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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Como funciona a rede Wi-Fi no avião?


Entender como funciona a rede Wi-Fi no avião é uma dúvida comum entre os passageiros. Afinal, como é possível ter internet no voo se uma das primeiras orientações que é passada pelos tripulantes é justamente a de desligar (ou colocar em modo avião) os aparelhos eletrônicos, incluindo celulares, tablets e notebooks?

Em seu site oficial, a própria Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que os chamados dispositivos emissores intencionais de radiofrequência precisam estar desabilitados em determinadas ocasiões: “Esta energia pode afetar a segurança da aeronave, pois seus sinais podem ocorrer nas mesmas frequências utilizadas pelos sistemas de comunicação, navegação, controle de voo e equipamentos eletrônicos, devido a grande sensibilidade dos mesmos. A empresa aérea deve mostrar que ela pode prevenir a interferência potencial que possa apresentar riscos à segurança”.

As ocasiões em que o Wi-Fi no avião precisa estar desativado são, basicamente, durante o pouso e a decolagem nos aeroportos. Por conta disso, as próprias companhias aéreas já disponibilizam serviços de Wi-Fi aos clientes durante as demais fases do voo. E é aí que entra a pergunta: como funciona a rede Wi-Fi no avião?

Duas formas


(Imagem: Reprodução/Inmarsat)
O sinal de Wi-Fi no avião funciona porque é levado aos milhares de metros de altitude basicamente de duas maneiras: pelas tradicionais torres de transmissão, instaladas por todo o mundo; ou por conexão via satélite. Ou seja: o sinal Wi-Fi funciona no avião vindo ora de cima, ora de baixo.

O meio mais tradicional é, na verdade, muito similar ao que gera sinal de Wi-Fi em situações normais, só que no sentido oposto. Enquanto uma pessoa que está em terra firme recebe o sinal vindo de cima, das antenas posicionadas em uma série de lugares, quem está no avião tem Wi-Fi captado pelas antenas colocadas na parte de baixo da fuselagem. Simples, né? Nem tanto…

Quando o avião está sobrevoando áreas em que não há torres de transmissão no chão, ou seja, quando está cruzando oceanos, por exemplo, o sinal precisa vir de outro lugar. Seria o equivalente a uma “área de sombra”, no caso de um usuário que está em terra. Nessas situações, o Wi-Fi no avião é disponibilizado de outra forma.

Lembra que falamos que o sinal utilizado viria ora de cima, ora de baixo? Pois é… nessas áreas em que não há antenas no solo, é possível acessar a internet via Wi-Fi no avião graças aos satélites — os mesmos que permitem que as pessoas que moram em áreas rurais mais afastadas também tenham acesso à internet. A diferença é que a antena não está instalada no teto da casa e sim na parte de cima do avião, para receber o sinal do satélite e rotear para os equipamentos a bordo.

A Anac diz, em sua regulamentação, que cabe às companhias aéreas prover a segurança necessária para que o uso do Wi-Fi no avião, dentro das situações já estabelecidas como legais, não interfira no funcionamento dos equipamentos das aeronaves: “A seção 91.21 do RBHA nº 91, a seção 121.306 do RBAC nº 121 e a seção 135.144 do RBAC nº 135 proíbem que dispositivos eletrônicos portáteis (PED) possam ser utilizados a bordo de aeronaves a menos que os operadores verifiquem que não causem interferência nos sistemas de comunicações e de navegação da aeronave em que serão utilizados”.

Via Canaltech e Canal Aviões e Músicas

Como evitar a embolia pulmonar durante voos prolongados

Entenda a relação entre voos mais longos com o risco de embolia pulmonar.


Muitas pessoas estão acostumadas a viajar de avião, seja a trabalho ou para conhecer novos lugares durante as férias.

No entanto, você já ouviu falar sobre os riscos que períodos longos em voos podem causar? A embolia pulmonar é um desses riscos.

Se você não sabe sobre o que estamos falando ou deseja entender melhor o assunto, trouxemos informações para ajudar a evitar essa condição, além de apresentar os sintomas e sinais do corpo. Acompanhe a seguir!

Entendendo a embolia pulmonar


A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo de sangue bloqueia uma das artérias dos pulmões.

Embora isso possa acontecer com qualquer pessoa, existem fatores que aumentam o risco, como a falta de atividade física, cirurgias recentes, trombose venosa profunda, viagens de avião de longa duração e condições como fraturas que imobilizam o indivíduo.

Fatores de risco específicos em viagens de avião


Antes de mais nada, é importante destacar que as viagens de avião muito longas, especialmente aquelas com mais de três horas, estão relacionadas a um aumento de 2 a 4 vezes no risco de tromboembolismo.

A condição, frequentemente conhecida como “síndrome da classe econômica”, não se limita à classe de serviço no avião, mas está associada à imobilização prolongada.

Pessoas com histórico de trombose, embolia ou outros fatores de risco devem ter cuidado especial.

Sintomas da embolia pulmonar


Os sintomas da embolia pulmonar podem incluir, mas não se limitam a, falta de ar repentina, dor no peito que piora com a respiração profunda, tosse (possivelmente com sangue), inchaço nas pernas ou dor ao movimentar as pernas, pele pálida, fria e azulada, sensação de desmaio ou desmaio real e confusão mental.

Como prevenir durante voos


A prevenção da embolia pulmonar é a melhor estratégia para reduzir o risco dessa condição durante voos. Confira algumas dicas:

1. Se movimente regularmente

Em primeiro lugar, levante e caminhe pelo corredor do avião a cada duas horas. Faça exercícios leves com as pernas, como levantar e abaixar os pés, para estimular a circulação.

2. Hidratação

Beba bastante água para manter o sangue fluido. Além disso, evite álcool e cafeína, que podem contribuir para a desidratação.

3. Use meias de compressão

Essas meias ajudam a melhorar a circulação sanguínea nas pernas e podem prevenir a formação de coágulos. No entanto, é importante que sejam adequadamente ajustadas e recomendadas por um profissional de saúde.

4. Evite tomar sedativos

Medicamentos para dormir podem aumentar a imobilização, portanto, é melhor evitá-los.

5. Roupas confortáveis

Use roupas largas e confortáveis que não restrinjam a circulação durante o voo. E, o mais importante: ao identificar qualquer sintoma de embolia pulmonar, especialmente após um voo, é essencial procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento precoce pode prevenir complicações graves e salvar vidas.

Ao se preparar para sua próxima viagem de avião, não se esqueça de que pequenas ações podem fazer uma grande diferença na prevenção de problemas de saúde sérios como a embolia pulmonar.

Via Daniele Beldon (Rotas de Viagem)

terça-feira, 7 de abril de 2026

Por que risco de embolia pulmonar aumenta em viagem de avião?

