quarta-feira, 24 de junho de 2026

Aconteceu em 24 de junho de 1995: Acidente com o voo da Harka Air Services em Lagos, na Nigéria


Em 24 de junho de 1995, a aeronave 
Tupolev Tu-134A, prefixo RA-65617, da Harka Air Services (foto acima), operava um voo de Kaduna para Lagos, ambas localidades da Nigéria, levando a bordo 80 ocupantes, sendo 74 passageiros e seis tripulantes.

O Tupolev Tu-134A foi fabricado pela Kharkiv State Aircraft Manufacturing Company em 1974. Foi operado pela companhia aérea alemã oriental Interflug de 1974 a 1990, mas posteriormente foi devolvido ao registro soviético e repassado à Komiavia, recebendo a matrícula RA-65617 em 1992. Em 15 de dezembro de 1992, foi arrendado à companhia aérea nigeriana Harka Air Services. Na época do acidente, a aeronave havia acumulado 24.844 horas de voo e 15.740 pousos.

A aeronave fazia um voo de Kaduna para Lagos, pilotada por uma tripulação russa liderada pelo Capitão VV Lerner, com comissários de bordo nigerianos. Ao se aproximar do Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, a tripulação recebeu informações meteorológicas indicando ventos moderados e chuva fraca. 

No entanto, as condições climáticas deterioraram-se rapidamente e uma forte tempestade começou justamente quando a aeronave estava pousando. A pista estava molhada devido à chuva. 

Como resultado da aquaplanagem, a aeronave não conseguiu parar adequadamente, ultrapassou os limites da pista, invadiu a área de segurança e caiu em uma vala de drenagem de concreto, partindo-se em pedaços e pegando fogo.

O processo de evacuação foi dificultado pela má comunicação entre os pilotos russos e a tripulação nigeriana, provavelmente devido a uma barreira linguística. Consequentemente, alguns passageiros permaneceram sentados na cabine e morreram no incêndio. Dezesseis passageiros morreram no acidente.


Foi determinado que o acidente foi consequência dos seguintes fatores:
  • Má qualidade na organização do suporte meteorológico no aeroporto de Lagos, resultando na falta de informações confiáveis ​​da tripulação sobre a direção e a força reais do vento durante a aproximação e o pouso, o que fez com que a aeronave pousasse muito à frente na pista;
  • Presença de uma camada de água na pista, da qual a tripulação não foi informada antes do pouso, o que fez com que a aeronave entrasse em aquaplanagem e perdesse a eficiência da frenagem;
  • Falha da tripulação em iniciar um procedimento de arremetida após encontrar condições meteorológicas adversas durante a fase final da aproximação e estimativa errônea do comprimento restante da pista para a conclusão segura do pouso em caso de chuva forte;
  • Violação, por parte da tripulação de cabine, dos requisitos relativos ao número e posicionamento dos comissários de bordo no pouso, o que levou à entrada não detectada de 15 passageiros no compartimento traseiro e nos banheiros após a queda da aeronave e suas mortes em caso de incêndio;
  • Organização insatisfatória das operações de resgate no aeroporto de Lagos.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro

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