quinta-feira, 14 de maio de 2026

Hoje na História: 14 de maio de 1952 - Esquadrilha da Fumaça - 74 anos de legado na aviação brasileira

A Esquadrilha da Fumaça faz parte da história de muitos brasileiros incentivando e abrindo caminhos para a aviação.

A-29 Super Tucano é o mais mais moderno que já operou nas cores da fumaça
Ao logo destes 74 anos, o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), popularmente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, colecionou muitas histórias e aeronaves. Tudo começou quando instrutores de voo da FAB, em suas horas de folga, treinavam acrobacias nos lendários T-6 Texan para incentivar os jovens cadetes da força aérea.

Coronel Braga, um dos pioneiros da fumaça, colecionou recorde mundial em horas voados no T-6
No dia 14 de maio de 1952, aconteceu a primeira exibição dos lendários T-6 pilotados por experientes pilotos. A partir dali uma história ímpar na aviação militar brasileira começava. Nesta época surgiram nomes que hoje regem a história como Mário Sobrinho Domenech, Martins da Rosa e o lendário Coronel Braga.

A iniciativa deu certo e logo começaram as primeiras apresentações e no ano seguinte foi instalado nos aviões um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça, surgindo assim o nome de Esquadrilha da Fumaça.

Com o passar dos anos a Esquadrilha ganhou destaque não só no Brasil, mas também no exterior onde realizou diversas demonstrações. Em 1969, houve a primeira troca de aeronaves, passando para a celebrada Era ado Jato, quando foram utllizados os aviões franceses Fouga Magister.

Porém, o desempenho limitado dos jatos, incluindo uma autonomia baixa para as apresentações, levaram o Magister ser retirado de serviço em poucos anos.

Jato francês foi o único avião a reação utilizado pela equipe
O já lendário T-6 voltou para a Esquadrilha no ano de 1974, e voou na fumaça até 1976, após 1.272 demonstrações.

Após um período inativo, o EDA retornou com um novo avião, o brasileiro T-25 Universal, usado ainda hoje na formação básica dos cadetes. Assim como o Magister o Universal era limitado, mas neste caso por um desempenho fraco, o que tornava as apresentações lentas.

Após nova pausa, em 1983 a Esquadrilha da Fumaça voltou a pleno e com uma aeronave que consagrou o time, o icônico T-27 Tucano. O avião de treinamento avançado havia sido recém-lançado pela Embraer e na Esquadrilha se tornaria o maior garoto propaganda do genial projeto nacional. Até hoje o Tucano foi responsável pelo maior número de apresentações do EDA.

Na época do Universal a fumaça ficou conhecida como "Cometa Branco'
Nos anos 2000, as aeronaves ganharam novas cores, substituindo o vermelho e branco por cores inspiradas da bandeira nacional, com destaque para o azul que se tornou a cor predominante.

Os T-27 Tucano ficaram à frente do EDA até 2013, quando houve a troca para o A-29 Super Tucano, que entraram em operação na Fumaça em 2015. O novo avião teve uma pintura repaginada, com destaque para a bandeira brasileira pintada na cauda. Com o Super Tucano a Esquadrilha da Fumaça refez parte de seu show, tornando ainda mais complexo para os pilotos e mais empolgante para o público.

T-27 Tucano representou um grande salto para o EDA e foi o primeiro avião brasileiro no EDA
A equipe de habilidosos pilotos militares têm a companhia dos mecânicos que são carinhosamente chamados de Anjos da Guarda. O EDA tem um grupo oficial de médicos, oficial de relações públicas e demais servidores que coordenam áreas administrativas.

Ao todo, o EDA realizou 3.946 demonstrações desde sua criação em 14 de maio de 1952, que ao longo de 70 tem encantando o público no Brasil e no exterior, cumprindo a missão de incentivar a aviação aos mais jovens, divulgar o trabalho da FAB e ressaltar a eficiência dos aviões fabricados no Brasil.

Saiba Mais...


A Esquadrilha da Fumaça está há quase vinte anos no Guiness Book. Em 2006, doze T-27 Tucano fizeram um voo com o maior número de aeronaves voando em formação de dorso (investido) simultaneamente. Foram utilizados 12 aviões, superando a própria marca anterior da Esquadrilha, feito ainda hoje não superado por nenhuma outra força aérea do mundo.

O voo de doze aeronave em dorso e próximas exigiu muita técnica dos pilotos
"A margem de erro era menor e era necessário um trabalho mais preciso nos comandos e motor, por isso, a maior exigência nos treinamentos”, relatou Marcelo Gobett, ex-piloto da fumaça, em 2019.

Via André Magalhães (Aero Magazine) - Fotos: Arquivo FAB

Hoje na História: 14 de maio de 1908 - O primeiro passageiro embarca num avião



Em 14 de maio de 1908, Charles William Furnas, mecânico da Wright Company, foi o primeiro passageiro a voar a bordo de um avião.

Em Kill Devil Hills, Kitty Hawk, na Carolina do Norte (EUA), Furnas viajou a bordo do Wright Flyer III com Wilbur Wright como piloto. O voo cobriu aproximadamente 600 metros (656 jardas) e durou 29 segundos. 

Mais tarde, no mesmo dia, Orville Wright voou no avião, novamente com Charley Furnas a bordo, desta vez cobrindo 2,125 milhas (3,42 quilômetros) em 4 minutos e 2 segundos.

O Wright Flyer III em Kill Devil Hills, em 1908 (Wikimedia)

Charles William Furnas nasceu em Butler Township, Montgomery County, Ohio, em 20 de dezembro de 1880. Ele era o segundo de três filhos de Franklin Reeder Furnas, um fazendeiro, e Elizabeth J. Rutledge Furnas.

Furnas alistou-se na Marinha dos Estados Unidos em Dayton, Ohio, em 15 de novembro de 1902, e foi dispensado na cidade de Nova York em 14 de novembro de 1906. Furnas, um maquinista, casou-se com a Srta. Lottie Martha Washington, em 3 de junho de 1913.

A Sra. Furnas morreu em 1º de janeiro de 1931. Em 30 de janeiro de 1931, Charles Furnas foi internado no Veterans Administration Facility em Jefferson Township, Montgomery County, Ohio, onde permaneceria pelo resto de sua vida.

