sexta-feira, 13 de junho de 2025

Os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores

Vai encarar um voo longo nas férias? Conheça os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores.

(Foto: Reprodução/freepik)
Viajar de avião pode ser uma experiência incrível, mas escolher o assento certo faz toda a diferença para o seu conforto. Nem todo mundo sabe que cada lugar tem suas vantagens e desvantagens, dependendo do que você prefere: embarcar rápido, ter mais espaço para as pernas ou evitar áreas movimentadas.

O Guia Curta Mais vai revelar quais são os 5 melhores assentos no avião e os 5 piores, levando em consideração o Boeing 737, um dos modelos mais usados em voos no Brasil. Ficou curioso? Vamos te ajudar a escolher o lugar perfeito para a sua próxima viagem!

Por que escolher o assento certo faz diferença?


Antes de tudo, é importante lembrar que passar algumas horas no ar sentado pode ser mais agradável dependendo de onde você está. Um lugar com mais espaço ou mais tranquilidade pode deixar o voo muito melhor. Já sentar em um lugar apertado ou próximo de áreas movimentadas pode ser um pouco mais desconfortável. Saber o que esperar de cada assento te ajuda a evitar surpresas. Os melhores assentos no avião são:

O assento 1C: embarque rápido e praticidade

Se você é daqueles que prefere ser um dos primeiros a entrar e sair do avião, o 1C é uma ótima escolha. Ele fica bem na frente do Boeing 737, perto da porta de embarque. Além de ser prático, te dá uma sensação de agilidade, já que você não precisa esperar muito para desembarcar.

6A e 6F: mais estabilidade durante o voo

Para quem sente desconforto com turbulências, o 6A e o 6F são opções interessantes. Esses assentos ficam próximos às asas do avião, que é a área mais estável durante o voo. Sentar aqui pode ser uma boa pedida para quem gosta de uma viagem tranquila. São dois dos melhores assentos no avião.

10A e 10F: espaço extra para as pernas

Se você é alto ou gosta de se esticar um pouco mais, os assentos 10A e 10F são perfeitos. Eles ficam na saída de emergência, onde o espaço para as pernas é maior. A única coisa que você precisa saber é que pode ser necessário ajudar a tripulação em caso de emergência, mas, fora isso, é um conforto garantido, tá?

Os piores assentos


Nem todos os lugares no avião oferecem o mesmo nível de conforto. Alguns assentos podem ser mais apertados, barulhentos ou simplesmente inconvenientes. Se o conforto é importante para você, vale a pena saber quais lugares evitar.

Assentos 31A e 31F: reclinação limitada

Os assentos 31A e 31F estão bem no fundo do avião, perto da parede traseira. Por causa disso, a reclinação da cadeira é bem limitada, o que pode ser desconfortável em voos mais longos. Além disso, a proximidade com a cozinha e a área dos comissários pode trazer um pouco de barulho. Definitivamente esses NÃO são os melhores assentos no avião.

30C: perto do banheiro

O 30C é aquele assento que ninguém gosta de pegar. Ele fica próximo ao banheiro, o que significa que há um fluxo constante de pessoas passando, além de possíveis cheiros desagradáveis. Se você busca tranquilidade, este também NÃO é um dos melhores assentos no avião.

12E: o assento do meio com pouquíssimo espaço

Sabe aquele lugar que te deixa espremido entre dois passageiros e ainda tem pouco espaço para as pernas? Esse é o 12E. Ele fica no meio, sem janela e com bastante limitação de movimento. Para quem valoriza o conforto, é melhor passar longe desse assento, já que também não é um dos melhores assentos no avião.

Como escolher o melhor assento para você?



Tudo depende das suas prioridades. Se você gosta de embarcar e desembarcar rápido, os assentos da frente, como o 1C, são a escolha certa. Para quem prefere mais estabilidade, os lugares próximos às asas, como o 6A e o 6F, são ideais. E se o conforto é a prioridade, os assentos com mais espaço, como o 10A e o 10F, vão garantir uma viagem mais agradável.

Por outro lado, se possível, evite os lugares que limitam seu espaço ou que estão perto de áreas movimentadas, como os banheiros. Pesquisar sobre os melhores assentos no avião antes de viajar pode te ajudar a fazer uma escolha mais acertada e ter uma experiência bem melhor.

Agora que você já sabe quais são os melhores assentos no avião e os piores no Boeing 737, sua próxima viagem tem tudo para ser mais confortável e tranquila. Que tal experimentar essas dicas e escolher seu lugar com mais cuidado? Boa viagem!

Via Rodrigo Souza (Curta Mais)

Por que tenho gases quando estou no avião? (e 6 dicas de como evitar o inchaço)


Uma única viagem de avião pode prejudicar o funcionamento interno do seu sistema digestivo, causando gases, inchaço e a necessidade de liberar a pressão.

— Sabe aquele incômodo que você sente na cintura em um voo? Isso é uma coisa real — disse Melissa Hershman, gastroenterologista da Oregon Health and Science University.

Algumas pessoas — como as que sofrem de síndrome do intestino irritável — são mais incomodadas por gases e inchaço no avião do que outras, afirma Baha Moshiree, gastroenterologista da Atrium Health Wake Forest em Charlotte, Carolina do Norte.

No entanto, segundo ela, a compreensão das causas desses sintomas pode ajudá-lo a traçar estratégias para evitá-los.

Por que viajar de avião provoca gases?


