quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bombeiros do 11/9 continuam com problemas respiratórios

Bombeiros e outros envolvidos nos trabalhos de resgate no World Trade Center depois do atentado de 11 de setembro de 2001 continuavam com sua capacidade pulmonar comprometida sete anos depois do fato, segundo uma pesquisa divulgada na quarta-feira.

Os problemas respiratórios, provocados pela poeira, a fumaça e outras substâncias tóxicas, começaram a aparecer um ano depois do desabamento das torres gêmeas. Em geral, a capacidade pulmonar dessas pessoas havia diminuído como se elas tivessem envelhecido 12 anos.

Os médicos esperavam que a capacidade pulmonar dos pacientes iria se recuperar, como é habitual em casos de exposição à fumaça. Mas, ao longo dos seis anos seguintes, os pulmões desses funcionários dos serviços novaiorquinos de emergência continuaram piorando, disse por telefone David Prezant, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que comandou o estudo.

Bombeiros que nunca fumaram haviam perdido cerca de 25 mililitros de volume pulmonar anualmente (a medição é feita pela quantidade de ar que uma pessoa sopra em um segundo). Entre os paramédicos, a perda foi de 40 mililitros por ano, segundo artigo de Prezant e seus colegas na revista New England Journal of Medicine.

Isso é comparável ao declínio visto no envelhecimento de não-fumantes, disse o pesquisador. Mas, por causa do forte impacto inicial sofrido por essas pessoas na sua capacidade pulmonar, o declínio contínuo significa que muitos agora sofrem de problemas respiratórios.

Nova York realiza desde 1997 testes sobre a capacidade pulmonar de profissionais envolvidos em atividades de resgate. Antes do 11 de Setembro, pouquíssimos bombeiros apresentavam resultados abaixo do normal para suas idades. Anos depois, 13 por cento tinham uma deficiência respiratória.

Entre os prestadores de atendimento médico de emergência, 11 por cento tinham resultados inferiores ao normal antes do atentado; sete anos depois, o número subira para 23 por cento.

"Isso é diferente de um incêndio comum, já que incluía não só os subprodutos da combustão vistos em um incêndio doméstico normal, mas também subprodutos da combustão de milhares e milhares de galões (litros) de combustível de aviação dos dois aviões que colidiram, e a natureza incrivelmente densa da exposição ao material particulado que você não vê em um incêndio", disse Prezant.

O estudo também comparou equipes de resgate que estiveram no local no próprio dia 11 de setembro, e aqueles que só foram para lá um ou mais dias depois. A conclusão foi de que os primeiros a chegarem sofreram mais.

O impacto dos dois aviões sequestrados contra os edifícios matou 2.751 pessoas, sendo 343 bombeiros.

Fonte: Gene Emery (Reuters) via Estadão - Foto: Reuters/Stringer

Mãe do "menino do balão" começa a prestar serviços à comunidade

Mayumi Heene, a mãe de Falcon Heene, 6, que ficou conhecido como o "menino do balão", começou nesta quarta-feira a cumprir sua pena prestando serviços comunitários.

Na foto ao lado, Richard e Mayumi Heene, os pais do "menino do balão"

Ela e o marido, Richard Heene, foram condenados por ter orquestrado uma farsa para que se acreditasse que Falcon estaria em um balão à deriva que sobrevoava o Colorado (EUA).

Mayumi deve prestar dez semanas de serviços comunitários. Seu marido completou a sentença de 90 dias de prisão no último domingo (4). Ambos declararam-se culpados.

O casal obteve permissão para cumprir as sentenças separadamente para que pudessem cuidar de seus três filhos.

A atenção mundial se voltou para os Hennes no dia 15 de outubro, quando foi divulgada a suspeita que Falcon estivesse a 2.000 metros de altura em um balão caseiro que o pai mantinha nos fundos de casa. O balão foi perseguido ao longo de cem quilômetros no Colorado, sendo acompanhado ao vivo por inúmeras emissoras de TV.

Cerca de cinco horas depois, Falcon apareceu são e salvo no sótão da garagem de sua casa, onde, segundo a família, esteve o tempo todo. Segundo a versão da família, ele tinha desaparecido depois de levar uma bronca de seu pai. Quando soltaram o balão, o filho mais velho, Bradford, afirmou que o menino estava lá dentro.

As buscas pelo menino mobilizaram os serviços de emergência e as autoridades de aviação, chegando a interromper as operações no aeroporto de Denver.

As primeiras suspeitas de farsa surgiram depois que, durante uma entrevista da família Heene a um canal de TV, Falcon foi questionado por seu pai por que não respondia quando era chamado e afirmou: "Você disse que fizemos isso para um programa".

De acordo com o xerife, os três filhos do casal sabiam da armação, mas não foram indiciados por causa da idade. O filho mais velho tem dez anos.

Fonte: Folha Online - Fotos (na sequência): Ed Andrieski (AP) / Reuters

Transportadora aérea angolana Taag pretende adquirir mais aparelhos

A transportadora aérea angolana Taag pretende adquirir dois aviões a fim de cobrir as rotas europeias, na sequência da recente autorização para o reinício dos voos para o espaço aéreo da União Europeia, informou o jornal angolano O País.

O jornal adianta que uma forma rápida e barata de o governo de Angola resolver o problema seria entregar à companhia de bandeira os modernos Boeing 777 detidos pela Sonair, a transportadora aérea da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

“Esta seria a forma mais rápida e eficaz de resolver o problema da falta de aviões sem que o Estado fosse submetido a mais gastos nesta época em que o mercado da aviação civil ainda está a buscar caminhos para sair da crise", afirmou uma fonte citada pelo periódico.

