Em 23 de janeiro de 2024, o avião BAe 3212 Jetstream 32, prefixo C-FNAA, da Northwestern Air (foto abaixo), operava o voo 738, um voo fretado pelo Grupo Rio Tinto para transportar trabalhadores da mina de Fort Smith até a Mina de Diamantes Diavik, localizada a cerca de 300 km (190 milhas) a nordeste de Yellowknife, no Canadá.
A aeronave envolvida havia sido fabricado pela British Aerospace em 1991. Ela havia sofrido um incidente anterior em 1 de abril de 2019, quando saiu da pista durante o pouso em Fort Chipewyan, no Canadá.
Com sete pessoas a bordo, sendo cinco passageiros e dois pilotos, pouco depois de decolar da pista 30, a aeronave atingiu uma altitude máxima de 140 pés e uma velocidade em relação ao solo de 160 nós, entrando então em uma descida da qual não se recuperou, atingindo árvores a cerca de 938 m da pista e caindo a 1265 m do final da pista e 98 m à esquerda da linha central.
Após a queda, um grande incêndio pós-acidente irrompeu, destruindo 80% dos destroços. O único sobrevivente foi ejetado da aeronave durante a sequência do acidente e sofreu ferimentos leves. Quatro funcionários da mina e ambos os pilotos morreram.
O Conselho de Segurança dos Transportes do Canadá enviou uma equipe, que incluía o investigador principal Jeremy Warkentin, para investigar a causa do acidente. Embora a aeronave não estivesse equipada com um gravador de dados de voo completo, o gravador de voz da cabine foi recuperado.
Um relatório preliminar foi divulgado em algum momento de março de 2024, que confirmou o que já se sabia e revelou quais eram as condições no momento em que a aeronave acidentada tentou decolar.
O Conselho de Segurança dos Transportes do Canadá (TSB) classificou a investigação como Classe 2, indicando uma investigação complexa com duração prevista de até 600 dias. A equipe de investigação realizou diversas entrevistas, analisou dados de CVR de alta qualidade e revisou imagens de CFTV do abastecimento, embarque de passageiros e decolagem. O exame dos motores e hélices não revelou anomalias, e a análise de desempenho da aeronave determinou que a neve em superfícies críticas não afetou negativamente o desempenho.
A investigação está atualmente focada no desempenho humano e nos elementos de tomada de decisão. O TSB está na fase de redação do relatório, com um rascunho inicial em revisão interna, e nenhuma comunicação de segurança foi emitida até janeiro de 2025. Um relatório final será divulgado após a conclusão da investigação.
Por Jorge Tadeu da Silva (Site Desastres Aéreos) com Wikipédia e ASN



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