sexta-feira, 16 de maio de 2025

Aconteceu em 16 de maio de 1946: Acidente com o DC-3 da Viking Air Transport em Richmond, na Virgínia (EUA)

Um DC-3 da SAS similar ao avião envolvido no acidente
Em 16 de maio de 1946, o Douglas C-47A-80-DL (DC-3), prefixo NC53218, da Viking Air Transport, realizaria o voo entre o Aeroporto International de Richmond, na Virgínia. em direção ao Aeroporto Municipal de Atlanta, na Geórgia, ambos nos Estados Unidos.

Levando 25 passageiros e dois tripulantes, poucos minutos após a decolagem do aeroporto Richmond-Byrd Field, voando a uma altitude de 3.000 pés, a tripulação informou ao ATC que um motor falhou e obteve permissão para retornar a Richmond.

Sob forte chuva e à noite, a tripulação perdeu o aeroporto e foi forçada a dar uma volta. Poucos segundos depois, ao tentar ganhar altura, a aeronave perdeu o controle e caiu 6 milhas ao sul do campo de aviação. A aeronave foi totalmente destruída e todos os 27 ocupantes morreram.

A causa provável deste acidente foi apontada no Relatório Final como a incapacidade do piloto de manter o controle adequado da aeronave para efetuar uma abordagem de emergência por instrumentos monomotor em condições climáticas adversas. 


Os fatores contribuintes foram: A decisão do piloto de continuar o voo em condições meteorológicas consideradas inseguras; a negligência do piloto em não ter feito uma inspeção dos motores da aeronave antes da partida de Richmond; a ação do piloto em desligar o motor errado ao experimentar vibração excessiva de uma usina; e a negligência do piloto em não retrair o trem de pouso durante uma volta de emergência.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN e baaa-acro

Caças da FAB interceptam avião com 200 kg de maconha em voo irregular

Aeronave em voo irregular realizou pouso forçado em área de mata e ocupantes atearam fogo no avião antes de fugir.

Avião com 200 Kg de maconha é interceptado no Pará pela FAB e pela PF (crédito: FAB)
Dois caças da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram um avião que transportava drogas na Amazônia brasileira nesta quinta-feira (15/5). O avião Embraer EMB-810 Seneca III, prefixo PT-VSBque custa aproximadamente R$ 1 milhão de reais foi detectado pelas forças de segurança que realizaram o reconhecimento à distância e a interrogação da aeronave. Na sequência, foram realizados os procedimentos de intervenção, determinação de ordens de mudança de rota e tiros de aviso.

(crédito: FAB)
Ao chegar perto da cidade de Altamira (PA), o piloto da aeronave realizou um pouso forçado em um local inadequado, no meio da mata, e fugiu do local. Antes, os integrantes da aeronave atearam fogo no avião, queimando parte da droga que estava a bordo.

Segundo noticiado pela Polícia Federal e pela FAB a aeronave transportava 200 kg de maconha do tipo skunk.

(crédito: FAB)
Policiais federais que estavam em solo conseguiram apreender parte da caga que não foi consumida pelo fogo e, na sequência, foram resgatados pelo helicóptero de H-60 Black Hawk da FAB. Agora, a Polícia Federal investiga quem são os envolvidos no crime e quem é o responsável pela aeronave.

A força tarefa que realizou a operação desta quinta-feira (15/5) foi composta por Polícia Federal e Força Aérea Brasileira, apoiadas pelas forças de segurança estaduais de Mato Grosso e Goiás.


Via Correio Braziliense

Avião cargueiro apresenta problemas após pousar no Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo

Um Airbus A330-200F pertencente a Avianca, pousou no fim da noite da última segunda-feira (12) e desde então apresenta falha no sistema de abastecimento.

Airbus A330-220F da colombiana Avianca Cargo é o maior avião operante no
Aeroporto de Vitória (Crédito: Vinícius Zagoto)
Desde a noite da última segunda-feira (12), o maior avião que opera no Aeroporto de Vitória está parado e impossibilitado de decolar do terminal capixaba. 

O cargueiro da Avianca Cargo, o Airbus A330-200F, matrícula N335QT, apresentou um problema no sistema de abastecimento, o que impede a aeronave de receber combustível e consequentemente decolar com destino a Bogotá, na Colômbia. A informação foi confirmada por uma fonte à reportagem de A Gazeta.

Devido à gravidade do problema, foi necessário trazer um mecânico diretamente de Cali para tentar realizar o reparo.

Apesar do incidente, a operação e transporte de passageiros não foi afetada na Capital do ES, visto que a aeronave não ocupa espaço das companhias que realizem este tipo de serviço.

Mecânico de aeronaves brasileiro mostra quanto tempo leva a troca de uma roda de um avião comercial

Cena do vídeo apresentado abaixo
No mundo acelerado da aviação comercial, onde cada minuto conta, um mecânico brasileiro está lançando luz sobre um aspecto crucial, porém, muitas vezes negligenciado: a seriedade da manutenção das aeronaves.

Helton Zorek, mecânico de manutenção aeronáutica, compartilhou recentemente em suas redes sociais um interessante vídeo, demonstrando o processo de troca de uma roda do trem de pouso de nariz de um avião comercial:


O conteúdo não apenas satisfaz a curiosidade do público sobre os bastidores da aviação, mas também serve como uma poderosa ferramenta educacional. Zorek aproveita a oportunidade para enfatizar um ponto crítico: na aviação, a segurança sempre prevalece.

“Calma que aqui não é fórmula 1”, adverte Zorek, estabelecendo imediatamente um contraste entre a troca de pneus ultrarrápida das corridas automobilísticas e o processo metódico e cuidadoso exigido na aviação. Esta comparação serve para ilustrar a prioridade dada à segurança no setor aéreo.

