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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Fragmento de drone é encontrado em avião da Aerolíneas Argentinas que pousou no Galeão

Caso, que ocorreu dia 1º de junho, está sendo investigado pelo Cenipa.

Fragmento de drone foi encontrado em avião da Aeroníneas Argentinas no Galeão
(Foto: Reprodução/SpotterPrado)
Um fragmento compatível a uma peça de drone foi encontrada no Boeing 737-8SH, prefixo LV-GGK, da Aerolíneas Agentinas, que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte, na última semana, informou o RIOgaleão neste domingo (5).

O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no avião que fez o voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do um fragmento compatível com peça de drone na aeronave.

"Não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo CENIPA", acrescentou o Riogaleão.

O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. "Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro", informou o Centro.

Via g1 e flightradar24

Voo da Latam é cancelado após pane durante decolagem no Aeroporto de Teresina (PI)

Aeronave apresentou falha técnica na pista antes da decolagem; voo foi cancelado 40 minutos depois.


Um voo da Latam com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cancelado na madrugada desta segunda-feira (6) após a aeronave apresentar uma pane técnica durante o procedimento de decolagem no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina.

O voo estava programado para partir às 2h40, mas a decolagem foi interrompida após uma frenagem brusca ainda na pista. Em seguida, o comandante informou aos passageiros que havia sido identificada uma falha técnica na aeronave.

Após o incidente, os ocupantes permaneceram cerca de 40 minutos dentro do avião enquanto a companhia realizava avaliações junto à equipe técnica. Ao fim da análise, a Latam optou por cancelar o voo por questões de segurança.

A interrupção da viagem provocou apreensão entre os passageiros, que relataram momentos de tensão durante a tentativa de decolagem. Segundo relatos, a expectativa era de que a aeronave levantasse voo, mas a frenagem inesperada causou preocupação entre quem estava a bordo.

Segundo um passageiro, “o avião foi decolar e de repente teve uma freada brusca. O piloto avisou que estava com problema técnico, aguardamos por cerca de 40 minutos dentro da aeronave e em contato com São Paulo resolveram cancelar o voo por medida de segurança”, disse o passageiro, que estava com a família decolando de Teresina para São Paulo.

Segundo ele, foram momentos bastante apreensivos. “Pensei que não sairia vivo, foram instantes de muita tensão”, disse. 

Após o cancelamento, a companhia informou que os passageiros receberiam novas opções de voos para seguir viagem ao destino final.

Até publicação desta reportagem, a Latam ainda não havia divulgado a causa da pane técnica nem informações sobre quando a aeronave será liberada para operar.

Via Isaac da Silva (GP1), e Cidade Verde - Foto: Reprodução 

domingo, 5 de julho de 2026

Avião se choca com animal de pequeno porte durante decolagem em aeroporto de Ilhéus, na Bahia

Tripulação seguiu os protocolos de segurança da empresa e pousou normalmente em Guarulhos, destino final do voo.

(Imagem: flightradar24)
A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYN, da companhia aérea Latam, se chocou com um animal de pequeno porte no aeroporto de Ilhéus, na Bahia, durante o procedimento de decolagem do voo LA 4603 nesta sexta-feira (3).

Em contato com a Jovem Pan, a empresa afirmou que a tripulação seguiu os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, mas não precisou alterar o plano de voo.

Ainda segundo a companhia, o avião pousou normalmente em Guarulhos e dentro do horário esperado, sem causar inconvenientes para os passageiros da aeronave.

Confira a nota da Latam na íntegra:

“A LATAM Airlines Brasil informa que a aeronave que operou o voo LA 4603 (Ilhéus–São Paulo/Guarulhos), nesta sexta-feira (03/07), colidiu com um animal de pequeno porte durante o procedimento de decolagem.

Em conformidade com os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, a tripulação informou os órgãos de controle de tráfego aéreo envolvidos e a companhia. O voo prosseguiu normalmente até São Paulo/Guarulhos. O pouso ocorreu dentro do horário previsto e em total segurança, assim como o desembarque dos passageiros.

A LATAM reforça que todas as decisões operacionais são sempre tomadas com base em rigorosos protocolos de segurança, preservando, em todos os momentos, a integridade de seus clientes e tripulantes.”

Via Jovem Pan e flightradar24

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Logo após decolar de Guarulhos, avião Airbus A321 é desviado e acaba de pousar de volta na origem

A trajetória do voo nessa tarde de hoje (Imagem: AirNav Radar)
Um avião que decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nesta tarde de terça-feira, dia 30 de junho, foi logo desviado e levado para um pouso de volta na origem.

No vídeo disponibilizado a seguir, que mostra a live diária do canal “Golf Oscar Romeo” no YouTube, é possível assistir ao pouso buscando o horário de 16h37:


Como visto nas cenas acima, o voo era o LA-3244, feito pelo Airbus A321-231 de matrícula PT-MXN, da LATAM Brasil. Ele decolou de Guarulhos às 16h06, mas, quando estava chegando a 8 mil pés de altitude, a subida foi interrompida e a trajetória de voo foi alterada.

Os pilotos colocaram o avião em trajetória de espera em voo (órbita), porém, 10 minutos depois, já direcionaram o A321 de volta para o aeroporto.

Apesar do retorno, o pouso foi realizado sem intercorrências, às 16h38, e sem nenhum chamado de prioridade, como quando é declarada urgência (“PAN PAN”) ou emergência (“MAYDAY”).

