segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Aconteceu em 8 de setembro de 1997: Acidente com o voo Helikopter Service 451 na Noruega

Um Super Puma semelhante operado pela Helikopter Service
Em 8 de setembro de 1997, o voo 451, operado pelo Eurocopter AS 332L1 Super Puma, da operadora norueguesa de helicópteros Helikopter Service, caiu no Mar da Noruega, 100 milhas náuticas (190 km; 120 mi) a noroeste de Brønnøysund, na Noruega. 
A aeronave estava em rota do Aeroporto de Brønnøysund, Brønnøy para Norne, um navio flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) offshore. O acidente foi causado por uma rachadura de fadiga em uma ranhura de um conector do eixo de transmissão de energia, que acabou causando a falha do eixo de transmissão de energia. Todas as doze pessoas a bordo morreram no acidente.

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Às 6h00, horário local ( UTC+2 ), o helicóptero AS332 L1 Super Puma, prefixo LN-OPG, da Helikopter Service, fabricado pela Eurocopter (hoje Airbus Helicopters), operando o voo 451 da Helikopter Service decolou do Aeroporto de Brønnøysund com dois pilotos e dez passageiros, rumo à FPSO Norne, operada pela Statoil. A rota era um serviço de transporte diário devido à falta de acomodações em Norne durante o período de maior movimento, quando a embarcação estava em comissionamento.

O voo prosseguiu normalmente até às 06h50:07 horas, quando a luz de excesso de velocidade do motor foi observada por um curto período. O copiloto leu as informações correspondentes da lista de verificação de emergência antes de continuarem a aproximação para pousar em Norne. 

Às 06h52:41 horas, a tripulação contatou a Transocean Prospect, a plataforma de petróleo que estava gerenciando a comunicação de rádio com os helicópteros que pousavam em Norne. 

Às 06h54:42 horas, eles informaram ao ATCC de Bodø que estavam deixando 2.000 pés (610 m), com um tempo estimado de chegada às 07h05 horas. 

De acordo com o gravador de voz da cabine (CVR) do helicóptero, as indicações anormais ocorreram novamente às 06h55:37 horas antes de "algo estranho" ser observado às 06h55:55 horas. 

Um baque foi ouvido às 06h56:30 horas; então, após um forte som de trituração 1,7 segundos depois, a tripulação perdeu o controle da aeronave. O helicóptero caiu no mar de uma altura de cerca de 550 m (1.800 pés) e todos a bordo morreram em consequência do impacto. Os destroços afundaram e pararam a uma profundidade de 830 metros (2.720 pés).

Todas as doze pessoas a bordo morreram no acidente.


Após a investigação do acidente, o Conselho Norueguês de Investigação de Acidentes (AIBN) concluiu que a causa do acidente foram múltiplas rachaduras de fadiga na luva estriada entre o eixo bendix de alta velocidade e o motor direito, que causaram danos ao sistema de proteção contra sobrevelocidade do motor. A luva estriada se desintegrou, rompendo o eixo de alta velocidade, o que levou a uma sobrevelocidade da turbina de potência direita, que por sua vez estourou, destruindo o motor esquerdo, bem como cortando as barras de controle, o que tornou o helicóptero incontrolável.

Não se poderia esperar que a tripulação tivesse conhecimento suficiente sobre o sistema de controlo da aeronave para compreender a gravidade do alarme intermitente de excesso de velocidade, e não havia procedimentos ou listas de verificação disponíveis que cobrissem este cenário.

O AIBN também encontrou motivos para acreditar que um dos acelerômetros HUMS instalados na aeronave teria sido capaz de alertar a equipe de manutenção sobre a mudança nos padrões de vibração a tempo de evitar o acidente, caso estivesse em condições de uso, uma vez que foi configurado com um valor de ponto de ajuste. 

A análise retrospectiva dos dados do HUMS mostrou que as vibrações no local onde este acelerômetro foi montado estavam acima do valor de ponto de ajuste antes do acidente. A parte do HUMS que estava em condições de uso armazenou informações relevantes, mas esses dados tiveram que ser recuperados pela equipe de manutenção e analisados ​​entre os voos. 


No momento do acidente, o uso do HUMS em helicópteros offshore estava em uma fase inicial e não era exigido pelos regulamentos. As rachaduras estavam se desenvolvendo lentamente por vários dias antes da falha catastrófica ocorrer, e se os dados do HUMS tivessem sido sistematicamente recuperados e analisados ​​entre os voos, a mudança nos padrões de vibração poderia ter sido descoberta pela equipe de manutenção antes do voo fatal. 

A regulamentação do HUMS em helicópteros offshore foi uma das 18 recomendações no relatório final do AIBN. O relatório do AIBN e o potencial não realizado do HUMS para evitar este acidente foram discutidos na Conferência HUMS de 2003 em Melbourne e foram descritos como "um momento decisivo" para o HUMS nas operações de helicópteros offshore.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ba.no

Vídeo: Mayday Desastres Aéreos - Perigo Oculto - Voos United Airlines 585, USAir 427 e Eastwind Airlines 517


Em 3 de março de 1991, um Boeing 737 operando como voo 585 de United Airlines está na aproximação, quando de repente entra em um mergulho e sofre uma falha dentro de oito segundos, matando todos os 25 pessoas a bordo. Em 8 de setembro de 1994, o voo 427 da USAir é outro Boeing 737 na aproximação, quando deixa de funcionar dentro de trinta segundos, matando todas as 132 pessoas a bordo. Em 9 de junho de 1996, o voo 517 da Eastwind Airlines é mais outro Boeing 737 com circunstâncias semelhantes, mas a tripulação recupera com êxito o controle da aeronave e pousa com segurança.

Aconteceu em 8 de setembro de 1994: Acidente com o voo USAir 427 - Mergulho Fatal


O dia 8 de setembro de 1994 marcou a USAir como o seu pior momento. Nessa data, o voo 427, operado pelo Boeing 737-3B7, prefixo N513AU (foto abaixo), caiu minutos antes do pouso em Pittsburgh, na Pennsylvania (EUA). Aquele fim de tarde encerrava um claro e lindo dia de verão. 

