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terça-feira, 7 de julho de 2026

Os piores lugares no avião e dicas para evitá-los

Se você acredita que os assentos nos aviões são todos iguais, está enganado! Dentro de uma mesma aeronave é comum haver poltronas com configurações diferentes, com mais ou menos espaço para as pernas, que reclinam ou não, ou com diferentes níveis de conforto ou problemas para os passageiros. Nesse post você confere como identificar os piores lugares nos aviões e dicas para evitá-los. Muitas vezes não é preciso pagar nenhum centavo a mais para ficar numa poltrona bem melhor…

Os piores lugares no avião


Os lugares que os passageiros geralmente não gostam dentro do avião e que você deve evitar a qualquer custo são:

Assentos na última fileira de cada seção, ou antes das saídas de emergência


Eles não reclinam, até mesmo em boa parte dos voos internacionais de longa duração. O pior nesses casos é quando o passageiro da frente reclina e você não pode fazer o mesmo… A sensação é bem ruim. E o pior é que você paga o mesmo que os demais passageiros para voar com menos conforto.

Assentos próximos ao banheiro ou à área de serviço (galleys)


O que pega aqui é o barulho e a luminosidade, que podem tornar a sua viagem bem mais desagradável, especialmente num voo noturno. Nos banheiros, o barulho da descarga e o bater das portas pode ser contínuo, durante todo o voo (pense numa viagem de 10 horas…). Já nas áreas de serviço, é comum os comissários ficarem conversando, além do barulho natural durante a preparação das refeições.

Poltronas do meio


Exceto se ao seu lado vai algum parente ou amigo, não tem como comparar o conforto da janela ou do corredor com o assento do meio. Além da movimentação restrita, não oferece lugar para colocar os braços. Para piorar, só se você der o azar de voar no meio espremido entre dois passageiros.

Fileiras que não têm janela


Existem em praticamente todos os aviões, inclusive em algumas classes executivas. Você vai todo empolgado para ver a vista lá do céu, e fica com o ônus de estar “preso” distante do corredor, sem a contrapartida do visual.

Assentos com pouco espaço para os pés


Em alguns aviões certas poltronas podem ter uma caixa do sistema de entretenimento (IFE) bloqueando o movimento dos pés. Eu já passei por isso e é bem ruim, especialmente quando você quer dormir.

Assentos lá do fundão da aeronave


O maior risco aqui é ficar sem opção de escolha na hora refeição, no caso dos voos de longo curso. É comum as opções do cardápio serem limitadas, com um número x pratos de massa e pratos de carne. Se a maioria dos passageiros escolhe uma das opções, quem senta no final tem que comer o que sobrar… E quase todas as companhias começam a servir da frente para o fundo da aeronave. Além disso, a turma do fundão costuma sair por último da aeronave. Por outro lado, num voo com pouca ocupação, é lá atrás que costumam ficar fileiras inteiras vagas que permitem você deitar e fazer de uma fileira a sua própria cama. Ainda assim, eu prefiro ir testar a sorte no fundão apenas depois que o avião decolar.

Situações mais difíceis de prever


Poltrona quebrada

Uma poltrona com problemas geralmente é bloqueada pela companhia aérea. Mas dependendo da situação e da ocupação do voo você pode ser premiado com um assento que deveria reclinar mas não reclina, um sistema de entretenimento que não funciona, ou uma poltrona que não fica estável (vai reclinando mesmo sem você querer). Nesses casos, é contar com a sorte mesmo! E reclamar com o comissário, pois o problema pode ter passado despercebido e podem haver outros assentos livres dentro do voo.

Sentar ao lado de pessoas inconvenientes

Não dá pra saber quem vai sentar ao nosso lado. Mas temos a responsabilidade de não tornar uma situação ruim ainda pior, mantendo a calma e sendo ainda mais educados diante de algum problema. Afinal, barraco dentro do avião é muito desagradável. No post “Manual do bom viajante: dicas de etiqueta e como evitar as piores gafes em viagens de avião” minha colega Monique Renne fala sobre várias situações que podem ser evitadas.

Proximidade com crianças de colo

Evite as cinco primeiras fileiras do avião. É nelas que geralmente as companhias aéreas acomodam famílias com bebês. Além disso, nas primeiras fileiras de cada cabine é onde geralmente se colocam os berços. Muitas vezes os pequenos sentem dores no ouvido, estão cansados, ou se sentem entediados durante a viagem, o que pode dificultar a vida de quem se incomoda com o barulho ou quer descansar.

Dicas para garantir um bom lugar no avião


1. Confira o mapa da aeronave no Seat Guru

Uma mesma companhia pode operar várias aeronaves diferentes numa mesma rota. Caso não saiba, veja como saber qual o modelo e a configuração do avião que você vai viajar. Depois, verifique no Seat Guru a configuração e escolha uma boa opção. Lembre-se que em vermelho estão marcados os assentos a evitar a todo custo, amarelos aqueles que tem problemas e em verde as melhores poltronas do avião. Os que não tiverem cor são assentos sem problemas, que podem ser escolhidos.

Exemplos de configurações de aviões indicadas pelo Seat Guru


2. Tente reservar o assento no momento da compra da passagem

É quando a maior parte das poltronas ainda está livre. Pode ser que nem todos os assentos sejam gratuitos, já que é comum as empresas cobrarem pelo espaço maior nas saídas de emergência. Algumas companhias aéreas e/ou tarifas promocionais exigem que se pague pela marcação antecipada de assentos. Nesses casos, siga a nossa próxima dica.

3. Faça o check-in assim que ele for liberado

Se você não reservou seu assento por qualquer motivo, saiba que quem faz o check-in primeiro fica com os melhores poltronas, seja por escolha própria, ou quando o sistema atribui automaticamente os lugares. O check-in online costuma ser liberado entre 72h e 24h antes do voo, na maioria das companhias aéreas. No caso específico de voos nacionais da Azul, a escolha de assentos gratuita só pode ser feita 48h antes do voo. Já na Latam, por questões de balanceamento da aeronave, o sistema pode atribuir um assento lá no fundão para quem faz o check-in de imediato. Nesse caso, tente cancelar o check-in, espere algumas horas, e faça um novo check-in. Com sorte você vai receber uma nova e melhor poltrona.

