Único jato soviético Yakovlev Yak-40 do Brasil foi apreendido sob suspeita de irregularidades; clube tenta reaver aeronave e pede indenização.
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| Yakovlev Yak-40 mede cerca de 20 metros de comprimento, tem envergadura de 25 metros e pouco mais de 6 metros de altura (Foto: Reprodução/Autos do processo) |
Destinado à Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) em 2007 pela Receita Federal para fins educacionais, o único jato soviético Yakovlev Yak-40 do Brasil está abandonado no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, no interior do Estado. Após quase duas décadas sem manutenção, a aeronave se deteriorou e hoje é considerada inutilizável. O Clube Náutico Água Limpa, responsável por trazer o avião ao Brasil, cobra na Justiça uma indenização de R$ 1,5 milhão.
Para a USP, o avião ainda poderia ter valor acadêmico. Segundo o professor Fernando Martini Catalano, do Departamento de Engenharia Aeronáutica, a ideia era usar a aeronave como uma espécie de laboratório para os alunos. “O avião tinha motores e sistemas funcionais, além de toda a estrutura. Serviria para as aulas de engenharia aeronáutica”, afirmou.
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| Para ser retirado do Aeroporto de Ribeirão Preto, avião Yakovlev Yak-40 precisa ser desmontado, o que encarece a operação (Foto: Reprodução/Autos do processo) |
O Yakovlev Yak-40 é um jato de curto alcance desenvolvido na antiga União Soviética para rotas regionais e em operação desde 1968. Projetado para pistas não pavimentadas, o modelo tem velocidade de cruzeiro a partir de 450 km/h. Com três motores a jato, mede cerca de 20 metros de comprimento, tem envergadura de 25 metros e pouco mais de 6 metros de altura.
Quem trouxe a aeronave ao Brasil foi o Clube Náutico Água Limpa, de Belo Horizonte (MG). O Yak-40 estava registrado na República Democrática de São Tomé e Príncipe, na África, quando foi apreendido pela Receita Federal, em 2002, sob suspeita de irregularidades.
Depois de cinco anos, em 2007, ficou decidido que a aeronave deveria ser destinada à USP. A universidade, no entanto, seria a responsável por retirar o avião do aeroporto, o que nunca aconteceu por causa dos altos custos do transporte. São Carlos e Ribeirão Preto estão separadas por aproximadamente 100 quilômetros.
Além disso, por ser um modelo russo, há escassez de peças no Brasil e colocá-lo novamente em voo exigiria investimento de milhões de reais.
Via Leonardo Siqueira (Estadão)


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