Charles Furnas morreu no Veterans Administration Hospital, Dayton, Ohio, às 9h00 de 15 de outubro de 1941. Seus restos mortais foram enterrados no Woodland Cemetery and Arboretum, Dayton.

Por que a comida de avião é sempre ruim? Não tem nada a ver com o preparo e nem com os ingredientes, acredite

A pressão do ar e a baixa umidade interfere drasticamente no paladar e no olfato de uma pessoa.

Pratos asiáticos tendem a ter um aroma mais intenso que podem reter seu sabor de forma
mais eficaz (Foto: Freepik)
“Frango, carne ou peixe?”, pergunta aeromoça dependendo da viagem, da companhia aérea e da sua sorte quanto ao cardápio dentro do avião. Há quem prefira não comer nenhum dos pratos, visto que a comida da viagem sempre parece estar sem tempero, sal e gosto. Porém, um estudo mostrou que isso não é culpa do chef da companhia.

Isso porque suas papilas gustativas percebem a comida e a bebida de maneira muito diferente quando estão navegando a 36.000 pés em comparação com o nível do mar. Dentro da cabine de um avião, o ar recirculado torna-se muito seco — estima-se que tenha cerca de 12% de umidade, o que é mais seco do que a maioria dos desertos — o que deixa nossas passagens nasais mais secas, reduzindo a capacidade do nosso sistema olfativo de discernir o cheiro. Resultando em uma mudança na nossa percepção do sabor da comida.

A secura do ar, aliado a baixa pressão, faz com que a intensidade do sal seja reduzida em até 30% e o açúcar 20% menos. "No ar, a comida e a bebida têm o mesmo sabor de quando estamos resfriados", disse Andrea Burdack-Freitag, pesquisador do Fraunhofer Institute for Building Physics da Alemanha.

O ruído dentro da cabine também pode ser um problema quanto a degustação dos pratos. A mesma pesquisa alemã mostrou que o barulho do avião, que pode chegar a cerca de 80 decibéis, quase o mesmo que um aspirador elétrico, tem um efeito significativo na percepção dos alimentos, especialmente nosso sabor doce e salgado.

O que pode ser feito nesses casos?


Segundo os cientistas, pratos asiáticos tendem a ter um aroma mais intenso e são ricos em umami (tomates, cogumelos e carnes maturadas), ou seja, podem reter seu sabor de forma mais eficaz do que os chamados “pratos mais suaves”, como peixes ou aves.

“Nosso estudo confirmou que, em um ambiente de ruído alto, nosso paladar fica comprometido. Curiosamente, isso foi específico para sabores doces e umami, com sabor doce inibido e sabor umami significativamente aumentado. As propriedades multissensoriais do ambiente onde consumimos nossos alimentos podem alterar nossa percepção dos alimentos que comemos”, diz Robin Dando, professor assistente de ciência alimentar da City University of New York.

Ilyushin Il-80: se você avistar esse avião nos céus, pode ser o fim do mundo

Também conhecido como uma das aeronaves do "juízo final", o Ilyushin Il-80 é o avião russo preparado para uma guerra nuclear.


A Rússia possui uma das mais enigmáticas e poderosas aeronaves do mundo, o Ilyushin Il-80, conhecido como o avião do juízo final. Este avião é um centro de comando aéreo em caso de guerra nuclear, equipado para manter os líderes do estado e oficiais militares importantes em segurança, enquanto ainda comandam a situação.

Conheça o Ilyushin Il-80, avião russo do “juízo final”


O design do Ilyushin Il-80, que fez seu primeiro voo em 1985 e começou a ser entregue em 1987 após várias modificações, é baseado no modelo de aeronave civil Il-86 da Ilyushin, mas com diferenças visíveis. O nome pelo qual a aeronave é chamada é Maxdome, embora alguns se refiram a ela como Camber, um termo usado na navegação comercial para os Il-86s.

Uma característica notável do Maxdome é a ausência de janelas na cabine, exceto no cockpit, que possui janelas com uma proteção contra explosões. Essas mudanças foram feitas para proteger os ocupantes de um pulso eletromagnético (EMP) ou explosão nuclear. As portas do deck superior foram reduzidas em número e apenas uma escada permanece.

Uma grande canoa SATCOM está localizada no topo da fuselagem na frente, com grandes antenas na parte traseira. A cauda da aeronave também abriga um guincho para uma antena de frequência muito baixa (VLF) rebocada, enquanto os estabilizadores horizontais também têm espaço para mais sensores ou antena de comunicação.

Ilyushin Il-80 (Imagem: Reprodução/ Wiki Commons)
O avião também possui dois grandes geradores elétricos colocados para dentro de seus motores, que têm entradas de ar e jatos de exaustão em suas extremidades. Uma sonda de reabastecimento retrátil está localizada abaixo do cockpit.

Em comparação com seu equivalente americano, o Nightwatch, que foi desenvolvido a partir da aeronave Boeing 747 uma boa década antes do Maxdome fazer seu primeiro voo, o avião russo é protegido de EMP ao blindar seus equipamentos e fiação, além de manter instrumentos analógicos dentro do cockpit.

O avião de três decks carrega painéis elétricos, transformadores redutores de tensão e equipamentos SATCOM e VLF. A aeronave está equipada com uma antena de fio de arrasto que pode se estender até cinco milhas (8 km) de comprimento e pode carregar 13 links de comunicação. O Nightwatch precisa de dois tanques KC-135 totalmente carregados para reabastecer completamente, e, embora a aeronave tenha permanecido no ar por no máximo 35 horas, ela pode ficar no ar por até duas semanas.

Essas características fazem do Ilyushin Il-80 uma peça central na estratégia de defesa e comando da Rússia, preparada para garantir a continuidade do governo em caso de um conflito nuclear. A existência e as capacidades dessa aeronave são um lembrete da realidade da guerra nuclear e da preparação contínua das nações para a possibilidade de um conflito de proporções inimagináveis.

Enquanto líderes e cidadãos ao redor do mundo observam com preocupação, a Rússia continua a fortalecer suas capacidades de defesa e comando para enfrentar qualquer eventualidade futura.