4. Procure um agente de aeroporto no check-in ou no embarque caso não tenha conseguido um bom assento

Se tudo der errado, não desista! Alguns assentos ficam bloqueados para que os funcionários do check-in possam encaixar famílias e passageiros com necessidades especiais. Mas, muitas vezes, podem sobram lugares. Além disso, mesmo em voos lotados, alguns passageiros não aparecem e liberam lugares no avião. Por isso, a minha dica é pedir ajuda a um funcionário da companhia aérea tanto no check-in, como no embarque, minutos antes do voo, tentando um assento melhor. Já funcionou várias vezes comigo.

5. Informe sempre o número do programa de fidelidade


A maior parte das empresas não cobra a marcação de assentos dos seus de seus passageiros frequentes. Em alguns casos guardam as melhores poltronas para quem tem status no programa.

sábado, 4 de julho de 2026

Posso usar celular no avião? O guia completo com as regras do que pode fazer

(Foto: depositphotos.com/kasto)
Preparamos para você um guia completo sobre o uso do celular durante viagens aéreas, esclarecendo todas as dúvidas que surgem na hora de voar. Este manual prático irá te ajudar a entender as regras atuais, como usar seu dispositivo de forma segura e aproveitar todos os recursos disponíveis. As informações incluem as melhores práticas para voar com a Azul e outras companhias aéreas brasileiras.

Posso usar o celular durante o voo?


Sim, você pode usar o celular durante o voo, mas com algumas regras importantes que garantem a segurança de todos. O celular deve estar sempre no modo avião durante toda a viagem, desde o momento que você embarca até o desembarque.

O modo avião desliga todas as conexões de rede como 4G, 5G e chamadas telefônicas, mas permite usar funções offline do seu aparelho. Você pode ouvir música baixada, jogar games offline, ler e-books, escrever textos e usar aplicativos que não precisam de internet.

Durante a decolagem e pouso, que são os momentos mais críticos do voo, a Azul permite que você continue usando dispositivos pequenos como celulares no modo avião. Já os aparelhos maiores como notebooks devem ser guardados nessas fases por questões de segurança. A tripulação sempre orienta sobre o momento certo de usar cada tipo de dispositivo.

É importante lembrar que fazer ligações telefônicas durante o voo é proibido em todas as companhias aéreas brasileiras. Essa regra existe por questões técnicas e também para manter o ambiente tranquilo para todos os viajantes.

Por que preciso ativar o modo avião durante o voo?


O modo avião existe como medida de precaução estabelecida pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Embora não existam evidências de interferência significativa em aeronaves modernas, essa regra minimiza qualquer risco potencial aos sistemas de navegação.

As normas de segurança são criadas para proteger todos os passageiros e seguem padrões internacionais rigorosos. Quando você ativa o modo avião, está contribuindo para manter os mais altos níveis de segurança em aviação.

Além disso, quando você voa a 10 mil metros de altura e a 900 km/h, seu celular passa rapidamente por várias torres de transmissão. Isso faz com que o aparelho gaste muita bateria tentando se conectar constantemente, deixando você sem energia no destino.

A Azul e outras companhias seguem as normas da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que estabelece essas regras para garantir voos seguros. É uma questão de responsabilidade coletiva que beneficia todos os passageiros.

O que posso fazer no celular com o modo avião ativado?


Pessoa usando celular no avião (Foto: depositphotos.com/farknot)
Com o modo avião ativado, você tem várias opções de entretenimento e produtividade durante o voo. Preparamos uma lista prática do que funciona perfeitamente sem conexão com a internet.

Entretenimento offline:
  • Assistir filmes e séries baixados no Netflix, Amazon Prime ou Disney+
  • Ouvir música baixada no Spotify, Apple Music ou YouTube Music
  • Jogar games que não precisam de internet
  • Ler e-books no Kindle ou outros aplicativos de leitura
  • Ver fotos e vídeos salvos na galeria
Produtividade:
  • Escrever documentos no Word, Google Docs ou Notes
  • Editar planilhas no Excel ou Google Sheets
  • Trabalhar em apresentações no PowerPoint ou Google Slides
  • Organizar e editar fotos
  • Fazer anotações e listas de tarefas
Dica importante: baixe todo o conteúdo que pretende usar antes de embarcar. A Azul oferece Wi-Fi gratuito em algumas aeronaves, mas nem todos os voos têm esse serviço disponível.

Como funciona o Wi-Fi gratuito nos voos da Azul?


A Azul oferece Wi-Fi gratuito em mais de 50 aeronaves de sua frota, incluindo os modelos mais modernos como A320neo, A330 e E195-E2. A disponibilidade varia conforme a aeronave e rota, então sempre verifique no site da Azul se seu voo terá esse serviço.

Para conectar ao Azul Wi-Fi, você deve manter o celular no modo avião e ativar apenas o Wi-Fi. Procure pela rede “Azul-WiFi” nas configurações do seu aparelho e conecte-se a ela.

Algumas aeronaves redirecionam automaticamente para a página de acesso quando você se conecta à rede. Se isso não acontecer, abra o navegador e digite www.azulwifi.com. Siga as instruções na tela, faça um cadastro simples e pronto, você estará navegando gratuitamente.

Velocidade e disponibilidade

O Wi-Fi da Azul oferece velocidade entre 10 a 20 Mbps, dependendo da demanda durante o voo. Essa velocidade é suficiente para navegar nas redes sociais, verificar e-mails e assistir vídeos em qualidade moderada. Para informações mais detalhadas sobre disponibilidade, sempre consulte o site oficial da companhia.

Posso fazer ligações durante o voo?


Não é permitido fazer ligações telefônicas de voz durante o voo em nenhuma companhia aérea brasileira, incluindo a Azul. Isso vale para chamadas tradicionais e também para ligações via aplicativos como WhatsApp e Telegram.

A proibição existe por várias razões práticas e de segurança. Primeiro, as ligações podem interferir nos sistemas de comunicação da aeronave. Segundo, imagine o barulho que seria se 200 passageiros estivessem falando ao telefone ao mesmo tempo em um espaço fechado.

Alternativas permitidas:

  • Enviar mensagens de texto via Wi-Fi (WhatsApp, Telegram, SMS via internet)
  • Usar redes sociais e aplicativos de mensagem
  • Enviar e-mails
  • Fazer videochamadas pelo Wi-Fi (quando disponível)
Se você precisar falar urgentemente com alguém, faça a ligação antes de embarcar ou assim que desembarcar. A tripulação da Azul sempre orienta sobre essas regras durante os avisos de segurança.