Na passada terça-feira, a Comissão Europeia anunciou ter autorizado a Taag a retomar os voos para todos os destinos da União Europeia «sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas".

O único destino europeu autorizado até à data era Lisboa, igualmente "apenas com certos aparelhos e segundo condições muito estritas".

Fonte: macauhub

Aeroporto do Rio Grande (RS) recebe investimentos em segurança e infraestrutura

Acompanhando o crescimento econômico da cidade com o desenvolvimento do Polo Naval, o aeroporto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, passa por obras para melhorar sua estrutura. Além da finalização do muro que protege a área, fazem parte dos investimentos a implantação da sinalização vertical luminosa e a construção de uma seção contra incêndio.

De acordo com o diretor do Departamento Aeroportuário da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) do Estado, Fernando Coronel, a construção do muro no entorno da área do aeroporto busca mais segurança para o local. Segundo ele, até o final deste mês a obra deve ser finalizada. Com um investimento de R$ 1,7 milhão, a construção deve cercar os 130 hectares de área do aeroporto. Para concluir a obra, faltam ser construídos cerca de 100m de muro.

Conforme o administrador operacional do aeroporto, Élbio Jardim, antes do investimento a situação era problemática. “Ocorriam vandalismo, roubos e a entrada de animais. A mudança foi muito positiva. Quando comecei a trabalhar aqui em 1995, as pessoas colocavam seus animais, como cavalos, dentro da área do aeroporto”, contou.

Outro investimento para o aeroporto com o intuito de garantir maior segurança na descida e decolagem nos voos é a implantação da sinalização vertical luminosa.

Segundo Fernando Coronel, o investimento é de R$ 250 mil. No ano passado, o aeroporto recebeu balizamento noturno, biruta iluminada e farol de aeródromo para permitir operações noturnas na pista que tem 1.500m e é classificada como PCN-11, numeração que representa a resistência do piso com o impacto da aeronave.

Bombeiros

Conforme o diretor do Departamento Aeroportuário da Seinfra, será aberta nos próximos dias pela terceira vez a licitação para a construção da seção contra incêndio no aeroporto. No momento, está sendo revisto o termo de referência para a abertura de um novo processo licitatório. “É importante ter para a segurança que os bombeiros estejam atuando dentro do aeroporto”, enfatizou Coronel. A presença dos bombeiros atende uma exigência da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Atualmente, segundo Jardim, os bombeiros estão presentes no aeroporto apenas na hora das aproximações e decolagens.

Novos voos

Rio Grande deverá ter voos para São Paulo e Rio de Janeiro. De acordo com o diretor da companhia, Jeffrey Kerr, a Anac realizou a distribuição de novos horários. A NHT recebeu 28 slots (horários) em Congonhas, SP. Kerr destacou que a implantação das linhas está em fase de estudo para definir o tipo de avião a ser utilizado.

Segundo ele, inicialmente a empresa realizará os voos ao aeroporto de Congonhas a partir de Curitiba, Navegantes e Campinas. A meta da companhia é iniciar os voos da região sul com destino a São Paulo e Rio de Janeiro no segundo semestre deste ano.

Para isso, conforme ele, será realizado o incremento da frota com a criação de uma malha nova na região sul do Estado. Rio Grande deve ser contemplado com uma nova aeronave com capacidade de 50 a 70 poltronas. O interesse em investir na malha aérea deve-se ao crescimento da cidade com o Polo Naval. “É um mercado em evolução, em pleno crescimento”, destacou Kerr.

Conforme o representante local da empresa, Mauro Cunha, no período de construção da P-53 o movimento diário no aeroporto era grande. “Depois da entrega da plataforma, o serviço ficou ocioso. A partir de agora, está melhorando de novo. A previsão é de que em julho o movimento esteja intenso novamente”, salientou. Atualmente são realizados três voos diários para Porto Alegre e um para Pelotas. No mês passado, o aeroporto recebeu 510 passageiros.

Fonte: Lorena Garibaldi (jornalagora.com.br) - Foto: Christian Zangrando/JA

Definida pavimentação do Aeroporto de Juara (MT)

Um convênio firmado entre o Ministério da Defesa, por meio do Sexto Comando Aéreo Regional da Aeronáutica e o Governo do Estado, permitirá a pavimentação do aeroporto de Juara, situado na região norte do estado de Mato Grosso.

Serão aplicados R$ 2,4 milhões sendo R$ 2 milhões virão do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa). O Estado aplicará como contrapartida um recurso na ordem de R$ 368 mil.

O processo licitatório está concluído e a empreiteira que apresentou a melhor proposta também está definida. O governo não informou prazo de início e término da obra. A pista é de terra e usada frequentemente por empresários e produtores.

Fonte: Só Notícias - Foto: capitaldogadojuara.blogspot.com

Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

Atraso espacial

O Brasil acumula um atraso de meio século na propulsão de foguetes espaciais em relação aos norte-americanos e russos. Para tentar dar um impulso no setor, há cerca de 15 anos o país iniciou um programa de pesquisa em propulsão líquida e que tem como base o etanol nacional.

O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente. Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico.

Combustível verde

O desafio da busca por um combustível "verde" e nacional também conta com o apoio de um grupo particular de pesquisadores, formado em parte por engenheiros que cursam ou cursaram o mestrado profissional em engenharia aeroespacial do IAE - realizado em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e com o Instituto de Aviação de Moscou.

