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Começou nesta segunda-feira a interdição da pista principal e do pátio do Aeroporto Santos Dumont, no Centro, para obras de melhoria, orçadas em R$ 1,21 milhão, com término previsto para 21 de novembro. Durante este período, os pousos e decolagens serão realizados na pista auxiliar do aeroporto, cuja reforma foi concluída em agosto passado.
Data limite para apresentação das propostas havia sido fixada como 21 de setembro pelo ministro Nelson Jobim
O ônibus espacial Discovery, montados em macacos de nivelamento e cercado por plataformas de trabalho é preparado no NASA Dryden Flight Research Center para ser transportado em seu voo ferry para o Centro Espacial Kennedy, na Flórida - Foto: Tony Landis (NASA)
Foto: Jim Ross (NASA)


Fotos: Nick Ut (AP Photo)
O Ônibus Espacial Discovery chegou ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Estados Unidos acoplado a um avião 747 - Foto: AFP
Foto: Kim Shiflett (NASA)
Durante a tarde de quarta-feira (15/9), o presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, recebeu o deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP). O parlamentar convidou o presidente para conhecer de perto a situação do Aeroporto de Macapá/ (AP) e cobrou solução para o término das obras.
O forte crescimento do tráfego aéreo doméstico nos últimos meses, superior a 20% em agosto e em julho comparativamente a períodos equivalentes de 2008, abre espaço para haver no setor um "pequeno reajuste de tarifas", avalia o diretor de vendas da TAM, Klaus Kühnast. Segundo ele, contribuem para a melhora dos preços das passagens a recuperação do mercado corporativo, com uma consequente melhora da ocupação de assentos da classe executiva. "A melhora do mercado executivo ajuda a aumentar a média e a recompor as receitas do setor", completa.
Passageiros podem avistar Monte Everest do avião


Ao que tudo indica, um problema no motor foi a causa do acidente na noite de domingo com o avião Piper PA-32R-301T Turbo Saratoga, prefixo N2467Y, nos Everglades, na Flóida, nos EUA.
Segundo o último Global Market Forecast (Previsão de Mercado Global) da Airbus, nos próximos 20 anos, cerca de 25 mil novos aviões de passageiros e de vargas devem ser entregues.
A Justiça Federal de São Paulo condenou à prisão três colombianos por lavagem de dinheiro do narcotráfico e confiscou dois aviões turbo-hélices, que passam a ser patrimônio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do governo do Mato Grosso do Sul.
O mercado da aviação na China pode aumentar até 7,9% nos próximos 20 anos, segundo um relatório da empresa Airbus SAS, o maior fabricante mundial de aviões comerciais, informou nesta segunda-feira (horário de Pequim) a agência oficial "Xinhua".
O Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de João Pessoa/Presidente Castro Pinto (PB) iniciou o mês de setembro com um novo serviço, o de carga nacional, isto é, aquela que transita apenas dentro do território nacional.
Conforme afirma o gerente Comercial do Aeroporto, André Guerra, “este ofício antes operado pelas empresas aéreas agora também é oferecido pelo Aeroporto Presidente Castro Pinto”. Já são 14 Terminais de Carga da rede Infraero que oferecem o serviço de carga nacional.
A Diretoria Comercial da Infraero criou diretrizes para incentivar o serviço em todos os aeroportos que possuem estrutura e condições de atender a demanda. Para o diretor Comercial, Fernando Nicácio, “é importante disseminar o segmento de carga nacional para os diversos aeroportos da rede a fim de fomentar os negócios em todos estados do Brasil”.
Anteriormente, o Terminal de João Pessoa funcionava somente com carga internacional, que são aquelas que entram e saem do País (importadas ou exportadas). Esse serviço foi responsável pelo movimento de 57 toneladas durante o ano de 2008.
Atualmente a operação com carga doméstica está sendo executada provisoriamente em um antigo hangar, com área de 435 m², em condições de atender a procura. Há cinco salas distintas para operações administrativas das empresas operantes.
