segunda-feira, 6 de julho de 2026

Aconteceu em 6 de julho de 1982: Acidente logo após a decolagem do voo da Aeroflot deixa 90 mortos


O voo 411 da Aeroflot era um voo internacional programado do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, para Freetown, em Serra Leoa via Dakar, no Senegal. No início de 6 de julho de 1982, o quadrimor Ilyushin Il-62 caiu e foi destruído por um incêndio depois que dois motores se desligaram logo após a decolagem. Todos os 90 passageiros e tripulantes a bordo morreram como resultado do acidente.

Aeronave



A aeronave acidentada era o Ilyushin Il-62M, prefixo SSSR-86513, da Aeroflot (foto acima). Seu primeiro voo foi em novembro de 1980 e havia voado pouco mais de 4.800 horas antes do acidente. Os quatro motores a jato do Il-62 são montados em pares, em postes de cada lado da fuselagem traseira.

Acidente


A aeronave decolou do aeroporto Sheremetyevo de Moscou às 12h33 com 80 passageiros e 10 tripulantes a bordo. Em segundos, o aviso de incêndio do motor para o motor nº 1 foi anunciado. 

A tripulação desligou o motor e descarregou os extintores de incêndio. Menos de um minuto depois, o aviso de incêndio do motor para o motor nº 2 também foi anunciado e a tripulação desligou esse motor também. 


A tripulação virou a aeronave para retornar ao aeroporto Sheremetyevo, mas após o desligamento do segundo motor, ele estava apenas a uma altitude de cerca de 160 metros (520 pés) e a uma velocidade de 320 quilômetros por hora (170 kn). 

Apesar dos esforços dos pilotos para mantê-lo no ar, a aeronave gradualmente perdeu altura e velocidade até estolar a cerca de 75 metros (246 pés) acima do solo. 

Em seguida, ele caiu em um pântano coberto de floresta 1,5 quilômetros (0,9 milhas) a leste da cidade de Mendeleyevo e 11,4 quilômetros (7,1 milhas) a noroeste do Aeroporto de Sheremetyevo, menos de três minutos após a decolagem.

Um passageiro de Serra Leoa sobreviveu ao acidente inicial e ao incêndio subsequente, mas morreu na noite de 8 de julho. Por fim, todos os 90 ocupantes da aeronave morreram no acidente.


Investigação


O exame pós-acidente dos motores não encontrou danos pré-acidente ou sinais de incêndio em voo - os avisos de incêndio eram falsos. O sistema de alerta de incêndio foi quase completamente destruído pela colisão e pelo incêndio e a razão para os falsos avisos não pôde ser determinada; embora tenha havido nove casos relatados de vazamentos de ar que causaram avisos falsos de incêndio no motor do Il-62s entre 1975 e a data do acidente, isso foi descartado como causa.


A investigação constatou que era impossível para a aeronave manter altitude com dois motores com flaps ajustados para decolagem e peso de 164.514 kg (362.691 lb), próximo ao peso máximo de decolagem de um Il-62. Não encontrou nenhuma falha nas ações dos pilotos, que não puderam fazer um pouso forçado por causa da escuridão e das áreas urbanas no solo abaixo.

A investigação descobriu que os pilotos seguiram os procedimentos do manual de voo; entretanto, não havia nenhum procedimento no manual de voo para cobrir a situação em que se encontravam.


Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia e ASN

Por que alguns aviões têm periscópio, que é normal em submarinos?

Variante do caça MiG-29 com periscópio levantado, o que permite ao piloto na posição
traseira ter um melhor campo de visão (Imagem: Divulgação/Pavel Vanka)
Um periscópio é um instrumento ótico que permite a uma pessoa ver além de algum obstáculo que esteja no seu campo de visão. É normalmente utilizado em submarinos, para que a tripulação consiga ver do lado de fora da embarcação.

Alguns modelos de aviões também contam com periscópios, e isso não tem nada a ver com a água. Ele é utilizado para ampliar o campo de visão dos pilotos em alguns casos.

Ele pode ser visto, principalmente, em caças de treinamento, Isso ocorre naqueles que possuem dois assentos -um atrás do outro. Devido a essa configuração, quem está na parte de trás pode ter sua visão prejudicada.

O instrutor fica nessa posição em alguns modelos, enquanto o piloto que está em fase de aprendizado se situa na posição frontal. Outros jatos contornam esse problema colocando o assento da posição traseira em uma condição mais elevada, permitindo que ele observe acima da cabeça do piloto da frente.

Funcionamento


Em alguns momentos críticos do voo, como o pouso ou taxiamento, o instrutor aciona o periscópio, que consiste em um jogo de espelhos que reflete o que está fora do ângulo de visão de quem está na posição de trás.

Variantes dos caças russos MiG-21 e MiG-23 ou o modelo biposto do sueco Saab Viggen, contam com esse mecanismo, por exemplo. Ele pode ser retrátil, como nos aviões russos citados, ou fixo, como no caso da aeronave da Saab.

Em momentos críticos do voo, ele é acionado e permite uma melhor visão do que está acontecendo à frente da aeronave.

Há também periscópios que permitem visualizar o que está acontecendo na parte de trás do avião. Isso é especialmente importante em situações de perseguição, onde o contato visual com o inimigo poderia fazer uma grande diferença no combate.

Navegação


Periscópio utilizado para navegação em avião de passageiros (Imagem: Reprodução/BOAC)
O Vickers VC10 foi um avião de passageiros que também contava com periscópio. Mas, diferente dos aviões militares, sua finalidade era a navegação e observar a fuselagem da aeronave.

O modelo foi fabricado até a década de 1970 na Inglaterra. Naquele período, ainda era comum em alguns voos ser utilizada a navegação astronômica, ou seja, por meio dos astros, principalmente as estrelas.

Com isso, o navegador, que é o profissional responsável por colocar o avião na rota certa, utilizava um periscópio com ferramentas que permitiam a ele definir qual a posição do avião e orientar correções em seu rumo.

Com a modernização dos sistemas de navegação e com o advento do GPS, essa navegação se tornou obsoleta e, com isso, os periscópios com essa finalidade também foram deixando de ser adotados.

Via Alexandre Saconi (Todos a bordo/UOL)

Aeroriver: projeto de avião-barco promete revolucionar a Amazônia

(Imagem: Divulgação/AeroRiver)
E se não demorasse mais dias para cruzar os rios da Amazônia? Pois é o que propõe a AeroRiver, startup fundada por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que prepara-se para revolucionar a mobilidade na Amazônia nos próximos anos com veículos de "efeito solo".