O mecânico detalha as diferenças entre a manutenção das rodas do nariz e as do trem de pouso principal. As rodas do nariz, sendo menores e desprovidas de freios, apresentam uma complexidade menor. Por outro lado, as rodas do trem principal, maiores e equipadas com sistemas de freio, demandam um processo mais demorado.

Zorek enumera uma série de etapas cruciais no processo, desde a verificação do macaco hidráulico até a aplicação precisa de torque e a checagem final da pressão. Cada passo é realizado com atenção aos detalhes, seguindo os procedimentos estabelecidos nos manuais de manutenção.

A ênfase na adesão estrita aos manuais e procedimentos padrão é um tema recorrente na explicação de Zorek. “O importante é seguir e garantir tudo o que está no manual e executar com muita atenção”, ele finaliza, sublinhando a importância destes protocolos para garantir a segurança dos voos.

Via Murilo Basseto (Aeroin)

Todos os novos aviões da Antonov saem da fábrica com um nariz pontiagudo; entenda

(Foto via Wikimedia)
O nariz longo e pontiagudo tornou-se um símbolo das novas aeronaves Antonov ao longo das últimas três décadas. Este dispositivo é chamado de sensor de ângulos de ataque e planeio (DUAS) e tem como função indicar à tripulação a verdadeira direção do avião sem erros: para cima, para baixo, para a direita, para a esquerda.

Mas por que é necessário um sensor adicional se houver sensores estacionários no avião que medem todos os indicadores necessários? A razão é que os sensores estacionários da aeronave estão localizados na lateral da fuselagem, e quando o ar com o qual as medições são feitas chega até eles, há vibrações da fuselagem do avião, o que pode causar erros nos dados obtidos.

(Foto: Artem Batuzak, GFDL, via Wikimedia)
O nariz pontiagudo ajuda os pilotos dos novos aviões da Antonov a obter dados precisos, pois o sensor é colocado a poucos metros do avião e não é afetado pela fuselagem. Após os primeiros voos de teste, os especialistas estudam os dados de todos os sensores e então os taram (calibram) para remover a influência da flutuação do espaço aéreo da fuselagem na exatidão dos indicadores.

O nariz longo e pontiagudo é, portanto, um importante dispositivo presente nas aeronaves da Antonov para garantir a precisão dos dados obtidos durante os primeiros voos. Após a tara, o sensor é retirado, já que a tripulação tem a certeza de que os sensores estacionários estão funcionando corretamente.

(Foto: Oleg V. Belyakov, CC BY-SA 3.0 GFDL 1.2, via Wikimedia)

Por que caixas-pretas não transmitem dados em tempo real?


Ao longo da história, alguns aviões desaparecem e seu paradeiro é um mistério até os dias de hoje.

São casos como o do voo MH 370, da Malaysia Airlines. Ele fez uma rota entre Kuala Lumpur (Malásia) e Pequim (China) em 2014, quando desembarcou com 239 pessoas a bordo.

Outro caso foi o do voo Varig 967, que sumiu em 1979. A aeronave era um Boeing 707 que decolou de Narita (Japão) rumo ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e antes faria uma Los Angeles (EUA).

Com tanta tecnologia, por que os aviões ainda desaparecem?

Caixas pretas em tempo real?


Um dos principais dispositivos utilizados para investigar um acidente aéreo é a caixa-preta do avião. Embora não seja obrigatório em todos os tipos de aeronaves, elas armazenam diversas informações fundamentais para entender o que aconteceu em um voo.

Sua função primária, entretanto, não é fornecer a localização das aeronaves. Esses dados não precisam de um acompanhamento tão rápido e não são considerados fundamentais.

As aeronaves enviam os dados sempre ao final de cada dia de voo e isso já é suficiente para as análises que precisam ser realizadas. Ao mesmo tempo, o valor gasto para uma transmissão em tempo real para analisar se o avião está equipado é muito alto.

O volume de dados é muito grande e a transmissão de dados a partir de aeronaves possui um custo elevado. As aeronaves são programadas para enviar apenas alguns alertas, as quais possuem uma quantidade baixa de dados e com isso se tornam viáveis ​​o envio a partir do avião.

Para solucionar essa questão, uma alternativa é ter uma banda larga mais econômica.

Qual alternativa para localizar aviões?


Hoje, a principal tecnologia usada para receber informações básicas de voo é a chamada de ADS-B (Automatic Dependent Surveillance-Broadcast, ou transmissão de vigilância dependente automática). Ela registra a localização da aeronave (que é definida, geralmente, por coordenadas GPS) e envia o sinal contendo, além da posição do avião, dados como velocidade, rumo, altitude, características do avião etc.

Essas informações são captadas por antenas no solo e, quando o avião está sobre o oceano, por satélites. Dali, são repassadas para os diversos destinos, como empresas aéreas ou plataformas de rastreamento de voos online.

Sistema para emergências


A Indústria Aeronáutica trabalha para melhorar a resposta a situações de emergência. Quem encabeça um grupo de trabalho com esse objetivo é a OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).

O sistema que está sendo modificado é o Gadss (Global Aeronautical Distress & Safety System, ou Sistema Global de Socorro e Segurança Aeronáutica). O sistema será complementado com receptores de GPS e sistemas de navegação para permitir o posicionamento exato.

Informações ao vivo


Para que ambas as informações, tanto de localização quanto de dados das aeronaves, cheguem em tempo real às empresas, é preciso desenvolver ainda um sistema de transmissão de dados de banda larga de baixo custo e eficiente. Mesmo assim, seria necessário observar quais são os dados fundamentais para monitorar um voo.

