segunda-feira, 30 de março de 2026

Aconteceu em 30 de março de 1963: Voo Itavia 703 Acidente no Monte Vale Rotonote, na Itália


Em 
30 de março de 1963, a aeronave Douglas C-47B-35-DK (DC-3), prefixo I-TAVI, da Aerolinee Itavia (foto acima), operava o voo 703, um voo regular de passageiros do Aeroporto de Abruzzo para o Aeroporto de Ciampino, na Itália. 

A aeronave envolvida foi fabricada em 1945 com o número de série do fabricante 33225/16477. Até aquela data, havia acumulado 13.941 horas de voo.

O voo transportava cinco passageiros e três tripulantes. A tripulação era composta pelo piloto em comando Ernesto Roggero, o copiloto Erminio Bonfanti e o comissário de bordo em treinamento Luigi Politta. Ambos os pilotos possuíam licença de transporte aéreo válida e estavam qualificados para operar o DC-3. Roggero tinha um total de 10.731 horas de voo (2.296 no DC-3) e Bonfanti tinha 832 horas, todas no DC-3. 

Os passageiros eram Giuseppe Mancini, Marco di Michele, Marvin Gelber, o Sargento Angelo Lombruno e o Conde Nicolò Marcello.

O voo 703 decolou de Pescara às 17h36 GMT, seguindo regras de voo por instrumentos (IFR), e subiu até sua altitude de cruzeiro de 3.000 metros (10.000 pés). O piloto solicitou orientação por radar de um radar de defesa de Pescara, que normalmente não estava disponível para aeronaves civis.

A primeira parte do voo foi realizada intencionalmente ao sul da rota direta para evitar densas formações de nuvens. O radar perdeu o contato com a aeronave às 18h12.

Às 18h18, o piloto solicitou autorização para o radiofarol não direcional (NDB) de Roma. O voo foi posteriormente autorizado a prosseguir para o NDB e descer para 1.800 metros (6.000 pés). 

Às 18h28, o piloto solicitou autorização para descer ainda mais. Ele foi instruído a contatar a torre de Ciampino, mas não o fez. A aeronave não conseguiu sintonizar o NDB e teve que evitar as nuvens, pois a bússola de rádio não estava funcionando corretamente. 

Por volta das 18h32, o piloto relatou que conseguia ver o solo, mas o contato visual foi perdido posteriormente. 

Às 18h35, ele foi autorizado a prosseguir para o VOR (radiofrequenciador omnidirecional) de Ostia, porém relatou que seu VOR não estava fornecendo informações confiáveis.

O DC-3 colidiu com o Monte Serra Alta, a 6,5 ​​km (4,0 mi; 3,5 nmi) a noroeste de Sora, Lazio, por volta das 18h37, destruindo a aeronave e matando todos os oito ocupantes a bordo.



Se o avião tivesse voado 50 m (160 pés) mais alto, o acidente poderia ter sido evitado. Os destroços foram alcançados em 1 de abril e os corpos foram recuperados em 2 de abril. Os Carabinieri vasculharam a área e coletaram materiais para uso na investigação. 


A investigação determinou que as causas foram:
  • Erros do piloto na determinação de sua posição.
  • Condições meteorológicas particularmente adversas no último trecho da rota, que foi percorrido à noite.
  • Não comunicar ao controle de tráfego aéreo as partidas da rota de voo.
  • Concorrência de uma série de fatos e circunstâncias que conspiraram contra o piloto.




Alguns dos destroços do acidente ainda permanecem no mesmo local.




Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, baaa-acro e ASN

Motor de avião que ia para os EUA explode após decolagem no Aeroporto de Guarulhos; aeronave fez pouso de emergência

Aeronave da Delta Air Lines seguiria para Atlanta (EUA) e precisou fazer pouso de emergência na noite deste domingo (29). Ninguém se feriu, mas o incidente causou atrasos e remanejamento de passageiros no aeroporto.


O motor do avião Airbus A330-323, prefixo N813NW, da Delta Air Lines, explodiu logo após a decolagem no Aeroporto de Guarulhos, na noite do último domingo (29). O piloto precisou fazer um pouso de emergência e ninguém ficou ferido.

Um vídeo divulgado pelo canal do YouTube Aviação Guarulhos registrou o momento (veja acima).

Motor de avião explode após decolagem de voo da Delta para os Estados Unidos
neste domingo (29) (Foto: Reprodução/TV Globo)
O avião da Delta Airlines decolou às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, e, após segundos, houve uma explosão no motor do lado esquerdo.

Com as explosões, parte do material chamuscado caiu no gramado ao lado da pista e iniciou um incêndio numa área de mata.


A torre de controle do Aeroporto de Guarulhos percebeu o ocorrido e comunicou o piloto, que precisou retornar à pista. O voo estava lotado, com 272 passageiros e 14 tripulantes.


O piloto declarou "mayday" e acionou os bombeiros do aeroporto. Todo o voo durou cerca de nove minutos e 12 segundos, segundo a plataforma Flightradar24. Em poucos minutos, o fogo foi extinto. Devido ao ocorrido, os outros voos foram adiados.


A aeronave é do modelo Airbus A330-323, da Delta Air Lines, e faria a rota de Guarulhos até Atlanta, na Geórgia, nos Estados Unidos (voo DL104). A decolagem estava prevista para 23h40 com chegada às 7h40.

