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Viajar de avião pode ser uma experiência desagradável para muitas pessoas, seja por medo, desconforto ou mesmo por enjoar. No entanto, existem alguns truques que podem ajudar a tornar a viagem mais tranquila e agradável. Neste artigo, vamos partilhar consigo 7 dicas para quem não gosta de andar de avião.
A verdade é que o avião é o transporte mais seguro do mundo, mas voar não é algo que nos seja natural. Por isso, há quem se sinta desconfortável a andar de avião. Se é o seu caso, estas 7 dicas são para si.
1. Escolha bem o seu lugar
O lugar que ocupa no avião pode fazer toda a diferença na sensação que tenha de segurança e conforto.
Se tem medo da turbulência que por vezes acontece, prefira os lugares junto às asas, que são mais estáveis. A turbulência e os poços de ar podem mesmo ser um problema, pelo que o melhor é ter o cinto de segurança colocado sempre que está na cadeira.
Se tem claustrofobia, opte pelos lugares junto às janelas ou às saídas de emergência, que oferecem mais espaço e visibilidade.
Se tem problemas de circulação ou de movimento, escolha os lugares junto ao corredor, que facilitam o acesso à casa de banho e à movimentação pelo avião.
2. Prepare-se para o voo.
Antes de embarcar, procure informar-se sobre as condições meteorológicas, a duração do voo e o horário de partida e chegada. Assim, poderá ajustar as suas expectativas e evitar surpresas desagradáveis.
Além disso, faça uma mala leve e prática com os itens essenciais para a viagem, como documentos, medicamentos, roupa confortável e um livro ou um dispositivo eletrónico para se distrair.
3. Relaxe antes e durante o voo.
Uma das melhores formas de combater o medo e o stress de andar de avião é relaxar o corpo e a mente.
Antes do voo, evite consumir bebidas alcoólicas, cafeína ou alimentos pesados, que podem aumentar a ansiedade e causar mal-estar.
Em vez disso, beba água, chá ou sumos naturais, que hidratam e acalmam o organismo
Durante o voo, respire fundo e lentamente, faça alongamentos e massagens nas pernas e nos braços, ouça música relaxante ou medite.
4. Distraia-se com algo que goste
(Foto: Ethan Hu /Unsplash.com)
Outra forma de aliviar o medo e o tédio de andar de avião é distrair-se com algo que lhe dê prazer e interesse. Pode aproveitar para ler um livro, ver um filme ou uma série, jogar um jogo ou fazer um puzzle.
Também pode conversar com o seu companheiro de viagem ou com os outros passageiros, se se sentir à vontade. O importante é manter a sua atenção focada em algo positivo e divertido.
5. Informe-se sobre a segurança dos aviões
Muitas vezes, o medo de andar de avião está relacionado com a falta de conhecimento sobre a segurança dos aviões e dos voos.
Por isso, pode ser útil informar-se sobre os procedimentos de segurança que são seguidos pelas companhias aéreas e pelos pilotos, bem como sobre as estatísticas que mostram que andar de avião é um dos meios de transporte mais seguros do mundo.
Assim, poderá ter uma perspectiva mais racional e realista sobre os riscos envolvidos.
O avião é o transporte mais seguro do mundo
6. Recorra à ajuda profissional se necessário
Se o seu medo ou desconforto de andar de avião for muito intenso ou interferir com a sua vida pessoal ou profissional, pode ser necessário recorrer à ajuda de um profissional de saúde mental.
Existem terapias específicas para tratar a fobia de voar, que podem envolver técnicas cognitivo-comportamentais, hipnose ou exposição gradual ao estímulo temido.
Também pode consultar o seu médico para saber se pode tomar algum medicamento que alivie os sintomas físicos ou psicológicos da ansiedade.
Outra hipótese é integrar um dos programas específicos que algumas companhias disponibilizam para quem tem medo de voar, como é o caso da TAP, com o seu Ganhar Asas.
7. Encare o voo como uma oportunidade
Por fim, uma forma de mudar a sua atitude em relação ao voo é encará-lo como uma oportunidade
Pense que se não voasse não conseguia dar aquele passo importante na sua carreira profissional ou que nunca teria as férias com que andava já há muito tempo a sonhar.
Voar não nos é natural e há muita gente que sente desconforto ou mesmo fobia. Mas existem pequenos truques que nos permitem ficar mais confortáveis.
Se você não quer ser o motivo do incômodo de alguém, então siga estas regras de etiqueta.
Viajar de avião é mais rápido, confortável e econômico que a maioria dos meios de transporte disponíveis no Brasil. No entanto, é importante garantir que algumas regras de etiqueta dos aviões sejam seguidas para otimizar sua experiência.
1 - Não mergulhe no perfume antes de viajar
Pode parecer uma boa ideia, mas usar perfumes em demasia dentro de aviões, por ser um ambiente fechado, é deselegante. Além disso, pode irritar pessoas que tenham alergia a cheiros intensos.
2 - Não tomar banho antes do voo
Pelo mesmo motivo do mencionado acima, assim como usar perfumes em demasia pode soar deselegante, ir com maus odores corporais também é. Por isso, tomar um bom banho e usar desodorante é a melhor opção para viajar em ambientes fechados.
3 - Não ocupe o portão de embarque se não estiver na sua hora
É muito comum que haja aglomerações nos espaços próximos ao embarque, em virtude da ansiedade de viajar ou ainda pelo medo de perder o horário do embarque. No entanto, ficar próximo ao local não significa que se deve obstruir a passagem!
4 - Não usar fones de ouvidos bem encaixados nas orelhas
Outra coisa comum é a utilização de fones de ouvido de forma errada. Enquanto a pessoa escuta música, é possível ver que os fones estão deslocados do canal auditivo, permitindo que o áudio ecoe no ambiente fechado e incomode os demais.
5 - Não ser paciente com as crianças dos outros
Crianças têm resistência a ambientes fechados e que as obriguem a ficar quietas ou sentadas por longos períodos. Desse modo, é comum ver que estão agitadas, irritadas e chorosas. Assim, tenha paciência com elas, pois os pais estão fazendo o melhor para acalmá-las.
6 - Ignorar a regra: O assento do meio recebe os dois descansadores de braço
Sim! É isso que você leu! Os assentos do meio têm direito a ambos os descansadores de braço.
7 - Não peça a ninguém para trocar de lugar com você para que você fique próximo à janela
É constrangedor para quem pede e constrangedor para quem recebe a proposta. Então fique no local que você escolheu ao comprar a sua passagem.