Que dispositivos eletrônicos posso usar além do celular?


Além do celular, você pode usar vários outros dispositivos eletrônicos durante o voo, seguindo as mesmas regras do modo avião. Preparamos uma lista completa para você se organizar melhor.

Dispositivos permitidos:
  • Tablets e iPads (no modo avião)
  • Notebooks e laptops
  • Câmeras fotográficas e filmadoras
  • E-readers como Kindle
  • Consoles portáteis como Nintendo Switch (sem conexão online)
  • Fones de ouvido Bluetooth (após a decolagem)
Dispositivos com restrições:
  • MacBook Pro 15″ fabricados entre setembro de 2015 e fevereiro de 2017 (a proibição foi suspensa em 2019, mas é recomendável checar com a Azul antes de viajar)
  • Power banks até 27.000 mAh são permitidos na bagagem de mão (máximo 2 por passageiro)
  • Drones (só desligados e na bagagem de mão)
Quando usar: Durante a decolagem e pouso, alguns comissários pedem para guardar dispositivos maiores como notebooks. Fones Bluetooth só podem ser usados após a aeronave estar estabilizada no ar. A Azul sempre informa o momento exato através dos avisos da tripulação.

Como economizar bateria durante voos longos?


Pessoa usando celular no avião (Foto: depositphotos.com/GaudiLab)
Voos longos podem esgotar rapidamente a bateria dos seus dispositivos eletrônicos. Preparamos dicas práticas para você aproveitar ao máximo sua tecnologia durante toda a viagem.

Antes do embarque:
  • Carregue completamente todos os dispositivos
  • Baixe conteúdo offline para evitar usar internet desnecessariamente
  • Feche aplicativos que ficam rodando em segundo plano
  • Diminua o brilho da tela para economizar energia
Durante o voo:
  • Use o modo avião corretamente (desliga todas as conexões desnecessárias)
  • Ative o modo economia de energia do seu aparelho
  • Use fones com fio quando possível (Bluetooth gasta mais bateria)
  • Evite jogos muito pesados que esquentam o dispositivo
Recursos da aeronave: Aeronaves modernas da Azul como A320neo, A330 e E195-E2 têm tomadas ou portas USB em assentos selecionados, especialmente nos assentos Espaço Azul. Nem todas as aeronaves e assentos possuem esse recurso, então verifique a configuração do seu voo no site da Azul antes de embarcar. Leve sempre seu carregador na bagagem de mão e um cabo USB extra como precaução.

Dica especial: Configure seu celular para baixar automaticamente músicas e podcasts quando estiver no Wi-Fi do aeroporto, assim você terá entretenimento garantido mesmo sem internet durante o voo.

O que acontece se eu não seguir as regras do modo avião?


Não seguir as regras do modo avião pode trazer consequências desagradáveis para você e afetar a segurança do voo. Preparamos informações importantes sobre os riscos e penalidades envolvidas.

Riscos técnicos: Seu celular tentará constantemente se conectar às torres no solo, causando interferências nas comunicações da aeronave. Os pilotos podem ouvir ruídos irritantes nos fones durante conversas importantes com a torre de controle.

Consequências para você:
  • Advertência verbal da tripulação
  • Registro no sistema da companhia aérea
  • Em casos extremos de desobediência, acionamento de autoridades
As multas específicas são raras, e a Azul sempre prioriza a orientação educativa primeiro. A intenção nunca é punir, mas sim garantir que todos tenham uma viagem segura.

Impacto na experiência: Além dos problemas legais, seu celular gastará bateria rapidamente tentando captar sinal. Você chegará ao destino com o aparelho descarregado e sem ter aproveitado nada durante o voo.

A Azul treina sua tripulação para orientar os passageiros de forma educativa primeiro. A intenção nunca é punir, mas sim garantir que todos tenham uma viagem segura e confortável. Seguir as regras é uma questão de respeito coletivo e responsabilidade.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Como se comportar no avião: 12 dicas práticas de uma comissária de bordo

São regras de etiqueta em viagens aéreas, cujo objetivo é ser o ponto comum entre o conforto razoável do passageiro e o respeito com as outras pessoas à sua volta.


Depois de 21 anos trabalhando como comissária de bordo, já vi de tudo. A pandemia tornou o ambiente a bordo mais tenso, com os incidentes mais graves de mau comportamento descambando para a violência física. O que mais vejo, porém, são grosserias gratuitas que levam a discussões ou a simples desentendimentos verbais.

Conforme entramos na alta temporada do verão no hemisfério norte, vale mencionar algumas gentilezas que ajudam a tornar o voo mais agradável.

Aqui vão minhas regras de etiqueta em viagens aéreas, cujo objetivo é ser o ponto comum entre o conforto razoável do passageiro e o respeito com as outras pessoas à sua volta.

1) Todo mundo tem o direito de reclinar o assento – mas há um jeito certo para isso

E não é descendo a poltrona da forma mais rápida e violenta possível, o que já resultou na quebra da tampa de laptops, em bebidas derramadas e em trocas de socos que levaram a um pouso forçado. Preste atenção ao que está acontecendo à sua volta. Antes de baixar o encosto, dê uma olhada na fileira de trás e avise gentilmente a pessoa.

2) Limpe a bagunça de seus filhos

Comissário de bordo não é faxineiro, nem tem acesso a aspirador, vassoura ou outros produtos de limpeza além de sabonete, toalhas umedecidas e purificador de ar. Não, você não precisa limpar nada, mas é uma questão de gentileza. Há também o efeito dominó, porque qualquer bagunça no corredor vira uma ameaça à segurança, e uma limpeza mais cuidadosa pode até atrasar o voo seguinte. Proatividade também ajuda: será que uma criança pequena consegue mesmo lidar com um saco gigante de salgadinho? Se não for o caso, coloque um bom punhado em um recipiente menor e mais fácil de manipular com antecedência.

3) O compartimento de bagagem sobre os assentos não é seu espaço para jogar Tetris

Na classe econômica, ele é de quem chegar primeiro. Você não tem direitos exclusivos sobre o que fica diretamente acima da sua poltrona, e é inadmissível tirar a bagagem dos outros para fazer caber a sua. Ajeitá-la para aproveitar melhor o espaço, tudo bem, mas deixe esse quebra-cabeça complexo para os comissários. E não se esqueça de que as sacolas menores vão aos seus pés, sob a poltrona da frente, para deixar espaço para as maiores no compartimento.