Liderado pelo engenheiro José Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP), o grupo se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que utilizem propelentes líquidos e testar tais combustíveis.

"Os propelentes líquidos usados atualmente no Brasil estão restritos à aplicação no controle de altitude de satélites e à injeção orbital. Eles têm como base a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, caros e tóxicos", disse Miraglia.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também anunciou, há poucos dias, um projeto para desenvolver um combustível verde para satélites e foguetes, que já está em testes.

Foguete a etanol

Na primeira fase do projeto, o grupo, em parceria com a empresa Guatifer, testou motores e foguetes de propulsão líquida com impulso de 10 newtons (N), com o objetivo de avaliar propelentes líquidos pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio combinado com etanol ou querosene.

"Os testes mostraram que o projeto é viável tecnicamente. Os propulsores movidos com uma mistura de peróxido de hidrogênio e etanol, ambos produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o melhor rendimento", disse.

Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas vantagens em relação à hidrazina ou ao tetróxido de nitrogênio, usados atualmente. "Ela é muito versátil, podendo ser utilizada como monopropelente e como oxidante em sistemas bipropelentes e pré-misturados. O peróxido de hidrogênio misturado com etanol apresenta densidade maior do que a maioria dos propelentes líquidos, necessitando de menor volume de reservatório e, consequentemente, de menor massa de satélite ou do veículo lançador, além de ser compatível com materiais como alumínio e aço inox", explicou.

Foguete de sondagem

Na segunda fase do projeto, o grupo pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100 N e 1000 N. "Nossa intenção é construir um foguete suborbital de sondagem que atinja os 100 quilômetros de altitude e sirva para demonstrar a tecnologia", disse.

A empresa também está em negociações para uma eventual parceria com o IAE no projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), cujo objetivo é enviar ao espaço um satélite para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.

"Nosso motor seria utilizado na operação de reentrada para desacelerar a cápsula quando ela ingressar na atmosfera. Atualmente, não existe no Brasil foguete de sondagem a propelente líquido. Todos utilizam propelentes sólidos", disse.

Kits educativos de foguetes

O grupo também pretende produzir motores para foguetes de sondagem que tenham baixo custo. "Eles seriam importantes para as universidades, com aplicações em estudos em microgravidade e pesquisas atmosféricas, por exemplo", disse Miraglia.

Em trabalhos de biotecnologia em microgravidade, por exemplo, pesquisas com enzimas são fundamentais para elucidar processos ligados a reações, fenômenos de transporte de massa e calor e estabilidade das enzimas. Tais processos são muito utilizados nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química fina, entre outras.

"Queremos atingir alguns nichos, ou seja, desenvolver um foguete movido a propelente líquido que se possa ajustar à altitude e ser reutilizável. Esse é outro ponto importante, porque normalmente um foguete, depois de lançado, é descartado", disse.

O grupo já construiu um motor de 250 N, que será utilizado em testes. Como forma de difundir e reunir recursos para o projeto, a empresa comercializa kits de minifoguetes e material técnico. "São direcionados principalmente para estudantes", disse Miraglia.

No site www.foguete.org, a empresa oferece também apostilas técnicas e livros digitais sobre foguetes com informações sobre astronáutica, exploração espacial e aerodinâmica.

Fonte: Alex Sander Alcântara - Agência Fapesp via Site Inovação Tecnológica - Imagem: Edge of Space

Indra desenvolve helicóptero para uso naval

A Indra, com o apoio do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo e com o acompanhamento do Ministério da Defesa (Espanha), lançou um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de um Sistema de Aeronaves não Tripuladas (UAS) de asas rotativas e aplicação dupla, para uso tanto em âmbito civil como de defesa.

O sistema estará disponível para comercialização em 2012 e será um dos primeiros do mundo a responder às necessidades das operações navais de qualquer armada. Denominado Sistema Pelicano, estará preparado para operar 24 horas por dia durante períodos prolongados de até um mês, seu desenho foi pensado inicialmente para desempenhar missões de vigilância, controle de tráfego marítimo, controle de fronteiras e apoio operacional à resgates.

Contudo, nos países em que a legislação permite o compartilhamento do espaço aéreo entre aeronaves tripuladas ou não, o Sistema Pelicano poderá desempenhar outras funções, como por exemplo, oferecer apoio em situações de emergencia ou vigiar infraestruturas, entre outras tarefas.

Fonte: O Debate - Foto: tecnodefesa.com.br

Governo do Estado da Paraíba se prepara para adquirir helicóptero para a polícia

Quatro servidores do Estado foram designados, através de portaria, para constituírem uma Comissão Especial de Licitação para a aquisição de uma aeronave (helicóptero) que servirá a área de segurança do Estado.

A Comissão Especial de Licitação será integrada por Maria de Fátima Barbosa da Silveira (assessor de Controle Interno da Secretaria da Administração), José Haroldo Barbosa Pereira (auditor de Contas Públicas), Francisco Luciano Alexandre de Albuquerque (procurador do Estado), Ailton José Santos da Silva (agente de Investigação) e Rômulo Araújo Carvalho (presidente do Aeroclube da Paraíba).

O ato assinado pelo governador José Maranhão foi publicado na edição desta quarta-feira (7), do Diário Oficial do Estado. A Comissão Especial de Licitação, sob a presidência de Fátima Barbosa, terá um prazo de 120 dias para publicar o resultado. O helicóptero a ser adquirido pelo Governo do Estado terá como finalidade o patrulhamento e às necessidades de segurança pública. A aquisição da aeronave faz parte de convênio firmado entre o Governo do Estado e a Secretaria Nacional de Segurança Pública firmada em 2008.