A perspectiva é de que a partir de outubro o Terminal de Logística já esteja operando no seu espaço definitivo: uma área com mil m² a ser utilizada para os Terminais de Carga Internacional e Nacional.
O novo terminal irá contar com espaço para estacionamento, armazém e salas para conceder às empresas, a fim de que elas possam atender os clientes no local. As melhorias realizadas nas edificações estão sendo realizadas por empregados da Infraero.
Fonte: Infraero
O delegado Carlos Alberto de Oliveira confirmou, na tarde desta segunda-feira (21), a identidade das três pessoas que morreram em um acidente aéreo em Arujá, na Grande São Paulo. Na queda, cujos motivos ainda serão investigados pela Aeronáutica, morreram o empresário Raimundo Verdi de Macedo, de 44 anos, de Fernandópolis, a tia dele Miriam Terra, de 58 anos, além do piloto Darbijoni Ferro, que não teve a idade divulgada.

No coração do worldport: mais de 300 mil pacotes percorrem os 240 quilômetros de esteiras a cada hora. Ninguém toca neles, é tudo automático
Todas as noites, infalivelmente às 23h, os céus se abrem sobre a cidade de Louisville, no Estado americano de Kentucky. O movimento é preciso, no exato ponto de encontro entre a latitude 38°09' Norte e a longitude 85°44' Oeste. Começa, então, uma diferente revoada. Pássaros metálicos gigantes, de corpo branco e cauda marrom, decolam e pousam às centenas até o amanhecer seguinte, num ritmo cadenciado: um a cada 90 segundos. Chegando ou partindo, estão sempre carregados. Em terra, descansam alinhados enquanto alimentam um imenso ninho, com o tamanho equivalente a 40 campos de futebol, e dão vida a uma frenética atividade em plena madrugada. Naquele pedaço de 371 mil metros quadrados encravado dentro dos limites do aeroporto internacional de Louisville não se dorme nunca. Dali, a UPS, uma das maiores empresas de logística do mundo, se conecta com sua frota de mais de 260 aviões a mais de 200 países em todos os continentes. Naquele período, o espaço aéreo pertence apenas às aeronaves de carga da empresa (que, em número, a tornam a nona maior companhia aérea do planeta). E, a partir dos milhares de contêineres que elas despejam todas as noites, tem início uma operação quase invisível, mas de proporções impressionantes. A cada hora, 304 mil pacotes e caixas de todos os tamanhos passam por ali, numa conexão entre o seu ponto de partida e o seu destino final. São tocados apenas duas vezes, ao serem desembarcados na chegada e reembarcados na saída, embora seis mil pessoas estejam trabalhando simultaneamente em meio a uma incrível teia de esteiras rolantes de alta velocidade. Em termos de volume e automação, não há nada que se compare ao que acontece no Worldport, o maior centro de operações da UPS, uma potência de 102 anos de existência e US$ 51 bilhões de faturamento global.
Mais que o orgulho de uma empresa centenária, o Worldport é o principal cartão de visita da UPS na captação de clientes para suas outras áreas de atuação. A eficiente complexidade daquela cidade de vias superpostas atesta a capacidade da empresa, que nasceu com dois telefones e uma bicicleta na cidade de Seattle, em assumir tarefas grandiosas e com alta exigência tecnológica. A UPS investe US$ 1 bilhão ao ano em pesquisa e desenvolvimento - e parar, por alguns minutos, a observar um simples envelope com documentos viajar pelo Worldport permite entender como esse dinheiro é gasto. No trajeto entre a entrada e a saída do centro, cada encomenda permanece em média apenas de 12 a 15 minutos trafegando a uma velocidade de 55 quilômetros por hora. Num sobe e desce aparentemente desordenado, passa por seis leitores ópticos, que, automaticamente, definem o trajeto a ser percorrido até o contêiner que o levará ao seu destino final. Hoje, em 24 segundos, duas mil encomendas são processadas no Worldport. Quando tudo começou, em 1982, levava-se uma noite inteira para fazer o mesmo trabalho.