Sempre temos algum gás em nosso trato digestivo. Engolimos ar quando comemos e bebemos, informou Hershman, e nossos micróbios intestinais também produzem gases.

Quando o avião sobe e a pressão da cabine cai, essa quantidade normal de gás se expande, ocupando mais espaço no estômago e nos intestinos, aponta ela. Isso é semelhante ao que acontece com um saco de batatas fritas ou uma garrafa plástica de água, acrescenta Moshiree.

— Ela fica toda inchada.

Não há muitas pesquisas sobre o assunto, mas em um estudo de 1969, 18 militares “concordaram em evitar a emissão de gases” durante um voo simulado. À medida que a altitude simulada aumentava do nível do solo para quase 30 mil pés, a média de gases abdominais mais do que quadruplicava.

Estar em uma altitude elevada também parece desacelerar as contrações musculares que mantêm o conteúdo do sistema digestivo em movimento, explica Moshiree.

Os especialistas ainda não sabem por que isso acontece, acrescenta ela. Mas é uma das razões pelas quais você pode sentir prisão de ventre durante viagens de avião, e um intestino lento também pode permitir o acúmulo de mais gases.

Ficar sentado por horas durante um voo longo não ajuda, comenta Hershman - caminhar e praticar outras atividades físicas normalmente ajudam a manter o trato gastrointestinal "em movimento".

O estresse e a ansiedade da viagem também podem piorar os gases e o inchaço, alerta Megan Riehl, psicóloga gastrointestinal da Michigan Medicine.

Como prevenir e lidar com gases durante uma viagem


Não é possível alterar a altitude ou a pressão do ar do avião. Mas se viajar de avião o deixa com gases e inchado, os especialistas têm sugestões para sua próxima viagem.

Cuidado com o que você come. A partir do dia anterior à sua partida, evite alimentos que você sabe que causam gases, orienta Tamara Duker Freuman, nutricionista da cidade de Nova York, especializada em problemas digestivos.

Os culpados comuns incluem alimentos com alto teor de FODMAP — certos tipos de carboidratos, chamados oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois fermentáveis —, como feijão, cebola, alho, trigo e certas nozes, laticínios e frutas.

Em seu dia de viagem, continue a evitar esses alimentos. Considere levar na mala refeições ou lanches que lhe caiam bem, acrescenta Riehl, para que você não fique à mercê do que estiver disponível no aeroporto.

Mantenha-se hidratado. “A hidratação é fundamental” para evitar a constipação, que pode piorar os gases e o inchaço, recomenda Moshiree. Leve uma garrafa para que você possa beber água durante todo o dia. E evite bebidas alcoólicas no dia anterior e no dia da viagem, pois elas podem ser desidratantes, acrescentou.

O café tem má reputação por ser desidratante, mas não há evidências de que seja - ou de que o café aumente o inchaço, disse Freuman.

Para algumas pessoas, as bebidas gaseificadas podem aumentar os sintomas de gases, comenta Freuman. Mas, para outras, a água com gás pode ajudá-las a arrotar um pouco e reduzir o acúmulo de gases.

— Conheça a si mesmo — disse ela, e escolha suas bebidas de acordo.

Evite chicletes. Mascar chiclete pode aliviar o desconforto no ouvido durante o voo, mas também pode fazer com que você engula mais ar, explica Hershman. Se você estiver preocupado com o inchaço, tente evitar o chiclete ou limitar a mastigação, disse ela.

Movimente seu corpo. Se puder, levante-se de seu assento a cada hora ou mais, orienta Freuman. Tente encontrar algum espaço para alcançar os dedos dos pés ou girar o tronco de um lado para o outro. Esses movimentos podem ajudar o gás a se espalhar pelo intestino em vez de se acumular em um único local, afirma ela.

Respire profundamente. Se estiver preso em seu assento, a respiração diafragmática pode ajudar a reduzir o estresse e relaxar o intestino, observa Riehl.

Primeiro, inspire por quatro segundos pelo nariz e sinta sua barriga subir, explica ela. Em seguida, expire por seis segundos pela boca e sinta sua barriga relaxar.

Se nada der certo, solte-os. Se os gases estiverem causando dor ou desconforto, segurá-los fará com que você se sinta pior, acrescenta Riehl.

— É saudável simplesmente soltá-los.

Caminhe até o banheiro se puder. Mas, se isso não for uma opção, deixe que o ruído do motor seja seu disfarce e “simplesmente deixe-o sair”, salienta.

— Acredite em mim — disse ela.

Via O Globo

Quase colisão em SC? Entenda polêmica que gerou pânico na internet

Administrador de condomínio onde fato ocorreu, no litoral catarinense, diz que decolagem ocorreu dentro da normalidade: 'os dois pilotos haviam se coordenado'.

(Foto: Reprodução / Redes sociais)
Um vídeo repercutiu nas redes sociais nos últimos dias, a gravação aconteceu no último domingo (08) no aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina. Nas imagens é possível acompanhar uma suposta “quase colisão” entre um jato e um helicóptero assustando internautas.

De acordo com Tiago Neves, empreendedor do condomínio aeronáutico onde acontece a cena, a imagem proporciona uma interpretação errada por conta dos ângulos da gravação.

— A ocorrência é absolutamente normal. As duas aeronaves estavam coordenadas e os dois pilotos haviam se comunicado entre si. A imagem que foi divulgada cria um sensacionalismo, pois o ângulo faz parecer que as aeronaves estão muito próximas, o que não corresponde à realidade — declarou.