Uma informação como, por exemplo, baixa pressão no pneu do trem de pouso pode ajudar as empresas a planejarem o pouso com mais segurança. Poderia ser o caso de se alternar o aeroporto de destino ou já deixar as equipes de emergência em alerta, mas isso pode ser feito pelos próprios pilotos via rádio.

Aviões desviando da rota também soariam um alarme nas empresas. De qualquer forma, qualquer atitude que precisasse ser tomada a bordo não teria como interferência nas empresas, dependendo apenas da experiência e capacidade dos pilotos.

Via Alexandre Saconi (Todos a Bordo/UOL) - Fontes: Fabio Rocha, gerente de Manutenção da Gol; Philippe Priouzeau, diretor técnico de atividades de aviônica de voo do fabricante do setor aeroespacial Thales

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Conheça os 10 maiores aviões já fabricados

Quais são as maiores aeronaves voando? Todos nós sabemos que o A380 é o maior jato de passageiros construído - e provavelmente será por algum tempo. Vemos aqui este e outros grandes jatos de passageiros, bem como aeronaves de transporte e alguns desenvolvimentos únicos. Existem muitas maneiras de medir aeronaves grandes - incluindo comprimento, peso, volume ou envergadura. Vamos dar uma olhada em tudo isso, mas tenha em mente que outros podem facilmente fazer a lista!

O A380 e o 747 são os aviões de grande porte mais vistos, mas existem muitos outros (Foto: Getty Images)

Airbus A380


O A380 é o maior jato de passageiros já construído em capacidade, volume, peso e envergadura. O 747-8 o supera em comprimento, no entanto, assim como o 777-9 que está por vir.

O A380 é um desenvolvimento incrível, mas infelizmente enfrenta desafios (Foto: Getty Images)
Ele oferece uma capacidade máxima de passageiros (limite de saída) de 853, mas uma capacidade típica de 400 a 550. Essa alta capacidade demonstra um feito de engenharia de classe mundial. Mas, infelizmente, não funcionou tão bem quanto o esperado para as companhias aéreas.

A Emirates fez sucesso com seu modelo baseado em hubs, mas a maioria das companhias aéreas teve dificuldades. O aumento da capacidade das aeronaves bimotoras e a mudança das operações hub and spoke danificaram o potencial da aeronave, e a desaceleração observada após os eventos de 2020 selou seu destino para várias companhias aéreas.

A pandemia de coronavírus não foi gentil com o A380 (Foto: Getty Images)
Infelizmente, com o aumento das aposentadorias, ele não consegue encontrar um novo uso. Apenas a Hi Fly contratou uma aeronave de segunda mão para fretamento, mas até essa companhia aérea já a aposentou. Seu potencial no mercado de carga é limitado por seu design e, embora fosse um jato particular ou transporte VIP incrível, seu tamanho e limitações impediram que isso acontecesse até agora.

Boeing 747-8


O 747 é, obviamente, o outro jato de passageiros muito grande. O mais recente 747-8 é a maior versão oferecida, chegando a pouco mais de três metros a mais que o A380. Mas tem uma capacidade máxima inferior de 605 (novamente, este é o limite máximo de saída, com uma capacidade típica em torno de 450). Ele também tem uma envergadura muito menor (68,4 metros em comparação com 79,95 metros), o que tem sido um benefício, pois aumenta o número de aeroportos em que pode operar.

O 747-8 é o mais novo e maior da série 747 (Foto: Getty Images)
Até o A380, o 747 era a maior aeronave de passageiros voando. Essa tem sido sua marca registrada desde seu lançamento em 1968. Foi desenvolvido em colaboração com a Pan American World Airways (Pan Am). A companhia aérea teve sucesso com o 707 e queria levar isso adiante com uma nova aeronave com o dobro do tamanho. Na verdade, ele foi originalmente planejado com um convés superior de corpo inteiro, mas isso não pôde ser feito para funcionar com os requisitos de segurança.

O 747 foi concebido como uma nova aeronave com mais de duas vezes o tamanho do 707 (Foto: Getty Images)

Boeing 777-9


Como as aeronaves de teste estão voando agora, parece apropriado incluir o próximo 777X da Boeing . A maior variante, o 777-9, será a aeronave de passageiros mais longa já lançada, com pouco mais de 76 metros. E oferecerá uma capacidade típica de até 426 - não muito longe do 747-8.

Ao contrário das outras aeronaves de passageiros desta lista, o 777X, é claro, é uma aeronave bimotora. E esses novos motores GE9X são os maiores e mais potentes motores comerciais já construídos - maiores do que a fuselagem de um 737! O 777X trará uma nova era de gêmeos de muito alta capacidade e muito eficientes. É improvável que vejamos jatos comerciais de quatro motores novamente por algum tempo, mas pode haver mais desenvolvimentos nesta área.

O 777-9 está atrasado, mas agora está passando por voos de teste (Foto: Getty Images)
Ainda temos que esperar um pouco para ver o 777X em uso em companhias aéreas. O desenvolvimento foi atrasado devido a problemas no motor e problemas com testes estruturais. E atrasos na produção também aumentaram devido à desaceleração durante a pandemia.

Em fevereiro de 2021, os pedidos eram de 191 (abaixo dos 350 antes da pandemia). A Qatar Airways espera receber sua primeira aeronave em 2023, mas a Emirates (de longe o maior cliente) pode não chegar até 2025.

Antonov An-225


Afastando-se dos jatos de passageiros, uma das maiores aeronaves que você verá voando é o cargueiro Antonov An-225. Apenas um deles está operacional, embora um segundo permaneça parcialmente construído. Esta é a aeronave mais pesada já construída e tem a maior envergadura de qualquer aeronave operacional. Ele também tem seis motores e 32 rodas!