Luzes vistas da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos (SP), na 'noite oficial dos óvnis' (Imagem: Divulgação/Jackson Luiz Camargo)
A noite de 19 de maio de 1986 representa um marco na aviação e na ufologia brasileiras. Há 39 anos, acontecia o que ficou conhecida como a "noite oficial dos óvnis", ou "a noite dos discos voadores", quando objetos luminosos foram flagrados voando em diversas rotas aéreas.
Os registros da época feitos pela Aeronáutica revelam que esse fenômeno ocorreu em São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Paraná. Como não se sabe até hoje o que eram esses objetos, eles foram classificados como óvnis (objetos voadores não identificados).
Uma das coisas mais espantosas, segundo relatos, era que sempre que um avião se aproximava, as luzes fugiam. Os objetos chegavam a atingir velocidades superiores à do som, e voavam em zigue-zague, algo praticamente impossível a altas velocidades.
Além da sólida documentação e do grande número de testemunhos, houve registro nos radares. Apenas objetos sólidos e de um certo tamanho são captados por esses sistemas, o que torna todo o mistério envolvendo essas luzes mais impressionante.
Mapa mostra alguns dos pontos onde os óvnis foram observados entre 19h30 e 21h na noite de 19 de maio de 1986 (Imagem: Jackson Luiz Camargo/Divulgação)
37 anos depois
O pesquisador em ufologia (área da investigação de fenômenos relacionados aos óvnis) Jackson Luiz Camargo se dedicou a pesquisar o tema nos últimos anos, e realizou um levantamento com informações além das que já constam nos relatórios oficiais. A pesquisa de Camargo trouxe novas revelações sobre aquela noite de maio de 1986.
São sete horas de gravação entre os pilotos da Aeronáutica e os centros e torres de controle naquele dia. Com as informações contidas nos diálogos, Camargo fez um mapa do posicionamento dos objetos, apontando velocidade e deslocamento dos óvnis.
Ainda segundo o pesquisador, houve mais desses objetos e em mais regiões além daqueles registrados pela Aeronáutica. Apenas em Minas Gerais, há registros de avistamentos dessas luzes por moradores de Araxá e Uberlândia, por exemplo.
Um piloto que sobrevoava a região relatou que um dos óvnis voou na direção de seu avião, o que lhe causou um grande susto. Camargo também apurou que, no mesmo período, caças do Uruguai perseguiram esses objetos luminosos pelos céus do país.
Sobre o tamanho dos objetos, eles chegariam a cem metros de diâmetro, segundo o pesquisador. A informação foi constituída a partir dos dados de radar fornecidos pelos pilotos dos caças F-5 da FAB. Esse tamanho é maior que o dos aviões Boeing 747 e Airbus A380, alguns dos maiores aviões de passageiros do mundo.
"Ainda hoje, 36 anos depois, não tem nenhuma aeronave que consiga reproduzir as manobras que foram documentadas naquela noite. O que a gente pode dizer é que esses objetos não são tecnologia terrestre, de nações da terra", diz Camargo.
O pesquisador ainda informou que vários dos óvnis se moviam a velocidades que chegavam a 15 vezes a do som, fazendo movimentos de zigue-zague. O avião mais rápido construído pelo homem, o North American X-15, não chega a sete vezes a velocidade do som.
Como foi aquela noite
A "noite oficial dos óvnis" teve entre seus primeiros relatos registrados o momento em que um controlador de tráfego aéreo disse ter detectado pontos luminosos no céu e, em seguida, na tela do radar da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos (SP).
Vários pilotos também passaram a informar que observaram luzes semelhantes. As informações registradas na época descreviam os objetos como de cor predominantemente vermelha e com alterações para amarelo, verde e alaranjado.
Como esses pontos acabaram sendo detectados pelos radares da Aeronáutica, teriam tamanho suficiente para colocar em risco os aviões que trafegavam por onde eles apareciam. Devido a isso, foram acionados os caças F-5 e Mirage da FAB (Força Aérea Brasileira) para interceptar essas luzes.
Os aviões partiram do Rio de Janeiro e de Anápolis (GO) e perseguiram os pontos luminosos por cerca de quatro horas. Um dos pilotos das aeronaves interceptadoras descreveu o que via como um objeto que emitia forte luz branca, a uma altitude de cerca de cinco quilômetros.
O piloto acompanhou o objeto até uma altitude de dez quilômetros, quando sua cor mudou para vermelha, depois para verde e para branca mais uma vez, permanecendo assim.
'Festival dos discos voadores'
Visivelmente impressionado, em um momento das gravações, o controlador de voo que observava as luzes disse no rádio: "[Centro de Controle de Área de] Brasília? Boa noite e bem-vindos ao festival dos discos voadores! Tá uma loucura isso aqui, cara!".
O mesmo tipo de relato sobre pontos luminosos ocorreu também em outros estados brasileiros naquela noite, até que as luzes sumiram definitivamente dos radares e da vista dos pilotos.
Possibilidade de "inteligência"
O relatório final de ocorrências, apresentado à época ao Ministério da Aeronáutica, reunia as seguintes informações sobre os objetos:
Sua altitude oscilava entre menos de 1,5 km e mais de 12 km;
Eram visualizados pelos pilotos devido às cores branca, verde e vermelha, mas também se movimentavam com as luzes apagadas;
Eram capazes de acelerar e desacelerar de maneira brusca.
Relatório de ocorrência datado de 2 de junho de 1986, poucos dias após a "noite oficial dos óvnis", em 19 de maio de 1986. O documento é assinado pelo Brigadeiro-do-Ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Imagem: Arquivo Nacional)
O relatório concluiu apontando a possibilidade de haver inteligência por trás daqueles objetos.
"Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer, que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados".
Para ter acesso a todo o conteúdo disponibilizado pela Aeronáutica, acesse o site do Sistema de Informações do Arquivo Nacional, faça um cadastro, vá em favoritos e, em seguida, clique em "Objetos Voadores Não Identificados". Lá, é possível encontrar áudios, relatórios, imagens e dossiês de todos os registros de aparições de óvnis feitos até hoje no Brasil, inclusive o dossiê sobre a "noite oficial dos óvnis".
O incidente ocorreu por volta das 12h05, durante as comemorações do Dia Internacional dos Museus. A FAB destacou que o incidente resultou apenas em danos materiais à aeronave.
Avião faz pouso de emergência no Rio (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Um avião Van's RV-8 precisou realizar um pouso de emergência na tarde deste domingo (18) durante uma apresentação no Museu Aeroespacial (MUSAL), localizado no Campo dos Afonsos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu por volta das 12h05, durante as comemorações do Dia Internacional dos Museus.
Segundo relatos publicados nas redes sociais, a aeronave teria colidido com uma ave durante a exibição aérea, o que pode ter provocado a necessidade do pouso não programado. Apesar do susto, não houve feridos.