"O [helicóptero] Robinson 22 tem um terço do tamanho, até menos, que o jato, e na imagem estática os dois têm o mesmo tamanho", comenta.

Ele menciona que há outra gravação feita durante a mesma decolagem, mas de outro ângulo, que mostra que as duas aeronaves estavam distantes (veja abaixo).

(Foto: Reprodução / Redes sociais)
O jato é de uma biorrefinaria que produz biocombustíveis e óleos vegetais. Em nota, a empresa informou que "a aeronave mencionada seguiu todos os procedimentos de segurança e comunicação previstos pelas normas da aviação civil brasileira". Não foram dadas informações sobre o condutor do helicóptero e do jato.

Veja vídeo que circula nas redes sociais


Entenda melhor a situação


Ainda de acordo com Tiago, o aeródromo não conta com torre de controle, e os procedimentos de separação são realizados pelos pilotos via comunicação e contato visual, conforme previsto nas normas aeronáuticas.

A aproximação do helicóptero foi realizada fora da pista para preservar a operação do jato, algo comum em grandes aeroportos como o de Florianópolis, conforme destaca Tiago:

— Quando há operação de helicóptero e aeronaves de asa fixa, é comum a torre, quando há, ou os próprios pilotos, quando em aeródromos não controlados, coordenarem a aproximação para que o helicóptero vá direto à área gramada. Tudo foi feito com responsabilidade e dentro da normalidade.

O empreendedor destaca ainda que a imagem dá a impressão de que o helicóptero seria maior por estar mais perto da câmera, distorcendo a noção de distância entre as aeronaves e que todos os procedimentos seguem o padrão estabelecido pelas autoridades aeronáuticas.

Via Nicoly Souza (CBN Floripa) e Sofia Mayer (g1 SC)

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Boeing 2707 SST: A aeronave supersônica que nunca existiu


O Boeing 2707 foi um projeto americano de avião supersônico de passageiros durante a década de 1960. Depois de vencer uma competição por um contrato financiado pelo governo para construir um avião supersônico americano, a Boeing iniciou o desenvolvimento em suas instalações em Seattle, Washington.

Foi planejado para ser maior e mais rápido que outros rivais supersônicos, incluindo o Concorde.

Um projeto ambicioso

O Boeing 2707 foi projetado para navegar a Mach 3 (três vezes a velocidade do som), com capacidade para 250 a 300 passageiros.

Teria sido capaz de voar de Nova York a Londres em apenas três horas, em comparação com as sete horas de um avião subsônico.

No entanto, o Boeing 2707 era um projeto muito ambicioso e logo foi atormentado por problemas técnicos e financeiros.

A aeronave seria muito complexa e cara de construir e exigiria novos motores e materiais que ainda não estavam disponíveis.


Além disso, havia preocupações crescentes sobre o impacto ambiental das aeronaves supersônicas. O voo supersônico gera estrondos sônicos, que podem ser muito perturbadores para as pessoas em terra. Também havia preocupações sobre o impacto do voo supersônico na camada de ozônio.

Em 1971, o governo dos EUA cancelou o financiamento para o projeto Boeing 2707. A aeronave nunca foi construída e o Boeing 2707 continua sendo uma das aeronaves mais caras já construídas.


Apesar do seu cancelamento, o projeto Boeing 2707 produziu alguns avanços tecnológicos importantes.

Por exemplo, o design da aeronave incorporou muitos recursos que agora são comuns em aviões modernos, como sistemas de controle fly-by-wire e glass cockpits.

Comparando o par: Boeing SST x Concorde


O Boeing SST e o Concorde foram dois dos projetos de aeronaves mais ambiciosos do século XX. Ambas as aeronaves foram projetadas para voar em velocidades supersônicas, capazes de cruzar o Oceano Atlântico em apenas algumas horas.

Design

O Boeing SST foi originalmente projetado para ser uma aeronave de fuselagem larga, quadrimotor e asa oscilante. A asa oscilante teria permitido que a aeronave voasse eficientemente em velocidades subsônicas e supersônicas.

Ao longo do projeto na década de 1950, a Boeing trabalhou em múltiplas alternativas de projeto, que incluíam o projeto de asa delta varrida, bem como a opção de asa oscilante.

No final das contas, a opção de asa oscilante provou ser pesada e mais cara; forçando uma reavaliação dos designers no final da década de 1960, que viu um retorno ao conceito de asa delta.

Por esta altura, a carga útil potencial também estava a ser reduzida para cerca de 234 passageiros. No entanto, o trabalho em uma maquete e em duas aeronaves de teste começou em 1969.

O Concorde, por outro lado, era uma aeronave multimotor um pouco menor que se estabeleceu na configuração de asa delta. A asa delta foi projetada para voos em alta velocidade, mas era menos eficiente em velocidades subsônicas.

Desempenho

O Boeing SST foi projetado para navegar a Mach 3 (três vezes a velocidade do som), enquanto o Concorde navegou a Mach 2,04 (duas vezes a velocidade do som).

O Boeing SST teria um alcance maior do que o Concorde, mas também teria sido potencialmente mais caro para operar.

Economia

Tanto o Boeing SST quanto o Concorde eram muito caros para operar. O Boeing SST teria sido ainda mais caro de operar do que o Concorde, devido ao seu tamanho maior e motores mais complexos.