Basicamente, trata-se de veículos que combinam características de embarcações e aeronaves, sobrevoando a água a poucos metros de altura. Assim, a inovação torna-se uma boa aliada para driblar o já conhecido déficit de rodovias e aeroportos no Norte do Brasil.

O projeto tem potencial para revolucionar o transporte na Amazônia (Imagem: AeroRiver/Divulgação)
O grande diferencial do veículo de efeito solo é transformar a vasta rede hidrográfica da Amazônia em uma espécie de via expressa de alta velocidade — com o diferencial de que não é preciso construir infraestrutura complexa nas margens.

Projeto do ITA na Amazônia


“A região possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo, mas enfrenta limitações significativas em mobilidade. Existe um compromisso claro da empresa em desenvolver soluções adaptadas à realidade local, que sejam eficientes do ponto de vista técnico e também gerem impacto social relevante”, declarou Lucas Guimarães, Diretor Executivo da AeroRiver.

Idealizada em 2020 para enfrentar os severos desafios logísticos da bacia amazônica, que se agravam drasticamente durante os recorrentes períodos de seca, a empresa superou a difícil fase inicial de pesquisa graças ao Programa Centelha, uma iniciativa do governo voltada para o apoio a negócios inovadores no país.

Com o incentivo nacional, a AeroRiver estruturou o seu plano de negócios e agora avança para a construção e validação de protótipos experimentais tripulados. Nesta etapa, a empresa precisa aliar viabilidade técnica, impacto social significativo e, claro, a redução de custos logísticos.

No momento, o projeto está na fase de preparação para testes operacionais em escala real. Enquanto avança para validar a tecnologia, a empresa segue trabalhando na definição das rotas prioritárias e em parcerias que ajudem a expandir sua atuação futuro.

Boeing aposta no Brasil como principal mercado na América Latina

Família de aviões Boeing 737 Max (Imagem: Divulgação/Boeing)
O Brasil deverá responder por cerca de 30% da demanda por novas aeronaves na América Latina nas próximas duas décadas, segundo a Boeing. A fabricante estima que a região precisará de mais 2.365 aviões até meados da década de 2040, impulsionada pelo crescimento do transporte aéreo e pela renovação das frotas.

José Sicilia, vice-presidente de Marketing Comercial para a América Latina e Caribe da Boeing, afirma que o mercado brasileiro terá papel central nesse avanço. Em entrevista exclusiva ao UOL, o executivo destaca a importância do país para os negócios da fabricante americana.

"Com uma taxa estimada de crescimento nos próximos 20 anos de 4,2% ao ano [no tráfego aéreo], o Brasil é realmente uma fatia expressiva dessa alta. Quando falamos em 2.365 ou mais unidades de aviões novos aqui [na América Latina e Caribe], o Brasil representa ao redor de 30% desse total", disse.

Segundo Sicilia, a projeção considera tanto a expansão do mercado quanto a necessidade de substituição de aeronaves mais antigas, um movimento que deve impulsionar a demanda por novos aviões ao longo das próximas décadas.

Crescimento e renovação


Linha de montagem do 737 Max em Renton (EUA): Boeing deve inaugurar em julho quarta linha de montagem do 737 em Everett e projeta produção de 52 aeronaves do modelo por mês (Imagem: Jim Anderson/Divulgação/Boeing)
A Boeing avalia que o crescimento da aviação comercial na região será sustentado por dois movimentos paralelos: a ampliação das frotas para atender à demanda crescente por viagens aéreas e a renovação dos aviões atualmente em operação.

"Quando falamos das 2.365 aeronaves que estamos projetando, metade é crescimento [das frotas] e a outra metade é substituição [de aviões mais antigos]", disse Sicilia.

Na avaliação do executivo, a renovação ocorre de forma natural à medida que contratos de leasing (uma espécie de aluguel, também chamado de arrendamento mercantil) chegam ao fim e as companhias aéreas incorporam modelos mais modernos e eficientes às suas frotas. Nesse cenário, a Boeing aposta na família 737 Max como uma das plataformas capazes de atender diferentes perfis de operação sem exigir mudanças significativas na estrutura das empresas.

"A vantagem que a gente tem, pelo menos quando falamos de aeronaves de corredor único, é que temos uma família inteira à disposição das empresas. Ela encaixa muito bem com o que o Brasil demanda em termos de utilização, demanda, volatilidade e crescimento", afirma o executivo.

Segundo ele, a existência de diferentes variantes dentro da mesma família, que é o caso do 737 Max, permite que as companhias ajustem a capacidade de suas operações sem aumentar a complexidade operacional.

Disputa por espaço


Boeing 737 Max da Gol (Imagem: Alisson Augusto Vilela)
Apesar do potencial de crescimento do mercado brasileiro, Sicilia reconhece que a entrada de um novo fabricante em companhias que já operam uma frota padronizada representa um desafio comercial relevante.

No Brasil, por exemplo, apenas a Gol opera os aviões de corredor único da empresa, o 737. Já no mercado de fuselagem larga, com corredor duplo, a Latam opera os modelos 787 e 777, além de outras opções cargueiras.

Segundo ele, decisões envolvendo aquisição de aeronaves vão além das características do produto e envolvem fatores como treinamento de tripulações, manutenção, estoque de peças e planejamento operacional.

"Entrar em uma aérea que já tem um tipo de frota é difícil, por causa da comunalidade e da complexidade", afirma. Isso é explicado, principalmente, pelo fato de que as empresas preferem manter um tipo único de modelo em seu portfólio.

O executivo afirma que a estratégia adotada por cada companhia depende de fatores como tamanho da frota, perfil da malha e objetivos de negócio. Ainda assim, ele avalia que a expansão do mercado pode abrir espaço para novas composições de frota no futuro.

"Se a escala no Brasil atinge um certo patamar, fica mais fácil para um operador justificar trazer um novo modelo", afirma Sicilia.

Além dos cargueiros


Boeing 787 da Latam no Centro de Manutenção de Linha da empresa, em Guarulhos (SP)
(Imagem: Alexandre Saconi)
A Boeing também vê oportunidades no transporte aéreo de cargas, segmento que tem ganhado importância estratégica para as companhias da região. Sicilia diz que parte dessa expansão pode ocorrer sem a necessidade de aeronaves cargueiras dedicadas.

Segundo o executivo, modelos de longo curso utilizados no transporte de passageiros oferecem capacidade significativa para carga nos compartimentos inferiores, os porões das aeronaves. "O 777-300ER hoje, por exemplo, pode voar 20 toneladas de carga na barriga do avião, além dos passageiros", diz.