Fonte: Mafalda Moura (Paraiba.com.br)

Caixa vai financiar pacotes turísticos da TAM

Compras poderão ser parceladas em até 24 meses.

Acordo faz parte do crediário Caixa Fácil.


Conforme noticiado neste Blog em 01 de abril, na disputa pela nova classe C, a TAM firmou acordo com a Caixa Econômica Federal nesta quarta-feira (7) para financiar pacotes turísticos da agência de viagens da companhia aérea. Pelo acordo, a compra poderá ser parcelada em até 24 meses, com a primeira parcela em até 63 dias após a contratação.

Segundo comunicado das empresas, os clientes poderão financiar viagens pelo crediário da Caixa a partir da segunda quinzena de abril.

O acordo faz parte do crediário Caixa Fácil, anunciado pelo banco estatal em abril do ano passado. Pelo crediário, é possível financiar pacotes de até R$ 10 mil. O pagamento pode ser feito via boleto bancário ou débito em conta corrente e o cliente não precisará ser correntista do banco.

No final do ano passado, a empresa aérea já havia anunciado acordo com o Itaú-Unibanco para financiar passagens aéreas em até 48 meses.

Fonte: G1

Câmara: Comissão da Amazônia aprova adicional para subsidiar linhas aéreas regionais

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 5994/09, do deputado Marcelo Teixeira (PR-CE), que cria uma tarifa de 0,5% sobre o preço das passagens aéreas para subsidiar as linhas regionais “suplementadas” (que interligam dois lugares das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, desde que um deles apresente baixo ou médio potencial de tráfego). De acordo com o projeto, o adicional tarifário será recolhido pelas empresas aéreas.

O projeto remete para a regulamentação da lei o estabelecimento das condições de fiscalização da arrecadação e da aplicação dos recursos provenientes do adicional tarifário, bem como as penalidades cabíveis em caso de descumprimento do disposto na proposição.

“Não temos dúvidas que a interligação das comunidades de pequeno e médio porte à malha aeroviária nacional é imprescindível para a integração e o desenvolvimento do País, uma vez que viabiliza as atividades turísticas, os negócios e o lazer”, disse o relator do projeto, deputado Silas Câmara (PSDB-MG).

O autor explica que, até os anos 90, havia um adicional de 3% sobre os preços das passagens aéreas, que era destinado ao apoio às linhas regionais. Com a mudança no critério de distribuição de linhas e o questionamento judicial da cobrança, ele deixou de ser cobrado e acabou o apoio às linhas regionais. O resultado, afirmou o deputado, foi a diminuição do número de linhas.

Marcelo Teixeira argumenta também que o adicional não representa um grande ônus sobre as passagens aéreas. O deputado explicou que não houve uma condenação judicial à cobrança do adicional tarifário em razão de incompatibilidade do mecanismo com a Constituição e que o único problema era por não ter sido criado por lei.

Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, ainda será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-5994/2009

Fonte: Agência Câmara

Pilotos da TAP travaram greve em troca de quatro milhões de euros

Acordo pôs termos à ameaça de paralisação

A desconvocação da greve dos pilotos só foi conseguida com a assinatura de um acordo, que, além de aumentos salariais de 1,8 por cento, prevê a entrega de quatro milhões de euros aos trabalhadores em prémios de produtividade. Mas o Governo ainda não deu autorização para se proceder aos pagamentos.

A revisão salarial e os prémios de produtividade foram as duas grandes razões por detrás do conflito entre os pilotos e a transportadora aérea, detida a 100 por cento pelo Estado. Além de aumentos, os trabalhadores reclamavam uma compensação pelas poupanças obtidas com as mudanças no clausulado do Acordo de Empresa, que tiveram influência sobre as suas rotinas de trabalho.

Apesar de estar acordada uma repartição equitativa dos ganhos, havia divergências quanto ao valor a pagar. A TAP falava em poupanças de cinco milhões de euros, enquanto os cálculos do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) apontavam para 21 milhões de euros. A 48 horas do início da greve de seis dias, agendada para o final de Março, que traria prejuízos de 30 milhões de euros à companhia de aviação nacional, as partes chegaram a acordo quanto a esse valor.

Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada amanhã, Fernando Pinto, presidente executivo da TAP, avançou que o montante a dividir é de oito milhões de euros, o que significa que, além de um aumento de 1,8 por cento, os 800 pilotos que trabalham para a transportadora aérea vão ganhar mais quatro milhões de euros em prémios este ano.

Este acordo é apenas preliminar, estando ainda sujeito a aprovação dos trabalhadores, em assembleia-geral a convocar pelo SPAC, e do Governo, que ainda não deu resposta a uma carta enviada pela empresa dando conta desta decisão. Não há, por isso, certezas de que o conflito com os pilotos está completamente resolvido. “Chegámos a um acordo e a razão da greve acabou. Pode haver novos desenvolvimentos por outras razões, mas tenho a expectativa de que isso não aconteça”, afirmou Fernando Pinto.

Fonte: Público (Portugal) - Foto: Fernando Veludo/Arquivo

Após vazamento de vídeo, EUA podem retomar investigação de morte de civis no Iraque

Imagens contestariam versão militar sobre morte de 11 iraquianos.

Funcionários da agência Reuters estavam entre as vítimas.

