
Beneficiada pela queda nos preços dos combustíveis, que fizeram suas despesas totais caírem 9,2 por cento em doze meses, a companhia aérea anunciou nesta quinta-feira que seu ganho líquido de janeiro a março foi de 61,4 milhões de reais, ante resultado negativo de 20,5 milhões de reais no mesmo período do ano passado.
O resultado também foi beneficiado por mudanças operacionais da companhia, que incluiu a diminuição de algumas frequências internacionais, para aproveitar melhor as aeronaves no mercado interno, e a redução com gastos de publicidade.
O presidente-executivo da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, negou que a priorização do mercado interno seja uma resposta à queda no market share da companhia apontada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
"Estamos priorizando a volta à rentabilidade", disse o executivo em teleconferência com jornalistas.
A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) de 359,3 milhões de reais, crescimento de 46,2 por cento na mesma comparação. A margem Ebitdar passou de 15,3 por cento há um ano para 23,7 por cento no final de março.
Em contrapartida, a combinação de menor atividade econômica com perda de market share para as concorrentes, fez a receita líquida da segunda maior companhia aérea do Brasil recuar 5,4 por cento, para 1,52 bilhão de reais.
O diretor de relações com investidores da companhia, Leonardo Pereira, acrescentou que a companhia está em processo de recomposição do caixa da empresa, que era de 397 milhões de reais no final de março.
"Queremos acabar o ano com 800 milhões de reais em caixa", afirmou.
A empresa pretende fazer em breve uma emissão de 400 milhões de debêntures.
No início do mês, a rival TAM divulgou lucro líquido de 54,43 milhões de reais no primeiro trimestre, crescimento de 26 por cento sobre o mesmo período de 2008.
Fonte: Aluísio Alves (Reuters) via G1
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