O AEROIN entrou em contato com a LATAM para solicitar mais informações e a companhia reportou o seguinte:

“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA3244 (São Paulo/Guarulhos–Porto Seguro), desta terça-feira (30/6), precisou retornar ao aeroporto de origem após um episódio de bird strike (colisão com pássaro), fato totalmente alheio ao controle da companhia. Após a substituição da aeronave, o voo prosseguiu viagem, com previsão de chegada a Porto Seguro às 20h38 (horário local). A companhia ressalta que segue rigorosamente os mais elevados padrões técnicos e operacionais, tendo a segurança dos clientes e tripulantes como prioridade absoluta.”

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Aconteceu em 1 de julho de 1970: O sequestro do voo Cruzeiro do Sul 105 por terroristas da ALN


O Brasil vivia a ressaca do título na Copa do México, mas esse assunto não podia estar mais distante da cabeça dos quatro jovens de 19 a 24 anos que se reuniram na Praça Quinze, no Centro do Rio, para dar o passo que mudaria suas vidas pra sempre. 

Dez dias após o "capitão do Tri", Carlos Alberto Torres, levantar a taça Jules Rimet no Estádio Azteca, em 1970, os namorados Colombo Vieira e Jessie Jane e os irmãos Eiraldo e Fernando de Palha Freire só pensaram em um voo da companhia Cruzeiro do Sul com destino a Buenos Aires. Não porque queria curtir um tango na Argentina. Armados com dois revólveres e uma pistola, eles pretendiam concluir a viagem ouvindo mambo em Cuba.

A missão havia sido iniciada uma semana antes, no apartamento onde Colombo morava, na Rua Doutor Sardinha, no bairro de Santa Rosa, em Niterói. De passagens em mãos, eles se encontraram na Praça Quinze e partiram para o Aeroporto do Galeão. Os dois revólveres, de calibres 38 e 45, estavam sob o vestido de Jessie, enquanto uma pistola Bereta fora escondida num sapato de Eiraldo.


Como a segurança nos aeroportos era quase inexistente, era fácil embarcar no avião Sud Aviation SE-210 Caravelle VI-N, prefixo PP-PDX, da Cruzeiro do Sul (foto acima), com as armas. 

A aeronave estava pronta para operar o voo 105, um voo internacional de passageiros do Rio de Janeiro com destino a Buenos Aires, na Argentina, com escala programada em São Paulo, levando a bordo  sete tripulantes e 30 passageiros.

A tripulação era composta por: Harro Cyranka (comandante), Herman Schindler (1° oficial), Wilson Fernandes Sanches (2.° oficial), Irene Alves de Medeiros, Maria Nilma Moreira, Luís Carlos Valença e Rossini de Medeiros (comissários).

No momento em que o grupo sequestrador invadiu a cabina de comando do PP-PDX, o comandante Harro Cyranka já estava prevenido, através de informações de uma das comissárias, de que havia a bordo alguns passageiros em atitudes suspeitas.

A possibilidade do desvio da rota, que naquele instante se confirmava, foi realmente levantada pela aeromoça. Eram 10h50m quando foi dada, através do painel do avião, a ordem de desafivelar os cintos, ocasião em que a comissária faria a sua primeira distribuição de bombons, chicletes, algodão e saquinhos plásticos para contra enjoo. 

Preocupou-se com uma conversa que julgou suspeita de dois dos passageiros, que discutiam moderadamente detalhes de uma operação qualquer. Em princípio, ela apenas se interessou por causa de observações que um fazia ao outro à sua passagem. Por causa disso, voltou ao local onde os dois estavam, por algumas vezes, levando refrigerantes e outras bebidas, até ter fortalecida a sua suspeita inicial.

Colombo e Jessie estavam sentados na parte da frente, enquanto os irmãos Palha Freire se acomodaram nos fundos. O grupo esperou quinze minutos após a decolagem para agir. 

O voo já se aproximava de São Paulo, quando Jessie foi ao banheiro, tirou os revólveres do vestido e entregou o calibre 38 para o namorado. O rapaz se está, foi até a cabine do piloto e, indicou a arma, ordenou que o comandante retornasse para o Galeão, enquanto a parceira, de pé diante da cabine, dava ordens aos passageiros para ninguém reagir.

Começava o sequestro do Caravelle PP-PDX. Os quatro envolvidos no sequestro eram integrantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), principal grupo de combate armado criado para enfrentar a ditadura militar. O plano deles era trocar todos os passageiros do voo por 40 presos políticos do regime, entre eles, o pai de Jessie, Washington Alves, e a irmã de Colombo, Iná Medeiros. Depois, fugiriam todos para Cuba. 

Na época, não era algo raro que guerrilheiros tomassem o controle de voos comerciais para buscar abrigo na ilha de Fidel Castro. Mas os jovens ambiciosos (e ingênuos) que protagonizaram a ação no Caravelle queriam levar com eles dezenas de combatentes tirados de circulação pelos organismos de repressão militar.

Ao dar meia volta, o comandante Harro Cyranka informou à torre de controle que o avião estava sendo sequestrado e começou a transmitir conforme as exigências dos quatro guerrilheiros. Eles desejavam, além de trocar passageiros por presos políticos, a leitura de um manifesto em cadeia nacional de rádio. 

Segundo um depoimento de da sequestradora Jessie, o piloto chegou a alertar o grupo de que eles conseguiram mais chance de vencer em seu plano se fosse para um aeroporto como o de Manaus, onde o aparato de segurança era menor. No Galeão, ele disse, os militantes certamente seriam presos pelos órgãos de coerção. Ainda de acordo com a própria sequestradora, isso mostra o quão despreparados eles estavam.