4) Ninguém quer ouvir sua conversa no FaceTime

Ninguém precisa ouvir os dois lados da sua conversa; além do mais, o embarque não é hora de despedidas, e sim de se concentrar em localizar a poltrona e ajeitar as malas o mais depressa possível para que aqueles que vêm vindo atrás possam fazer o mesmo. E, já que estamos no assunto, ninguém quer ouvir seus filmes, videogames e/ou TikToks, por isso tenha sempre os fones de ouvido à mão. Inclusive para as crianças.

5) Quem senta no meio tem direito aos dois descansos de braço

É o prêmio de consolação para quem tem de se espremer entre dois passageiros sem ter onde recostar. Fim de papo.

6) Encerrar a conversa pondo os fones de ouvido é perfeitamente aceitável

O companheiro de viagem é falastrão? Os fones de ouvido são uma ótima saída para silenciar o sem noção. Aliás, é minha solução preferida: depois de um longo dia de trabalho, os canceladores de ruído são minha salvação. A caminho de casa, só quero paz.

7) Não tire as meias

Se o voo é longo, não há problema algum em relaxar e tirar os sapatos, mas nada justifica tirar as meias. Não dá para fugir do chulé. Outra coisa: contenha-se. É inaceitável colocá-las no descanso de braço da pessoa na sua frente. E recomendo fortemente que volte a calçá-las para ir ao banheiro.

8) Use o botão de chamada com parcimônia

Se estiver precisando de algo – mais uma xícara de café, ajuda em caso de indisposição ou auxílio se estiver sendo incomodado por outro passageiro –, use-o à vontade. É muito melhor do que cutucar o comissário, o que não é legal. Mas, antes de apertá-lo, dê uma olhada para ver se já há alguém trazendo o carrinho ou o saco de lixo, o que significa que já estamos a caminho! Se for o caso de uma emergência de verdade, aperte várias vezes para sabermos que é sério.

9) Não discipline os filhos dos outros

Nada consegue deixar o voo mais desagradável do que sentir que as costas de seu assento viraram saco de pancada; entretanto, se a criança ali atrás está sendo inconveniente, dirija-se aos pais. Você não tem o direito de gritar com o filho dos outros. Uma boa saída é falar com os adultos em voz calma, sorrindo, se ainda não perceberam o que o pequeno está fazendo. Só então diga que aquilo está incomodando e pergunte se não é possível fazê-lo parar. Com isso, você estará pedindo, e não exigindo, evitando um tom acusatório.

10) Resolva os problemas de distribuição de assentos antes do embarque

Se a companhia aérea separou sua unidade familiar, não é na hora caótica do embarque que os comissários vão resolver a questão para você. Como os agentes de portão têm acesso ao mapa de assentos e às reservas de grupos maiores, o negócio é pedir a eles primeiro um possível remanejamento. Para algumas empresas, aliás, as crianças menores de 13 anos têm de sentar com os pais, de modo que essa é a opção mais acertada. Na verdade, há outra, ainda melhor: ligue antes de ir para o aeroporto.

11) Você não é obrigado a trocar de lugar se alguém pedir

Vou dar uma de chata: não, você não precisa trocar de lugar se alguém lhe pedir isso. Se pagou a mais pela poltrona, ou mesmo se for inconveniente, é só se recusar educadamente. Já se for vantajoso – tipo trocar o assento do meio pelo da janela –, ou se você não se incomodar em ajudar, fique à vontade para mudar.

12) Dê a descarga. Por favor

Deveria ser a coisa mais lógica, mas, por algum motivo, não é. Vejo isso diariamente, várias vezes por dia. Não quero ter de me livrar dos seus dejetos, nem o passageiro que entrar depois. Se não conseguir achar o botão logo de cara, procure com calma. Garanto que está lá. Em todo avião.

Via Kristie Koerbel, do The New York Times / R7

Em 50 anos, voos perderam lagosta e frescuras, mas ganharam grande público

​Primeiro, era o carrinho de drinques. Depois, duas rodadas de canapés frios, seguidos por quentes como miniespetinhos de churrasco ou camarão.

Serviço de bordo da Varig, que no final dos anos 1970, tinha lagosta e até caviar (Reprodução)
Esse baile de sabores continuava com as entradas frias e o carrinho de vinhos. Só então eram servidos os pratos principais —se você fosse um sujeito de sorte, poderia degustar um medalhão de lagosta. A fartura não esquecia das sobremesas, do café nem dos digestivos ao final.

A descrição, pasme, não é de algum restaurante, mas do serviço de bordo de um voo doméstico da Varig nos anos 1960, de acordo com o relato de um chefe de cabine da companhia. O depoimento está no livro “Varig: Eterna Pioneira”, de Gianfranco e Joelmir Beting.

O luxo tinha seu preço. Voar de avião era um privilégio de 4,6 milhões de brasileiros em 1960, ou 6,5% da população.

Se o mercado no país ainda é dominado por um quarteto de companhias —no passado Varig, Vasp, Cruzeiro e Transbrasil, hoje Gol, Latam, Azul e Avianca—, algumas circunstâncias mudaram.

“A principal mudança é que a aviação deixou de ser um transporte de elite e passou a ser um transporte de massa”, afirma Gianfranco Beting, que trabalha há mais de 40 anos com aviação e é consultor de empresas do setor.

“Podemos falar sem medo de errar que nos anos 1960 custava no mínimo o dobro do que custa voar hoje por quilômetro.”

Nos anos 1970, a tarifa média doméstica para um trecho de mil quilômetros custava R$ 832 (valor já corrigido pela inflação). Em 2017, foi de R$ 273. Os dados são da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do órgão que a antecedeu, o DAC (Departamento de Aviação Civil).

À esq., comissárias de bordo da Pan Am mostram novo uniforme em 1975; à dir., funcionária da Air France com uniforme de verão, em 1968 (Fotos: Divulgação)
Entre julho de 2017 e junho deste ano, as empresas brasileiras transportaram 100 milhões de pessoas, quase metade da população do país.

A mudança de escala em termos de passageiros transportados não é exclusividade brasileira. A aviação global saltou de 310 milhões de usuários em 1970 para 3,9 bilhões no ano passado.

