terça-feira, 22 de janeiro de 2013

App ajuda passageiros de avião a encontrar a ‘cara-metade’


Aproveitar o confinamento de um avião para conhecer pessoas interessantes, fazer contatos, descobrir afinidades ou quem sabe encontrar a sua cara-metade. A proposta do app WeMetOnAPlane - download para iOS, aqui, e para Android, aqui – é bem original: transformar o contingente de 4 bilhões de passageiros que voam todos os anos em uma imensa rede social aérea.

A ideia do app é baseada em uma história real: o desenvolvedor, Will Scully-Power, que é australiano, tem 32 anos e é empresário do setor de internet, criou um site depois de conhecer sua namorada em um avião, em 2011.

Como funciona

Instalado o app, basta digitar o numero do voo, ano, mês, data, origem ou destino. Depois, há um campo para você contar uma história sobre o voo, tipo “estava sentado perto de uma garota bonita vestida de vermelho na poltrona 5 que eu gostaria de reencontrar”, ou “conversei com uma pessoa simpática na fila do check-in que gostaria de conhecer melhor”.

Conte a história sobre seu voo e conheça outros passageiros e passageiras

A partir daí, um algoritmo de busca avançada exibirá os resultados da busca de todas as histórias para aquele voo específico que foram compartilhadas por outros passageiros – tudo isso, claro, tem que ser feito após o desembarque, pois o uso de eletrônicos a bordo é restrito e não há conexão com a internet.

Se você reconhecer alguma história publicada, basta postar uma resposta e ela será enviada por e-mail imediatamente para a pessoa em questão.


Se você não reconhecer nada relativo a seu voo, é só clicar em “Compartilhe sua história” (“Share Your Story”). Daí, é possível compartilhar sua história em redes sociais como o Facebook e o Twitter, aumentando as chances de encontrar quem você está procurando. Segundo o desenvolvedor, “quanto mais pessoas souberem da sua busca, mais chances você terá de encontrar a pessoa especial e se conectar com ela.”

Milhares de histórias

Scully-Power garante que, por dia, cerca de 4.400 pessoas buscam no Google os termos “met on a plane”.  

“Já temos milhares de histórias que foram compartilhadas de centenas de países, entre eles Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Suíça, Nova Zelândia, Reino Unido, Canadá, Holanda, Noruega e Índia. Com bilhões de passageiros transitando por aeroportos anualmente, estamos entusiasmados com a oportunidade que este app para dispositivos móveis oferece para ajudar as pessoas a se conectarem novamente com aquela que se perdeu na multidão”, diz.


Fonte: Daniel Gonzales (blogs.estadao.com.br/daniel-gonzales) - Imagens: Reprodução do Blog

A bomba atômica que os EUA perderam na Espanha

Quase 5 décadas após acidente no qual quatro bombas caíram sobre cidade na costa espanhola, moradores esperam limpeza.

Trabalhadores acompanham a busca pela bomba nuclear norte-americana que não explodiu,
 na região de Palomares, na Espanha, em 1966 - Foto: Bettmann/Corbis

Em uma manhã ensolarada de 1966, dois jatos da Força Aérea americana colidiram e derrubaram quatro bombas nucleares perto do vilarejo de Palomares, no sul da Espanha. Não houve uma explosão nuclear, mas plutônio foi espalhado em uma área ampla. Quase cinco décadas depois, a Espanha pede aos Estados Unidos que termine a limpeza do local.

Os Estados Unidos chamam as bombas nucleares que se perdem de 'Broken Arrows' (setas quebradas). No dia 17 de janeiro de 1966, Palomares recebeu quatro delas.

A 9.500 metros de altura, um bombardeiro americano B-52 colidiu com um avião-tanque KC-135 durante um serviço de reabastecimento aéreo de rotina e se rompeu. Três das bombas-H do bombardeiro caíram no entorno de Palomares, e uma quarta caiu a cinco quilômetros da costa, no Mediterrâneo.

O acidente não provocou nenhuma vítima em solo, mas os quatro ocupantes do avião-tanque e três dos sete ocupantes do B-52 morreram. Os demais conseguiram se ejetar e pousar com paraquedas.

Em 1966, Palomares não tinha água encanada e possuía apenas um telefone, mas os céus da região eram cruzados diariamente pelas máquinas de guerra mais modernas do mundo.

