que ocorrem durante um voo, podem dificultar esse processo. "Nessas situações, a tuba auditiva pode ter dificuldade em 'acompanhar'", explica o otorrinolaringologista do Mount Sinai Health System, em Nova York, EUA, Gregory Levitin. Isso pode nos fazer sentir a necessidade de bocejar ou "estalar os ouvidos" para forçar a abertura da tuba e restabelecer o fluxo de ar.

"Quando o ar não consegue passar pela tuba auditiva, a pressão dentro do ouvido se torna diferente da pressão externa", explica Levitin. "É como se o ouvido não conseguisse 'respirar' direito". Esse desequilíbrio pressiona o tímpano, o que pode causar dor e uma sensação de audição abafada, já que essa membrana perde a capacidade de responder adequadamente às ondas sonoras", acrescenta Esther.

Por que algumas pessoas são mais propensas à aerotite?


Há várias explicações, segundo os especialistas, mas a causa mais comum é estar com o nariz congestionado antes do voo. O ouvido médio e a tuba auditiva têm uma membrana mucosa que protege contra bactérias prejudiciais, porém, quando há congestionamento nasal devido a um resfriado, alergia ou sinusite, o revestimento pode inchar e obstruir a tuba auditiva, explica o professor de otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade Duke, EUA, Howard W. Francis.

Voar com uma infecção no ouvido também pode aumentar as chances de sintomas mais raros e graves da aerotite, como o rompimento do tímpano, alerta Francis. "Se você tiver uma infecção no ouvido e estiver programado para voar, considere mudar seus planos de viagem", aconselha o professor.

De acordo com os especialistas, a aerotite geralmente desaparece assim que o ar consegue passar pela tuba auditiva — o que pode acontecer em segundos, minutos, horas ou até alguns dias após o início dos sintomas. A maneira mais rápida de lidar com isso é "estalar os ouvidos", afirma Esther.

"Tente se forçar a bocejar, mastigue chiclete ou tome água para engolir", orienta Gudis. Caso não funcione, ele aconselha a tentar a 'Manobra de Valsalva', uma técnica de respiração que consiste em prender a respiração, apertar o nariz e forçar a saída de ar pelos ouvidos.

"Agora, se os sintomas duram semanas, são extremamente desconfortáveis ou ocorrem sempre que você voa, é melhor marcar uma visita a um otorrinolaringologista", destaca Gudis.

Como prevenir o 'ouvido de avião'?


Se você está congestionado, mas precisa pegar um voo, o otorrinolaringologista Levitin recomenda o uso de um spray descongestionante nasal de 30 a 60 minutos antes da decolagem. "Tentar a 'Manobra de Valsalva' durante a subida ou descida do avião pode ajudar a prevenir os sintomas completamente", acrescenta.

Pessoas que voam com frequência ou que têm aerotite regularmente podem consultar um especialista sobre os tubos de equalização de pressão — pequenos dispositivos cirurgicamente inseridos no tímpano para facilitar a passagem de ar para o ouvido médio. "No entanto, na maioria dos casos, as pessoas conseguem evitar a aerotite com estratégias simples. É raro que seja necessária uma intervenção para esse problema", afirma Gudis.

Via Katie Mogg (The New York Times / Terra) - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Mais da metade dos passageiros odeia quando isso acontece no voo


Recentemente, a
eDreams, maior agência de viagens online da Europa, publicou um estudo que revela comportamentos que deixam os portugueses frustrados durante voos. Entre estas atitudes, destacam-se:
  • Reclinamento de cadeiras que aborrece 57% dos passageiros
  • Levantamento para ceder passagem, incomodando 54%
  • Passageiros ansiosos para desembarcar, irritando 32%

Por que os portugueses se irritam tanto com etiqueta no avião?


A maioria dos passageiros portugueses se aborrece quando o vizinho de assento inclina o banco (57%). Além disso, 54% manifestam desagrado em ter que se levantar para permitir a passagem de outros.