O avião cercado por forças de segurança, que tentam entrar na aeronave durante o sequestro,
em 1970 (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
A chefia do Galeão, então, acionou as tropas da Força Aérea Brasileira (FAB) que vinham recebendo treinamento específico para aquele tipo de situação. Às 10h45, quando o Caravelle parou sobre a pista no Rio, a primeira coisa que os militares fizeram foi metralhar o trem de pouso. Não havia forma mais clara de dizer que as autoridades não permitiriam que a aeronave decolasse de novo.

O avião foi completamente cercado por carros do Corpo de Bombeiros, além de viaturas ansiosas, duas vítimas e dezenas de agentes da repressão. A partir de então, todas as exigências feitas pelos guerrilheiros paravam na decisão das autoridades, que se negavam a negociar. 

Enquanto isso, dentro do avião, a tensão aumentou junto com o calor, já que o ar condicionado estava desligado. Alguns passageiros se ofereciam para ajudar na negociação, outros passavam mal. Para aliviar os ânimos, o comediante Renato Corte Real, parceiro de Jô Soares, assumiu o interfone de bordo e realizou um show de cerca de dez minutos, com piadas que arrancaram risos até dos terroristas.

O clima no terminal de passageiros, ainda vazio, era de tensão entre funcionários da Cruzeiro do Sul e das outras empresas. A aeromoça Sônia, que voou no dia anterior com o comandante Cyranka, tentou chegar até a aeronave para encorajá-lo, sendo obstada pela segurança da pista. Harro Cyranka, primeiro piloto a cobrir a rota Rio-Porto Alegre em voo direto, segundo a aeromoça, estaria reagindo calmamente.

"Ele é o terceiro comandante mais voado do mundo. E sua calma é impressionante. Cyranka é o piloto mais antigo da empresa, talvez o mais hábil entre os comandantes brasileiros", declarou Sônia.

Na pista, às 14h40m – a 20 minutos do fim do prazo dado pela FAB – oficiais começaram a andar por baixo da aeronave, dando a entender que buscavam meios de penetrar. O comandante Cyranka, percebendo o movimento sob a cabina, fez gestos largos, sugerindo que eles deveriam se afastar. Cinco minutos depois, mais duas ambulâncias rodeavam o avião. 

Apenas duas aeronaves se encontravam na pista prontas para levantar voo: uma da TAP, com saída prevista para Lisboa às 15h15m e outra da Pan American – voo 202 – para Brasília, Port of Spain e Nova Iorque.

Quarenta e um passageiros, muitos deles irritados, esperavam este último voo. A Pan American pressionada, e após retardar bastante o voo 202, decidiu consultar a Base Aérea do Galeão sobre a possibilidade de autorizar o embarque. 

Um oficial pediu que a companhia esperasse alguns minutos, “meia hora, no máximo”, porque o avião da Cruzeiro do Sul seria logo liberado. A empresa transmitiu a informação aos passageiros e despachou as bagagens. 

Ás 15h10m, para surpresa dos que se achavam na estação de passageiros, a aeronave sequestrada começou a ser lavada com água ejetada por pequenas mangueiras. E, à distância, pode-se observar um homem subir na fuselagem do Caravelle.

"O presidente Médici deu ordem para a tripulação não decolar. O avião ficará na pista até o resgate dos passageiros". A frase do operador de tráfego Bezoni prenunciou o ataque ao Caravelle.

Tropas lançam fumaça química antes de tentar pegar aeronave (Foto: Arquivo/Agência O Globo)
Às 15h10m, todos entenderam a razão da lavagem: a água ejetada na fuselagem, uma espécie de cola, serviria como fixador da espuma marrom com que a aeronave seria banhada. As mangueiras de lona, desenroladas dos tratores, começaram a espalhar sobre o dorso do aparelho, em jatos fortíssimos, grande quantidade de espuma. A aeronave, em poucos minutos, ficou coberta por uma camada marrom, como se fosse chocolate.

Segundo o pessoal da FAB isso impediria que os sequestradores alvejassem alguém do lado de fora, pois lhes anularia a visão; os passageiros, igualmente, nada veriam. Somente o comandante Cyranka e o primeiro-oficial Schindler, através da janela da cabine, podiam ver o que se passava na pista. 

Coberta a aeronave, praças e oficiais da FAB forçaram as portas de emergência, para arrombá-las. Os agentes tentaram invadir o Caravelle, mas não conseguiram tirar as portas de emergência.

O mesmo plano foi repetido uma segunda vez, mas, de novo, sem sucesso. Só na terceira tentativa, os militares entraram na aeronave. 

Como os sequestradores não podiam ver o que estava ocorrendo fora, sete pontos do aparelho foram atacados simultaneamente: as duas portas da frente, próximas da cabina de comando; as quatro saídas de emergência, duas de cada lado, sobre as asas; e a porta traseira. 

Empunhando porretes, quebravam os vidros das janelas, para lançar pó químico dentro do avião. Um mulato, de camisa azul, após galgar a asa esquerda, esmurrou as portas, furiosamente. Outro, louro e magro, dava coronhadas na fuselagem. Nuvens de fumaça branca, que atingiam 10 metros de altura, escondiam parte do avião, bloqueando a visão do pessoal confinado na varanda da estação. Quando se dissipavam, outras nuvens eram formadas. 