Era o auge da Guerra Fria. Em uma operação de codinome Chrome Dome (Cúpula de Cromo, em tradução livre), os Estados Unidos mantinham entre 12 e 24 bombardeiros B-52 no ar 24 horas por dia, em uma tentativa de conter um possível ataque soviético.

Havia diferentes rotas de voo para os B-52 em diferentes partes do mundo. O B-52 envolvido no acidente de Palomares estava voando na rota do sul, em um circuito a partir de sua base na Carolina do Norte e em volta do Mediterrâneo.

O avião-tanque havia partido de uma base próxima, na Espanha, para reabastecer o bombardeiro antes de seu retorno aos Estados Unidos.

Palomares ainda tem áreas cercadas cuja descontaminação não foi concluída

Incêndio em Boeing não foi causado por pane em bateria, diz investigação

Para agência, superaquecimento não foi culpado de problema no dia 7/1.

Aviões da Japan Airlines sofreram uma série de problemas técnicos.

A agência norte-americana encarregada da segurança no transporte disse neste domingo (20) que o incêndio ocorrido após a aterrissagem de um Boeing 787 Dreamliner em Boston não foi causado por uma bateria sobrecarregada.

Boeing 787 da Japan Airlines, que sofreu incidente em Boston
Foto: Charles Krupa/AP

O risco de incêndio por superaquecimento de baterias tinha se transformado em uma grande preocupação para os novos Boeing, depois que os pilotos de um voo doméstico do Japão foram obrigados a aterrissar devido ao aparecimento de fumaça, aparentemente ligada à bateria de lítio.

Os aviões sofreram uma série de problemas técnicos no começo do mês, o que levou a Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos a emitir um alerta proibindo a decolagem de 50 Boeing 787 em operação ao redor do mundo.

Contudo, a Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) dos Estados Unidos disse que até o momento sua investigação demonstrou que a bateria não foi culpada pelo incêndio do dia 7 de janeiro em um avião vazio da Japan Airlines em Boston.

"A análise dos dados do avião JAL B-787 indica que a bateria APU não superou a voltagem projetada de 32 volts", disse o organismo em um comunicado.

O exame físico da bateria, que inclui raios X e passagem por scanner da bateria montada e de seus componentes desmontados, ainda está sendo realizado, explicou a agência.

A NTSB acrescentou que representantes de seus homólogos japoneses e franceses estavam participando da investigação e destacou que enviou um investigador ao Japão para a investigação relativa ao incidente.

Na quarta-feira (16), a Boeing anunciou que iria adiar a entrega de seus 787 Dreamliner, mas disse que continuaria a construção das aeronaves, enquanto os especialistas em segurança examinam a bateria e os sistemas elétricos.

Os problemas criaram uma sombra sobre a aeronave, que depende em grande medida de sistemas eletrônicos pioneiros e materiais leves e que é vista como chave para o futuro da Boeing.

Nenhuma companhia aérea cancelou as compras do 787, mas, com 850 pedidos de aviões de mais de 200 milhões de dólares, há uma fortuna em jogo.

Fonte: France Press via G1

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Tarifa aérea doméstica cai 41,69% em dez anos, diz relatório da Anac


Queda é de janeiro a setembro de 2012 sobre mesmo período de 2002.

Com relação a igual intervalo de 2011, recuo foi menor, de 0,15%.

A tarifa aérea média para voos domésticos ficou em R$ 273,32 no acumulado de janeiro a setembro de 2012, uma queda de 0,15% com relação ao mesmo período de 2011, divulgou nesta quinta-feira (17) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com relação a dez anos antes (o mesmo período de 2002), a queda é de 41,69% - naquela época, o valor era de R$ 468,71, diz a divulgação. Os valores são ajustados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o levantamento, 68,89% dos assentos comercializados de janeiro a setembro do ano passado foram vendidos com valores inferiores a R$ 300. Tarifas inferiores a R$ 100 representaram 15,63%. Passagens com valor superior a R$ 1.500, por sua vez, representaram 0,23%.

O yield médio doméstico (valor médio que passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional) de janeiro a setembro de 2012 foi de R$ 0,34605, uma queda de 0,80% sobre o mesmo período em 2011 (quando era de R$ 0,34883) e menos da metade do apurado em 2002 (R$ 0,76927).

Ainda segundo o relatório, nos últimos dez anos, a oferta (representada pela quantidade de assentos por quilômetro ofertados), mais do que duplicou, com variação de 138% e taxa média de crescimento de 10% ao ano. A demanda (representada pela quantidade de passageiros por quilômetros pagos e transportados), quase triplicou e atingiu variação de 195% e taxa de crescimento de 12,8% ao ano.

