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quinta-feira, 25 de setembro de 2025
Aconteceu em 25 de setembro de 2011: Voo Buddha Air 103 - Acidente fatal em voo turístico ao Everest
Aconteceu em 25 de setembro de 1998: A queda do voo PauknAir 4101 - A Tragédia do Cabo das Três Forças
Aconteceu em 25 de setembro de 1996: A queda do DC-3 Dakota no Mar de Wadden, na Holanda
A aeronave foi construída em 1943 como uma aeronave de transporte militar (versão C-47A-70DL) e foi entregue à Força Aérea dos EUA no mesmo ano. Após a Segunda Guerra Mundial, foi convertida em uma aeronave de passageiros. Em 1976, a aeronave foi usada nas filmagens do filme Uma Ponte Longe Demais sobre a Operação Market Garden. Foi registrada no Registro de Aeronaves Holandês em 10 de janeiro de 1984, sob o número 3318.
Esse modelo de aeronave era conhecida como "Dakota", apelido britânico dado a este tipo de DC-3 durante a Segunda Guerra Mundial, quando um grande número de C-47 serviram como aeronaves de transporte militar em diversos locais e missões. Após a guerra, essas aeronaves foram amplamente utilizadas pela aviação civil e (após serem convertidas em aeronaves civis) continuariam a voar por décadas com diversas companhias aéreas em todo o mundo.
A razão exata pela qual a aeronave caiu nunca foi totalmente determinada. Um DC-3 pode voar com um motor, embora com potência reduzida. A hélice do motor com falha deve estar embandeirada, mas provavelmente não pôde ser feita porque um pequeno pistão em um interruptor de pressão de óleo ficou preso.
A carga de trabalho da tripulação aumentou devido a múltiplos problemas técnicos e ao layout inadequado do painel de instrumentos do Dakota. A tripulação provavelmente estava tão concentrada em embandeirar a hélice que não prestou atenção suficiente ao voo da aeronave. A sequência precisa dos eventos na cabine não pode ser reconstruída, pois a aeronave não estava equipada com um gravador de voz ou um gravador de dados de voo.
Um dos parentes apresentou uma queixa contra a DDA e acusou Martin Schröder de ter um motor certificado da aeronave acidentada substituído por um motor não certificado, para que o motor certificado pudesse ser instalado em outro DC-3, pintado nas cores históricas do Martinair de Schröder.
| Memorial no jardim da Casa Provincial |
Aconteceu em 25 de setembro de 1995: Queda de avião de carga da Brasil Central em Guabiruba (SC)
As lembranças daquela segunda-feira, 25 de setembro de 1995, ainda estão bem vivas na memória de muitos moradores do bairro Aymoré, em Guabiruba, em Santa Catarina.
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| (Foto: Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font) |
É difícil encontrar um morador das proximidades que não lembre o que estava fazendo na manhã daquele 25 de setembro, quando o avião surgiu voando baixo em meio à neblina do céu de Guabiruba.
O relógio se aproximava das 11 horas, quando Lucita Kohler, então com 29 anos, ajudava o marido na construção da casa da irmã, na rua Gruenerwinkel. O avião surgiu voando muito baixo, o que chamou sua atenção. “Lembro que eu disse pro meu marido: se esse avião não levantar, ele vai cair. Mal falei, já deu um estouro e começou a sair fumaça”, conta.
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| (Foto: Arquivo/O Município) |
Após ouvir o barulho, ela e o marido logo imaginaram que o pior teria acontecido. Como o avião caiu na mata fechada, de difícil acesso, Lucita só foi até o local horas depois. Ao chegar lá, se deparou com um grande movimento de pessoas, todos curiosos para ver de perto o que havia acontecido.
“Quando tiraram os corpos, pediram pra quem morava ali perto buscar lençol para colocar eles dentro. Então eu voltei pra casa para pegar o lençol”. Até hoje, Lucita não esquece a cena que presenciou. “Pra mim, a coisa mais marcante do acidente foi ver eles mortos, queimados”, diz.
O monomotor tinha capacidade para 12 pessoas, mas apenas o piloto Cláudio Teixeira da Silva, 26 anos, e o copiloto Carlos José Tasteiro, 29 anos, estavam na aeronave.