O An-225 Mriya pode transportar 250 toneladas (Foto: Getty Images)
Foi originalmente lançado em 1971 para transportar o equivalente do ônibus espacial da URSS, conhecido como Buran. O ônibus espacial seria carregado em cima da aeronave e partes do foguete caberiam na grande fuselagem. Ele pode carregar a maior carga útil de qualquer aeronave - enormes 250 toneladas (para comparação, o 747-8F aeronave de cargueiro pode transportar até 136 toneladas). 

O único An-225 concluído foi destruído na Batalha de Hostomel durante a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Em 20 de maio de 2022, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou planos para concluir o segundo An-225 para substituir a aeronave destruída.

Antonov An-124


Com o mesmo fabricante, o An-124 é menor que o An-225, mas é um dos maiores cargueiros desenvolvidos comercialmente. Foi lançado em 1982 e 55 aeronaves foram construídas. Até o 747-8 ser lançado, era a aeronave mais pesada produzida comercialmente.

O An-124 é regularmente usado para fretamentos de carga (Foto: Antonov Airlines)
Em abril de 2021, 33 aeronaves An-124 continuavam em uso (de acordo com dados do planespotters.net). Sete deles são operados pela companhia aérea ucraniana Antonov Airlines, 12 pela companhia aérea russa Volga-Dnepr e um por cada uma da Libyan Air Cargo e da Maximus Air Cargo dos Emirados Árabes Unidos. Eles regularmente veem operações de carga incomuns, como o transporte de trens Maglev da Alemanha para a China.

Lockheed C-5 Galaxy


Continuando com grandes aeronaves de transporte, o C-5 Galaxy também está no topo da lista em tamanho e carga útil. É uma aeronave transportadora militar construída pelo fabricante norte-americano Lockheed e entrou em serviço em 1970. Ela se seguiu a outros transportadores de sucesso, como o C-130 Hercules, mas simplesmente precisava ser maior.

131 aeronaves C-5 Galaxy foram construídas e muitas permanecem em serviço na
Força Aérea dos Estados Unidos (Foto: Força Aérea dos EUA via Wikimedia)
Com pouco mais de 75 metros de comprimento, é maior que o A380 e o An-124. Pode transportar uma carga útil de 127 toneladas e adiciona reabastecimento a bordo para uma grande variedade.

Ele permanece em serviço ativo na Força Aérea dos Estados Unidos, embora vários grandes transportes o tenham seguido. O Boeing C-17 Globemaster é um exemplo importante - é grande, mas não tão grande quanto o C-5.

Curiosamente, a Lockheed também estava interessada em uma substituição ainda maior. O chamado VLST (Very Large Subsonic Transport) foi proposto na década de 1990, mas nunca foi desenvolvido. Uma versão de passageiros teria dois conveses, quatro corredores e transportaria até 900 passageiros.

Airbus Beluga XL


Tecnicamente, o Beluga XL não é um tipo de aeronave, mas uma modificação do Airbus A330. Como tal, alguns podem questionar se ele deve aparecer em tal lista. Mas, independentemente de como você o trata, é uma das maiores aeronaves que você verá voando regularmente.

Em volume, é o maior. Ele oferece um volume de fuselagem de 2.209 metros cúbicos. Para efeito de comparação, o Dreamlifter da Boeing vem atrás com 1.840 metros cúbicos.

A Airbus terá uma frota de seis aeronaves Beluga XL (Foto: Airbus)
A Airbus construiu o Beluga XL (e seu predecessor Beluga) para transportar seus componentes de aeronaves. Desde o início, a Airbus dividiu a construção de aeronaves em vários locais. Foi formada como um consórcio de vários fabricantes europeus para enfrentar a Boeing.

O Beluga XL pode transportar duas asas A350 (Foto: Airbus)
O Beluga foi introduzido em 1995, baseado na fuselagem A300, e usado principalmente para a construção de A340. O Beluga XL, baseado no A330-200, foi lançado no início de 2000. Seu tamanho maior era necessário para componentes maiores do A350. Até o momento, três aeronaves foram entregues e seis entrarão em serviço em 2024.

Boeing Dreamlifter


O Dreamlifter é o transportador de fuselagem modificado da Boeing. Baseia-se em uma fuselagem esticada do 747-400, com uma inovadora porta traseira giratória para permitir acesso total à fuselagem.

Ele foi projetado para transportar peças do Boeing 787 de fornecedores na Itália e Japão (bem como locais nos EUA) para instalações de montagem final em Washington e Carolina do Sul. O primeiro Dreamlifter entrou em serviço em 2007 e agora existe uma frota de quatro.

O Dreamlifter é um Boeing 747 especialmente modificado (Foto: Boeing)
É um avião enorme, mas derrotado por outros nas estatísticas. Para o volume da fuselagem, ele vem atrás do Beluga XL. E embora seja mais longo que o Beluga XL e o 747-400, é superado pelo 747-8. Sua base do 747 com quatro motores oferece uma carga útil muito maior do que o Beluga XL, mas menos da metade do que o An-225.

Hughes H-4 Hercules


O Hughes H-4 Hercules foi uma das maiores aeronaves já construídas, mas nunca foi além da versão de um protótipo. É um transporte de barco voador e foi projetado para uso durante a Segunda Guerra Mundial. Podia transportar 750 soldados ou dois tanques M4 de 30 toneladas. No entanto, ele não voou até 1947, após o fim da guerra.

Ele tem a segunda maior envergadura de todas (depois do Stratolaunch), com 97,8 metros, e é movido por oito motores Pratt & Whitney. Para conservar metais durante os anos de guerra, ele tem uma fuselagem de madeira, daí seu apelido de 'Spruce Goose'.

“Spruce Goose”, de Howard Hughes (Foto: Getty Images)
O único protótipo fez voos de teste, mas nunca entrou em serviço. Ele permanece preservado e em exibição no Evergreen Aviation and Space Museum em Oregon, EUA.

