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| A rota planejada de Tirana a Istambul do avião é mostrada em amarelo, verde é a rota exigida de Salónica a Roma pelo sequestrador e roxo é a rota real para Brindisi |
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sexta-feira, 3 de outubro de 2025
Aconteceu em 3 de outubro de 2006: Sequestro do voo Turkish Airlines 1476 - O homem que queria ver o Papa
Aconteceu em 3 de outubro de 1946: Acidente com o DC-4 da American Overseas Airlines no Canadá
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| Um DC-4 da American Overseas Airlines similar ao avião acidentado (RAScholefield Collection) |
O "Flagship New England" era uma aeronave de transporte militar Douglas C-54E-5-DO que havia sido convertida em um avião civil Douglas DC-4, que havia sido registrado como N90904. Ele voou pela primeira vez em 1945 e registrou um total de 3.731 horas de voo durante sua carreira.
Em 24 de outubro de 1945, foi com a "Flagship New England" que a American Overseas Airlines (AOA) lançou os serviços de voos internacionais.
Às 12h14 EST do dia 2 de outubro, o "Flagship New England" partiu do aeroporto New York-LaGuardia para um seu voo comercial transatlântico, levando a bordo oito tripulantes e 31 passageiros, em direção a sua primeira escala, em Gander.
| Local do acidente da AOA em 10,03,1946 |
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| O guia local Don Cormier no monumento localizado no cume da Colina Crash. Observe as cruzes quebradas com os nomes de algumas das vítimas (foto de Michelle Bennett MacIssac 2017) |
A história do avião que voou 120 km sem combustível com 306 pessoas a bordo
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| Airbus A330 da Air Transat, que voou 120 quilômetros sem combustível em 2001 (Imagem: Juergen Lehle/30.set.2007/Via Wikimedia Commons) |
O que aconteceu?
Em 24 de agosto de 2001, um Airbus A330 da aérea canadense Air Transat fez um pouso de emergência em Açores (Portugal).
- O avião fazia a rota entre o aeroporto Internacional Pearson de Toronto (Canadá) e o aeroporto de Lisboa (Portugal). Após algumas horas, a tripulação do voo 236 observou um problema com o combustível.
- Os tanques das asas direita e esquerda mostravam quantidades bem diferentes. Esses valores tendem a ser próximos para manter o equilíbrio do avião.
- Para compensar, a tripulação começou a enviar combustível de uma asa para a outra. A medida não surtiu efeito, e um dos tanques se esvaziou, revelando que havia um vazamento.
- Com a falta de combustível, viram que seria o momento de mudar o local de destino. Assim, alteraram a rota para o aeroporto das Lajes, nos Açores (Portugal), a cerca de 1.500 km de distância da costa continental europeia.
Recorde de voo planado mais longo da história
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| Relatório final do acidente com o A330 de matrícula C-GITS em 2001 mostra danos à aeronave (Imagem: Relatório final/Acidente com C-GITS em 2001) |
- Quarenta minutos após perceberem o problema com o combustível, o motor direito parou. Treze minutos depois, o motor esquerdo também parava.
- O avião estava a 120 km do aeroporto e a cerca de 11 km de altitude. Agora, ele só poderia chegar ao seu destino planando.
- Após 19 minutos, às 5h45min do horário local, o avião pousava no aeroporto das Lajes.
- O pouso causou danos na estrutura do avião e nos trens de pouso. Apenas duas das 306 pessoas que estavam a bordo se machucaram.
- O voo detém o recorde de voo planado mais longo da história feito com um avião de passageiros.
O que contribuiu para o acidente?
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| Imagens mostram tubo hidráulico pressionando o de combustível e os danos no avião da Air Transat (Imagem: Relatório final/Acidente com C-GITS em 2001) |
- A instalação de uma bomba hidráulica da maneira inadequada no motor, que havia sido trocado dias antes, causou atrito na mangueira do combustível, levando ao seu rompimento.
- A demora da tripulação em perceber o problema do desbalanceamento dos tanques de combustível das asas.
- Os pilotos não seguiram a lista impressa com os procedimentos a serem tomados em caso de desbalanceamento dos tanques, fazendo o passo a passo de memória.
- Se tivessem se orientado pelo material impresso, teriam observado a recomendação a ser tomada em caso de vazamento de combustível, segundo o relatório final.
Como voou tão longe?
A perda da potência nos motores de um avião não significa que ele irá cair imediatamente. Ele ainda poderá planar, como um avião de papel ou uma asa delta, por exemplo.
Essa capacidade é chamada de razão de planeio. É a relação entre a distância percorrida na horizontal pela aeronave frente à sua perda de altura.
Uma asa delta, por exemplo, pode ter uma razão de planeio de 7:1. Ou seja, a cada sete metros que ela avança na horizontal, perde um metro de altura.
Aviões planadores podem ter uma razão de planeio que chega a ultrapassar 50:1. Um monomotor Cessna 172, que comporta até quatro pessoas a bordo, pode ter uma razão de planeio de 8:1.
Já um Boeing 767 de passageiros pode ter algo em torno de 16:1 a 20:1 de razão de planeio. Esse valor pode mudar, tanto para mais quanto para menos.
A razão e o tempo de descida mudam de acordo com vários fatores. Entre eles, técnicas de pilotagem (que podem retardar ou acelerar a descida para um aeroporto), vento, inclinação do avião, área da asa e altitude.
Peso não influencia na distância voada. Entretanto, ele aumenta a velocidade de descida.
Acidentes
- A falta de combustível também é chamada de pane seca. Ela é um dos principais causadores de acidentes aeronáuticos no Brasil.
- Desde janeiro de 2013, ocorreram 58 acidentes do tipo no país. Os dados são do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão ligado à FAB (Força Aérea Brasileira).
