quinta-feira, 24 de março de 2022

Avião de pequeno porte cai em Balsas, no Maranhão

O acidente aconteceu em uma região não habitada de Balsas, cidade localizada a 799 km de São Luís. Em um mês, esta é a segunda queda de aviões na região.



O avião de pequeno porte Embraer EMB-810 Seneca III, prefixo PT-EZS, caiu no fim da manhã desta quarta-feira (23) em uma área não habitada, próximo ao Rio Balsas, localizado em Balsas, cidade a 799 km de São Luís.


De acordo com o comandante do Corpo do Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, o avião caiu logo depois de decolar do aeroporto de Balsas. Duas pessoas estavam na aeronave, o piloto e o mecânico, foram socorridos e encaminhados para o hospital.

(Foto: Divulgação/ Redes Sociais)
As vítimas do acidente passam bem e o nome delas não foi divulgado. Segundo os bombeiros, o avião havia saído de São Luís com destino a Goiânia (GO), mas parou no aeroporto de Balsas para abastecer e seguir viagem.

O avião deve passar por uma perícia e o caso será investigado.


Via g1 / O Liberal

CBF venderá jatinho e helicóptero para investir em futebol

Promessa é do presidente interino, Ednaldo Rodrigues, eleito nesta quarta-feira para um mandato de 4 anos.

A CBF tem à disposição um jatinho e um helicóptero, avaliados em R$ 50 milhões. Um luxo que soa como afronta ao próprio futebol brasileiro, carente de recursos em todos os setores e divisões. Mas, segundo o presidente Ednaldo Rodrigues, eleito nesta quarta para um mandato de quatro anos, as duas aeronaves vão ser vendidas e o dinheiro arrecadado será revertido para melhorias no futebol.

CBF vai se desfazer de seu jatinho e de seu helicóptero (Foto: Sílvio Alves Barsetti)
“O custo dessas aeronaves é de R$ 13 milhões por ano. Isso daria mais de 50 milhões em quatro anos. Vamos aplicar esse dinheiro em infraestrutura do futebol, melhorias dos estádios, gramados, iluminação. Sou humilde, sempre viajei em voo de carreira”, disse Ednaldo, em seu discurso de posse.

O jatinho da entidade é um Cessna 680, de 2009, que vale cerca de R$ 40 milhões e serviu por vários anos até para viagens a passeio de dirigentes da casa. Já o helicóptero é um modelo Agusta A1095, de 2010, cujo preço gira em torno de R$ 10 milhões.

Em junho do ano passado, pouco antes de ser afastado do cargo, o então presidente da CBF, Rogério Caboclo, comprou por R$ 72 milhões um outro jatinho – um Legacy 500, ano 2015, fabricado pela Embraer, com capacidade para 16 pessoas. A aeronave não chegou a ser utilizada pela cúpula da CBF – foi vendida pelo mesmo valor dias depois, no mesmo mês.

Via Silvio Barsetti (Terra)

Em missão estendida, Ingenuity faz seu 22º voo em Marte

O helicóptero Ingenuity, da Nasa, captou esta imagem no domingo (20), usando a câmera de navegação que fica na fuselagem da aeronave e é apontada diretamente para baixo para rastrear o solo durante o voo (Imagem: NASA/JPL-Caltech)
Recentemente, o helicóptero Ingenuity, da Nasa, fez o 21º voo em Marte, o primeiro de três necessários para que ele cruze a região norte da cratera Jezero, onde ele pousou com o rover Perseverance em fevereiro de 2021 – uma área conhecida como “Séítah”. No último domingo (20), o drone de 4kg completou seu 22º voo, após a agência anunciar que a missão será estendida até, pelo menos, setembro deste ano.

Na ocasião, Ingenuity permaneceu no ar por 101,4 segundos e atingiu uma altitude máxima de 10 metros durante a surtida, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL) no sul da Califórnia, que gerencia a missão.

Segundo estudos, a cratera Jezero hospedou um lago e um delta de rio bilhões de anos atrás, o que a torna um local propício para o rover Perseverance, que caça sinais de vida e armazena amostras de solo marciano para análise.

Originalmente, a missão Ingenuity foi projetada para realizar cinco sobrevoos em Marte, apenas para demonstrar que a exploração aérea do planeta é possível, mas o pequeno helicóptero superou rapidamente a marca. Após esse sucesso, a Nasa lhe concedeu uma extensão da missão, durante a qual a aeronave tem servido também como exploradora do companheiro Perseverance. 

Atualmente, os manipuladores do Perseverance estão direcionando o rover para uma parte acessível do antigo delta, e as observações do helicóptero Ingenuity estão ajudando a escolher a melhor rota.

Durante seus primeiros 21 voos, o helicóptero voou um total de 4.647 m e permaneceu no ar por quase 39 minutos, de acordo com um registro de voo mantido pela equipe da missão.  

Esses números devem continuar crescendo além das adições fornecidas pelo voo de domingo. Isso porque o drone está com ótima saúde e apto a continuar a explorar o Planeta Vermelho, segundo funcionários do JPL.

Via Olhar Digital

Avião não consegue pousar em Pato Branco e é encaminhado a Cascavel, no Paraná


Apesar de todos os investimentos, a questão de pousos com determinadas condições meteorológicas ainda atormentam a vida de quem se desloca ao Aeroporto de Cascavel. Na manhã desta quarta-feira (23) um avião da Gol não conseguiu pousar no Aeroporto de Cascavel, arremeteu e retornou a São Paulo.

E o dia foi movimentado no Aeroporto de Cascavel, isso porque um avião da Azul Linhas Aéreas, este que saiu de Curitiba, não conseguiu pousar no Aeroporto de Pato Branco na tarde desta quarta-feira.

Segundo informações, o ATR chegou a sobrevoar o município por cinco vezes, até que o piloto foi designado a seguir sentido Cascavel, onde realizou a aterrissagem de forma tranquila.

Agora, os passageiros deverão seguir até Pato Branco de ônibus, sendo um trecho de aproximadamente 270 quilômetros a serem percorridos em quatro horas.

Fonte: CGN

Mulher leva item inusitado para voo da Gol: ‘A senhora derruba um avião com isso’

A cena do momento da tentativa de embarque de um botijão de gás em um voo no Brasil ganhou grande repercussão nesta semana, mas não apenas pelo país, e sim também pelo mundo.


Na gravação que você assiste a seguir, nota-se um funcionário de uma empresa aérea brasileira abrindo uma caixa que a passageira pretendia despachar, ou seja, levar no porão da aeronave de seu voo, e, de dentro da caixa, ele retira o botijão.

Após a abertura, o funcionário explica à passageira: “Isso aqui não pode ser despachado não. Certo? Isso aqui é praticamente uma bomba. A senhora derruba um avião com um negócio desse. Não pode embarcar não.”

A viajante ainda questiona se mesmo vazio não poderia enviar, ao que o funcionário responde que não pode de nenhuma forma.

Embora seja compreensível que um passageiro sem conhecimento sobre normas e riscos da aviação pense que não há problema em levar algo assim, especialmente estando vazio, botijões e outros tipos de recipientes de armazenamento sob pressão fazem parte da lista de itens proibidos de serem despachados no porão ou levados na cabine do avião.