Dentro desse clima, três ônibus penetraram na pista, em intervalos regulares, para recolher passageiros, e levá-los ao setor militar do aeroporto. Ouviu-se três tiros: um surdo como se ecoasse dentro do avião e os outros mais fortes.

Um homem trajando macacão verde desceu ferido, e foi carregado para uma ambulância. Duas outras ambulâncias, recolhendo outras pessoas, seguiram em alta velocidade para o setor militar. 

E novas nuvens de fumaça, menos espessas, foram lançadas sobre a área, sobrevoada por dois caças. Houve um murmúrio de espanto quando, do alto da escada interna, junto da cabina, um homem de camisa clara, parecendo membro da tripulação, se atirou no cimento da pista, de cabeça.

Às 15h40m, água pura ejetada por mangueiras dos bombeiros lavou a fuselagem do Caravelle, parecendo que tudo havia terminado. As portas do avião, escancaradas após a operação, voltaram a ser fechadas pelos praças da FAB. Das 12 viaturas dos bombeiros, quatro se retiraram lentamente, fazendo soar as sirenas. E alguns funcionários do aeroporto, antes mantidos à distância, foram olhar o Caravelle sem ser molestados.

Durante a tomada do avião, um dos terroristas feriu-se gravemente na cabeça e alguns passageiros sofreram pancadas e contusões, entre eles o comediante Renato Corte Real. O comandante Harro Cyranka recebeu ferimento perfurante numa das pernas (há relatos que ele recebeu um tiro disparado por Jessie Jane, que teria feito dois disparos, tendo o outro atingido de raspão um dos passageiros).

Houve tiroteio intenso, no qual Eiraldo de Palha Freire foi baleado. Ele morreu três dias depois. Segundo a Aeronáutica, o guerrilheiro faleceu devido ao tiro, mas, durante a Comissão Nacional da Verdade, em 2014, ficou preso que o integrante da ALN foi um óbito em decorrência da tortura após ser capturado.


Finda a operação militar, todos, sem exceção, foram levados para o hospital, tripulantes e passageiros. Nenhum militar foi ferido, mas todos foram também para o hospital, fiscalizando o atendimento. 

Foram medicados: um passageiro, ferido de leve na perna, que logo liberado para o depoimento na Base Aérea; o ator Renato Corte Real, com ferimento leve na altura da boca – que o fez perder a dentadura – e crise nervosa, logo sanada, a ponto de fazê-lo agradecer e pedir desculpas aos oficiais; o comandante Cyranka, que foi imediatamente levado para a sala de operações; o segundo-oficial Wilson, ferido no rosto; a comissária Nilma, também levemente ferida na testa; e o sequestrador que foi identificado mais tarde como sendo o passageiro Eiraldo Palha Freire. 

Esse chegou ao hospital dado como morto. Veio deitado em decúbito dorsal, com a própria camisa enrolada no pescoço amparando o sangue que lhe escorria. Foi levado às pressas para a mesa de operações e verificou-se que a bala não atravessou o crânio, tendo entrado pelo ouvido, batido provavelmente num osso, e descido pelo pescoço. 

A mulher do grupo sequestrador, Jessie Jane, – que recebeu cinco pontos na nuca – chegou enrolada numa toalha, pois no desembarque, empurrada de um para outro lado, teve as roupas rasgadas. Apenas esses tiveram maiores cuidados médicos, reduzindo-se o tratamento dos demais a doses fortes de calmante.

Por volta das 20 horas é que eles foram, então, levados para depor sobre a tentativa do sequestro. À medida que iam sendo liberados, podiam escolher o hotel de preferência. A bagagem, enquanto se sucediam os acontecimentos, foi levada para o interior do aeroporto. Acalmada a situação, alguns oficiais comentavam mais serenos que fora outra vitória do Brasil. 

Jessie, Fernando e Colombo à esquerda, no banco dos réus, durante o julgamento, em 1970
(Foto: Arquivo/Agência O Globo)
Os quatro sequestradores foram levados ao Centro de Investigações da Aeronáutica (CISA), na Base Aérea do Galeão, onde tiveram início como sessões de interrogatório mediante tortura. Na madrugada de 2 de julho de 1970, foram transferidos ao Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), na Tijuca, onde as sevícias continuaram. 

De acordo com Jessie Jane, os agentes pensavam que Eiraldo era seu namorado, e, portanto, a colocavam de frente para ele, na tentativa de confirmar informações. Mas a guerrilheira, que depois da ditadura se tornou professora de História, conto que ambas ficaram o tempo todo em silêncio.

O Ministério Público pediu pena de morte para os três militantes que sobreviveram, alegando que os disparos foram para eles no momento da reação militar que causou a morte de Eiraldo. O Conselho Especial de Justiça da Aeronáutica, porém, não suspeitou com a tese e, em novembro de 1970, os condenou à prisão: 24 anos de prisão para Colombo, 18 anos para Jessie e 12 anos para Fernando.

Nos primeiros anos, Jessie e Colombo permaneceram presos em locais distintos: ela no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e ele no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. O contato entre os namorados se dava apenas por cartas, até que, em 1972, a dupla conseguiu autorização judicial para se casar e, em 1975, obtiveram permissão para visitas íntimas. Em 1976, nasceu Leta Vieira de Sousa, filha do casal, que viveu os primeiros meses de vida no presídio, até ser enviada para a casa da avó. Hoje, ela é arquiteta e urbanista.