Os militares dos EUA estão analisando um vídeo, divulgado nesta semana na Internet, que mostra um ataque de helicópteros Apache que deixou 12 mortos em 2007 em Bagdá, entre eles dois funcionários da agência Reuters, e podem reabrir uma investigação sobre o incidente, disseram fontes militares nesta quarta-feira (7).

Clique para assistir ao vídeo (em inglês)

A análise preliminar do vídeo secreto está sendo feita por advogados do Comando Central dos EUA, responsável pela guerra do Iraque, Há suspeitas de violação às regras de envolvimento em combate. A nova investigação poderia ficar a cargo do Comando Central ou do próprio Exército.

O vídeo, reproduzindo a mira da metralhadora de um helicóptero em ação no dia 12 de julho de 2007, foi amplamente visto no mundo todo desde que foi colocado na Internet, na segunda-feira, pelo grupo WikiLeaks, especializado em divulgar casos de corrupção governamental e empresarial.

Reprodução de matéria da WikiLeaks que mostra o vídeo com a morte de iraquianos

O áudio que acompanha o vídeo reproduz a conversa entre os tripulantes do helicóptero. Julian Assange, porta-voz do WikiLeaks, disse que os militares falavam "como se estivessem jogando um jogo de computador e seu desejo fosse obter placares altos" com a morte de oponentes.

A gravação mostra uma vista aérea de um grupo de homens andando em uma praça de Bagdá. Os tripulantes comentam que alguns deles estão armados.

De acordo com o WikiLeaks, esses "homens armados" na verdade eram o fotógrafo da Reuters Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e seu assistente e motorista, Saeed Chmagh, de 40. As armas na realidade eram câmeras. Os dois morreram.

David Schlesinger, editor-chefe da Reuters, defendeu na quarta-feira que a investigação seja reaberta. "A Reuters desde o começo pediu transparência e um inquérito objetivo para que todos possam aprender lições com esta tragédia", afirmou.

De acordo com os militares, a investigação feita logo após o incidente mostrou que as forças dos EUA não estavam cientes da presença dos funcionários da agência de notícias. Achavam estar atacando insurgentes, e confundiram uma câmera com um lançador de granadas.

O WikiLeaks disse que obteve o vídeo criptografado de um delator militar, e então conseguiu violar a codificação e investigar o caso.

O major John Redfield, porta-voz do Comando Central, disse na quarta-feira que nem o Comando Central, com sede na Flórida, nem as forças dos EUA no Iraque "têm uma cópia desse vídeo". Mas acrescentou: "Não estamos contestando sua autenticidade."

A Anistia Internacional defendeu na quarta-feira uma investigação independente, profunda e imparcial do caso.

"Este vídeo altamente perturbador parece mostrar que após o ataque inicial as tropas dos EUA abriram fogo contra pessoas que buscavam assistir um ferido, machucando duas crianças e matando várias outras pessoas", afirmou em nota Malcolm Smart, diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da entidade.

No dia seguinte ao ataque, o Exército americano explicava a morte dos funcionários da agência como parte de um confronto entre suas tropas e insurgentes.

A agência "Reuters" exigiu na época, sem sucesso, uma investigação das circunstâncias e a obtenção do material audiovisual apelando para a Lei de Liberdade de Imprensa.

Como resposta, o Exército americano concluiu que as ações dos soldados durante o fato estavam de acordo com a lei em conflitos armados e com a normativa americana sobre quando, onde e como a força deve ser usada.

Clique aqui e veja infográfico do G1 com a cronologia da invasão do Iraque.

Fonte: G1 (com agências internacionais) - Imagem: Reprodução

Viva Macau fecha escritórios após ficar sem aviões

A Viva Macau encerrou hoje os escritórios na região após a empresa de leasing ter recuperado os dois aviões com que a low cost voava até final de março, quando o Governo cancelou a sua licença de operador.

A companhia justifica em comunicado a opção como uma consequência da perda da licença para voar, que considera um “acontecimento sem precedentes na aviação internacional” e diz estar à procura de aconselhamento legal, ponderando vir a processar o Executivo da região.

O porta-voz do Executivo, Alexis Tam, disse hoje em conferência de imprensa que o Governo “está a prestar atenção a esta situação”, mas sublinha que não tem conhecimento sobre se a medida tem implícita uma declaração de falência, garantindo, porém, que está já a ser prestado apoio aos trabalhadores da low cost que ficaram desempregados.

A Viva Macau encerrou os escritórios após a recuperação dos dois aviões com que operava pela empresa de leasing, que já tinha solicitado às autoridades do território o cancelamento dos registos das aeronaves por falta de pagamento das prestações de leasing e pelo incumprimento de cláusulas contratuais.

O presidente da Autoridade de Aviação Civil de Macau, Simon Chan, explicou hoje aos jornalistas que a Viva Macau, enquanto subconcessionária da Air Macau, “tinha de apresentar periodicamente as suas contas, que revelavam prejuízos ao longo do tempo, mas mesmo assim a companhia ia conseguindo sustentar-se, o que deixou de acontecer em finais de março”.

A Viva Macau cancelou 33 voos no final de março, deixando em terra 4700 passageiros, segundo os dados da própria companhia, e após três dias de sucessivos cancelamentos, o Governo solicitou à Air Macau que pusesse termo ao contrato de subconcessão daquela low cost, a quem foi consequentemente retirado o certificado de prestador de serviços aéreos.

“Além de não cumprir as suas responsabilidades comerciais, prejudicou várias vezes o interesse público e a imagem de Macau, não dando alternativa ao Governo”, defendeu Simon Chan ao reiterar que o cancelamento da subconcessão da Viva Macau foi realizado “de acordo com a lei”.

