| Um avião Hawker Siddeley HS 748 da Philippine Air Lines semelhante ao envolvido no acidente |
Em 21 de abril de 1970, o avião Hawker Siddeley HS-748-209 Srs. 2, prefixo PI-C1022, da Philippine Air Lines, realizava o voo 215, um voo doméstico entre o Aeroporto de Cauayan para o Aeroporto de Manila, a capital das Filipinas.
Com 32 passageiros e quatro tripulantes a bordo, em rota, o que deveria ter sido uma viagem rotineira sobre Luzon transformou-se em uma tragédia arrepiante quando, enquanto sobrevoava a 3.200 metros de altitude, uma explosão repentina atingiu o banheiro da aeronave.
Em seguida, uma seção da cauda se separou da aeronave e o HS748 caiu próximo a Cabanatuan, na província Nueva Ecija, nas Filipinas. Todos os 32 passageiros e 4 tripulantes (36 no total) morreram no acidente.
Os destroços ficaram espalhados por um terreno remoto, e as equipes de busca e resgate confirmaram que não houve sobreviventes. A violenta desintegração em pleno ar chocou o país, tornando-se um dos primeiros desastres aéreos com múltiplas vítimas ligados à sabotagem na história da aviação americana.
A investigação subsequente, liderada pelas autoridades Filipinas, apontou uma bomba plantada no banheiro como a causa mais provável da explosão. Embora ninguém tenha reivindicado a autoria do ataque, ele foi amplamente considerado um ato terrorista, possivelmente ligado à instabilidade política da época.
O incidente obrigou as autoridades a enfrentar a crescente ameaça de violência direcionada à aviação e levou ao gradual endurecimento dos procedimentos de segurança nos aeroportos filipinos, introduzindo novas práticas de triagem e a conscientização de que o espaço aéreo, antes considerado seguro, não podia mais ser dado como certo.
Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia e ASN
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