Os lounges para happy hour a bordo, marca dos Electra da Varig descontinuados no início dos anos 1990, não desapareceram somente da ponte aérea Rio-São Paulo. Para horror dos britânicos, a British Airways hoje cobra até pelo chá servido a bordo.

“Tomar uísque e comer canapé é muito bom, mas as pessoas não andam de avião para comer nem beber, elas sobem para ir de A até B com segurança e rapidez”, lembra Beting.

Por falar em segurança, o Brasil tem uma das aviações mais seguras do mundo. Em 2016, o país registrou um índice de dois acidentes por milhão de decolagens, abaixo da média mundial (2,8).

Resta saber se o país continuará seguindo a tendência mundial de desregular o setor —algo que, em relação às passagens, só aconteceu de fato por aqui a partir de 2001. As recentes controvérsias em relação à cobrança pelo despacho de bagagem e marcação de assento, com vaivém de decisões judiciais, indicam turbulência à frente.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Por que em alguns aeroportos eu tenho de ir de ônibus até o avião para embarcar?

Embarque no finger é mais prático e rápido, mas nem sempre é possível utilizá-lo para entrar
ou sair do avião (Imagem: Divulgação/Infraero)
É comum, ao embarcar ou desembarcar de um voo comercial, pegar um ônibus para se transportar entre o avião e o terminal do aeroporto. Isso ocorre mesmo em aeroportos com as pontes telescópicas, também chamadas de fingers.

Mas por que isso acontece? É mais barato para a companhia aérea estacionar o avião no pátio de aeronaves em vez de ficar perto do prédio do aeroporto? Não é bem assim.

O motivo de sermos levados para um embarque nas chamadas áreas remotas é basicamente uma questão de planejamento e disponibilidade de espaço para os aviões pararem nos fingers. 

Não tem nada a ver com valores (que são cobrados por hora de permanência no solo de acordo com o peso de cada aeronave). Na verdade, quanto menos ônibus forem utilizados, melhor. 

Ao pousar, o avião é direcionado para o local que estiver livre. Se não há nenhuma ponte disponível, a aeronave é levada a uma posição na área remota do aeroporto.

Pessoas com deficiência têm prioridade


Um dos fatores que dão prioridade para o uso do finger é embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou com alguma necessidade de assistência especial.

Ambulift para embarque de pessoas com deficiência em aviões (Foto: Divulgação/Infraero)

Caso não seja possível realizar o embarque na ponte telescópica, deve-se levar a pessoa até a área remota e, lá, ser embarcada por meio de um equipamento especial, como o ambulift. 

Há também rampas móveis ou plataformas elevatórias especiais para cumprir a função. Atrasos podem mudar planos 

Existem situações em que um voo que estava planejado para parar na ponte de embarque não consegue fazê-lo porque o avião que ocupou a posição antes dele está com a partida atrasada.

Para não causar mais transtornos, os passageiros desembarcam no pátio de aeronaves e são levados para o prédio do aeroporto em ônibus. Outra situação é quando o avião ficará muito tempo parado no solo. Para não deixar o finger ocioso, o voo é direcionado a um local onde poderá permanecer sem atrapalhar o fluxo do aeroporto. 

Se o avião tiver manutenção programada após o desembarque, ele também já vai diretamente para uma área remota. Isso evita que, após a saída dos passageiros, a aeronave tenha de se locomover até o local onde ficará parada.

Suspeita de bomba


Se um avião está sob suspeita de ter uma bomba ou alguma interferência ilícita, é procedimento padrão que ele seja levado para uma área mais afastada por questão de segurança. No Brasil, essa situação é muito rara. Mesmo assim, as equipes das empresas e dos aeroportos são frequentemente treinadas caso isso venha a ocorrer.

Embarque pelo finger é prioridade nos aeroportos (Imagem: Divulgação/Infraero)
Outro exemplo que impede o uso da ponte é a sala de embarque não ser adequada para a quantidade de passageiros que vai embarcar. 

Caso o número de pessoas seja maior do que o espaço comporta, elas devem ficar em outro lugar maior, que pode ser distante, e então precisa do ônibus para chegar ao avião.

Por: Alexandre Saconi (UOL) - Fontes: Infraero e Ruy Amparo, diretor de segurança e operações de voo da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas)

Como o Brasil bate novos recordes de passageiros aéreos apesar das guerras?


Em maio, o Brasil bateu o quinto recorde de altas no número de passageiros aéreos, tanto no mercado doméstico quanto no internacional. O padrão segue uma tendência após o ano de 2025 com recorde histórico para o mercado, quando foram transportados mais de 129 milhões de passageiros de avião.

Desse total, 101,2 milhões são do mercado doméstico, enquanto 28,4 milhões foram no segmento internacional. Entre janeiro e maio deste ano, já são 54,9 milhões de viajantes, alta de 6,6% frente ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 51,5 milhões de passageiros.

Mesmo com a guerra no Irã e a continuidade da guerra na Ucrânia, o mercado aéreo no Brasil continua a crescer. Em maio, as passagens aéreas domésticas ficaram 11,2% mais caras em comparação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 632,53, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

No mesmo período, o QAV (querosene de aviação), que tem o maior peso no valor da passagem, teve alta de 68,5%. O que explica, então, mais gente voando no Brasil?

Brasil bem "vendido"


O transporte aéreo internacional também vem sendo impulsionado pelo aumento da chegada de turistas estrangeiros ao Brasil. Entre janeiro e maio, foram registrados 3,17 milhões de turistas internacionais chegando ao Brasil de avião, um crescimento de 14,9% em relação ao mesmo período de 2025. Esse é o resultado de uma melhor "venda" da imagem do país no exterior.

Para Rebecca Meadows, diretora-executiva da empresa global representante de destinos turísticos e companhias aéreas AirlinePros, parte desse resultado está relacionada ao trabalho de uma melhor venda da imagem do país. "Há uma divulgação maior do Brasil no exterior. Isso faz diferença porque durante muitos anos pouco se falava do Brasil. Agora, por meio da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) e também dos estados e cidades, existe uma promoção maior dos destinos brasileiros", afirma.

A executiva também cita o câmbio como fator relevante para a atração de visitantes estrangeiros. "Hoje o Brasil é um destino barato. Se um dólar vale R$ 5, eles [os turistas estrangeiros] conseguem gastar bem aqui e aproveitar bastante", diz.