O contrato de subconcessão com a Air Macau está agora à disposição de outros investidores interessados, disse o responsável ao salientar que até ao momento não foram apresentadas quaisquer propostas.

O Executivo de Macau desativou hoje o Gabinete de Gestão de Crises, que apoiou 823 passageiros da Viva Macau - 460 estrangeiros e 363 residentes de Macau - com a aquisição de passagens aéreas, alojamento e alimentação, que custaram ao erário público cerca de três milhões de patacas (280 mil euros), disse o diretor dos Serviços de Turismo, Costa Antunes.

Além da dívida ao Governo de 200 milhões de patacas (18,7 milhões de euros), a Viva Macau enfrenta ainda uma dívida de 16 milhões de patacas (1,45 milhões de euros) à Air Macau e outra de 15 milhões de patacas (1,36 milhões de euros) ao fornecedor de combustível.

Fonte: Agência Lusa

Webjet Linhas Aéreas inaugura loja no Aeroporto de Congonhas

A Webjet Linhas Aéreas iniciou, nesta segunda-feira, dia 5 de abril, a venda de passagens e o atendimento aos clientes no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A nova loja está instalada no saguão principal do aeroporto paulistano, e conta com quatro posições de atendimento, sendo uma para clientes portadores de necessidades especiais.

Para marcar a sua presença no terminal mais importante do país, a empresa desenvolveu um projeto especial para a loja. No novo espaço, a cor verde tem presença marcante em quase todos os elementos da identidade visual, em que a companhia privilegia sua marca e seu ícone de forma generosa nos painéis laterais e de fundo.

Mais informações sobre os novos voos, horários e tarifas podem ser obtidas pelo telefone 0300 21 01234 ou pelo site webjet.com.br.

Fonte: Portal da Propaganda - Imagem: Divulgação/Webjet

Swiss tem tarifas reduzidas na classe executiva até o fim de abril

Até o fim de abril vai ser possível comprar passagens aéreas com a Swiss para a Europa na Classe Executiva por US$ 2.999. Os destinos atendidos com esta promoção são Tel Aviv e mais 12 cidades européias, Amsterdã, Barcelona, Basel, Genebra, Londres, Lugano, Madri, Milão, Paris, Roma, Veneza e Zurique.

Os bilhetes precisam ser emitidos até 30 de abril, mas a viagem pode ser marcada para o período que vai até 31 de maio. O valor pode ser parcelado em cinco vezes sem juros e os passageiros acumulam milhas em dobro por viajar na Classe Executiva. O tempo de permanência mínima é de cinco dias e máxima de um mês.

A outra novidade é que neste período o menu será preparado pelo chef Johan Breedijk, chef de cozinha da Art Deco Hotel Montana.

Informações: www.swiss.com/brasil.

Fonte: Mercado & Eventos

Mais de 100 companhias aéreas africanas proibidas de voar na Europa

A União Europeia tem em sua lista negra mais de 100 companhias aéreas africanas proibidas ou com restrições em voar na Europa por motivos de segurança, o que provocou protestos das companhias aéreas do continente africano.

Ontem (terça-feira), a UE publicou uma lista de companhias aéreas de 17 países que estão proibidas de sobrevoar o espaço aéreo europeu devido a preocupações com a segurança.

Além de a UE ter proibido completamente algumas companhias aéreas, outras estão sob restrição devido as suas precárias condições operacionais, afetando um total de 111 companhias de 13 países africanos.

Afetadas pela proibição são as companhias aéreas de Angola, Ruanda, Benin, República Democrática do Congo, Djibuti, Guiné Equatorial, Gabão, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Sudão, Suazilândia e Zâmbia.

No entanto, segundo a UE, tanto as companhias aéreas proibidas, assim como as restritas, poderiam ser autorizadas a operar totalmente na região, desde que usando aviões alugados de uma transportadora aérea que não foi excluída e que cumpra as normas de segurança pertinentes.

A Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA), disse que a ação só conseguiu minar a confiança internacional na indústria aérea africana.

"Os beneficiários finais da proibição são as companhias aéreas europeias que dominam o céu africano, para a desvantagem dos operadores africanos", disse o secretário-geral da AFRAA, Nick Fadugba.

Segundo o Fadugba, uma lista que proíbe as companhias aéreas de voar a partir de determinadas regiões só deveria ser publicada pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), o órgão regulador global da segurança da aviação, "que tem um conhecido histórico de imparcialidade".

"Segurança aérea é prioridade para a AFRAA e nós somos os primeiros a admitir que a África precisa de melhorar a segurança aérea", acrescentou.

Mas, no aviso legal que continha a lista negra da União Europeia, havia a informação aos países que se sentiam lesados pela Comissão Europeia, que iniciassem os procedimentos para a sua remoção da lista.

De acordo com a AFRAA, a lista da UE inclui muitas companhias aéreas regulares africanas que têm reputação, registro e adesão às normas de segurança da ICAO, sendo comparáveis às melhores companhias aéreas em todo o mundo.

Em comunicado, a AFRAA alegou que a maioria das companhias aéreas da África que constam da lista nunca operaram voos regulares para a Europa, nem pretendem fazê-lo e não dispõem de aviões com disponíveis para voar para qualquer país da União Européia.

"A lista inclui muitas companhias aéreas que só existem no papel e não são operacionais."

Mas, no aviso legal, a UE disse que tinha feito todos os esforços para verificar a identidade exata de todas as companhias aéreas incluídas na lista.