No Brasil, pesquisas e relatos de viajantes também apontam essas situações como fontes de desconforto. Reclinar o assento, sobretudo em voos curtos, frequentemente gera discussões entre brasileiros, e o incômodo de ser “acordado” para alguém passar é bastante comum nos relatos de viajantes nacionais. Em cidades movimentadas como São Paulo e grandes aeroportos como o Galeão, os mesmos tópicos surgem em fóruns de viagem, mostrando que este é um tema recorrente em rotas nacionais e internacionais.

Voos exclusivos para adultos: seria uma solução viável?


O estudo indica que 45% dos portugueses apoiariam voos, exclusivos para adultos, enquanto 31% são contra. Esta ideia é ainda mais bem recebida por jovens entre 18-34 anos, mostrando uma clara divisão geracional.

No Brasil, a proposta de voos exclusivos para adultos já foi tema de debate, especialmente nas redes sociais como Twitter e Instagram. Embora ainda não exista essa opção em companhias aéreas nacionais como a Latam Airlines ou Gol, a discussão frequentemente ressurge após experiências desagradáveis com crianças em voos longos, principalmente entre os jovens adultos.

É seguro usar aparelhos eletrônicos durante o voo?


A questão da utilização de aparelhos eletrônicos durante a descolagem e aterragem divide opiniões. Alguns passageiros sentem a necessidade de alertar a tripulação (18%), enquanto outros experimentam ansiedade ao ver estes dispositivos em uso (15%).

Atenção: Mulheres e jovens adultos parecem ser os mais ansiosos em relação a esta prática, com 24% dos jovens entre 18-24 anos demonstrando preocupação.

No Brasil, a tolerância quanto ao uso de dispositivos eletrônicos como iPhone e Samsung Galaxy também é um tema recorrente. Apesar das regras serem semelhantes, muitos brasileiros admitem sentir insegurança ao ver celulares ligados durante decolagem e aterrissagem — principalmente entre passageiros menos experientes ou idosos, que podem ficar apreensivos quanto à segurança do voo.

Como os portugueses se comparam internacionalmente?


A nível global, 44% dos viajantes são mais tolerantes com a utilização de dispositivos eletrônicos, o que sugere que os portugueses têm uma postura mais conservadora quanto às práticas de segurança recomendadas.

No contexto brasileiro, nota-se uma progressiva flexibilização dessas posturas, apesar de ainda haver quem defenda as normas mais rígidas. A cultura da conveniência e o costume cada vez maior de viajar de avião contribuem para uma aceitação mais ampla do uso de dispositivos eletrônicos, mas o debate sobre segurança persiste, inclusive em aeroportos movimentados como o de Guarulhos.

Quais lições sobre comportamento podemos tirar das viagens?

  • A irritação com o etiqueta dos vizinhos é prevalente
  • Há um forte apoio a voos exclusivos para adultos, especialmente entre os mais jovens
  • Sentimentos mistos sobre o uso de dispositivos eletrônicos mostram diferenças culturais
Da mesma forma que em Portugal, no Brasil questões de etiqueta dentro do avião continuam sendo tema frequente de debates, revelando como a convivência em ambientes apertados e regras compartilhadas afetam o bem-estar dos passageiros. Entender e respeitar diferenças culturais, tanto em viagens nacionais quanto internacionais, pode ser o passo decisivo para experiências mais tranquilas a bordo. E, com o aumento das viagens após eventos como a Pandemia de Covid-19, essas discussões sobre comportamento e regras são cada vez mais relevantes para passageiros do mundo todo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Muitos não sabem, mas os aviões têm armários para roupas não amassarem

Roupas sociais ou casacos podem acabar amassadas no bagageiro, mas uma comissária
revelou a solução usada pela tripulação da British Airways (Imagem: Getty Images)
Tem um casaco ou roupa social que precisa viajar no táxi e não pode amassar durante seu próximo voo? Pois existe um compartimento secreto que você pode pedir para usar em emergências, revelou uma ex-comissária ao jornal britânico Metro.