Por que risco aumenta em voo?

Caminhar durante viagens longas ajuda a prevenir a síndrome (Imagem: Getty Images)
Quem viaja por longos períodos contínuos pode estar exposto ao risco de trombose venosa, que consiste na formação de um coágulo sanguíneo que pode atingir as pernas.

A situação se agrava se esse coágulo se desprende, quando a pessoa se levanta para ir ao banheiro, por exemplo, e chega até o pulmão. Essa situação pode causar uma embolia pulmonar e, até mesmo, a morte.

O problema também pode ocorrer em quem viaja de carro ou ônibus, mas vem sendo observado e estudado principalmente nas viagens de avião.

A chance de ocorrer aumenta em voos acima de quatro horas. Ter pouco espaço para a movimentação e ficar com as pernas muito tempo paradas ajuda a represar o sangue nos membros inferiores.

Sintomas

Quando ocorre nas pernas, a pessoa começa a ter dores nas pernas, principalmente na batata da perna. A perna começa a inchar. Ela também pode ficar vermelha.

Quando o coágulo vai para o pulmão, há falta de ar (súbita, na maioria das vezes), dor torácica, dor para respirar e tosse contínua.

Quando a obstrução causada pelo coágulo é muito grande, bloqueando artérias grandes e importantes do pulmão, a pessoa pode morrer instantaneamente, como em um infarto.

Alerta e prevenção

Quanto mais tempo com a perna dobrada, pior. Essa posição restringe mais a circulação. Por isso, é recomendável esticar as pernas, fazer exercícios com os pés, movimentando-os para frente, para trás e para os lados, e caminhar no corredor do avião.

O ar do avião também desidrata a pessoa, por ser mais seco. O que pode influenciar no desenvolvimento do problema. Recomenda-se, portanto, beber bastante líquido e evitar a ingestão de bebida alcoólica, porque ela desidrata a pessoa e diminui o volume de sangue em circulação.

Ainda é possível utilizar, sob orientação médica, anticoagulantes antes dos voos. Principalmente para quem tem fatores de risco de desenvolver uma trombose, como grávidas, quem foi operado recentemente, pessoas com câncer e em processo de quimioterapia, entre outras situações.

Pessoas que têm fatores de risco para a trombose devem conversar com um médico antes de realizar um voo com mais de quatro horas de duração.

Via VivaBem - Fonte: Suely Meireles Rezende, médica hematologista

sábado, 4 de abril de 2026

Como economizar em viagens de avião: veja quanto tempo antes do voo a passagem fica mais barata

Confira dicas de melhores dias para comprar a passagem e como se planejar para a viagem não pesar no bolso.

(Imagem: Reprodução/iStock/phaisarn2517)
Comprar sua passagem aérea com antecedência pode ser uma forma de economizar. Isso é o que mostra o Estudo Anual de Taxas Aéreas da CheapAir.com, plataforma norte-americana de voos, estadias e aluguéis de carros, que estima a ‘janela’ de 74 a 21 dias antes do embarque como o período ideal para encontrar voos mais baratos.

Segundo a pesquisa, buscar por viagens cerca de 2,5 meses antes do embarque costuma ser a forma de conseguir as melhores ofertas. Já se o cliente deixar para buscar suas passagens em torno de 20 a 14 dias antes de decolar, a compra antecipada pode ser mais arriscada.

Isso porque, como explica o estudo, as companhias aéreas costumam fazer aumentos de preços mais agressivos quando a data de compra está mais próxima do dia do embarque. Caso o cliente compre a passagem para a mesma semana, por exemplo, a empresa estima que ele pagará cerca de 59% mais caro do que pagaria na ‘zona segura’ de antecedência, citada anteriormente.

Com relação aos dias da semana, há também um adendo: quarta-feira costuma ser o dia com passagens mais baratas, enquanto as viagens aos domingos costumam pesar mais no bolso.

Como se organizar


Considerando que a passagem aérea tende a ser um dos principais gastos de uma viagem, ao Terra, a planejadora financeira Mariana Banja explica que pesquisar com calma e comparar preços, ajustando melhor o valor por data, pode ser um bom caminho para economizar.

Para isso, sua indicação é a ferramenta gratuita Google Fligth, que permite que o cliente visualize e compare de forma simples os preços de passagens, a depender das datas e dos destinos. “Também vale ficar atento às promoções sazonais que as operadoras fazem, bastante vinculadas a datas comemorativas, como aniversários de cidades”, diz.

Mas, independente do desconto, Mariana reforça que é importante ficar atento para planejar e realizar uma viagem que realmente caiba no seu bolso.

“A melhor viagem que podemos fazer é aquela em que, quando voltamos, não há boletos para pagar ou uma infinidade deles. Ou ainda: as demandas do orçamento do dia a dia não estarão prejudicadas pelo passeio”, acredita.

Sendo assim, caso não haja dinheiro suficiente para realizar o projeto idealizado para ocorrer em determinada data, vale estudar outras formas de tornar a viagem possível: “Será que um ajuste no orçamento do mês por um tempo maior ajudaria a complementar a viagem? Será que uma renda extra seria o suficiente para viver esse desejo?”, reflete.

Via Redação Terra

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Emergência de saúde no avião: entenda quais são os procedimentos que a companhia aérea deve adotar

Comissários de bordo são treinados para prestarem os primeiros socorros. Em caso de óbito, o comandante pode decidir se deseja fazer um pouso de emergência ou seguir para o destino planejado para a viagem.


O que a companhia deve fazer?


Quando alguém passa mal durante um voo comercial, a primeira reação dos comissários de bordo será perguntar se entre os passageiros há algum médico.

O profissional da saúde deverá se apresentar por causa do seu código de ética. Se ele não fizer isso, pode ser punido caso alguém saiba que ele é médico e que decidiu não prestar socorro, explica a presidente do Comite de Medicina Aeroepacial da Associação Paulista de Medicina, Rozania Sobreira.

A partir daí, o paciente é levado ao galley, espaço onde os comissários servem os lanches, que consegue comportar a aplicação dos procedimentos necessários.

Todos os voos têm uma caixa que só pode ser aberta por médicos. Nela, há medicamentos e equipamentos que permitem tratamentos mais invasivos, como a entubação.

Há ainda uma segunda caixa, que pode ser aberta por outros profissionais da saúde, como enfermeiros, e pelos comissários. Ela contém outros tipos de itens, curativos e medidor de pressão, por exemplo.

Mas nem todo voo vai ter um passageiro que trabalhe na área da saúde, por isso a função dos comissários vai muito além de servir lanches, diz Rozania. Todos possuem um treinamento para aplicar primeiros socorros, como a realização de massagem cardíaca.

