Entretanto, a Lan Chile afirma que não tem responsabilidade pelos turistas e por isso está isenta de pagar hospedagens para os passageiros, uma vez que o cancelamento das decolagens foi feito por causa de uma catastrofe natural. Além disso, a empresa afrmou que os voos para o Chile devem ser retomados na terça-feira.
Cansados de esperar, alguns chilenos utilizaram cartazes para pedir que a Força Aérea Brasileira (FAB) ajude no transporte deles para a capital Santiago. Os aviões da FAB decolaram em direção ao Chile com a intenção de trazer de volta os brasileiros que estão no país e que queiram retornar ao Brasil.
O engenheiro chileno Patricio Aguilar, 45 anos, é dos turistas que estão acampados no Aeroporto Tom Jobim. Segundo ele, todos estão com pouco dinheiro e não há como pagar hospedagens em hotéis até terça-feira. A estimativa é que pelo menos 600 chilenos estejam na mesma situação no Rio de Janeiro.
O terremoto no Chile

Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado. A contagem de corpos passa de 700, e o número de afetados chega a 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país. O tremor foi 900 vezes mais forte do que o abalado ocorrido no Haiti no dia 12 de janeiro.
O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). As regiões mais atingidas pelo tremor foram os estados Maule, BioBío, Valparaíso, O'Higgins e Araucanía.
> Fotogaleria: Os rastros da destruição no Chile
Fonte: O Dia Online
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