Em 7 de julho de 1999, a aeronave Boeing 727-243F, prefixo VT-LCI, operado pela subsidiária indiana da Lufthansa Cargo, a Hinduja Cargo Services (foto abaixo), realizava um o voo 8533, um voo de carga regular do Aeroporto Internacional de Tribhuvan, no Nepal, para o Aeroporto Internacional Indira Gandhi, na Índia.
A aeronave era um Boeing 727-200 cargueiro de 17 anos. Foi entregue anteriormente à Alitalia em 1981 como I-DIRS, tendo a Continental Airlines também operado a aeronave como N586PE e N14416 antes de ser entregue à Hinduja Cargo Services como VT-LCI. Havia cinco tripulantes a bordo: o capitão Gonzalez, Shahni, Vargava, Singh e Roy.
O voo transportava 21 toneladas de carga, principalmente têxteis e tapetes. O voo decolou da pista 20 do Aeroporto Internacional Tribhuvan de Katmandu.
Após a decolagem, o voo fez uma inclinação de 10 graus para a direita, atingindo um rumo de 247 a 4,4 DME. A potência aplicada aos motores foi inadvertidamente reduzida, resultando na perda de altitude da aeronave em uma área onde a altitude de qualquer voo em decolagem deve ser superior a 9.500 pés (2.900 m), enquanto o VT-LCI estava a 7.500 pés (2.300 m).
O Sistema de Alerta de Proximidade do Solo (GPWS) foi ativado com um alerta de terreno no cockpit. A velocidade foi reduzida para 171 nós (317 km/h; 197 mph), fazendo com que o alerta de vibração do manche fosse ativado. O VT-LCI atingiu as colinas de Champadevi às 19h51, horário local, sem sobreviventes entre os 5 ocupantes a bordo.
De acordo com o Relatório Final, o acidente ocorreu porque a tripulação, após a decolagem, não seguiu o procedimento padrão de partida por instrumentos (SID) publicado para a pista 20 em Katmandu, Nepal.
- briefing de partida incompleto fornecido por P1 enquanto outras atividades na cabine estavam em andamento;
- a queda inesperada da velocidade para V2-3 durante a curva ascendente inicial à direita ao sul do VOR, que ocorreu enquanto P2 estava ocupado com o controle de tráfego aéreo;
- a potência e o perfil de subida inadequados utilizados por P1 após a aeronave retomar a trajetória em um rumo sudoeste após a perda inicial de velocidade;
- a coordenação e comunicação inadequadas entre os membros da tripulação na cabine, enquanto a aeronave se dirigia para o arco de 4 DME do VOR de Katmandu e o cruzava antes de reiniciar uma curva suave à direita; e
- a resposta lenta à ativação inicial e subsequente do GPWS antes da colisão com o solo.
Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN



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