Além dessas medidas, em voos mais longos, algumas companhias aéreas oferecem assessoramento remoto de médicos especializados em medicina aeroespacial, para o atendimento de quando alguém passa mal a bordo. A equipe dará orientações à tripulação de como o passageiro deve ser tratado.

O avião deve pousar?


O comandante é a autoridade máxima de voo e cabe a ele tomar essa decisão. Rozania diz que o médico do atendimento pode orientar se o caso exige o pouso, mas que não pode determinar.

Ela explica que a razão disso é porque pousar fora do planejamento pode trazer riscos para todos os passageiros e um estresse para a tripulação, agravando a possibilidade de acidentes se o tanque de combustível ainda estiver cheio - deixando o avião mais pesado e com mais riscos de bater no chão com força e ser danificado - e o aeroporto mais perto não tiver a estrutura adequada.

Em alguns casos, o comandante pode baixar a altitude do voo, indo de 8 mil pés a 6 mil, isso faz com que a pressão do ar diminua, melhorando a qualidade do oxigênio no ambiente. Isso porque é que neste momento a cabine muda as características em relação a pressurização.

"Com esse procedimento, a maioria das pessoas tem uma melhora", diz a médica.

Tem como prevenir?


Há como diminuir as chances de passar mal no avião. O ambiente da aeronave é diferente do que estamos acostumados por causa da altura, que é de cerca de 8 mil pés, equivalente ao Monte Nevado, no Chile, explica Rozania.

Apesar de o avião ser um meio de transporte muito seguro, existem algumas condições de saúde que podem ser agravadas quando em altitude, afirma a presidente.

Alguns exemplos são anemias severas, pós cirurgias, pneumonia, infecção no ouvido e casos de pressão arterial e diabetes sem medicação.

Por este motivo, cabe aos passageiros, quando possuem alguma doença, preencher o Formulário de Informações para Passageiros com Necessidades Especiais (Medif - sigla em inglês).

Depois, um profissional especializado em medicina aeroespacial da companhia irá avaliar o documento e decidir se o passageiro está em condições de realizar a viagem.

O formulário pode ser enviado em até 72 horas antes do voo e a companhia aérea deve dar o retorno com até 48 horas de antecedência. Caso a resposta seja negativa para a viagem, o cliente deverá remarcar o voo.

As cobranças de custos extras podem acontecer dependendo da política de cada empresa.

Além disso, caso o passageiro tenha alguma doença contagiosa que seja facilmente identificada, por exemplo, conjuntivite e sarampo, os comissários podem impedir o embarque.

O que acontece em caso de óbito?


Caso o passageiro acabe vindo a óbito durante o voo, o comandante pode decidir se deseja fazer um pouso de emergência ou seguir para o destino planejado para a viagem, conta a presidente.

Quando o pouso acontecer, a equipe da administradora do aeroporto já deve estar aguardando a aeronave para receber o corpo. Além disso, o avião ficará retido para perícia.

Via Vivian Souza (g1)

segunda-feira, 30 de março de 2026

Avião sujo! Comissários revelam os 5 lugares que quase nunca são limpos

Higiene nas aeronaves: desvendando os pontos menos limpos a bordo do avião, segundo os próprios funcionários.


Com o constante fluxo de milhares de passageiros atravessando os céus diariamente, existem desafios para manter um avião. Não é surpresa que as companhias aéreas sejam desafiadas a manter a higiene das aeronaves em tempo hábil.

1. Folheto de segurança: conhecendo as instruções de emergência


O folheto de segurança, aquele resumo vital das instruções em caso de emergência localizado no bolso à frente de cada assento, surpreendentemente, não é uma área limpa.

De acordo com a comissária Josephine Remo, é o lugar mais sujo do avião. Mesmo as mesinhas com bandejas costumam ser limpas, mas os folhetos muitas vezes são negligenciados. Após a leitura, uma aplicação de álcool gel é recomendada.

2. Compartimento de bagagem: um espaço tocado, raramente limpo


Os compartimentos de bagagem acima dos assentos, apesar de serem tocados por vários passageiros em cada voo, são raramente limpos. Higienizar as mãos após fechar o compartimento é aconselhável, e a limpeza adequada das malas ao retornar para casa é crucial.

3. Mesas das poltronas do avião: mais que germes comuns


As mesas das poltronas são uma área de atenção especial, pois, de acordo com a comissária Sue Fogwell, elas vão além dos germes comuns.

Um estudo de 2015 realizado pela calculadora de voo Travelmath apontou que as mesinhas têm quase oito vezes mais bactérias por polegada quadrada do que o segundo lugar mais sujo da aeronave na época. O uso de lenços desinfetantes antes de utilizá-las para refeições é uma precaução sugerida.

4. Capas dos assentos: nem sempre substituídas ou limpas


As capas dos assentos nem sempre são substituídas ou limpas entre voos, de acordo com Sue Fogwell. A substituição ocorre apenas se um passageiro relatar um incidente na poltrona, sujeito à avaliação da equipe de limpeza. Para quem se preocupa com a limpeza, a recomendação é viajar com capas descartáveis ou reutilizáveis.

5. Maçaneta e tranca do banheiro do avião: pontos esquecidos


Os banheiros são regularmente limpos, mas as maçanetas e trancas das portas nem sempre recebem a mesma atenção, conforme observado por Josephine Remo. O uso de desinfetantes para as mãos após tocar essas áreas é sugerido para os passageiros.

Em outubro de 2023, uma investigação do jornal The Washington Post reforçou essas descobertas, destacando a torneira da pia do banheiro como o ponto mais sujo do avião, seguido das mesinhas dos assentos. A atenção à higiene pessoal é fundamental para uma viagem mais segura.

domingo, 29 de março de 2026

10 curiosidades que você não sabia sobre viagens de avião


As viagens de avião reservam segredos que estão além de nossa imaginação. O funcionamento de uma aeronave é repleta de peculiaridades e quase todas elas são voltadas para a segurança. Mas existem alguns detalhes que são tão obscuros que os passageiros nem desconfiam serem de enorme importância para nossa vida a bordo. Acredite, nem tudo em um voo é bacana.

Com isso em mente, o Canaltech separou 10 curiosidades que você não sabia sobre as viagens de avião. Será que você sabia de algumas delas?

10. O piloto manda em tudo


O comandante, ou piloto do avião, é a autoridade máxima a partir do momento em que você entra na aeronave. Além de controlar o avião, obviamente, ele tem, por exemplo, o poder se recusar a decolar caso uma pessoa esteja criando confusão durante o taxiamento.

Se isso acontecer em cruzeiro, há a possibilidade do retorno para o local de origem. Segurança e paz para trabalhar são prioridades.