Na avaliação do executivo, essa característica permite que as empresas aproveitem períodos de maior demanda por transporte de mercadorias sem a necessidade de ampliar suas frotas cargueiras, já que altos volumes de encomendas podem voar na barriga das aeronaves de passageiros. "Ela não precisa ter um avião dedicado necessariamente. Pode utilizar um avião de passageiro e capturar as altas e minimizar as baixas do mercado cargueiro", diz.

Ao mesmo tempo, a fabricante mantém uma linha de aeronaves cargueiras e convertidas para atender operações que exigem maior capacidade ou características específicas.

Engenharia brasileira


A Boeing também mantém um Centro de Engenharia e Tecnologia
em São José dos Campos (Imagem: Divulgação)
Além das perspectivas para a aviação comercial, a Boeing também pretende ampliar sua atuação tecnológica no país. Sicilia destaca a importância do centro de engenharia da empresa em São José dos Campos (SP) que integra uma rede global de desenvolvimento da fabricante.

"São em torno de 600 engenheiros trabalhando ali. Faz parte de uma malha de centros de excelência de engenharia espalhados no mundo. São José dos Campos é um deles", destaca o executivo.

Segundo ele, a unidade brasileira vem participando de atividades consideradas estratégicas para a companhia e recebeu projetos de elevada complexidade técnica. "Eles estão ajudando a gente a desenvolver desenhos e projetos muito complexos. Não é que a gente está jogando uma coisa simples para eles desenvolverem", afirma ao destacar a capacidade tecnológica do país.

Para Sicilia, a combinação entre o tamanho do mercado brasileiro e a tradição do país no setor aeronáutico explica a relevância do Brasil para a Boeing. "É um mercado expressivo tanto em termos de demanda quanto de qualidade da engenharia", conclui.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

Fragmento de drone é encontrado em avião da Aerolíneas Argentinas que pousou no Galeão

Caso, que ocorreu dia 1º de junho, está sendo investigado pelo Cenipa.


Um fragmento compatível a uma peça de drone foi encontrada no Boeing 737-8SH, prefixo LV-GGK, da Aerolíneas Agentinas, que pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte, na última semana, informou o RIOgaleão neste domingo (5).

O caso ocorreu no último dia 1º de junho, no avião que fez o voo AR-1268. Segundo a concessionária que administra o aeroporto, a equipe de manutenção da companhia aérea reportou a identificação do um fragmento compatível com peça de drone na aeronave.

"Não é possível determinar em que momento do voo ocorreu o possível impacto. Na data, não havia nenhuma operação autorizada com drones na área do aeroporto. O caso está sendo investigado pelo CENIPA", acrescentou o Riogaleão.

Fragmento de drone foi encontrado em avião da Aeroníneas Argentinas no Galeão
(Foto: Reprodução/SpotterPrado)
O Cenipa informou que já foi notificado da ocorrência. "Após a coleta e a análise técnica dos dados, a ocorrência foi classificada como incidente aeronáutico e tratada em conformidade com os protocolos estabelecidos no Anexo 19 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional e na Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, que estabelece os Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil Conduzidas pelo Estado Brasileiro", informou o Centro.

Via g1, R7 e flightradar24

Voo da Latam é cancelado após pane durante decolagem no Aeroporto de Teresina (PI)

Aeronave apresentou falha técnica na pista antes da decolagem; voo foi cancelado 40 minutos depois.


Um voo da Latam com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cancelado na madrugada desta segunda-feira (6) após a aeronave apresentar uma pane técnica durante o procedimento de decolagem no Aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina.

O voo estava programado para partir às 2h40, mas a decolagem foi interrompida após uma frenagem brusca ainda na pista. Em seguida, o comandante informou aos passageiros que havia sido identificada uma falha técnica na aeronave.

Após o incidente, os ocupantes permaneceram cerca de 40 minutos dentro do avião enquanto a companhia realizava avaliações junto à equipe técnica. Ao fim da análise, a Latam optou por cancelar o voo por questões de segurança.

A interrupção da viagem provocou apreensão entre os passageiros, que relataram momentos de tensão durante a tentativa de decolagem. Segundo relatos, a expectativa era de que a aeronave levantasse voo, mas a frenagem inesperada causou preocupação entre quem estava a bordo.

Segundo um passageiro, “o avião foi decolar e de repente teve uma freada brusca. O piloto avisou que estava com problema técnico, aguardamos por cerca de 40 minutos dentro da aeronave e em contato com São Paulo resolveram cancelar o voo por medida de segurança”, disse o passageiro, que estava com a família decolando de Teresina para São Paulo.

Segundo ele, foram momentos bastante apreensivos. “Pensei que não sairia vivo, foram instantes de muita tensão”, disse. 

Após o cancelamento, a companhia informou que os passageiros receberiam novas opções de voos para seguir viagem ao destino final.

Até publicação desta reportagem, a Latam ainda não havia divulgado a causa da pane técnica nem informações sobre quando a aeronave será liberada para operar.

Via Isaac da Silva (GP1), e Cidade Verde - Foto: Reprodução 

domingo, 5 de julho de 2026

O que aconteceu com a Pan Am, uma das mais icônicas companhias aéreas do mundo

Pan Am Boeing 747-200 Clipper II China (Foto: Aero Icarus)
Era uma vez uma companhia aérea que estava entre as mais acessíveis e icônicas da América, que começou como um serviço de correio aéreo e cresceu para atender voos internacionais, e então, puf! Ela se foi. Esta é a história da Pan Am Airlines.

De certa forma, a antiguidade da Pan Am torna sua história muito mais atraente. Na vida, às vezes eles eram uma companhia aérea líder, com certeza, mas “apenas” uma companhia aérea.

Mas assim como os Beatles instantaneamente lembram os anos 60, a extinta Pan Am lembra uma era passada de classe média a alta. Foi quando as viagens internacionais estavam apenas começando a se tornar acessíveis para os empresários e depois para as massas, e a Pan Am estava no centro de tudo.

Então, o que aconteceu com a Pan Am?

1. O começo


Um Boeing 314 "Clipper" em voo (Foto cia aerocorner)
A Pan Am surgiu de origens humildes, mas sua tendência internacional já era óbvia. Foi fundada em 1927 como uma empresa de entrega de correio aéreo e conduziu o primeiro voo internacional regular, entregando correspondência internacionalmente.