Alicia (de branco), de Barcelona, conduziu visitas guiadas no Marco Zero até para o ex-prefeito de Nova York Rudolph GiulianiO documentário A Impostora do 11/9 (The 9/11 Faker) – produzido pelo Channel 4, da Grã-Bretanha, no ano passado, e exibido no Brasil pelo canal de TV a cabo GNT nas duas últimas semanas – mostra como a espanhola Alicia Esteve Head, seu verdadeiro nome, chegou a presidir a World Trade Center Survivors’ Network, uma associação que reúne e dá apoio a sobreviventes das Torres Gêmeas. Porém, ao que tudo indica, ela sequer estava em Nova York no dia dos atentados.
Na versão repetida para jornalistas, familiares e até para políticos como o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, Alicia estava no 78º piso da Torre Sul, sendo uma dos 19 sobreviventes dos andares acima do ponto de impacto do avião. Com queimaduras nos braços, encontrou forças em meio aos escombros e corpos de vítimas ao pensar no vestido de noiva com o qual se casaria com Dave, que estava na outra torre e sucumbiu na tragédia.
– O que testemunhei lá, jamais esquecerei. Foram muitas mortes e destruição, mas também vi esperança – afirmou em um evento, em 2006.
Inspiração para as vítimas reais
Durante a fuga do prédio atingido, teria encontrado ainda um homem que, agonizante, pediu para entregar a aliança à esposa. Cinco dias depois, a suposta sobrevivente teria acordado em um hospital. Como não se envolver e se sensibilizar com esse relato de coragem e romance?
– A história dela era a mais trágica e a mais triunfante de todas – declara uma entrevistada no documentário A Impostora do 11/9.
Em reportagens de TV postadas no YouTube, é possível ver Alicia interpretando o papel de Tania em visitas guiadas ao local da tragédia e se encontrando com autoridades como o então governador George Pataki. Para seu sucessor na presidência da associação, Richard Zimbler, Alicia serviu como inspiração para muitos.
Partes da história que contava, porém, não se encaixavam.
Fonte: Zero Hora
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Outras farsas (em .pdf)
O caça F-18 Super Hornet, da americana Boeing, é o preferido da Aeronáutica, segundo Cavagnari
No último dia 7, os presidentes do Brasil e da França, Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, assinaram o maior acordo militar da história recente do país, no valor de R$ 22,5 bilhões. Na ocasião, os dois anunciaram ainda a abertura de negociação para a compra de 36 caças Rafale, da francesa Dassault.
No dia seguinte, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o processo de licitação dos aviões não está concluído. A Aeronáutica ainda irá apresentar um relatório técnico sobre os três concorrentes – o francês Rafale, o Gripen, da sueca Saab, e o F-18 Super Hornet, da americana Boeing. Na quarta-feira (16), Jobim reconheceu que há uma opção política pela França. "Basta que eles façam cumprir a transferência de tecnologia e o valor final", afirmou o ministro.
Segundo o professor, o país não quer ser influenciado militarmente pela França ou EUA, mas sim uma cooperação. Cavagnari ressaltou ainda que o governo pode optar por uma posição política em detrimento da técnica, mas deve justificar a decisão. “A situação é que vai dizer se a decisão deve ser política ou técnica, a não ser que exista um equilíbrio entre as duas posições”, afirmou.
Veja abaixo a íntegra da entrevista na qual o especialista também fala a respeito da relação militar entre Brasil, França e EUA.
eBand - Por que Lula se antecipou em anunciar as negociações com a França?
Geraldo Cavagnari - Pode ter sido por mau assessoramento ou por falta de informação ao presidente. Mas surpreendeu o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica. Todo mundo começou a fazer relações, a tirar conclusões sobre o que está acontecendo, como se a compra do Rafale já estivesse decidida. No entanto, a questão não está encerrada. Os americanos estão vindo com toda força, porque eles querem vender o produto da Boeing. Tem de haver responsabilidade do governo nas negociações. Ou ele firma uma posição puramente técnica ou política, mas tem que dizer por quê.
eBand - Apesar de ter sido anunciada agora, desde julho corria a informação da intenção da compra dos 36 caças da França.
Cavagnari - Exatamente. Mas no âmbito do Ministério da Defesa, mais precisamente do Comando da Aeronáutica, a proposta vencedora, tudo indica, seria a americana porque os americanos se abriram muito, por exemplo, a parte de tecnologia, senão eles iriam perder.
No caso do Super Tucano [da Embraer], um dos itens no pacote tecnológico que compramos dos EUA permitiu que evoluíssemos do Tucano para o Super Tucano. Mas [o pacote] dizia também que caberia aos EUA o papel de árbitro na venda, para evitar que prejudicasse seus interesses estratégicos. E a venda estava acertada entre Brasil e Venezuela. Os EUA a bloquearam e não pudemos vender. Até do papel de árbitro eles abriram mão nessa proposta nova.
Tem de se pesar as vantagens ou desvantagens políticas ou técnicas. A situação é que vai dizer se a decisão deve ser política ou técnica, a não ser que exista um equilíbrio entre as duas posições. Aquela proposta que fundamenta uma decisão política pode ser aceitável em termos técnicos. Uma proposta pode, de certo modo, secundarizar uma questão técnica.
eBand - Para o senhor, qual deveria ser priorizada: a questão técnica ou política?
Cavagnari - O pacote francês é irrecusável, mas a proposta americana é boa também. Na minha visão, – no momento, fora do governo e das Forças Armadas – o que se deve é abrir o guarda-chuva no campo comercial de compras de armamento. Se o Brasil tem uma proposta francesa muito boa e tem sido um cliente dos EUA, não existe a obrigação de fazer uma compra nos EUA, pode diversificar.
Desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945], depois durante todo o período da Guerra Fria até recentemente, sempre fomos clientes de material bélico dos EUA. É hora de abrir o Brasil para outros países. Nós já tivemos um momento de abertura: quando compramos os Mirage da França. Foi o início da abertura do mercado francês para o Brasil. Devemos cultivar esse mercado, como devemos também continuar cultivando o mercado americano e, se aparecer um produto melhor no Japão ou na Alemanha, que se compre. Aliás, conseguimos modernizar nossa primeira frota submarina com a Alemanha.
Mas isto tudo é teórico, a realidade política é outra, está tudo embaralhado. A desculpa que Marco Aurélio Garcia [assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais] deu para a tomada de decisão pelo francês é que os americanos embutem algumas travas nos pacotes. Mas nós o conhecemos, ele é totalmente anti-americano. Então, a posição dele é profundamente ideológica. Mas posições ideológicas não podem envenenar as negociações.
eBand - Este é o ano da França no Brasil. Quais os motivos para a aproximação entre os dois países?
Cavagnari - Há um motivo político, porque o Brasil quer cortar certas amarras com os EUA. No século 19, tivemos uma grande aproximação com a Europa. Mandamos militares fazer estágio na Alemanha e oficiais navais à Inglaterra. Depois da 1ª Guerra Mundial [1914-1918], da qual a França saiu vencedora, continuamos enviando oficiais para a Grã Bretanha e passamos a mandar os do Exército para a França.
O resultado deste intercâmbio do Exército brasileiro com o francês foi a criação de uma missão militar francesa que ficou de 1919 a 1939, quando a França foi invadida pela Alemanha. Essa missão veio dentro de um pacote que pretendia modernizar as Forças Armadas e esteve nas escolas militares avançadas - as escolas de aperfeiçoamento dos oficias - e também na Escola de Estado Maior. Os franceses eram tutores nesse período. Então, a influência francesa, no Exército, e inglesa, na Marinha, se enfraqueceram durante a 2º Guerra Mundial, quando aconteceu nossa aproximação com os EUA. Na guerra, já estávamos operando dentro da doutrina militar americana.
Então, a importância dos EUA nesse relacionamento é muito grande e mais recente - e a importância da França é histórica. O que nós queremos não é ter uma influência francesa novamente, nem continuar com a americana. Queremos uma relação de igual para igual com os dois países na área militar. O Brasil tem que beber em vários centros que estão mais desenvolvidos em termos militares. Mas esse imbróglio da França deixou esse processo conturbado.
As Forças Armadas hoje ampliaram o horizonte de aproximação [aos outros países], tendo em vista o conhecimento e o campo operacional e tático. Deve-se discutir algo que vem de fora com o que aqui se produz. Também em termos de reequipamento das Forças Armadas que estão saindo agora de um processo de desmonte que vem desde 1990.
eBand - A escolha pela França estaria relacionada à preocupação brasileira com o equilíbrio internacional?
Cavagnari - Envolve outras variáveis. Primeiro, o aspecto ideológico da política brasileira. A própria diplomacia do país está agindo ideologicamente. A única instituição que não esta agindo ideologicamente são as Forças Armadas. Isso não é bom.
Há uma postura ideológica desse governo em relação à política internacional. Não há um choque com os EUA, mas as posições não estão muito bem definidas. Haja vista a aproximação do Brasil com a Venezuela. O país pode se relacionar com quem quiser, mas não podemos brigar desnecessariamente com a maior potência do hemisfério.
A Unasul [União das Nações Sul-Americanas], por exemplo, é uma ideia do [presidente da Venezuela, Hugo] Chávez, que o Brasil encampou. Em seguida, o Brasil deu a ideia do Conselho Sul-Americano de Defesa. Então, foi criada a Unasul como se fosse um afastamento, uma expulsão da OEA [Organização dos Estados Americanos] da América do Sul. Duas instituições regionais que atendem a interesses estratégicos dos países e querem marcar uma postura de independência em relação aos interesses americanos. Um fórum que tem apenas os países da região e nenhuma potência de fora, o Conselho Sul-Americano, vai ter muito mais relevância, na visão desses países que o criaram, do que a [Junta] Interamericana de Defesa, em Washington.
Só que os EUA balançaram isso. Eles mostraram que ainda são a potência hegemônica do hemisfério. Recriaram a Quarta Frota, que foi desativada na Guerra Fria, logo depois que o Brasil e a Argentina tomaram a iniciativa de transformar o Atlântico Sul em zona de paz e cooperação, o que foi feito por resolução da ONU (Organização das Nações Unidas). Com isso, esperava-se que nenhuma potência estrangeira entrasse na região. Agora, bases foram criadas na Colômbia, integralmente alinhada com os EUA. É um sinal para o Brasil de que os EUA ainda podem agir na América do Sul em função de seus interesses estratégicos.
eBand - Mas o governo anterior também era ideológico, não?
Cavagnari - Sim, anticomunista. Há uma posição desse governo em relação ao americano diferente dos governos anteriores. Há um tempero de esquerdismo. O governo do Fernando Henrique Cardoso [1995-2003] não era anticomunista, mas tinha ciência do que eram os Estados Unidos no hemisfério e teve uma diplomacia muito controlada, com muita precaução – este, não. O problema é para nós, não para eles. Quem está se sentindo incomodado com a Quarta Frota e com as bases é este governo. Não somos nós, o povo não está nem aí.
eBand - O Brasil tem mais chance de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança (CS) da ONU após aumentar seu poderio militar?
Cavagnari - Claro. Para ser membro permanente do CS tem que ser reconhecido como potência militar. Os EUA são uma grande potência mundial, e o restante são potências regionais. O Brasil caminha para isso. Quando se atinge o status de grande potência é porque também é potência militar, seja mundial ou regional. Tem que ter força e voz. E a voz para resolver conflitos é a voz das armas também.
eBand - O acordo pode incentivar uma corrida armamentista na América Latina?
Cavagnari - Não vejo uma corrida, mas existe, sim, um rearmamento da América Latina. O Chile sempre comprou e renovou esse material e tem um Exército relativamente moderno. A Colômbia, a mesma coisa, por força do narcotráfico. A Venezuela está se armando. Agora, o Brasil tem um perfil elevado político, tecnológico e econômico, mas o perfil militar não está alinhado. E a indústria bélica, quanto mais se desenvolver, produz riqueza. Gera emprego de mão-de-obra altamente qualificada.
Fonte: eBand - Foto: Divulgação/Boeing
A Gol reeditará neste ano a promoção "Contramão de Carnaval", que oferece passagens aéreas em determinados trechos pelo mesmo valor de uma viagem em ônibus executivo, para viagens de 14 a 26 de fevereiro. "A promoção é voltada para os clientes que querem visitar suas famílias, amigos e aproveitar o feriado prolongado em destinos que estão no contra fluxo das festas carnavalescas.

Avião da Swiss decola por trás do terraço do centro de abrigo para solicitantes de asilo no aeroporto de Genebra
Léonie* sentava encolhida na cama de baixo do beliche e olhava ansiosa quando um grupo de estranhos era introduzido no seu dormitório. Vista interna dos dormitórios
"Esse é o espaço para mulheres, com uma capacidade de dez camas", apresenta Jean-Pierre Chaudet, policial-chefe no serviço de asilo e repatriação no aeroporto de Genebra, à horda de jornalistas.
Ela era a única ocupante feminina – uma dos quatro solicitantes de asilo nesse dia – no novo centro, projetado para abrigar 33 pessoas e operacional desde maio de 2009.
A moderna ala foi construída parcialmente como resultado da adesão da Suíça ao espaço Schengen da União Européia em dezembro de 2009, que trouxe mudanças na Lei de asilo do país.
Sob o acordo de Schengen, passageiros de avião não precisam mais mostrar seus passaportes quando estão voando entre a Suíça e outros países membros do espaço, atualmente composto por 25 Estados. Controles sistemáticos só são realizados em pessoas saindo ou entrando desse território.
No aeroporto de Genebra, fluxos de passageiros Schengen ou não precisam ser separados e o antigo centro de triagem para asilados, baseado em uma zona "Schengen", precisou ser removido.
Além disso, desde janeiro de 2009, sob a nova Lei de asilo, os requerentes podem ficar detidos nos aeroportos de Zurique e Genebra por até 60 dias ao invés dos previamente 20 dias, um período que permite processar os pedidos integralmente e, assim, aliviar um pouco a pressão sobre os centros regionais para asilados.
Antigo centro de detenção
O novo centro de Genebra também servirá para substituir o antigo, regularmente criticado por organizações não-governamentais e o Alto Comitê das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) de ser uma espécie de prisão.
O antigo centro tinha dormitórios sem luz do dia, localizado no porão de um prédio da proteção civil. A comida era de má qualidade e os detentos tinham acesso limitado a ar fresco e a possibilidade de esticar as pernas fora do espaço.
Já o novo centro tem dormitórios separados – 20 camas para homens, 10 para mulheres e também um quarto para menores de idade – com mais espaço e também isolamento acústico, apesar das janelas serem fechadas. Ele também oferece banheiros modernos e uma cozinha com máquinas de lavar.
E de um terraço gradeado é possível observar os aviões decolando, no cenário da cadeia de montanhas do Jura.
Melhora inquestionável
"Penso que as novas instalações são muito boas. Agora eles têm mais autonomia e uma cozinha. Além disso, a luz do dia já faz diferença. Existe mais espaço e está mais bem adaptado à permanência a médio prazo", diz Alexandra van Lanschot, cujo trabalho é cuidar dos solicitantes de asilo no novo centro, administrado pelo Departamento Federal de Migração.
"Comparado com o que eles estavam acostumados, para alguns imigrantes chegando aqui é como se estivessem em um hotel quatro estrelas – três refeições ao dia e chuveiro", completa Chaudet.
Michel Ottet, um funcionário da associação Elisa, cuja principal missão é prestar assistência jurídica aos requerentes de asilo no aeroporto de Genebra, confirma que houve "inquestionável" melhora nas condições materiais.
"Mas esta é uma infraestrutura extremamente cara para apenas dois ou 3% de todos os pedidos de asilo processados na Suíça", retruca. "Os suíços estão tão interessados em enviar as pessoas de volta para suas casas ou a qualquer outro lugar o mais rápido possível, que chegaram até a criar estas instalações."
Os pedidos de asilo na Suíça tiveram um aumento de 40% no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período do ano anterior, como explicam as autoridades migratórias. No total, 8.392 pessoas pediram asilo durante os primeiros seis meses do ano.
A expectativa para 2009 é de 17 mil pedidos. No ano passado foram 16.606 formulários preenchidos, 53% a mais do que no ano anterior.
Menos candidatos no aeroporto
De janeiro a julho deste ano, 64 passageiros chegando ao aeroporto de Genebra fizeram um pedido oficial de asilo, uma redução considerável em comparação com outros anos: 42 (2006), 140 (2007) e 208 (2008).
A queda no número de pedidos em 2009 deve-se a diversos fatores, acredita Rolf Götschmann, coordenado do procedimento de asilo nos aeroportos de Genebra e Zurique.
"Penso que a introdução dos regulamentos de Schengen tem um papel nisso, mas pode ser também a crise econômica. Chegar por via aérea é caro e os traficantes humanos podem ter escolhidos outras rotas. Porém são apenas suspeitas", afirma.
"Antes de Schengen, os transportadores utilizavam a Suíça como porta de entrada para a Europa, já que não tínhamos os mesmos critérios de entrada do que outros países da União Européia. Não éramos, por exemplo, regulamentados pelo visto Schengen. Assim várias redes enviavam os imigrantes para cá, aproveitando-se dessa brecha e depois redirecionavam as pessoas para outros países. Isso não é mais o caso. É muito menos do que antes", confirma o capitão Bertrand Campeol.
Espera ansiosa
Quando solicitantes de asilo chegam, normalmente estão bastante cansados após um longo voo, mas muitos se surpreendem com as condições: "o fato de ter de ficar até sessenta dias aqui", acrescenta van Lanschot.
Mas Götschmann defende as medidas.
"Eu sempre escuto as pessoas dizendo que uma estadia de sessenta dias é cruel, mas na maioria dos casos o procedimento se encerra entre 30 e 35 dias", explica.
Enquanto esperam ansiosamente por uma decisão, seus dias são geralmente estruturados pelos horários das refeições.
"Eles se entediam quando os dias se estendem e não há muito que fazer", lembra van Lanschot. "Nós fazemos o melhor para ocupá-los, mas estamos em um aeroporto e nossas atividades estão consequentemente limitadas. Nós conversamos com eles, propomos jogos, damos cursos de francês ou até cozinhamos com eles.
Outra consequência direta de Schengen é o espaço de trânsito mais reduzido para os solicitantes de asilo circular: algumas lojas e um café próximo ao centro, onde eles podem gastar seus cupons diários de três francos.
A maior parte das pessoas que pedem asilo no aeroporto de Genebra vem do Sri Lanka, Nigéria, Costa do Marfim e Índia.
* nome criado pela redação
Fonte: Simon Bradley (swissinfo.ch) - Fotos: Keystone
Um homem do Estado norte-americano do Colorado, seu pai e um suposto cúmplice foram presos no sábado e acusados de mentir um agentes federais sobre um plano para explodir alvos não determinados nos EUA, obteve o Departamento de Justiça.