9. Inchaço nas pernas e pés em voos longos


Em voos com mais de duas horas de duração, é normal que nossos pés e pernas inchem um pouco além da conta. Isso acontece devido à pressurização da cabine, necessária para que respiremos a mais de 10 mil metros de altura. O ideal para contornar esse problema é caminhar um pouco pela aeronave e beber muito líquido. Isso ajuda não apenas a desinchar seus membros inferiores, mas também a evitar o risco de trombose.

8. Abastecimento demora um pouco


Dependendo da aeronave, o abastecimento pode levar quase uma hora para ser concluído. O combustível dos aviões fica em suas asas devido a uma série de fatores, como equilíbrio e distribuição de peso.

Mas, claro, outro motivo é por causa do maior espaço, proporcionado pelo formato dessa peça. Em modelos como o Airbus A380 ou o Boeing 747-8, são mais de 300 litros de querosene de aviação, que demoram cerca de 40 minutos para preencher o tanque.

7. Emoção à flor da pele


Voar em um avião é uma emoção única e que desperta o lado mais sensível do ser humano. Segundo um levantamento feito por profissionais no Aeroporto de Gatwick, em Londres, as pessoas ficam mais emotivas quando estão nas aeronaves.

O motivo seriam os efeitos da pressurização da cabine, já que, com a redução da pressão do ar, a quantidade de oxigênio no sangue pode diminuir entre 6% a 25%. Além disso a ansiedade natural causada pela viagem nas alturas ajuda nesse processo.

6. Nunca beba a água dos banheiros


Relatos de profissionais que trabalham na manutenção de aviões garantem que os tanques que reservam água para uso em voo são extremamente sujos, com anos sem uma limpeza adequada. Um estudo de 2015 feito por um microbiologista revela que a água utilizada pela tripulação nos banheiros e também para a produção do chá e do café é repleta de bactérias e sujeira.

5. Velocidade do som


A métrica-base para a velocidade de uma aeronave é a mach, ou seja, a velocidade do som, que é Mach 1 ou 1.216 km/h em terra. Atualmente, o avião comercial mais rápido em operação é o Airbus A330 Neo, que chega a ótimos 1.061 km/h.

4. Temperatura congelante


Se dentro do avião tudo é absolutamente controlado e protegido, um dos motivos é o que acontece fora dele, obviamente. Um dos fatores mais "perigosos" além da altura é a temperatura externa. Em voo, é comum que os termômetros externos marquem 50ºC abaixo de zero.

3. Desligar o modo avião "não faz nada"


É correto dizer que se você utilizar seu celular ou tablet fora do modo avião pode, sim, causar interferências na comunicação dos pilotos com a torre de comando, mas isso não fará a aeronave cair, como muitos dizem. Além disso, não ativar o modo avião pode ser até mais prejudicial ao próprio aparelho, porque ele vai entrar em modo de checagem de conexão e vai gastar muita bateria para procurar uma rede 4G.

2. Freios muito potentes


Muitas pessoas consideram que os reversos são essenciais para que uma aeronave possa pousar em segurança, mas isso não passa de um mito. Os freios dos aviões são perfeitamente capazes de parar o veículo por si, mesmo em modelos gigantes como o Airbus A380.

Em situações em que há muita água na pista, por exemplo, o piloto geralmente utiliza uma técnica para encostar em solo com mais força e espalhar o líquido empoçado. Com isso, evita-se a aquaplanagem.

1. Pousos e decolagens no escuro


Por que o comandante deixa a cabine mais escura em pousos e decolagens à noite? A resposta é simples. Como nossos olhos se adaptam a enxergar com pouca luz, caso aconteça alguma emergência no taxiamento, pouso ou decolagem da aeronave e seja necessário evacuá-la, sua vista estará mais apta a visualizar as saídas.

Para ajudar a guiar os passageiros, existem pequenas luzes nos corredores e paredes, mas sempre com pouca força.

Via Felipe Ribeiro, Editado por Jones Oliveira (Canaltech) com informações: Galileu, Life, Melhores Destinos, BBC e Forbes

sexta-feira, 27 de março de 2026

Caixa de transporte, regras e preparo: guia explica como viajar de avião com cães e gatos

Associações do setor aéreo divulgaram orientações para garantir bem-estar do pet antes, durante e depois do voo.

Cachorro e caixa transportadora (Foto: Freepik)
Viajar de avião com animais requer planejamento, desde a compra da caixa de transporte adequada até os cuidados com os pets antes e depois do voo.

Pensando em ajudar nessa tarefa, associações ligadas ao setor aéreo (veja abaixo) divulgaram um guia com dicas para o transporte de cães e gatos, em meados de dezembro de 2024.

Vale destacar que o serviço de transporte de animais é facultativo, podendo ou não ser oferecido pelas companhias aéreas.

Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite que as empresas estipulem condições específicas para fornecer essa opção, como: limite de peso e tamanho do animal, tipo de caixa transportadora, local da viagem (na cabine ou no porão da aeronave), entre outros.


Isso vale para animais domésticos e de suporte emocional (que ajudam seus tutores a lidar com condições de saúde mental).

Para cães-guia, as empresas são obrigadas a oferecer o serviço para passageiros com deficiência visual de forma gratuita, mediante apresentação de identificação do animal e comprovação de treinamento.

De forma geral, é importante que o tutor sempre cheque as regras de cada companhia aérea para transporte de animais e fique de olho em aspectos gerais para garantir o bem-estar do pet durante a viagem.

Confira abaixo as principais dicas do Guia para Transporte Aéreo de Cães e Gatos:

Cachorro em caixa transportadora (Foto: Freepik)
Para viajar de avião, o animal deve estar em uma caixa de transporte que precisa:
  • ser à prova de fuga;
  • ser grande o suficiente para o animal sentar, ficar ereto, girar completamente e deitar. Deve caber embaixo do assento à frente do tutor (se o pet viajar na cabine);
  • estar limpa, sem fezes ou urina, no momento do embarque, e ter uma manta ou tapete absorvente durante a viagem;
  • ter ventilação pelo menos em seus 4 lados verticais, sendo que, um dos lados (que pode ser a porta) deve ser completamente ventilado;
  • não deve ter objetos com os quais o pet possa se machucar, como brinquedos. Antes de colocar o animal na caixa, é recomendado tirar acessórios, como coleiras e peitorais, para evitar acidentes.
Se o pet viajar no porão do avião, a caixa transportadora também deve:
  • ter recipientes fixos para água e comida;
  • ter aberturas que não permitam que o animal coloque as patas ou focinho para fora;
  • ter um interior liso, sem saliências;
  • ser feita de materiais como: fibra de vidro, metal e plástico rígido (pode variar de acordo com a companhia aérea); revestidos — mas nunca exclusivamente — por telas de arame, madeira sólida ou compensada (camadas finas de madeira prensadas).