No site da companhia aérea, a Delta Airlines informou apenas que cancelou o voo DL0104 devido a problemas mecânicos e pediu desculpas pelo inconveniente.

Bombeiros controlam as chamas em turbina de avião da Delta no Aeroporto Internacional
de Guarulhos, na Grande São Paulo, neste domingo (29) (Foto: Reprodução/TV Globo)
Por meio de nota, a Delta Air Lines informou que ocorreu um problema mecânico no motor e que os passageiros foram levados de ônibus até o terminal. As equipes da Delta estão trabalhando para reacomodar os passageiros e levá-los com segurança ao seu destino. (leia a nota na íntegra abaixo)

Reprodução do voo DL104 (Via flightradar24.com)
Nota Delta Air Lines:

“O voo 104 da Delta, de São Paulo para Atlanta, retornou ao aeroporto logo após a decolagem na noite de domingo, após um problema mecânico no motor esquerdo da aeronave. O Airbus A330-300 pousou em segurança e foi recebido pela equipe de combate a incêndio aeroportuário (ARFF), e os passageiros foram levados de ônibus até o terminal. A segurança de nossos clientes e da tripulação é nossa maior prioridade. Pedimos desculpas aos nossos clientes por esse atraso em suas viagens.”

Passageira descreve terror em voo após explosão de motor em SP: 'Nunca senti tanto medo'



Passageiras do voo da Delta Airlines que teve o registrou de uma explosão no motor esquerdo na noite deste domingo (29) narraram o desespero que sentido dentro da aeronave no momento da explosão após decolagem no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande SP.

Moradora de Atlanta, nos Estados Unidos, a vendedora de software Danielle Willig disse que só pensou na família e teve medo real de morrer, ao perceber que o avião estava em situação de emergência.

“Nunca passei por um desespero tão grande na minha vida. De ver o avião que não subia, não subia. De ter uma pessoa do meu lado me acalmando. Mas eu nunca senti esse medo de voar. Eu voo muito. Mas era um medo de morrer de verdade. De olhar e ver que o avião não subia. Eu só pensava na família”, contou ela ao Bom Dia SP, da TV Globo.

Danielle Willig mora em Atlanta, nos EUA, e disse que nunca sentiu tanto medo na vida
como no voo da Delta neste domingo (29) (Foto: Reprodução/TV Globo)
“Eles acabaram voltando. Mas era tudo tão baixo e a gente dentro do avião não tinha ideia do que estava acontecendo. Logo que o trem de pouso subiu eu achei que era o barulho do trem de pouso. Um barulho normal que geralmente faz. E depois veio uns gritos lá de traz: ‘fogo, fogo, fogo’, que eu não vi porque eu estava na janela do outro lado, um pouco mais pra frente”, declarou.

Daniela disse que, depois do susto, foi encaminhada para um homem nas imediações do Aeroporto de Guarulhos, mas só conseguiu dormir uma hora.
Após ter percebido o risco que correram dentro da aeronave, não conseguiu mais pegar no sono.

“Por incrível que pareça, achei que todo mundo ficou muito calmo. Foi tudo surreal. Depois que vi os vídeos no Instagram, da pessoa falando ‘tá pegando fogo, vai cair o avião’, que me dei conta da gravidade do que a gente viveu. Só consegui dormir uma hora. Estou acabada”, contou.

A maquiadora Aline Araújo também afirmou que os passageiros não entenderam muito o que estava acontecendo dentro da aeronave.

“Não deu nem tempo de pensar muito porque foi logo depois da decolagem. A gente começou a subir o avião teve a primeira explosão foi um clarão dentro do avião, ninguém entendeu nada o que estava acontecendo. Graças a Deus o piloto foi genial, genial, quando ele falou estava super calmo e o pouso foi melhor do que a gente pensava”, disse.

A assistente contábil Renata Liehy e a maquiadora Aline Araújo, que estavam no
voo da Delta Airlines (Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo)
Já a assistente contábil Renata Liehy contou que também só pensou na morte durante a situação de emergência.

“Senti mui pânico, só pânico. Medo, medo de morrer, você vê o avião pegando fogo, né, o que você vai pensar...”, declarou.

Via g1, ASN, Canal Aviação Guarulhos e flightradar24

Avião sujo! Comissários revelam os 5 lugares que quase nunca são limpos

Higiene nas aeronaves: desvendando os pontos menos limpos a bordo do avião, segundo os próprios funcionários.


Com o constante fluxo de milhares de passageiros atravessando os céus diariamente, existem desafios para manter um avião. Não é surpresa que as companhias aéreas sejam desafiadas a manter a higiene das aeronaves em tempo hábil.

1. Folheto de segurança: conhecendo as instruções de emergência


O folheto de segurança, aquele resumo vital das instruções em caso de emergência localizado no bolso à frente de cada assento, surpreendentemente, não é uma área limpa.

De acordo com a comissária Josephine Remo, é o lugar mais sujo do avião. Mesmo as mesinhas com bandejas costumam ser limpas, mas os folhetos muitas vezes são negligenciados. Após a leitura, uma aplicação de álcool gel é recomendada.

2. Compartimento de bagagem: um espaço tocado, raramente limpo


Os compartimentos de bagagem acima dos assentos, apesar de serem tocados por vários passageiros em cada voo, são raramente limpos. Higienizar as mãos após fechar o compartimento é aconselhável, e a limpeza adequada das malas ao retornar para casa é crucial.