(Foto: Reprodução/X)
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o ocorrido por meio de nota oficial. De acordo com a instituição, a aeronave envolvida foi um modelo RV-8, de uso civil. A FAB destacou que o incidente resultou apenas em danos materiais à aeronave.
Em suas redes sociais, o piloto que estava na aeronave, comandante Armando Ferrari, confirmou que não sofreu ferimentos.
Piloto confirma em redes sociais que não sofreu ferimentos em acidente aéreo no Musal (Imagem: Divulgação)
O evento no MUSAL reuniu entusiastas da aviação e famílias para celebrar a data com exposições, apresentações aéreas e atividades educativas. A programação seguiu normalmente após o ocorrido.
(Foto: Biblioteca do Congresso | Wikimedia Commons | Simple Flying)
A indústria aérea moderna é composta por inúmeras transportadoras em todo o mundo, com operadores ao redor do globo atendendo a quase todos os mercados concebíveis na aviação comercial atual. Mesmo em uma viagem rápida a um grande aeroporto internacional, você pode rapidamente perder a conta do número de diferentes companhias aéreas em exposição, com seus diversos esquemas de pintura servindo como um lembrete do nosso mundo conectado.
No entanto, tudo isso teve que começar em algum lugar, com as primeiras companhias aéreas do mundo tendo surgido há mais de um século. Ao contrário do setor de aviação comercial de hoje, onde as transportadoras iniciantes são estabelecidas com relativa frequência, a indústria aérea inicial cresceu lentamente, particularmente devido ao surgimento da Primeira Guerra Mundial em meados do final da década de 1910. Acontece que a primeira companhia aérea do mundo foi fundada há 115 anos.
Começando com dirigíveis
Conforme observado pela Drive Spark, a primeira empresa do mundo a usar aeronaves para fins de geração de receita é amplamente reconhecida como tendo sido a Deutsche Luftschiffahrts-Aktiengesellschaft. Conhecida abreviadamente como DELAG, a Airships.net observa que o nome da transportadora se traduz como 'German Airship Transportation Corporation Ltd.' A história da DELAG começou há 115 anos, com sua fundação ocorrendo em 16 de novembro de 1909.
A Avgeeks com uma inclinação especial pela história da aviação notarão que isso ocorreu menos de seis anos depois que os irmãos Wright fizeram o primeiro voo motorizado mais pesado que o ar do mundo, em 17 de dezembro de 1903. Com os aviões de asa fixa mais pesados que o ar ainda em sua infância no final da década de 1900, talvez não seja surpreendente ver que as embarcações escolhidas pela DELAG eram, na verdade, grandes dirigíveis .
A DELAG operou dirigíveis fabricados pela Zeppelin, uma empresa que, de acordo com a MDR, foi fundada em 1908, e cujo nome, ao longo dos anos, tornou-se quase sinônimo de dirigíveis voadores. Menos de um ano após sua fundação, a DELAG operou seu primeiro voo, com um dirigível Zeppelin chamado Deutschland e com a designação LZ 7, decolando sete meses depois, em 19 de junho de 1910.
Infelizmente, as primeiras semanas de operações estavam longe de ser um mar de rosas para a DELAG, pois, antes do mês acabar, seu primeiro dirigível seria destruído em um acidente. De acordo com a Aviation Safety Network, o LZ 7 foi perdido em 28 de junho daquele ano após cair na Floresta de Teutoburgo. A embarcação havia sido desviada do curso após sofrer uma falha no motor e ficar sem combustível em condições de tempestade.
Crescimento inicial
Felizmente, como a ASN observa, não houve fatalidades entre as 32 pessoas a bordo do dirigível LZ 7 Deutschland no momento do acidente que pôs fim à sua curta carreira com a DELAG. A transportadora estava determinada a se recuperar desse obstáculo inicial e colocaria vários outros dirigíveis em serviço antes do início da Primeira Guerra Mundial, como o Schwaben e o Deutschland II.
De acordo com o Airships.net, muitos dos primeiros serviços de passageiros programados da DELAG eram passeios turísticos, em vez de viagens ponto a ponto que transportavam hóspedes pagantes de um local para outro. No entanto, a transportadora logo começou a oferecer rotas ponto a ponto, com o período entre guerras sendo uma era particularmente fértil para esse crescimento, que a veria oferecer forte concorrência às opções de transporte terrestre.
Uma rota ponto a ponto inicial importante para a DELAG viu a primeira companhia aérea do mundo ligar Berlim a Friedrichshafen, com o dirigível LZ 120 Bodensee conectando as duas cidades por via aérea em apenas quatro a nove horas. A natureza relativamente rápida dessas viagens era uma perspectiva atraente para aqueles que podiam pagar por elas, já que viajar entre Berlim e Friedrichshafen por trem na época levava de 18 a 24 horas.
Dirigível LZ 120 Bodensee (Foto: George Grantham Bain/Biblioteca do Congresso | Wikimedia Commons)
O LZ 120 Bodensee que servia a rota era uma embarcação particularmente especial, como o This Day In Aviation observa que foi o primeiro dirigível totalmente aerodinâmico do mundo. Seu design visava diminuir o arrasto sempre que possível, o que também era evidenciado pelo fato de sua gôndola ser fixada diretamente na parte inferior do envelope. O LZ 120 Bodensee podia transportar uma tripulação de 12, com espaço para 20 passageiros.
Mais detalhes sobre a primeira rota
A rota da DELAG de Berlim para Friedrichshafen começou a operar em agosto de 1919, menos de um ano após o fim da Primeira Guerra Mundial. Com a sociedade alemã na época em um estado de reconstrução, This Day In Aviation observa que a DELAG esperava que sua nova rota ajudasse a catalisar o crescimento em viagens aéreas intermunicipais. Naturalmente, operações bem-sucedidas na rota também teriam benefícios de publicidade para a empresa.
Em termos de cronograma da rota, o Airships.net observa que as operações começaram em 24 de agosto. Em termos gerais, o LZ 120 Bodensee (cujo nome faz referência ao lago em cuja costa norte fica Friedrichshafen) voaria para o norte em datas ímpares e para o sul em datas pares. Acontece que a operação não atendia apenas as duas cidades em cada ponta da rota.
De fato, por um tempo limitado, os voos da DELAG entre Berlim e Friedrichshafen também incluíram uma parada na rota, em Munique. No entanto, isso durou relativamente pouco, com os voos cessando suas escalas na maior cidade e capital da Baviera em outubro de 1919. O LZ 120 Bodensee podia voar a 82 mph (132 km/h), mas seu tempo na DELAG foi curto, pois foi dado à Itália como reparação de guerra em 1921.
