quarta-feira, 8 de julho de 2026

Aconteceu em 8 de julho de 2003: Acidente com o voo Sudan Airways 139 deixa 116 mortos e um único sobrevivente


Em 8 de julho de 2003, a aeronave Boeing 737-2J8C, prefixo ST-AFK, Sudan Airways (foto abaixo), operava o voo 139, um voo de passageiros entre o Aeroporto Internacional Port Sudan, ao Aeroporto Internacional de Khartoum, levado a bordo 106 passageiros e 11 tripulantes.

A aeronave envolvida no acidente era um Boeing 737-2J8C, matrícula ST-AFK. Equipada com dois motores Pratt & Whitney JT8D-7, foi entregue nova à Sudan Airways em 1975. Na época do acidente, a aeronave tinha quase 28 anos.


Os pilotos envolvidos era o Capitão Awad Jaber, o Primeiro Oficial Amir al-Nujumi e o Segundo Oficial Walid Khair.

O avião partiu de Port Sudan às 4h (UTC+3), com destino a Cartum. O capitão Jaber comunicou por rádio cerca de dez minutos após a decolagem um problema com um dos motores e que retornaria ao aeroporto para fazer um pouso de emergência. No entanto, o avião caiu no solo antes de retornar ao aeródromo e imediatamente pegou fogo.

Todos os 117 ocupantes da aeronave, com exceção de um — a maioria sudaneses —, morreram no acidente. Havia também três indianos, um britânico, um chinês, um emiradense e um etíope entre os mortos. Um menino de dois anos foi o único sobrevivente. 


O então ministro das Relações Exteriores do Sudão, Mustafa Osman Ismail, mencionou o embargo comercial imposto pelo governo dos EUA em 1997 como um fator que contribuiu para o acidente , alegando que a companhia aérea não conseguia obter peças de reposição para a manutenção de sua frota devido às sanções. A aeronave envolvida no acidente, em particular, não havia passado por manutenção há anos.

As sanções foram impostas após uma ordem executiva do presidente Bill Clinton, proibindo a exportação de bens e tecnologia para o Sudão, devido ao "apoio do país ao terrorismo internacional, aos esforços contínuos para desestabilizar governos vizinhos e à prevalência de violações dos direitos humanos". Em resposta às alegações, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que não havia proibição de peças necessárias para a segurança da aviação.


Embora inicialmente atribuído a uma falha mecânica, foi posteriormente sugerido que, após uma falha de um dos motores da aeronave na decolagem, o piloto principal entregou os controles ao copiloto "novato" como uma "experiência de aprendizado".

Este acidente é o mais mortal ocorrido no Sudão até hoje.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN

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