3. Mesas das poltronas do avião: mais que germes comuns


As mesas das poltronas são uma área de atenção especial, pois, de acordo com a comissária Sue Fogwell, elas vão além dos germes comuns.

Um estudo de 2015 realizado pela calculadora de voo Travelmath apontou que as mesinhas têm quase oito vezes mais bactérias por polegada quadrada do que o segundo lugar mais sujo da aeronave na época. O uso de lenços desinfetantes antes de utilizá-las para refeições é uma precaução sugerida.

4. Capas dos assentos: nem sempre substituídas ou limpas


As capas dos assentos nem sempre são substituídas ou limpas entre voos, de acordo com Sue Fogwell. A substituição ocorre apenas se um passageiro relatar um incidente na poltrona, sujeito à avaliação da equipe de limpeza. Para quem se preocupa com a limpeza, a recomendação é viajar com capas descartáveis ou reutilizáveis.

5. Maçaneta e tranca do banheiro do avião: pontos esquecidos


Os banheiros são regularmente limpos, mas as maçanetas e trancas das portas nem sempre recebem a mesma atenção, conforme observado por Josephine Remo. O uso de desinfetantes para as mãos após tocar essas áreas é sugerido para os passageiros.

Em outubro de 2023, uma investigação do jornal The Washington Post reforçou essas descobertas, destacando a torneira da pia do banheiro como o ponto mais sujo do avião, seguido das mesinhas dos assentos. A atenção à higiene pessoal é fundamental para uma viagem mais segura.

O sistema que 'soca' aviões no chão para evitar acidentes em Congonhas

Sistema Emas para auxiliar na parada de aviões na cabeceira do aeroporto de Congonhas SP:
 Tamanho é de 72 m x 47,4 m (Imagem: Divulgação/Infraero)
Um dos aeroportos mais questionáveis quando o assunto é segurança é Congonhas, em São Paulo. Afinal, alguns acidentes já aconteceram no local.

Como a cidade cresceu ao redor do aeroporto, na zona sul da capital paulista, ele acabou encravado no meio urbano adensado, ao lado de grandes bairros, e atraiu mais atenção para as operações realizadas ali com o passar dos anos.

Uma das formas de aumentar a segurança no local foi a instalação de uma estrutura que "soca" o avião no chão caso ele não consiga parar normalmente na pista.

Chamado de Emas (Engineered Material Arresting System, ou, Sistema de Desaceleração com Materiais Projetados), essa é uma cama de concreto que se deforma quando um avião passa por ela, afundando o avião e auxiliando na sua parada.

Esse sistema é similar ao das áreas de escape vistos em rodovias pelo país. Ou seja, o Emas é como uma caixa de brita de uma rodovia, encontrada em áreas de escape de estradas, como na Anchieta (SP). São saídas nessas vias para veículos, como ônibus e caminhões, que perdem o freio.

Também pode ser comparado a uma caixa de brita das corridas de Fórmula 1, onde o carro, quando sai da pista, desacelera e fica preso no local, não colidindo contra o muro, por exemplo.

A função do Emas é aumentar muito a frenagem, ou seja, a redução da velocidade, sem quebrar o trem de pouso. Ele aumenta a resistência ao avanço do avião e faz com que ele pare.

Como é em Congonhas?


Apenas a pista principal de Congonhas possui o Emas. Ele é o primeiro aeroporto do Brasil a contar com essa estrutura, que custou R$ 122,5 milhões, segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administrava o local à época.

Cada cabeceira da pista possui um sistema desse, com dimensões de 64 m x 47,4 m em uma das extremidades e 72 m por 47,4 m na outra. As duas estruturas são sustentadas por vigas e pilares que comportam o peso dos aviões que operam no aeroporto, além da cama com as placas de cimento.

Essas placas são formadas por concreto e esferas de sílica, que se rompem quando há pressão sobre elas. A energia do movimento do avião indo em direção a essa estrutura é transformada em energia de rompimento das camadas das pedras do Emas. Conforme o avião vai avançando nessa "cama", ele vai desacelerando.

Para que o concreto se rompa, não é apenas o peso do avião que é levado em consideração. É preciso ponderar também a velocidade com que ele entra naquele espaço e sua direção.

Possibilidades


Ele também funciona diferente se o avião entra com o pneu rodando ou se arrastando, com as rodas travadas. Todas essas possibilidades são dimensionadas de acordo com as principais aeronaves que são operadas no local.

O projeto tem de abranger até mesmo como ocorrerá a desaceleração, tendo em vista que, se for muito rápida, pode causar danos ao corpo humano.


Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo) - Fontes: Jorge Eduardo Leal Medeiros, professor do curso de Engenharia da USP (Universidade de São Paulo); Pablo Miranda, presidente da Kibag Brasil, empresa que instalou o Emas em Congonhas; e Thiago Nykiel, diretor executivo da Infraway Engenharia, empresa especializada em infraestrutura

Avião de pequeno porte cai e mata dois homens em Rio Claro, no RJ

Caso aconteceu na Estrada de São João Marcos, em Rio Claro, no Rio de Janeiro.


Um avião de pequeno porte TL Ultralight TL-3000 Sirius, prefixo PU-RTD, da Esquadrilha CEU, caiu e deixou pai e filho mortos no início da tarde deste domingo (29) em Rio Claro (RJ). O caso aconteceu na região de Passa Três, na Estrada de São João Marcos, por volta de 11h55.