A temperatura era amena. A visibilidade era ilimitada e os ventos sopravam calmamente. A tripulação técnica estava relaxada, a atmosfera a bordo era de total calma. Ouve-se até, em determinado momento na gravação da caixa-preta, o comandante bocejar. Um voo que seria pura rotina, até que subitamente, tudo mudou.

O Boeing 737-3B7, prefixo N513AU, da USAir, envolvido no acidente
O voo 427 da USAir era um voo regular do Aeroporto Internacional O'Hare, de Chicago, em Illinois, para o Aeroporto Internacional de Pittsburgh, na Pennsylvania, com destino final em West Palm Beach, na Flórida.

A tripulação de voo consistia no Capitão Peter Germano, 45, que foi contratado pela USAir em fevereiro de 1981, e no Primeiro Oficial Charles B. "Chuck" Emmett III, 38, que foi contratado em fevereiro de 1987 pela Piedmont Airlines (que se fundiu com a USAir em 1989) 

Ambos eram considerados excelentes pilotos e muito experientes: Germano registrou aproximadamente 12.000 horas de voo, incluindo 4.064 no Boeing 737, enquanto Emmett registrou 9.000 horas de voo, 3.644 no 737. 

Os comissários de bordo Stanley Canty e April Slater foram contratados em 1989 pela Piedmont Linhas aéreas. A comissária de bordo Sarah Slocum-Hamley foi contratada em outubro de 1988 pela USAir.

A rota do voo 427
Vamos entrar a bordo da cabine de comando do Boeing no exato instante em que faltam dezoito minutos para o fim do voo 427. O primeiro-oficial está pilotando o Boeing 737, o comandante está ajudando na operação e cuidando do contato com o solo via rádio.

Comissária: Vocês querem beber alguma coisa?

Comandante: Ah, sim, eu poderia beber alguma coisa que ainda esteja aberta. Ou uma água ou um suco.

Primeiro-oficial: Ah, eu divido com ele o que tiver sim. Eu bebo o mesmo que ele.

Comissária: Querem que eu prepare meu coquetel frutado especial?

Comandante: Quão frutado ele é?

Comissária: Por que você não apenas experimenta?

Primeiro-oficial: Ok, eu serei a cobaia.

A porta se fecha enquanto a comissária volta para a galley para preparar seu coquetel. O voo 427 é instruído a reduzir sua velocidade para 210 nós e manter 10.000 pés de altitude. Em seguida, o voo é instruído a contatar a frequência de aproximação de Pittsburgh em 121.25.

Comandante: Ele disse 210?

Primeiro-oficial: 210? Eu entendi 250.

Comandante: Acho que me enganei então.

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir 427, curva à esquerda, proa 100.

Transmissão de rádio do comandante ao solo: Curva a esquerda proa 100, USAir 427.

A porta se abre: é a comissária que retorna com seu coquetel.

Comissária: Aqui está.

Comandante: Ok.

Primeiro-oficial: Ah, ótimo, obrigado, obrigado.

Comissária: Eu não provei, não sei se ficou bom ou não.

Comandante: Mmm, está ótimo.

Primeiro-oficial: Está mesmo ótimo.

Comissária: Então está ótimo.

Primeiro-oficial: É diferente. E ficaria ainda melhor se você colocasse um pouquinho de rum nele.

Comissária: Com certeza.

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir 427, proa 100, vetoração para ILS da pista 28 direita, velocidade 210.

Primeiro-oficial: Qual a velocidade?

Transmissão de rádio do comandante ao solo: Ok, estamos reduzindo para 210, proa 160, descendo para 10.000 pés, USAir 427.

Comandante: Que pista ele disse?

Primeiro-oficial: 28 Direita.

Comandante: (dirigindo-se à comissária) - Muito bom seu coquetel. Vai grapefruit nele?

Comissária: Não.

Primeiro-oficial: Framboesa?

Comissária: Você adivinhou pela cor.

Comandante: E o que mais?

Primeiro-oficial: Ahn, Sprite?

Comissária: Diet Sprite.

Primeiro-oficial: Ah!

Primeiro-oficial: Ficaria melhor se você fizesse com Sprite normal.

Comandante: Sim. E leva mais alguma coisa?

Comissária: Mais uma.

Primeiro-oficial: Suco de laranja?

Comissária: Adivinhou!

Primeiro-oficial: Ah!

Comissária: Suco de framboesa, Sprite e suco de laranja.

Primeiro-oficial: Muito bom.

Comissária: É diferente.

Comandante: Eu sempre misturo suco de laranja com framboesa. Eu gosto.

Comissária: Ok, de volta ao trabalho.

A comissária sai da cabine de comando. A porta se fecha e os pilotos retomam a concentração na operação da aeronave.

Primeiro-oficial: Eu acho que vamos pousar pelo lado direito.

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir 427, desça e mantenha 6.000 pés.

Transmissão de rádio do comandante ao solo: Descendo e mantendo 6 mil, USAir 427.

Primeiro-oficial: Minha mulher iria gostar muito desse coquetel.

Comandante: Suco de framboesa, Sprite e suco de laranja.

Primeiro-oficial: Ok, vamos iniciar o check?

Os dois pilotos iniciam os checks pré-pouso. O controle solicita uma curva à esquerda na proa 140, e redução de velocidade para 190 nós. O comandante aciona o flap e liga o sinal de "apertar cintos". Então ele se lembra que não fez seu "speech" final.

Comandante: Uh, ainda não dei tchauzinho para os passageiros.

Transmissão do comandante aos passageiros e comissários: Amigos, aqui é o comandante novamente. Nós devemos pousar em mais 10 minutos. Céus azuis, temperatura 75ºF (aprox. 24ºC). Ventos sopram de oeste com 10 milhas de intensidade. Nós apreciamos muito a escolha de vocês por voarem com a USAir e esperamos que o voo tenha sido agradável. Esperamos vê-los em breve em um de nossos voos. Agora gostaria de pedir aos nossos comissários que preparem a cabine para o pouso. E por favor, verifiquem se os cintos de segurança estão afivelados. Obrigado.