A Pan Am alcançou seu primeiro sucesso entregando correspondências internacionalmente entre a Flórida e Havana. Ao longo dos anos 30, expandiu suas operações para cobrir mais rotas internacionais e nos Estados Unidos.

Daí o nome “Pan American”, que é a resposta à pergunta inevitável “o que significa Pan Am?”

No final dos anos 40, ajudou a criar tarifas turísticas pioneiras, tornando as viagens aéreas mais baratas e acessíveis a muito mais pessoas do que jamais havia imaginado.

Horário do Clipper de São Francisco a Manila e Hong Kong (Imagem: Domínio Público)
Durante a Segunda Guerra Mundial, homens e mulheres na frente e em casa lutaram para libertar o mundo do fascismo e do racismo. 

Agora, com tarifas turísticas acessíveis, como as da Pan Am, alguns desses mesmos homens e mulheres podiam viajar pelo mundo com mais liberdade do que nunca.

2. Os anos 50 e a Idade de Ouro


Pan Am DC4 Clipper em Trinidad na década de 1950 (Foto: John Hill)
Nos anos 50, a Pan Am era um dos maiores nomes do setor. Ao longo do final dos anos 50 e 60, ela comercializou sua companhia aérea como um luxo em particular.

Anúncios de marketing daquela época mostravam as muitas inovações luxuosas da Pan Am, desde a melhor comida de avião até assentos mais confortáveis ​​e, quando finalmente chegou, viagens a jato.

Apesar do sexismo desenfreado na relação empregado/empregador que coloria o trabalho das aeromoças na época, a Pan Am Historical Foundation se orgulha de que as aeromoças da Pan Am foram escolhidas especificamente por sua natureza “sofisticada e bem-educada”.

3. Os anos 60, Beatlemania e o Boeing 707


A Pan Am lança o Boeing 707-22 Stratoliner, N707PA, o 'Clipper America (Foto: Tim) 
Enquanto eles “voaram de Miami Beach” antes de chegar “De volta à URSS” alguns anos depois (em forma de música, pelo menos), os Beatles na verdade pegaram um voo da Pan Am alguns anos antes de escreverem essa música.

Em 7 de fevereiro de 1964, história cultural foi feita quando John, Paul, George e Ringo tocou o solo americano. Dois dias depois, eles fizeram sua famosa apresentação no Ed Sullivan Show. Eles visitaram os estados para três semanas antes de voltar para o Reino Unido em 22 de fevereiro do mesmo ano, novamente voando Pan Am.

Para os fanáticos da aviação, o voo de ida e volta foi feito com um Boeing 707-331. Tem quase 152 pés de comprimento, com uma envergadura de quase 146 pés, com uma barbatana vertical superior de quase 42,5 pés de altura e um peso de 146.400 libras.

Ele era movido por quatro motores turbofan Pratt & Whitney JT3D-3, cada um dos quais podia produzir 18.000 libras de empuxo, para uma velocidade máxima de 552 mph.

Este foi o início da Beatlemania, da Invasão Britânica e de uma era de rebelião. Foi também o começo do fim para as antigas companhias aéreas, The Jet Set, e para a era da Pan Am.

4. Os anos 70 e os problemas começam


Um DC 10-30 da Pan Am (Foto: Aero Icarus)
Por que a Pan Am falhou? Não há um motivo, mas, como veremos, muitos problemas crescentes.

No início dos anos 70, a Pan Am já enfrentava problemas. Enfrentou competição crescente. Sua imagem de luxo clássico dos anos 50 e 60 parecia antiquada no início da nova década.

Eles tentaram acompanhar, inaugurando a era dos filmes de bordo em 1965 e se anunciando no final dos anos 60 e início dos anos 70 como a “Companhia Aérea Mais Experiente do Mundo”.

No entanto, com as viagens a jato mais baratas e mais comuns, suas ofertas antes especiais agora pareciam blasé. E então os problemas do petróleo começaram.

Em 1973, a Guerra do Yom Kippur estourou quando vários estados árabes atacaram Israel ao longo da Península do Sinai no dia mais sagrado do calendário hebraico. Em 1979, começou a Revolução Iraniana. Os Estados Unidos apoiaram Israel após o primeiro ataque e se opuseram amplamente ao último.

Mas deixando de lado a política desses conflitos que definiram a era e mudaram o mundo, os países árabes colocaram embargos de petróleo às empresas americanas. Como resultado, a enorme escassez de petróleo prejudicou as empresas que mais dependiam deles - como, digamos, as companhias aéreas.

Ao lado: Aeromoça da Pan Am (Imagem: Tim)

Pior ainda, de meados ao final dos anos 70 assistiu-se à escassez de energia, empregos terceirizados, estagnação e inflação nos Estados Unidos e especialmente em países europeus como o Reino Unido. Como resultado, americanos e muitos europeus tiraram férias menos prejudicando setores que dependiam de viagens e turismo - novamente, como as companhias aéreas.

Essa confluência de considerações preocupava enormemente a Pan Am. Embora a escassez de petróleo fosse obviamente uma grande preocupação para toda a indústria, era especialmente preocupante para a Pan Am, dado o fato de que ela já estava perdendo terreno para as novas companhias aéreas de primeira linha.

Esses problemas tornaram-se ainda maiores com a Lei de Desregulamentação das Companhias Aéreas, aprovada pelo Congresso em 1978. Antes de 1978, os preços das companhias aéreas nos Estados Unidos regulamentavam. No entanto, em 1978, apesar do bipartidarismo já estar se tornando mais raro em Washington, um voto bipartidário de democratas e republicanos se uniu para desregulamentar o setor, permitindo que as companhias aéreas tornassem os preços mais competitivos.

No entanto, “mais competição” era a última coisa de que a Pan Am precisava. Para se manter à tona, a Pan Am vendeu os direitos de suas rotas do Pacífico para a United Airlines por uma infusão muito necessária de US$ 750 milhões, decidindo se concentrar em voos transatlânticos. Ainda assim, era outro sinal de como o outrora poderoso havia caído.

Eles haviam perdido sua imagem de ouro de luxo e prestígio, perderam terreno para outros concorrentes mais bem equipados e, na década de 1980, a Pan Am perderia mais do que qualquer um poderia imaginar.

5. 1985: A greve dos mecânicos


O Boeing 747-212B, N730PA, da Pan Am (Foto: Axel J.)
A metade dos anos 80 foi uma época de volatilidade econômica. Para alguns, era um capitalista livre para todos Gordon Gekko e "Ganância é bom!" Para outros, no entanto, foi um período de salários reduzidos e conflitos trabalhistas.