Isso porque a aeronave encontra cada vez menor pressão atmosférica conforme sobe no voo e, com isso, pode haver a explosão do recipiente por manter gás ou ar preso em maior pressão dentro de si.

Assim, por precaução, independente de tendo ou não o gás em seu interior, o embarque não é aceito. Qualquer botijão ou item semelhante que precise ser transportado por avião deve ser enviado a uma empresa de transporte aéreo de cargas, que possui procedimentos específicos para levá-lo com segurança.

A cena da abertura da “bagagem despachada” no embarque do voo brasileiro foi compartilhada até mesmo por Scott Bateman, um piloto comercial britânico e ex-piloto militar que é bastante conhecido por publicar curiosidade sobre aviação nas redes sociais.


Scott descreve na legenda: “Isso é maluco. Este item foi despachado como bagagem de porão. A pessoa que fez isso aparentemente não viu um problema. Estou totalmente sem palavras. Não tenho nada a dizer.”

Especialistas analisam queda de Boeing 737 na China; veja simulação da descida

Boeing 737-800 da China Eastern Airlines saiu de Kunming em direção a Guangzhou e caiu mais de sete mil metros em menos de dois minutos.

Montagem do Boeing 737 da China Eastern Airlines que caiu com 132 pessoas no
dia 21 de março de 2022 (Imagem: Reprodução/CNN)
Um avião, modelo Boeing 737-800, com 132 pessoas a bordo caiu na região montanhosa de Guangxi, no Sul da China, na segunda-feira (21). A aeronave da companhia China Eastern Airlines saiu da cidade de Kunming e tinha como destino Guangzhou.

Um vídeo obtido pela mídia estatal chinesa mostra o momento em que o voo 5735 cai com o bico virado para o chão. Ainda segundo a imprensa chinesa, todos os passageiros e tripulantes morreram.

Dados do Flightradar24, site especializado que computa as rotas de todos os voos registrados no mundo, mostram que o Boeing 737 parou de transmitir dados durante um trecho da viagem.

Minutos depois de nivelar a uma altitude de cruzeiro de 8.839 metros após uma primeira descida – já enviando sinal novamente -, o avião começou um mergulho rápido, descendo mais de 7.620 metros em menos de dois minutos. Os dados de voo foram perdidos a 975 metros do solo. (veja na montagem acima e no vídeo abaixo, em inglês)


Mark Weiss, um piloto aposentado, analisou que este modelo não tem a tecnologia que pode ter causado acidentes com o Boeing 737 Max.

“Este é, provavelmente, um dos modelos mais seguros já construídos. Este era o modelo antes do Max e que não tinha o sistema MCAS nele”, afirmou o ex-piloto. “Mesmo avião, problemas diferentes”, complementa.

O 737-800 é a segunda aeronave mais utilizada no mundo, tendo mais de 4.500 unidades em todos os países. Só nos Estados Unidos, são 800 aviões do tipo.

A China Eastern Airlines disse que deixará toda sua frota do modelo no chão enquanto as investigações continuam.

Outro especialista ouvido pela CNN pontuou que as primeiras evidências são “sinistras”.

“Receio que as primeiras evidências deste acidente apontem que você vai investigar de maneira mais cuidadosa a tripulação do voo”, pontuou.

Além disso, o analista de aviação da CNN Pete Muntean destacou que os “especialistas falam que um avião não deve cair dessa maneira”.

(Mapa: Murillo Ferrari/CNN Brasil Fonte: Flightradar24 Criado com Datawrapper)
Dezenas de investigadores foram enviados ao local da queda, que é de difícil acesso por se tratar de uma região montanhosa e com vegetação densa.

Nenhum sobrevivente foi encontrado até agora, assim como seus pertences. Porém, nesta quarta-feira (23), uma das duas caixas pretas da aeronave foi encontrada. Não foi possível identificar imediatamente se era o gravador de dados de voo ou o gravador de voz da cabine, informou um funcionário da Administração de Aviação Civil da China (CAAC).

Como é um modelo da Boeing, uma equipe dos Estados Unidos liderada por um investigador do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) dos EUA foi destacada para a investigação, assim como representantes da própria Boeing, da GE - a fabricante das turbinas - e da Administração de Aviação Federal dos EUA.

(Imagem: Reprodução/CNN)
Pete Muntean, analista da CNN, também ponderou que o governo da China ainda classifica a operação como um resgate, mas, conforme o tempo passa e analisando as circunstâncias do acidente, ela tem se tornado uma "operação de recuperação".

Porém, todo esse processo complexo pode levar meses, se não anos, para ser concluído, mesmo que os investigadores estejam sob muita pressão de famílias enlutadas e do público em geral.

O acidente


O voo partiu de Kunming às 13h11 locais (02h11 pelo horário de Brasília), mostraram os dados do FlightRadar, e deveria pousar em Guangzhou às 15h05 (04h11).

O avião estava voando a uma altitude de 29.100 pés às 03h20 pelo horário de Brasília. Pouco mais de dois minutos e 15 segundos depois, os dados mostraram que havia descido para 9.075 pés.

Em mais 20 segundos, sua última altitude rastreada foi de 3.225 pés, indicando uma descida vertical de 31.000 pés por minuto, segundo o Flightradar. Os dados meteorológicos disponíveis online mostraram condições parcialmente nubladas com boa visibilidade em Wuzhou no momento do acidente.

Os investigadores tentarão recuperar as duas caixas pretas do avião – o gravador de dados de voo e o gravador de voz da cabine – para ajudar a esclarecer o acidente.

De acordo com a Aviation Safety Network, o último acidente fatal com jato na China foi em 2010, quando 44 das 96 pessoas a bordo morreram quando um jato regional Embraer E-190 da Henan Airlines caiu na aproximação ao aeroporto de Yichun, que estava com baixa visibilidade.

Em 1994, um Tupolev Tu-154 da China Northwest Airlines que voava de Xian para Guangzhou caiu, matando todas as 160 pessoas a bordo e classificando-se como o pior desastre aéreo da China, de acordo com a Aviation Safety Network.

Modelo Boeing 737-800


O avião que sofreu o acidente era um Boeing 737-800. Esta é a versão mais comum dos jatos da Boeing que atualmente estão em serviço, e é o carro-chefe das frotas de muitas companhias aéreas.

Existem 4.502 dos 737-800 em serviço em todo o mundo, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium, tornando-o de longe o avião Boeing mais comum em serviço.

É o modelo de avião mais utilizado nos Estados Unidos, onde há 795 em serviço, assim como na China, que tem 1.177 operando. O modelo ainda é o segundo avião mais usado em todo o mundo, atrás apenas do A320 fabricado pela Airbus.

O 737-800 é um modelo mais antigo, que recentemente foi substituído pelo 737 Max.

Via CNN

Drones são usados na busca de sobreviventes de acidente de avião na China

Equipes de emergência procuram vítimas do acidente do avião Boeing 737-800 da China Eastern Airlines
Equipes de resgate intensificaram nesta quinta-feira (24), com o uso de drones e câmeras térmicas, a busca por sobreviventes e a segunda caixa-preta do Boeing 737-800 que caiu na segunda-feira com 132 pessoas a bordo em uma área montanhosa do sul da China.