Via Bruno Ignacio de Lima, editado por Bruno Capozzi (Olhar Digital) com SlashGear

quarta-feira, 13 de maio de 2026

8 sinais que avisam os pilotos sobre turbulência iminente

(Foto: Jaromir Chalabala | Shutterstock | Simple Flying)
A turbulência é uma das principais preocupações de segurança em voo que pilotos e equipes operacionais enfrentam na aviação comercial. Com casos graves de turbulência aparentemente aumentando, os pilotos precisam estar vigilantes para detectar turbulências iminentes e garantir que a aeronave e seus passageiros estejam preparados para quando elas ocorrerem.

Houve dezenas de incidentes de turbulência severa nos últimos anos, incluindo a famosa "turbulência extrema" a bordo de um voo da Singapore Airlines em 2024, que levou à morte de um passageiro e feriu mais de 70 outros. Adicione a isso várias outras ocorrências em que vários passageiros sofreram ferimentos, muitos dos quais foram sérios e exigiram hospitalização, e fica claro por que a turbulência é tratada tão seriamente.

Onda de calor e turbulência térmica no Phoenix Sky Harbor (Foto: DreamcatcherDiana | Shutterstock)
Embora a indústria tenha desenvolvido ferramentas sofisticadas para ajudar os pilotos a evitar turbulências, há ocasiões em que elas não podem ser totalmente evitadas ou acontecem totalmente sem aviso. Como tal, os pilotos são treinados para entender os sinais iminentes de turbulência e o que fazer em cada cenário.

A turbulência pode não representar uma ameaça significativa à integridade estrutural de uma aeronave em si, mas são os passageiros e a tripulação dentro dela que correm o maior risco (particularmente a tripulação). É por isso que os pilotos são rápidos em ligar o sinal do cinto de segurança e ordenar que a tripulação também ocupe seus assentos se suspeitarem que uma turbulência está por vir. Mas quais são os sinais que os pilotos procuram quando se trata de possível turbulência?

1. Sistemas de radar meteorológico


A capacidade dos pilotos de saber onde a turbulência pode estar presente melhorou drasticamente com a implementação de melhor tecnologia a bordo de aeronaves ao longo das décadas. Talvez a melhor arma no arsenal de um piloto, por assim dizer, seja o sistema de radar meteorológico do avião, que fornece informações em tempo real para ajudar os pilotos a tomar decisões informadas sobre as condições futuras.

Radar meteorológico de aeronave (Foto: EA Photography | Shutterstock)
Esses sistemas funcionam lendo os níveis de precipitação e normalmente dão aos pilotos uma visão codificada por cores das condições à frente, com laranja e vermelho indicando áreas ruins. Embora essa seja uma excelente maneira de detectar turbulência convectiva, ela não é eficaz para detectar turbulência de ar limpo (CAT), pois a CAT não é causada por precipitação ou nuvens de tempestade.

2. Relatórios Piloto (PIREPs) de Turbulência


Um dos métodos mais confiáveis ​​de rastrear turbulência é por meio dos próprios pilotos. Quando um piloto encontra um surto de turbulência, ele relatará ao Controle de Tráfego Aéreo (ATC) e fornecerá detalhes sobre ele. O ATC então retransmitirá essas informações para outras aeronaves que entram na área para que estejam cientes do potencial de turbulência.


Também é possível que os pilotos se comuniquem entre si, o que geralmente é uma maneira mais rápida de compartilhar informações sobre turbulência se o ATC estiver ocupado com outras tarefas.

Comparado a previsões meteorológicas ou dados puramente empíricos, os PIREPs fornecerão informações anedóticas sobre a natureza da turbulência quando ela foi encontrada, como intensidade, altitude e duração. Mais importante, é uma maneira eficaz de saber onde as áreas de turbulência de ar limpo podem estar - ao contrário de outras formas de turbulência, a CAT é notoriamente difícil de prever, o que torna os relatórios dos pilotos ainda mais vitais.

3. Ondas de Kelvin-Helmholtz


Quando a visibilidade é normal, os pilotos podem ver as nuvens à frente da cabine e são treinados para reconhecer os sinais de turbulência à frente. Uma das pistas mortais da turbulência são as nuvens à frente que parecem semelhantes à crista das ondas oceânicas, também conhecidas como ondas de Kelvin-Helmholtz.

Nuvens de turbulência (Foto: Danny Chapman | Flickr)
A presença de tais nuvens indica a presença de cisalhamento do vento, o que significa que há diferenças significativas na velocidade em diferentes camadas da nuvem. De acordo com Skybrary: "As ondas de Kelvin-Helmholtz são ondas verticais na atmosfera geradas pelo cisalhamento do vento. O cisalhamento do vento é o resultado de ventos superiores mais fortes sendo separados de ventos inferiores mais fracos por uma camada estável entre eles."

As ondas de Kelvin-Helmholtz se formam mais comumente em regiões montanhosas, mas têm o potencial de se formar em outros lugares também. Os pilotos devem geralmente evitar voar em tais nuvens ou se preparar para turbulência, se necessário.

4. Variações da velocidade do vento


Detectar variações significativas na velocidade do vento em altitudes ou distâncias pode ser um forte indicador de condições turbulentas. Os gráficos de ventos no alto são uma das principais maneiras de se antecipar ao clima e são recebidos antes e durante os voos.

Tomando ciência da turbulência (Foto: Emirates) 
A tecnologia de radar Doppler é outro método de medir velocidades atuais do vento à frente da aeronave, embora a maioria das aeronaves não as tenha a bordo. No entanto, sistemas de radar baseados em solo podem usar a mesma tecnologia e então informar os pilotos sobre possíveis turbulências à frente.

5. Proximidade de montanhas


A interação entre as condições do vento e o terreno abaixo é intensificada em áreas de alta elevação, particularmente montanhas com seu terreno irregular. Uma forma de turbulência frequentemente encontrada em aeronaves é a turbulência de onda de montanha, que ocorre devido ao ar fluindo sobre os picos das montanhas.

Montanhas tendem a criar nuvens lenticulares, que têm formato de lente e indicam ventos fortes e turbulência na área. Como tal, os pilotos precisam estar atentos ao voar em terrenos montanhosos devido ao risco aumentado de turbulência. Ondas de montanha podem ser notavelmente fortes, aumentando a perspectiva de uma aeronave encontrar turbulência severa.