(Foto: Divulgação/Polícia Militar)
De acordo com a Polícia Militar, testemunhas informaram que uma aeronave, com dois ocupantes, teria caído em uma área de mata no interior de uma propriedade privada.

(Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Foram identificadas as vítimas da queda de avião como Everaldo Pereira da Costa Filho, de 73 anos, e Valentim Rufino da Costa, de 40, que estavam dentro da aeronave no momento do acidente.


Segundo o Corpo de Bombeiros, foi constatado a queda da aeronave, que teria colidido com um morro, além as duas vítimas, que já estavam sem vida, quando os agentes chegaram ao local.

A placa de identificação que auxiliou no reconhecimento da aeronave (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) irão investigar o acidente. As equipes estão no local para preservar a segurança da área e também, para os procedimentos necessários.


Uma equipe de perícia irá para o local para levantar informações que possam ajudar nas investigações. Em seguida, os corpos serão removidos para o Instituto Médico Legal (IML).


De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave era experimental e estava em situação normal. Além de registro para voos diurnos.

O caso foi registrado na delegacia de Rio Claro, que está responsável pelas investigações. Até a publicação desta reportagem, as circunstâncias do acidente eram desconhecidas.


Via, g1, CNN, R7, UOL, ASN e ANAC

Voo é cancelado após avião atingir aves e ter turbina danificada em SC

Aeronave da LATAM teve danos na turbina e passageiros precisaram desembarcar no Aeroporto de Jaguaruna (SC).

Voo precisou ser cancelado após colidir com duas aves em Jaguaruna (Foto: Divulgação/ND Mais)
Um voo foi cancelado após o avião colidir com dois pássaros no Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. A turbina da aeronave foi danificada e a decolagem precisou ser abortada.

O caso, chamado de “Bird strike“, aconteceu na manhã dessa quarta-feira (25), com o avião Airbus A320-271N, prefixo PR-XBC, da companhia aérea LATAM Airlines, durante a corrida para decolagem. De acordo com a administração aeroportuária, o piloto precisou retornar ao pátio.

Um voo foi cancelado após o avião colidir com dois pássaros no Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. A turbina da aeronave foi danificada e a decolagem precisou ser abortada.

O caso, chamado de “Bird strike“, aconteceu na manhã dessa quarta-feira (25), com um avião da companhia aérea LATAM Airlines, durante a corrida para decolagem. De acordo com a administração aeroportuária, o piloto precisou retornar ao pátio.

Após a inspeção realizada pela equipe de manutenção, foram localizados os danos. “Algumas blades (pás da turbina) esquerda estavam danificadas”, detalhou em nota o Consórcio Regional Sul Airport, responsável pela gestão do aeroporto.

Além disso, a vistoria na pista apontou que as duas aves de grande porte que atingiram o avião eram da espécie curicaca. Elas foram encontradas mortas e retiradas do local pela equipe técnica.

O voo cancelado afetou 130 passageiros e seis tripulantes, que foram desembarcados em segurança. Parte dos passageiros seguiu viagem de ônibus até Florianópolis, disponibilizado pela companhia aérea, enquanto outros optaram pela remarcação.

Apesar do incidente, o aeroporto informou que a pista foi rapidamente liberada para as demais operações. As atividades no local continuaram sem interrupções e a aeronave envolvida permanece no pátio aguardando manutenção corretiva.

Aves da espécie Curicaca atingiram as paletas da turbina esquerda da aeronave
(Foto: Divulgação/ND Mais)
“Nesta manhã, durante a corrida para decolagem do voo LATAM 4770 ocorreu Bird strike, (colisão com pássaro), obrigando o piloto a abortar a decolagem e retornar para o pátio.

Após a inspeção na aeronave, realizada pela equipe de manutenção da cia aérea, foi constatado que algumas blades (pás ou paletas da turbina) esquerda estavam danificadas.

Após inspeção de pista, realizada pela equipe técnica de fiscais da Regional Sul Airport, constatou-se que duas aves (Curicaca) de porte grande, estavam mortas sobre a pista.

Diante deste cenário, a pista foi descontaminada imediatamente e liberada para as demais operações que ocorrem normalmente até o momento.

Todos os 130 passageiros, mais 06 tripulantes a bordo, do voo LATAM 4770, foram desembarcados em segurança e o voo foi cancelado.

Alguns passageiros optaram em seguir de ônibus até Florianópolis, fornecido pela empresa aérea e a maioria remarcou seus voos para o voo seguinte, que deverá ocorrer no final desta tarde.

Ate o momento, a aeronave da LATAM permanece no pátio do aeroporto para a devida manutenção corretiva.”

O ND Mais também entrou em contato com a LATAM Airlines Brasil, que por meio de nota, disse:

“A LATAM Airlines Brasil informa que o voo LA4771 (Jaguaruna-São Paulo/Guarulhos), de quarta-feira (25/3), precisou ser cancelado após um episódio de bird strike (colisão com pássaro), fato totalmente alheio ao controle da companhia.

A companhia ofereceu assistência necessária aos passageiros e reforça que adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos.”

Via ND+ e ASN

domingo, 29 de março de 2026

Aviões que são cópias piratas ou que são inspirados em outros projetos

Alguns projetos aeronáuticos foram claramente 'inspirados' em programas diversos.

Aeronaves inspiradas em projetos existentes são uma realidade no mundo, acima um J-11B cópia do Su-27
A celebre frase “Na televisão, nada se cria, tudo se copia” preferida pelo apresentador Chacrinha pode muito bem ser utilizada na aviação. A indústria aeronáutica possivelmente prefere a versão original, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, do químico Antoine Lavoisier.