O avião da China Eastern Airlines, o voo MU5735, caiu em uma montanha de Wuzhou, quando viajava entre Kunming (sudoeste) e Cantão (sul).

Quatro dias após a tragédia, nenhum sobrevivente foi encontrado. Uma caixa-preta, a que registra as conversas na cabine do piloto, foi recuperada na quarta-feira e enviada a Pequim para análise.

"Nosso principal objetivo é procurar vítimas e salvar vidas. Para isto, nós estamos utilizando câmeras térmicas e detectores de vida para as buscas em superfície (...) complementadas com buscas manuais e aéreas com drones", declarou Huang Shangwu, comandante dos bombeiros da região.

Sob forte chuva, bombeiros, soldados, médicos, funcionários da aviação civil e voluntários prosseguiram nesta quinta-feira coma as operações em terreno íngreme e coberto de lama.

As equipes de resgate também procuram a segunda caixa-preta, que contém da dos do voo como velocidade, altitude e rumo, o que pode ajudar a determinar a causa da tragédia: o avião caiu milhares de metros em poucos minutos.

A possível confirmação das mortes de todos os 123 passageiros e nove integrantes da tripulação transformaria este no pior acidente de avião desde 1994 na China, onde a segurança aérea é considerada muito boa por especialistas.

Via AFP - Foto: AFP/Noel Celis

Este pequeno aeroporto torna-se realmente importante nesta altura de crise

Aeroporto de Anchorage, no Alasca, teve um papel estratégico durante a Guerra Fria e no início da pandemia, em 2020. Saiba porquê.


Com o fundo nevado das Montanhas Chugach, no Alasca, e servindo uma cidade de apenas 300.000 habitantes, situa-se aquele que pode ser hoje o aeroporto com a melhor localização do mundo.

Embora um olhar para um mapa da Terra em 2D nos possa levar a crer que o Alasca é um posto avançado distante, basta girar o globo na nossa cabeça para percebermos que o estado dos EUA está, literalmente, no topo do mundo.

O Aeroporto Internacional Ted Stevens Anchorage é um polo de carga despretensioso, equidistante entre Nova Iorque e Tóquio e, como declara no seu site, fica a apenas 9,5 horas de voo de 90% do mundo industrializado.

Agora que mais de 30 países baniram a Rússia dos seus espaços aéreos, - com a Rússia a responder na mesma moeda, - e com os espaços aéreos da Ucrânia e da Bielorrússia também limitados, Anchorage pode revelar-se estrategicamente importante.

Quase poderíamos dizer que foi para isto que este aeroporto foi construído.

Uma cidade de escalas


O Aeroporto Internacional de Anchorage por volta de 1965
Concluído em 1951, o Aeroporto de Anchorage foi durante 40 anos uma escala popular para voos de passageiros que viajavam da Europa para a Ásia Oriental, quando a Guerra Fria limitava e muito os voos sobre a União Soviética.

Quando as relações internacionais melhoraram, na década de 1990, as companhias aéreas puderam finalmente optar pelas rotas mais diretas e económicas sobre a vasta extensão russa, o que lhes permitiu cortar custos, reduzir o tempo dos voos e baixar os preços.

Assim, Anchorage estabeleceu-se no seu papel atual como um importante centro de tráfego de carga e um modesto aeroporto de voos sazonais de passageiros. Atualmente, lida com cerca de cinco milhões de passageiros por ano. (Para termos uma comparação, o Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson Atlanta lidou com mais de 110 milhões de passageiros em 2019).

Depois, quando a pandemia do coronavírus se instalou no início de 2020, Anchorage voltou a destacar-se globalmente ao desempenhar um papel fundamental no transporte internacional de produtos médicos essenciais. Chegou até a ser, por um breve período, o aeroporto mais movimentado do mundo.

Embora o tráfego global de passageiros tenha caído mais de 90%, “assistimos a um aumento na procura de capacidade de carga”, disse o diretor do aeroporto, Jim Szczesniak, à CNN Travel em abril de 2020. “Isso deve-se, principalmente, ao facto de muitos dos produtos usados no combate à covid-19 na América do Norte serem produzidos na Ásia.”

Os aviões “voam para cima e sobre o topo [do globo] para encurtar a distância”, explicou ele. “A vantagem de Anchorage é que os aviões podem voar cheios de carga, mas com apenas metade do combustível. Voam para Anchorage e depois reabastecem e seguem para o seu destino.”

Volumes recordes de carga aérea


No auge da pandemia, o Aeroporto de Anchorage movimentava cerca de 130 grandes aviões de carga por dia e teve de usar novas áreas do aeroporto como estacionamento.

Em 2020, também recebeu o avião mais pesado jamais construído, o avião de carga Antonov An-225 Mriya, recentemente destruído na Ucrânia.

Trudy Wassel, diretora de operações do aeroporto, disse à CNN no início de março que, em 2022, os 115 aviões grandes de carga por dia tornaram-se o “novo normal”. Isso equivale a cerca de 300 quartos de hotel para a tripulação, por noite, diz Wassel.

Anchorage alberga centros de distribuição da UPS e da FedEx, e uma cadeia de abastecimento reforçada significa que o aeroporto está a registar volumes recordes de carga aérea pelo segundo ano consecutivo.

Movimentou cerca de 3,6 milhões de toneladas métricas somente em 2021, e cerca de um em cada dez empregos em Anchorage está ligado ao aeroporto.

Com o espaço aéreo russo agora novamente interditado, Wassel disse à CNN que o aeroporto está pronto para se adaptar, caso as transportadoras precisem de usá-lo por causa da situação atual: “Estamos bem cientes do que está a acontecer no mundo e estamos preparados.”

“Estamos a trabalhar para garantir que, a nível de operações, temos a infraestrutura necessária para lidar com a situação quando e se recebermos solicitações das transportadoras para Anchorage.”

Isso envolve estar preparado para quaisquer necessidades operacionais das companhias aéreas.

“Por exemplo, uma companhia aérea que precise apenas de fazer uma paragem técnica. Significa que vão só reabastecer, talvez trocar de tripulação e depois partir?” diz Wassel. “Os nossos assistentes de terra conseguem preparar um avião em cerca de uma hora e 40 minutos, dependendo das necessidades da companhia aérea. Ou as companhias aéreas passarão por Anchorage e precisarão de serviços adicionais? Ainda não sabemos.”

Alcance melhorado


As companhias aéreas foram obrigadas a fazer desvios difíceis e dispendiosos para evitar o espaço aéreo russo, e esses tempos de voo mais alargados aumentam os custos em termos de pessoal, combustível e manutenção.

No entanto, é improvável que Anchorage regresse aos níveis de tráfego de passageiros da Guerra Fria porque, explica Ian Petchenik, diretor de comunicações do serviço global de rastreamento de voos FlightRadar24, a autonomia dos aviões comerciais melhorou drasticamente desde o fim da União Soviética, no início dos anos 90.

“A autonomia agora é impressionante, e um avião consegue ir da origem ao destino sem parar”, disse ele à CNN. Estão a fazer isso “de uma forma menos económica, mas conseguem cobrir a distância física.”