Na avaliação de Manuel Flahault, diretor-geral do Grupo Air France-KLM na América do Sul, o país também se beneficiou da retomada da demanda internacional de lazer após a pandemia. "O Brasil também se reposicionou um pouco no jogo do mercado internacional de lazer", afirma.

Mercado aquecido


O crescimento não se limita às rotas internacionais. O mercado doméstico também segue em expansão e foi fundamental para que o país encerrasse 2025 com mais de 129 milhões de passageiros transportados.

Flahault avalia que o avanço é resultado de uma combinação entre demanda aquecida e aumento gradual da oferta de voos. "Sempre vemos que quando há uma oferta, temos um pouco mais de estímulo. Alguns clientes que não tinham pensado em viajar acabam considerando a viagem", afirma.

A recuperação da conectividade internacional também contribuiu para o cenário atual. Rebecca Meadows destaca que diversas companhias ampliaram frequências ou retomaram operações nos últimos anos.

"Hoje a TAP tem 94 frequências semanais entre Brasil e Portugal. A Air France aumentou, a KLM aumentou, a Lufthansa aumentou. Quando você tem mais capacidade e mais assentos para vender, automaticamente aumenta o número de passageiros", afirma.

Viagens planejadas


Outro fator apontado por executivos do setor é a maior confiança do consumidor brasileiro para viajar ao exterior. De acordo com Cristian Balbi, diretor regional de marketing e vendas da Air Europa para as Américas, o momento é favorável para o público brasileiro, que voltou a demonstrar disposição para comprar passagens internacionais e gastar fora do país.

"Hoje o Brasil está avançando com as decisões de compra. Isso ajuda bastante também nossas ocupações no futuro. Hoje estamos em um momento em que os brasileiros estão confiantes para viajar para o exterior. Não só na compra, mas também nas compras que fazem com cartão de crédito no exterior", afirma.

Aposta europeia


O Brasil continua sendo visto como um mercado estratégico pelas companhias que operam entre a América do Sul e a Europa. Segundo Bernardo Botella, diretor global de Vendas e Distribuição da Air Europa, a empresa transportou 231 mil passageiros em São Paulo e outros 92 mil em Salvador no ano passado, um número expressivo para a empresa, que foi alcançado devido à conectividade do país.

"Aproximadamente 40% das pessoas que saem do Brasil conosco vêm de outros lugares e não só de São Paulo. Temos uma rede muito boa dentro do país", afirma.

O executivo também destaca a importância de Madri como centro de conexão da companhia, o que incentiva os voos internacionais devido à ampla oferta de destinos para quem chega ao país europeu. "Um dos hubs mais convenientes na Europa é Madri. O tempo de conexão entre os voos, entre o longo curso e o curto curso, é muito conveniente. É muito curto", diz.

Para Botella, a relação entre o Brasil e a Europa segue forte e com potencial de crescimento. "O Brasil é um destino muito bom, tanto para negócios quanto para turismo. Muita gente vai e volta", afirma.

Ele ainda acrescenta que o mercado brasileiro segue estratégico também pela distribuição geográfica das operações da companhia no país, já que o crescimento tem se mostrado consolidado nos últimos anos.

"Começamos há muito tempo em Salvador, porque éramos uma companhia charter [de voos fretados]. Depois, passamos a operar voos regulares. Salvador, do ponto de vista turístico, era um lugar muito bom para começar no Brasil", diz ao explicar como o cenário nacional se mostrou interessante para a empresa europeia.

Mais turistas estrangeiros


Segundo a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025, valor acima do previsto inicialmente no Plano Nacional de Turismo, que era de 6,9 milhões de visitantes no período.

A instituição destaca que, para atingir esse patamar, foi feito um trabalho conjunto com o setor do turismo, estados e municípios, culminando no Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027, chamado de Plano Brasis. A partir dele foi alterada a forma do país se posicionar no mercado estrangeiro.

Esse aumento de turistas chegando de avião é resumido em três pontos pela Embratur:
  • Aumento real da malha aérea: Crescimento de 16,67% no total de rotas entre 2024 e 2025, elevando a oferta para 17,8 milhões de assentos (alta de 14,58%).
  • Incentivo direto a novas rotas: O estímulo à abertura de novos trajetos internacionais tem sido incentivado pelo Pati (Programa de Aceleração do Turismo Internacional).
  • Descentralização dos voos: A Embratur adotou uma estratégia de conectar novos destinos a diferentes aeroportos brasileiros, "distribuindo o fluxo de turistas além dos eixos tradicionais, proporcionando a diversificação".
Para o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Villa, esses resultados históricos se concentram em uma mudança na atuação da agência. "[Um dos pilares dessa mudança] é a prioridade dada pelo governo do Brasil ao turismo, nosso país se reconectou ao mundo nos últimos quatro anos", afirma o executivo.

Desafios persistem


Apesar dos recordes, representantes do setor afirmam que ainda há obstáculos para manter o ritmo de crescimento observado nos últimos anos, segundo Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) para as Américas.

De acordo com o executivo, o Brasil possui potencial para receber muito mais turistas internacionais do que recebe atualmente. "O Brasil tem todos os ingredientes para se tornar um destino dominante para viagens e turismo", afirma.

Segundo ele, porém, o país ainda precisa avançar em questões estruturais. "Precisamos que o governo diga que turismo será uma prioridade de Estado", diz.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Imagem: Getty Images

sábado, 27 de junho de 2026

Os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores

Vai encarar um voo longo nas férias? Conheça os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores.

(Foto: Reprodução/freepik)
Viajar de avião pode ser uma experiência incrível, mas escolher o assento certo faz toda a diferença para o seu conforto. Nem todo mundo sabe que cada lugar tem suas vantagens e desvantagens, dependendo do que você prefere: embarcar rápido, ter mais espaço para as pernas ou evitar áreas movimentadas.

O Guia Curta Mais vai revelar quais são os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores, levando em consideração o Boeing 737, um dos modelos mais usados em voos no Brasil. Ficou curioso? Vamos te ajudar a escolher o lugar perfeito para a sua próxima viagem!

Por que escolher o assento certo faz diferença?