Esse efeito foi visto a bordo de uma aeronave da Aerolineas Argentina no verão passado, quando passageiros preocupados notaram as asas do Boeing 737 MAX flexionando agressivamente devido à força da turbulência. Embora as asas de avião sejam construídas para serem flexíveis e suportarem muita força, ainda assim foi uma experiência um tanto assustadora para alguns passageiros.

6. Previsões meteorológicas


Antes de um voo decolar, os pilotos têm acesso a informações meteorológicas atualizadas que lhes darão uma ideia decente de qualquer possível clima inclemente e turbulência à frente. Embora o clima seja notoriamente imprevisível e, portanto, difícil de definir com precisão, as previsões ainda podem ser uma ferramenta útil para estar ciente de grandes frentes de tempestade, áreas de turbulência e outros perigos na rota de voo.

(Foto: Matus Duda | Shutterstock)
Essas informações geralmente incluem METARs (Relatórios Meteorológicos de Aeródromo), que normalmente são emitidos a cada hora e fornecem atualizações sobre as condições climáticas, bem como quaisquer SIGMETs (Informações Meteorológicas Significativas) alertando sobre condições climáticas severas futuras.

7. Consciente da turbulência da IATA


A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) desenvolveu uma ferramenta chamada Turbulence Aware, lançada em 2018. De acordo com a IATA, o Turbulence Aware coleta vários pontos de dados do sensor, como velocidade real e ângulo de ataque, para "calcular continuamente a Taxa de Dissipação de Energia (EDR)", que é um marcador da intensidade da turbulência.


O que é ótimo sobre essa ferramenta é que ela coleta dados de várias aeronaves participantes e os compartilha, para que vários aviões participem da entrada de dados para construir uma imagem mais clara da turbulência. Quando os sensores de um avião registram a turbulência, os dados são automaticamente enviados para o solo e inseridos em um banco de dados acessível a outras companhias aéreas participantes.

(Foto: IATA)
De acordo com a IATA, o Turbulence Aware "recebe os dados existentes da companhia aérea de servidores em solo, realiza o controle de qualidade, desidentifica os dados e os fornece de volta às companhias aéreas por meio de uma conexão de sistema a sistema de solo para solo". O sistema também ajuda com pontos cegos geográficos não bem cobertos por outras ferramentas de rastreamento de turbulência e permite que as companhias aéreas tomem decisões de rota ideais para reduzir o consumo de combustível.

8. Proximidade da corrente de jato


Quando um avião comercial voa perto de uma corrente de jato, há uma chance de que ele encontre turbulência de ar limpo devido a mudanças repentinas na velocidade e direção do vento. CAT é uma verdadeira dor de cabeça para os pilotos, pois é muito difícil de detectar com ferramentas convencionais, com os pilotos geralmente tendo que confiar em outros relatórios de pilotos. 

De acordo com a Skybrary: "Aeronaves voando perto de uma Corrente de Jato podem encontrar Turbulência de Ar Limpo causada por Cisalhamento de Vento de Baixo Nível. Nem todas as correntes de jato são turbulentas, mas aeronaves explorando os ventos de cauda proporcionados por uma Corrente de Jato frequentemente experimentam turbulência leve a moderada durante boa parte do voo."


Quando uma aeronave estiver voando nas proximidades de uma corrente de jato, os pilotos devem colocar o sinal de cinto de segurança como precaução. Isso não quer dizer que as correntes de jato sejam todas ruins, pois voar com a corrente pode realmente dar à aeronave um impulso na velocidade e reduzir o consumo de combustível.

A aviação responderá aos crescentes eventos de turbulência?


Há um debate em andamento sobre se os eventos de turbulência estão aumentando ou não devido às mudanças climáticas. Como há bolsões mais frequentes de ar mais quente devido ao aumento das temperaturas, a teoria é que isso só aumentará a frequência e a gravidade da turbulência nos próximos anos.

Isso é particularmente verdadeiro para a turbulência de ar limpo, que se tornará mais frequente devido às temperaturas mais quentes. Embora a indústria esteja melhorando em lidar com a turbulência, ainda há espaço para melhorias? Com ​​relação à CAT, como os instrumentos convencionais não conseguem identificá-la, ferramentas como o Turbulence Aware da IATA se tornam vitais para permitir o compartilhamento de informações.

Turbulência em ar limpo: avião comercial de passageiros voando no incrível céu azul e
nuvens escuras (Foto: Preferi | Shutterstock)
Também temos o rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA), que ficará melhor na leitura de padrões climáticos e chegará a julgamentos precisos. No entanto, o impacto futuro das mudanças climáticas nos padrões climáticos é difícil de prever, com o clima e a turbulência talvez se tornando ainda mais voláteis e imprevisíveis nos próximos anos.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com Simple Flying

Vídeo: Urgente! A FAB em Busca de um Novo Patrulheiro


Com um vastíssimo litoral, e um não menos vasto, e muito rico, mar territorial, o Brasil enfrenta o desafio de carecer das capacidades aéreas adequadas de proteger, garantir a soberania, e mesmo buscar e socorrer nestas águas ao seu redor; com as aeronaves existentes para tais missões enfrentando problemas e questões que vão de limitações de capacidade até indisponibilidade operacional e restrições.

Mas a solução pode estar muito mais perto – e acessível, do que se pode pensar! Neste episódio, analisamos esta questão, das mais relevantes para a Segurança Nacional, e comentamos sobre como este desafio pode ser resolvido.

Com Claudio Lucchesi e Kowalsky, no Canal Revista Asas, o melhor do Jornalismo de Aviação, e da História e Cultura Aeronáutica no YouTube!

Por que o Supermarine Spitfire é tão icônico?

A aeronave foi de longe o caça britânico mais conhecido da guerra.

Um Supermarine Spitfire (Foto: Simple Flying)
Ao longo da Segunda Guerra Mundial, os ousados ​​pilotos de caça da Royal Air Force ficaram conhecidos pela sua bravura nos céus. Mais comumente, quando as pessoas imaginam a imagem de um piloto de caça britânico durante a guerra, elas imaginam um militar da Força Aérea Real em um Supermarine Spitfire, envolvido em um combate aéreo com caças da Luftwaffe.