Transmissão de rádio do comandante ao solo: Controle, você autorizou a pista 28 esquerda para o USAir 427?

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir 427, pista 28 direita.

Transmissão de rádio do comandante ao solo: Vinte e oito direita, obrigado.

Primeiro-oficial: Vinte e oito direita, a que nós esperávamos. Já armei o auto-brake para o pouso.

Comandante: Descendo de sete para seis mil pés.

Primeiro-oficial: De sete para seis.

Comandante: Rapaz, eles (controle de aproximação de Pittsburgh) sempre retardam muito as chegadas por aqui, não?

Primeiro-oficial: Esse sol vai estar bem na nossa cara, como naquela decolagem de Cleveland, ontem. Eu vou fechar meus olhos. (Risos). Você grita quando estivermos perto do chão.

Comandante: Okay. (Risos)

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir 427, curva à esquerda proa 100. Você terá tráfego à duas horas, um Jetstream a seis milhas, no rumo norte, subindo de 3.300 pés para 5 mil pés.

Transmissão de rádio do comandante ao solo: Tráfego avistado, girando proa 100, USAir 427.

Primeiro-oficial: Ah, sim, estou avistando o Jetstream.

Os gravadores de cabine captam o som dos motores aumentando potência. O Boeing inicia uma curva suave, de 15 graus, girando dois graus por segundo. Porém, nesse exato momento, o voo 427 entra na esteira de turbulência gerada por um Boeing 727-200 da Delta Air Lines, que havia passado por aquela mesma posição 69 segundos antes. No segundo seguinte, o comandante solta um rápido palavrão. Um voo até então absolutamente normal começa a se transformar em tragédia.

Comandante: Merda!

Primeiro-oficial: O que?

A asa esquerda do Boeing afunda 18º abaixo da linha do horizonte em apenas 3 segundos. O primeiro-oficial aplica sobre o manche um comando contrariando esse afundamento de asa. Exatamente às 19h03:01, a asa esquerda estava a 30º abaixo da linha do horizonte. Nesse instante, o nariz do 737 começa a afundar. O Boeing inicia um giro rapidíssimo em seu eixo longitudinal. Numa questão de segundos, o Boeing vira de dorso, de barriga para cima e seu nariz afunda. São 19h03:07. A asa esquerda já está a 70º da vertical e o nariz a 20º abaixo do horizonte. O Boeing está a 1.200m de altura sobre o terreno quando estola.

Os microfones de cabine captam agora o som do alarme de piloto-automático sendo desligado pela ação do primeiro-oficial. Os sons de ambos os pilotos arfando e grunhindo pela surpresa e pelo esforço necessário para buscar equilíbrio também é captado. O jato já mergulha rumo ao solo, a uma velocidade de 300 milhas por hora e acelerando. Faltam nesse instante 16 segundos para o voo 427 encontrar seu destino final.

Comandante: Ôoooa! Se segura! Se segura!

Primeiro-oficial: Ah, merda!

Os microfones registram os alarmes de altitude soando e o som do stick-shaker, o dispositivo de proteção de estol entrando em ativação. A cabine do Boeing passa a ser um lugar infernal, com vários alarmes soando juntos ao mesmo tempo. Em segundos, o voo 427 passa da rotina ao pavor. Os dois pilotos na cabine de comando estão tão surpresos quanto assustados.

Comandante: Que diabos...

Primeiro-oficial: Oh.

Comandante: Oh, Deus, oh, Deus.

Centro de aproximação de Pittsburgh: USAir...

Transmissão de rádio do comandante ao solo: 427, emergência!

Primeiro-oficial: (gritos)

Comandante: Puxe!

Primeiro-oficial: Oh!

Comandante: Puxe! Puxe!

Primeiro-oficial: Deus!

Comandante: (gritos)

Primeiro-oficial: Nãoooo!

19h03m25s - Fim da gravação.

O Boeing bate num descampado na comunidade de Aliquippa, na Pennsylvania, num ângulo de 83º em relação ao horizonte, ou seja, praticamente na vertical. A velocidade no momento do impacto era de 299 milhas por hora.


No local em que o Boeing colidiu contra no solo, criou com sua inércia uma cratera de mais de 3 metros de profundidade, de onde milhares de pequenos fragmentos fumegantes seriam resgatados nos dias seguintes. A desintegração foi praticamente total, e um violento incêndio seguiu-se à queda, carbonizando as poucas partes ainda reconhecíveis da estrutura do jato.

As investigações subsequentes mostraram que o Boeing 737-300 estava configurado com flap 1; slats, reversores dos motores e trens de pouso estavam guardados, numa condição compatível com a fase de voo em que se encontrava. O Boeing, matrícula N513US, levava 127 passageiros, dois pilotos e três comissários. Todos os ocupantes tiveram morte instantânea.

O National Transportation Safety Board investigou o acidente. Pela primeira vez na história do NTSB, os investigadores foram obrigados a usar roupas de risco biológico de corpo inteiro enquanto inspecionavam o local do acidente. 

Como resultado da gravidade do impacto do acidente, os corpos dos passageiros e da tripulação foram gravemente fragmentados, levando os investigadores a declarar o local um risco biológico, exigindo 2.000 sacos para os 6.000 restos humanos recuperados.


A USAir teve dificuldade em determinar a lista de passageiros do voo 427, enfrentando confusão em relação a cinco ou seis passageiros. Vários funcionários do Departamento de Energia dos EUAtinha passagens para voos posteriores, mas as usou para voar no voo 427. Uma criança não tinha passagem. Entre as vítimas do acidente estava o neuroetologista Walter Heiligenberg.

Pelos três meses subsequentes à tragédia, nada foi divulgado. E o NTSB, National Transportation Safety Board, órgão responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos, levaria ainda três longos anos estudando o acidente, para chegar à conclusão de que o desastre do voo USAir 427 "não teve sua causa definida". Foi a primeira vez, ao longo de décadas de investigações, que as causas de um desastre aéreo de grandes proporções foram oficialmente consideradas como "indefinidas."