O Boeing SST foi planejado para ser equipado com quatro motores turbojato General Electric GE4.

Impacto ambiental

Tanto o Boeing SST quanto o Concorde sofreram polêmica semelhante devido ao seu impacto ambiental.

O voo supersônico gera estrondos sônicos, que aumentam a pegada de ruído operacional e podem ser muito perturbadores para as pessoas em terra.

Também havia preocupações sobre o impacto do voo supersônico na camada de ozônio.

Desenvolvimento e cancelamento


O projeto Boeing SST começou no início dos anos 1960. A Boeing ganhou um contrato governamental para desenvolver um avião supersônico em 1966.

No entanto, o projeto foi afetado por questões técnicas e financeiras. A aeronave estava se mostrando cada vez mais complexa e cara de construir.

Além disso, havia preocupações crescentes sobre o impacto ambiental das aeronaves supersônicas. Como resultado, a absorção da produção durou pouco.

Com a Boeing planejando iniciar os testes de voo de seu protótipo no início da década de 1970, o governo dos EUA cancelou o financiamento para o projeto Boeing SST em 1971.

A tabela a seguir compara o projeto SST do Boeing originalmente proposto e o Concorde:

Conclusão

O Boeing SST e o Concorde foram dois dos projetos de aeronaves mais ambiciosos do século XX.

Ambas as aeronaves foram projetadas para voar em velocidades supersônicas, capazes de cruzar o Oceano Atlântico em apenas algumas horas. No entanto, as duas aeronaves tiveram destinos diferentes.

O Boeing SST era uma aeronave maior e mais ambiciosa que o Concorde. No entanto, o Boeing SST também estava se mostrando mais caro para desenvolver e operar.

O projeto Boeing SST foi cancelado em 1971, em meio a problemas técnicos e financeiros contínuos e a críticas crescentes sobre preocupações ambientais.

Com informações de AviationSource e Cavok

Revelado: pedido de socorro desesperado de piloto da Air India segundos antes do acidente devastador

Especialistas levantam temores de que os flaps das asas "não pareciam corretos" em meio à busca pela segunda caixa-preta.

O capitão Sumeet Sabharwal, que tinha 8.200 horas de experiência de voo, gritou desesperadamente: "Mayday... sem impulso, perdendo potência, incapaz de levantar" antes que a aeronave caísse e atingisse uma propriedade residencial
O piloto do avião da Air India alertou freneticamente que ele estava "perdendo potência" momentos antes de colidir com um prédio, matando pelo menos 260 pessoas.

O Boeing 787-8 Dreamliner com destino a Londres caiu no movimentado subúrbio apenas alguns segundos após decolar do Aeroporto de Ahmedabad esta manhã, matando todos os passageiros, exceto um.

O capitão Sumeet Sabharwal, que tinha 8.200 horas de experiência de voo, gritou desesperadamente "Mayday... sem impulso, perdendo potência, incapaz de decolar" antes que a aeronave caísse e atingisse uma propriedade residencial.

O sobrevivente britânico milagroso Vishwashkumar Ramesh lembra-se de "um barulho alto... depois o avião caiu".

O Boeing não estava a mais de 400 pés acima do solo quando os dois experientes pilotos a bordo aparentemente perderam potência em ambos os motores.

O oficial Clive Kunder, de Mumbai, também estava no voo condenado da
Air India que caiu momentos após a decolagem
Eles tiveram então 17 segundos agonizantes para lutar com os controles antes que seu avião de última geração colidisse com uma faculdade de medicina lotada de médicos, lançando uma bola de fogo para o céu.

Imagens de vídeo perturbadoras mostram os últimos momentos fatídicos do jato enquanto ele perdia altitude e velocidade rapidamente, o que deve ter enchido a cabine com uma cacofonia de alarmes aterrorizantes.

O capitão Sabharwal e Clive Kundar, seu copiloto com 1.100 horas de experiência, emitiram um pedido desesperado de socorro avisando que o avião estava "perdendo potência".

A filmagem parece mostrá-los tentando desesperadamente levantar o nariz da aeronave que estava afundando momentos antes do impacto devastador.

Em vez da viagem programada de 4.200 milhas e nove horas e 50 minutos sem escalas até Gatwick, o voo da Air India pousou a apenas 1,5 milhas do final da pista, no bairro densamente povoado de Meghaninagar, em Gujarat, noroeste da Índia.

O jato atingiu o alojamento dos médicos do BJ Medical College, lançando detritos, fumaça e fogo a centenas de metros de altura, transformando toda a área no que parecia uma zona de guerra.

Além da maioria das pessoas a bordo, pelo menos 50 pessoas em terra teriam morrido e muitas outras ficaram feridas.

Via Daily Mail

Informações recentes sobre o acidente com o avião da Air India: mais de 290 mortos, segundo a polícia


Mais de 290 pessoas morreram após um avião da Air India com 242 pessoas a bordo — 169 cidadãos indianos, 53 britânicos, sete portugueses, um canadense e 12 tripulantes — cair em uma área habitada próxima ao Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, no estado de Gujarat, no oeste da Índia, informaram fontes oficiais na noite (tarde em Brasília) desta quinta-feira. 

O voo AI171, operado por um Boeing 787-8 Dreamliner, que deveria seguir viagem até Londres, perdeu altitude logo após decolar, chocando-se contra um conjunto de prédios. 