Embora o Spitfire tenha participado dos combates durante a guerra, o Supermarine Spitfire não fez a maior parte do trabalho pesado para a força de combate da Royal Air Force durante o conflito. Durante a Batalha da Grã-Bretanha, o principal combate aéreo da guerra, os Hawker Hurricanes superaram em muito os spitfires, com mais de 50% a mais esquadrões. Os Furacões também tiveram muito mais sucesso, abatendo bem mais da metade das aeronaves inimigas que foram destruídas durante a batalha.

Vários Supermarine Spitfires em formação (Foto: Domínio Público/Wikimedia Commons)
No entanto, em todos os livros sobre a história da aviação militar, em todos os cartazes promocionais ou filmes sobre a guerra, o Supermarine Spitfire é muito mais glorificado, semelhante ao American P-51 Mustang. Neste artigo, exploraremos por que exatamente o Spitfire se tornou a aeronave icônica da força de caça da Royal Air Force na Segunda Guerra Mundial.

Um pouco de história


Antes de examinar mais profundamente o que exatamente tornou o Spitfire tão icônico, é essencial compreender a história de fundo e operacional da aeronave durante a guerra. Ao longo de uma produção de dez anos entre 1938 e 1948, mais de 20.000 Spitfires saíram das linhas de montagem do fabricante Supermarine, ao lado de cerca de 2.600 exemplares da variante naval do avião, o Supermarine Seafire .

O Spitfire foi projetado sob a direção de Reginald Mitchell e originou-se de um projeto anterior usado anteriormente para hidroaviões de corrida da Supermarine. O Ministério da Aeronáutica ficou tão impressionado com o projeto que imediatamente deu seu apoio à aeronave e subiu aos céus pela primeira vez em 5 de março de 1936.

De acordo com a Enciclopédia de Aeronaves Militares de Robert Jackson de 2006 , o Supermarine Spitfire foi projetado com algumas semelhanças com o Hawker Hurricane, incluindo seu motor principal, o motor Rolls-Royce Merlin. O Ministério da Aeronáutica rapidamente elaborou contratos tanto para o Spitfire quanto para o Hurricane, e os primeiros Spitfires foram entregues ao Esquadrão Nº 19 em agosto de 1938.

Um Hawker Hurricane (Foto: Flying Camera/Shutterstock)
O Spitfire serviria durante toda a guerra, inclusive na famosa Batalha da Grã-Bretanha, durante a qual 361 dos 747 Spitfires entregues ao Comando de Caça da Força Aérea Real na época foram destruídos. A aeronave seria desenvolvida em diversas outras variantes durante o conflito e, eventualmente, o avião entrou em serviço em todo o continente. 

Fraquezas de desempenho


Apesar de muitas vezes ser retratado pela mídia como o caça invencível da RAF, o Spitfire estava inegavelmente deficiente em diversas áreas-chave. Como mencionado anteriormente, o avião foi superado durante a Batalha da Grã-Bretanha em termos de aeronaves inimigas abatidas, e quase metade de todos os Spitfires entregues à organização no momento da batalha foram destruídos.

Os desafios operacionais do avião não se limitaram aos estágios iniciais dos combates da aeronave durante a guerra. O Spitfire Mk V, que se esperava que fosse o caça de superioridade aérea completo de que a RAF precisava desesperadamente na virada da década de 1940, ficou muito aquém das expectativas.

Um Spitfire visto voando sobre o campo (Foto: Kevin Hughes/Shutterstock)
Nos estágios posteriores do conflito, o combate aéreo ocorria em altitudes mais elevadas e, nesses combates aéreos, o Spitfire provava ser inferior aos caças nazistas da época, como o Messerschmitt Bf 109. De acordo com History Skills , enquanto o Spitfire era mais ágil e fortemente armado que o Bf 109, o caça da Luftwaffe foi capaz de ultrapassar o Spitfire em linha reta, e vários esquadrões do Spitfire MK V enfrentaram pesadas baixas durante o verão de 1941.

Em geral, no entanto, os historiadores da aviação militar ainda argumentarão que o Spitfire era a aeronave superior e, especialmente em altitudes mais baixas, derrubou centenas de caças alemães durante a Batalha da Grã-Bretanha. Um relatório ultrassecreto da Royal Air Force, agora desclassificado, concluiu que o Hawker Hurricane era aproximadamente semelhante em desempenho ao Spitfire contra o Bf 109: capaz de manobrar o avião em altitudes mais baixas, mas incapaz de igualar suas velocidades. 

Então, por que todo esse hype?


Apesar de tudo isso, o Supermarine Spitfire ainda é visto por muitos como o caça mais famoso e heroico da Força Aérea Real durante a Segunda Guerra Mundial. Portanto, isso levanta a questão: por que a aeronave é vista tão bem acima de outros aviões como o Hurricane, que realizou muito mais trabalho pesado para a organização?


O Museu Imperial da Guerra, no Reino Unido, dedicou um tempo para examinar mais profundamente a história da popularidade do Spitfire e chegou a algumas conclusões. Primeiro, o Spitfire era muito mais chamativo do que o Hurricane, com um revestimento de aço reforçado monocoque que fazia o Hurricane de design tradicional parecer desatualizado.

Além disso, o Spitfire foi constantemente reprojetado, com variantes maiores e mais impressionantes entrando em serviço ao longo dos anos. O Hurricane, por outro lado, permaneceu praticamente o mesmo durante toda a sua vida útil.

Outro fator que pode afetar a popularidade do Spitfire é o número de aeronaves sobreviventes em condições de aeronavegabilidade, que são peças cruciais da história que continuam a ser vistas em shows aéreos em todo o mundo hoje. Embora ainda existam pouco mais de uma dúzia de Hurricanes em condições de aeronavegabilidade, existem quase 70 Spitfires em condições de aeronavegabilidade, tornando o avião o favorito dos entusiastas.

Com informações de Simple Flying

Vídeo: Mayday Desastres Aéreos - Sem Aviso - Colisão Aérea no Alasca


Aconteceu em 13 de maio de 2019: Colisão aérea entre voos turísticos no Alasca


Em 13 de maio de 2019, um hidroavião de Havilland Canada DHC-2 Beaver operado pela Mountain Air Service colidiu com um hidroavião Taquan Air de Havilland Canada DHC-3 Turbine Otter sobre George Inlet, no Alasca, nos Estados Unidos.