Fonte: G1 - Foto: Reprodução

Demanda por transporte aéreo doméstico cresce 6,79% em 2012

Dados são comparados com os de 2011 e foram divulgados pela Anac.

Avianca e a Trip tiveram maiores crescimentos na participação de mercado.

Vista do Aeroporto de Viracopos, em Campinas
Foto: Luciano Calafiori/G1 Campinas

A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros (RPK) teve crescimento de 6,79% em 2012 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (21) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos 12 meses, a oferta de voos domésticos (ASK) apresentou aumento de 2,72%. Em dezembro, a demanda doméstica cresceu 2,37% em relação a igual mês de 2011, e a oferta teve redução de 7,39% no período.

No acumulado de 2012, a taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros cresceu 3,96%, passando de 70,17% em 2011 para 72,95%. No último mês do ano, a taxa de ocupação alcançou 77,73%, contra 70,72% no mesmo mês do ano anterior.

Em relação à participação de mercado, as empresas de maior porte alcançaram 74,69% no ano, sendo 40,79% da TAM e 33,91%, Gol. A participação das demais acumulou alta de 18,12%, indo de 21,42% para 25,31% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Avianca e a Trip registraram os maiores crescimentos na participação. A primeira passou de 3,14% para 5,36%, e a segunda, de 3,24% para 4,47%.

Em dezembro, a Avianca e a Trip tiveram as maiores taxas de crescimento da demanda, quando comparadas com o mesmo mês de 2011, com 67,96% e 11,42%, respectivamente. As maiores taxas de ocupação no último mês de 2012 foram alcançadas pela Avianca e TAM, com 82,27% e 81,89%, respectivamente.

Em relação à participação, a TAM e a Gol lideraram o mercado doméstico em dezembro, com 43,66% e de 34,42%, respectivamente. O conjunto das demais apresentou redução, passando de 24,48%, em dezembro de 2011, para 21,92%.

No transporte aéreo internacional, a demanda de passageiros das empresas aéreas brasileiras em 2012 teve aumento de 0,32% em relação a 2011. Por outro lado, a oferta registrou redução de 0,01% no período. Em dezembro, a demanda cresceu 5,95% e a oferta registrou subiu de 13,20% no mês.

Fonte: G1, com informações do Valor Online

Diretor de empresa aérea será julgado por acidente ocorrido em 2004 no AM

Juíz declinou da competência da Justiça Estadual para julgar o caso.

Ao todo, 33 vítimas morreram em acidente com avião da Rico Linhas Aéreas.


O sócio e diretor da Rico Linhas Aéreas, Metin Yurtserver, será julgado pela Justiça Federal por prática de atentado à segurança de transporte aéreo, segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O anúncio foi feito pelo Judiciário nesta segunda-feira (21). O processo faz referência ao acidente com uma aeronave da empresa ocorrido em maio de 2004, no qual 30 passageiros e três tripulantes morreram. O processo já foi encaminhado à Justiça Federal.

O avião modelo Brasília de prefixo PT-WRO fazia a rota São Paulo de Olivença com escalas em Tabatinga e Tefé, municípios do interior do Amazonas. A aeronave caiu por volta das 18h20 do dia 14 de maio, a 20 quilômetros do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

A ação penal foi instaurada com base no parecer do Ministério Público Estadual (MPE), no inquérito policial da Delegacia Especializada em Ordem Pública e Social (Deops), no dia 22 de junho de 2009. Ao todo, 15 incidentes foram narrados na denúncia.

Yurtserver foi denunciado no artigo 261 do Código Penal Brasileiro que diz 'expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea', com pena de reclusão de quatro a doze anos, em caso de naufrágio, submersão ou encalhe de embarcação, queda ou destruição de aeronave.

Ao analisar o processo, o juiz titular da 9ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Henrique Veiga Lima, declinou da competência de julgamento da Justiça Estadual, uma vez que a matéria trata-se de âmbito federal. "Constatei a incompetência da Justiça Estadual para processar e julgar a prática de atentado à segurança de transporte aéreo, por força de comando constitucional", justificou em seu despacho, referindo-se ao artigo 109, inciso IV, da Constituição Federal, que diz que 'aos juízes federais compete processar e julgar: IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral'.

Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) - Foto: Reprodução/TV Amazonas

O juiz considerou ainda, a possível incidência da regra do artigo 109, inciso IX, que cuida dos crimes praticados a bordo de aeronave, sendo necessário esclarecer ainda se houve culpa dos controladores de voo, que executam serviço próprio da União. Henrique Veiga fala de um contato entre o piloto e a torre de controle travado nos momentos finais do voo.

Nesta conversa, segundo um trecho da decisão, foram estabelecidas as coordenadas em que seria feita a rampa de descida, a aproximação do aeródromo e o pouso, dando-se início a um processo de vetoração. "Naquela ocasião, aproximou-se, também para pouso, outra aeronave que, por transportar passageiro em estado que requeria cuidados médicos, teve preferência na aterrissagem, sendo orientado à aeronave sinistrada que descrevesse uma curva à esquerda, no entanto a curva foi feita para direita. Entretanto, essa manobra acabou autorizada pelo controle de voo, porém, o avião que sofreu o desastre continuou descendo até colidir com o solo e, mesmo em que pese se encontrar voando abaixo da altitude de segurança, a torre de controle não o alertou daquela situação", disse uma parte da decisão.

Fontes: G1 AM / Folha Online / Site Desastres Aéreos

Embraer fecha parceria com empresa italiana de helicópteros

Frota de helicópteros no país dobrou nos últimos cinco anos.

Acordo visa tanto mercado civil quanto militar no Brasil e na América Latina.


É um mercado milionário que decola no Brasil. A frota de helicópteros no país dobrou nos últimos cinco anos. Cresce no ritmo em que pioram problemas de mobilidade e segurança nas grandes cidades, e na medida em que despontam perspectivas de negócios em alto mar.

Metade do mercado nacional civil é da parceria franco-brasileira da Helibrás com a francesa Eurocopter. A outra metade é dividida entre as americanas Bell (20%) e Sikorsky (15%) e pela italiana Agusta (15%), segundo a ABTAer (Associação Brasileira de Táxis Aéreos).

Conhecida pela frota executiva, a multinacional Agusta anunciou nesta segunda-feira (21) uma fusão com a Embraer, um importante passo na disputa do céu brasileiro. “O acordo pode levar à produção dos helicópteros AgustaWestland no país, direcionados tanto para o mercado comercial quanto militar no Brasil e na América Latina”, diz o comunicado.

São três modelos comercializados no país pela Agusta. O de seis lugares é usado para transporte de executivos e custa cerca de US$ 7 milhões. Os maiores têm autonomia para longas distâncias. Por isso, são usados para atender petrolíferas e militares. Levam mais passageiros e custam de US$ 16 milhões a US$ 25 milhões.

“Só na operação offshore, que é para atender a produção de óleo, para os próximos dez anos, existe uma expectativa de mais 300 helicópteros de grande porte para atender”, diz Rui Aquino, vice-presidente da ABTAer.

Montagem, pintura, janelas, acessórios e o interior do helicóptero podem passar a ser produzidos no brasil. Normalmente, esse processo de nacionalização acontece aos poucos e, nesse caso, deve ser facilitado pela Embraer.

O portfólio de clientes e fornecedores facilita o pouso da italiana no Brasil que, além disso, está interessada no mercado militar, onde há grande exigência de conteúdo nacional.


O país também ganha, garante o especialista. “Com tecnologia, geração de emprego, com posicionamento no mercado internacional, porque, com certeza, quando você fabrica um produto desses aqui, o mínimo que vai atender é toda a América Latina. Não faz sentido mais alguém importar um produto de longe se você tem mais barato e tão próximo aqui para dar apoio e assistência”, afirma Aquino.


Fonte: Renata Ribeiro (Jornal da Globo) - Imagens: Reprodução da TV / Blog Aviação, Defesa, Notícias e Afins

Com 168 casos, país registra novo recorde de acidentes aéreos em 2012

Mesmo sem registrar nenhum incidente grave com voo de linha, o ano de 2012 teve o maior número de acidentes aéreos no século 21, segundo informa relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O documento traz apenas os dados da aviação civil nos últimos 11 anos, o que torna impossível a comparação com anos anteriores ao novo século.


No ano passado foram registrados 168 acidentes aéreos, superando o então recorde de 2011, quando ocorreram 159 casos. Em média, o país registrou um acidente a cada 2,1 dias. Desde 2001, o país registrou 1.150 acidentes aéreos.