Contudo, não são raros os exemplos de projetos que vão além de uma simples transformação, se tratando de cópias ou aperfeiçoamentos de projetos anteriores, em geral, feitos por terceiros. O caso mais notável é da China, famosa por suas “inspirações” que não raro é de 100% do projeto original. Autoridades do país já definiram que um projeto pirateado deve ser visto como uma honra ao fabricante lesado, pois foi bom o suficiente para desejarem copia-lo. Acredite, eles não estão sozinhos.

Nesher - Parece um Mirage 5


Pode parecer difícil de acreditar, mas os israelenses, conhecidos por sua alta tecnologia e capacidade intelectual acima da média, resolveu um problema internacional 'clonando' o Mirage 5J, o curioso, com aval do fabricante original. 

IAI Nesher foi uma solução industrial para a venda dos Mirage 5 para Israel
Logo após a Guerra dos Seis Dias, o governo francês embargou o envio de 50 Mirage 5J, já pagos, para Israel. Uma solução foi um acordo digno da Guerra Fria, onde a Dassault, fabricante original do Mirage, esteve indiretamente envolvida. Israel adquiriu um novo lote de Mirage 5 através da Rockwell International, que fechou um acordo com a Dassault. 

Como havia um embargo em vigor, as estruturas básicas foram produzidas pela também francesa Aerospatiale, enquanto as asas na Reims-Cessna. A construção ocorreu na Israel Aircraft Industries, criando o IAI Nesher, uma versão local do francês Mirage 5. Em Na sequência, ainda sob embargo francês, a IAI desenvolveu o Kfir, também baseado no Mirage 5.

Mirage 5 foi um dos principais caças dos anos 1960 e sofreu embargo para vendas para Israel

Lavi - Até lembra um F-16, mas não é


Se na década de 1960 os israelenses tinham a desculpa de embargos do General De Gaulle, na década de 1980 não seria muito convincente copiar o F-16, especialmente por ser produzido por seu maior aliado, os Estados Unidos. 

Soluções do Lavi eram próximas do norte-americano F-16
Então a IAI criou o Lavi, que possuía características de voo bastante próximas do modelo americano, mas empregada canards e alguma soluções bem particulares. Apenas três protótipos foram construídos, e hoje estão expostos em Israel. Se olhar de longe e pensar que é um F-16, é apenas impressão sua. O final da história? Israel escolheu o F-16, que era mais barato e já contava com centenas de unidades em serviço.

F-16 é um dos principais caças dos Estados Unidos e continua sendo exportado para diversos aliados

Tu-144 Concordski


Outra inspiração famosa é o Tupolev 144, que é tão similar ao Concorde, que recebeu o apelido nada elogioso de Concordski. Concebido ao mesmo tempo que o supersônico franco-britanico, o Tu-144 saiu na frente ao realizar o primeiro voo meses antes do Concorde. 

Um dos mais famosos casos de 'inspiração' o Tu-144 teve uma curta carreira voando apenas no território soviético
Os soviéticos optaram por uma aeronave ligeiramente maior, utilizando canards. A carreira do Tu-144 foi bastante curta e Moscou nunca aceitou o argumento que ele era uma cópia do Concorde, contudo, nunca também negou.

Esse é o Concorde original, que dispensa maiores apresentações

Buran - Solução soviética ao Space Shuttle


Os soviéticos ainda teriam tempo de tentar mais um plágio, dessa vez para evitar que os norte-americano tivessem pleno domínio do espaço. O programa SST, acrônimo para space transport system, conhecido como ônibus espacial, foi construído pela Nasa sob alegação de oferecer voos espaciais a baixo custo e em uma frequência jamais vista, podendo contar com um lançamento por semana. 

O Buran jamais entrou no espaço
Os soviéticos não acreditaram totalmente nos argumentos da Nasa, alegando inclusive que ele era um programa da força aérea para roubar satélites inimigos. Como dessa vez foi Washington que não se preocupou em desmentir tal alegação, os camaradas iniciaram o programa Buran-Energia. O conceito era idêntico ao norte-americano. 

O colapso da União Soviética levou ao cancelamento do projeto, fazendo que o Buran jamais entrasse em serviço, enquanto, ao menos oficialmente, nenhum ônibus espacial americano roubou algum satélite. O Buran ainda que inspirado no conceito norte-americano, tinha soluções próprias e características dos programas soviéticos.

A versatilidade da pioneira Columbia causou pavor em Moscou e foi considerado uma arma de guerra espacial

Tu-4 - Usamos nas cores soviéticas?


Outro caso notório foi a criação do Tupolev Tu-4, um bombardeiro estratégico soviético construído a partir de engenharia reversa no B-29 Superfrotress. Neste caso, os soviéticos não se preocuparam em negar a cópia, simplesmente ignorando as declarações e reclamações norte-americanas. No final da Segunda Guerra, os soviéticos tentaram adquirir alguns B-29 através de lend lease ou mesmo produção licenciada, como ocorreu com o DC-3, por exemplo. 

Com a evidente negativa de Washington, afinal, se tratava do principal bombardeiro do país, a solução veio quando quatro B-29 pousaram em emergência em território soviético. Sob alegação de que a União Soviética se mantinha neutra na Guerra do Pacífico, Moscou se negou entregar os aviões. 