A lista também mostra os códigos da carta de aviãção atribuídos exclusivamente a cada companhia aérea pela ICAO e o número de licença de exploração dos serviços.

"No entanto, a verificação absoluta não foi possível em todos os casos devido a uma falta total de informações de algumas companhias aéreas que poderiam estar operando a margem do regime de aviação internacional reconhecido", diz o aviso.

Fontes: Paul Juma (Daily Nation) - Tradução: Jorge Tadeu

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Clique aqui e veja a lista das empresa proibidas de voar na Europa. (em .pdf)

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SATA aumenta passageiros em 7,9% nos primeiros três meses do ano

A transportadora aérea açoriana SATA registou um crescimento de 7,9 por cento nos passageiros transportados durante o primeiro trimestre deste ano, com mais 19.570 passageiros que nos primeiros três meses de 2009.

A SATA anunciou também que registou um aumento de oito por cento nos voos realizados entre janeiro e março, com mais 350 ligações efetuadas do que em igual período do ano passado.

Na SATA Internacional, que assegura as ligações aéreas para o exterior do arquipélago, foram realizados mais 119 voos, o que representa um crescimento de 9,3 por cento, e transportados mais 17.334 passageiros, num aumento de 11,9 por cento relativamente aos primeiros três meses de 2009.

Relativamente à SATA Air Açores, que liga as ilhas do arquipélago, foi registado um crescimento de 7,5 por cento nos voos realizados e de 2,2 por cento nos passageiros transportados durante o primeiro trimestre deste ano.

Fonte: Ag. Lusa/Destak (Portugal)

Passaredo estuda ampliação da malha aérea em Ji-Paraná (RO)

Depois de nove meses operando na cidade de Ji-Paraná, a Passaredo Linhas Aéreas firma ainda mais o seu compromisso com a cidade. Segundo o Presidente da empresa Comandante Felício, a equipe de planejamento da companhia já está realizando estudos de viabilidade para ampliação da malha aérea na cidade. "A localização estratégica da cidade no norte do país faz com que a Passaredo estude a viabilidade de novos voos partindo de Ji-Paraná".

Hoje a empresa liga Ji Paraná a sete municípios brasileiros: Cuiabá, Curitiba, Goiânia, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto, São Paulo e Uberlândia.

Quanto aos boatos de que a Passaredo suspenderia suas operações na cidade de Ji Paraná a empresa afirma que isso é impossível. "Escolhemos Ji-Paraná para nossas operações pelo potencial da cidade e não vamos deixar de operar aqui, muito pelo contrário, e como prova disso já solicitamos a Anac aumento de freqüência dos nossos voos na cidade."

Fonte: Mercado & Eventos

Guarulhos precisa melhorar conforto ao passageiro

Qualidade do atendimento é comprometida porque demanda cresce mais do que infraestrutura pode absorver; Infraero prevê reformas

O aeroporto de Guarulhos é reconhecido pelos passageiros como o melhor do Brasil, mas perde em qualidade de atendimento para aeroportos no exterior, segundo avaliações de passageiros reunidas pela consultoria Skytrax. A Infraero reconhece as falhas nos serviços e afirma que tem investimentos programados para melhorar o atendimento. “Para alcançar o padrão de qualidade internacional, é preciso aumentar o índice de conforto aos usuários”, diz Lucínio Baptista da Silva, superintendente da Infraero no aeroporto de Guarulhos.

As discrepâncias entre o atendimento aeroportuário no Brasil e no exterior ficarão mais evidentes a partir de 2014, quando será realizada a Copa do Mundo no País. Os 16 aeroportos das cidades-sede da Copa devem receber um volume extra de 2 milhões a 2,5 milhões de passageiros durante o campeonato. Em Guarulhos, a previsão do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) é que o movimento atinja 27 milhões de pessoas em 2014.

Mais do que adequar o aeroporto para receber a Copa, as obras programadas pela Infraero em Guarulhos visam ampliar a capacidade do aeroporto para atender a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil. Os problemas enfrentados pelo aeroporto, como filas e tempo de espera elevado para embarque e desembarque, se devem a um crescimento da demanda maior do que a infraestrutura pode atender dentro de um padrão de conforto, diz Silva.

Investimentos

O aumento da capacidade de Guarulhos depende da construção de um novo terminal de passageiros e do aumento do pátio de aeronaves. Hoje, há concentração excessiva de pessoas nos dois terminais existentes e, mesmo com as pistas livres, muitos aviões não podem pousar porque não há espaço no pátio de aeronaves. “Guarulhos precisa de um terceiro terminal para descongestionar os dois já existentes”, afirma o consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio.

A principal obra prevista em Guarulhos nos próximos cinco anos é exatamente a construção de um terceiro terminal de passageiros. Com custo estimado de R$ 1,6 bilhão, o projeto adicionará ao aeroporto uma estrutura para atender mais 12 milhões de pessoas por ano. A previsão da Infraero é que o terminal comece a operar em 2014, mas depois da Copa do Mundo.

Até lá, a Infraero planeja reformas menores no aeroporto de Guarulhos. Neste ano, serão investidos R$ 7 milhões em ações como aumentar o número de postos de atendimento da Polícia Federal. Hoje, há 14 balcões de atendimento para embarque e 38 para desembarque. A meta da Infraero é ampliar neste ano para 20 e 68, respectivamente. A estimativa do superintendente do aeroporto é que a iniciativa reduza pela metade o tempo de espera nas filas de imigração.