Do total registrado em 2012, 146 foram acidentes com aviões e 22, com helicópteros –no caso dessas aeronaves, o número apresentou queda em relação a 2011, quando houve o recorde da década com 27 ocorrências. O Cenipa, porém, informa no relatório que os dados de 2012 ainda podem sofrer pequenas mudanças.

Além do aumento absoluto, os números também apontam para alta percentual dos casos de acidentes, levando em conta a frota nacional. Segundo o Cenipa, o percentual de envolvimento em acidentes chegou a 0,36% dos aviões e helicópteros, maior índice desde 2007 --quando 0,59% da frota foi atingida. Em comparação a 2011, o ano passado teve um aumento de 12% nesse índice –quando o índice ficou em 0,32%.

Acidentes fatais

O país também registrou aumento no número de acidentes com vítimas fatais. No ano passado 32 ocorrências terminaram com mortes –mesmo número de 2007, registrando assim o maior número do século. Dessas, 29 acidentes foram com aviões, e três, com helicópteros.

Apesar dos acidentes fatais, como não houve casos com voos de linha, o número de mortos caiu. Em 2012, foram 71 óbitos, contra 90 um ano antes. Desde 2001 foram 1.124 mortes.

O acidente com maior número de mortes em 2012 ocorreu em Juiz de Fora (MG), com oito vítimas, em 28 de julho. O avião caiu em uma região de difícil acesso e pegou fogo, sem deixar sobreviventes. A aeronave particular levava executivos que participariam de uma convenção, vindos de Belo Horizonte.

O recorde de óbitos ocorreu em 2007, quando 271 pessoas morreram --199 delas quando um avião da TAM não conseguiu frear, saiu da pista do aeroporto de Congonhas (SP) e explodiu ao bater no prédio de cargas da companhia.

Aumento da frota

O UOL procurou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que comentou, em nota, que o aumento número de acidentes deve levar em conta alguns fatores. "O número de operações e de aeronaves cresceram significativamente, o que pondera o crescimento de acidentes.

No quesito aeronaves, tivemos um crescimento de 1.059 aeronaves de 2011 para 2012, no registro geral. Só na aviação privada, a que registra o maior número de acidentes, tivemos um crescimento de 498 aeronaves em apenas um ano", informou o órgão.

A Anac também apresentou dados um pouco divergentes aos divulgados pelo Cenipa, mas que também apontam para crescimento no número de acidentes aéreos no ano passado. "Em relação ao número de acidentes, vale ressaltar que os dados da Anac apresentaram 173 acidentes, em 2012, e 151, em 2011."

Já o Cenipa informa que não faz análise dos dados. A função do órgão é realizar a investigação de acidentes aeronáuticos para fins de prevenção de novas ocorrências. Os relatórios de cada caso se transformam em instruções de procedimentos, que ajudam a evitar novos acidentes. O órgão não tem poder punitivo. 

Fonte: Carlos Madeiro (UOL)

FAB encontra corpo de segunda vítima de acidente com helicóptero na Serra do Mar

Corpo foi encontrado cerca de 300 metros de onde aeronave caiu.

Expectativa era que corpo fosse levado a São José ainda ontem.

Peça que foi encontrada entre os destroços da aeronave mostra o modelo do 
helicóptero acidentado, um Robinson R-66 - Foto: Divulgação/FAB

A Força Aérea Brasileira encontrou na manhã de segunda-feira (21) o corpo da segunda vítima do acidente com um helicóptero na Serra do Mar em Caraguatatuba. Segundo a FAB, o corpo foi localizado a 300 metros do ponto onde a aeronave caiu e pode ser do empresário Éber Coelho, desaparecido desde o dia 3 de janeiro. A esposa dele, Carolina Fernandes Coelho, de 30 anos, foi sepultada neste domingo (21), em Arujá. O corpo dela havia sido encontrado na semana passada.

A expectativa é que o corpo do empresário fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML) de São José dos Campos. Ele foi levado por resgatistas e mateiros até uma fazenda que fica a quatro quilômetros do local onde foi encontrado e deveriam chegar durante a noite de ontem. No local será definido será o traslado para São José será feito de carro ou helicóptero

Imagem mostra turbina destruída entre os destroços em Caraguatatuba - Foto: Divulgação/FAB

De acordo com a base, o terreno é íngreme e a vegetação é densa, há cerca de 6 quilômetros da praia de Massaguaçú. Para checar ao local foi necessário usar técnicas de rapel e guincho acoplados ao helicóptero Super Puma. O ponto da queda fica no topo da serra do mar, a cerca de seis quilômetros da praia de massaguaçu em Caraguatatuba.