Saskia Sekhri, que trabalhou para a British Airways, contou que diversas aeronaves — especialmente as maiores — possuem um guarda-roupa a bordo e que os passageiros podem utilizá-lo, desde que haja espaço. Esta pode ser uma boa alternativa em vez de tentar encaixar uma peça em sua mala de mão ou no colo.

Alguns voos possuem armários para casacos (Imagem: Reprodução/Pinterest)
"A maioria das aeronaves tem armários embutidos, mas não é todo mundo que sabe. Eu costumo dizer que é como o guarda-roupa de Nárnia, você só sabe se está por dentro [da área]. Tripulantes podem usar o armário para pendurar seus blazers e casacos durante o serviço, mas geralmente armazenamos nossos pertences nos compartimentos superiores", comentou ao jornal.

Nem sempre este benefício está disponível, no entanto. De acordo com o blogueiro Clint Johnson, do site triphackr.com, este armário também é conhecido como "capitão's closet" ou o "guarda-roupa do comandante". No entanto, na experiência dele, algumas aéreas só o disponibilizam para passageiros de primeira classe.

Outro espaço "secreto": o compartimento de descanso dos comissários da Emirates,
em um Boeing 777 (Imagem: Divulgação/Emirates)
No entanto, recomenda-se entrar em contato com a companhia, especialmente os menores com aviões pequenos, para verificar a possibilidade de utilizá-lo em benefícios pontuais. Clint ainda avisa que "com um sorriso educado e um bom motivo para o comissário acreditar que o que tem dentro da sua mala é especial, você pode colocar a peça" ali.

Caso você seja um dos primeiros a embarcar no seu próximo voo, segundo Saskia, é possível flagrar o armário aberto próximo à cabine de comando com uma tarja vermelha de "tripulação" ou "crew". A espiadinha ajuda a descobrir se o espaço já está ocupado e é inútil pedir um encaixe para sua roupa.

Em voos de longa distância, é mais provável encontrar uma vaguinha no armário. "Algumas aeronaves de voos curtos como o A319, 320 e 321 podem ter sido reconfiguradas para armazenar equipamento de segurança como cadeira de rodas de bordo ou apenas para maximizar o espaço das copas que são sempre emocionantes. Mas a maioria dos aviões que voam longas distâncias possua mais de um armário, então sempre vale a pena perguntar!", ensina.

As Fly Suites, primeira classe dos voos em A380 da Singapore Airlines,
possuem o seu próprio armário (Imagem: Divulgação/Singapore Airlines)
Ela ainda concorda com Clint que, geralmente, são os passageiros de classes mais caras do avião que acabam usando ou indo para usar a guarda-roupa de bordo, mas, na sua opinião, ele está aberto a todos.

"Acredito que normalmente os viajantes frequentes que perguntam sobre os armários de bordo, já que normalmente eles estão planejando negócios e podem estar carregando um terno que gostariam de pendurar. Ou passageiros que fizeram aquelas compras e têm grandes sacolas que podem ocupar Muito espaço no compartimento de bagagem de mão. Eu sempre ofereço para pendurar um casaco longo para qualquer cliente durante o embarque, não tem nada pior do que um casaco amassado", palpitou.

É importante notar que algumas companhias aéreas hoje já oferecem mini guarda-roupas nas suítes de primeira classe e classe executiva, o que torna as melhores suas chances de encontrá-lo disponível para quem está na economia nestes casos.

Não é na frente, nem na asa: o assento ideal para quem tem medo de andar de avião

Local fica próximo ao centro de gravidade da aeronave e tende a transmitir mais estabilidade durante o voo.

O lugar ideal para sentar no avião (Foto: Reprodução)
Para quem sente ansiedade ao entrar em um avião, a escolha do assento pode fazer diferença na sensação de segurança e conforto. Embora muita gente pense que sentar na frente ou diretamente sobre a asa seja a melhor opção, especialistas em aviação explicam que existe um ponto mais equilibrado para quem tem medo de voar.