Jessie e Colombo foram libertados em 1979, quando o regime militar deu início à flexibilização política e foi aprovado a Lei da Anistia. Nos anos seguintes, o ex-guerrilheiro foi assessor da Aquidiocese de Volta Redonda e do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda. Ele morreu em 25 de abril de 2021, aos 71 anos. Já sua companheira se formou em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual é, hoje, professora.

Colombo e Jessie dando entrevista após deixarem prisão, em 1979 (Foto: Wilson Alves/Agência O Globo)
O casal de sequestradores e o episódio do sequestro e seus aperfeiçoamentos são tema da série documental do Globoplay "Jessie e Colombo".


Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN, Jornal do Brasil, Opinião Sem FronteirasO Globo

sábado, 27 de junho de 2026

O sequestro do avião da Vasp por integrante do PCC solto por desembargador

Boeing 737-200 da Vasp, de matrícula PP-SMU, fotografado em 1997 no aeroporto de Guarulhos (SP): Modelo é o que esteve envolvido no sequestro do voos 280 (Imagem: Kambui/via Wikimedia Commons)
Em 16 de agosto de 2000, um avião da extinta Vasp foi sequestrado no Paraná enquanto realizava o voo 280, saindo de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. O objetivo era levar R$ 5 milhões em malotes bancários que estavam a bordo.

Um dos sequestradores, que também é piloto, foi preso no fim de maio na Bolívia, em meio a uma investigação que alcança até um desembargador. Ele é Gerson Palermo, o Pigmeu, que foi condenado em 2001 a 20 anos e seis meses de prisão pelos crimes de roubo qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo e formação de quadrilha envolvendo o sequestro.

Mais tarde, novas condenações por tráfico de drogas elevaram sua pena total para mais de cem anos de prisão.

Em 2020, ele foi solto por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que determinou sua ida para a prisão domiciliar sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Palermo rompeu o dispositivo e estava foragido desde então.

Hoje, o magistrado é investigado por suspeita de ter agido em conluio com o sequestrador, que também é apontado como ligado ao PCC.

Relembre o sequestro a seguir.

O voo


O voo 280 era operado por um Boeing 737 da Vasp, que havia partido do aeroporto de Foz do Iguaçu com destino a São Luís, no Maranhão. Ele faria escalas em Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília antes do destino final.

A bordo estavam 61 passageiros e seis tripulantes, além de nove malotes de dinheiro do Banco do Brasil transportados no porão, sob custódia de uma empresa de transporte de valores. Metade das pessoas a bordo era composta por passageiros estrangeiros, principalmente italianos, alemães e espanhóis, que estavam a turismo na região.

A carga tinha valor estimado em cerca de R$ 5,56 milhões, segundo a Justiça Federal. O dinheiro estava sendo levado em uma operação de rotina, mas se tornou o alvo principal da quadrilha.

Cerca de 20 minutos após a decolagem, o avião foi tomado por cinco criminosos armados. Eles renderam a tripulação e obrigaram o comandante a desviar a rota.

O sequestro


Sob ameaça, os pilotos foram forçados a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, cidade na divisa com São Paulo. Lá, a quadrilha completou o roubo dos malotes e contou com o apoio de duas caminhonetes Ford Ranger que já aguardavam os criminosos no aeródromo.

A ação foi rápida e planejada para explorar a vulnerabilidade da carga em um voo comercial. Os sequestradores colocaram os malotes nos veículos e fugiram rapidamente.

Apesar do terror vivido por passageiros e tripulantes, não houve mortes nem feridos no episódio. A aeronave foi liberada e, após perícias no aeroporto de Londrina, os passageiros foram remanejados aos seus destinos.

Condenações


O crime foi investigado pela Polícia Federal e levou à prisão de alguns envolvidos, embora nem todos tenham sido identificados à época. Palermo acabou preso em São Paulo, e a Justiça Federal o apontou como um dos autores do sequestro.

Palermo foi condenado a 20 anos em regime fechado. Ele é apontado como um dos chefes do grupo criminoso PCC.

Outro dos condenados foi Marcelo Borelli, que morreu aos 38 anos enquanto estava preso no Paraná em decorrência de complicações da Aids. À época, o governo do estado disse que ele se recusava a passar por tratamentos médicos.

Palermo


Foragido há seis anos, Palermo deixou a Bolívia no último dia 27 (Imagem: Cedido ao UOL/Jornal El Deber)
Antes do sequestro, Gerson Palermo já tinha histórico ligado à aviação e ao tráfico. Em outras oportunidades, ele foi descrito como ex-piloto e já havia sido preso em 1991 sob acusação de tráfico de drogas, o que ajuda a explicar por que seu nome voltou a aparecer in investigações de narcotráfico internacional.

Em 2019, ele havia recebido nova condenação por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, somando 59 anos e nove meses à sua ficha criminal naquele momento.

Em 2020, já preso em um presídio federal de segurança máxima, Palermo foi colocado em prisão domiciliar por decisão judicial. Pouco depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu, permanecendo foragido até ser capturado na Bolívia em maio de 2026.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Avião agrícola faz pouso de emergência no RS após falha em sistema de controle

Caso aconteceu nesta terça-feira, em Alegrete. Piloto identificou problema técnico durante o voo.


O avião agrícola Air Tractor AT-502B, prefixo PR-WGC, da Granja Ceolin, precisou realizar um pouso de emergência no aeroporto de Alegrete, na Fronteira Oeste do RS, pouco antes das 14h desta terça-feira (23), após o piloto identificar um problema técnico durante o voo (vídeo).