O estado em que as vítimas se encontravam também é a cena mais marcante para Carla Adriana Gums Fischer, 41 anos. No dia do acidente, ela tinha 17 anos. Ela recorda que estava trabalhando em casa, na confecção da família, quando por volta das 11 horas alguém chegou falando que caiu um avião no morro.
“Eu lembro que quase ninguém acreditou, mas eu e minha tia fomos até lá para ver”.
Elas tentaram subir o morro, mas como era muito íngreme, desistiram. Carla lembra que havia chovido na noite anterior e o local estava bastante molhado.
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| A aeronave ficou completamente destruída (Foto: Arquivo/O Município) |
“Uma coisa que não esqueço é que por volta das 15 horas, estava lá embaixo e comecei a sentir um cheiro forte, ruim, que só aumentava. Daqui a pouco vi os homens descendo com os mortos em uma espécie de rede, feita com tronco e pedaço de pano. Vi eles carbonizados”.
Carla conta que deu pra perceber que o piloto e o copiloto morreram sentados. “Metade da perna já não tinha mais. Os braços também. Foi uma imagem forte e inesquecível”.
O fotógrafo Valci Santos Reis também viu o avião passar muito baixo pelo centro de Guabiruba. Naquela manhã, ele fazia a limpeza dos equipamentos do lado de fora do estúdio quando foi surpreendido por um barulho muito alto.
De repente, percebeu a aeronave. “Parecia que os pilotos estavam usando a estrada como orientação. Foi tudo muito rápido. Fiquei espantado”.
Imaginando que poderia acontecer alguma coisa, Valci preparou seu equipamento de foto e vídeo. Algum tempo depois, começou a circular a notícia de que um avião havia caído no Aymoré. “Quando cheguei no local já tinha um aglomerado de pessoas lá”.
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| Acidente foi destaque no jornal O Município (Foto: Arquivo/O Município) |
As imagens que ele fez se espalharam. Muitas pessoas, inclusive, compraram cópias depois que as fotos foram reveladas. O vídeo do avião em chamas também ilustrou reportagens de emissoras de TV sobre o acidente.
Todo o material produzido naquele dia, entretanto, se perdeu com o passar dos anos. “Hoje não tenho mais nada. As imagens estão só na memória”.
De acordo com o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a tripulação decolou com o Cessna 208B Grand Caravan, prefixo PT-MEQ, da Brasil Central, de Florianópolis com destino a Blumenau e Erechim (RS), em um voo regular de transporte de carga e passageiros.
Em Blumenau estava prevista a troca de aeronave. Devido às condições meteorológicas, o pouso foi efetuado em Navegantes. Outra aeronave, da mesma empresa, pousada em Blumenau, informou, via rádio, que as condições meteorológicas da cidade haviam melhorado. Com base nessa informação os tripulantes decolaram com destino a Blumenau.
No relatório, o Cenipa observa que ambos os dois pilotos tinham pouca experiência de voo nesta região. O comandante possuía experiência na região Sudoeste, e o copiloto na região Norte do país.
Esta foi a primeira vez que eles pousaram em Navegantes. Junto a isso, as condições meteorológicas desfavoráveis contribuíram para dificuldades de orientação geográfica, confusão na navegação por contato visual e erros de planejamento, o que ocasionou o acidente.
O relatório aponta que ao decolar da pista 25 de Navegantes, a aeronave não tomou a direção correta para Ilhota, provavelmente devido às condições climáticas, desviando a rota para a região de Brusque.
O voo era de curta duração – cerca de 15 minutos – o que, segundo o Cenipa, pode ter gerado um excesso de confiança por parte dos tripulantes e desconsideração das dificuldades existentes.
“Aparentemente, os recursos existentes de navegação não foram utilizados ou foram mal interpretados. Os tripulantes acabaram por não ter conhecimento da sua posição geográfica”.
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| Socorristas tiveram dificuldades para resgatar as vítimas (Foto: Arquivo/O Município) |
“Ao encontrarem uma área urbana, visualizada entre camadas de nuvens, deduziram ser Blumenau. Nesse momento, foram avistados e ouvidos por testemunhas das cidades de Brusque e Guabiruba. Efetuaram uma aproximação para a “pista de pouso de Blumenau”. Não avistando a pista, arremeteram. Entraram em condições de voo por instrumentos, numa altura aproximada de 350 pés, colidindo com os obstáculos”, detalha o relatório.