O governo Reagan foi pesado na desregulamentação e investindo mais poder nas corporações à custa dos sindicatos. Isso lucrou alguns, prejudicou outros, e esse confronto inevitavelmente levou a greves. A Pan Am não estava imune.

A greve mecânica da Pan Am de 1985 ocorreu em um momento vulnerável para a empresa. Como O Los Angeles Times informou em 28 de fevereiro, o dia do início da greve, Pan Am não tinha “feito um lucro desde 1980” e tinha “corte de mais de 8000 postos de trabalho nos últimos cinco anos.”

Para se ter uma ideia completa de como a Pan Am estava sangrando dinheiro naquele momento, ela cortou US$ 106,7 milhões em 1984.

Para ser justo, os mecânicos da Pan Am eram mais mal pagos do que outros em outras companhias aéreas. De acordo com aquele relatório do Los Angeles Times, o “salário-base máximo” para os mecânicos da Pan Am era de cerca de US$ 29.500 (aproximadamente o equivalente a US$ 70.200 em 2020).

Quando “comparado aos US$ 39.600 da United Airlines” para o salário de seus mecânicos, duas coisas ficam claras.

Primeiro, as queixas dos mecânicos da Pan Am eram substanciais e compreensíveis. Em segundo lugar, no entanto, essa disparidade de preços também sugere que a Pan Am possivelmente não poderia pagar tanto quanto os concorrentes, sugerindo o quanto eles ficaram atrás de seus maiores concorrentes.

6. 1986 a 1988: Colapsos, terrorismo e problemas no exterior


Em primeiro plano, o malfadado Boeing 747-100 Clipper 'Maid of the Seas' em uma visita a Manchester pouco antes de cair em Lockerbie em dezembro de 1988 (Foto: Mark Murdock)
Como se as coisas não pudessem piorar, o desastre nuclear de Chernobyl aconteceu em 1986. Claro, para colocar as coisas no contexto adequado, as preocupações econômicas empalidecem em comparação com a perda terrível de vidas humanas e as catástrofes ambientais ainda maciças.

Mesmo assim, a Pan Am estava passando por um colapso de um tipo diferente, mas relacionado. Isso aconteceu logo depois que eles decidiram se concentrar em voos transatlânticos para a Europa, afinal. Agora, um grande mercado europeu era “radioativo”, literal e economicamente.

De repente, as pessoas ficaram com medo de viajar não apenas para a área de Chernobyl, mas também para grande parte da Europa Oriental.

E esse não foi nem mesmo o único desastre internacional a acontecer com a Pan Am em 1986.

Em 5 de setembro de 1986, o voo Pan Am 73 decolou de Mumbai com destino a Nova Iorque, com escalas programadas em Karachi e Frankfurt. Quando a escala de Karāchi ocorreu, o avião foi sequestrado pela Organização Abū Niḍāl, uma organização terrorista afiliada aos palestinos.

O impasse que se seguiu durou 16 horas. As autoridades paquistanesas finalmente prenderam e prenderam os sequestradores, mas não antes de 22 reféns serem mortos e 150 feridos.

O voo Pan Am 73 ficou registrado na história como um dos desastres aéreos mais infames da história. Para a empresa, foi uma exceção poderosa e trágica à máxima "Qualquer imprensa é uma boa imprensa".

Embora não tenha sido culpa da Pan Am, ter o nome e a marca Pan Am “associados” ao sequestro contaminou ainda mais sua reputação, o que não foi um grande sinal para uma empresa que já estava lutando contra a greve pós-mecânica e Chernobyl. Sob todos os aspectos, a Pan Am estava em apuros a essa altura.

E os anos 80 e seus problemas de terrorismo ainda não haviam chegado ao fim. Em 1988, mais um voo da Pan Am entraria para a história por todos os motivos errados.

Em 5 de dezembro de 1988, o voo Pan Am 103 partindo de Londres para Nova Iorque explodiu nos céus da Escócia.

Tal como aconteceu com o voo Pan Am 73, o terrorismo foi o culpado. Uma bomba estava escondida dentro de um toca-fitas. Todos os 243 passageiros e 16 membros da tripulação morreram, bem como 16 pessoas no solo em Lockerbie.

Mais uma vez, não foi realmente culpa da Pan Am.

Mas, mais uma vez, isso manchou o nome da Pan Am aos olhos dos consumidores. Com mais e melhores competidores, enormes problemas financeiros e essas tragédias infelizes em seu nome, a Pan Am estava à beira do abismo e os anos 90 os empurrariam.

7. 1991: A Guerra do Golfo e o Fim do Pan Am


Airbus A310 324 Pan Am (Foto: Lewis Grant)
Mais uma década, outra guerra americana no deserto e outra escassez de petróleo. A Guerra do Golfo foi comparativamente curta e vista como um sucesso por muitos, mas para as indústrias dependentes do petróleo, foi outra verificação intestinal e, para a Pan Am, um golpe mortal.

Quer a Pan Am pudesse ter sobrevivido ou não sem a pressão crescente dessa mini crise do petróleo, já era demais para a empresa.

Quando 1990 se transformou no início de 1991, os sinais de que o fim estava próximo estavam por toda parte. A Pan Am estava perdendo dinheiro, sua reputação nunca havia se recuperado dos horríveis ataques terroristas e uma empresa que antes estava na vanguarda do conforto aéreo agora estava terrivelmente para trás.

A essa altura, os concorrentes haviam assumido amplamente o que restava dos caminhos originais da Pan Am, incluindo aqueles para a Europa. Não havia como salvar a empresa e os estertores da morte estavam próximos do fim.

A companhia aérea já havia trazido os Beatles para a América, mas agora, aquele “Yesterday” parecia tão distante e em dezembro, você não poderia comprar um “Ticket to Ride” ou se encontrar “De volta à URSS”. Tanto a Pan Am quanto a URSS se dissolveram com semanas de diferença em dezembro de 1991.

Se você está pensando quando fez Pan Am parar de voar, e quando Pan Am sair do negócio, que seria em 4 de Dezembro de 1991, conforme “A maioria Airline experiente do mundo” o fez seu último voo a partir de Bridgetown em Barbados para Miami.

Se você está se perguntando quem comprou a Pan Am, foi a Delta. Mesmo assim, o que lucrou com a Delta não ajudou necessariamente aqueles que foram deixados em apuros pela morte da Pan Am. Após o fim da Pan Am, mais de 7.500 pessoas foram demitidas enquanto a frota era liquidada.