A primeira hipótese teria sido o encontro com a esteira de turbulência de uma aeronave Boeing 727-200. Essa esteira teria desequilibrado o Boeing e provocado seu mergulho. No entanto, a aeronave mais próxima encontrava-se 4 e meia milhas distante, e voando 1.500 pés acima do voo 427. O NTSB trabalhou então com outra teoria: a de que o encontro com a esteira de turbulência gerada por outra aeronave teria sido exacerbado por um movimento abrupto do leme da aeronave. Esse movimento abrupto teria desestabilizado o Boeing, que então teria entrado no mergulho de onde não mais sairia.


Outra hipótese levantada seria a de uma falha de projeto do sistema de compensação no leme do Boeing, que teria inadvertidamente defletido a superfície, com tal severidade, que seria capaz de desestabilizar o jato. O Boeing, no entanto, estava a 2.000 metros de altura quando o controle foi perdido. O NTSB acredita que haveria altitude e tempo para uma correção. O porque dos pilotos não haverem conseguido restabelecer o controle do Boeing também permanece motivo de dúvida e especulação.

No momento do acidente, o voo 427 foi o segundo acidente mais mortal envolvendo um Boeing 737 (todas as séries). Em 2020, era classificado como o nono mais letal. Foi também o sétimo desastre de aviação mais mortal da história dos Estados Unidos e o mais mortal nos Estados Unidos envolvendo um 737. Em 2020, ele ocupava o décimo primeiro lugar. O acidente marcou a quinta queda da USAir no período de 1989 a 1994. A Comunidade da Pensilvânia gastou aproximadamente US$ 500.000 em recuperação e limpeza do local do acidente.

A FAA discordou do veredicto de causa provável do NTSB e Tom McSweeney, o diretor de certificação de aeronaves da FAA, emitiu uma declaração no mesmo dia em que foi emitido o relatório do NTSB que dizia: "Acreditamos, tanto quanto estudamos esta aeronave e este sistema de leme, que as ações que tomamos garantem um nível de segurança compatível com qualquer aeronave."

No entanto, a FAA mudou sua atitude depois que uma força-tarefa especial, o Conselho de Teste e Avaliação de Engenharia, relatou em julho de 2000 que havia detectado 46 falhas e congestionamentos potenciais no sistema de leme 737 que poderiam ter efeitos catastróficos. Em setembro de 2000, a FAA anunciou que queria que a Boeing redesenhasse o leme para todas as iterações do 737, afetando mais de 3.400 aeronaves apenas nos Estados Unidos.


A USAir submeteu ao NTSB que os pilotos deveriam receber treinamento em relação à velocidade de cruzamento de um avião e recuperação da deflexão total do leme. Como resultado, os pilotos foram avisados ​​e treinados como lidar com a autoridade insuficiente de aileron a uma velocidade no ar igual ou inferior a 190 nós (352 km/h), anteriormente a velocidade de aproximação usual para um Boeing 737.

A Boeing manteve que o A causa mais provável do acidente foi que o co-piloto inadvertidamente desviou o leme na direção errada enquanto estava em pânico e por razões desconhecidas manteve essa entrada até o impacto com o solo. 


A Boeing concordou em reprojetar o sistema de controle do leme com um backup redundante e pagou para reformar toda a frota mundial de 737. Seguindo uma das principais recomendações do NTSB, as companhias aéreas foram obrigadas a adicionar quatro canais adicionais de informações aos gravadores de dados de vôo para capturar os comandos do pedal do leme do piloto, e a FAA estabeleceu um prazo de agosto de 2001 para que as companhias aéreas o cumprissem. 


Em 2016, o ex-investigador John Cox afirmou que o tempo provou que o NTSB estava correto em suas descobertas porque nenhum incidente de reversão do leme ocorreu desde o redesenho da Boeing. 

Após a resposta da companhia aérea ao acidente com o voo 427, o Congresso dos Estados Unidos exigiu que as companhias aéreas tratassem com mais sensibilidade as famílias das vítimas. 


A USAir parou de usar o voo 427 como um número de voo. O acidente foi o segundo acidente fatal da USAir em pouco mais de dois meses, após o acidente do voo 1016 de 2 de julho no Aeroporto Internacional Charlotte-Douglas que matou 37. Os acidentes contribuíram para a crise financeira que a USAir estava enfrentando na época.

Memorial às vítimas do acidente com o voo USAir 427
O fato é que o Boeing 737 continua sendo a aeronave a jato mais vendida da história. Se, de fato houve um problema de projeto no leme dos 737, então muitos milhões terão de ser gastos em exames e eventuais reparos dessa imensa frota da jatos 737 em operação. Até lá, a tragédia de Aliquippa continuará sem nenhuma explicação definitiva.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Acidentes e Desastres Aéreos/Jetsite, Wikipédia, ASN, Martial Herald e baaa-acro

Vídeo: Mayday Desastres Aéreos - Voo Partnair 394ㅤㅤㅤFalha Silenciosa


Aconteceu em 8 de setembro de 1989: A queda do voo Partnair 394 - Falha Silenciosa


No dia 8 de setembro de 1989, um avião charter transportando 50 passageiros e 5 tripulantes de repente mergulhou no mar na costa da Dinamarca, matando todos a bordo. O acidente deixou os investigadores perplexos por mais de dois anos, até que finalmente descobriram uma série complexa de eventos decorrentes de uma causa única e inacreditável: peças falsificadas de aeronaves haviam sido instaladas no avião. O acidente e a investigação subsequente explodiram uma indústria subterrânea que havia se infiltrado nos níveis mais altos da aviação.


O voo 394 da Partnair era operado pelo turboélice Convair CV-580, prefixo LN-PAA (foto acima), construído nos Estados Unidos em 1953. O avião havia oscilado entre muitos proprietários nos 36 anos desde então, e foi reconstruída após um acidente de pouso em 1978. A modificação mais significativa foi uma mudança de motores a pistão para motores turboélice em 1960; isso adicionou mais potência à aeronave.