O Cenipa também apurou que ambos os tripulantes eram recém-contratados da empresa e por diversas vezes ultrapassaram os tempos limites de jornada e horas de voo.
“Essa carga de trabalho, muito provavelmente, pode ter levado os tripulantes à fadiga crônica e outras formas de fadiga, deteriorando o desempenho dos mesmos em voo”, diz o relatório.
O órgão da Força Aérea Brasileira observa também que tanto o piloto quanto o copiloto ainda tinham pouca experiência na empresa para assumir as funções de comando de uma aeronave em voo regular de transporte de passageiros e de carga.
“A composição dessa tripulação pode ser uma das razões das falhas que cometeram e da incapacidade dos mesmos em identificar seus erros, o que poderia ter evitado o acidente”.
O piloto Cláudio Teixeira da Silva era formado desde 1989 e contava com 2.631 horas de voo até o dia do acidente. O copiloto Carlos José Tasteiro era formado desde 1990 e tinha 3.105 horas de voo.
Tanto a tripulação, quanto a aeronave estavam com licenças regulares. O monomotor tinha apenas um ano de uso e passou por revisão no dia 16 de setembro, nove dias antes do acidente. O Cenipa descartou a hipótese de falha mecânica.
O Cessna 208 "Caravan" é uma aeronave monomotor turboélice, de asa alta e construção convencional metálica, desenvolvida e fabricada nos Estados Unidos pela Cessna Aircraft. A aeronave número de série 208B0414, foi fabricada em 1994 pela Cessna e estava com seu Certificado de Aeronavegabilidade válido e as cadernetas do motor e hélice atualizadas. Era uma aeronave nova, recém fabricada pela Cessna.
A última inspeção (tipo OP3-1000 horas) foi realizada pela Oficina TAM Congonhas, em 16 de setembro de 1995. Os serviços de manutenção foram considerados periódicos e adequados.
Brasil Central Linhas Aéreas foi uma companhia aérea brasileira fundada em 1976 como VOTEC (Voos Técnicos e Executivos).
Em 1986, após a compra pela TAM Linhas Aéreas, o nome foi alterado para Brasil Central Linhas Aéreas também conhecida como BRC. Operava voos regionais no norte e centro-oeste do Brasil, também tinha um acordo Code Share com a TAM.
Em 2000, foi incorporada pela TAM - Transportes Aéreos Regionais, criando a TAM Linhas Aéreas. A marca Brasil Central, entretanto, continuou até 2003.
Clique AQUI para acessar o Relatório Oficial do acidente [em .pdf]
Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) - com Bárbara Sales (O Município), Wikipédia e ASN
Vídeo: Mayday Desastres Aéreos - Voo PSA 182 - Colisão Aérea em San Diego
Aconteceu em 25 de setembro de 1978: Voo PSA 182 Colisão Aérea em San Diego
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| Aeroporto Lindbergh de San Diego |
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| Os destroços do Cessna cairam no meio de uma avenida, cerca de 3/4 de milha do local da queda do Boeing 727 da PSA |
Boeing integrará IA em seus programas de defesa e espaço
A Boeing trabalhará com a Palantir, empresa de tecnologia sediada em Denver, para integrar sistemas e softwares de inteligência artificial (IA) aos programas de Defesa, Espaço e Segurança (BDS) da Boeing . A nova parceria foi firmada em 23 de setembro na Conferência Anual de Ar, Espaço e Cibernética, em National Harbor, Maryland.
Impulsionando a inovação em programas de defesa
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| Um KC-46A Pegasus designado para a 157ª Ala de Reabastecimento Aéreo realiza uma passagem de baixo nível com uma aeronave F-35A Lightning II (Crédito: Força Aérea dos EUA) |
Aprimorando as capacidades de defesa da Boeing
Investindo em inovação e novas tecnologias
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Viajar é uma das melhores experiências que podemos ter, mas nem tudo são flores. Os aeroportos, por exemplo, podem ser lugares estressantes, cheios de filas, burocracias e imprevistos. Sem falar nos gastos! Por isso, é importante saber alguns truques para tornar a sua passagem pelo aeroporto mais rápida, fácil e barata. Para te ajudar, trouxemos 7 dicas para economizar tempo e dinheiro no aeroporto.
















