Pedaço de asa do avião AI171 da Air India em meio a destroços após queda em Ahmedabad,
na Índia, em 12 de junho de 2025 (Foto: Reuters/Amit Dave)
Dono da Air India oferece R$ 650 mil a família de cada vítima da tragédia

O Tata Group, empresa que controla a Air India, anunciou que está oferecendo o equivalente a R$ 650 mil de indenização para as famílias das vítimas do voo AI171.

Operação de resgate no local da queda chega ao fim

As operações de resgate no local da queda do Boeing 787 da Air India foram encerradas, segundo o Ministério da Aviação Civil indiano. Até o momento, as autoridades confirmam "mais de 240 mortes".

Vídeo assustador de passageiro mostra que "nada funciona", do ar-condicionado às telas de TV do jato da Air India horas antes do voo


Um passageiro da Air India compartilhou um vídeo que alega mostrar acessórios elétricos, incluindo ar-condicionado e telas de TV, que não estavam funcionando no jato em que ele viajava — poucas horas antes de ele cair em uma bola de fogo mortal.

Akash Vatsa, que disse ter estado no avião durante o voo anterior de Deli para Ahmedabad, compartilhou um vídeo no X mostrando o que ele descreveu como "coisas incomuns no avião". 

Ele compartilhou fotos do avião mostrando seu código de registro - VT-ANB - que parece corresponder ao do avião que caiu.

O Sr. Vatsa compartilhou vídeos que, segundo ele, mostravam instalações de bordo que não estavam funcionando durante a viagem anterior do jato.

"O ar condicionado não está funcionando. Como de costume, as telas de TV também não estão funcionando, nem o botão para chamar a tripulação", diz ele no vídeo. "Nada está funcionando, nada. Nem a luz está funcionando."

Ele disse que filmou o vídeo para fazer uma reclamação à Air India, mas o compartilhou para destacar os problemas com o avião após o acidente de hoje.

Via g1, O Globo e Daily Mail

INFOGRÁFICO: Queda de avião na Índia

Boeing 787-8, operado pela Air India, saiu de Ahmedabad e seguia para Londres. Ao menos 200 pessoas morreram, segundo autoridades indianas.


Via g1

Vídeo: Drone no hospício! Wanzam e suas histórias cativantes!


O Comandante Wanzam é uma daquelas pessoas que você tenho certeza vai gostar de primeira, seu jeitão alegre cativa e faz amigos. Hoje você vai curtir várias histórias legais!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari

Homem da Flórida é condenado por se passar por comissário de bordo para ganhar mais de 100 voos gratuitos


Um júri federal condenou um homem de 35 anos do sul da Flórida que reservou fraudulentamente mais de 120 voos gratuitos se passando por comissário de bordo, anunciou o Departamento de Justiça dos EUA na terça-feira .

Tiron Alexander foi considerado culpado em 5 de junho por fraude eletrônica e entrada ilegal em uma área segura do aeroporto sob falsos pretextos. Os promotores alegaram que Alexander explorou um programa destinado a funcionários de companhias aéreas, usando-o para embarcar em 34 voos sem pagar entre 2018 e 2024.

De acordo com as provas apresentadas no julgamento, Alexander forneceu informações falsas por meio do sistema de reservas de voos de funcionários de uma companhia aérea. Ele se apresentou falsamente como comissário de bordo de sete companhias aéreas diferentes, fornecendo cerca de 30 números de crachá e datas de contratação falsos. As autoridades afirmaram que ele usou o sistema com sucesso para viajar dezenas de vezes sem custo algum.

Os jurados também descobriram que Alexander se passou por comissário de bordo em três outras companhias aéreas, expandindo ainda mais o escopo do esquema.

Alexander deve ser sentenciado em 25 de agosto e pode pegar até 30 anos de prisão federal.

Via CBS Miami - Imagem: Reprodução

Engenheiro da Boeing denunciou falhas na montagem do 787 Dreamliner, modelo de avião que caiu na Índia

No ano passado, funcionário fez denúncia à agência de aviação norte-americana sobre problemas na montagem da fuselagem do avião. Ainda não há informações sobre a causa do acidente desta quinta.

Um Boeing 787 Dreamliner da Air India com matrícula VT-ANB sobrevoa Tóquio,
Japão, em 27 de abril de 2025 (Foto: Koki Takagi via Reuters)
Em 2024, um engenheiro da Boeing denunciou problemas de fabricação no modelo de avião 787 Dreamliner, o mesmo que caiu com 242 pessoas a bordo próximo a Ahmedabad, na Índia, nesta quinta-feira (12), .

Ainda não há informações sobre a causa do acidente desta quinta. O avião, operado pela Air India, seguia para o aeroporto de Gatwick, em Londres, no Reino Unido, e caiu em uma área residencial poucos segundos após a decolagem.

A polícia local disse que 204 corpos foram recuperados. As vítimas incluem passageiros e moradores da área atingida. Duas pessoas sobreviveram e foram levadas ao hospital.

De acordo com o jornal The New York Times, o engenheiro da Boeing Salem Salehpour enviou documentos à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) relatando possíveis falhas na montagem do avião.

Segundo o relato do engenheiro, feito em abril de 2024, a maneira com que as seções de fuselagem do avião estavam sendo montadas poderia levar a uma quebra do material em pleno voo, após milhares de viagens.

Atalhos e ‘força excessiva’ na montagem do Boeing


Salehpour detalhou ao jornal que os problemas começaram após mudanças na linha de montagem, na forma de encaixar e fixar as partes da fuselagem do avião.

