No final da noite de sexta-feira, 12 de agosto de 1994, o helicóptero Bell 206L-4 LongRanger IV, prefixo N124NH, da National Helicopters, operava o voo 44 entre Nova Iorque, NY (6N5) e Atlantic City, NJ.
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| Um Bell 206L-4 LongRanger IV similar ao helicóptero acidentado |
O piloto comercial, sem habilitação para voo por instrumentos, estava em rota a 2.000 pés MSL em um voo VFR noturno quando relatou um encontro inadvertido com condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC).
Durante o voo de 35 minutos, o piloto manteve contato via rádio com o controle de tráfego aéreo, o despachante da empresa e um piloto da mesma empresa em outro helicóptero. Ele estava recebendo serviço de acompanhamento de voo VFR.
Durante o voo, o piloto expressou preocupação com as condições meteorológicas ao outro piloto da empresa e indicou que iria retornar. Em seguida, relatou que o tempo havia melhorado e que prosseguiria até o destino.
No entanto, posteriormente, solicitou e recebeu uma proa para inverter o curso devido à neblina. Cerca de 2 minutos depois (às 21h05 EDT), o controle de tráfego aéreo perdeu contato por radar com o voo.
Quase ao mesmo tempo, o outro piloto da empresa contatou o piloto para verificar o progresso do voo. O piloto (do N124NH) respondeu que estava voando "invertido". Não houve mais nenhuma transmissão recebida do piloto.
O helicóptero subsequentemente caiu em uma área arborizada durante uma descida íngreme.
O exame dos destroços não revelou nenhuma falha ou mau funcionamento mecânico prévio ao impacto.
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| O empresário Matias Machline |
Os documentos com o nome de Machline haviam sido encontrados no aparelho. O acidente ocorreu às 21h locais (22h em Brasília) de uma sexta-feira.
Manchester fica a 64 km de Atlantic City e a 96 km de Nova York. Há um aeroporto a cerca de 4 km do local do acidente. O helicóptero caiu sobre um bosque. A noite estava clara, sem ventos.
O empresário estava nos EUA para reuniões na multinacional AT&T, com a qual mantinha uma sociedade. Nessa mesma semana, ele iria ao Japão, para negócios com a Sharp, sua sócia no Brasil desde 1969.
Matias Machline morreu em um momento em que comemorava o sucesso da reestruturação do grupo Sharp. Depois de três anos seguidos de prejuízos, o grupo voltava a fazer lucros.
Machline deixou quatro filhos, José Maurício, Carlos Alberto, Sérgio e Paulo, todos com sua primeira mulher, Carmen Teresa Machline. Marina Araújo era sua segunda mulher.
O ex-presidente José Sarney e o jurista Saulo Ramos, amigos de Machline há 20 anos, receberam a notícia através do filho do empresário, José Maurício. Ramos declarou estar muito "abalado com a morte do amigo".
O Relatório Final do acidente apontou como causa provável: "planejamento/decisão inadequada do piloto durante o voo, voo em condições meteorológicas de voo por instrumentos (IMC) e consequente desorientação espacial, que resultaram na perda do controle da aeronave. Fatores relacionados ao acidente foram: escuridão, condições meteorológicas adversas (nebre e bruma) e a falta de experiência do piloto em voo por instrumentos."



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