quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Aconteceu em 18 de fevereiro de 1969: O ataque ao voo El Al 432 por terroristas palestinos em aeroporto na Suíça


Em 18 de fevereiro de 1969, a aeronave 
Boeing 720-058B (um Boeing 707-120B encurtado), prefixo 4X-ABB, da El Al (foto abaixo), estava programado para operava o voo 432, entre Amsterdã, na Holanda, e Tel Aviv, em Israel, com escala em Zurique, na Suíça.


Após realizar a primeira etapa do voo sem intercorrências, o avião deveria decolar do Aeroporto de Zurique. A bordo estavam 17 passageiros e 11 tripulantes. Um agente de segurança israelense também estava no avião (
ele atuava como guarda-costas pessoal da primeira-ministra Golda Meir).

Ainda no aeroporto, um grupo de quatro militantes palestinos armados, membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina, emboscou o avião que se preparava para decolar. 

Saltando de um veículo estacionado perto de um hangar, dois terroristas abriram fogo com fuzis de assalto AK-47, e outros dois lançaram granadas incendiárias, bem como dinamite que não explodiu. 

A cabine de comando e a fuselagem foram atingidas, ferindo gravemente várias pessoas, incluindo o copiloto Yoram Peres, que morreu em decorrência dos ferimentos um mês depois.

O segurança do avião, Mordechai Rahamim, um ex-soldado de 22 anos da unidade de forças especiais de elite israelense Sayeret Matkal, correu para a cabine de comando e atirou nos atacantes pela janela com sua pistola Beretta .22, e então saltou do avião pela porta de emergência traseira e continuou o tiroteio com os atacantes. 

Durante o tiroteio, Rahamim matou o líder do esquadrão, e a batalha finalmente terminou quando as forças de segurança suíças chegaram ao local. Rahamim ajudou as autoridades suíças a prender os atacantes restantes, mas ele próprio foi preso e sua arma confiscada.

Além do copiloto morto, vários membros da tripulação ficaram feridos durante o ataque. A aeronave sofreu danos consideráveis. Os danos à aeronave foram estimados em US$ 100.000.


O segurança israelense Rahamim foi preso pela polícia suíça, juntamente com os membros da célula terrorista. Constatou-se que os terroristas portavam diversas armas e explosivos, bem como panfletos em alemão que seriam usados ​​para explicar os objetivos da operação ao povo suíço, comparando-a às operações de Guilherme Tell. 

Durante a investigação, ficou claro que os terroristas vieram para a Suíça de Damasco, na Síria, e que as armas e os explosivos foram trazidos para a Suíça por meio de correspondência diplomática de um país árabe.

Durante o interrogatório, Mordechai Rahamim admitiu que trabalhava para os serviços de segurança de Israel. Após um mês de prisão, foi libertado sob fiança de US$ 23.000 até o início do julgamento. Rahamim retornou a Israel.

Mordechai Rachamim encontra a Primeira-Ministra de Israel Golda Meir
Em 27 de novembro de 1969, o julgamento de Rahamim e dos três terroristas, Mohamed Abu Al-Haija, Ibrahim Tawfik Youssef e Amina Dahbour, começou em Winterthur, na Suíça. O Estado de Israel enviou o procurador-geral Gabriel Bach à Suíça para conduzir a defesa de Rahamim. 

Uma acusação foi apresentada contra os três terroristas, incluindo homicídio doloso. A acusação contra Rahamim incluía duas seções: homicídio doloso e por uma ação ilegal em nome de um país estrangeiro.

Durante o julgamento, Israel foi forçado a admitir pela primeira vez que pessoal de segurança acompanha os voos israelenses para evitar sequestros e atos terroristas no ar.

Em 23 de dezembro de 1969, o julgamento terminou. Rahamim foi absolvido das acusações de matar o líder do esquadrão terrorista e três terroristas foram condenados a doze anos de prisão e trabalhos forçados.

Os terroristas árabes demonstraram total desinteresse em se defender. Apoiados por um grupo de advogados árabes da Argélia, Jordânia, Líbia e Egito, os três denunciaram seu advogado suíço nomeado pelo tribunal e se recusaram a responder a todas as perguntas.

Eles foram libertados um ano depois, em setembro de 1970, após os sequestros de Dawson's Field por membros de uma organização terrorista palestina que exigiam a libertação dos terroristas presos.

Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN

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