Olhando rapidamente qualquer um diria se tratar de um B-29
Em seguida os três aviões que estavam em bom estado foram enviados para a Tupolev OKB, sob expressa ordem de Stálin, o tirano que comandava a União Soviética com mãos de ferro, que as cópias fossem exatamente idênticas aos originais. Conhecendo o histórico do ditador, os engenheiros da Tupolev não tiveram dúvidas em tentar ser o mais fiel possível nos primeiros exemplares. Ao ponto de as aeronaves terem um inexplicável furo em uma das asas. 

Um dos aviões originais contava com um furo sem sentido, feito por uma perfuratriz. Sem saber o motivo, possivelmente uma falha na linha de montagem, os engenheiros temiam que em uma vistoria Stálin notasse o detalhe. Pelo sim, pelo não, os aviões soviéticos ganharam um furo inútil. A pintura das baias de bombas também seguiu um padrão irregular, com apenas metade pintado, como existente em um dos aviões originais. Como curiosidade adicional, o Tu-4A lançou a primeira bomba nuclear nuclar soviética, a RDS-1.

Nota: O autor do texto durante uma visita ao museu de Monino, nos arredores de Moscou, escutou de um responsáveis pelo acervo que ao final dos trabalhos, Andrei Tupolev em contato direto com Stálin havia perguntado em tom descontraído sem deveriam pintar nas cores soviéticas ou norte-americanas. O temor de parar em um campo de trabalhos forçado, ou ser executado, era tanto que era bom confirmar se a cópia fiel incluía as cores no rival. Todavia, essa história nunca foi confirmada pela literatura disponível.

Esse é o B-29 original, note a extrema semelhança com o Tupolev Tu-4

J-11B - Parecido, mas completamente diferente


Já os chineses não têm pudores em dizer que copiaram algo. Ainda assim, a China não gostou quando os russos afirmaram que o J-11B, um caça embarcado idêntico ao Su-27SK era uma versão pirata. 

Sem as marcas chinesas, você seria capaz de dizer que não é um Su-27?
Nos anos 1990 a China formalizou um acordo para produzir 200 Su-27SK no país, sob designação J-11A, duas décadas depois o J-11B surgiu como uma evolução do modelo produzido sob licença. O governo chinês refutou a alegação de cópia e disse que os dois aviões até são parecidos, mas são completamente diferentes!

A fonte de inspiração do J-11B foi o Sukhoi Su-27

ARJ-21 - Usou ferramental do MD-80


Em outros casos os chineses não se preocupam muito com críticas, como o caso do ARJ-21, que é quase idêntico a série MD-80. Nos anos 1980 a McDonnell Douglas montou na China uma planta para produzir a seção dianteira da família MD-80, enviando ferramental e projetos ao então gigante e inexpressivo país asiático. 

Os engenheiros do MD-80 deveriam estar orgulhosos pela inspiração do ARJ-21
Apenas a mão-de-obra barata era atraente naquele momento. Décadas depois os chineses responderam criando um avião que utiliza o mainframe do MD-80. Curiosamente como não tinham projeto e ferramental do restante do avião, eles criaram o que faltava. Assim, é um avião 100% chinês.

Note as claras semelhanças entre o MD-80 e o ARJ-21

Shanghai Y-10 - Novas e estranhas janelas


O caso mais bizarro de cópia chinesa foi o Shanghai Y-10, que voou pela primeira vez em 1980. Excluindo as estranhas janelas do cockpit, todo o resto era um 707-320C. 

A inteligência norte-americana afirma que o Y-10 não passa de um 707 com novas janelas
Na ocasião os norte-americanos afirmaram que o Y-10 não era sequer uma engenharia reversa do 707, mas apenas um Boeing com janelas substituídas. Ou seja, nem podia ser oficialmente chamado de um 707 pirata, talvez fosse ideal algum termo como “modificado” ou “mexido”.

Por Edmundo Ubiratan (AeroMagazine)

Documentário "Mergulho no Triângulo das Bermudas"


Há um mistério aí e a resposta está em algum lugar entre Bermudas, Porto Rico e Miami. Centenas de barcos e aviões desapareceram no oceano com pouco ou nenhum vestígio. A maioria desses casos pode ser facilmente explicada por erro humano ou mau tempo. Mas há alguns que desafiam qualquer explicação. Abundam as teorias sobre estas causas: Alienígenas, erupções massivas de gás e ondas aberrantes. O documentário revela que os barcos e aviões enfrentam um perigo real em um triângulo, mas a verdadeira ameaça costuma ser tão estranha quanto a teoria mais ousada.

Avião radar americano é destruído em taxiway durante ataque do Irã na Arábia Saudita


Via
Mateus Alves (Aeroin)

A Força Aérea Americana (USAF) perdeu mais uma aeronave tática em sua principal base aérea na Arábia Saudita, tratando-se agora de um avião radar do modelo E-3G Sentry.

A aeronave, fabricada pela Boeing a partir do jato comercial 707, é a principal plataforma de alerta aéreo antecipado dos EUA, e a mais produzida do mundo, funcionando como um radar aéreo para ter grande visualização das ameaças aéreas inimigas antes mesmo de elas se tornarem uma ameaça.

Desde o início da Operação Epic Fury, exatamente um mês atrás, os EUA não tinham perdido nenhum avião deste modelo, com as perdas se limitando aos caças F-15 abatidos por um F-18 do Kuwait e aos Boeing KC-135 de reabastecimento em voo, danificados em voo e também em solo.