Acidente com o dirigível LZ 8 Deutschland II (Foto: Desconhecido/Domínio Público | Wikimedia Commons)
Ainda assim, por todos os relatos, este dirigível foi um dos poucos que a DELAG operou em seus primeiros anos que não foi perdido em um acidente. De fato, além do incidente LZ 7 Deutschland mencionado acima , o Zeppelin Museum também observa que seus sucessores, o LZ 6 sem nome e o LZ 8 Deutschland II, operaram apenas um punhado de voos de passageiros antes que suas carreiras chegassem a um fim prematuro das seguintes maneiras:
LZ 6 - Destruído em um incêndio no hangar durante procedimentos de manutenção.
LZ 8 Deutschland II - Foi jogado contra a lateral de um hangar e ficou danificado além do reparo (foto acima).
Eventos entre guerras interromperam o crescimento da DELAG
Por fim, a DELAG começou a olhar além da fronteira alemã para ver onde mais poderia expandir sua rede de operações comerciais de dirigíveis para transporte de passageiros. Como parte disso, planejou usar uma embarcação conhecida como LZ 121 Nordstern ('Estrela do Norte') para estender sua rota existente entre Friedrichshafen e Berlim mais ao norte. De fato, o Airships.net observa que Estocolmo foi escolhida como destino.
No entanto, esses planos nunca se concretizaram, pois a DELAG foi forçada a entregar o LZ 121 Nordstern à França antes mesmo que ele pudesse entrar em serviço na rota para a capital sueca com a empresa. A razão para isso, assim como a transferência do LZ 120 Bodensee para a Itália, é que foi ditado que o navio seria dado aos franceses como parte das reparações de guerra pagas pelas Potências Centrais.
Após a Primeira Guerra Mundial, o Tratado de Versalhes também forçou temporariamente a DELAG a cessar suas operações, pois estipulava que os fabricantes alemães só poderiam construir dirigíveis muito menores. De fato, o limite superior a esse respeito foi estabelecido em 28.000 metros cúbicos (1.000.000 pés cúbicos), enquanto a Zeppelin, antes que essas regras fossem postas em prática, tinha como objetivo construir dirigíveis maiores para a DELAG.
Dirigível LZ 13 Hansa (Foto: Marinha dos EUA | Wikimedia Commons)
Como tal, a companhia aérea teve que esperar que as regras fossem relaxadas antes que pudesse aumentar sua frota e substituir os dirigíveis que havia perdido no processo de reparações de guerra. Isso finalmente ocorreu em 1925, permitindo que a empresa Zeppelin avançasse com o design e a produção de um dirigível que esperava que permitisse viagens aéreas intercontinentais. Nem é preciso dizer que os resultados foram bastante espetaculares.
Voando mais longe
O dirigível em questão era o lendário LZ 127 Graf Zeppelin , que, de acordo com o Airships.net, voou pela primeira vez em setembro de 1928. Um mês depois, a enorme embarcação entrou para os livros de história ao operar o primeiro voo regular de transporte de passageiros do mundo através do Oceano Atlântico, voando de Friedrichshafen para Lakehurst, Nova Jersey, com 20 passageiros e 40 membros da tripulação a bordo.
As 111 horas e 44 minutos que o dirigível levou para fazer sua jornada foram bastante pedestres para os padrões de hoje . No entanto, o voo foi uma grande conquista que abriu caminho para o crescimento do movimentado e lucrativo corredor transatlântico que todos nós conhecemos e amamos hoje. O LZ 127 Graf Zeppelin também serviria, como observa o MDR, a cidade de Nova York, bem como destinos na América do Sul.
O fim da linha
O lançamento dos serviços sul-americanos da DELAG ocorreu em 1931, apenas dois anos antes dos nazistas chegarem ao poder na Alemanha em 1933. Este evento político sísmico, é claro, teria grandes implicações em um nível humano, militarista e geopolítico em todo o mundo, mas também anunciou uma mudança significativa mais perto de casa. Para a DELAG, isso significou o fim da linha dois anos depois, em 1935.
Desastre de Hindenburg (Foto: Sam Shere/National Archief | Wikimedia Commons)
Especificamente, foi então que, como observa o Airships.net, a Deutsche Zeppelin Reederei (Empresa Alemã de Transporte de Zeppelin) foi estabelecida como sucessora da DELAG. Isso garantiu maior controle nazista sobre as operações de dirigíveis, com o instigador sendo ninguém menos que o Ministro do Ar Hermann Göring. Após o desastre de Hindenburg em 1937 e o início da Segunda Guerra Mundial, a Deutsche Zeppelin Reederei encerrou as operações, encerrando a história da primeira companhia aérea do mundo.
Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu com informações de Simple Flying
A Cessna Aircraft Company é uma das fabricantes de aeronaves mais notáveis do mundo. Junto com a Beechcraft e a Piper Aircraft Company, é considerada uma das Big Three da Aviação Geral. Desde que foi fundada há quase 100 anos, a Cessna conquistou o mundo com suas conhecidas aeronaves leves de asa alta, monomotoras e movidas a pistão, que se tornaram algumas das aeronaves mais produzidas do mundo, como o Cessna 172 Skyhawk.
A empresa sediada em Wichita, em Kansas, também desenvolveu várias aeronaves utilitárias populares movidas por motores turboélice, como o Cessna Caravan. A Cessna também entrou na indústria da aviação privada com a introdução da linha Citation de jatos executivos. Essas várias linhas de aeronaves gerais e privadas fizeram da Cessna uma das fabricantes de aeronaves mais notáveis. Vamos dar uma olhada mais de perto na Cessna Aircraft Company e sua jornada para se tornar uma fabricante de aeronaves proeminente.
Cessna Grand Caravan pousando na Indonésia
Os primeiros dias
O início da Cessna Aircraft Company pode ser rastreado até Clyde Cessna, um fazendeiro em Rago, Kansas. Clyde descobriu um interesse precoce em aviões e começou a projetar e, eventualmente, construir sua própria aeronave. Em 1911, ele se tornou a primeira pessoa a construir e voar sua própria aeronave, que estava localizada entre o Rio Mississippi e as Montanhas Rochosas.
Seus primeiros empreendimentos na construção de aeronaves eventualmente o levaram a Wichita, Kansas, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Junto com outros empreendedores pioneiros da aviação, Walter Beech e Lloyd Stearman, o grupo fundou a Travel Air Manufacturing Company. Esta empresa se tornou uma das principais fabricantes de aeronaves devido à supervisão de Clyde Cessna. Após alguns desentendimentos sobre o design da aeronave, Clyde deixou a empresa para formar sua própria firma.