O maior desvio que o FlightRadar24 observou até agora foi o do voo 43 da Japan Airlines, que vai de Tóquio a Londres.

Passou “de um voo de 12 horas e 12 minutos para um voo de 15 horas e 15 minutos”, diz Petchenik. “Basicamente, em vez de ir para oeste e sobrevoar a Rússia, segue para leste, depois passa pelo Alasca, o norte do Canadá, a Groenlândia, a Islândia e depois desce para o Reino Unido.”

Ele acrescenta que também há grandes desvios entre a Alemanha e o Japão, mas “esses passaram para sul, em vez de encontrarem uma nova direção.” Acrescentam algumas horas, “mas não é tão extremo no mapa.”

Slots e horários



Ninguém sabe quanto tempo vai durar a situação atual, mas nas próximas semanas e meses, as companhias aéreas estarão a trabalhar arduamente para resolver as suas novas rotas e horários.

Já não é apenas uma questão de fatores económicos, mas também envolverá a luta pelos slots nos aeroportos, já que o cuidadosamente planeado mundo das rotas e horários na aviação sofreu um forte abalo.

Apesar de as escalas já não serem uma necessidade técnica, a localização estratégica de Anchorage continua a ser um atrativo.

Antes de o cenário geopolítico ter mudado de forma tão drástica, uma nova companhia aérea de longo curso, a Northern Pacific Airways, já planeava lançar um serviço internacional entre os EUA e a Ásia usando Anchorage como base, embora isso ainda esteja sujeito à aprovação do governo.

Por enquanto, Petchenik sugere que continuemos atentos aos céus.

“Não são necessariamente os aeroportos que estão mais movimentados, mas sim o espaço aéreo”, diz ele. “Muito do tráfego que normalmente passaria pela Rússia está a desviar-se para sul, portanto, vemos um aumento de tráfego na Turquia, na Roménia e em certos locais da Europa de Leste.”

Ele prevê que, num futuro próximo, “haja uma maior compressão das rotas de voo. Por exemplo, a Finnair. O modelo de negócios da companhia teve como base usar um atalho pela Rússia para chegar ao leste da Ásia. Sem a capacidade de fazer isso, por onde vão viajar?”

Nos próximos tempos, diz ele, as rotas polares - subir pela Noruega, depois descer pelo Canadá e pelo Alasca – “podem ser as mais interessantes.”

Via Maureen O'Hare (CNN)

Blindado, avião de Putin tem botões nucleares e interior decorado com ouro

O Ilyushin-96-300PU, o avião presidencial de Vladimir Putin, chama a atenção por seu interior adornado por ouro e pedras preciosas, além de blindagem para suportar uma explosão nuclear. (Foto: Getty Images)
Em meio à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, algo que traz curiosidade é o avião presidencial responsável pelos deslocamentos de Vladimir Putin. Chamada de Ilyushin Il-96-300PU, a aeronave do presidente russo chama a atenção por uma série de características bem peculiares, que vão de seu interior adornado por ouro e pedras preciosas à estrutura com blindagem suficiente para suportar a radiação de uma explosão nuclear.

Apelidado de "Putin Force One", uma brincadeira com o avião presidencial dos Estados Unidos, o "Air Force One", ele dispõe de equipamentos que podem obstruir as comunicações e confundir armamentos inimigos, com uso de sistemas antimísseis a laser.

Como seu semelhante norte-americano, o avião foi projetado para servir como posto de comando móvel, de onde seria possível iniciar uma guerra nuclear, segundo o site Aerotime Hub, especializado em aviação. 

O avião de Putin contém uma academia, um quarto com cama king size, um escritório de 10 metros quadrados e uma sala de conferências com nove lugares. A aeronave possui ainda cozinha, mas as refeições pré-fabricadas são apenas aquecidas pelos comissários de bordo, o que já rendeu reclamações de Putin, devido à pouca variedade de opções de pratos.

Putin dentro do avião presidencial (Imagem: Mikhail Klimentyev/AFP/Getty Images)
Projetado em meados da década de 1980, o Ilyushin II-96 voou pela primeira vez em 1988 e foi introduzido pela primeira vez em uma rota comercial pela gigante russa Aeroflot em dezembro de 1992, segundo a revista Newsweek. A versão comercial do avião presidencial entrou em serviço no ano seguinte. 

Mas Putin não é o primeiro presidente russo a voar no Ilyushin II-96-300PU, que transporta líderes russos desde 1996, com Boris Yeltsin. No total, cinco II-96 modificados foram usados como aviões presidenciais, de acordo com a revista.

Jato presidencial russo Ilyushin IL-96-300 (Foto: AFP)
Um segundo Ilyushin II-96-300PU foi introduzido em 2005, antes do então presidente Dmitry Medvedev anunciar em 2010 que queria expandir a frota, e mais duas aeronaves foram entregues em 2012 e 2014. O último avião fez seu voo inaugural no ano passado.

Custo bilionário?


Estima-se que o modelo de 2021 da aeronave tenha custado entre US$ 70 milhões e US$ 550 milhões, o que equivale a R$ 360 milhões a R$ 2,7 bilhões, segundo o Aerotime Hub. 

Os cinco aviões presidenciais integram uma frota de 65 aeronaves - de helicópteros a jatos executivos e aviões de longo alcance - e têm a tarefa de transportar funcionários do governo russo.

Durante as viagens presidenciais, dois aviões são utilizados: um com Putin e outro com o restante da comitiva. A estratégia serve como medida de segurança, segundo o Daily Star.

EUA x Rússia


Tanto o avião presidencial russo quanto o norte-americano são considerados "dinossauros" da aviação - o primeiro modelo é da década de 1960, enquanto o que leva Joe Biden é um Boeing, fabricado desde os anos 1970.

Ambos possuem quatro motores e são de grande porte, a ponto de frequentemente serem as maiores aeronaves presentes nos aeroportos em que aterrissam. 

O russo é maior na largura (60,1 m contra 59,9 m), enquanto o norte-americano é mais comprido (70,66 m contra 55,3 m).

Air Force One, o avião presidencial dos EUA (Imagem: Trump White House Archives/Domínio Público)

Privada de ouro?


O avião que leva Putin é alvo de boatos, alguns deles negados pelos russos. O mais famoso é de que os banheiros tem detalhes em ouro, inclusive os vasos sanitários. Os russos negaram que seja verdade e afirmaram que fotos vazadas que comprovariam isso seriam de uma versão anterior, usada por Boris Yeltsin.


Via UOL / Yahoo Notícias

quarta-feira, 23 de março de 2022

Aconteceu em 23 de março de 2009: Acidente com o voo 80 da FedEx Express - Acima e Abaixo


No dia 23 de março de 2009, um avião de carga da FedEx estava pousando no aeroporto de Narita, em Tóquio, quando algo deu terrivelmente errado. O avião quicou, mergulhou na pista, capotou de cabeça para baixo e explodiu, deixando um rastro de destroços em chamas espalhados pelo aeroporto à vista dos passageiros no terminal.

Embora os bombeiros corressem para salvar os tripulantes, era tarde demais: os dois pilotos, as únicas pessoas a bordo do MD-11, morreram no acidente. O que impressionou os investigadores foi a semelhança com outro acidente quase 12 anos antes, no qual outro FedEx MD-11 pousou, saltou, capotou e queimou em Newark, New Jersey. 