Como preparar o pet para ficar na caixa transportadora


Vale a pena passear com o seu pet na caixa transportadora antes de ele realizar
uma viagem dentro dela (Foto: Freepik)
  • apresente o item ao animal pelo menos três semanas antes da viagem;
  • coloque a caixa em um local onde ele passe bastante tempo e deixe ele explorar;
  • deixe a porta aberta e coloque brinquedos ou petiscos dentro para incentivar que ele entre e associe a caixa a situações positivas;
  • gradualmente, comece a fechar a porta por curtos períodos enquanto o animal está dentro;
  • leve o pet para passear na caixa.

Saúde e documentação


Gato no veterinário (Foto: Unsplash/Judy Beth Morris)
  • leve o animal ao veterinário para certificar-se que ele está saudável para viajar;
  • veja se as vacinas estão em dia e leve a carteira de vacinação;
  • no embarque, será necessário apresentar um atestado de um veterinário emitido há no máximo 10 dias falando que o pet está apto para a viagem.
⚠️Atenção: fêmeas até sete dias após o parto, que estejam amamentando ou no cio, e filhotes não desmamados não devem viajar de avião.

O que fazer antes do voo


Gato com brinquedo (Foto: Unsplash/ Piotr Musioł)
  • alimente com comidas leves e hidrate o pet cerca de duas horas antes do embarque;
  • brinque e pratique exercícios com ele para reduzir a ansiedade e o excesso de energia.
⚠️Atenção: não é recomendado sedar o seu animal durante o voo, a menos que isso seja indicado por um veterinário. A combinação de altitude e drogas é potencialmente fatal em animais idosos, cronicamente doentes ou estressados.

Depois da viagem


Cachorro brincando (Foto: Unsplash/Andy Powell)
  • verifique a saúde do pet: veja se ele tem sinais de estresse, lesões ou comportamento anormal;
  • deixe ele espairecer: procure áreas designadas para animais onde ele possa se exercitar e fazer suas necessidades.
Responsáveis pelo guia: Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Latino Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil (Jurcaib).

Via Lara Castelo (g1)

Piloto revela truques para passageiros ansiosos usarem no avião

Voar pode ser assustador, mas não precisa ser. O piloto Ton Bunn nos dá dicas para você que é ansioso e não consegue relaxar antes de uma viagem de avião.


Voar pode ser assustador para muitas pessoas, mas um piloto experiente, Tom Bunn, em uma entrevista ao The Sun, mostrou estratégias simples para tornar a experiência mais tranquila. Ele explica que o medo de voar geralmente está ligado a outras situações fora do controle, como elevadores, pontes e túneis. A solução? Pedir um encontro com o piloto antes da decolagem.

Piloto mostra como acalmar os nervos antes de embarcar em um voo


Se você é alguém que fica nervoso antes de voar, Tom Bunn, um piloto muito experiente, tem um conselho importante para você: peça para conhecer o piloto antes da decolagem. Ele acredita que o medo de voar está profundamente ligado a questões emocionais e de segurança relacionadas às viagens de avião.

Bunn sugere que os passageiros ansiosos cheguem mais cedo ao aeroporto e informem à equipe de bordo sobre sua ansiedade. Ao fazer isso, é possível pedir um encontro com o piloto responsável pelo voo. Assim, os passageiros podem ter uma sensação de segurança emocional, aliviando os sintomas da ansiedade.

Além desse conselho, Bunn compartilha outra estratégia para enfrentar a ansiedade durante a decolagem. Ele fala sobre a importância de se concentrar internamente por cerca de 90 segundos e ignorar tudo ao redor. Isso ajuda a diminuir os hormônios do estresse, levando a um estado mais calmo e controlado. Voar não precisa ser uma experiência assustadora, e essas dicas do piloto podem fazer toda a diferença.

Se precisar de mais ajuda, aqui estão outras dicas para usar antes de decolar


Além das estratégias compartilhadas por Tom Bunn, há outras dicas que podem tornar sua viagem mais relaxante, mesmo se você for propenso a nervosismo antes de voar.
  • Escolha bem a sua poltrona: Se possível, selecione um assento que o faça sentir mais confortável. Se preferir menos turbulência, escolha um assento o mais próximo da asa que puder.
  • Esteja bem informado: Compreender os sons e movimentos normais da aeronave pode acalmar a ansiedade. Considere pesquisar sobre os diferentes estágios do voo e o que esperar.
  • Tenha alguma distração: Leve algo que o distraia positivamente, como um livro interessante, música relaxante ou até mesmo jogos para dispositivos móveis.
  • Seja positivo: Antes do voo, pense de forma positiva, imaginando uma jornada tranquila e sem contratempos. Isso pode ajudar a preparar sua mente para uma experiência mais relaxante. Afinal, tudo começa na mente.
Via Maurício Reis (Rotas de Viagem)

segunda-feira, 23 de março de 2026

9 dicas para pessoas altas terem uma viagem de avião mais confortável

Aprenda truques para voar confortavelmente mesmo sendo alto. Descubra como conseguir um lugar com espaço extra para as pernas e como evitar dores após o voo.


Viajar quando se é alto pode ser um desafio, especialmente em voos longos e apertados. Mas não tema, estamos aqui para revelar alguns truques que vão transformar sua próxima experiência no ar. Vamos conferir algumas dicas que vão deixar seu voo mais confortável e menos dolorido.

1. Saídas de emergência são suas amigas


Nada de pagar fortunas por um upgrade de classe! Para os mais altos, a fila da saída de emergência é o santo graal do espaço extra para as pernas. Com uma distância entre assentos generosa, você estará voando de forma confortável.

Se não conseguiu reservar antecipadamente, não desanime. Sempre vale a pena dar uma perguntadinha durante o check-in ou até mesmo a bordo, caso haja assentos disponíveis. Só não esqueça que, por questões de segurança, só será possível trocar de lugar após a decolagem.

2. Saiba a hora perfeita para voar


Escolher o dia e horário certo pode transformar sua viagem. Opte por dias mais tranquilos para viajar. Evite uma sexta-feira movimentada e aposte nos sábados mais tranquilos. Voos matinais também costumam ser menos lotados. Porém, durante os feriados, se prepare para o caos. Se a reserva for de última hora, uma ligadinha para a companhia aérea pode fornecer informações sobre a lotação do voo.

3. A escolha da companhia aérea importa


Nem todas as companhias aéreas oferecem o mesmo conforto para os mais altos. Algumas, como Emirates e Singapore Airlines, garantem espaços entre a mais em voos curtos. Já para voos longos, Avianca e Malaysia Airlines são suas melhores apostas de espaço. Fique atento à temida antepara, a divisória que pode ser uma aliada ou inimiga, dependendo do seu assento.