- Desse total, oito acidentes registraram mortes.
- Esse tipo de ocorrência pode acontecer por vários motivos. Entre eles, vazamento, contaminação no combustível ou planejamento errado do voo.
- É o caso do acidente com o avião da LaMia que levava o time da Chapecoense em 2016. A aeronave colidiu com um morro próximo ao aeroporto de Medelín, na Colômbia, matando 71 dos 77 ocupantes.
Maior desafio da aviação é acelerar tecnologias para produção de combustíveis sustentáveis, diz Iata
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| As companhias aéreas precisarão de 500 milhões de toneladas de SAF por ano até 2050 (Foto: Wilton Junior/Estadão) |
Desafios e oportunidades
Drones são usados para inspecionar aviões em SP; veja como funciona
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| Drone gera milhares de imagens do avião, que, depois, são analisadas por um profissional (Foto: Fábio Munhoz/CNN) |
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Como é feita a revisão programada
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| Drone é utilizado na inspeção da parte externa de avião no centro de manutenção da Latam em São Carlos (SP) (Foto: Fábio Munhoz/CNN) |
Maior centro de manutenção de aviões da América do Sul fica em SP
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| Oficina de trens de pouso no centro de manutenção da Latam em São Carlos (SP) (Foto: Fábio Munhoz/CNN) |
Avião supera ônibus como segundo meio mais comum de viagens pessoais
| (Foto: José Cruz / Agência Brasil) |
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quinta-feira, 2 de outubro de 2025
X-59: avião supersônico da NASA terá testes contra barulho extremo; veja explicação das etapas do projeto
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| O X-59, avião experimental da NASA, aparece na pista em Palmdale (EUA) ao nascer do sol, logo após receber a pintura final (Foto: NASA/Steve Freeman) |
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| Motor do X-59 ilumina o céu durante teste noturno na Califórnia (Foto: Lockheed Martin/Gary Tice) |
A porta que a Nasa quer abrir
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| Na fábrica da Lockheed Martin, o nariz do X-59 é preparado para testes; é ele que ajuda a transformar o boom em um simples “baque distante” (Foto: Lockheed Martin) |
Como serão os testes
- Fase 1 (2025): Realização dos primeiros voos em ambiente controlado na Base Edwards e no Centro Armstrong. É nesse etapa que haverá um aumento gradual da velocidade do modelo até ele alcançar o voo supersônico.
- Fase 2 (2026): Validação acústica em campo de testes restrito, com medições detalhadas para confirmar se o X-59 realmente produz o "sussurro supersônico" previsto.
- Fase 3 (2026-2028): Testes sobre comunidades selecionadas, com coleta de dados sobre percepção humana e medições técnicas de ruído.
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| Concepção artística mostra o X-59 em sua configuração final, após anos de pesquisa e design da NASA e da Lockheed Martin (Foto: Lockheed Martin) |
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| Vista da entrada de ar do motor do X-59, posicionada no topo da fuselagem para ajudar a reduzir o impacto do estrondo supersônico (Foto: Lockheed Martin) |
Vídeo: PH RADAR 64 - Acontecimentos da Aviação
Aconteceu em 2 de outubro de 2015: A queda do voo Aviastar 7503 na Indonésia
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| A aeronave envolvida no acidente |
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| A rota real e a rota designada para o voo Aviastar 7503 (NTSC) |
- A aeronave possuía Certificado de Aeronavegabilidade válido antes do acidente e foi operada dentro do envelope de peso e balanceamento.
- Ambos os pilotos tinham licenças válidas e atestados médicos.
- O voo acidental de Masamba (WAFM) para Makassar (WAAA) foi o 6º setor para a aeronave e a tripulação naquele dia. O Capitão atuou como Piloto Voador e o Primeiro Oficial atuou como Piloto Monitorador.
- A imagem de satélite publicada pela BMKG às 07h00 UTC mostrou que havia formações de nuvens na área do acidente. Os moradores locais afirmaram que o tempo na área do acidente estava nublado no momento do acidente.
- A aeronave partiu de Masamba às 06h25 UTC (14h25 LT), conduzida em VFR com altitude de cruzeiro de 8.000 pés e tempo estimado de chegada a Makassar de 07h39.
- Após atingir a altitude de cruzeiro, a cerca de 22 Nm de Masamba, o voo desviou-se da rota visual e voou direto para BARRU na direção de 200° em direção à área com terreno elevado e formação de nuvens com base na imagem do satélite BMKG.
- O processo de tomada de decisão dos pilotos não demonstrou qualquer evidência de que estivessem preocupados com as condições ambientais à frente, que apresentavam mais riscos e exigiam um julgamento de voo correto.
- O CVR não registrou cautela e advertência auditiva do EGPWS antes do impacto. A investigação não conseguiu determinar o motivo da ausência do EGPWS.
- Os dados do CVR e o corte nas árvores indicaram que a aeronave estava em voo reto e nivelado e não havia indicação de ação de evasão por subida ou curva.
- A Agência SAR não recebeu nenhum sinal de colisão do ELT da aeronave, provavelmente devido ao desprendimento da antena do ELT durante o impacto.
- Em relação à operação do EGPWS para a tripulação de voo, foi realizado um briefing especial, porém não houve treinamento especial.
- O teste operacional do sistema TAWS não foi incluído na lista de verificação piloto.
- A investigação não conseguiu determinar a instalação e a última revisão da base de dados de terrenos do TAWS.
- A investigação não conseguiu encontrar o documento com o resultado do teste funcional após a instalação do TAWS.
- Alguns dos pilotos do DHC-6 não foram informados sobre a operação do TAWS e EGPWS.













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