Além de aumentar o número de balcões de atendimento, Guarulhos precisa investir em tecnologias de ponta que permitam acelerar os processos, afirma Respício do Espírito Santo, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O Brasil precisa modernizar seus aeroportos e usar as tecnologias de ponta disponíveis, como sistemas de biometria e leitores óticos de passaporte”, afirma Espírito Santo. Outra sugestão dele para Guarulhos é a implantação de softwares de gerenciamento de fluxo de bagagem, que facilitariam a busca das malas.

A Infraero também estuda a realização de um convênio com o Exército para a ampliação do pátio de aeronaves. A obra já foi iniciada, mas o Tribunal de Contas da União determinou sua paralisação por suspeita de superfaturamento dos custos. Para o brigadeiro Mauro Gandra, presidente da Associação Nacional das Empresas Concessionárias dos Aeroportos Brasileiros (Ancab), a ampliação pode diminuir os atrasos de voos e aumentar o fluxo de pousos e decolagens. “Muitos aviões ficam rodando no ar porque não podem pousar em Guarulhos, por falta espaço no pátio”, afirma. Além da ampliação, outra possibilidade de aumentar a capacidade do pátio é uma mudança na gestão do pátio, com novos rearranjos para as aeronaves, diz o professor Espírito Santo.

Para a Ancab, também é necessário melhorar a disposição dos estabelecimentos comerciais no aeroporto. “Os passageiros permanecem entre uma e duas horas na área restrita ao embarque, mas a maioria das lojas fica fora deste espaço. Houve um erro de concepção”, diz Gandra.

Conexões de voos

Muitos dos passageiros que desembarcam em Guarulhos não viajam para São Paulo, mas usam o aeroporto como ponto de conexão para outros destinos. O aeroporto liga a Grande São Paulo a 144 cidades de 26 países. Cerca de 40% dos voos da Gol com destino a São Paulo são conexões, por exemplo, afirmou o presidente da companhia aérea, Constantino Junior, no Fórum Panrotas, realizado em março.

Uma das possibilidades para desafogar Guarulhos é transferir parte das conexões para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. “O maior aeroporto do Brasil deve ser Viracopos. Isso é o futuro. Mas hoje há uma demanda das companhias aéreas e dos passageiros de voos diários para locais mais próximos de São Paulo”, afirma Silva.

Ligação metro-ferroviária

Há dois projetos em estudo para ligação metro-ferroviária do aeroporto de Guarulhos, mas, os dois continuam indefinidos. Um é o projeto de construção do trem de alta velocidade (TAV), o trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro e prevê uma estação no aeroporto. Outro é o Expresso Aeroporto, que prevê uma ligação por trilhos de Guarulhos com o centro de São Paulo e com o sistema de trens da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM).

“Se houvesse conexão de trem com o aeroporto, 70% das pessoas usariam esse serviço para chegar ao local”, diz Gandra. O brigadeiro afirma ainda que a oferta deste meio de transporte pode reduzir o tempo de deslocamento do aeroporto para o centro de São Paulo, prejudicado pelo trânsito congestionado, e as filas para pegar táxi.

Segundo Silva, o superintendente da Infraero em Guarulhos, esses projetos estão em estudo nos governos federal e estadual, mas não envolvem a Infraero. “A existência de veículos que tragam passageiros ao aeroporto de forma facilitada é benéfica. Mas a Infraero não tem detalhes sobre os projetos”, diz Silva.

Fonte: Marina Gazzoni (iG) - Imagem: SkyscraperCity

NYTimes anuncia possível fusão entre United Airlines e US Airways

As companhias aéreas americanas United Airlines e US Airways mantêm conversas para uma possível fusão que daria lugar a uma das maiores companhias aéreas do mundo, informou hoje o "The New York Times".

O jornal, que não identifica as fontes, lembra em seu site que as duas empresas se mostraram partidárias no passado de uma maior consolidação dentro do setor de companhias aéreas favorecendo assim um aumento da sua renda.

A UAL Corporation, matriz da United Airlines, e a US Airways mantêm negociações sobre uma possível fusão, embora uma transação não deva ser anunciada tão cedo. Inclusive, as fontes do "Times" não descartam que as conversas sejam abortadas.

Apesar das duas companhias darem passos para diminuir suas despesas, o resultado pode ser mais positivo se elas atuarem juntas. Na década passadas as duas companhias já buscavam possíveis uniões. No entanto, o jornal lembra que uma possível oposição dos sindicatos poderia trazer problemas a uma operação como essa.

O "The New York Times", que não revelou detalhes concretos sobre as negociações nem números relacionadas com a operação, disse que em 2000 elas já anunciaram um acordo avaliado em US$ 4,3 bilhões, que tiveram que descartar depois perante a pressão dos sindicatos.

As empresas voltaram a tentar a fusão oito anos depois, mas depois de vários meses puseram fim às negociações sem ter conseguido alcançar um acordo fixado definitivamente.

Em 2008 a United Airlines manteve conversas para se fundir com a Continental, enquanto a US Airways colocou em 2006 uma oferta de compra não solicitada pela Delta, uma operação que também fracassou após meses de reuniões devido à oposição dos sindicatos desta última companhia aérea.

As ações de US Airways cairam 3,67% hoje e fecharam a US$ 6,82 no pregão regular na Bolsa de Nova York, enquanto que as da UAL cairam 2,67% no mercado Nasdaq, onde fecharam a US$ 18,95.

Nas operações eletrônicas posteriores e uma vez conhecido que ambas companhias mantinham negociações para uma possível fusão, os títulos de US Airways valorizavam 27,42% e os da UAL quase 8%.

Fonte: EFE via G1