O assento mais indicado costuma ficar na parte central da aeronave, logo atrás das asas, região próxima ao centro de gravidade do avião. Nesse ponto, os movimentos são percebidos de forma mais suave, principalmente em momentos de turbulência.

A frente do avião tende a sentir mais as variações de movimento, especialmente durante pousos e decolagens. Já a área exatamente sobre as asas, apesar de ser estável, pode transmitir mais ruído e vibração, o que aumenta a sensação de desconforto para passageiros ansiosos.

Na região central traseira próxima às asas, o balanço costuma ser menor. Isso acontece porque essa área concentra o equilíbrio estrutural da aeronave, reduzindo a percepção de inclinação, subidas e descidas bruscas.

Outro fator importante é o barulho. Assentos muito próximos aos motores, que geralmente ficam nas asas, podem causar mais tensão em quem já está nervoso. Ficar um pouco afastado dessa área ajuda a tornar a experiência mais silenciosa.

Especialistas também destacam que escolher o assento do corredor pode ajudar quem sente claustrofobia ou precisa se levantar com frequência para aliviar a ansiedade. Já quem prefere evitar estímulos visuais pode optar pela janela, desde que se sinta confortável.

Independentemente do local escolhido, pilotos reforçam que o avião é um dos meios de transporte mais seguros do mundo. Ainda assim, pequenos detalhes como o assento certo ajudam a tornar o voo mais tranquilo para quem sente medo.

Para muitos passageiros, sentar próximo ao centro da aeronave faz toda a diferença para encarar a viagem com mais calma e confiança.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

4 motivos que fazem sua bagagem de avião se perder

Na verdade, o que acontece é um atraso na sua bagagem; confira!


Ninguém merece perder a bagagem durante uma viagem de férias, não é mesmo? No entanto, felizmente, a bagagem de avião quase nunca se perde, geralmente ela apenas se atrasa. Por isso, é bom ficar atento a todas as situações que podem causar o atraso de sua bagagem, além de saber como proceder para evitar essas situações.

Para que você evite que sua bagagem se perca durante a sua tão aguardada viagem, fique atento a todas as situações que podem acontecer com ela. Sendo assim, confira a seguir quais são essas possíveis situações.

1 - Você está atrasado para o check-in do voo


Se você tiver que fazer o check-in com pressa, suas malas podem não ter tempo suficiente para passar pelo sistema de manuseio de bagagem a tempo do seu voo. Portanto, tente chegar cedo ao aeroporto para que dê tempo.

2 - Voos de conexão com pouco tempo entre eles


Esse é um problema comum de muitos viajantes. Mesmo com você se apressando para pegar o voo de conexão, não importa o intervalo disponível entre os voos, suas malas devem passar por processos estabelecidos pelo tempo que for necessário.

Para evitar atrasos desnecessários na bagagem, tente escolher voos de conexão com intervalo de pelo menos uma hora. Se não puder, coloque uma muda de roupa íntima e produtos de higiene básica em sua bagagem de mão, apenas por precaução.

3 - Outro passageiro levou sua bagagem por engano


As malas de passageiros costumam ser semelhantes, pois vêm em cores tradicionais, como preto, azul escuro ou cinza. No entanto, isso não é muito bom para os passageiros. Às vezes, as pessoas pegam uma bagagem na esteira e descobrem mais tarde que pegaram a errada. Portanto, tente diferenciar a sua de alguma forma visível.

4 - Impressão incorreta ou dano da etiqueta da companhia aérea


As etiquetas usadas pelas companhias aéreas são muito fortes, mas às vezes elas rasgam, caem ou são impressas incorretamente durante o check-in. Se isso acontecer, sua bagagem pode ficar presa no aeroporto ou, pior, ser enviada para o destino errado. Por isso, tenha cuidado com as etiquetas e adesivos antigos da sua bagagem.

Via Rotas de Viagem - Imagem: Reprodução