Clyde fundou oficialmente a Cessna Aircraft Company em 1927 com Victor Roos, embora Roos tenha deixado a empresa após apenas um mês. Após alguns anos desenvolvendo a primeira aeronave Cessna, o Cessna DC-6, a aeronave recebeu sua certificação de tipo. No entanto, isso foi no mesmo dia da quebra da bolsa de valores de 1929. A pressão econômica era muita, e a Cessna Aircraft Company foi forçada a fechar suas portas em 1934.
Sucesso após a Segunda Guerra Mundial
A família Cessna continuou a construir aeronaves e eventualmente criou a aeronave de corrida, o Cessna CR-3, em 1933. Dois sobrinhos de Clyde, Dwane e Dwight Wallace, compraram a empresa de Clyde em 1934 com a intenção de reiniciar a empresa de fabricação. Os dois irmãos imediatamente começaram a desenvolver suas próprias aeronaves, incluindo o hidroavião Cessna C-37.
Os irmãos Wallace viram sucesso na década de 1940 durante a guerra quando seu recém-projetado Cessna T-50 começou a ser escolhido pelos militares. Tanto o Exército dos Estados Unidos quanto a Força Aérea Real Canadense fizeram pedidos de T-50s, e a Cessna Aircraft Company estava decolando e funcionando.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial , a Cessna voltou à produção de aviação geral. A empresa viu sucesso contínuo, especialmente com a introdução do seu Modelo 120 e do seu Modelo 140. Este foi o início do domínio da empresa no mercado de aeronaves monomotoras de asa alta.
Na década de 1950, a Cessna continuou a introduzir aeronaves monomotoras atualizadas, incluindo o Cessna 172, que se tornaria a aeronave mais produzida na história da aviação. Outras aeronaves introduzidas na década de 1950 incluem:
Cessna 175 Skylark
Cessna 177 Cardinal
Cessna 180 Skywagon
Cessna 182 Skylane
Cessna 185 Skywagon
O sucesso de suas primeiras aeronaves monomotoras levou ao desenvolvimento da série Cessna Citation na década de 1960. Eventualmente, a Cessna introduziu o Citation I no início da década de 1970. Isso levaria à produção contínua de vários jatos particulares, a maioria caindo nas categorias de jatos executivos supermédios. A Cessna ainda produz uma grande variedade de jatos particulares .
No final do século XX, a Cessna se tornou uma empresa independente. Em 1985, a General Dynamics Corporation comprou a Cessna Aircraft Company. Sob a nova propriedade, a Cessna descontinuou a produção de algumas de suas aeronaves monomotoras de maior sucesso: o Cessna 172 Skyhawk, o Cessna 182 Skylane e o Cessna 206 Stationair. No entanto, a empresa continuou a produzir o Cessna Caravan, uma grande aeronave utilitária lançada em coordenação com a FedEx como uma aeronave de carga. O Cessna Caravan ainda é produzido até hoje.
Os dias da Textron Aviation
Em 1992, a General Dynamics Coordination vendeu a Cessna Aircraft Company para a Textron, um conglomerado industrial. Em seus primeiros dias de propriedade, a Textron tentou solidificar a Cessna como uma contratada de defesa com a introdução do Cessna 526, um treinador de motor a jato. No entanto, o Cessna 526 perdeu para o Beechcraft T-6 Texan para o contrato do United States Joint Primary Aircraft Training System (JPATS), e o projeto foi considerado um fracasso.
Beechcraft AT-6 (Foto: Ryan Fletcher/Shutterstock)
No entanto, a Cessna continuou a produzir seu Cessna Caravan e outros jatos executivos, como o Citation II, o Citation II e o Citation V, mais tarde designado como Citation Ultra. Eventualmente, a Textron reiniciou a produção da popular aeronave monomotora da Cessna em uma nova instalação em Independence, Kansas. A Cessna também comprou a Columbia Aircraft em 2007, e a empresa continuou a produção do Columbia 350 e Columbia 400 sob o guarda-chuva da Cessna.
No final dos anos 2000, a Cessna foi afetada pela Recessão de 2008. Em 2009, a empresa foi forçada a demitir mais de 5.000 funcionários devido à falta de interesse em comprar aeronaves. A empresa também fechou sua unidade em Bend, Oregon, que foi impedida de comprar a Columbia Aircraft. A empresa lutou para construir e entregar aeronaves por vários anos no início dos anos 2010, enquanto a economia continuava a se recuperar.
Beechcraft King Air 350 (Foto: Textron Aviation)
No entanto, em 2014, a Textron comprou a Beechcraft e combinou a Cessna com as marcas Beechcraft e Hawker para formar a Textron Aviation. A empresa continuou a construir uma grande variedade de modelos Cessna e Beechcraft e a dar suporte a aeronaves Hawker em todo o mundo. A Textron Aviation trouxe o sucesso da aviação de volta a Wichita, Kansas, e atualmente produz as seguintes aeronaves:
Cessna 172 Skyhawk
Cessna 182 Skylane
Cessna T206 Stationair
Cessna 208 Caravan and Cessna 208B Grand Caravan
Cessna 408 SkyCourier
Beechcraft Bonanza
Beechcraft Baron
Beechcraft King Air series
Beechcraft T-6 Texan II
Cessna Citation M2
Cessna Citation CJ3
Cessna Citation CJ4
Cessna Citation XLS (e em breve certificado Cessna Citation Ascend)
Cessna Citation Latitude
Cessna Citation Longitude
O desenvolvimento contínuo dessas aeronaves, juntamente com produtos futuros, levou a Textron Aviation ao sucesso financeiro sob a Textron. No primeiro semestre de 2024, a Textron Aviation registrou uma receita de US$ 1,5 bilhão e um lucro de quase US$ 200 milhões. A empresa também atingiu um backlog de mais de US$ 7,5 bilhões até agora em 2024.
O voo 972 da Cubana de Aviación foi um voo doméstico regular operado pela companhia aérea mexicana Global Air em nome da Cubana de Aviación, do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, Cuba, para o Aeroporto Frank País em Holguín, também em Cuba.
Em 18 de maio de 2018, o Boeing 737-201 Adv. operar a rota caiu logo após a decolagem, perto de Santiago de las Vegas, a 19 quilômetros do centro da cidade de Havana.
Daqueles a bordo, 112 morreram e um passageiro sobreviveu com ferimentos graves. Inicialmente havia quatro sobreviventes, mas três deles morreram posteriormente em um hospital local. A maioria dos passageiros a bordo eram cidadãos cubanos, embora a tripulação fosse inteiramente mexicana.