Stratolaunch


Por último em nossa lista está a aeronave Stratolaunch (com o nome completo do Scaled Composites Model 351 Stratolaunch). Este enorme avião de dupla fuselagem tem a maior envergadura de todas as aeronaves de todos os tempos - incríveis 117 metros (o que está mais próximo disso hoje é o An-225 com 88,4 metros).

Ele foi projetado para transportar um foguete de até 250 toneladas entre as fuselagens para o lançamento em órbita. Grande parte da tecnologia e seus seis motores são baseados no 747-400. As duas fuselagens têm 73 metros de comprimento cada - e caso você esteja se perguntando, os pilotos se sentam na cabine do lado direito. O lado esquerdo não está pressurizado e é usado apenas para equipamentos.

O Stratolaunch voou novamente em abril de 2021 (Foto: Stratolaunch)
Houve atrasos no programa, principalmente após a morte de seu fundador Paul Allen em 2018. O novo proprietário, Cerberus Capital Management, decidiu mudar o papel da aeronave para ser um veículo de lançamento para veículos de pesquisa de vôo hipersônico reutilizáveis. Após um atraso de dois anos em seu primeiro voo, o Stratlauch voou novamente em abril de 2021. Estaremos de olho nos desenvolvimentos futuros para esta aeronave emocionante.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu

Vídeo: RAB digital e o impacto na transação de aeronaves


Mais uma rodada de discussões importantes para a aviação geral brasileira e que pode te ajudar a escolher profissionais na hora de comprar o seu avião Trouxemos três profissionais que irão aqui neste programa, ajudar você na compra e desembaraço da sua nova aeronave!

Via Canal Porta de Hangar de Ricardo Beccari


Aconteceu em 15 de maio de 1976: Acidente no voo Aeroflot 1802 na Ucrânia

Em 15 de maio de 1976, o voo 1802 da Aeroflot, foi um voo comercial do Aeroporto de Vinnytsia, na Ucrânia, para Moscou, na Rússia, que caiu após o leme desviar bruscamente e as hélices emplumadas em 15 de maio de 1976. Todos os 52 passageiros e tripulantes a bordo morreram no acidente.

Um Antonov An-24 similar à aeronave envolvida no acidente
A aeronave envolvida no acidente era o Antonov An-24RV, prefixo CCCP-46534, da Aeroflot. A aeronave saiu da linha de montagem final em 27 de fevereiro de 1975. Durante sua vida útil, a aeronave acumulou 2.996 horas de voo e 2.228 ciclos de pressurização.

A bordo estavam 46 passageiros e seis membros da tripulação. A tripulação da cabine consistia em: Capitão Fyodor Chumak, Copiloto Viktor Pashchenko, Navegador Pyotr Maksimenko, Navegador em treinamento Viktor Kozlov e Engenheiro de voo Ivan Ukhan.

As nuvens de tempestade estiveram presentes acima do céu da região de Chernihiv, na Ucrânia, durante o voo. Vento moderado soprando de sudoeste em um rumo de 250° a 6 m/s estava presente, junto com pancadas de chuva moderadas. A visibilidade no solo no aeroporto era de 10 quilômetros com uma cobertura de nuvens cúmulos-nimbos. 

O voo 1802 estava voando a uma altitude de 5.700 metros com uma velocidade de 350 km/h quando aproximadamente às 10h47 o leme desviou repentinamente 25° para a direita, mudando o ângulo de rotação e guinada. 

Os pilotos responderam rapidamente a esta deflexão ajustando os ailerons em suas tentativas de reduzir o roll. Poucos segundos depois, o leme desviou 9° e os elevadores desviaram, resultando em 30° de inclinação (nariz erguido). 


O avião atingiu afiados ângulos de ataque, e assim entrou em parafuso. No momento da entrada no spin, as hélices estavam emplumadas. O avião caiu 14,5 quilômetros a sudeste do aeroporto de Chernigovskiy, na Ucrânia, em um rolamento de 245° às 10h48 com uma razão de descida de quase 100 m/s em voo não controlado. Todas as 52 pessoas a bordo da aeronave morreram no acidente.

(Foto via avia.pro)
Como causa do acidente, foi apurado que a aeronave caiu devido à perda de controle causada pela deflexão do leme quando o piloto automático foi desconectado, mas a causa raiz da deflexão do leme nunca foi determinada. É possível que um dos pilotos acidentalmente tenha pressionado o botão de controle de compensação do leme. A falha elétrica também pode ter causado os problemas mecânicos.

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com Wikipedia, airdisaster.ru e ASN

Aconteceu em 15 de maio de 1958: Acidente logo após a decolagem do voo Pakistan International Airlines 205

Em 15 de maio de 1958, a aeronave Convair CV-240-7, prefixo AP-AEH, da Pakistan International Airlines - PIA, pousou em Palam (hoje Aeroporto Internacional Indira Gandhi), na Índia, às 19h02 horas após um voo sem intercorrências desde Karachi, no Paquistão.

Um Convair da PIA similar ao avião envolvido no acidente
Foi realizada uma verificação completa do serviço e foi reabastecido e carregado para o voo de retorno a Karachi. O peso total de decolagem indicado na folha de carga foi de 41.589 lbs. A investigação revelou um erro no peso vazio da aeronave e o peso bruto real de decolagem foi determinado em 41.319 libras, que é 1.181 libras a menos do que o peso total máximo permitido. Embarcaram na aeronave 32 passageiros e seis tripulantes.

Às 20h18 horas, a aeronave iniciou sua corrida de decolagem para o voo PK-205 e estava no ar na última metade da pista. Logo depois, chamas foram observadas na fronteira oeste do campo de aviação. 

