Destroços do avião da Gol e os pilotos norte-americanos Jan Paladino (esq) e Joe Lapore (dir)A comitiva de deputados participou na semana passada de reuniões em Washington para tratar do acidente e pedir a punição dos pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino. Os parlamentares entregaram um laudo, endossado em outubro do ano passado pelo Ministério Público Federal do Brasil, que aponta a responsabilidade dos norte-americanos pelo acidente.
De acordo com Santos, a decisão formal será anunciada pelo governo norte-americano à Embaixada do Brasil em Washington, que transmitirá o resultado ao Palácio do Itamaraty. Segundo o secretário, espera-se que um novo prazo seja anunciado na próxima segunda-feira (26).
O avião da Gol fazia o voo 1907, vindo de Manaus (AM) com destino a Brasília (DF), quando bateu no jato executivo Legacy, que vinha de São José dos Campos (SP) em direção a Manaus. A ponta da asa esquerda do jato colidiu com o boeing quando ambos estavam na região norte de Mato Grosso, próximo ao município de Peixoto de Azevedo.
Lepore e Paladino respondem a dois processos criminais no Brasil. O primeiro é de maio de 2007 e, além dos pilotos, são réus quatro controladores de voo. Em dezembro de 2008, o juiz federal Murilo Mendes absolveu os norte-americanos de algumas das condutas imputadas, como negligência na adoção de procedimentos de emergência e eventual falha de comunicação com o Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo). O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra a decisão de absolvição. Em janeiro deste ano, o tribunal derrubou a decisão da comarca de Sinop (MT) que havia absolvido os pilotos. Com esta decisão, o processo voltou à Justiça Federal de Sinop.
A segunda denúncia é por atentado contra a segurança do transporte aéreo nacional e foi apresentada em maio do ano passado, com base em dois laudos periciais. Os laudos identificaram a ocorrência de mais duas condutas que também teriam sido causa do acidente com o avião da Gol e não haviam sido identificadas antes: os pilotos omitiram a informação de que o jato não possuía autorização para voar em uma área tida como espaço aéreo especial e não ligaram o sistema anticolisão (TCAS) em nenhum momento do voo.
Fonte: Talita Boros (UOL Notícias) - Fotomontagem: Folha Imagem








O veículo de teste orbital X-37B foi construído pela empresa Boeing na unidade Seal Beach, na Califórnia.






Primeiro avião a jato a ser produzido no Brasil em larga escala, o Xavante operado pelo 1º/4º Grupo de Aviação, em Natal, deve ser desativado no fim do ano. Desenvolvido para treinamento, ataque e reconhecimento, o Xavante foi responsável pela formação de várias gerações de pilotos de caça na FAB.
Em 1970, a EMBRAER obteve os direitos de fabricação do jato italiano. Em setembro de 1971, o primeiro avião realizava o voo inaugural em São José dos Campos. Até 1981, foram produzidos 182 aviões, alguns exportados para Argentina, Paraguai e Togo.