Uma empresa canadense especializada em manutenção de Convairs era a proprietária da aeronave antes de finalmente o Convair CV-580 terminar com a Partnair, uma companhia aérea norueguesa que operava voos de curta distância em todo o norte da Europa. 

O LN-PAA era uma das aeronaves mais recentemente adquiridas da frota da Partnair. Naquela data, havia dois outros Convair 580 na frota da empresa norueguesa.


O voo 394 foi fretado pela empresa de construção naval Wilhelmsen, sediada na Noruega, para transportar 50 funcionários que haviam ganhado na loteria para comparecer à cerimônia de nomeação de um novo navio em Hamburgo, na Alemanha. Cinco tripulantes estavam a bordo.

A tripulação da cabine de comando do voo consistia no capitão Knut Tveiten e no primeiro oficial Finn Petter Berg, ambos de 59 anos. Tveiten e Berg eram amigos íntimos que voavam juntos há anos. Ambos os pilotos eram muito experientes, com cerca de 17.000 horas de voo bem-sucedidas cada. Berg também foi o gerente de operações de voo da empresa.


Em algum ponto durante a longa e confusa história do avião, provavelmente nos Estados Unidos, alguém substituiu quatro parafusos essenciais que mantinham o estabilizador vertical do avião no lugar. Sem o conhecimento de ninguém na época, os parafusos sobressalentes usados ​​para esse reparo não foram fabricados ou certificados adequadamente. 

O tratamento térmico inadequado durante o processo de fabricação enfraqueceu os parafusos, tornando-os apenas 60% mais resistentes do que deveriam. Os parafusos não padronizados faziam com que o estabilizador vertical vibrasse muito mais do que o normal durante o voo.

Uma unidade de energia auxiliar (APU)
O avião voou com essas vibrações extras por muitos anos. Mas quando o voo 394 da Partnair se preparou para decolar, outro problema foi introduzido na mistura. Um dos geradores a bordo do avião não estava funcionando e a lei norueguesa exigia dois geradores em funcionamento para decolar. 

Os mecânicos não conseguiram resolver o problema, então, para decolar legalmente, os pilotos ligaram a Unidade de Força Auxiliar, ou APU, um gerador reserva normalmente usado apenas quando o avião está em solo. 

O APU tinha seu próprio problema, entretanto: algumas semanas antes, um parafuso de baixa qualidade usado nas montagens do gerador havia quebrado, deixando o APU girando com apenas dois pontos de fixação intactos. Isso não tinha sido um problema antes porque o APU só era usado no solo.


Durante o voo de Oslo para Hamburgo, o APU solto, girando a 40.000 rpm, estava causando vibrações massivas. Ao mesmo tempo, o estabilizador vertical estava vibrando por causa dos parafusos de má qualidade que o prendiam no lugar. 

Enquanto o avião sobrevoava o Mar do Norte perto da Dinamarca, o APU e a cauda começaram a vibrar na mesma frequência. Em um fenômeno conhecido como ressonância harmônica, as duas vibrações sincronizadas combinaram e amplificaram os efeitos uma da outra para criar uma vibração única e muito mais poderosa.


Essa vibração harmônica era tão poderosa que começou a girar em torno dos contrapesos que ajudam a mover o leme, fazendo com que ele se sacudisse violentamente para a esquerda. O avião imediatamente rolou sobre o teto e começou a cair do céu, enquanto os pilotos lutavam para recuperar o controle. 

Depois de alguns segundos, ele começou a nivelar, apenas para a vibração empurrar o leme com força para a esquerda novamente, mais uma vez fazendo o avião mergulhar. Os pesos vibratórios atingiram as paredes internas do estabilizador vertical com tanta força que desalojaram as portas de manutenção do estabilizador vertical, iniciando uma falha catastrófica do estabilizador vertical. 

A cauda se separou da aeronave, comprometendo a fuselagem e, em segundos, o avião inteiro se desintegrou no ar, 18 km ao norte de Hirtshals, no Estreito de Skagerrak, na Dinamarca. Os pedaços quebrados choveram sobre a costa dinamarquesa a 22.000 pés de altura, matando todas as 55 pessoas a bordo.


O acidente foi o mais mortal da história da Noruega até aquela data (foi superado posteriormente pelo acidente com o voo 2801 da Vnukovo Airlines) e, tambén, da Dinamarca, e gerou considerável atenção da mídia em ambos os países. 

Abundavam as teorias da conspiração: os sinais iniciais apontavam para uma bomba, e não sem razão. O avião havia sido usado para transportar o primeiro-ministro norueguês poucos dias antes do acidente, e rumores se espalharam de que o avião havia sido derrubado em uma tentativa frustrada de assassinato. 


Outra teoria alegava que um navio envolvido em um exercício da OTAN em andamento no Mar do Norte na época havia acidentalmente derrubado o avião. 

Quando os destroços foram finalmente recuperados do fundo do mar, pequenos vestígios de explosivos foram encontrados, mas em quantidade muito baixa para ter vindo de uma bomba ou míssil. 

Foi determinado que eles se originaram enquanto o avião estava no fundo do mar, devido vazamento de munições dos numerosos navios de guerra naufragados na área.


Outro grande suspeito foi negligência de Partnair. A empresa estava sem dinheiro e, no dia do voo do acidente, a ATC recebeu ordens de não deixar o voo 394 decolar porque a companhia aérea não havia pago a conta do bufê. Os pilotos acabaram tendo que pagar em dinheiro do bolso. 

A Partnair tentou desviar a responsabilidade, sugerindo que um passe próximo de um caça a jato poderia ter danificado o avião. Mas embora um caça a jato realmente tenha ultrapassado o avião minutos antes do acidente, não estava perto o suficiente para ter qualquer efeito.


Quando se descobriu que a causa era a presença de peças falsas que geravam vibração excessiva, tanto a Partnair quanto os navios de guerra da OTAN foram justificados, mas isso abriu um novo campo de investigação que ninguém esperava. 