O acidente foi examinado por investigadores de segurança cubanos, com assistência dos Estados Unidos e do México. Embora a Administração Federal de Aviação não tenha jurisdição oficial em Cuba, sua assistência foi voluntária e bem-vinda pelas autoridades cubanas devido à falta de experiência geral dos investigadores locais com aeronaves de fabricação americana.
Assistência adicional foi prestada pelo México, onde a aeronave foi registrada, e também onde a companhia aérea e a tripulação de voo que possuíam e operavam a aeronave estavam baseadas. A investigação multinacional acabou determinando em setembro de 2019 que a aeronave estava fora do centro de gravidade. Os pilotos não tiveram sucesso na tentativa de remediar problemas relacionados ao desequilíbrio de carga/peso do avião.
Aeronave
A aeronave alugada pela Cubana de Aviación era o Boeing 737-201 Adv, prefixo XA-UHZ, operada pela companhia aérea mexicana Global Air (Aerolíneas Damojh) (foto acima), em um voo doméstico regular de Havana para Holguín em nome da Cubana de Aviación. O voo inaugural da aeronave foi em julho de 1979, e depois de pertencer a várias companhias aéreas diferentes, foi adquirida em julho de 2011 pela Global Air, que começou a operar o avião para a Cubana de Aviación em 2018.
Um comunicado da Global Air disse que sua aeronave havia passado por uma inspeção do governo mexicano em novembro de 2017 e que estava em dia com suas licenças de operação e arrendamento de aeronaves.
Acidente
O voo 972 estava em um voo doméstico para o aeroporto Frank País em Holguín, leste de Cuba. Transportava um total de 113 pessoas - 107 passageiros e seis tripulantes. Todos os passageiros, exceto cinco, eram cidadãos cubanos e todos os membros da tripulação eram mexicanos.
A aeronave caiu perto do aeroporto às 12h08, logo após a decolagem. Testemunhas oculares disseram que o avião fez uma curva incomum após deixar a pista; uma testemunha no solo disse que viu um dos motores do avião pegando fogo.
O avião colidiu com os trilhos do trem e uma fazenda, e um incêndio irrompeu dos destroços. Ninguém no terreno ficou ferido. Os primeiros respondentes, incluindo bombeiros e equipes médicas de emergência, correram para o local para ajudar nos esforços de resgate.
Todas, exceto quatro das 113 pessoas a bordo, morreram no acidente; no entanto, três dos quatro sobreviventes morreram posteriormente no hospital.
O voo 972 é o segundo acidente aéreo mais mortal em Cuba, superado apenas pela queda do voo Cubana de Aviación 9046 em 1989, que matou 150 pessoas. O principal acidente anterior de aeronave comercial em Cuba foi o voo 883 da Aero Caribbean em 2010.
Imagens de câmeras de segurança do acidente foram divulgadas em 25 de maio, mostrando os momentos finais da aeronave antes do acidente, de um local próximo.
Resposta
O presidente Miguel Díaz-Canel, o ministro da Saúde, Roberto Morales , e outras autoridades locais chegaram ao local para observar e monitorar os esforços de resgate. Família e parentes das pessoas a bordo também se reuniram no local e foram posteriormente levados para o aeroporto.
O país declarou um período oficial de luto das 6h00 de 19 de maio à meia-noite de 20 de maio, com bandeiras a hastear a meio mastro fora das instalações governamentais e militares.
Parentes foram chamados a Havana para identificar os mortos, com a Polícia Nacional Revolucionária os escoltando para limpar o caminho.
Passageiros e tripulantes
A tripulação mexicana era composta por dois pilotos e quatro comissários de bordo, e havia 107 passageiros a bordo. A Secretaria de Comunicações e Transporte do México divulgou um comunicado identificando os membros da tripulação.
Dos 113 a bordo, quatro passageiros sobreviveram inicialmente ao acidente, todos com ferimentos graves, mas um deles morreu horas depois no hospital. Um passageiro que inicialmente sobreviveu ao acidente morreu três dias depois, em 21 de maio, e outro morreu em 25 de maio.
No total, 112 pessoas, incluindo toda a tripulação membros, foram mortos no acidente. Uma cidadã cubana, permaneceu como o única sobrevivente do acidente. Ela sofreu queimaduras graves, fragmentação da memória, lesão na coluna cervical que a deixou paraplégica, com amputação da perna esquerda, entre outras lesões e complicações que exigiram hospitalização prolongada. Ela recebeu alta do hospital pela primeira vez em março de 2019.
O presidente da Igreja do Nazareno de Cuba confirmou que dez pastores da igreja, e suas esposas, estavam entre os passageiros que morreram no acidente.
Investigação
O presidente Miguel Díaz-Canel anunciou que uma comissão especial foi formada para descobrir a causa do acidente. Tanto o National Transportation Safety Board dos Estados Unidos quanto a Federal Aviation Administration declararam que poderiam oferecer assistência na investigação, se solicitado.
O fabricante de aeronaves Boeing disse que estava pronto para enviar uma equipe técnica a Cuba "conforme permitido pela lei dos Estados Unidos e sob a orientação do Conselho Nacional de Segurança de Transporte dos Estados Unidos e das autoridades cubanas".
O ministro dos Transportes, Adel Yzquierdo, relatou a recuperação do gravador de dados de voo do local do acidente em 19 de maio. O gravador de voz da cabine foi localizado em 24 de maio. Ambos foram enviados ao National Transportation Safety Board para análise.
Em 19 de maio, o governo mexicano anunciou que sua Autoridade Nacional de Aviação Civil (DGAC) iria iniciar uma auditoria operacional da Global Air para ver se a companhia aérea estava em conformidade com os regulamentos, e, posteriormente, em 21 de maio, as autoridades mexicanas suspendeu temporariamente as operações da Global Air.
Nos dias que se seguiram ao acidente, foram feitas denúncias por ex-trabalhadores e funcionários da Cubana em relação ao histórico de aeronavegabilidade, manutenção e segurança da Global Air. Incidentes envolvendo a Autoridade de Aviação Civil da Guiana e a Diretoria Geral de Aviação Civil do Chile foram relatados: em 2017, por exemplo, o XA-UHZ foi banido do espaço aéreo da Guiana devido à sua tripulação sobrecarregar o avião com bagagens e armazená-lo indevidamente.
Ovidio Martínez López, piloto da Cubana por mais de 40 anos até se aposentar em 2012, escreveu em um post no Facebook que um avião alugado da empresa mexicana pela Cubana sumiu brevemente do radar enquanto sobrevoava a cidade de Santa Clara em 2010 ou 2011, disparando uma resposta imediata das autoridades de segurança da aviação cubana.
