Em 28 de junho de 1984, a aeronave Embraer EMB-110C Bandeirante, prefixo PP-SBC, da TAM Transportes Aéreos Regionais (foto abaixo), operava um voo da cidade do Rio de Janeiro com destino a cidade de Macaé, no mesmo estado.
O avião decolou do Aeroporto do Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, às 08h34 hs, para um voo de 40 minutos com destino a Macaé, também no estado do Rio, com dois tripulantes e 16 passageiros.
O avião havia sido fretado pela Petrobras para levar quatorze funcionários de quatro canais de televisão brasileiros para Macaé. De lá, eles iriam embarcaram em um helicóptero visitar algumas plataformas de petróleo off-shore na Bacia de Campos, onde fariam reportagens sobre o recorde atingido - no dia anterior - de 500 mil barris diário de petróleo explorado no Brasil.
O comandante Edison Ferreira da Silva fora baseado em São Pedro da Aldeia (RJ) ao tempo em que servira à Força Aérea Brasileira como jovem oficial aviador, após concluir o Curso de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica. Seu copiloto era Carlos Augusto Videira.
Entre os jornalistas, encontravam-se Luiz Eduardo Lobo, de 27 anos, que cobrira a Guerra das Malvinas para a TV Globo, Maria D’Ajuda Medeiros dos Santos, da TV Educativa, e Ulisses Madruga, da TV Manchete, todos profissionais bastante conhecidos do público por apresentarem telejornais.
Ao ser informado de que Macaé passara a operar por referências visuais, Edison cancelou o plano de voo por instrumentos e informou à estaçãorádio local que prosseguiria de acordo com as regras de voo visual (VFR). Foi a última mensagem do PP-SBC.
Por volta das 9 horas daquela manhã, o bimotor colidiu na vertente sul do Morro de São João, numa fazenda do Distrito de Barra de São João, no município de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro, que se eleva a 400 metros de altitude e a um quilômetro do litoral, entre as cidades de Barra de São João e Rio das Ostras.
Descendo visual, o avião penetrou na nuvem que encobria o único morro existente em toda a rota. Sem visibilidade, esperando a qualquer momento retomar o contato visual com o terreno, confiante na inexistência de obstáculos significativos na rota que tanto percorrera anteriormente – o Morro de São João destacava-se, isolado, na paisagem –, Edson entrou voando no morro.
O avião penetrou na mata, colidiu violentamente com o solo e explodiu, desfazendo-se em pedaços. Todos a bordo morreram instantaneamente. Apenas o corpo do copiloto Videira foi poupado das chamas. Expelido da cabine pelo impacto, foi localizado sobre os galhos de uma árvore.
Todos os 18 ocupantes morreram. Entre as vítimas estava o piloto Edson Ferreira da Silva, o copiloto, Carlos Augusto Videira e dois funcionários da Petrobras, Mário Saldanha Filho, 40 anos, e Samuel Pinto Simão, 34 anos.
Da Rede Globo, morreram o repórter especial Luís Eduardo Carneiro Lobo, o "Lobinho", de 27 anos; Dario Duarte da Silva, cinegrafista, 28 anos; o cinegrafista Jorge Antonio Leandro, de 46 anos, e Lewy Dias da Silva, operador de vídeo-tape, 21 anos.
Da TV Manchete, morreram o repórter Ulisses Madruga, 29 anos, o cinegrafista Luis Carlos Martins Viana, 33 anos, e o auxiliar de externa, Jorge da Silva Santos, de 26 anos. Um outro funcionário da TV Manchete estava no voo, mas na equipe da TV Educativa, de onde era também funcionário: Ivan dos Santos Cardoso, 27 anos, cinegrafista.
No grupo da TV Educativa estavam a repórter Maria da Ajuda Medeiros dos Santos, 39 anos; o cinegrafista Ivan dos Santos Cardoso e o operador de áudio Jorge Coelho, de 34 anos.
Da TV Bandeirantes morreram a repórter Regina Célia Santana Dias, 28 anos; o cinegrafista Geraldo Ferreira Veloso, 31 anos; e Luis Carlos de Souza, 23 anos, auxiliar de externa.
| Folha de S. Paulo, 29.06.1984 |
Por Jorge Tadey da Silva (Site Desastres Aéreos) com ASN, Wikipédia e informações do livro "O Rastro da Bruxa", de Carlos Ari César Germano da SIlva

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