Como as peças falsas provavelmente foram instaladas nos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration lançou uma investigação sobre a indústria de peças sobressalentes de aeronaves. 

Eles descobriram que, entre os estoques de peças sobressalentes, 39% das peças eram falsificadas. E entre as peças de reposição provenientes dos chamados “corretores de peças”, até 95% das peças eram falsas.


Os corretores de peças eram revendedores independentes baseados principalmente na Flórida, que forneciam uma parte significativa das peças sobressalentes do país. Eles eram completamente desregulamentados e quase qualquer um poderia abrir uma operação de corretagem de peças, resgatando peças de qualquer lugar que pudessem ser encontradas. 

As medidas tomadas pela FAA para garantir que as peças da aeronave eram genuínas eram frequentemente contornadas pela impressão em massa de etiquetas de certificação FAA falsas, muitas vezes incluindo assinaturas falsificadas de inspetores reais da FAA. 


As peças danificadas, gastas e malfeitas foram cuidadosamente alteradas para parecerem legítimas. O resultado foi que os corretores de peças subterrâneos foram capazes de inundar o mercado de peças de reposição com componentes que não atendiam aos padrões de segurança, mas podiam ser confundidos com genuínos, a menos que fossem cuidadosamente inspecionados. 


Essas peças custam até oito vezes menos do que os componentes devidamente certificados, o que as torna uma opção atraente para companhias aéreas que não conhecem nada melhor.

O Relatório Final do acidente foi divulgado pela HSL Norway três anos e cinco meses após a queda da aeronave.


A FAA começou a inspecionar aviões em busca de peças falsas e descobriu que poucas companhias aéreas, se é que alguma, haviam escapado de seu alcance. Peças falsas foram encontradas até no Força Aérea Um, o avião que transporta o presidente dos Estados Unidos. 

Uma operação maciça de artilharia foi lançada, resultando na prisão de mais de 100 fornecedores de peças falsificadas de aeronaves. A investigação não apenas resultou em condenações criminais generalizadas, mas também neutralizou efetivamente a indústria de peças falsificadas. 

Novos regulamentos introduziram muito mais supervisão para os corretores de peças, e foi dado treinamento aos mecânicos para garantir que eles pudessem distinguir peças reais de falsificações convincentes. Hoje, graças ao crash da Partnair, a indústria fantasma que antes espalhava peças falsas pelo mundo está muito reduzida.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Admiral Cloudberg, Wikipedia, ASN, baaa-acro e Cineflix

Aconteceu em 8 de setembro de 1974: Terroristas colocam bomba a bordo e derrubam o voo TWA 841


No início da década de 1970, após a expulsão da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) da Jordânia após a guerra civil jordaniana-palestina, as organizações militares palestinas fizeram do sul do Líbano seu quartel-general, recrutando militantes de campos de refugiados palestinos. O sul do Líbano também era conhecido como Fatahland, devido ao controle quase total da Fatah e de outras organizações militares palestinas sobre essa área oficialmente libanesa, que usavam para realizar ataques contra Israel.

O Boeing 707-331B, prefixo N8734, da TWA, alvo do ataque terrorista
Em 8 de setembro de 1974, o Boeing 707-331B, prefixo N8734, da TWA - Trans World Airlines (foto acima), realizava o voo 841 de Tel Aviv, em Israel, para Nova York, nos Estados Unidos, com escalas em Atenas na Grécia, e em Roma, na Itália.

A rota do voo 841 da TWA
O escritório da companhia aérea em Tel Aviv informou que 49 passageiros embarcaram no avião com destino a Roma e aos Estados Unidos. Eles incluíram 17 americanos (mais um bebê), 13 japoneses, quatro italianos, quatro franceses, três indianos, dois iranianos, dois israelenses, dois cingaleses, um australiano e um canadense. 

As nacionalidades de 30 outros passageiros e dos nove membros da tripulação não foram divulgadas na época. A agência de notícias Reuters relatou um total de 37 americanos a bordo. 

Após uma parada de 68 minutos em Atenas, na Grécia, o avião partiu para Roma, na Itália, levando a bordo 79 passageiros e nove tripulantes. Cerca de 30 minutos após a decolagem, o avião caiu no mar Jônico, um braço do mar Mediterrâneo ao sul do mar Adriático, a cerca de 50 milhas náuticas a oeste de Cefalônia, na Grécia.


A aeronave fora de controle foi observada pela tripulação no convés de voo do voo 110 da Pan Am, também um Boeing 707 em rota no sentido leste de Roma para Beirute, estava nas proximidades da aeronave da TWA a uma altitude de cruzeiro de 33.000 pés.

A tripulação do Pan Am Clipper testemunhou o avião da TWA entrar em uma subida íngreme, seguida pela separação de um motor da asa e uma espiral mortal. Todos os 79 passageiros e nove tripulantes morreram.

Em Beirute, foi relatado que uma organização juvenil palestina alegou ter colocado um guerrilheiro no avião com uma bomba. No entanto, um porta-voz da TWA disse que a sabotagem era "altamente improvável". 

Mais tarde, o National Transportation Safety Board determinou que o avião foi de fato destruído por uma bomba escondida no porão de carga. A detonação da bomba destruiu os sistemas responsáveis ​​por operar as superfícies de controle do avião, o que causou uma falha estrutural, fazendo com que o avião empinasse até estolar e mergulhar no mar. 

Uma equipe britânica de especialistas em bombas confirmou as descobertas do NTSB após descobrir dois pequenos fragmentos de metal embutidos em uma mala. O exame microscópico dos fragmentos descobriu que a velocidade com que viajaram ao entrar em contato com a bolsa só poderia ter sido causada por uma bomba.

O USS Independence (Foto: Marinha dos EUA via Wikimedia Commons)
As embarcações USS Independence e USS Biddle foram encarregadas de recolher os destroços e os corpos.