Como resultado, as autoridades cubanas suspenderam um capitão e um copiloto por "graves problemas de conhecimento técnico", e a autoridade de Segurança da Aviação de Cuba emitiu uma recomendação formal para que Cubana parasse de alugar aviões e tripulações da Global Air, escreveu Martínez.
Em 17 de julho, o proprietário da aeronave Global Air divulgou um comunicado que, após estudos dos gravadores de voo da aeronave por especialistas internacionais, a causa do acidente foi determinada como erro do piloto, explicando que os pilotos subiram a uma taxa muito alta, resultando no estolamento da aeronave.
A autoridade de aviação civil do México (DGAC) disse que não levantaria a suspensão das operações da Global Air que a empresa lutava para remover, e que seu homólogo em Cuba, o Instituto de Aeronáutica Civil de Cuba (IACC), que estava liderando a investigação, ainda não divulgou quaisquer conclusões.
O Sindicato de Pilotos do México, a Asociación Sindical de Pilotos Aviadores (ASPA), disse que a Global Air foi "irresponsável" em divulgar sua declaração antes que a investigação fosse concluída, e que não levou em consideração fatores como distribuição de peso na aeronave ou possíveis falhas de equipamento. O porta-voz da ASPA, Mauricio Aguilera, disse ao jornal local Milenio: "Eles estão apenas procurando defender seus interesses".
Em 16 de maio de 2019, o Instituto Cubano de Aeronáutica Civil divulgou um comunicado que dizia: "A causa mais provável do acidente foram as ações da tripulação e seus erros nos cálculos de peso e equilíbrio que levaram à perda de controle do avião e sua queda durante a fase de decolagem."
Eles apontam que o número de passageiros na cabine de proa foi dado como 62 quando tinha capacidade para 54, e o peso nos compartimentos de carga estava "incorreto". Os cálculos também mostram que o peso do combustível na decolagem excedeu em cerca de 5.000 libras.
A planilha de carga apresentada à tripulação estimava o peso de decolagem em cerca de 99.900 libras, mas o recálculo pelos investigadores produziu um valor de pouco mais de 104.000 libras, enquanto o peso sem combustível estava errado porque o peso da bagagem foi menor do que o planejado.
Relatório Final
A IACC publicou seu relatório final sobre o acidente em 12 de setembro de 2019. A IACC determinou que a causa mais provável do acidente "foi o colapso da aeronave como resultado de sua entrada em posições anormais imediatamente após a decolagem, durante a decolagem, o que levou à perda de controle do avião devido a uma cadeia de erros, com predomínio do fator humano”.
O relatório afirmou que os fatores humanos que contribuíram para isso foram "principalmente devido a inconsistências no treinamento da tripulação, erros nos cálculos de peso e equilíbrio e os baixos padrões operacionais que foram revelados durante o voo", de acordo com as traduções do OnCuba News e Havana Times.
Um Antonov An-12 da Silk Way Airlines semelhante à aeronave envolvida no acidente
Em 18 de maio de 2016, um avião de carga Antonov An-12 da Silk Way Airlines caiu após uma falha de motor logo após decolar do Aeroporto Dwyer, no sul do Afeganistão, a caminho do Aeroporto Internacional Mary, no Turcomenistão. Sete dos nove tripulantes a bordo morreram no acidente, que foi o segundo incidente da Silk Way no Afeganistão após a queda do Il-76 em 2011. Outros dois foram levados ao hospital e tratados por seus ferimentos.
Arif Mammadov, chefe da Administração Estatal de Aviação Civil do Azerbaijão, disse que a aeronave caiu após atingir um obstáculo. A Comissão de Investigação de Acidentes do Azerbaijão enviou uma equipe de investigação a Camp Dwyer para investigar o acidente.
A aeronave de carga envolvida no acidente era o Antonov An-12B, prefixo 4K-AZ25, da Silk Way Airlines, movida por quatro motores turboélice Ivchenko AI-20M-6. No momento do acidente, a aeronave tinha 53 anos porque foi construída em 1963 e foi entregue em 19 de julho do mesmo ano à Força Aérea Soviética e após vários arrendamentos, finalmente em setembro de 2015 tornou-se propriedade da Silk Way Airlines até o dia do acidente.
Além disso, esperava-se que a aeronave fosse permanentemente retirada do serviço operacional e presumivelmente desmantelada em outubro de 2016, 5 meses depois.
A tripulação era composta por um cidadão uzbeque, 3 ucranianos e 5 azeris. O capitão era um uzbeque de 66 anos com 22.628 horas de voo no total, sendo 3.953 horas de voo em aeronaves An-12. O primeiro oficial tinha 45 anos e 4.625 horas de voo no total, sendo 836 horas de voo em aeronaves An-12.
A tripulação planejava voar de Baku (Azerbaijão) para Bagram (Afeganistão), Dwyer (Afeganistão), Mary (Turquemenistão) e depois voltar para Baku. Os trechos do voo para o aeroporto Dwyer transcorreram sem intercorrências.
Às 13h11, a tripulação ligou os motores no pátio do aeroporto de Dwyer. O motor nº 2 foi o último a arrancar às 13h47.
Antes da decolagem o capitão distribuiu as funções entre a tripulação, nomeando o primeiro oficial como Piloto Voador e ele mesmo como Piloto Monitorador.
Após a partida do motor, a tripulação iniciou o taxiamento para realizar a decolagem na pista 23. A pista de concreto em Dwyer media 2.439 m por 37 m.
No decorrer dos preparativos para a decolagem, às 13h57min56s o mecânico de vôo relatou um aumento no MGT do motor nº 3 acima do nível aceitável: “Motor 3, olha, temperatura do motor acima de seiscentos, mais de setecentos”, o que foi confirmado pelo primeiro oficial: “Sim, está ficando com temperatura” enquanto o capitão pedia para ficar mais atento.
A decolagem foi realizada com Flaps 15. Durante a leitura do checklist, o comandante ordenou o travamento das hélices. Após a ordem do capitão para travar as hélices, foi registrado um ligeiro aumento nos valores de torque nos motores nº 1 e 4, e em 17 segundos também no motor nº 2. Não houve evidências de que a hélice do motor nº 3 estivesse travada.
Às 13h59min42s a tripulação iniciou a decolagem. Antes da decolagem o ATC avisou a tripulação sobre a direção do vento e velocidade na pista: 280° 14 nós (7 m/seg) com rajadas de 26 nós (13 m/seg). Assim, o vento contrário estava aquartelado e a componente do vento contrário poderia ter sido de 5 a 9 m/s.
