![]() |
| Podem ser levados até dois power banks por passageiro no voo (Imagem: Getty Images) |
No começo de abril, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) atualizou as normas para levar e usar esses itens em voos.
Veja a seguir como ficaram as regras.
Novidades e reforços
Entre os principais pontos da nova normativa, alguns já existiam e outros são inéditos.
Entre as regras já existentes, que estão sendo reforçadas a partir de agora, destacam-se:
- Power banks e baterias extras devem ser levados apenas na bagagem de mão;
- Estão permitidos dispositivos de até 100 Wh;
- Modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh precisam estar autorizados previamente pelas companhias aéreas para irem a bordo;
- Dispositivos com capacidade nominal superior a 160 Wh não podem ser levados pelos passageiros;
- Os power banks devem ser protegidos contra curto-circuito.
Caso os dispositivos estejam em desacordo com as normas (como capacidade acima de 160 Wh), deverão ser descartados antes da verificação de segurança.
Já quanto à proteção contra curto-circuito, os terminais deverão estar isolados ou na embalagem original.
Entre as novas regras, destacam-se:
- Podem ser levados até dois power banks por passageiro no voo;
- Fica proibido recarregar os power banks a bordo das aeronaves (seja por meio das tomadas elétricas ou USB disponibilizadas nos voos);
- A recomendação é não usar os power banks para carregar outros dispositivos a bordo (justamente para evitar sobreaquecimento ou outros problemas).
- Caso cometa algum erro, além das medidas cabíveis, o passageiro poderá perder o voo.
É preciso ficar atento às atualizações das regras, principalmente quanto à quantidade e ao recarregamento das baterias a bordo.
Antes de viajar, o passageiro deve verificar essa informação e, em caso de dúvida, consultar a companhia aérea ou a Anac por meio deste link.
Como saber a capacidade?
É comum encontrar a capacidade das baterias e power banks registrada em mAh (miliampere-hora). Para saber a capacidade em Wh, que é o que realmente importa para voar, é preciso fazer uma conta.
A fórmula é: Wh = mAh × V ÷ 1.000.
Em geral, os power banks comuns têm uma bateria de 3,7 V. Então, basta multiplicar a potência em mAh por 0,0037 (a tensão de saída, de 3,7 V dividido por mil).
Exemplos:
- Power bank de 10.000 mAh: Potência aproximada de 37 Wh
- Power bank de 20.000 mAh: Potência aproximada de 74 Wh
- Power bank de 27.000 mAh: Potência aproximada de 100 Wh
O que dizem as companhias?
Veja a seguir as notas enviadas por Azul, Gol e Latam:
"A Azul informa que segue rigorosamente todas as normas operacionais e de segurança vigentes. Desta forma, a companhia cumpre as exigências regulatórias, proibindo o uso de carregadores portáteis de bateria durante os voos. Para comodidade dos clientes, a Azul oferece tomadas em suas aeronaves Embraer 195-E2 e em todos os modelos de Airbus." - Nota da Azul.
"A Gol tem a segurança como seu valor número um e segue rigorosamente todas as normas estabelecidas pelas autoridades competentes. Em conformidade com o divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última sexta-feira (24 de abril), a companhia adotará a partir de 4 de maio as normas sobre o transporte e uso de carregadores portáteis de bateria (power banks) a bordo conforme exposto no site da agência." - Nota da Gol.
"A Latam Airlines Brasil esclarece que segue a Instrução Suplementar nº 175-001 Revisão M, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para o transporte de baterias de lítio em voos comerciais. Pela regra, carregadores portáteis (power banks) devem ser levados exclusivamente na bagagem de mão e não podem ser recarregados nem utilizados durante o voo, sendo permitido apenas o seu porte. Em linha com a normativa e com foco na segurança operacional, a Latam adotou a restrição a partir de 15 de abril. Mais informações sobre o transporte de baterias de lítio estão disponíveis aqui." - Nota da Latam.
Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL)

Nenhum comentário:
Postar um comentário