As peças da fuselagem vinham de diferentes fabricantes e não tinham exatamente a mesma forma no local de encaixe, relatou o funcionário.

Salehpour também disse acreditar que a a Boeing estava usando "atalhos" na junção das peças, o que incluía aplicar "força excessiva" para fechar os espaços entre elas.

Essa pressão, segundo Salehpour, teria deformado o material, aumentando o risco de desgaste prematuro e falhas estruturais ao longo do tempo.

Ele também disse ao jornal que foi ameaçado de demissão após relatar os problemas aos seus superiores.

O que disse a Boeing na época


Em resposta ao The New York Times no ano passado, a Boeing confirmou as alterações na linha de montagem do 787 Dreamliner, mas disse que “não houve impacto na durabilidade ou na longevidade segura da fuselagem".

O porta-voz da empresa, Paul Lewis, disse que o Dreamliner passou por testes extensivos e que não foi identificado um “problema imediato de segurança de voo”.

"Nossos engenheiros estão realizando análises complexas para determinar se pode haver um problema de fadiga a longo prazo, para a frota, em qualquer área da aeronave", disse o porta-voz.

"Isso não se tornará um problema para a frota em serviço por muitos anos, ou nunca. Não estamos apressando a equipe para poder garantir que a análise seja abrangente”, acrescentou o representante da Boeing.

Em nota posterior enviada à BBC, a Boeing classificou as acusações como “imprecisas” e afirmou estar confiante na segurança de seus aviões.

“As questões levantadas foram objeto de rigorosas avaliações de engenharia sob supervisão [da Agência Federal de Aviação norte-americana]”, declarou a empresa na época.

“A análise validou que estas questões não apresentam quaisquer preocupações de segurança e que a aeronave vai manter sua vida útil durante várias décadas."

Via g1

Drones interrompem pousos e decolagens no aeroporto de Guarulhos por 46 minutos; 6 voos foram cancelados e 35, afetados

Operações ficaram suspensas na noite de quarta-feira (11) e já foram retomadas. PF informou que a ocorrência foi provocada por traficantes que tentavam levar para o aeroporto pacotes de cocaína.


O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, teve seus pousos e decolagens interrompidos na noite de quarta-feira (11) por conta da presença de drones nas proximidades da pista. A operação ficou paralisada por 46 minutos no total, mas já foi retomada. Ao todo, seis voos foram cancelados e 35, afetados.

A Polícia Federal informou que a ocorrência foi provocada por traficantes de drogas que tentavam levar para dentro do aeroporto três pacotes com 55 kg de cocaína cada. A cocaína foi apreendida, e os traficantes conseguiram fugir. A PF abriu um inquérito.

Cocaína apreendida em Guarulhos (Imagem: Reprodução/TV Globo)
Há alguns meses, foi descoberta uma rota que parte da favela vizinha ao terminal e chega à área restrita de Cumbica.

Na noite de quarta, a PF notou uma movimentação estranha ali e foi atrás. Segundo a corporação, houve uma perseguição e, para tentar escapar do cerco policial, os traficantes subiram drones para observar a posição das viaturas.

Voos afetados


A concessionária GRU Airport, que administra o aeroporto, informou que seis voos foram cancelados e 35, afetados. A empresa disse ainda que "imediatamente as autoridades competentes foram acionadas e as operações já estão normalizadas" e acrescentou que "o uso de drones nas imediações do sítio aeroportuário coloca em risco a aviação e a integridade das pessoas".

Só da Latam, mais de 20 voos com origem ou destino em Guarulhos foram impactados, segundo a empresa. Da Gol, dois voos precisaram ser cancelados e outros 10 foram alternados para aeroportos próximos. Já a Azul informou que dois voos foram alternados.

Drones


O helicóptero Águia, da Polícia Militar, recebeu o acionamento para a ocorrência, mas não confirmou a presença de drones na pista.

De acordo com a GloboNews, a torre de controle fez o primeiro contato sobre o incidente com um voo da Latam às 22h42. Às 23h17, as decolagens foram liberadas. Contudo, por volta das 23h28, o aeroporto foi fechado por mais 11 minutos.

Em vídeo divulgado pelo canal do Youtube "Aviação Guarulhos JPD" e enviado ao g1, é possível ouvir o momento em que a torre de controle avisa para os pilotos aguardarem porque drones foram vistos próximos a pista. Isso acontece às 22h43.


"A administração acabou de informar que visualizou cerca de três drones", diz. "A gente está aguardando um posicionamento".

Por volta das 22h51, um piloto questiona a torre se há alguma atualização. "Ainda não, comandante", responde um funcionário.

Por volta das 23h, o Águia chega ao local e conversa com a torre. Às 23h15, a torre é avisada pelo helicóptero que nenhum drone foi localizado no setor de pousos.

"Eu vou iniciar as decolagens novamente no aeroporto, ok?", responde o funcionário da torre.

Helicóptero Águia, da Polícia Militar, ronda os arredores do aeroporto
(Imagem: Divulgação/Aviação Guarulhos JPD)
As atividades foram retomadas por volta das 23h40, mas passageiros que não conseguiram decolar passaram a madrugada no aeroporto tentando remarcar a passagem ou aguardando o voo seguinte.

Michel, passageiro que iria embarcar para Vitória, no Espírito Santo, relata que teve o seu voo remarcado com partida do Aeroporto de Congonhas, às 6h30 desta quinta (12) e foi acomodado em um hotel em Mogi das Cruzes.