O chefe da tripulação do voo assistiu à decolagem da aeronave. Ele viu a aeronave decolar e então subir a uma altura estimada por ele em 50 pés. Ele então percebeu as luzes de pouso apontando para baixo e a aeronave perdendo altura. Ele temeu que um acidente fosse iminente e imediatamente instruiu a tripulação a prosseguir naquela direção. 

Mais ou menos nesse momento, a sirene de impacto soou. O Convair atingiu o local do acidente em cerca de 7 a 8 minutos, altura em que o fogo atingiu grandes proporções. 

Ferimentos fatais foram sofridos por 4 membros da tripulação, 17 passageiros e 2 outros que estavam nas proximidades do acidente. Nove passageiros e um outro ficaram gravemente feridos. A aeronave foi destruída por impacto e fogo. 

Destroços da aeronave acidentada
O Relatório Final apontou como causa provável: "O capitão não observou e interpretou adequadamente seus instrumentos de voo e, portanto, permitiu inadvertidamente que a aeronave descesse ao solo imediatamente após uma decolagem noturna durante a qual nenhuma referência visual foi possível. Um fator contribuinte pode ter sido as reações lentas do capitão devido ao seu estado de saúde".

Por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos) com ASN e baaa-acro

Hoje na História: 15 de maio de 2024 - O último voo do laboratório voador DC-8 da NASA


Por mais de 37 anos, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) operou um avião comercial Douglas DC-8 especialmente modificado, que funcionou como um laboratório científico aerotransportado. Ao longo dos anos, a aeronave realizou dezenas de missões, ajudando os cientistas da organização a realizar experimentos que seriam impossíveis no solo.

Assim como acontece com todas as coisas boas, o tempo do DC-8 em nossos céus terminou no dia 15 de maio de 2024, quando o jato voou em baixa altitude do Armstrong Flight Research Center da NASA em Edwards, Califórnia, para um campo de aviação perto da Idaho State University. Felizmente, a aeronave não será desmantelada, pois será aposentada na universidade, ajudando a treinar futuros técnicos de aeronaves por meio de um programa prático de tecnologia de manutenção.

No entanto, a falta da aeronave fará muita falta, e aqueles que estão próximos de sua rota de voo poderão ouvir e ver o lendário jato quadrimotor subir aos céus pela última vez. A aeronave completou sua missão final em abril , e os preparativos para sua aposentadoria foram iniciados pouco depois.

Qual foi o papel do NASA DC-8?


(Imagem: NASA)
Durante décadas, a NASA operou o DC-8 altamente modificado como um laboratório de ciências voadoras, e a aeronave estava baseada no Edifício 703 do Centro de Pesquisa de Voo da organização. Segundo a NASA, o avião foi usado para coletar dados para experimentos que ajudaram a apoiar a comunidade científica mundial, incluindo pesquisadores federais, estaduais, acadêmicos e até estrangeiros.

A aeronave poderia coletar dados em diversas altitudes diferentes e realizar sensoriamento remoto. Os dados recolhidos nos voos do DC-8 foram utilizados em dezenas de disciplinas, desde hidrologia e meteorologia até biologia e ciências criosféricas. Principalmente, porém, o jato voou os seguintes quatro tipos de missões:
  • Desenvolvimento de sensores
  • Verificação do sensor de satélite
  • Lançamento de veículo espacial ou rastreamento de reentrada e recuperação de dados
  • Estudos da superfície e atmosfera da Terra

Uma despedida sombria


Pouco mais de um mês e meio após sua missão final, o DC-8 subiu aos céus pela última vez. A aeronave partiu da Base Aérea de Edwards (EDW), no sul da Califórnia, por volta das 10h, horário do Pacífico, antes de subir rapidamente a uma altitude de cruzeiro de cerca de 3.500 pés por cerca de uma hora, de acordo com dados do site de rastreamento de voos FlightAware.

Logo, o jato subiu quase 21.000 pés antes de cair novamente para apenas alguns milhares de pés na área da baía de São Francisco. A aeronave então retornou à altitude de cruzeiro e decolou para Idaho, pousando no Aeroporto Regional de Pocatello (PIH) pouco depois das 14h, horário das montanhas.


O Douglas DC-8, que já foi um dos aviões de passageiros mais populares do mundo, viu sua hora chegar e passar à medida que as companhias aéreas começaram a preferir aeronaves bimotores mais eficientes. Alguns permanecem registados a nível mundial, embora poucos voem e nenhum tenha voos regulares de passageiros.

No entanto, a NASA tem um plano de substituição para o seu programa de laboratório aerotransportado. De acordo com relatórios do Airport Spotting , a organização planeja substituir o jato ainda este ano por um eficiente Boeing 777-200ER, que teria adquirido por US$ 30 milhões.

Com informações do Simple Flying

Avião colide com ave e precisa arremeter no Santos Dumont; pista foi interditada

Ocorrência suspendeu pousos e decolagens por sete minutos; Infraero não encontrou vestígios na pista.

Aeroporto Santos Dumont (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil_
O avião Embraer ERJ-190-200LR (E195AR), prefixo PR-AXF, da Azul, precisou arremeter na manhã desta quarta-feira (14) após uma colisão com ave durante o pouso no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro. O incidente causou a suspensão temporária das operações entre 7h13 e 7h20.

A ocorrência foi registrada no voo AD4039, que tentava pousar no terminal. Segundo informações da Infraero, o piloto reportou o choque com a ave e, por segurança, arremeteu, realizando o pouso apenas na tentativa seguinte.

A Azul informou que a aeronave que fazia o trajeto Viracopos-Rio de Janeiro pousou em segurança e o desembarque dos Clientes aconteceu normalmente. A empresa também reforçou que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações.