Aquele acidente mostrou que o MD-11 tinha uma tendência desagradável de perder o controle ao pousar se os pilotos estragassem o toque; como resultado, um novo treinamento foi implementado. 

Então, por que, depois de todos esses anos, tinha acontecido de novo? Alguma lição não foi aprendida? A resposta mudaria mais uma vez a maneira como os pilotos de MD-11 são ensinados a pousar o mais inconstante dos aviões.

Em 1986, a lutadora fabricante McDonnell Douglas anunciou que estava lançando um novo avião de grande porte para competir com a próxima geração de jatos de longo alcance da Airbus e da Boeing.

Mas enquanto seus concorrentes lançavam os radicalmente novos Boeing 777 e Airbus A340, McDonnell Douglas decidiu por algo um pouco mais conservador: uma versão modernizada de seu clássico DC-10, um jato de três motores originalmente projetado na década de 1960.


O DC-10 atualizado teria uma capacidade maior de assentos, maior eficiência de combustível e uma moderna cabine de vidro com computadores auxiliando em todos os aspectos do voo. Assim nasceu o MD-11: um avião que, em retrospectiva, estava fadado à rápida obsolescência desde o início.

O MD-11 teve problemas desde o momento em que entrou em serviço em dezembro de 1990. Os operadores rapidamente descobriram que a eficiência de combustível prometida era um mito: seu alcance estava, na verdade, 800 quilômetros abaixo do prometido. Quando McDonnell Douglas corrigiu o problema com um software de otimização do consumo de combustível em 1993, o estrago já estava feito. 

E esse não era o único problema: os pilotos estavam achando o MD-11 extremamente difícil de voar. Foi difícil ignorar o piloto automático. Quando a inclinação se tornava instável em voo, o avião às vezes balançava descontroladamente para cima e para baixo por vários minutos antes que os pilotos pudessem recuperar o controle. 

Foi fácil implantar os slats por acidente em um voo de cruzeiro. E pousar o avião exigiu intensa concentração para evitar todos os tipos de efeitos indesejáveis ​​que poderiam se manifestar no toque. 

Parte do problema era que McDonnell Douglas dera ao MD-11 um estabilizador horizontal incomumente pequeno para reduzir o arrasto e aumentar a eficiência do combustível. Isso reduziu a estabilidade longitudinal e tornou o avião sujeito a mudanças violentas no pitch, que por sua vez eram mais difíceis de conter devido às pequenas superfícies de controle de pitch. 

O interior de um MD-11 da China Eastern Airlines em 1993, após um incidente no ar no qual os pilotos acidentalmente posicionaram as ripas. O avião entrou em uma manobra acrobática que matou dois passageiros, antes de fazer um pouso seguro nas Ilhas Aleutas
Também forçou os pilotos a pousar o MD-11 a uma velocidade de 154 nós, mais rápido do que literalmente qualquer outro avião comercial. McDonnell Douglas tentou compensar esses problemas usando um software que funcionava em tempo integral para manter a estabilidade do campo usando um tanque de lastro, mas os computadores não conseguiram resolver o problema completamente.

Por causa de todos esses problemas, com o tempo de dez anos em serviço, o MD-11 tinha desenvolvido uma taxa de acidentes 15 vezes pior do que seus contemporâneos. E, no entanto, não parecia haver um motivo específico para isso.

A McDonnell Douglas, e mais tarde Boeing, que assumiu seu rival em 1997, freqüentemente corrigiam problemas quando eles surgiam, mas sempre havia mais problemas escondidos sob a superfície, e muitos deles envolviam algum nível de erro humano que os tornava especialmente difíceis de erradicar.

A razão para o fraco histórico de segurança do MD-11 pode muito bem ter sido suas características básicas de design, mas reconhecer isso exigiria que todos, desde os engenheiros até a FAA, admitissem que haviam projetado, construído e vendido um avião fundamental e irreparavelmente instável. 

Além disso, em 2000, a produção estava encerrando o último punhado de MD-11s, e as companhias aéreas de passageiros já estavam abandonando o tipo em favor do Boeing 777. Dentro de alguns anos, quase todos os MD-11s restantes estariam voando de carga, não de passageiros, de qualquer maneira. 

Em 2009, a maior operadora de MD-11 era a FedEx Express, a divisão aerotransportada da conhecida empresa de logística e uma das maiores transportadoras de carga do mundo. (Hoje, quase metade de todos os MD-11 ainda em serviço voam para a FedEx). Os MD-11 roxos e brancos da empresa americana foram e ainda são uma visão comum nos principais aeroportos do mundo. 

MD-11, prefixo N526FE,  envolvido no acidente do voo 80 da FedEx, retratado dias antes do acidente. Os mesmos pilotos envolvidos no voo do acidente também estavam a bordo quando esta foto foi tirada
O voo 80 da FedEx era um voo de carga regular operado pelo McDonnell Douglas MD-11F, prefixo N526FE, da FedEx, de Guangzhou, na China para Tóquio, no Japão, na manhã de 23 de março de 2009. 

No comando do voo estavam o Capitão Kevin Mosley e o Primeiro Oficial Anthony Pino, ambos os quais eram bastante experiente e com bastante tempo no MD-11. Eles vinham fazendo voos de curta e média distância em todo o Leste Asiático na semana anterior, e o voo para o aeroporto de Narita, em Tóquio, não apresentava nenhum desafio especial.


O voo 80 partiu de Guangzhou às 2h06 hora local - uma hora de partida incomum para os passageiros, mas uma hora normal para a carga. A luta de três horas e meia transcorreu sem incidentes, até por volta das 6h40, horário do Japão, quando o voo estava na aproximação final em Narita.

O tempo naquele dia estava claro, mas extremamente turbulento. Aviões pousando antes do voo 80 relataram que, embora a direção do vento fosse consistente, sua intensidade variava muito, com flutuações de até 15 nós acima e abaixo da velocidade nominal do vento. 


Para o primeiro oficial Pino, que estava pilotando o avião, isso tornaria o pouso do já estranho MD-11 ainda mais complicado. O capitão Mosley decidiu que deveriam usar uma velocidade de aproximação dez nós mais rápida do que o normal, a fim de garantir que uma diminuição repentina na força do vento contrário não causasse uma perda perigosa de sustentação. 

Às 6h46, o controlador da torre liberou o vôo 80 para pousar na pista 34L do Aeroporto de Narita. Segundos depois, uma voz automática gritou: "UM MIL". A turbulência balançou o avião, fazendo-o balançar violentamente. "Yeehaw!" Mosley exclamou. "Monte neles, cowboy!" 

“APROXIMANDO 34L”, informou o Sistema de Aconselhamento de Conscientização da Pista. O primeiro oficial Pino continuou lutando para manter a velocidade próxima ao valor desejado, sem sucesso. Sua velocidade no ar aumentou para 180 nós e caiu para 152 nós, muito além dos parâmetros de uma abordagem estabilizada. 