Saguão do Aeroporto de Guarulhos na madrugada desta quinta (12), após decolagens e
pousos serem interrompidos por presença de drones (Foto: Eliezer dos Santos/TV Globo)
O que diz a GRU

"A GRU Airport informa que o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, suspendeu momentaneamente pousos e decolagens, na noite desta quarta-feira (11), devido à presença de drones no local. Imediatamente, as autoridades competentes foram acionadas e as operações já estão normalizadas.

Ao todo, foram cancelados seis voos e outros 35, afetados. A GRU Airport reforça que o uso de drones nas imediações do sítio aeroportuário coloca em risco a aviação e a integridade das pessoas."

O que diz a Latam

Abaixo, leia a íntegra da nota da Latam: "A LATAM Airlines Brasil informa que mais de 20 voos da companhia com origem ou destino no Aeroporto de Guarulhos foram impactados nesta quarta-feira (11/06), após a suspensão das operações de pouso e decolagem devido à presença de drones. A companhia repudia e lamenta a situação, totalmente alheia à sua responsabilidade, e reforça que a segurança de seus passageiros e funcionários é prioridade em todas as suas operações. A LATAM está prestando toda a assistência necessária aos passageiros afetados, conforme previsto na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)."

O que diz a Gol

"A GOL informa que, em razão da suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto de Guarulhos na noite de quarta-feira (11) — por conta de um evento alheio ao controle da Companhia — dois voos precisaram ser cancelados e outros 10 foram alternados para aeroportos próximos. Grande parte dessas aeronaves alternadas seguiu novamente para Guarulhos após reabastecimento e normalização das operações no Aeroporto. Todos os Clientes impactados estão recebendo as facilidades previstas na Resolução 400 da ANAC, conforme suas necessidades. A Companhia reforça que todas as medidas adotadas priorizaram a Segurança, valor número 1 da GOL."

O que diz a Azul

"A Azul informa que, devido à suspensão momentânea das operações de pouso e decolagem no Aeroporto de Guarulhos (SP), na noite de ontem, dia 11, o voo AD2774 (Cuiabá-Guarulhos) precisou alternar para Ribeirão Preto, onde abasteceu e retornou para São Paulo. Já o voo AD6073 (Belém-Guarulhos) alternou para Viracopos, onde ocorreu o desembarque dos clientes. A Azul lamenta eventuais inconvenientes e ressalta que medidas como essa são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia."

Via g1

Polícia encontra sobrevivente em avião que caiu na Índia com 242 pessoas a bordo

Um homem britânico sobreviveu milagrosamente ao desastre aéreo da Air India, que supostamente custou a vida de centenas de pessoas esta manhã na Índia.

Imagens surpreendentes mostraram o homem saindo do local com alguns ferimentos visíveis no rosto
A polícia disse ter encontrado um único sobrevivente que estava sentado no assento 11A quando o voo 171 caiu logo após a decolagem na Índia esta manhã. ele é Vishwash Kumar Ramesh, um britânico de 40 anos.

Em entrevista ao Hindustan Times, o passageiro que estava sentado no assento 11A, afirmou que a queda aconteceu muito rápido, e que acordou cercado por corpos após perder a consciência com o impacto.

— Quando acordei, havia corpos por todos os lados. Fiquei em pânico. Me levantei e saí correndo. Havia destroços do avião espalhados por todo lado. Alguém me segurou, me colocou em uma ambulância e me trouxe ao hospital — contou ao jornal indiano.


Segundo o Hindustan Times, o homem foi colocado em uma ambulância e levado a um hospital local. 


Pelas redes sociais, postagens compartilharam um vídeo de um homem com ferimentos no rosto andando perto do local da queda do avião, afirmando tratar-se de Ramesh.


No solo, a polícia disse ter descoberto outro sobrevivente no hospital, atingido pelo avião que caiu em uma área residencial.

As autoridades disseram anteriormente que acreditavam não haver sobreviventes no voo com destino a Gatwick que caiu em Gujarat transportando 242 passageiros, incluindo 53 britânicos.

O chefe da polícia regional disse que "alguns moradores locais também teriam morrido", já que o avião caiu em escritórios e acomodações de médicos perto de um hospital.


Até agora, equipes de resgate apoiadas pelos militares recuperaram 204 corpos, com vítimas no avião e na área ao redor do acidente.

Entre os passageiros estavam 159 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense. Onze dos passageiros a bordo eram crianças, incluindo dois recém-nascidos.


Especialistas em aviação dizem que o voo 171 da Air India, um Boeing 787 Dreamliner, pode ter perdido potência repentinamente "na fase mais crítica do voo" após a decolagem.

Acredita-se que as possíveis causas incluam uma mudança rápida no vento ou uma colisão com pássaros, o que levou à perda do motor duplo.


Autoridades do Departamento de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia estão no local para realizar uma análise dos destroços e recuperar a caixa-preta do jato acidentado.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram a aeronave perdendo altitude rapidamente — com o nariz para cima — antes de atingir um prédio e sofrer uma explosão violenta.


O jato Boeing caiu logo após a decolagem do Aeroporto de Ahmedabad, em Gujarat, por volta das 13h40 (08h10 GMT), disseram autoridades.

Ahmedabad, a principal cidade do estado de Gujarat, na Índia, abriga cerca de oito milhões de pessoas, e o movimentado aeroporto é cercado por áreas residenciais densamente povoadas.


