sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Governo do RS cede área da Ford em Guaíba (RS) a empresa aeronáutica

Complexo fica no terreno onde a montadora Ford desistiu de instalar uma fábrica em 1999. Aeromot irá erguer fábrica de aviões, pista de pouso, hangares e centros de manutenção e engenharia.


O governo do estado assinou em 22 de setembro deste ano um termo de cessão de uso oneroso de um terreno localizado em Guaíba, na Região Metropolitrana de Porto Alegre, para a empresa Aeromot. A área será cedida para a realização de estudos técnicos de viabilidade da construção de uma pista de aviões e de uma fábrica de aeronaves.

O centro tecnológico da empresa aeronáutica ficará no terreno onde a montadora Ford desistiu de instalar uma fábrica em 1999. No espaço de aproximadamente 200 hectares, serão erguidos uma fábrica de aviões, pista de pouso, hangares, centros de manutenção e engenharia. O complexo deve gerar 1,3 mil empregos, estima a companhia.

"Além da montagem de aviões e da fabricação de peças, a unidade vai ter pesquisa e desenvolvimento, junto com a transferência de tecnologia", diz o governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Hangar da empresa Aeromot, que irá se instalar em Guaíba (Foto: Reprodução/RBS TV)
O investimento previsto é de R$ 300 milhões. A empresa está no mercado aeronáutico desde 1967 e negociou 47 aeronaves nos últimos cinco anos.

Entre os veículos, estão aviões e helicópteros destinados a polícias, com fuselagem blindada e sistema de monitoramento com sensores diurno, noturno e infravermelho. Um dos helicópteros tem uma câmera capaz de captar a placa de um carro a quase 200 metros de altura.

"O plano inicial é que a gente traga a montagem final de uma aeronave. Hoje a Aeromot já representa alguns players no mundo de grande fabricantes de aeronave, e a ideia é que a gente traga já esse modelo inicial, que é um modelo que vai atender a aviação excutiva no pais, treinamento, a parte do agronegócio", comenta o CEO da empresa.

O primeiro avião a ser fabricado em Guaíba será o bimotor DA62. O modelo da fabricante Diamond, controlada por um grupo chinês, é um executivo de sete lugares que funciona com querosene de aviação comum. A previsão é de que a produção inicie em 2025.

Via g1 e GZH

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