A 500 pés, eles deveriam ter a aproximação estabilizada - ou seja, no plano de planeio adequado e a uma velocidade e ângulo que requerem apenas pequenos ajustes para serem mantidos. Apesar das rajadas de vento lançando-os em todas as direções, quando a voz automatizada gritou "CINCO CEM", o Capitão Mosley respondeu: "Estável!" Seu anúncio foi recebido com risos, mas os dois pilotos continuaram sem dizer uma palavra.

Imagens da câmera de segurança do voo 80 descendo de 50 pés
As principais flutuações na velocidade e inclinação do avião continuaram até o solo. A 198 pés, eles estavam a 178 nós; por 92 pés, isso havia caído para 154 nós. Nessa baixa velocidade e baixo impulso, o avião começou a afundar muito rapidamente, então o primeiro oficial Pino puxou o nariz para cima para tentar ganhar sustentação e diminuir a velocidade de descida. 

Mas assim que ele puxou para cima, o arrasto aumentado do alto ângulo de ataque fez a velocidade deles cair ainda mais, então ele empurrou o nariz para baixo novamente. Ele precisava aumentar o empuxo para manter mais facilmente a velocidade de aproximação desejada de 164 nós, mas em nenhum momento fez isso. Em vez disso, ele caiu para cerca de 1.1 grau, bem abaixo da atitude de inclinação normal na aproximação, em uma tentativa de aumentar sua velocidade no ar. 

No momento em que alcançaram 50 pés acima da pista, seu tom era muito baixo e sua taxa de afundamento muito alta. Nesse ponto, o autothrottle entrou automaticamente no “modo de retardo” e começou a reduzir a potência do motor para o pouso, tornando o problema ainda pior. 

Pino deveria ter restaurado a energia manualmente, mas ele estava tão ocupado tentando controlar o avião que não conseguiu. “CINQUENTA”, disse o sistema de alerta de altitude. O avião continuou descendo. "QUARENTA. TRINTA. VINTE. DEZ." 

Nessa taxa de descida, havia apenas um segundo entre cada uma das chamadas, apenas tempo suficiente para agir. Pino precisava puxar para cima para fazer o flare do avião para aterrissar a cerca de 30 pés, mas ele não conseguiu fazer isso até 20 pés, provavelmente devido à sua rápida taxa de descida. 

Reconhecendo que tinha queimado um pouco tarde, ele puxou para cima com força, fazendo com que o nariz subisse para 4. 6 graus, o que era muito alto. Talvez temendo fazer com que a cauda batesse na pista, ele imediatamente abaixou o nariz novamente.


Um segundo depois, o MD-11 pousou na pista 34L a uma velocidade de 166 nós - 307 quilômetros por hora - com uma taxa de afundamento de sete pés por segundo (2,1 m/s), mais de três vezes o valor normal. 

O avião pousou com força e saltou de volta no ar. Quando um avião pula na aterrissagem, o piloto deve levantar o nariz e aumentar a potência - conhecida como manobra de recuperação de salto - para garantir que o segundo toque ocorra sem problemas. 

A pior coisa que um piloto pode fazer é lançar-se para baixo - mas foi exatamente o que Pino fez, cerca de um segundo após o toque. A entrada de nariz para baixo que ele deu antes do touchdown estava apenas começando a funcionar quando ele empurrou ainda mais para baixo, fazendo com que o avião tombasse para -1,8 graus. 

Uma fração de segundo depois, o MD-11 plantou o rosto na pista; a engrenagem do nariz atingiu o solo antes da engrenagem principal, fazendo com que o nariz salte rapidamente para cima. A inclinação do avião aumentou substancialmente e eles voltaram a subir no ar uma segunda vez, subindo vários metros acima da pista.

Vídeo de segurança mostrando o acidente
Pino e Mosley estavam agora em uma situação realmente crítica: em apenas alguns segundos, eles voltariam para a pista com uma força incrível, e apenas uma ação rápida poderia salvá-los. Infelizmente, eles fizeram o oposto do que precisavam. 

Quando o avião subiu repentinamente no segundo salto, a rápida rotação pegou Pino de surpresa, e ele caiu abruptamente novamente. De um pico de 6,7 graus de nariz para cima, o avião girou rapidamente para baixo. 

Reconhecendo seu erro, Pino começou a puxar novamente, mas era tarde demais. Com um som terrível de trituração, o MD-11 despencou na pista com uma força tremenda, puxando mais de 3 Gs no processo. O nariz saltou alto e o trem de pouso principal bateu na pista com uma taxa de afundamento superior a 21 pés por segundo (6,5 m/s). 

O trem de pouso principal esquerdo subiu pela asa, partindo a longarina da asa ao meio instantaneamente. A asa esquerda começou a se soltar da fuselagem, enquanto a asa direita continuou a gerar sustentação, causando um rápido giro para a esquerda. Os tanques de combustível se rasgaram e uma enorme bola de fogo estourou atrás do avião enquanto o combustível atomizado pegava fogo.

Cercado por chamas, o MD-11 começou a virar como um transatlântico virando, passando pelo terminal de passageiros à vista de centenas de pessoas. Dentro da cabine, o capitão Mosley gritou: “Fogo! Ah Merda!" “ÂNGULO DE BANCO! ÂNGULO DE BANCO! ” gritou o sistema de alerta de proximidade do solo. 

Chamas ondulando, metal raspando no asfalto, o avião caiu no telhado e escorregou para fora da pista, atingindo a beira da grama. Ele parou cercado por fogo, sua asa esquerda decepada caída ao lado dele.

Antes mesmo de o avião parar, o atordoado controlador de tráfego aéreo ativou o alarme de colisão e os caminhões de bombeiros chegaram ao local em menos de um minuto. Os bombeiros tentaram alcançar a cabine, que parecia ter permanecido longe das chamas, mas a galera dianteira estava em chamas e eles não conseguiram avançar. 

Só mais de uma hora depois do acidente os bombeiros conseguiram entrar na cabine, ponto em que os dois pilotos já estavam mortos. 

O capitão Mosley morreu de ferimentos graves sofridos durante o impacto, enquanto o primeiro oficial Pino morreu pouco depois devido à inalação de fumaça. Com os dois pilotos mortos, o voo 80 foi o primeiro acidente fatal de aeronave na história da FedEx.

Quando o Japan Transport Safety Board (JTSB) iniciou a investigação, já parecia que se tratava de mais um acidente de pouso com o MD-11. Já houve vários incidentes anteriores em que os MD-11 foram substancialmente danificados devido a pousos duros, incluindo dois em que uma asa se quebrou e o avião virou de cabeça para baixo.

Animação do acidente com o voo 14 da FedEx em New Jersey
Um deles ocorreu em 1997 em Newark, New Jersey, quando o voo 14 da FedEx pousou com força ao pousar, capotou e explodiu em chamas (animação acima). Felizmente, todos os cinco ocupantes conseguiram escapar com ferimentos leves. 

E em 1999, um China Airlines MD-11 pousando em Hong Kong durante um tufão também capotou e perdeu uma asa, matando três passageiros, enquanto 312 pessoas escaparam com vida. 

A causa de todos esses pousos destrutivos está nas características de manuseio do MD-11, especificamente sua velocidade de pouso excepcionalmente alta (significando mais energia cinética no touchdown) combinada com seus controles de pitch notoriamente inconstantes. 

