
"Este problema não vai desaparecer rapidamente. O sistema de fechamento dos espaços aéreos na Europa não está funcionando", disse a Iata em referência ao cancelamento de 1 mil voos nesta segunda-feira pela contínua erupção do vulcão islandês.
Por isso, reivindicou aos envolvidos que "desenvolvam procedimentos precisos para identificar o espaço aéreo atingido pela cinza e permitir um número maior de voos".
O diretor do organismo que representa duas centenas de companhias aéreas, Giovanni Bisignani, disse que estão ocorrendo "fechamentos desnecessários".
Sem comprometer a segurança, ele acredita que é possível tomar decisões baseadas em fatos e "não em modelos teóricos". Entre os bons exemplos a serem seguidos, sugeriu os adotados por França e Reino Unido, que deveriam servir de inspiração a outros países europeus.

Já a autoridade britânica anunciou que trabalha com as companhias aéreas e fabricantes de aviões para delimitar a área de restrição.
Outro exemplo são os Estados Unidos. Lá, as autoridades identificam áreas restritas aos voos pelas altas concentrações de cinzas. No restante do país, a responsabilidade de decisão é transferida as companhias aéreas.
Desde que o vulcão começou a expelir cinza em abril, segundo a Iata, ao menos 200 mil voos ocorreram no espaço aéreo europeu. Nesse período, nenhum avião informou sobre níveis "significativos" desta matéria, o que foi confirmado posteriormente por meio de inspeções nos motores das aeronaves.
Bisignani disse que a aviação civil europeia não dispõe de meios para realizar testes de concentração de cinzas nos aviões. Ele sugere que os organismos europeus deveriam buscar a colaboração de outros países e de entidades militares para melhorar a eficiência dessas avaliações.
Fonte: EFE
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