A suspeita do atentado caiu sobre Abu Nidal e sua organização terrorista. Em janeiro de 2009, a Associated Press publicou uma investigação dizendo que Khalid Duhham Al-Jawary, responsável pelo atentado à bomba em Nova York em 1973, estava ligado ao bombardeio do voo 841 da TWA.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia, ASN e baaa-acro

Aconteceu em 8 de setembro de 1973: Colisão contra montanha na aproximação final do voo World Airways 802


Em 8 de setembro de 1973, o avião McDonnell Douglas DC-8-63CF, prefixo N802WA, da World Airways (foto acima), operava o voo 802, um voo de carga para o Comando de Transporte Aéreo Militar, da Base Aérea de Travis, na Califórnia, para a Base Aérea de Clark, nas Filipinas, com escalas nas Bases Aéreas de Cold Bay, no Alasca e Yokota, no Japão.

A aeronave operando o voo 802 era um jato quadrimotor Douglas DC-8-63CF que havia entrado em serviço dois anos antes, em 1971. Os registros de manutenção da aeronave não destacaram nenhum problema significativo.

A Base Aérea de Cold Bay no Alasca era a primeira escala planejada. A tripulação de voo era composta pelo capitão John A. Weininger (52), o primeiro oficial Gregg W. Evans (27) e o engenheiro de voo Robert W. Brocklesby (46), enquanto a bordo também estavam três passageiros não-comerciais, incluindo dois funcionários da empresa. .

Depois de um voo sem intercorrências de desde a Base Aérea de Travis, a aeronave desceu nas nuvens em direção ao Aeroporto Cold Bay, no Alasca, desviando-se significativamente do curso e entrando em uma área de má recepção de radionavegação, até que às 05h42 (AKDT) atingiu o Monte Dutton, a uma altitude de 3.500 pés (1.100 m), matando todas as seis pessoas a bordo.


A investigação oficial do acidente concluiu que a causa provável foi a não adesão do capitão aos procedimentos publicados de aproximação por instrumentos para o aeroporto de destino.

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Aconteceu em 8 de setembro de 1970: Acidente fatal na decolagem do voo Trans International Airlines 863


Em 8 de setembro de 1970, a aeronave McDonnell Douglas DC-8-63CF, prefixo N4863T, da Trans International Airlines (foto abaixo), operava o voo 863, um voo de balsa do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, na cidade de Nova York, para o Aeroporto Internacional Washington Dulles, em Washington DC. 

A aeronave, que havia sido fabricada em 1968, era movida por quatro motores Pratt e Whitney JT3D-7 e possuía até aquela data 7.878 horas de voo.


O capitão era Joseph John May, de 49 anos, que tinha 22.300 horas de voo, incluindo 7.100 horas no DC-8. Outros pilotos da TIA referiram-se a ele como "Ron". O primeiro oficial era John Donald Loeffler, de 47 anos, que tinha 15.775 horas de voo, sendo 4.750 delas no DC-8. O engenheiro de voo era Donald Kenneth Neely, de 42 anos, que tinha 10.000 horas de voo, incluindo 3.500 horas no DC-8. Oito comissários de bordo também estavam a bordo.

Às 16h04 (EST), a aeronave foi autorizada a decolar da pista 13R do Aeroporto JFK. A corrida de decolagem começou um minuto depois. A decolagem foi excepcionalmente lenta, com rotação ocorrendo 1.550 pés (470 m) na pista. 

Devido à rotação lenta, ocorreu um tailstrike e o avião derrapou na pista por 1.250 pés (380 m). O gravador de voz da cabine (CVR) gravou o som do tailstrike.

Às 16h05min35s, o capitão May disse: "vamos abortar", com o primeiro oficial Loeffler respondendo: "não posso controlar essa coisa, Ron". 

A aeronave decolou a 2.800 pés (850 m) na pista. Cerca de 2 segundos após a decolagem, o stick-shaker foi ativado, alertando a tripulação de voo que a aeronave corria o risco de estolar. 

A aeronave inclinou-se 60-90° com o nariz para cima, elevando-se apenas 300-500 pés (91-152 m) acima do solo. A aeronave então rolou 20° para a direita, depois bruscamente para a esquerda e estolou na posição de nariz para baixo. 

A aeronave caiu no solo às 16h05min52s. A aeronave explodiu e pegou fogo com o impacto, matando todos os 11 tripulantes.


O National Transportation Safety Board (NTSB) investigou o acidente. O acidente foi rotulado como "intransponível".  Ao examinar os destroços, os investigadores descobriram um objeto estranho alojado entre o elevador direito e o estabilizador horizontal direito. 

O NTSB determinou que isso travou o elevador e causou a perda de controle de inclinação, mas não conseguiu determinar como o objeto se alojou entre as duas superfícies, embora um cenário afirmasse que o objeto foi soprado pela esteira de turbulência da aeronave que decolou antes do voo 863.

O NTSB publicou seu relatório final em 18 de agosto de 1971, com a seção de “causa provável” afirmando: "O Conselho determina que a causa provável deste acidente foi uma perda de controle de inclinação causada pelo aprisionamento de um objeto pontiagudo coberto de asfalto entre a borda de ataque do profundor direito e a porta de acesso à longarina horizontal direita na parte traseira do estabilizador. A restrição ao movimento do elevador, causada por uma condição altamente incomum e desconhecida, não foi detectada pela tripulação a tempo de rejeitar a decolagem com sucesso; no entanto, uma aparente falta de capacidade de resposta da tripulação a uma situação de emergência altamente incomum, juntamente com a falha do capitão em monitorar adequadamente a decolagem, contribuiu para a falha em rejeitar a decolagem." 


Após o acidente, a Administração Federal de Aviação instituiu novos tempos mínimos entre as aeronaves em fila para decolagem.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN, Wikipédia e baaa-acro

Quais falhas técnicas podem aterrar um avião?

Vazamentos hidráulicos e de óleo, danos no FOD ou sistemas de controle defeituosos podem causar um atraso no AOG (Aircraft On Ground, em português: Aeronave no solo).