Sem medidas de recuperação agressivas, os pousos com muitos saltos no MD-11 tenderam a formar uma bola de neve em destroços de fogo devido a um fenômeno chamado de boto. Nesse caso, cada salto faz com que o avião suba mais alto fora da pista, resultando em mais energia quando pousa novamente, levando a um salto ainda maior, até que eventualmente algo falhe catastroficamente. 

Embora o boto possa ocorrer em qualquer avião, o MD-11 foi o único avião em que o boto já havia causado a quebra de uma asa e o avião invertido - um cenário de acidente que já ocorrera três vezes. 


Após a queda de 1997 em Newark, a FAA dos EUA ordenou que todos os operadores de MD-11 treinassem seus pilotos em uma técnica de recuperação de ressalto recém-desenvolvida. Ao reconhecer um salto, os pilotos devem manter um ângulo de inclinação positivo enquanto aumentam o empuxo do motor para controlar sua taxa de afundamento, permitindo que o avião flutue na pista até tocar o solo suavemente. 

O capitão Mosley e o primeiro oficial Pino receberam treinamento de recuperação de saltos em 2006. Então, por que não funcionou? 

Uma revisão dos dados de voo mostrou que o pouso começou com um salto relativamente normal - em direção à extremidade superior em termos de força, certamente, mas não fora do que o avião foi projetado para lidar. 

Esse salto aconteceu porque o primeiro oficial Pino não conseguiu evitar que o avião afundasse muito rapidamente enquanto lutava contra os ventos turbulentos. Foi só depois do primeiro salto que as coisas começaram a dar errado: em vez de puxar para cima e aumentar a potência, Pino não tocou na alavanca de potência e caiu para baixo em vez de para cima. 

Foi nesse ponto que os investigadores do JTSB chegaram a uma conclusão fascinante: devido à forma como o avião estava se movendo, Pino provavelmente nem sabia que eles quicaram. Como a cabine do MD-11 está excepcionalmente bem à frente de seu centro de gravidade, nem sempre ficava claro da frente do avião o que a traseira estava fazendo. 

Quando o trem de pouso principal atingiu o solo e ricocheteou, a parte traseira do avião girou para cima, enquanto a dianteira continuou em sua trajetória original. Do ponto de vista dos pilotos, pareceria que eles haviam pousado normalmente e continuavam a rolar com o trem de pouso no solo. O primeiro oficial Pino provavelmente caiu após o primeiro salto para abaixar o nariz na pista, como faria durante uma aterrissagem normal. 

Acima: todos os quadros da câmera de segurança fotográfica (do relatório JTSB) 
compilados em um único vídeo por Chillout Jr. no YouTube
Isso, por sua vez, levou ao segundo toque, que foi mais pesado do que o trem de pouso foi classificado, mas não tão pesado a ponto de danificar seriamente o avião. Desta vez, era óbvio que o avião saltou, mas Pino ainda assim fez a coisa errada: baixou o nariz novamente. 

Apesar de todo o seu treinamento, o efeito surpresa o venceu, e quando o avião subiu de repente, ele instintivamente se opôs com uma grande entrada de nariz para baixo que selou o destino do avião e de seus ocupantes. 

Embora ele rapidamente tenha percebido seu erro e iniciado o que poderia ter sido uma tentativa abortada de uma manobra de recuperação de salto (o gravador de dados de voo registrou um aumento no empuxo do motor, bem como um aumento na inclinação um pouco antes do terceiro toque), a janela de oportunidade para prevenir a catástrofe já havia passado. No fim, o treinamento comandado pela FAA provou ser incapaz de superar um instinto de base perigoso. 


Vários fatores circunstanciais contribuíram para a falha dos pilotos em evitar a sequência crescente de saltos. Como tantos outros acidentes, a fadiga é grande. As fontes sobre este assunto são um tanto contraditórias: o relatório oficial do JTSB indica que os investigadores não sabem quanto sono os pilotos dormiram, enquanto os representantes do NTSB estão registrados fornecendo números específicos. 

A acreditar no NTSB, o capitão Mosley dormiu talvez quatro horas no dia anterior ao acidente, enquanto o primeiro oficial Pino dormiu ainda menos. Após esse descanso insignificante, eles voaram durante a noite, deixando as Filipinas às 21h44 e permanecendo em serviço até o pouso em Tóquio, pouco antes das 7h. 

Os próprios pilotos confirmaram os efeitos negativos dessa falta de sono e do ciclo circadiano interrompido: 45 minutos antes do acidente, o gravador de voz da cabine os capturou brincando sobre estarem cansados. 

Os investigadores também observaram que, embora ambos os pilotos fossem muito experientes, o Primeiro Oficial Pino não tinha muita prática em pousar o MD-11. Ele geralmente voava com equipes de alívio, o que significa que ele só assumia o comando no meio do cruzeiro durante voos de longo curso e raramente fazia decolagens ou pousos. 

Durante os dois anos e meio anteriores, ele voou em média apenas 2,5 pousos por mês, muito menos do que o necessário para permanecer proficiente.


Agora havia três fatores se unindo: o cansaço dos pilotos, a falta de experiência do Primeiro Oficial com pousos e as características de manuseio complicado do MD-11. Tudo isso conspirou em apenas alguns segundos críticos para causar o acidente. 

Cansado e sem experiência relevante, Pino teve que usar sua concentração total para controlar o avião nas rajadas de vento, o que o levou a negligenciar sua taxa de descida. Devido à taxa de descida inesperadamente alta, ele estava cerca de um segundo atrasado para aterrissar o avião. Sem tempo para o flare suavizar sua descida, o avião bateu forte e quicou. 

Aquele segundo entre a altura onde ele deveria ter queimado e quando ele realmente alargou foi crucial. Talvez, se ele não estivesse cansado, ele pudesse ter reagido a tempo. Mas com menos de quatro horas de sono, tendo estado na cabine por várias horas já, não havia chance de que ele pudesse agir rápido o suficiente em uma situação que se desenrolava tão rapidamente. 

Uma vez que o avião saltou, esses mesmos fatores contribuíram para o fracasso dos pilotos em controlar o boto. O cérebro do primeiro oficial Pino estava operando mais devagar do que o normal e ele não havia pousado muito nos últimos anos. Isso ajuda a explicar por que sua primeira reação foi instintiva, em vez do que ele havia sido treinado para fazer durante o treinamento de recuperação de salto três anos antes. 

Para agravar ainda mais o problema, estava o fato de que o treinamento especial só foi necessário após a conversão inicial para o MD-11 - os pilotos o receberam uma vez, e pronto. Talvez se ele tivesse sido treinado em recuperação de salto todos os anos, poderia ter sido familiar o suficiente para substituir seu instinto de cair. 


O JTSB identificou três maneiras pelas quais o acidente poderia ter sido evitado diretamente, duas das quais foram com os pilotos e uma com o projeto do avião. Primeiro, as simulações mostraram que adicionar um pouco de empuxo a uma altura de até 30 metros acima do solo teria permitido uma aterrissagem completamente normal. 

A próxima oportunidade mais óbvia foi após o segundo salto, quando o avião deu uma guinada alta no ar. Nesse ponto, o avião estava alto e longe o suficiente na pista para que uma manobra normal de recuperação de ressalto pudesse resultar em uma ultrapassagem da pista. Mas existia outra opção: dar uma volta. 