De acordo com informações do aeroporto da cidade, o piloto comunicou pelo rádio uma falha no profundor (peça responsável por controlar a altitude da aeronave) e avisou que tentaria aterrissar em segurança.

O avião era conduzido por Fábio Lima Prado, de 43 anos, funcionário da Granja Ceolin, em Uruguaiana.

(Foto: Imagens cedidas/ Flaviane Antolini)
Conforme os proprietários da empresa, ele havia saído de São Sepé, onde a aeronave passou por manutenção preventiva e seguia viagem de retorno.

Após o pouso, o piloto foi socorrido e levado para a Santa Casa de Alegrete. Ele teve escoriações e sofreu uma fratura no pé direito. Segundo a empresa, o estado de saúde é considerado estável.


Via g1, Terra, ASN e RecordTV

sábado, 13 de junho de 2026

História: O dia em que os dois pilotos abandonaram um caça e ele pousou sozinho no RJ

Um caça F-5 da FAB (Força Aérea Brasileira) fez história no Rio de Janeiro há oito anos: ele pousou "sozinho" com poucos danos durante um treinamento na Base Aérea de Santa Cruz.

F-5 foi o avião responsável pelo pouso solo (Imagem: Força Aérea Brasileira)
O caso ocorreu por volta das 18h40 do dia 5 de junho de 2016. A aeronave já estava em fase de aproximação final. Naquele momento, foi detectada uma falha, que não permitiria que o pouso fosse realizado em segurança.

Os dois pilotos que estavam na aeronave direcionaram o caça para uma área desabitada próxima à base aérea, e ele "pousou sozinho", ficando praticamente íntegro com o pouso.

Para evitar um acidente mais grave, os dois pilotos se ejetaram antes de aterrissar. Ninguém foi atingido na queda.

Em nota divulgada à imprensa na época, a FAB afirmou que "a ejeção era mandatória nesse caso e ocorreu de forma controlada, com a aeronave direcionada a uma região desabitada, não ocorrendo danos pessoais ou materiais no solo."

Um dos aspectos que mais chamaram atenção na época é que, nas fotos divulgadas após o acidente, o avião aparecia praticamente intacto no solo. Apenas o nariz — estrutura frontal da aeronave — teria ficado danificada.

O caça não é produzido desde o final da década de 1980. A Folha de S.Paulo apurou na época que o valor estimado do modelo era entre 20 e 25 milhões de dólares, o que naquele ano valeria algo em torno de R$ 66 milhões e R$ 83 milhões.

Em 2018, o então Ministério da Defesa lançou uma concorrência internacional para contratar uma empresa para realizar o reparo estrutural do caça. Curiosamente, naquele ano outro caça do mesmo modelo passou por uma situação semelhante. A aeronave caiu na cidade de Itaguaí (RJ) após decolar da Base Aérea de Santa Cruz.

Os dois pilotos conseguiram se ejetar antes da queda. Diferentemente do caso anterior, o avião pegou fogo. Os sobreviventes foram socorridos e encaminhados para uma unidade de saúde da FAB.

O avião podia chegar em uma velocidade máxima de 2.112 km/h e alcançava cerca de 15,7 mil metros de altitude. O modelo foi desativado em 2022.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Voo da Azul com destino a Orlando retorna a Viracopos após problema técnico

Aeronave precisou voltar ao aeroporto de Campinas cerca de uma hora após a decolagem; veículo guincho precisou ser acionado para retirar a aeronave da pista.


O avião Airbus A330-243, prefixo PR-AIV, da Azul, que seguia de Campinas para Orlando precisou retornar ao Aeroporto Internacional de Viracopos na manhã deste domingo (7) após apresentar um problema técnico.

Segundo a companhia aérea, o voo AD8706 decolou normalmente, mas precisou voltar ao aeroporto de origem “por questões técnicas”. A empresa afirmou que a aeronave pousou “em total segurança”.

De acordo com dados do site Flightradar, o voo saiu de Viracopos às 9h50. Cerca de uma hora depois da decolagem, a aeronave realizou uma conversão sobre a região de Campina Verde antes de retornar para Campinas.

O aeroporto informou que o pouso ocorreu às 11h23 e que não houve impactos nas operações de pousos e decolagens durante a ocorrência. Segundo a concessionária, um veículo guincho precisou ser acionado para retirar a aeronave da pista.

Já a Azul informou que os passageiros receberam assistência conforme prevê a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil e foram reacomodados em outro voo da companhia.

Ainda segundo informações do Flightradar, uma nova aeronave da Azul para Orlando decolou às 14h25 deste domingo. A expectativa é de pouso nos Estados Unidos às 21h55.

Em nota enviada à CNN Brasil, a companhia afirmou que “medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia”.

Via CNN Brasil e Flightradar24

Copiloto convulsiona e voo da Azul faz pouso de emergência em Campinas (SP)

Profissional recebeu atendimento médico ainda na aeronave e foi liberado após avaliações em Viracopos.


O copiloto da aeronave Embraer ERJ-190-400STD (E195-E)prefixo PS-AETda companhia aérea Azul, que operava o voo AD2966  de Curitiba para Viracopos, em Campinas (SP), precisou de atendimento médico ao apresentar sinais de convulsão na noite do último dia 3 de junho, necessitando que o avião realizasse um pouso de emergência.

O profissional recebeu atendimento médico ainda na aeronave, de um médico que estava a bordo do voo no momento da ocorrência.