O fantasma da Pan Am iria durar um pouco mais, assombrando a indústria aérea como o pai de Hamlet, um espectro do que foi, mas as tentativas de renascimento de vida extremamente curta em 1996 e 1998 fracassaram rapidamente.

Quanto à companhia aérea que comprou as rotas do Pacífico da Pan Am (United) e os remanescentes da empresa (Delta), ambos obviamente ainda estão por aí. Embora o marketing da Pan Am se concentrasse tanto na qualidade e no luxo, essas duas companhias aéreas seguiram rotas radicalmente diferentes nesse aspecto. Uma classificação do Wall Street Journal de 2019 sobre a qualidade das companhias aéreas dos EUA colocou a Delta em primeiro lugar, com a United empatada em penúltimo lugar.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (com aerocorner.com)

Vídeo: Voo Aeroflot 3739 - Filme "Mãe" (legendado)


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Piloto americano faz voo de seis horas em avião Cessna para desenhar homenagem ao 4 de julho

(Imagem: AirNavRadar)
Um piloto americano concluiu uma façanha ao voar por seis horas ininterruptas a bordo de um avião Cessna para desenhar uma grande homenagem ao seu país.

Utilizando um monomotor Cessna R182 Skylane, um dos aviões mais produzidos no mundo, o piloto decolou de Norwalk, no interior de Ohio, para realizar um voo cuja rota desenha o contorno dos 48 estados continentais dos EUA, formando o desenho clássico do mapa do país.

Além de desenhar o mapa do país, visível em plataformas de rastreamento como a AirNavRadar, o piloto também “escreveu” na parte interior do mapa “USA 250th”, em alusão aos 250 anos da independência americana do Reino Unido, que é comemorada amanhã, 4 de julho de 2026.

O voo durou, no total, 6 horas e 10 minutos, sendo que, na maior parte do percurso, foi mantida uma altitude de 10.000 pés (3.000m) e uma velocidade de solo de até 160 nós (300 km/h).

Avião se choca com animal de pequeno porte durante decolagem em aeroporto de Ilhéus, na Bahia

Tripulação seguiu os protocolos de segurança da empresa e pousou normalmente em Guarulhos, destino final do voo.

(Imagem: flightradar24)
A aeronave Airbus A320-214, prefixo PR-MYN, da companhia aérea Latam, se chocou com um animal de pequeno porte no aeroporto de Ilhéus, na Bahia, durante o procedimento de decolagem do voo LA 4603 nesta sexta-feira (3).

Em contato com a Jovem Pan, a empresa afirmou que a tripulação seguiu os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, mas não precisou alterar o plano de voo.

Ainda segundo a companhia, o avião pousou normalmente em Guarulhos e dentro do horário esperado, sem causar inconvenientes para os passageiros da aeronave.

Confira a nota da Latam na íntegra:

“A LATAM Airlines Brasil informa que a aeronave que operou o voo LA 4603 (Ilhéus–São Paulo/Guarulhos), nesta sexta-feira (03/07), colidiu com um animal de pequeno porte durante o procedimento de decolagem.

Em conformidade com os protocolos de segurança da companhia para esse tipo de ocorrência, a tripulação informou os órgãos de controle de tráfego aéreo envolvidos e a companhia. O voo prosseguiu normalmente até São Paulo/Guarulhos. O pouso ocorreu dentro do horário previsto e em total segurança, assim como o desembarque dos passageiros.

A LATAM reforça que todas as decisões operacionais são sempre tomadas com base em rigorosos protocolos de segurança, preservando, em todos os momentos, a integridade de seus clientes e tripulantes.”

Via Jovem Pan e flightradar24

Vídeo: Um pequeno erro matou todo mundo? A história comovente do voo Air Canada 621

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Sempre há mais de um fator que contribui para o resultado de um desastre aéreo. Este é um acidente que realmente fala por si. É uma história impressionante de como um pequeno erro, nascido da necessidade de lidar com uma ameaça percebida de uma antiga falha de projeto, rapidamente se transformou em algo verdadeiramente monstruoso. O que aconteceu aqui é, em todos os sentidos da palavra, horrível. Puro horror, e nada disso precisava acontecer. Neste episódio de 'Disaster Breakdown', conto a história do voo 621 da Air Canada.

Aconteceu em 19 de julho de 1960: O sequestro do voo Trans Australia Airlines 408 - O primeiro sequestro na Austrália


O sequestro do voo da Trans-Australian Airlines foi o primeiro sequestro de aeronave na Austrália. Ocorreu em 19 de julho de 1960 sobre Brisbane, Queensland, no Lockheed L-188A Electra, prefixo VH-TLB, da Trans Australia Airlines (TAA) (foto abaixo).


43 passageiros e seis tripulantes estavam a bordo do voo 408, o último voo de Sydney para Brisbane naquele dia. A tripulação era composta pelas aeromoças Fay Strugnell e Janeene Christie, o capitão John Benton, o primeiro oficial T. R. (Tom) Bennett e o engenheiro de voo Fred McDonald. Outro piloto da TAA, o capitão D. R. (Dennis) Lawrence, viajava na cabine de comando como passageiro.

O sequestrador, Alex Hildebrandt, portava um rifle calibre .22 de cano serrado, além de uma bomba que continha dois cartuchos de gelignite, conectados a um detonador que aparentemente teria disparado se Hildebrandt tivesse encostado um fio desencapado em uma bateria de lanterna.

Foi perto do fim da viagem, quando o Capitão John Denton se preparava para pousar na capital de Queensland, que Hildebrandt, um operário desempregado, saiu do banheiro do avião onde havia construído a bomba de gelignita. Embora estivesse longe de ser um dispositivo sofisticado, era capaz de causar uma grande explosão que poderia ter matado todos a bordo.

Ao retornar ao seu assento, ele chamou a comissária de bordo Janeene Christie, sacou seu rifle calibre .22, apontou para ela e exigiu: "Chamem o capitão".

A Sra. Christie acatou as instruções e contou ao Capitão Denton o que estava acontecendo. Inicialmente, ele não acreditou nela, mas quando percebeu que ela estava falando a verdade — e a gravidade da situação — ele direcionou o avião para o mar e alertou um piloto de folga, Dinny Lawrence, que ele sabia estar a bordo.

Nos minutos seguintes, o extremamente paranoico Hildebrandt começou a delirar e a afirmar que iria destruir o avião com a gelignita acoplada a um detonador que ele próprio havia construído em casa.

