sábado, 23 de maio de 2026

'Sushi voador': O dia em que um avião atropelou um peixe em pleno voo

Avião temático da Alaska Airlines com homenagem à indústria de pesca, que é muito forte
 na região. O modelo da foto não é o mesmo da reportagem (Imagem: Alaska Airlines)
Parece história de 1º de abril, o Dia da Mentira. E os jornais deram a notícia exatamente nesse dia, mas foi verdade.

Em 1987, um peixe bateu no para-brisa de um avião da Alaska Airlines, algo completamente curioso e inusitado para os padrões da aviação. E não estamos falando de um hidroavião que decolava de um rio e pegou um peixe saltador em cheio.

'Sushi aéreo'


No dia 30 de março de 1987, um voo da Alaska Airlines decolou de Juneau, capital do Alasca (EUA). O avião era um Boeing 737-200, que decolou com destino às cidades de Yakutat, Cordova e Anchorage.

A cerca de 120 m da pista, logo após a decolagem, o peixe bateu no para-brisa da aeronave. Jornais da época relataram que o espécime seria um salmão.

Um mecânico foi enviado para a próxima parada da aeronave, em Yakutat, a cerca de 320 km de distância do aeroporto de origem, para inspecionar o avião em busca de danos que pudessem colocar em risco a segurança do voo.

Paul Bowers, então gerente do aeroporto de Juneau, disse à imprensa à época que "encontraram uma mancha oleosa com algumas escamas, mas nenhum dano".

De onde veio?


Charge publicada em jornal da época satiriza colisão de peixe no para-brisa do avião da
Alaska Airlines durante voo: 'Quando as águias se chateiam' (Imagem: Reprodução/ADN)
Como, então, o peixe teria chegado a essa altura e batido no avião? O piloto do voo explicou que, logo após a decolagem, eles cruzaram com a rota de voo de uma águia-careca.

Diante daquele cenário, os pilotos começaram uma manobra para desviar da ave, que acabou soltando (voluntária ou involuntariamente) a sua refeição, que bateu em seguida no para-brisa. Algo raro, mas que explica a situação.

Os próprios pilotos relataram que ouviram o impacto, mas não acreditavam que os passageiros pudessem ter ouvido. A tripulação pediu a inspeção por segurança, o que acabou atrasando a decolagem em 1h.

Bill Morin e Bill Johnson, os pilotos do voo, relataram, segundo um colega, que viram o peixe cair como se estivesse em câmera lenta em direção à aeronave enquanto estavam incrédulos de que aquilo pudesse acontecer com eles naquele momento.


Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Fontes: Alaska Airlines, Smithsonian Magazine, Anchorage Daily News, New York Times

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