Antes de tudo, é importante lembrar que passar algumas horas no ar sentado pode ser mais agradável dependendo de onde você está. Um lugar com mais espaço ou mais tranquilidade pode deixar o voo muito melhor. Já sentar em um lugar apertado ou próximo de áreas movimentadas pode ser um pouco mais desconfortável. Saber o que esperar de cada assento te ajuda a evitar surpresas. Os melhores assentos no avião são:

O assento 1C: embarque rápido e praticidade

Se você é daqueles que prefere ser um dos primeiros a entrar e sair do avião, o 1C é uma ótima escolha. Ele fica bem na frente do Boeing 737, perto da porta de embarque. Além de ser prático, te dá uma sensação de agilidade, já que você não precisa esperar muito para desembarcar.

6A e 6F: mais estabilidade durante o voo

Para quem sente desconforto com turbulências, o 6A e o 6F são opções interessantes. Esses assentos ficam próximos às asas do avião, que é a área mais estável durante o voo. Sentar aqui pode ser uma boa pedida para quem gosta de uma viagem tranquila. São dois dos melhores assentos no avião.

10A e 10F: espaço extra para as pernas

Se você é alto ou gosta de se esticar um pouco mais, os assentos 10A e 10F são perfeitos. Eles ficam na saída de emergência, onde o espaço para as pernas é maior. A única coisa que você precisa saber é que pode ser necessário ajudar a tripulação em caso de emergência, mas, fora isso, é um conforto garantido, tá?

Os piores assentos


Nem todos os lugares no avião oferecem o mesmo nível de conforto. Alguns assentos podem ser mais apertados, barulhentos ou simplesmente inconvenientes. Se o conforto é importante para você, vale a pena saber quais lugares evitar.

Assentos 31A e 31F: reclinação limitada

Os assentos 31A e 31F estão bem no fundo do avião, perto da parede traseira. Por causa disso, a reclinação da cadeira é bem limitada, o que pode ser desconfortável em voos mais longos. Além disso, a proximidade com a cozinha e a área dos comissários pode trazer um pouco de barulho. Definitivamente esses NÃO são os melhores assentos no avião.

30C: perto do banheiro

O 30C é aquele assento que ninguém gosta de pegar. Ele fica próximo ao banheiro, o que significa que há um fluxo constante de pessoas passando, além de possíveis cheiros desagradáveis. Se você busca tranquilidade, este também NÃO é um dos melhores assentos no avião.

12E: o assento do meio com pouquíssimo espaço

Sabe aquele lugar que te deixa espremido entre dois passageiros e ainda tem pouco espaço para as pernas? Esse é o 12E. Ele fica no meio, sem janela e com bastante limitação de movimento. Para quem valoriza o conforto, é melhor passar longe desse assento, já que também não é um dos melhores assentos no avião.

Como escolher o melhor assento para você?



Tudo depende das suas prioridades. Se você gosta de embarcar e desembarcar rápido, os assentos da frente, como o 1C, são a escolha certa. Para quem prefere mais estabilidade, os lugares próximos às asas, como o 6A e o 6F, são ideais. E se o conforto é a prioridade, os assentos com mais espaço, como o 10A e o 10F, vão garantir uma viagem mais agradável.

Por outro lado, se possível, evite os lugares que limitam seu espaço ou que estão perto de áreas movimentadas, como os banheiros. Pesquisar sobre os melhores assentos no avião antes de viajar pode te ajudar a fazer uma escolha mais acertada e ter uma experiência bem melhor.

Agora que você já sabe quais são os melhores assentos no avião e os piores no Boeing 737, sua próxima viagem tem tudo para ser mais confortável e tranquila. Que tal experimentar essas dicas e escolher seu lugar com mais cuidado? Boa viagem!

Via Rodrigo Souza (Curta Mais)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Nunca coma esses alimentos antes de viajar de avião

É necessário cuidado para garantir que nada dê errado nesse período que você vai passar no avião antes de chegar ao seu destino.

(Foto: Bigstock)
Não há nada pior do que passar mal durante um voo ou mesmo viajar desconfortável porque não escolheu bem a alimentação antes de pegar o avião. Poucas pessoas costumam estar atentas a isso, mas é necessário para garantir que nada dê errado nesse período que você vai passar no avião antes de chegar ao seu destino.

“Certos itens podem provocar desconfortos gastrointestinais (gases, diarreia, enjoo, excitação, ansiedade, dor de cabeça e indisposição). E embora seja sabido que indivíduos reagem de formas peculiares a determinados ingredientes, por prudência, convém evitá-los antes e durante a viagem”, explica a nutricionista Dayse Paravidino.

Dentre os alimentos a serem evitados estão as bebidas gaseificadas, como os refrigerantes e outros líquidos com a adição de gás. As mudanças de pressão na cabine podem causar inchaços e os líquidos gaseificados pioram a situação, já que a tendência deles é se expandir dentro do estômago. Eles podem provocar arrotos e flatulências.

Álcool

O álcool também não é muito aconselhável antes de pegar um voo, pois ele causa desidratação. Existe também o fato de que os efeitos dele são potencializados por causa da baixa pressão na cabine e à reduzida concentração de oxigênio no sangue. Diante disso, se você não quer passar por momentos desagradáveis durante seu voo, evite bebidas alcoólicas.

Outro tipo de bebida que também deve ser evitada antes de pegar o avião são os cafés e as bebidas energéticas. Esse tipo de bebida pode deixar o passageiro ansioso, por potencializar a excitação. Além disso, elas favorecem a desidratação em um ambiente que já é seco.

Comidas

Entre as comidas, as piores para ingerir antes de um voo são aqueles que provocam gases, como couve-flor, feijão, repolho, cebola, brócolis e couve-de-Bruxelas. A digestão deles demora mais tempo e podem aumentar os gases intestinais. O mesmo vale para carnes gordas, receitas amanteigadas, frituras e condimentos (pimentas).

O que comer?

“O recomendado é comer algo leve, de fácil digestão e que não sobrecarregue o organismo. Dependendo do tempo de duração da viagem, você terá que lidar com o aspecto do jet lag (distúrbio temporário do sono em que o organismo precisa se adequar ao novo fuso horário). Isso, por si só, já pode ser bastante penoso para o corpo, não havendo necessidade de sobrecarregá-lo ainda mais com a alimentação”, afirma a especialista.