4. Estratégia de convivência


Reclinar o assento é um assunto delicado, especialmente para os altos. Antes do voo, faça amizade com quem está à sua frente. Pergunte educadamente se a pessoa se importa de evitar reclinar durante o voo. O comissário geralmente apoia a decisão, principalmente durante o serviço de refeição.

5. Embarque cedo


Para garantir espaço sob a cadeira da frente, embarque o mais cedo possível. Algumas companhias oferecem o embarque prioritário, mas se você não se enquadra nessa categoria, fique de olho no seu grupo de embarque e entre na fila estrategicamente. Quanto menos gente a bordo, mais espaço para você se acomodar.

6. Meias de compressão


Essenciais para todos os passageiros, as meias de compressão são ainda mais valiosas para pessoas altas. Além de prevenirem inchaços e problemas de circulação, essas meias são aliadas contra o desconforto nas pernas durante voos longos. Fáceis de encontrar em farmácias ou online, são um investimento barato e indispensável.

7. Nada de apoio de braço


Levantar o apoio de braço entre assentos é uma estratégia que pode passar despercebida. Se estiver ao lado de amigos ou familiares, levante o apoio para criar mais espaço para se movimentar. Claro, respeite o espaço alheio e mantenha o apoio abaixado durante a decolagem e aterrissagem. Segurança em primeiro lugar.

8. Seja fiel à companhia aérea


Fique fiel a uma companhia aérea e colha os frutos. Acúmulo de milhas pode ser a chave para upgrades gratuitos, proporcionando uma experiência de voo ainda mais confortável. A longo prazo, sua fidelidade pode ser recompensada com mimos como espaço extra para as pernas sem gastar nada além das milhas acumuladas.

9. Tenha um travesseiro para sua lombar


Dores pós-voo? Para os mais altos, a região lombar é frequentemente a mais afetada. Invista em um travesseiro de apoio lombar, de espuma viscoelástica ou inflável, para aliviar o desconforto. Se não encontrar um antes da viagem, improvise com uma garrafa de água grande envolta em um cobertor. Seu corpo agradecerá pela atenção extra.

sábado, 21 de março de 2026

Como dormir bem no avião (mesmo em viagens longas)

Dicas para te ajudar, ao menos, a pregar um pouquinho os olhos durante a viagem.

(Foto: Freepik)
Talvez o Google não registre uma busca tão frequente quanto “como dormir bem no avião“. Sobretudo, uma noite inteira de sono na classe econômica de um voo longo. Embora existam inúmeros produtos para ajudar nisso, há quem não consiga pregar o olho por diferentes motivos. Por exemplo, turbulências e assentos desconfortáveis. Isso faz com que pareça ser impossível mergulhar em um sono profundo durante a viagem.

De fato, tirar aquela pestana no avião pode ser difícil, mas não impossível. Com um pouco de preparação, dá quase para trazer o conforto de suas camas. Para te ajudar, compartilhamos algumas dicas que podem promover o mínimo de descanso, mesmo em voos internacionais.

Uma dica para dormir bem no avião é escolher bem o assento


A princípio, nem todos os assentos têm a mesma “estrutura” para dormir. Principalmente quando você tem o azar de se sentar na última fileira. Além disso, existem as diferenças de comportamento de cada um. Por isso, se tiver a chance, tente marcar os assentos conforme seu perfil. Por exemplo:
  • Dorminhocos devem tentar marcar o assento da janela, pois dão maior estabilidade ao pescoço por permitir encostar na “parede” do avião.
  • Por outro lado, quem vai muito ao banheiro durante a noite deve optar pelos assentos do corredor, o que facilita a saída e entrada
  • Para quem tem o sono mais leve, a recomendação é evitar os assentos nas primeiras fileiras da classe econômica. Geralmente, é aí que ficam os assentos prioritários para quem tem bebês. Como, naturalmente, choram mais à noite (principalmente se sentirem desconforto nos ouvidos)

Tenha seu kit de dormir


Levar um kit para dormir pode ajudar a ter um sono tranquilo no avião (Foto: Freepik)
Uma dica para dormir bem no avião é ter seu próprio kit para dormir. De modo geral, ajuda muito sentir cheiros e sensações familiares por perto, inclusive por promoverem maior relaxamento. Ademais, é sempre bom levar outros itens, como:
  • Tampões ou fones de ouvido. Neste último, prefira ruído branco, pois barulhos muito intensos podem prejudicar o sono.
  • Um frasquinho de aroma, como aqueles que você tem em casa. Bastam algumas gotinhas no seu travesseiro para trazer uma sensação de conforto e acolhimento.
  • Máscara de olhos para, caso as luzes se acendam no meio do voo, você não interrompa o sono. Exceto, claro, em caso de emergência, né?
Oexman também recomenda sempre levar uma máscara de olhos caso, por qualquer motivo, as luzes se acendam no meio do voo.

Não ache que o álcool vai te ajudar a dormir bem no avião


Já falamos muito por aqui sobre os efeitos das bebidas alcoólicas durante o voo. Mas, no caso específico do sono, o álcool pode interferir na sua qualidade, pois altera as funções do cérebro e bloqueia o sono REM. Em outras palavras, não tem nada de sono restaurador para quem bebe.

O mesmo vale para os remédios para dormir. A depender do medicamento, há casos de sonambulismo em pleno voo, algo que inclusive coloca a pessoa em risco.

No entanto, pílulas de melatonina, especialmente para viajantes atravessando múltiplos fusos horários, podem ser úteis. Mas, nada de exageros, pois apenas um miligrama é suficiente. Neste sentido, o ideal é tomar cerca de 30 minutos a uma hora antes de saber que pode dormir.

Quando chegar ao destino, tente não tirar uma soneca até o horário definitivo para dormir de novo. Por fim, tome outra pílula de melatonina para, assim, cair no sono. Em caso de mudança de fuso, o ideal é continuar com o medicamento por dois a três dias após o pouso para se ajustar.

Via Luciana Gomides (Rotas de Viagem)

sexta-feira, 20 de março de 2026

Cinco erros que podem tornar viagens de avião muito estressantes

Confira as dicas para que você tenha uma experiência melhor ao viajar de avião.


Quando uma viagem de avião não sai como planejada, pode custar nossa saúde mental e nosso bolso. Nesse sentido, existem certas condutas ruins que devem ser evitadas para podermos garantir uma viagem minimamente tranquila. Assim, a seguir, saiba quais são os erros mais comuns que cometemos em aeroportos e previna-se deles.