Se qualquer um dos pilotos tivesse acelerado para a potência de decolagem/arremesso, eles poderiam ter se afastado da pista e circulado para outra tentativa de pouso. Infelizmente, parecia que nenhum dos pilotos reconheceu o perigo em que corriam até que fosse tarde demais para isso. 

Se o próprio capitão Mosley estivesse mais alerta, poderia ter conseguido intervir no último momento e salvar o avião - mas, no final das contas, parecia totalmente inconsciente do que estava acontecendo. 


Por fim, o JTSB identificou o que pode ter sido a menor mudança possível que poderia ter evitado o acidente. Quando o avião pousou pela primeira vez, os spoilers de solo foram acionados automaticamente para reduzir a sustentação e empurrar o avião para a pista. 

No entanto, eles levaram 1,2 segundos para se desdobrar e, assim que foram totalmente estendidos, começaram a retrair novamente porque o avião havia saído do solo. As simulações de computador JTSB mostraram que os spoilers de solo foram implantados em 0,6 segundos em vez de 1,2 segundos, o acidente realmente não teria acontecido! 

O efeito de amortecimento dos spoilers de solo durante aqueles seis décimos de segundo cruciais teria tido um efeito de bola de neve que resultou em um resultado totalmente diferente, ressaltando o quão sensível o MD-11 era a pequenas mudanças na configuração e atitude durante o momento do touchdown. Como resultado das descobertas, o JTSB recomendou que a Boeing encontrasse uma maneira de reduzir o tempo que leva para os spoilers serem implantados.

O JTSB também analisou por que a falha do trem de pouso principal levou a uma explosão que engolfou o avião. De acordo com as regras de certificação da FAA, quando a carga máxima no trem de pouso é excedida, o bogie deve se soltar da asa sem romper os tanques de combustível. 


No entanto, este requisito presumiu um impacto em uma "direção para cima e para trás" consistente com o impacto de um objeto. Quando exposto a uma carga puramente vertical com quase nenhum componente de popa, como no voo do acidente, não havia garantia de que o trem de pouso iria se soltar com segurança. 

A FAA afirmou que isso não fazia parte dos critérios de teste no momento em que o MD-11 foi certificado, mas que em 2009, há muito começou a pedir aos fabricantes que provassem que o equipamento era seguro quando sobrecarregado tanto vertical quanto horizontalmente.

Um ano após a queda do voo 80 da FedEx, esse cenário exato realmente aconteceu. Um Lufthansa Cargo MD-11 estava pousando em Riad, na Arábia Saudita, quando saltou e atingiu a pista com tanta força que a fuselagem traseira quebrou. O avião escorregou para fora da pista e os pilotos conseguiram escapar do incêndio resultante com ferimentos leves. 

Este foi apenas um dos vários pousos difíceis que causaram grandes danos no período após a queda de Narita. No final de 2010, tanto o JTSB quanto o NTSB estavam bastante preocupados com o problema: de 14 pousos forçados no MD-11 que resultaram em danos substanciais ao avião, metade deles ocorreram apenas em 2009 e 2010, em comparação com um número igual durante todo o período de 1990 a 2008. Os pilotos de MD-11 estavam perdendo o controle?


Em 2010, a Boeing organizou uma conferência de operadores de MD-11 para examinar a série de aterrissagens e quedas bruscas e considerar quais mudanças podem ser necessárias. O principal resultado desta conferência foi o aumento da ênfase em evitar altas taxas de afundamento no touchdown durante o treinamento e no manual. 

A Boeing também fez uma série de alterações no manual e nos procedimentos associados, como uma altura de flare maior e instruindo os pilotos a darem uma volta se quicassem em vez de tentar se recuperar. 

Além disso, a FedEx introduziu uma série de novos elementos de treinamento, incluindo um módulo que ajuda os pilotos a entender como o corpo longo do MD-11 afeta o movimento relativo das diferentes partes do avião, treinamento de pouso aprimorado e ênfase estrita em ir ao redor no lugar da manobra de recuperação de salto; e monitores head-up instalados em todos os seus MD-11s, entre outras mudanças. 


A mudança para aconselhar os pilotos a dar a volta após uma aterrissagem com ressalto é especialmente relevante, pois aborda a causa raiz do problema: a falha do treinamento de recuperação de ressalto para resolver o problema de aterrissagens destrutivas. 

Agora, em vez de um procedimento que é usado apenas situacionalmente, os pilotos podem aplicar uma solução que é usada em vários cenários e é praticada com frequência. Desde que essa mudança foi implementada, os principais incidentes de pouso com saltos no MD-11 praticamente desapareceram. 

Além dessas medidas, e do ponto mencionado anteriormente sobre os ground spoilers, o JTSB também recomendou que o MD-11 incorpore um sistema para indicar se o trem está no solo; que uma barreira de fogo mais robusta seja instalada entre a área de carga e a cabine do piloto; e que a Boeing alivia as características de pouso indesejáveis ​​do MD-11 por qualquer meio possível, incluindo evitando grandes entradas de nariz para baixo durante o toque ou introduzindo um sistema para iniciar automaticamente uma recuperação de salto.

Após a queda, os pedaços do avião foram retirados para um campo ao lado da pista
 para investigação adicional
Hoje, mais de 100 MD-11s continuam a voar, todos eles com companhias aéreas de carga como a FedEx - o último MD- 11 no serviço de passageiros foi aposentado em 2014. Desde o pouso forçado em Riade em 2010, não houve mais acidentes - mas o MD-11 continua tão complicado de voar. 

Naquela época, os pilotos surgiram com todos os tipos de apelidos depreciativos para ele, de "Estrela da Morte" a "Scud", após os mísseis Scud erráticos usados ​​pelo Iraque durante a Guerra do Golfo. 

As melhorias ao longo dos anos eliminaram as formas mais comuns de perder totalmente o controle, mas o avião ainda é sensível, lento para responder e fácil de controlar excessivamente. 

Pode-se chamar o MD-11 de um experimento com falha, embora isso não seja totalmente verdade - provavelmente ainda tem uma vida bastante longa pela frente na indústria de carga. Mas, ao mesmo tempo, a história do MD-11 é um conto de advertência que provavelmente impedirá que um avião com design semelhante seja construído no futuro - e não necessariamente devido à segurança. 

De fato, quando a Boeing decidiu interromper a produção do MD-11 em 2000, não foi porque o avião era inseguro, mas porque não podia competir economicamente com seus pares. A era dos jatos bimotores com características de voo dóceis veio, sem dúvida, para ficar.

Edição de texto e imagens por Jorge Tadeu (Site Desastres Aéreos)

Com Admiral Cloudberg, ASN, Wikipedia, baaa-acro - Imagens: Bureau of Aircraft Accidents Archives, Julien Scavini, do NTSB, Kentaro Iemoto, Google, do JTSB, The Japan Times, STR / AFP, The Associated Press, NBC News e da International Aviation Safety Association. Videoclipes cortesia de Mayday (Cineflix), Airboyd (via YouTube) e JTSB + Chillout Jr (YouTube)