Via Hanna Carvalho (EM OFF)

terça-feira, 23 de junho de 2026

Poderiam tirar você do avião devido ao calor? É assim que as altas temperaturas afetam o voo

Nas estações quentes, pode acontecer que em países com temperaturas elevadas, ocorram atrasos ou cancelamentos de voos devido a ondas de calor e a um ambiente extremamente quente.


No dia 8 de março, sete pessoas foram retiradas de um avião na Cidade do México por causa do calor. Se você pensava que só o frio ou a neve causavam problemas para voar, esta informação vai te surpreender.

Segundo o usuário da rede social X @datosaeronáuticos, que se dedica a reportar mitos e realidades da aeronáutica, além de reportar acontecimentos em aeroportos mexicanos, os sete usuários foram desembarcados devido às condições climáticas.

Quando a temperatura aumenta, a densidade do ar diminui, em um ambiente com alta densidade de ar, as asas de um avião poderão funcionar e decolar da pista com margem de segurança suficiente.

Mas os especialistas explicam que quanto menor a densidade do ar, mais complicado é a decolagem, então uma destas ações deve ser feita: possuir pistas longas para atingir maior velocidade, menor temperatura ambiente, maior potência do motor ou ter menor peso; e então esta última ação foi decidida.

Portanto, na estação quente pode acontecer que em países com altas temperaturas haja atrasos e até cancelamentos de voos ou, como neste caso, desembarque de passageiros, mas sempre priorizando a segurança dos passageiros.

No caso acima descrito, foi oferecida uma indenização aos sete passageiros, que foram embarcados no voo seguinte. O calor não prejudica apenas os voos comerciais, mas também o humor das pessoas nas grandes cidades.

Efeitos do calor na população


Altas temperaturas e umidade têm sido associadas ao aumento dos sintomas em pessoas com depressão, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno bipolar.

Algumas pesquisas vão ainda mais longe, descobrindo que para cada aumento de 1 grau Celsius na temperatura média mensal, as mortes relacionadas à saúde mental aumentam 2,2%.

Já aconteceu com você que quando está muito calor você fica chateado? Se você está em um ônibus, até o toque suado da pessoa ao seu lado te incomoda, ou se você está dirigindo, você fica buzinando e tem menos tolerância? Você precisa chegar logo ao seu destino final? Você se sente cansado, agressivo, ansioso, triste ou fatigado? Esses também são os efeitos do calor.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) publicou relatórios em diversas ocasiões e apelou às nações para que enfrentem este fenômeno. “Estudos recentes revelam um aumento de pelo menos 10% nas emergências hospitalares, seja por desidratação, insolação ou aumento de acidentes rodoviários e de trabalho”.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apela à população que permanece várias horas ao ar livre para se cuidarem com a insolação, por exemplo, agentes rodoviários, atletas ou trabalhadores da construção civil. Estes devem fazer pausas no trabalho para ir ficar na sombra, bem como se hidratar adequadamente, uma vez que a exposição prolongada ao sol causa uma perda significativa de eletrólitos.

O calor causará sintomas de ansiedade se não nos hidratarmos bem. Se permanecermos nas sombras e nos protegermos, sentiremos apenas um desconforto, uma inquietação de diferentes partes do corpo e do pensamento.

Se continuar, então, aumentará significativamente a irritabilidade, o que pode nos levar a ter pouca tolerância à frustração ou ao que conhecemos como baixa tolerância à frustração.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que as altas temperaturas podem piorar os sintomas em pessoas com problemas de saúde mental existentes.

As ondas de calor, bem como outros fenômenos meteorológicos, como inundações e incêndios, têm sido associados a um aumento dos sintomas depressivos e de stress agudo ou pós-traumático.

Via tempo.com

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Tá olhando o quê? Comissários te encaram ao entrar no avião por um motivo

Comissária de bordo observa embarque de passageiros em voo (magem: Kiwis/Getty Images/iStockphoto)
A primeira coisa que vemos ao entrar no avião é o rosto sorridente de um integrante da equipe de comissários de bordo da companhia aérea.

Eles nos cumpriram, em alguns casos pedem para ver nosso cartão de embarque e podem até nos indicar qual corredor devemos usar para chegar aos nossos lugares.

As boas boas-vindas dependem muito de qual empresa você está viajando ou de que região o voo está saindo. Uma coisa, no entanto, não muda: este procedimento não é apenas uma cortesia, os tripulantes estão de olho em você.

Os comissários ficam na porta do avião recepcionando os passageiros para começar a ter um primeiro atendimento ao cliente, para trazer uma boa experiência de viagem para eles. Mas não podemos esquecer que os comissários também são agentes de segurança

Em 2023, Marcelo Bueno, conhecido nas redes sociais como O Aeromoço, explicou: "Assim, ficamos de olho em tudo que pode oferecer risco para a viagem ou que possa ser um aliado para a segurança do voo".

A hora do embarque já funciona como verificação dos passageiros pelos comissários
(Imagem: yacobchuk/Getty Images/iStockphoto)

À procura de um ajudante


Não é uma obrigação nem um procedimento padrão, mas os tripulantes ficam atentos a quem está embarcando. É que um dos passageiros pode ser escolhido para auxiliar os tripulantes caso seja necessário, em uma emergência.

No entanto, um civil será chamado para ajudar em uma situação de emergência apenas caso não haja outro passageiro mais capacitado.

Além disso, depois do embarque finalizado, a equipe de bordo recebe uma lista com informações de quem está no voo. No documento, verifique se há comissários, paramédicos ou bombeiros no avião. Eles anotam onde esses trabalhadores estão sentados e os acionam caso alguma adversidade ocorra.

Profissionais que atuam na área podem ser candidatos a ajudante
(Imagem: Pollyana Ventura/Getty Images/iStockphoto)

Passageiros que podem causar problemas


Porém, mais do que perceber quem são os passageiros aliados, essa observação durante o embarque serve para entender quem pode causar problemas durante o voo. Se uma pessoa entra no avião em um estado alterado ou comportamento suspeito, fica sob observação.

Outro ponto é ficar de olho no estado de saúde de quem está embarcando, desde uma conjuntivite a pressão baixa.

Bagagens perigosas


Na recepção, os comissários também fazem uma nova triagem nas bagagens dos passageiros, para saber se há algum risco que passou pelas inspeções.

Bexigas, objetos pontiagudos e eletrônicos como drones, cujas baterias não podem ser permitidas no avião, são alguns dos itens que podem ser impedidos durante a recepção no avião.