"Quando chegamos ao local, havia vários corpos espalhados e os bombeiros estavam apagando as chamas", disse o morador Poonam Patni à AFP.

"Muitos corpos foram queimados", ela acrescentou.

"Nosso escritório fica perto do prédio onde o avião caiu. Vimos pessoas do prédio pulando do segundo e terceiro andares para se salvar. O avião estava em chamas", disse um morador, que não quis se identificar.

Uma vista do local onde um avião caiu logo após a decolagem do Aeroporto Internacional
Sardar Vallabhbhai Patel, no estado de Gujarat, no oeste da Índia, em 12 de junho de 2025
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que as cenas do acidente foram "devastadoras", em uma declaração dirigida aos passageiros e suas famílias "neste momento profundamente angustiante".

A Boeing disse que estava "trabalhando para reunir mais informações" sobre o incidente que, segundo uma fonte próxima ao caso, foi o primeiro acidente de um 787 Dreamliner.

O tenente-coronel John R. Davidson, ex-piloto da Força Aérea dos EUA e consultor de segurança da aviação comercial, disse que o avião parecia ter atingido a velocidade de decolagem, mas não a altitude, de acordo com dados de voo, sugerindo "uma rotação muito tardia ou um estol logo após a decolagem".

Os destroços de um Boeing 787 Dreamliner estão no local onde o avião da Air India
"Há uma série de cenários possíveis: problemas de empuxo ou desempenho do motor, peso excessivo da aeronave, configuração inadequada do compensador ou dos flaps ou uma falha mais crítica que afetou a capacidade de subida da aeronave", disse ele.

"Clima, cisalhamento do vento ou mesmo colisão com pássaros também não podem ser descartados neste estágio inicial."


Dados preliminares de rastreamento de voo do flightradar24 revelam que o avião atingiu uma altitude de apenas 625 pés após a decolagem — uma altura muito abaixo do padrão para uma aeronave comercial vários minutos após a decolagem.

O capitão Saurabh Bhatnagar, um ex-piloto sênior, disse à NDTV que as imagens circulantes mostrando a descida assustadora do avião "pareciam um caso de múltiplas colisões com pássaros, em que ambos os motores perderam potência".

"A decolagem foi perfeita", disse ele. "E, acredito, pouco antes de engatar o trem de pouso, a aeronave começou a descer, o que só pode acontecer caso o motor perca potência ou a aeronave pare de desenvolver sustentação."


O especialista em aviação Sanjay Lazar observou que o Dreamliner tinha apenas 11 anos, portanto, era improvável que apresentasse problemas técnicos subjacentes. O avião estava sob o comando do Capitão Summeet Sabharwal, que tinha 8.200 horas de experiência.

Uma colisão com pássaros "explicaria por que a aeronave não tinha força para decolar", disse ele. "Se houve múltiplas colisões com pássaros na decolagem, ela provavelmente não poderia ter passado do limite de 6 a 7 minutos e começado a cair."

Em fóruns de pilotos, especialistas em aviação disseram que parecia que a Ram Air Turbine (RAT) do avião, uma turbina eólica de emergência, havia sido acionada pouco antes do acidente.


Via Daily Mail e UOL

Aconteceu em 12 de junho de 1988: Acidente com o voo 46 da Austral Líneas Aéreas na Argentina


Em 12 de junho de 1988, o voo 46, operado pelo McDonnell Douglas DC-9-81 (MD-81), prefixo N1003G, da Austral Lineas Aéreas (foto acima), decolou do Aeroparque Jorge Newbery de Buenos Aires, com destino a sua primeira escala em Resistencia (ambos na Argentina) às 7h04, horário local.

Após a escala de 20 minutos, o MD-81 com apenas 16 passageiros e seis tripulantes, decolou de Resistencia para Posadas às 8h40. Às 9h09, a tripulação do voo 46 fez contato por rádio com o controle de tráfego aéreo de Posadas e sete minutos depois, o voo foi liberado para aproximação à pista 01.

Pouco depois, a aeronave atingiu o topo de um eucalipto e caiu três quilômetros antes da pista. Todos os 22 ocupantes da aeronave morreram no acidente.


A investigação concluiu que a tripulação decidiu continuar a aproximação em condições abaixo do tempo (visibilidade abaixo do mínimo), fazendo com que a aeronave desça abaixo da altura de decisão sem contato visual com a pista. Abordagem mal planejada, falta de coordenação da tripulação e falta de visibilidade foram considerados fatores contribuintes.


Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia e ASN

Vídeo: Mayday Desastres Aéreos - Voos American Airlines 96 e Turkish Airlines 981 - Tragédia Anunciada

Em 12 de junho de 1972, um McDonnell Douglas DC-10, de apenas alguns meses de idade, operando como American Airlines 96 de Detroit, Michigan, para Buffalo, Nova York, sofre uma explosiva descompressão após uma porta de carga na parte inferior da fuselagem traseira se abrir . A tripulação faz um pouso de emergência em Detroit sem qualquer perda de vidas. 

Dois anos depois, em 3 de março de 1974, o voo 981 da Turkish Airlines sofre uma sequência semelhante de eventos durante um voo de Paris para Londres. Desta vez, os sistemas hidráulicos do DC-10 são danificados o suficiente para que a tripulação perca o controle, e a aeronave caia em uma floresta perto de Senlis fora de Paris, matando todos os 346 a bordo.