Enquanto proferia suas ameaças, ele não percebeu que o Sr. Lawrence havia se aproximado silenciosamente por trás dele. O Sr. Lawrence pegou um machado que deveria ser usado em uma fuga de emergência da aeronave e sentou-se no assento atrás de Hildebrandt, que exigia que o avião fosse levado para Darwin ou Singapura.


Então o inferno se instaurou.

O primeiro oficial Thomas Bennett e o Sr. Lawrence começaram a lutar com Hildebrandt e tentaram desarmá-lo. Quando começaram a controlá-lo e o imobilizaram no assento, o rifle disparou.

A bala passou raspando pelo Sr. Bennett e alojou-se no teto do avião.

Outro piloto, Warren Penny, que também viajava no voo como passageiro naquele dia, ajudou a conter Hildebrandt.

Mais tarde, ele declarou à imprensa: "O capitão empurrou o facão para mim e disse: 'Se ele se mexer, quebre a cabeça dele'".

Assim que Hildebrandt percebeu que havia sido derrotado, ele não parava de murmurar: "Será que vou morrer agora?"


Na sequência da tentativa de sequestro, Hildebrandt foi preso sob acusações que incluíam tentativa de homicídio e conspiração para destruir uma aeronave.

Em uma reviravolta incrível, as acusações foram posteriormente anuladas em apelação, com base no fato de que os tribunais de Queensland não tinham jurisdição, pois o avião estava no espaço aéreo de Nova Gales do Sul quando Hildebrandt armou os explosivos no banheiro. 

O Capitão Bennett, que escapou por pouco do tiro, deu um soco em Hildebrandt e arrancou os fios de sua mão, desativando a bomba. O Capitão Lawrence auxiliou Bennett a subjugar e desarmar o sequestrador. Bennett foi condecorado com a Medalha George por suas ações e Lawrence recebeu uma menção honrosa.

Hildebrandt, que nasceu na União Soviética em 1938, enfrentou sérias acusações de tentativa de homicídio, posse de um dispositivo explosivo com a intenção de destruir a aeronave e posse de explosivos capazes de causar ferimentos às pessoas a bordo.


Hildebrandt foi condenado a três anos de prisão por tentativa de homicídio, 10 anos por tentativa de destruição da aeronave e dois anos pela acusação de posse de explosivos.

Ele recorreu com sucesso da sentença no Tribunal Criminal de Queensland, argumentando que a aeronave, que estava a 35 minutos do início do voo, sobrevoava Nova Gales do Sul (NSW) quando ele armou os explosivos no banheiro da aeronave. 


Ele cumpriu uma pena de três anos em Brisbane por tentativa de homicídio e, após ser libertado, foi preso por detetives de NSW. Ele compareceu novamente ao tribunal e foi condenado pela acusação de tentativa de destruição de uma aeronave, sendo sentenciado a sete anos de prisão em Nova Gales do Sul.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e news.com.au

Aconteceu em 5 de julho de 1972: O sequestro do voo Pacific Southwest Airlines 710


Em 5 de julho de 1972, a aeronave 
Boeing 737-200 da Pacific Southwest Airlines, operava o voo 710, um voo de passageiros entre as cidades californianas de Sacramento e Burbank, com escala em São Francisco. A bordo, oitenta e um passageiros e uma tripulação de cinco pessoas para um voo de meia hora.

Michael Dimitrov Azmanoff, de 28 anos, um refugiado búlgaro que já havia servido como motorista de caminhão do Exército, embarcou no Boeing 737 em São Francisco com seu amigo, Dimitr Alexiev, de 28 anos

Assim que o sinal de apertar os cintos de segurança foi desligado, os sequestradores sacaram pistolas e fizeram suas exigências: US$ 800.000 em notas pequenas, dois paraquedas e as cartas náuticas necessárias para chegar à Sibéria, na então União Soviética. 

O avião retornou a São Francisco, onde os sequestradores concordaram em contratar um novo piloto com experiência internacional. Pouco antes do meio-dia, o avião pousou novamente, permanecendo em um canto remoto do aeroporto.

Quando o piloto se aproximou da aeronave com o motor ligado, os sequestradores o obrigaram a tirar a roupa, ficando apenas de cueca, para garantir que não estivesse armado. 

O piloto, que era um agente do FBI disfarçado, fez isso lentamente, para que uma equipe de agentes armados com espingardas pudesse se aproximar sorrateiramente da aeronave; esses agentes haviam evitado serem detectados aproximando-se em um barco na baía. 

O falso piloto finalmente foi autorizado a embarcar; ele foi seguido por seus colegas agentes, que abriram fogo indiscriminadamente na cabine. Alexiev, que estava perto da cabine de comando, morreu instantaneamente, mas Azmanoff se refugiou na parte traseira do avião e travou um tiroteio com os agentes. 

Ele foi morto no confronto, juntamente com o passageiro EH Stanley Carter, um condutor ferroviário aposentado de 66 anos de Montreal. 

Outros dois passageiros ficaram feridos, incluindo Victor Sen Yung, o ator nascido em São Francisco que interpretou o popular cozinheiro Hop Sing na longa série de televisão de faroeste Bonanza e o personagem Jimmy Chan na popular série de filmes Charlie Chan, iniciada em 1938 e Leo R. Gormley, um condutor ferroviário recém-aposentado de Los Angeles. Eles foram os primeiros passageiros mortos ou feridos em um sequestro de avião nos Estados Unidos.

Victor Sen Yung, também conhecido como Hop Sing (ao fundo, no centro, com as estrelas de "Bonanza" Pernell Roberts, Lorne Green e Michael Landon): Desempenhou papéis secundários durante 43 anos (Foto:Everett Collection/IMAGO)
Reconstruindo o ocorrido, um passageiro relatou que, pouco depois da decolagem de Sacramento, uma aeromoça anunciou pelo sistema de som: "Solicitamos que coloquem as mãos na cabeça e não olhem para trás, pois isso pode significar suas vidas."

Ao recordar que foram obrigadas a ficar sentadas nessa posição durante 45 minutos, uma passageira disse: "Meus braços ficaram muito cansados ​​– foi muita falta de consideração da parte delas."

Outro passageiro relatou que, em determinado momento, o sequestrador, identificado como Alexiev, desceu o corredor e “apontou duas armas para as costas da comissária de bordo, enquanto uma segunda comissária estava atrás dele com as mãos em seus ombros”.

Bill Rozell, de Sacramento, consultor do Senado Estadual, disse que quando o agente do FBI que se fez passar por piloto entrou no avião, uma comissária de bordo estava à sua frente e “quando os tiros começaram, ele a empurrou para o chão”.