Em nota, a Azul alegou que o voo prosseguiu normalmente e pousou no aeroporto de Viracopos em segurança.

O Aeroporto Internacional de Viracopos informou à CNN Brasil que a pista de pouso foi reservada às 21h27 para atendimento das equipes do aeroporto para a ocorrência e a aeronave pousou às 21h38 sem maiores intercorrências.

Após a equipe médica conseguir acessar o interior do avião, concluíram que o copiloto encontrava-se estável. Contudo, ele foi encaminhado para o ambulatório do aeroporto para avaliações médicas.

O tripulante foi liberado na mesma noite após os atendimentos médicos.

Via CNN Brasil, Aeroin e flightradar24

terça-feira, 2 de junho de 2026

Mulher morre ao cair de escada de avião no desembarque em Congonhas, em SP

A vítima foi identificada como Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos. Ela estava no voo LA3785, que fazia o trajeto entre Ribeirão Preto, no interior paulista, e a capital paulista.


Uma mulher de 72 anos morreu após cair da escada durante o desembarque do avião Airbus A319-132, prefixo PT-TMA, da LATAM, no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. O acidente aconteceu na última sexta-feira (29), e a passageira morreu dois dias depois, no domingo (31).

A vítima foi identificada como Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro. Ela estava no voo LA3785, que fazia o trajeto entre Ribeirão Preto, no interior paulista, e a capital. Segundo familiares, Maria da Glória havia viajado para comemorar o aniversário da filha, que mora em Mato Grosso.

Inicialmente, a idosa foi socorrida e encaminhada à Unidada de Pronto Atendimento (UPA) Jabaquara. Em seguida, foi transferida para o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.


Em nota, a LATAM informou que a passageira sofreu uma queda ao descer a escada da aeronave. A companhia afirmou que uma funcionária acompanhou todo o atendimento prestado à mulher até a chegada dos familiares.

O velório está marcado para esta terça-feira (2), em Ituverava, no interior de São Paulo.

A LATAM lamentou a morte da passageira e afirmou que seguiu todos os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência. A empresa também declarou solidariedade à família.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental na 2ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (Deatur) de Congonhas.

"Diligências são realizadas visando o esclarecimento da morte", disse a SSP em nota.


Via g1, UOL e flightradar24

terça-feira, 26 de maio de 2026

Bombeiros são acionados para pouso de emergência de avião em Nova Lima (MG)

Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h. Não houve feridos graves.

Montagem mostra fotos de ultraleve que fez pouso forçado em Nova Lima,
na Grande BH, e mobilizou bombeiros nesta terça-feira (26) (Foto: Reprodução)
O Corpo de Bombeiros foi acionado para um pouso de emergência de um avião ultraleve em uma área de mata no Bairro Alphaville, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (26). (Veja vídeo)

Segundo informações iniciais da corporação, a aeronave estava caída em uma área de mata, próximo ao condomínio Reserva Laguna. Os dois ocupantes desembarcaram sem ferimentos graves.


Os bombeiros foram acionados por volta das 17h05 e enviaram cinco viaturas ao local.

Via g1, Itatiaia e @98Live

Vídeo: Shirley Bomba: a trans que quase derrubou um jumbo da VARIG


Ela entrou no cockpit do 747 e jogou gás nos pilotos - 30 de outubro de 1990

No meio do Atlântico, a 9.000 metros de altitude, uma passageira invade o cockpit do Boeing 747 da VARIG e dispara gás lacrimogêneo direto na face dos pilotos — que ficam incapacitados enquanto o avião segue sozinho com 372 pessoas a bordo. Essa é a história real do Voo VARIG 709, das falhas em cadeia que tornaram aquilo possível, e do comandante que acordou no meio da madrugada e salvou todo mundo.


Avião da FAB faz pouso de emergência e suspende voos em Londrina

Segundo empresa que administra aeroporto, pista ficou interditada das 14h20 às 20h04 da segunda-feira (25). Voo que vinha do Aeroporto de Guarulhos precisou alterar pouso para Maringá.


O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, no Norte do Paraná, teve a pista de pouso fechada das 14h20 desta segunda-feira (25). A medida foi tomada após a aeronave T-27 Tucano da Academia da Força Aérea (AFA), da Força Aérea Brasileira (FAB), fazer um pouso de urgência e precisar ser removida. A pista foi liberada às 20h04.

De acordo com a Motiva, empresa que administra o aeroporto, ninguém se feriu. "Por medida de segurança, as operações de pousos e decolagens foram temporariamente suspensas até a liberação da área", diz a nota da concessionária.

Em nota enviada do g1, a FAB informou que trata-se de um T-27 Tucano da Academia da Força Aérea (AFA). No pouso, um dos pneus ainda estourou.


Para o reparo da aeronave que fez o pouso de urgência, outra aeronave da FAB precisou pousar no aeroporto às 18h30, conforme a Motiva. O trabalho de remoção começou às 19h46.

Às 18h35, um voo do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, que pousaria em Londrina, precisou ser desviado para Maringá. (veja vídeo)

Leia a nota da FAB na íntegra:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), informa que, nesta segunda-feira (25/05), uma aeronave T-27 Tucano, pertencente à Academia da Força Aérea (AFA), realizou um pouso de urgência no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina (PR). Durante a aterrisagem, ocorreu o estouro de um pneu, interditando a pista.

A FAB esclarece, ainda, que realiza gestões para a remoção da aeronave e, consequentemente, a desinterdição da pista".