O DHC-2 se partiu no ar com a perda do único piloto e todos os 4 passageiros. O piloto do DHC-3 conseguiu manter o controle parcial, mas a aeronave sofreu danos substanciais na colisão e no subsequente pouso forçado. O piloto sofreu ferimentos leves, 9 passageiros sofreram ferimentos graves e 1 passageiro morreu. Ambas as aeronaves realizavam voos turísticos.

Aeronaves



O primeira aeronave era o hidroavião de Havilland Canada DHC-2 Beaver Mk I, prefixo N952DB, operado pela Mountain Air Service LLC (foto acima). 


O segundo avião envolvido no acidente era o hidroavião de Havilland Canada DHC-3T Turbine Otter, prefixo N959PA, operado Taquan Air (foto acima).

Ambas as aeronaves estavam conduzindo voos turísticos locais da área do Monumento Nacional Misty Fiords para o benefício dos passageiros de um navio de cruzeiro da Princess Cruises atracado em Ketchikan, no Alasca.

Os aviões estavam operando sob as disposições do 14 CFR Parte 135 como voos turísticos sob demanda. Nenhuma das aeronaves carregava ou era obrigada a carregar um gravador de voz da cabine ou gravador de dados de voo.

Acidente


Ambas as aeronaves estavam retornando à Base de Hidroaviões do Porto de Ketchikan, aproximadamente 11 km a sudoeste. 

Base de Hidroaviões do Porto de Ketchikan
O DHC-2 estava voando a 107 nós (198 km/h) a uma altitude de cerca de 3.350 pés (1.020 m) ao nível do mar médio (MSL), enquanto o DHC-3 estava descendo gradualmente a 126 nós (233 km/h) de uma altitude de 3.700 pés (1.100 m) MSL. 

Prevaleceram as condições meteorológicas visuais. O DHC-3 foi equipado com um sistema de alerta de colisão automática dependente de vigilância - transmissão (ADS-B), mas o piloto não percebeu nenhum aviso de colisão ADS-B antes de ver um "flash" à sua esquerda, e as duas aeronaves colidiram às 12h21, hora local, a uma altitude de cerca de 3.350 pés (1.020 m) MSL.

O DHC-3 inclinou o nariz para baixo a cerca de 40 graus, mas o piloto foi capaz de manter o controle parcial e realizar um flare de pouso antes de pousar em George Inlet.

Os flutuadores separaram-se da aeronave e ela começou a afundar; o piloto e 9 passageiros conseguiram evacuar para a costa com a ajuda de pessoas próximas, mas 1 passageiro ficou preso nos destroços e morreu. O DHC-3 parou sob cerca de 80 pés (24 m) de água.

O DHC-2 se partiu no ar, criando um campo de destroços de aproximadamente 2.000 pés por 1.000 pés (610 m por 305 m) cerca de 1,75 mi (2,82 km) a sudoeste do local da amerissagem DHC-3. A fuselagem, empenagem e estrutura da cabine do DHC-2 foram separadas umas das outras e a asa direita apresentou danos consistentes com impactos da hélice. Todos os cinco ocupantes do DHC-2 morreram no acidente.

O que sobrou do DHC-2 semi-submerso

Passageiros e tripulantes


O piloto de transporte aéreo DHC-3 sofreu ferimentos leves, 9 passageiros sofreram ferimentos graves e 1 passageiro sofreu ferimentos fatais; o piloto DHC-2 e 4 passageiros sofreram ferimentos fatais. Seis vítimas feridas foram admitidas em um hospital local e 4 outras foram evacuadas para Seattle. Dois corpos não foram recuperados até o dia seguinte.


Consequências


O falecido piloto do DHC-2 também era coproprietário da Mountain Air Service e a empresa cancelou todas as operações após o acidente. O voo 20 da Taquan Air caiu uma semana depois, em 20 de maio, e a companhia aérea suspendeu todos os voos no dia seguinte.

Em meio ao aumento da supervisão da FAA, a Taquan Air retomou o serviço de carga limitada em 23 de maio, os voos regulares de passageiros em 31 de maio e passeios turísticos sob demanda em 3 de junho.

Investigação


O National Transportation Safety Board (NTSB) iniciou imediatamente uma investigação sobre o acidente. Um relatório preliminar de acidente do NTSB foi publicado em 22 de maio de 2019.


Em reunião realizada em 20 de abril de 2021, o NTSB atribuiu o acidente " às limitações inerentes ao conceito de ver e evitar " juntamente com a ausência de alertas dos sistemas de visualização de tráfego de ambos os aviões.

O NTSB examinou o Dependente Automático Dados de posição da aeronave Surveillance – Broadcast (ADS-B), dados registrados da aviônica da aeronave do acidente e fotos tiradas pelos passageiros na aeronave do acidente. 

O NTSB descobriu que o DHC-2 havia subido gradualmente e nivelado em uma altitude de 3.350 pés (1.020 m) e um rumo de cerca de 255°, enquanto o DHC-3 estava descendo de 4.000 pés (1.200 m) em uma faixa variando de 224° e 237°. 


A agência determinou que o piloto DHC-2 não teria conseguido ver o DHC-3 se aproximando de sua direita devido à estrutura da cabine DHC-2, a asa direita e o passageiro sentado no banco dianteiro direito, enquanto a janela dianteira esquerda do DHC-3 obscureceu o DHC-2 da visão do piloto por 11 segundos antes da colisão.

Ambas as aeronaves eram equipadas com Display de Informações de Tráfego (CDTI) baseado em ADS-B. No entanto, uma atualização de equipamento fornecida pela FAA para o sistema Garmin GSL 71 no DHC-3, implementada devido à eliminação do Programa FAA Capstone, desativou o recurso de alerta de tráfego auditivo.


Além disso, o recurso de transmissão de altitude de pressão do GSL 71 foi desativado porque o botão de controle foi definido para a posição OFF, e a lista de verificação de pré-vôo Taquan Air (que listava o nome de um operador diferente) não exigia que o piloto definisse o botão para a posição apropriada para transmitir a altitude de pressão.