(Foto: USAF/Cynthia Griggs)
Inclusive, o último registro de avião KC-135 destruído foi na Base Aérea de Prince Sultan, a oeste de Riade, principal ponto de apoio para a logística americana na Arábia Saudita. Apesar de serem parecidos, o KC-135 é derivado direto do projeto 367-80, que passou por modificações na largura e no comprimento da fuselagem para se tornar o 707 civil.

As informações iniciais, confirmadas por imagem de satélite, apontavam que o ataque de mísseis balísticos do Irã destruiu um KC-135 em Prince Sultan, com possibilidade de outros terem sido danificados. Porém, no dia seguinte, começaram a surgir informações de que um E-3 Sentry também havia sido destruído, porém nenhuma imagem satelital ou de solo havia sido divulgada até este sábado, 28 de março.


Agora a página Air Force amn/nco/snco, que posta memes internos de oficiais e praças da Força Aérea Americana (USAF) e publicou com exclusividade os danos no KC-135R que se envolveu em uma colisão aérea com outro Stratotanker, que caiu no Iraque e deixou seis mortos, divulgou imagens do E-3 atingido.

De matrícula 81-0005, a aeronave de alerta aéreo antecipado é parte da 552ª Ala de Controle Aéreo, composta por quatro esquadrões e baseada na Base Aérea de Tinker, em Oklahoma. Nas imagens, é possível ver que o radar que fica em um “prato” giratório suspenso acima da fuselagem foi completamente destruído, assim como a parte traseira da fuselagem, fazendo com que a cauda se desprendesse.

Imagens de satélite apontam que o avião estava na taxiway S2, próximo à cabeceira 35L. Ainda não está claro se a aeronave estava taxiando após a decolagem ou se estava estacionada no local. Os KC-135 atingidos no mesmo ataque estavam no pátio e vazios.

Este é o terceiro caso de perda total de um E-3 Sentry, mas o primeiro em combate. Com esta baixa, hoje a USAF conta com 15 aeronaves do modelo na ativa, ainda sem um modelo substituto em produção seriada.

Por que as telas nos aviões mostram no mapa locais onde navios naufragaram?

(Imagem: Reprodução Twitter/Florian Nikolaus)
Os passageiros de voos costeiros ou transoceânicos que buscam algum tipo de distração nos mapas que vão mostrando o avanço da viagem — os chamados in-flight maps, que exibem por onde o avião está passando — podem encontrar bem mais do que a simples localização do ponto onde estão sobre o mar nas pequenas telas diante de seus assentos.

Se forem passageiros atentos e estiverem voando em algumas das maiores companhias aéreas do mundo, como a American Airlines ou a Emirates, encontrarão referências sobre a posição do avião no vazio do mar através de estranhas informações que, a princípio, parecem não fazer muito sentido — um nome, seguido de quatro dígitos de um ano antigo do calendário.

Mas elas significam algo. São indicações de famosos naufrágios do passado, embora, obviamente, nenhum deles possa ser visto lá do alto, nem sirva como localização precisa de onde o avião se encontra. Para as companhias aéreas, o objetivo é outro. 

Distração ou incômodo?


As curiosas informações sobre naufrágios nos mapas de aviões que estão a quilômetros de altura no céu servem apenas como distração para os passageiros, nos entediantes voos sobre os oceanos — como são, por exemplo, quase todos os voos internacionais que partem do Brasil. Mas, para boa parte dos passageiros, aquele tipo de informação mais amedronta do que distrai.

Mais críticas que elogios 


Usar a localização de naufrágios nos mapas de entretenimento dos aviões tem sido uma prática bem mais criticada do que elogiada pelos passageiros desde que a novidade foi implantada alguns anos atrás, porque remete a lembranças nada tranquilizadoras — e justamente quando se está a milhares de metros de altura, voando sobre a imensidão vazia do mar. Exemplos de comentários negativos abundam na Internet. 

"Quem vai querer se lembrar de tragédias que aconteceram em meios de transportes durante uma viagem de avião?", questionou uma passageira no seu Instagram, após identificar, na tela do seu assento em um voo da American Airlines, a localização do naufrágio do transatlântico Andrea Doria, na costa americana, 65 anos atrás, no qual morreram quase 50 pessoas.

(Imagem: Reprodução Twitter/Wendy Felton)
O que as companhias aéreas pretendem com essa informação? Mostrar que é mais seguro voar do que navegar?", criticou outro passageiro, também nas redes sociais. 

"Será que os passageiros de navios de cruzeiro são avisados quando estão passando sobre o local de algum acidente aéreo no mar, ou são poupados dessa informação desnecessária?", cutucou outro. "Enquanto você não estiver vendo estes naufrágios ao vivo, diante dos seus olhos, é sinal de que ainda está tudo bem com o seu voo", ironizou outro.

Até o Titanic!


A identificação de naufrágios famosos nos mapas dos aviões é mais comum nos voos de certas companhias aéreas, como a American Airlines, British Airways, Emirates e Ethiopian, que partem ou chegam aos Estados Unidos, embora aconteçam também em águas europeias. 

Os passageiros de alguns voos que cruzam o Atlântico, entre a Europa e os Estados Unidos, por exemplo, costumam ser lembrados tanto do local onde o afundou o transatlântico Lusitania, torpedeado por um submarino alemão na Primeira Guerra Mundial, na costa da Irlanda, matando quase todos os seus ocupantes (clique aqui para ler esta história), quanto do pior de todos os naufrágios: o do Titanic, identificado através de um sinistro pontinho preto, com o nome do navio e a fúnebre data da tragédia.

