segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Voo da Aeroflot muda altitude para evitar colisão com avião espião dos EUA

Um Airbus A330-300 da companhia russa Aeroflot, no voo 501 entre Tel Aviv e Moscou, teve que mudar sua altitude em 2.000 pés (600 metros) para evitar colisão com uma aeronave de reconhecimento dos EUA.


O incidente aconteceu em 3 de dezembro, acima do Mar Negro, conforme anunciou a autoridade de aviação russa Rosaviatsia.

O porta-voz da Rosaviatsia disse que a aeronave – um CL-600, também conhecido como ISR Artemis – mudou repentinamente de altitude de 11.000 metros (aproximadamente 36.000 pés) para 9.200 metros (aproximadamente 30.000 pés), e cruzou o caminho do voo civil.

Segundo o porta-voz, os controladores de voo russos tentaram se comunicar com o jato militar, mas não obtiveram resposta. Como resultado, eles solicitaram que o voo da Aeroflot mudasse sua altitude.

De acordo com dados do Flightradar24, o Voo 501 começou a descer às 6h55 UTC, quando estava a aproximadamente 70 quilômetros (37 milhas náuticas) da costa turca, e mudou sua altitude de 35.000 pés (10.670 metros) para 31.000 pés (9.450 metros), antes de iniciar a subida para 36.000 pés (11.000 metros) às 7h04 UTC.


A agência russa RIA Novosti informou que o voo da Aeroflot transportava 142 passageiros. Segundo um porta-voz da Rosaviatsia, os pilotos da Aeroflot puderam identificar visualmente o avião americano no momento em que as duas aeronaves se cruzaram.

A autoridade da aviação também disse que vai iniciar uma nota de protesto em relação ao incidente. Segundo ele, voos intensivos de aeronaves da OTAN perto da fronteira com a Rússia estão colocando em risco as aeronaves civis.

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, recorreu às redes sociais para criticar o incidente, afirmando que “as ações da Força Aérea dos Estados Unidos criaram uma ameaça à aviação civil. E se um desastre foi evitado no espaço aéreo acima das águas abertas do Mar Negro, isso não significa que os Estados Unidos e a OTAN possam continuar a arriscar a vida de pessoas impunemente”.


“Vou repetir o que os especialistas russos já disseram: o aumento da intensidade dos voos da OTAN nas fronteiras da Federação Russa, inclusive sobre o Mar Negro, cria o risco de acidentes perigosos relacionados ao ar civil dos navios”, adicionou Maria.

A agência de notícias estatal russa TASS também anunciou que no mesmo dia os caças Sukhoi Su-27 e Su-30 foram acionados para interceptar duas aeronaves de reconhecimento da OTAN sobre o Mar Negro: um CL-600 Artemis e um Boeing RC-135.

Segundo informações do Ministério da Defesa da Rússia, citadas pela TASS, os caças impediram que os aviões americanos violassem a fronteira russa e voltaram à base.

As informações podem ter se referido ao mesmo voo do CL-600 Artemis que cruzou com o A330 da Aeroflot.

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