Uma vistoria foi feita na pista, mas nenhum vestígio da ave foi encontrado, o que permitiu a retomada das operações após sete minutos de interrupção, de acordo com a Infraero.

Durante o breve período de interdição, um voo alternou para o Aeroporto do Galeão e outro voo precisou arremeter, pousando em seguida.

Via Super Rádio Tupi e flightradar24

O que são companhias aéreas charter?

Os voos charter desempenham um papel fundamental na indústria da aviação em todo o mundo. Eles fornecem serviços úteis para os viajantes chegarem ao seu destino, ao mesmo tempo que contribuem significativamente para a economia geral do mercado. No entanto, o que são realmente as companhias aéreas charter? Vamos dar uma olhada.

Oferecendo voos do Reino Unido e da República da Irlanda, a TUI é a maior
companhia aérea charter do mundo (Foto: Getty Images)

Os tipos de voo


Para entender melhor a natureza dos fretamentos, vamos primeiro dar uma olhada nos diferentes tipos de voos. A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) classifica as atividades da aviação civil em dois grupos - geral e comercial.

A aviação geral inclui instrução, lazer, negócios não comerciais, trabalho aéreo e "outros" voos. Enquanto isso, os serviços comerciais são divididos entre programados e não programados. Este último inclui operações sob demanda, como táxis aéreos e aviação comercial executiva. Notavelmente, o não programado também inclui serviços fretados.

Em meio à natureza pessoal dessas operações, as empresas privadas de fretamento promovem benefícios de velocidade, conforto e segurança em seus serviços (Foto: Getty Images)

Tipos de voo charter


Portanto, à primeira vista, um voo charter é um voo não programado. Trata-se de uma aeronave que é alugada para uma viagem específica e não faz parte da programação normal de uma transportadora. No entanto, existem vários tipos de voos charter.
  • Privado: geralmente, uma pessoa aluga um avião inteiro, em vez de reservar assentos específicos em um serviço comercial com fretamento privado.
  • Público: aqui, uma companhia aérea oferece serviços para determinados destinos de forma limitada. Muitas vezes são sazonais e podem ser fornecidos por operadores turísticos que alugam uma aeronave.
  • Carga: Assim como nos serviços comerciais regulares, as mercadorias também podem ser transportadas em serviços fretados. O setor viu um aumento desse tipo de serviço em meio aos suprimentos médicos urgentes que tiveram que ser transportados ao redor do mundo em meio à pandemia.
  • Afinidade: Com este tipo, os viajantes fazem parte de um grupo ou organização mais ampla e pagam por suas próprias passagens. Eles podem ser fãs de esportes ou música que vão a um evento especial.
Várias companhias aéreas oferecem serviços regulares e charter (Foto: Getty Images)

Abrindo oportunidades


Ao todo, voar pode ser uma atividade cara e complexa. No entanto, geralmente é a maneira mais eficaz de se locomover. Portanto, o fretamento pode fornecer soluções mais simples para empresas e passageiros que precisam pegar o ar. A capacidade de escolher o tempo, a aeronave e o destino é muito importante. Em última análise, o principal benefício desse serviço personalizado é a flexibilidade.

Notavelmente, as companhias aéreas charter podem oferecer serviços completos. Os gostos da TUI destacam que as organizações podem organizar voos com disposições extras, como catering e ofertas VIP com todas as aeronaves da frota. Assim, os grupos podem alugar Boeing 737, 767 e 787 da TUI para viagens de negócios, incentivos, exposições, passeios de um dia e eventos esportivos.

Os serviços charter têm sido uma graça salvadora para as companhias aéreas nos últimos meses. Por exemplo, os fretamentos da Sun Country Airlines para times esportivos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cassinos e até mesmo a Amazon contribuíram significativamente para sua receita geral, enquanto os serviços regulares tiveram impacto em toda a indústria.

No entanto, você pode até mesmo estar em um voo charter sem perceber. Várias empresas de pacotes de férias na verdade vendem as férias para hotspots que transportam passageiros através de companhias aéreas charter. No entanto, se não for o cliente final personalizando a operação, a empresa está. No geral, em meio às condições em constante mudança no clima atual, os voos charter são uma ótima maneira de a indústria se adaptar.

Vídeo: O dia em que 217 paraquedistas saltaram simultaneamente de 10 aeronaves diferentes a 19.000 pés

Assista a mais de 200 paraquedistas realizando um salto sincronizado recorde acima de Eloy, Arizona, em 2017.

'Cavalo de Troia': Doação de avião de luxo do Catar para os EUA abre debates sobre segurança nacional e interesses privados de Trump

Boeing 747-8 jumbo da família real catari tem valor estimado em US$ 400 milhões (R$ 2,25 bilhões) e deve ser usado para o transporte do presidente americano, segundo plano de Trump.

Donald Trump desembarca do Air Force One no aeroporto de Riade
(Foto: Brendan Smialowski/AFP)
A doação de um avião de luxo Boeing 747-8 jumbo da família real do Catar ao presidente dos EUA, Donald Trump, abriu uma nova crise em Washington. À medida em que se discute como o milionário presente de um país estrangeiro se encaixa nas regras legais e de decoro, analistas apontam que o uso do avião para transporte do presidente — como Trump alegou que pretende fazê-lo — representa um sério risco à segurança nacional americana.

Uma série de especialistas em temas de segurança nacional dos EUA, ouvidos pela mídia americana desde a segunda-feira, apontaram preocupação com o plano de Trump de utilizar a aeronave para seu deslocamento oficial. Entre os principais pontos de tensão indicados pelos analistas, as possibilidades do avião não corresponder aos altos padrões de segurança exigidos para o Air Force One e a chance de grampos ou escutas na aeronave — o que comprometeria a segurança das comunicações — estão entre os mais citados.