Durante a decolagem, a tripulação primeiro aumentou o empuxo nos motores nº 1 e nº 4 e depois no motor nº 2 após 10 segundos. O empuxo dos três motores era de cerca de 50 kg/cm² de acordo com o indicador de torque (inferior ao modo de decolagem). O terceiro motor ainda estava operando no modo de marcha lenta em solo, embora o CVR não tenha registrado nenhuma chamada da tripulação relativa aos parâmetros de operação do motor nº 3.
Com base no sistema CCTV do Aeroporto de Dwyer, a corrida de decolagem foi iniciada quase na cabeceira da pista e conduzida à esquerda da linha central da pista. Não foram registrados desvios significativos do curso de decolagem durante a corrida de decolagem. Durante a rolagem de decolagem, o leme foi desviado para a esquerda quase ao extremo. Provavelmente os pilotos também estavam aplicando controle diferencial no motor nº 2 para diminuir o momento de torque correto.
Às 14h00min14s, a aproximadamente 120 km/h IAS, o sinal "Motor nº 3 de empuxo negativo" foi iniciado. Naquele momento a aeronave estava a cerca de 430 m do início da corrida de decolagem.
Às 14:00:42, o empuxo dos motores nº 1 e nº 4 foi aumentado para 63 kg/cm² de acordo com o indicador de torque (consistente com o modo de decolagem para as condições reais de vôo). Naquela época o IAS estava em cerca de 150 km/h. O empuxo do motor nº 2 foi aumentado até o mesmo valor apenas 23 segundos depois, a cerca de 200 km/h IAS. Naquele momento a aeronave estava a cerca de 840 m do final da pista. O motor nº 3 ainda estava operando em modo inativo. Aproximadamente 260 m antes do final da pista, a uma velocidade de 220 km/h, foi iniciada a entrada do nariz para cima na coluna de controle do IAS (velocidade máxima atingida). A aeronave não decolou. Depois de rolar por toda a pista, a aeronave ultrapassou a pista e caiu no solo a uma velocidade de 220 km/h.
Enquanto se movia no solo, a aeronave sofreu danos significativos, o que levou a um incêndio pós-acidente que destruiu a maior parte das estruturas da aeronave. Das nove pessoas a bordo, sete morreram e duas ficaram gravemente feridas e foram levadas ao hospital.
Em 8 de junho de 2016, o Comitê de Aviação Interestadual (MAK) anunciou que o Afeganistão delegou a investigação do acidente ao MAK, o MAK liderou a investigação do acidente, as Comissões de Investigação de Acidentes do Azerbaijão, bem como especialistas do fabricante de aeronaves ucraniano estão participando em esta investigação.
Em 16 de novembro de 2016, o MAK da Rússia divulgou seu relatório preliminar informando que o primeiro oficial estava voando como piloto e o capitão estava monitorando o piloto. Enquanto taxiava para a decolagem, o engenheiro de voo relatou que o motor nº 3 (interno à direita) estava mostrando um MGT acima de 600 e até 700 graus, o capitão pediu para ser mais atento. Os retalhos foram ajustados em 15 graus, o CG e o peso bruto estavam dentro dos limites.
Durante a leitura da lista de verificação de decolagem, as hélices foram travadas, as hélices nº 1 e nº 4 moveram-se para sua posição travada, a hélice nº 2 alcançou a posição cerca de 17 segundos depois das outras, não houve evidência de que a hélice nº 3 tenha travado. O ATC relatou ventos de 280 graus a 14 nós com rajadas de 26 nós e liberou o voo para decolagem.
O relatório final foi divulgado pelo Comitê de Aviação Interestadual Russo em outubro de 2022, afirmando que a causa provável foi a decisão da tripulação de realizar a decolagem com OEI (motor nº 3), cuja hélice não estava embandeirada. Durante a corrida de decolagem, o motor nº 3 foi mantido no modo Ground Idle, portanto a hélice produzia um empuxo negativo que aumentava à medida que a velocidade aumentava, evitando que a aeronave atingisse a velocidade de decolagem. Durante a corrida de decolagem a tripulação não tomou medidas para abortar a decolagem, o que resultou na ultrapassagem da RWY da aeronave a uma velocidade de 220 km/h, bem como na destruição da aeronave no incêndio pós-acidente e na morte de pessoas.
Conforme mencionado acima, a tripulação tomou a decisão de realizar uma decolagem com o motor nº 3 inoperante. Muito provavelmente, esta decisão foi tomada considerando que no AD Dwyer não existiam condições necessárias para a revisão ou troca do motor. Durante a corrida de decolagem, nenhum relato da tripulação relacionado à operação anormal do motor nº 3 foi registrado. Assim, a corrida de decolagem da aeronave foi conduzida com a hélice sem embandeiramento do motor nº 3 inoperante, o que causou um desenvolvimento de empuxo negativo significativo e inibiu o aumento de velocidade.
Esta conclusão também é comprovada pelo modelo matemático elaborado pela Antonov State Company. De acordo com a conclusão da Antonov State Company, os resultados do modelo que atendem com mais precisão aos parâmetros de trajetória da aeronave registrados são os resultados do cenário em que não há embandeiramento automático da hélice do motor nº 3 em resposta ao alerta de empuxo reverso. A hélice do motor nº 3 gira em torno do vento com o desenvolvimento de empuxo negativo que aumenta à medida que a velocidade aumenta. A situação foi causada por não ter ajustado a alavanca de controle do acelerador nº 3 do motor para o modo de temperatura de 40±2 graus. Além disso, de acordo com a conclusão da Antonov State Company, deve-se presumir que a hélice do motor nº 3 (motor inoperante) não estava travada na parada de voo.
Durante a corrida de decolagem, a hélice criou o empuxo negativo máximo que impossibilitou a decolagem. Os dados disponíveis não permitem determinar com precisão a razão pela qual durante a corrida de descolagem a tripulação não aumentou a rotação do motor #3 até valores superiores ao ralenti no solo. A razão mais provável pode ser o aumento da temperatura de saída da turbina do motor nº 3 acima do limite máximo permitido de taxiamento. Provavelmente, a tripulação estava com medo de que o aumento da rotação do motor inoperante pudesse causar o aumento recorrente da temperatura de saída da turbina acima do limite permitido.
As informações registradas e os dados CCTV da Dwyer AD evidenciam que com a deflexão do nariz do elevador para cima para -14°, a aeronave não decolou. Ao percorrer toda a extensão da RWY (2.439 m), e a área de concreto de 90 m, à velocidade de 220 km/h, às 10h00min57s, a aeronave ultrapassou a RWY e atingiu o solo. A corrida total antes da aeronave ultrapassar a superfície de concreto da RWY durou 70 s. Durante a corrida de decolagem a tripulação não tomou nenhuma medida para abortar a decolagem.