domingo, 7 de junho de 2026

Apenas 8 rotas no mundo têm mais de 100 voos por dia, e uma está no Brasil

Pista 20 do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (Imagem: Alexandre Saconi/13.mar.2026)
No mundo todo, apenas oito rotas têm uma média de mais de cem voos diários. Isso corresponde a mais de quatro voos por hora ligando dois aeroportos únicos.

Os dados são uma compilação feita pela consultoria britânica OAG, especializada em inteligência do setor aéreo.

Veja o ranking:
  1. Jeju - Seul (Coreia do Sul): 194 voos por dia (14,3 milhões de assentos ofertados por ano)
  2. Melbourne - Sydney (Austrália): 134 voos por dia (8,9 milhões de assentos ofertados por ano)
  3. Jidá - Riad (Arábia Saudita): 130 voos por dia (9,8 milhões de assentos ofertados por ano)
  4. Hanói - Cidade de Ho Chi Minh (Vietnã): 123 voos por dia (11 milhões de assentos ofertados por ano)
  5. Fukuoka - Tóquio (Japão): 113 voos por dia (11,4 milhões de assentos ofertados por ano)
  6. Sapporo - Tóquio (Japão): 109 voos por dia (12 milhões de assentos ofertados por ano)
  7. Mumbai - Délhi (Índia): 107 voos por dia (7,6 milhões de assentos ofertados por ano)
  8. São Paulo (Congonhas) - Rio de Janeiro (Santos Dumont): 103 voos por dia (5,1 milhões de assentos ofertados por ano)
Todos os dados são da OAG, apenas a quantidade de assentos ofertados por ano da rota entre São Paulo e o Rio de Janeiro é da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Ponte aérea


A ponte aérea Rio-São Paulo se destaca no ranking devido à quantidade de decolagens realizadas, mas não pela quantidade de assentos ofertados. Mesmo estando em oitavo lugar no ranking, a conexão brasileira não está sequer entre as maiores em número de assentos ofertados no mundo, e nem é a maior da América Latina.

Na região, a ligação entre Bogotá e Medellín (Colômbia) teve 6,2 milhões de assentos ofertados em 2025, por exemplo.

Considerando que os aeroportos Santos Dumont e de Congonhas operam entre 6h e 23h, e que foram realizadas 103 operações por dia em 2025, são cerca de 6,3 voos por hora conectando os dois locais.

Então, como explicar a alta quantidade de voos da ponte aérea não ter capacidade de transportar tantos passageiros quanto em rotas com mais assentos disponíveis? A resposta está no tipo de avião usado.

Limitações


Congonhas pode realizar 44 pousos e decolagens por hora, sendo 40 para a aviação comercial regular e quatro para a aviação não regular e aviação geral (táxi-aéreo, aeronaves particulares, operação aeromédica, entre outras). O Santos Dumont, por sua vez, pode operar 29 pousos e decolagens por hora, sendo 23 para a aviação comercial regular e seis para as demais modalidades de voo.

Mais do que essas limitações, o tamanho das pistas impõe limites para que aviões maiores sejam usados. Com isso, é comum que os voos sejam feitos com aviões menores da família Airbus A320 (Latam) ou Boeing 737 (Gol). Ainda, é comum que os Embraer da família E2, operados pela Azul, também sejam usados nessa rota.

Como eles têm uma capacidade inferior, precisariam realizar mais voos para transportar a mesma quantidade de passageiros que nas rotas realizadas nos países asiáticos, onde é comum que aviões maiores, como os de fuselagem larga que levam mais de 200 passageiros por voo, realizem rotas domésticas.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

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