"O que impediu aquele pobre garoto de ser morto, eu nunca vou saber", acrescentou.

O Sr. Yung, o ator, entrevistado em seu leito no Hospital Peninsula em Burlingame, disse que quando os tiros começaram, "eu me virei em direção à janela, foi quando fui atingido".

“Não sei quem começou primeiro”, acrescentou.

Enquanto isso, em Washington, a Administração Federal de Aviação alertou os meios de comunicação para que não utilizassem informações obtidas por meio de comunicações de rádio durante sequestros aéreos.

“Interceptar comunicações de rádio privadas sem a permissão do proprietário ou licenciado constitui uma violação das normas da Comissão Federal de Comunicações”, afirmou o porta-voz da FAA.

“Já ocorreram dificuldades desse tipo em sequestros anteriores, e esperamos que não se repitam neste caso.”

Azmanoff e Alexiev tinham um plano elaborado em mente, que envolvia um cúmplice chamado Lubomir Peichev. A dupla planejava lançar dois bonecos infláveis ​​do avião e pousar em uma pista de pouso rural na Colúmbia Britânica. Peichev deveria encontrá-los lá, em um pequeno avião que ele sequestraria; o trio então seguiria de volta para o sul, cruzando a fronteira, para desfrutar de seus US$ 800.000. Peichev foi condenado à prisão perpétua por seu papel no plano bizarro.

Os sequestradores do voo 710
Durante o fim de semana de 16 a 19 de junho de 1972, Peichev, Azmanoff e Alexiev viajaram de carro para o estado de Washington, supostamente em busca de ouro. Nessa viagem, eles também foram a Vancouver e a Hope, na Colúmbia Britânica, e ao Aeroporto de Puntzi Mountain, dois locais de pouso remotos, ambos a mais de 160 quilômetros de Vancouver. 

Durante essa viagem, Azmanoff e Alexiev planejaram sequestrar um avião e levá-lo para um aeroporto remoto no Canadá. Lá, uma quarta pessoa estaria esperando com um carro pronto para levar os sequestradores a um esconderijo em um apartamento nos arredores de Vancouver. Peichev alugaria um avião particular e os encontraria em uma pista de pouso auxiliar, caso o avião sequestrado não conseguisse pousar no aeroporto escolhido.

Os três homens retornaram a São Francisco e, em 1º de julho de 1972, encontraram-se no Aeroporto Internacional de São Francisco com Illia Shishkoff, que concordou em se encontrar com Peichev ao meio-dia de 4 de julho, no Aeroporto de Vancouver, e alugar um apartamento nos arredores da cidade. 

Em 3 de julho, Peichev sacou US$ 1.700 de sua conta bancária e pegou emprestada uma arma, alegando precisar se proteger enquanto procurava ouro. Mais tarde, no mesmo dia, ele se encontrou com Alexiev e Azmanoff no Aeroporto Internacional de São Francisco. Eles lhe deram uma passagem aérea para Seattle e disseram para ele pegar um ônibus para Vancouver.

Após se encontrar com Shishkoff em Vancouver, Peichev alugou dois carros e viajou com ele até o Aeroporto Hope, a aproximadamente 160 quilômetros de distância, retornando a Vancouver. No dia seguinte, 5 de julho, Peichev alugou um avião particular e contratou um piloto para levá-lo a Bella Coola e, em seguida, a Anahim Lake. 

Enquanto estava em Anahim Lake, Peichev soube por rádio que a tentativa de sequestro havia falhado. Ele seguiu para a pista de pouso de Puntzi, onde passou a noite, e depois retornou a Vancouver. Em Vancouver, encontrou-se com Shishkoff, combinou a devolução dos carros alugados e, em seguida, retornou a São Francisco.

Em 5 de julho, no mesmo dia em que Peichev voou para a pista de pouso de Puntzi, Azmanoff e Alexiev sequestraram o voo da Pacific Southwest Airlines. Após o tiroteio, os agentes do FBI encontraram nos corpos dos sequestradores um mapa da Colúmbia Britânica, Canadá, e um pequeno pedaço de papel com as coordenadas da pista de pouso de Puntzi.

Peichev admite que alugou um avião e voou para a pista de pouso de Puntzi mediante acordo prévio com Azmanoff e Alexiev, mas alega ter sido coagido a fazê-lo. Suas declarações, conforme relatadas pelas outras testemunhas, contradizem essa alegação. 

Shishkoff testemunhou que, quando se encontrou com Peichev em Vancouver, Peichev estava claramente encarregado de coordenar o aluguel dos carros, inspecionar o aeroporto de Hope e indicar onde esconder os veículos. Shishkoff também testemunhou que Peichev, após encontrá-lo no Aeroporto de Vancouver depois do fracasso do plano de sequestro, declarou: "Eles são estúpidos... Eu planejei tudo tão bem. Eles são estúpidos. Estão pedindo muito dinheiro."

Peichev argumentou que as provas eram insuficientes para sustentar sua condenação por cumplicidade em pirataria aérea. Na primeira acusação, Peichev foi acusado apenas de cumplicidade em pirataria aérea, e não adicionalmente de aconselhar, comandar, induzir ou obter sua prática, como também previsto no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seção 2. Ele admitiu, para fins de argumentação, que as provas eram suficientes para demonstrar uma conspiração, mas argumentou que o governo não demonstrou que ele auxiliou e instigou a perpetração do crime. Seu recurso foi negado e ele foi condenado à prisão perpétua.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e NY Times

Vídeo: Série Disasters Of The Century - Brampton Air Crash - Voo Air Canada 621

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Em 5 de julho de 1970, o Voo 621 da Air Canada, que fazia a rota de Montreal a Los Angeles — conhecido como "Voo do Champanhe" devido ao clima festivo e descontraído dos passageiros que viajavam de férias —, estava prestes a realizar uma escala programada em Toronto quando a tragédia aconteceu. Um pequeno mal-entendido na cabine de comando sobre os procedimentos de pouso levou o copiloto a acionar manualmente os *spoilers* de solo (freios aerodinâmicos) enquanto a aeronave ainda estava no ar. O avião inclinou o nariz para baixo e tocou brevemente a pista antes de voltar a subir. O comandante conseguiu manobrar a aeronave avariada para uma nova tentativa de pouso, mas, durante a manobra, o avião começou a se desintegrar no ar; uma explosão arrancou a asa direita, resultando na morte de todos os 100 passageiros e dos 6 tripulantes a bordo.