1 - Não fazer o check-in online

As companhias aéreas dão a opção de fazer o check-in online, sendo possível escolher o assento entre 24 e 48 horas antes do voo. Portanto, use o tempo a seu favor e faça o check-in em sua casa, evitando problemas futuros.

2 - Chegar ao aeroporto em cima da hora

É importante não chegar no aeroporto faltando pouco tempo para o voo. Afinal, você pode ser pego desprevenido ao ter que enfrentar filas grandes. O mais prudente é chegar entre 30 e 50 minutos antes da sua viagem e estar com tudo preparado e resolvido para o embarque.

3 - Não pesar a mala antes

Existem determinações de capacidade máxima da bagagem para voos nacionais e, sobretudo, internacionais. Então, tente não negligenciar o peso de despacho. Para isso, você pode pesar sua mala previamente, evitando transtornos como pagamentos extras pelo peso excedente.

4 - Utilizar roupas erradas para embarcar

Este erro tem implicações não só na revista com detector de metais, como também no seu próprio conforto durante a viagem. É importante prezar por peças leves e, ao mesmo tempo, com tecidos mais firmes, como malhas. Roupas pesadas ou curtas demais podem tornar sua viagem desconfortável.

5 - Não ter sempre em mãos o cartão de embarque e o passaporte

As filas para despacho de bagagens ou verificação de embarque costumam demorar porque as pessoas guardam os documentos fundamentais para essas atividades O cartão de embarque e o passaporte (ou identidade, no caso das viagens domésticas) devem ficar sempre em mãos antes de embarcar. Então, não os guarde em lugar algum, a não ser em lugares de fácil localização, como bolsos ou bolsas, enquanto não tiver embarcado.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Vai viajar? Dicas para evitar gafes no banheiro em viagens internacionais! Entenda!

Descubra dicas essenciais para usar banheiros ao redor do mundo. Saiba como evitar situações nada agradáveis e se preparar para diferentes sistemas de limpeza.


Viajar para o exterior é uma experiência que todos gostariam de ter um dia, mas também pode apresentar desafios inesperados, especialmente em situações simples, como usar o banheiro. Para evitar momentos embaraçosos ou confusões, aqui está um guia prático sobre o que não fazer nos banheiros de diferentes países ao redor do mundo.

1. Não se esqueça do papel higiênico

Embora seja essencial em muitos países ocidentais, o papel higiênico não é amplamente utilizado em diversas regiões do mundo. Em países do Sudeste Asiático, Oriente Médio e partes da África, alternativas como bidês e chuveiros higiênicos são mais comuns para a higiene pessoal.

Para quem viaja e prefere manter o uso do papel, a melhor opção é levar lenços de papel descartáveis. Adaptar-se aos costumes locais pode tornar a experiência mais confortável e evitar imprevistos.

2. Não se esqueça do dinheiro para os banheiros públicos

Em algumas partes do mundo, como na Europa, é comum pagar para usar os banheiros públicos. Certifique-se de ter moedas à mão ou até mesmo cartões de débito/crédito para essa finalidade.

3. Viagem sem sufoco: a importância de saber pedir um banheiro

Quando a necessidade aperta, a última coisa que você quer é perder tempo tentando superar uma barreira linguística para encontrar um banheiro. Uma solução rápida pode ser entrar no primeiro café ou restaurante, mas ainda será necessário comunicar sua necessidade.

Por isso, uma das frases mais úteis para aprender em outro idioma, antes de viajar, é: “Onde fica o banheiro?”. Memorizar essa simples pergunta pode evitar momentos constrangedores e garantir uma experiência mais tranquila em qualquer destino.

4. Não fique perdido na hora de dar descarga

Em algumas regiões da Europa, você pode se deparar com vasos sanitários que não possuem alça, mas sim um cordão para dar descarga. Familiarize-se com os diferentes sistemas antes de se encontrar em uma situação complicada.

5. Não mexa nos botões de um banheiro japonês sem saber o que faz


No Japão, os banheiros frequentemente possuem tecnologias avançadas, incluindo lavadoras, secadoras e até música ambiente. Pressionar o botão errado pode resultar em uma experiência desconcertante, então tenha cuidado!

6. Não se esqueça de dar gorjeta ao atendente do banheiro

Em alguns países europeus, funcionários mantêm os banheiros públicos limpos e podem receber gorjetas pelos serviços prestados. Se você utilizar um desses banheiros, considere deixar uma pequena gratificação.

7. Não fique chocado com a plataforma nos banheiros europeus

Ao viajar para países como Alemanha, Holanda, Áustria e Hungria, você pode se surpreender com um tipo incomum de vaso sanitário: o modelo com plataforma plana. Diferente dos tradicionais, ele não tem um vaso com água, mas sim uma superfície plana onde os resíduos ficam antes de serem levados pelo fluxo de descarga.

8. Não faça barulho nos banheiros suíços durante o horário de silêncio

Na Suíça, respeitar o horário de silêncio é fundamental, e isso inclui evitar atividades barulhentas no banheiro entre as 22h e as 7h. Seja um vizinho cortês e evite perturbar a paz da comunidade.

9. Não se esqueça de dar descarga em Singapura

Deixar o vaso sanitário sem descarga em Cingapura pode resultar em uma multa considerável, então certifique-se de fazer sua parte para manter a higiene pública.

10. Não espere os mesmos produtos de higiene em todos os lugares

Absorventes internos, por exemplo, podem não ser tão comuns em alguns países como são em outros. Esteja preparado para encontrar marcas e tipos diferentes dos que está acostumado.

11. Não jogue papel higiênico no vaso em certos países

Em locais com sistemas de esgoto frágeis, como Grécia, Egito, China e Brasil, o papel higiênico pode entupir os canos. Certifique-se de descartá-lo corretamente, conforme as instruções locais.

12. Não se sente nos banheiros asiáticos sem se preparar

Se você está planejando uma viagem para a Ásia, é importante saber que os banheiros de cócoras são comuns em muitos países da região. Diferente dos vasos sanitários ocidentais, eles são instalados próximos ao chão e projetados para serem usados em posição de agachamento, em vez de sentados.

Para quem não está acostumado, a experiência pode parecer desafiadora no início, mas esses banheiros são amplamente utilizados por razões culturais e higiênicas. Ao viajar, vale a pena estar preparado para essa diferença e, se necessário, levar lenços de papel ou papel higiênico, já que nem sempre estão disponíveis nos banheiros públicos.

13. Não misture os chinelos nos banheiros japoneses

A etiqueta japonesa pede que você use chinelos específicos para o banheiro, separados dos chinelos de uso doméstico. Respeitar essa regra é essencial para manter a limpeza e a ordem.

