Segundo os bombeiros, o piloto e único ocupante, de 29 anos, teria saído após a queda e populares que estavam no local o retiraram em segurança. Ele foi levado para uma UPA em Mateus Leme.
O avião monomotor de pequeno porte Cirrus SR-22 G3 Grand, prefixo PR-VMI, da WA1 Aeronaves Compartilhadas Ltda., caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na manhã desta terça-feira (25). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a aeronave teria pegado fogo antes de cair em uma área de mata.
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| (Foto: TV Globo/Reprodução) |
Ainda segundo os bombeiros, o piloto, de 29 anos, era o único ocupante e teria sido socorrido por populares após a queda. Ele foi conduzido para uma UPA de Mateus Leme e, em seguida, transferido para o Hospital João XXIII, na capital mineira.
No vídeo é possível ver o momento em que a aeronave já esta caindo com o sistema de paraquedas ativado (veja acima) e muita fumaça sendo liberada. Este sistema é um equipamento de série deste modelo de aeronave que ajuda a reduzir o impacto de eventual queda. Após cair no solo, o monomotor pega fogo por completo.
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| Avião de pequeno porte cai e pega fogo na Grande BH (Imagem: Reprodução) |
O g1 entrou em contato com a Motiva, que informou que "o monomotor decolou por volta das 7h45. Durante a operação, não houve qualquer comunicação entre o piloto e a Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência".
Cirrus Design SR22
A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, aparece com situação normal no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O avião é de uso particular e tinha o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro informa ainda que não havia nenhuma restrição registrada para a aeronave.
O Cirrus SR22 de 2013 conta com um sistema de paraquedas para toda a aeronave, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System). Ele é equipamento de série nos modelos SR da Cirrus.
O avião foi fabricado em 2013 e tem cinco assentos, com espaço para um piloto e quatro passageiros. A aeronave tem peso máximo de decolagem de 1.633 kg e é equipada com um motor. O registro informa também que o avião está autorizado a operar de acordo com as regras previstas no RBAC 91.
Entenda como funciona o paraquedas que reduziu a velocidade da queda de avião na Grande BH
O sistema, chamado CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), é integrado à fuselagem do Cirrus Design SR22, mesmo modelo da aeronave de prefixo PR-VMI envolvida no acidente. Por meio de um foguete balístico, o paraquedas é lançado para fora da aeronave e aberto.
Quando aberto totalmente, o avião continua descendo, mas com uma velocidade menor. A ideia é reduzir a força do impacto e aumentar as chances de sobrevivência de quem está a bordo.
Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o equipamento só pode ser usado em emergências, como perda de motor sem possibilidade de pouso imediato, incapacitação do piloto e outras situações em que não será possível pousar a aeronave com segurança.
Equipe do Cenipa recolhe destroços e coleta vestígios onde avião caiu e pegou fogo na Grande BH
Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) esteve nesta quarta-feira (26) no local onde o avião Cirrus SR22 caiu e pegou fogo, na zona rural de Mateus Leme, na Grande BH. O sistema de paraquedas da aeronave reduziu o impacto da queda e fez com que o piloto, Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, saísse praticamente ileso (veja vídeo acima).
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os investigadores avaliaram os danos causados ao monomotor e ao entorno, coletaram informações que vão ajudar na análise do caso e recolheram destroços. A apuração do órgão serve para evitar que acidentes semelhantes aconteçam.
"Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências", explicou a FAB, em nota.
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| Piloto Gustavo Couto de Salles Victor Filho, de 29 anos, saiu praticamente ileso de queda de avião após acionar paraquedas de aeronave (Foto: Reprodução/Redes sociais) |
"Foi bom ver que ele não tinha se machucado. Ele conversou e pediu água. Demos a ele água", contou Mateus Macieira, que ajudou no resgate.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Gustavo Couto de Salles Victor Filho foi levado para atendimento médico consciente e orientado, sem queixas de dores ou escoriações. Ele foi transferido da UPA de Mateus Leme para o Hospital João XIII, em Belo Horizonte, onde recebeu oxigênio devido à inalação de fumaça e ficou em observação, tendo alta no mesmo dia.
"O sentimento é só de agradecer a Deus por ter dado toda a iluminação e dar tudo certo, a porta estar aberta na hora certa, eu poder respirar, o paraquedas ter funcionado, tudo certo. É só agradecer a Deus mesmo por mim e pela minha família", disse Gustavo em entrevista à TV Globo.
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