— Acho que o povo de Tróia, quando aceitou aquele cavalo, arrependeu-se depois — afirmou Darrell Blocker, ex-agente da CIA, em comentário na rede americana ABC News. — Se analisarmos quase tudo o que é fornecido por um governo estrangeiro, veremos que existem regulamentações, restrições e diretrizes para garantir que não estejam grampeados, e seria um verdadeiro pesadelo conseguir confirmar isso com um avião. Do ponto de vista da inteligência, não é a decisão mais brilhante.

O uso de escutas por países estrangeiros para obter informações sobre autoridades de uma outra nação é uma constante na História. O próprio ex-agente da CIA citou o caso da embaixada dos EUA em Moscou, nos anos 1980, que o governo americano precisou botar quase abaixo antes de torná-la operacional, porque o prédio estava totalmente grampeado.

— Seria necessário praticamente desmontar o avião até o esqueleto e montá-lo novamente — disse Mac Plihcik, agente aposentado do serviço secreto que trabalhou na equipe de Barack Obama, em entrevista ao Washington Post. Ele acrescentou ainda que no caso de um avião presidencial, a segurança de cada componente é muito importante individualmente.

Boeing 747 pousa na pista do Aeroporto Internacional de Palm Beach após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter visitado a aeronave em 15 de fevereiro de 2025 (Foto: Roberto Schmidt/AFP)
Muitos dos recursos de segurança do avião permanecem confidenciais, mas é sabido que o Air Force One Possui defesas antimísseis ou sistemas de contramedidas para proteção contra mísseis terra-ar e ar-ar, e dispositivos de comunicação que podem suportar o pulso de uma explosão nuclear. Também contém equipamentos de comunicação que permitem ao presidente governar a partir do ar, protegido de ataques cibernéticos.

— Não é uma coisa dos EUA em particular. Há um motivo pelo qual coisas como o transporte presidencial, para protegê-lo, é gerido em seu próprio país, porque existem coisas que não podem ser simplesmente delegadas — disse a analista de segurança nacional da CNN, Juliette Jayyem.

Reações negativas foram captadas entre democratas e republicanos. O senador democrata Jack Reed, integrante da Comissão de Serviços Armados do Senado, criticou o aceite de Trump ao presente do Catar, argumentando que usar o avião como Air Force One "representaria imensos riscos de contrainteligência".

Boeing 747 da família real do Catar (Foto: Reprodução)
"Este desrespeito imprudente à segurança nacional e à propriedade diplomática sinaliza uma perigosa disposição de negociar interesses americanos em benefício próprio", disse Reed em um comunicado na segunda-feira. "É uma afronta à Presidência e uma traição à confiança depositada em qualquer líder americano para salvaguardar a soberania da nação".

O ex-secretário de imprensa da Casa Branca de George W. Bush, Ari Fleischer, também levantou preocupações sobre o possível acordo.

"Nada sobre obter o Air Force One de um governo estrangeiro parece certo. Pode ser juridicamente legal, mas eu não faria isso", escreveu em uma publicação na rede social X. "O Air Force One deve ser totalmente americano. Não deve passar por mãos estrangeiras e não deve ser um presente de um rei".


Interesse privado?


A aeronave de luxo de propriedade da família do emir do Catar tem valor estimado em US$ 400 milhões (R$ 2,25 bilhões no câmbio atual), contendo dois banheiros completos, nove lavabos, um quarto principal e um quarto de hóspedes, além de lounges e um escritório privado. Segundo uma declaração pública de Trump, ela seria utilizada temporariamente, até a Boeing entregar o novo avião presidencial encomendado pelo governo americano, prevista para 2029.

— Eles [o governo do Catar] disseram que gostariam de fazer algo e se pudessem obteriam um 747 como contribuição para o nosso Departamento de Defesa usar durante alguns anos, enquanto os outros são construídos — disse Trump na segunda-feira. — Eu jamais recusaria esse tipo de oferta. Quer dizer, eu poderia ser um idiota e dizer: 'Não, não queremos um avião grátis e muito caro'. Mas foi, eu achei que foi um grande gesto.

Boeing 747 da família real do Catar (Foto: Reprodução)
Apesar da declaração de Trump que a doação seria para o Departamento de Estado, e não pessoal a ele, as notícias sobre a incorporação à frota rapidamente levantaram questões sobre seus interesses privados.

Mencionou-se em meios de comunicação americanos a possibilidade de Trump incorporar o avião à sua fundação museu ao fim do mandato (ele chama de “biblioteca”, mas bibliotecas presidenciais são centros de pesquisa administrados pelos Arquivos Nacionais). De acordo com o New York Times, Trump comparou esse plano ao do museu de Ronald Reagan na Califórnia, onde um Boeing 707 presidencial é uma das principais atrações. A diferença é que aquele avião estava no fim de sua vida útil — foi usado como Air Force One de 1973 a 2001 antes de ser desativado. Ele também continua sendo propriedade da Força Aérea e está apenas emprestado de forma permanente.

A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, e o principal advogado de Trump na Casa Branca, David Warrington, elaboraram uma análise concluindo que a doação da aeronave seria "legalmente permitida", desde que sua propriedade seja transferida para a biblioteca presidencial de Trump antes do final de seu mandato, de acordo com a rede ABC.

Em carta ao Controlador-Geral dos EUA, ao Escritório de Ética Governamental e ao Inspetor-Geral Interino do Pentágono, o deputado democrata Ritchie Torres exigiu uma revisão ética imediata e um parecer consultivo formal. Ele busca orientação oficial sobre se o presente viola as regras federais de ética ou a proibição constitucional de que titulares de cargos públicos americanos aceitem presentes de governos estrangeiros sem a aprovação do Congresso. Ele vem chamando o caso de "fraude voadora".

Via O Globo com NYT e Bloomberg