Um engenheiro de manutenção verificando o trem de pouso de uma aeronave
(Foto: industryviews/Shutterstock)
As aeronaves são algumas das máquinas mais caras usadas para transporte comercial. Com altos custos operacionais, as companhias aéreas só ganham dinheiro quando a aeronave está no ar. Embora os tempos de parada no solo e as verificações de manutenção de rotina sejam necessários, falhas técnicas imprevistas causam a situação de aeronave no solo (AOG).

O AOG não apenas prejudica as companhias aéreas em perda de receita, mas também incorre em despesas significativas para ocupação de espaço não programada, manutenção e compensação aos passageiros. A maioria das falhas técnicas não programadas são menos alarmantes e podem ser corrigidas rapidamente. No entanto, se a aeronave não passar nas inspeções de rotina prescritas pelas autoridades reguladoras, ela poderá ser imediatamente aterrada. Algumas das falhas técnicas comuns que podem resultar em um atraso AOG são discutidas neste artigo.

Vazamentos de óleo do motor


Vazamentos de óleo são algumas das falhas técnicas mais comuns que as aeronaves incorrem no solo. Transmissores de baixa quantidade de óleo no motor podem desencadear tais falhas no solo ou durante o vôo. Se medidas preventivas não forem implementadas, tais problemas de pequena escala podem resultar no atraso do AOG. Da mesma forma, vazamentos hidráulicos em trens de pouso, freios e flaps também podem causar o pouso da aeronave.

Dano de detritos de objetos estranhos (FOD)


As aeronaves estão sujeitas a diferentes condições de solo e ambientais durante o voo. Pegar FOD dentro e ao redor do aeroporto ou em baixas altitudes é bastante comum. Colisões com pássaros são exemplos típicos de FOD, que podem colocar a aeronave em um atraso AOG significativo. Outros danos significativos relacionados ao FOD incluem danos estruturais durante a conexão da ponte aérea, carregamento e descarregamento de carga e colisão com outras aeronaves ou veículos terrestres.

Um engenheiro de manutenção da Embraer trabalha em um motor (Foto: Embraer)
Os operadores de aeronaves visam minimizar o custo AOG voando de volta para sua base após a ocorrência de um aviso ou incidente. Alternativamente, as companhias aéreas estabelecem contratos AOG com suas bases estrangeiras frequentes para receber serviços pontuais, caso haja necessidade.

Falhas de componentes ou sistemas de controle


Conforme mencionado anteriormente, uma falha técnica pode ser tão simples quanto um sensor com defeito. Os MROs baseados em grandes aeroportos podem fornecer esses serviços de manutenção rapidamente. Por outro lado, falhas no sistema de controle, como atuadores de extensão do trem de pouso ou mecanismos de trilha do flape da asa, requerem um atraso AOG muito maior. Os operadores geralmente têm medidas preventivas para detectar tais problemas de antemão. Além disso, a maioria das aeronaves é equipada com sistemas redundantes que são usados ​​em caso de falha do componente ou sistema principal.

Falha nos sistemas da cabine


As cabines das aeronaves são equipadas com vários sistemas pequenos e grandes. Da pressurização da cabine e do ar condicionado ao entretenimento a bordo e aos sistemas de iluminação, tudo é essencial para um voo. Uma vedação da porta desgastada ou distorcida pode resultar em diminuição da pressão da cabine. Embora isso possa ser uma correção muito mais rápida, a falha de sensores ou controles críticos pode resultar no atraso do AOG.

Máscaras de oxigênio para passageiros implantadas dentro da cabine de um
avião de passageiros (Foto: Miikka H via Flickr)
Da mesma forma, a água de drenagem pode entrar na cabine como resultado de gotejamentos e vazamentos no sistema. Uma falha de tal extensão deve ser priorizada e corrigida antes que a segurança da aeronave seja comprometida.

Com informações do Simple Flying

Evite usar esses dois tipos de calçados ao viajar de avião; entenda!

Viaje com segurança e conforto escolhendo o sapato ideal para a ocasião.

Já considerou como o tipo de calçado que você escolhe para um voo pode influenciar significativamente na sua segurança e conforto? Descubra quais são os sapatos ideais para viajar e quais você deve evitar a todo custo!

Saltos altos



Viajar de salto alto pode até parecer uma ideia glamourosa, mas é uma escolha imprudente tanto para o seu conforto quanto para a sua segurança.

Saltos elevados podem limitar sua mobilidade em situações urgentes. Imagine, por exemplo, ter que correr até o portão de embarque devido a um atraso – os saltos altos se tornariam um obstáculo nesse momento decisivo.

Adicionalmente, em cenários de evacuação de emergência, esses sapatos poderiam danificar o escorregador de evacuação ou até provocar quedas perigosas. Então, em vez de saltos, opte por alternativas mais práticas, como sapatilhas ou tênis de fácil calce. Priorize sua segurança e bem-estar.

Chinelos



Chinelos representam outra escolha arriscada. Embora sejam fáceis de tirar e colocar, não fornecem o suporte necessário para movimentações rápidas em situações de emergência. Além disso, a exposição dos pés em ambientes públicos pode ser um risco à higiene, tornando-se um alvo fácil para bactérias.

Uma opção mais acertada seria optar por sandálias de estilo pescador ou outros tipos de calçados robustos, que proporcionem suporte adequado e protejam seus pés, mantendo você e os demais passageiros em segurança.

Outras opções de sapato para viajar



A seleção do sapato apropriado não apenas aumenta seu conforto a bordo, mas também desempenha um papel decisivo na segurança dos passageiros em cenários emergenciais.

Não foque apenas no estilo do calçado, mas considere também critérios como conforto da palmilha, ventilação para os pés e adequação ao tamanho, para evitar comprometimento da circulação sanguínea e inchaço durante o voo.


Portanto, antes de embarcar na sua próxima aventura aérea, reflita bem sobre sua escolha de calçado. Opte sempre por alternativas mais seguras e práticas, como sapatilhas, tênis e outros calçados robustos. Sua segurança e conforto serão recompensados!


Via Rotas de Viagem - Imagens via The Sun