Com informações do g1

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Avião agrícola mobiliza equipes de resgate após pouso às margens de rodovia em Araquari (SC)


O avião agrícola de pequeno porte Piper PA-25-235 Pawnee, prefixo PR-BOD, da Aeroagrícola Catarinense Ltda., operado pela 
Banatec Serviços Aero Agrícolas Ltda.fabricado em 1965, mobilizou equipes de resgate na tarde desta quarta-feira (20) após pousar às margens da BR-280, em Araquari.

O atendimento envolveu equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Bombeiros Voluntários e o helicóptero Arcanjo.

Inicialmente, os socorristas foram acionados para uma possível queda de aeronave. Também houve informação preliminar de pouso forçado.

Após a chegada das equipes ao local, foi constatado que a situação não se tratava de um acidente aéreo.

Segundo as informações apuradas no local, o piloto realizava um voo de reconhecimento da área destinada à 1ª Expo Araquari Agropecuária, prevista para ocorrer no município.

A aeronave permaneceu às margens da rodovia e não houve registro de feridos.

A movimentação de viaturas e do helicóptero chamou a atenção de motoristas que passavam pelo trecho da BR-280 durante a tarde.

As circunstâncias da ocorrência não haviam sido detalhadas oficialmente até a última atualização do caso.

Com informações de TopElegance e ANAC

terça-feira, 19 de maio de 2026

PF encontra “super maconha” após pouso forçado de aeronave em Roraima

Droga foi localizada perto de aeronave vinda do exterior e sem plano de voo; suspeitos não foram encontrados pela PF e pela FAB.

(Foto: Reprodução/Polícia Federal)
A Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram, na segunda-feira (18), uma aeronave suspeita de transportar skunk nas proximidades de Boa Vista, em Roraima.

Segundo a PF, a operação começou após investigações identificarem a entrada de um avião vindo do exterior sem plano de voo registrado no Brasil, o que levantou suspeitas de atividade criminosa.


Diante da situação, a FAB acionou os protocolos de defesa aérea e passou a acompanhar a aeronave até a realização de um pouso em uma área isolada.

Quando as equipes chegaram ao local, constataram que o avião havia feito um pouso forçado na água. Nenhum dos ocupantes foi encontrado.

(Foto: Reprodução/Polícia Federal)
Nas proximidades da aeronave, os agentes localizaram diversos fardos contendo skunk, droga derivada da maconha e conhecida pela alta concentração de THC, principal substância psicoativa da cannabis. Essa variação da planta é conhecida como “super maconha".

A quantidade total da droga apreendida ainda está sendo contabilizada pela Polícia Federal em Boa Vista. A aeronave permanece submersa e equipes da PF e da FAB atuam na retirada e apreensão do equipamento.


As investigações seguem para identificar os responsáveis pelo transporte da droga, incluindo financiadores da operação, operadores da logística terrestre e possíveis conexões internacionais.

O que é skunk?

O skunk é uma variação da maconha produzida com técnicas de cultivo que elevam a concentração de THC. A droga costuma ter efeito mais potente e maior valor no mercado ilegal.

No Brasil, o skunk é frequentemente associado ao tráfico internacional de drogas, principalmente em rotas que passam pela região Norte, próxima às fronteiras com países produtores de entorpecentes.

Via Elijonas Maia e Manuella Dal Mas (
CNN Brasil)

sábado, 9 de maio de 2026

Avião cargueiro da Gol sai da pista após pouso em Salvador (BA)

Incidente aconteceu na manhã deste sábado (9) e ninguém ficou ferido. Pista estava molhada devido a a chuva e havia neblina na região.


A aeronave cargueira Boeing 737-8EH(BCF), prefixo PS-GFC, da GOL, com as cores da empresa Mercado Livre, saiu da pista após pousar no aeroporto de Salvador na manhã deste sábado (9). Segundo a companhia aérea, não havia passageiros a bordo e os tripulantes não ficaram feridos no incidente.

(Foto: Crédito redes sociais)
No momento do pouso, a pista principal (10/28) estava fechada para reparos programados, e ocorriam pancadas de chuva no aeroporto, deixando a pista molhada, o que pode ter sido um fator contribuinte para o jato sair da pista, parando na área gramada após o final da cabeceira 35 da pista, que tem 1.545 metros de comprimento.

(Foto: Crédito redes sociais)
Segundo a GOL, os tripulantes não ficaram feridos e, por se tratar de um avião cargueiro, a aeronave não estava com passageiros. Até o meio da manhã de sábado, o jato ainda não havia sido removido do final da pista, e a pista 17/35 se encontrava fechada até pelo menos 18h00, segundo consta em boletim de Aeronáutica. Como o aeroporto possui outra pista, as operações aéreas não foram impactadas.

(Foto: Crédito redes sociais)
💡 Incidentes como o de Salvador são conhecidos como "excursão da pista", quando um avião não consegue parar a tempo.

(Foto: Crédito redes sociais)
Conforme a companhia, o voo G39618 que saiu de Guarulhos (SP) com destino a Salvador (BA) está na área de segurança do aeroporto. Trata-se de um Boeing 737 de 2007.

A rota do voo G39618 (imagem via flightradar24)
A Vinci Airports, concessionária que opera o Aeroporto Internacional de Salvador, informou que, após o incidente, a pista auxiliar foi fechada para que os órgãos competentes realizassem a retirada da aeronave e concluíssem as investigações.

O aeroporto segue funcionando normalmente através da pista principal, que não foi afetada.