Isso desabilitou efetivamente os recursos de alerta automático no ForeFlightCDTI do aplicativo móvel usado pelo piloto DHC-2, que não foi projetado para fornecer alertas quando a aeronave alvo não está transmitindo altitude de pressão. A falta de avisos sonoros ou visuais dedicados deixou ambos os pilotos dependentes da verificação visual de suas telas de exibição do CDTI periodicamente.

O NTSB recomendou que a FAA exigisse que os operadores da Parte 135 implementassem sistemas de gerenciamento de segurança , o que poderia ter mitigado a falta de capacidade de alerta do CDTI no Taquan DHC-3 e solicitado à companhia aérea a atualizar sua lista de verificação pré-voo para incluir as configurações CDTI apropriadas. 

Além disso, o NTSB recomendou que o ForeFlight atualize seu software de forma que alertas automáticos sejam fornecidos por padrão quando a aeronave alvo não estiver transmitindo altitude de pressão.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia e ASN

Aconteceu em 13 de maio de 2010: A queda do Embraer EMB-810C prefixo PT-EUJ no rio Manacapuru (AM)


Em 13 de maio de 2010, o avião 
Embraer EMB-810C Seneca II, prefixo PT-EUJ, da CTA - Cleiton Táxi Aéreo (foto acima), operava um voo entre o Aeródromo de Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus (AM), em direção ao Aeroporto de Maués, também no Amazonas, a cerca de 365 km de Manaus.

A aeronave estava sob responsabilidade da empresa Cleiton Táxi Aéreo (CTA). Porém, o proprietário da CTA, Cleiton Sérgio de Souza, negou que o avião pertencesse à empresa e sim a JVC Transportes Aéreos. Por outro lado, o dono da JVC Transportes Aéreos, Jorge Luiz Viana, garantiu que a empresa vendeu o avião em dezembro de 2009 para a CTA.

O voo partiu do Aeródromo de Flores, em Manaus, com destino ao Aeroporto de Maués pouco antes das 15 horas, levando a bordo o piloto e cinco passageiros.

Minutos depois da decolagem, o piloto, Miguel Vaspeano Lepeco, teria feito contato com a torre e informado que estaria voltando para Flores, sem explicar os motivos. Depois disso, o sinal foi perdido. 

Segundo informações, a aeronave tentou realizar um pouso forçado no campo do Colégio Pró-Menor Dom Bosco Leste no bairro do Zumbi, mas bateu de bico em um pequeno morro e com o impacto explodiu em chamas.


O voo havio sido fretado pela Secretaria de Educação do Governo do Amazonas (Seduc). Estavam nele:

Miguel Vaspeano Lepeco – Piloto, 52 anos de idade, sendo 34 anos destes na profissão. Nascido a bordo do avião da Vasp, por isso o nome Vaspeano, que fazia a rota de Maringá para Curitiba em 10 de junho de 1957.

Cinthia Régia Gomes do Livramento – Secretária de Educação do Governo do Amazonas, 45 anos, casada, sem filhos e amazonense de Manaus. Assumiu a Seduc em 30 de março de 2010 e desde 2004, era diretora do Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe). Formada em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com pós-graduação em Psicopedagogia pela mesma instituição

Karla Patricia Barros de Azevedo – Assessora do Gabinete da Seduc, 38 anos, solteira, sem filhos e amazonense de Manaus. Formada em Pedagogia pela UFAM, com pós-graduação em Psicopedagogia pela mesma instituição. Concursada da Seduc desde 1993.

Eliana Socorro Pacheco Braga – Gerente de Monitoramento da Seduc, 43 anos, casada e amazonense de Novo Airão. Formada em Pedagogia pela UFAM, com pós-graduação em Supervisão Educacional pela mesma instituição. Concursada da Semed há 20 anos estava à disposição da Seduc desde 2004.

Maria Suely Costa Silva – Técnica da Gerência de Atendimento Educacional Específico, do Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe), 49 anos, mãe de duas filhas e amazonense de Coari. Formada em Teologia pela UFAM, com pós-graduação em Educação Especial. Professora integrada e efetiva da Seduc desde 1993.

Marivaldo Couteiro Oliveira – Fotógrafo da Seduc, 35 anos, 2 filhos e amazonense de Manaus. Trabalhou no Jornal do Commercio e no Jornal Diário do Amazonas. Ingressou na área da Educação, trabalhando como fotógrafo da Semed. Na Seduc, assumiu como fotógrafo desde abril de 2005.



Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN - Fotos: Diego Oliveira (Portal Amazônia) / Michael Dantas (A Crítica/Agência Estado) / Divulgação/Corpo de Bombeiros / João Henrique (JetPhotos) - Vídeo: videosdaamazonia (YouTube)

Aconteceu em 13 de maio de 1977: A queda do Antonov da LOT na aproximação ao aeroporto de Beirute, no Líbano


Em 13 de maio de 1977, o avião Antonov An-12BP, prefixo SP-LZA, da LOT Polskie Linie Lotnicze (foto acima), estava realizando um voo de carga entre Varsóvia, na Polônia, a Beirute, no Líbano, com uma parada intermediária em Varna, na Burgária.

Com nove tripulantes a bordo, a aeronave estava transportando uma carga de carne congelada. O cumpriu sua primeira etapa até Varna sem problemas relatados. Às 5h30, o Antonov decolou em direção ao seu destino final e o voo transcorreu dentro da normalidade.

Ao se aproximar de Beirute a uma altitude de 2.100 pés, o avião de quatro motores atingiu cabos de força e caiu em terreno rochoso localizado a 8 km da cabeceira da pista 21 no Aeroporto Internacional de Beirute, no Líbano.


A aeronave se desintegrou com o impacto e todos os nove ocupantes morreram. Foi relatado que o ATC transmitiu várias instruções à tripulação que não respondeu, talvez devido a problemas de idioma.


Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia, ASN e baaa-acro

Aconteceu em 13 de maio de 1949: A queda do voo Aeroflot 17 em Novosibirsk, na União Soviética

Um Ilyushin Il-12 da Aeroflot, similar a aeronave acidentada
Em 
13 de maio de 1949, a aeronave Ilyushin Il-12, prefixo CCCP-L1791, da Aeroflot, operava o voo 17, do Aeroporto de Vnukovo, em Moscou, para o Aeroporto Severny, em Krasnoyarsk, com escalas no Aeroporto Central de Omsk, em Omsk, e no Aeroporto Severny, em Novosibirsk, todas localidades da antiga União Soviética.

O Il-12 (também conhecido como Il-12P) com número de fábrica 93013208 e número de série 32-08 foi fabricado pela fábrica Znamya Truda (Moscou) em 14 de março de 1949. O avião recebeu o número de cauda USSR-L1791 e foi transferido para a Diretoria Principal da Frota Aérea Civil , que por sua vez o enviou para o 1º Grupo Aéreo Separado da Frota Aérea Civil (com base em Vnukovo). Na época, o L1791 tinha apenas dois meses de idade e apenas 51 horas de voo.

A tripulação do voo 17 era composta por: Comandante da aeronave Ivan Aleksandrovich Latukhov, Copiloto Chebotarev Boris Ivanovich, Mecânico de voo Ivan Alekseevich, Operador de rádio de voo Mikhail Samoylovich Mogilnitsky e a Aeromoça Nina Fedorovna Maksimova.

Às 12h13 a aeronave partiu de Omsk, onde fez uma escala, e seguiu para a próxima parada, Novosibirsk. De acordo com a previsão, nuvens de 1000 a 1500 metros de altura e chuva passageira eram esperadas ao longo da rota, enquanto uma tempestade era possível na segunda metade da viagem.

O controlador de Omsk recebeu vários avisos de que uma situação de tempestade estava sendo declarada para Novosibirsk, mas não repassou essa informação para a tripulação do voo 17 e não proibiu o voo.

Às 13h28, a tripulação recebeu autorização para entrar na zona do Centro de Controle Distrital de Novosibirsk. Além disso, a partir das 13h00, a aeronave solicitou entrada na zona do aeroporto de Novosibirsk três vezes, mas tempestades sobre Novosibirsk causaram interferência significativa. Enquanto aguardava a autorização de entrada, a aeronave começou a circular na altura de Novosibirsk.


Somente às 14h00 a tripulação conseguiu contatar o aeroporto. Então, às 14h05, o controlador do Aeroporto de Novosibirsk autorizou o Voo 17 a se aproximar e descer para 700 metros, embora o voo já estivesse dentro da zona do aeroporto. Às 14h07, a tripulação relatou: "Entramos nas nuvens, ocasionalmente escaneando o solo". Esta foi a última mensagem de rádio da aeronave.

O céu sobre Novosibirsk estava completamente coberto por nuvens, havia chuva torrencial com granizo, um forte vento soprava e a visibilidade caiu para 100-200 metros. Por volta das 14h07, a 6-8 quilômetros a nordeste do aeroporto, o Il-12 entrou em uma nuvem e, em seguida, testemunhas o observaram nas nuvens até as 14h10. 

Depois disso, o comandante provavelmente tentou sair da cobertura de nuvens, fazendo uma curva acentuada à direita com uma descida. A uma altitude de 70-100 metros, o avião saiu da nuvem, mas neste ponto estava em uma inclinação acentuada. 

Continuando a perder altitude, a 12 quilômetros do aeroporto, a aeronave, com uma inclinação à direita de 65°, colidiu contra um aterro de terra de quatro metros de uma pedreira, resultando em sua destruição, com alguns destroços voando sobre o aterro e explodindo em chamas. Todas as 25 pessoas a bordo morreram.

A "nuvem" que a tripulação relatou ter entrado era, na verdade, a parte traseira de uma forte tempestade. Ao entrar nela, o Il-12 inesperadamente começou a oscilar para cima e para baixo e de um lado para o outro.

Um exame forense revelou que o copiloto e o operador de rádio estavam inconscientes no momento da queda, com o copiloto também agarrado à coluna de controle. É provável que um raio tenha atingido a aeronave e a tripulação, fazendo com que o copiloto e o operador de rádio perdessem a consciência, enquanto o comandante e o engenheiro de voo entraram em pânico, o que os levou a monitorar mal seus instrumentos. 

Em pânico, o comandante tentou sair da nuvem o mais rápido possível, realizando uma curva acentuada para baixo. Ao sair da nuvem, no entanto, ele encontrou uma forte chuva, granizo grande e rajadas de vento. Além disso, o fato de o copiloto estar agarrado à coluna de controle dificultou significativamente o voo. Desorientado enquanto voava na chuva e sem monitorar seus instrumentos, o comandante começou a descer em direção sul e depois sudeste até se chocar contra o solo.

A localização de Novosibirsk dentro da Rússia
Em suas conclusões, a comissão citou como causa imediata a entrada em uma tempestade e o raio que atingiu dois tripulantes. Na chuva e no granizo, os dois tripulantes restantes ficaram desorientados, provavelmente devido ao pânico, deixando de monitorar seus instrumentos e de manter uma altitude segura. Os seguintes fatores contribuíram significativamente para o desastre:
  • Não havia previsão de tempestade.
  • A entrada na nuvem ocorreu pela sua parte traseira, de onde não parecia tão perigosa.
  • Houve problemas com o gerenciamento e controle de voo, incluindo uma previsão meteorológica incorreta, comunicações de rádio instáveis, a tripulação não foi notificada sobre uma tempestade e houve má comunicação entre os serviços meteorológicos nos aeroportos ao longo da rota.
Em 1956, o número de cauda CCCP-L1791 foi atribuído a um Il-14 com número de fábrica 146000503 e número de série 05-03, também produzido pela fábrica Znamya Truda. Em 1959, devido a uma nova matrícula, o número de cauda foi alterado para CCCP-61791. Esta aeronave foi inicialmente operada pela Escola de Treinamento Avançado de Voo de Ulyanovsk , depois, a partir de 6 de janeiro de 1962, pela Escola de Treinamento Avançado de Voo de Kirovograd e, a partir de 28 de agosto de 1973, pela Autoridade de Aviação Civil de Yakutsk. Em 17 de outubro de 1974, foi considerada perda total devido ao fim de sua vida útil e posteriormente desmontada para sucata metálica.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia