
Há alguns dias, em encontro com analistas, o executivo-chefe de Finanças da Boeing, James Bell, afirmou que o impacto desta paralisação será "mais severo do que o registrado na última greve" porque hoje o ritmo de produção da fabricante é 50% maior do que aquele de 2005, última vez que os trabalhadores cruzaram os braços. Naquela ocasião, a greve durou um mês e 21 aeronaves deixaram de ser produzidas.
Um dos principais pontos de discórdia entre a Boeing e os trabalhadores é a intenção da empresa de migrar cada vez mais atividades produtivas para outras localidades, especialmente fora dos EUA, com o fim de reduzir custos. Os metalúrgicos são radicalmente contra e exigem que a empresa garanta a permanência dos postos de trabalho na fábrica próxima de Seattle.
Desde as reuniões mais recentes, há três semanas, nenhum outro encontro entre negociadores da Boeing e dos sindicatos de trabalhadores foi agendado, o que preocupa, principalmente, os clientes da fabricante. Para a Boeing, cada dia de greve amplia o atraso nas entregas e, com isso, cresce a chance de ser obrigada a compensar as empresas aéreas que adquiriram aviões e não devem recebê-los.
Fonte: José Sergio Osse (Valor Online)
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