(Imagem: Reprodução Twitter/Florian Nikolaus)

Outros naufrágios


Já quem chega ou parte de Quebec, no Canadá, é informado pelo mapa da tela diante do seu assento que sobrevoará o exato local do pior desastre marítimo da história canadense, o do transatlântico Empress of Ireland, que, em 1914, bateu em outro navio, no Rio São Lourenço, e matou mais de mil pessoas.

(Imagem: Reprodução Twitter/Thimas Weber)
Da mesma forma, quem sobrevoa o litoral de Massachusetts, nos arredores de Boston, fica sabendo que ali, em 1963, desapareceu o submarino americano Thresher, com 129 tripulantes, até hoje a segunda maior tragédia do gênero na história. 

E os passageiros que atravessam o Canal da Mancha, entre a França e a Inglaterra, uma das rotas aéreas mais movimentadas do mundo, são convidados a testemunhar onde afundou o cargueiro SS Egypt, em 1922, com uma fortuna em barras de ouro e prata avaliadas em milhões de dólares.

(Imagem: Reprodução)
"Seriam informações curiosas, não fosse as tragédias que costumam acompanhar os naufrágios" E não são as melhores lembranças que os passageiros mais amedrontados possam ter a bordo de avião, muito menos voando sobre o mar. Mas há quem pense o contrário.

Informações educativas


Um dos defensores desse tipo de informação como forma de entreter os passageiros é a própria empresa que teve a ideia de implantar a novidade nos mapas dos aviões, a americana Collins Aerospace, fabricante do software Airshow, usado por diversas empresas aéreas — que, no entanto, podem customizar as informações que exibirão em seus aviões, optando por mostrar ou não os naufrágios. "Muitos passageiros consideram essas informações interessantes e educativas", explicou a empresa, quando começaram as críticas.

"Nos voos sobre os oceanos, não há nenhuma referência que possa informar os passageiros sobre a localização do avião", justificou a empresa, na ocasião. 

Geologia em vez de naufrágios 


Tempos depois, no entanto, as informações sobre naufrágios passaram a dar lugar a outras indicações bem menos traumáticas, como cânions, montanhas, cordilheiras submersas e outros aspectos geológicos do fundo do mar, na maioria dos mapas das empresas aéreas.

Mas algumas companhias ainda mantém as referências aos naufrágios, para incômodo e desconforto de alguns passageiros. Para eles, o simples fato de estarem voando já assusta o bastante. Que dirá sobre locais onde ocorreram infames naufrágios que mataram pessoas. 

"Com certeza, não é a informação mais relaxante do mundo", escreveu um passageiro, na Internet. "Só falta mostrar o local do Atlântico onde caiu o avião da Air France, que ia do Rio de Janeiro para Paris", ironizou outro.Definitivamente, não foi a melhor ideia do mundo...", resumiu um terceiro comentário. 

Filmes proibidos


Um dos motivos que geraram perplexidade em parte dos passageiros é o fato de que as empresas aéreas sempre evitaram fazer qualquer menção a acidentes nos seus aviões. Filmes ou documentários sobre desastres aéreos ou quedas de aviões sempre foram sumariamente proibidos no mesmo sistema de entretenimento que passou a exibir a localização de naufrágios — da mesma forma que, também por razões óbvias, nenhum navio de cruzeiro jamais exibiu filmes como Titanic nos seus cinemas a bordo.

(Imagem: Divulgação)
Filmes assim sempre foram considerados uma forma mórbida e inapropriada de entretenimento. E inspiram sentimentos que causam muito mais apreensão e palpitação do que relaxamento e distração, o que toda companhia aérea sempre busca oferecer aos seus passageiros.

Um dos objetivos dos sistemas de entretenimento nos aviões é fazer com que os passageiros esqueçam que estão voando e que não há nada debaixo dos seus pés. Sobretudo os mais medrosos.

Um caso famoso 


Ainda assim, embora pertençam a ambientes diametralmente opostos, a relação entre aviões e naufrágios sempre foi um tanto estreita. E não apenas nos casos de eventuais quedas de aparelhos no mar.

Um dos casos mais recentes — e emblemáticos — dessa peculiar relação entre aviões e barcos naufragados aconteceu sete anos atrás e virou notícia no mundo inteiro. Em março de 2014, quando equipes de buscas tentavam encontrar o avião da Malaysia Airlines, que fazia o voo MH 370 e desapareceu em algum ponto do Oceano Índico, após desviar completamente da sua rota — em um dos maiores enigmas da aviação até hoje —, nada menos que dois naufrágios até então desconhecidos foram detectados pelos equipamentos eletrônicos dos técnicos. 


Mas como nenhum deles era o avião desaparecido, as equipes deram de ombros e seguiram em frente, sem sequer tentar descobrir que navios eram aqueles — clique aqui para conhecer esta história, que se transformou em outro mistério até hoje tão inexplicado quanto o que levou o avião malaio a voar na direção errada, até que esgotasse o seu combustível.

Nenhum daqueles dois misteriosos navios fazem parte da lista de naufrágios do sistema de entretenimento oferecido aos passageiros dos aviões — bem como, obviamente, o próprio fatídico voo MH 370. Mas, curiosidade por curiosidade, por que não?