Via Maurício Reis (Rotas de Viagem)

terça-feira, 17 de março de 2026

"Tá olhando o quê?" Comissários te encaram ao entrar no avião por um motivo


A primeira coisa que vemos ao entrar no avião é o rosto sorridente de um integrante da equipe de comissários de bordo da companhia aérea.

Eles nos cumprimentam, em alguns casos pedem para ver nosso cartão de embarque e podem até nos apontar qual corredor devemos usar para chegar aos nossos lugares.

As boas vindas dependem muito de com qual empresa você está viajando ou de que região o voo está saindo. Uma coisa, no entanto, não muda: este procedimento não é apenas uma cortesia, os tripulantes estão de olho em você.

"Os comissários ficam na porta do avião recepcionando os passageiros para começar a ter um primeiro atendimento ao cliente, para trazer uma boa experiência de viagem para eles. Mas não podemos esquecer que os comissários também são agentes de segurança", afirma Marcelo Bueno, conhecido nas redes sociais como 'O Aeromoço', que trabalha há 12 anos como comissário de bordo em rotas nacionais e internacionais.

"Assim, ficamos de olho em tudo que pode oferecer risco para a viagem ou que possa ser um aliado para a segurança do voo".

A hora do embarque já funciona como checagem dos passageiros pelos comissários
(Imagem: yacobchuk/Getty Images)

À procura de um ajudante


Não é uma obrigação nem um procedimento padrão, mas os tripulantes ficam atentos a quem está embarcando. É que um dos passageiros pode ser escolhido para auxiliar os tripulantes caso seja necessário.

"Há a recomendação para que a gente cheque passageiros que podem nos ajudar em uma emergência durante o embarque", diz Lucas Ramos, que trabalhou como comissário de bordo por seis anos na Etihad Airways, dos Emirados Árabes.

"Temos que ter em mente que, em caso de emergência, não teremos muito tempo para planejar, então é importante ter esse tipo de informação na cabeça".

São informações como em que área que um candidato a ajudante está sentado. Ainda assim, este procedimento não é muito usado, já que o passageiro em questão pode acabar consumindo álcool durante o voo, o que o incapacitaria. "É mais para ter uma noção".

Comissária de bordo ajuda passageiro (Imagem: Hispanolistic/Getty Images)

Alguns profissionais são visados


No entanto, um civil será chamado para ajudar em uma situação de emergência apenas caso não haja nenhum outro passageiro mais capacitado. "É comum, por exemplo, outros tripulantes viajarem como passageiros. Eles costumam se identificar para a gente no embarque e, assim, já sabemos que podemos contar com o auxílio de alguém que tenha um treinamento semelhante ao nosso", diz Marcelo Bueno.

Além disso, depois do embarque finalizado, a equipe de bordo recebe uma lista com informações de quem está no voo.

"Nesse documento, a gente verificada se há comissários, paramédicos ou bombeiros no avião", disse Lucas Ramos.

Eles anotam onde esses trabalhadores estão sentados e os acionam caso alguma adversidade ocorra.

"Se na lista de passageiros não tiver nenhuma pessoa nessas funções, aí a gente percebe, durante o voo, se há algum passageiro que possa nos ajudar durante uma emergência."

Profissionais que atuam na área podem ser candidatos a ajudante
(Imagem: Pollyana Ventura/Getty Images/iStockphoto)

Passageiros que podem causar problemas


Porém, mais do que perceber quem são os passageiros aliados, essa observação durante o embarque serve para entender quem pode causar problemas durante o voo.

"A gente checa principalmente se a pessoa está entrando em um estado alterado, se não está com um comportamento suspeito", disse Lucas Ramos.

E esses passageiros são observados durante toda a operação.

"Principalmente se percebermos que ele está agindo de maneira inadequada", completa Marcelo Bueno.

Segundo o criador de conteúdo, os comissários também ficam de olho no estado de saúde de quem está embarcando.

"Por exemplo, no caso de uma pessoa com uma doença muito contagiosa, como uma conjuntivite, ou com a pressão bastante baixa, quase desmaiando, a gente já identifica para entender se o cliente poderá seguir viagem", afirma Bueno.

Passageiros que podem causar distúrbios no voo também estão na mira dos comissários
(Imagem: Prostock-Studio/Getty Images/iStockphoto)

Bagagens perigosas


Na recepção, os comissários também fazem uma nova triagem nas bagagens dos passageiros.

"Ficamos de olho no que pode oferecer algum risco. O check-in já faz uma verificação, mas também fazemos essa filtragem", disse Marcelo Bueno.

Bexigas, objetos pontiagudos e eletrônicos como drones, cujas baterias podem não ser permitidas no avião, são alguns dos itens que podem ser impedidos durante a recepção no avião.

"O passageiro tem, então, a opção de descer junto com a bagagem para resolver a situação ou deixá-la no aeroporto e recuperá-la no achados e perdidos", complementa O Aeromoço.

É muito comum?


Pedir ajuda de um passageiro não é uma situação comum. "Em seis anos de carreira, nunca precisei que um cliente precisasse nos auxiliar", diz Lucas Ramos. O que pode acontecer é um outro passageiro passar mal e a equipe de tripulantes perguntar se há um médico a bordo, por exemplo.

Passageiros fazem check-in em aeroporto: sim, você já está sendo observado lá também
 (Imagem: xavierarnau/Getty Images)

Mas e se acontecer?


O ex-comissário de bordo da Etihad Airways diz que conhece colegas que necessitaram do auxílio de um cliente. "Nesse caso, eles colocaram o passageiro em um assento na frente do comissário e o ensinaram o procedimento para abrir as portas e inflar o slide (escorregador inflável), para caso o profissional ficasse inconsciente durante o pouso de emergência e não pudesse executar as próprias tarefas".

Nestes casos, os tripulantes sempre perguntam se a pessoa se sente confortável em ajudar, se ela consome algum medicamento ou se tomou bebida alcoólica. "E ele terá também prioridade para deixar o avião".

Comissárias conversam em saguão de aeroporto (Imagem: IPGGutenbergUKLtd/Getty Images)

Rola muita fofoca?


Essa checagem inicial pode render algumas situações engraçadas entre os tripulantes. "Às vezes percebemos algo e já trocamos um olhar mais prolongado, significativo", comenta Marcelo Bueno. A observação pode render, ainda, brincadeiras entre os comissários.

"Acontece da gente fofocar sobre os passageiros, mas isso é uma coisa normal como em qualquer ambiente de trabalho, ainda mais quando lidamos com o público. Principalmente se for um cliente bonito", ri Lucas Ramos. "Mas também comentamos quando um passageiro é muito bonzinho, educado, ou se há alguma criança fofinha a bordo."

Via Nossa/UOL