No trabalho de buscas foram usadas duas aeronaves, uma Amazonas e um Super Puma.

O caso

Um casal de Arujá partiu da cidade rumo a São José dos Campos no último dia 3 de janeiro e iria seguir voo para a cidade de Ilhabela, no litoral norte paulista.

O plano de voo informava que a rota seria feita em uma hora, porém o casal não foi mais encontrado. A FAB só foi acionada por familiares na última quinta-feira (10) e iniciou o trabalho de resgate.


Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região

Gilberto Gil 'batiza' avião e diz: tão bom quanto ganhar Grammy

Aeronave tinha o número 2222, em referência à música "Expresso".

Homenagem aconteceu no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Gilberto Gil é homenageado no aeroporto de Viracopos, em Campinas

Acostumado a ser homenageado em palcos, o cantor Gilberto Gil fincou o pé no aeroporto de Viracopos, às 12h30 desta segunda-feira (21), para uma saudação diferente à carreira: “batizar” um avião. “É a mesma coisa. As duas coisas estão associadas a essa relevância da arte”, comparou o baiano em referência aos Grammys que já levantou.

Estacionada no pátio do aeroporto de Campinas (SP), a aeronave tinha o número 2222 na lateral, em referência à música “Expresso”. “Eu sempre tive muito fascínio pelo avião, sempre achei a máquina das máquinas”, disse ele. Da cidade paulista, Gil partiu para Salvador (BA).

Fonte: G1 Campinas e Região - Foto: Leandro Filippi/G1 

PF responsabiliza FAB por fuga de avião que traria drogas do Paraguai

Aeronave pousaria em pista da área rural de Boa Esperança do Sul, SP.

Políca armou operação, mas piloto foi alertado por quadrilha e fugiu.

Homem que receberia droga do Paraguai morreu em troca de tiros com a PF
Foto: Imagens cedidas TV ARA

A Polícia Federal (PF) de Araraquara (SP) afirma que o caça da Força Aérea Brasileira (FAB), que rastreava uma aeronave carregada de armas e drogas vindas do Paraguai e que pousaria em Boa Esperança do Sul (SP), no último sábado (19), estava muito próximo do avião suspeito, o que alertou a quadrilha. A FAB alega que seguia o avião à distância, de forma oculta, e que o piloto da aeronave clandestina não foi comunicado e sequer viu a aproximação do caça.

A PF começou a investigar a quadrilha há cerca de dez dias, quando um dos suspeitos comprou combustível para aviação. O esquema foi descoberto e a operação preparada. “Como havia a possibilidade da invasão do espaço aéreo brasileiro, nós contatamos a FAB para monitorar via radar a invasão e o trajeto dessa aeronave clandestina”, conta o delegado.

A aeronave desceria em um campo de pouso utilizado por aviões agrícolas. No local, três homens aguardavam as armas e drogas. A Polícia Federal montou um cerco ao lado da pista no meio de um canavial, mas, segundo o delegado Alexandre Braga, o avião da FAB estava muito perto e os integrantes da quadrilha que estavam em terra deram o sinal para o piloto não pousar.

O avião suspeito retornou ao país de origem e foi seguido pela FAB por cerca de 800 quilômetros até entrar no espaço aéreo do Paraguai. “Há alguns anos, foi editada a lei do abate que prevê situações como essa, mas quem decide isso é a FAB”, diz o delegado da PF.

Sobre essa possibilidade, a Força Aérea afirma que existe um protocolo, mas que neste caso não era esse o programado. A FAB diz ainda que a aeronave investigada foi identificada e que as informações ainda sigilosas serão repassadas à PF.

Delegado da PF diz que decisão de abater avião cabe à FAB - Foto: Adriano Ferreira/EPTV

Ação

Um homem de 26 anos, suspeito de integrar o grupo que receberia as drogas e armas vindas do Paraguai, morreu após trocar tiros com a PF. Um vereador de Bocaina (SP) foi preso e um terceiro integrante da quadrilha conseguiu fugir.

A polícia apreendeu um revólver calibre 38, uma pistola, munição e um rádio de comunicação. No pátio da PF estão dois veículos usados pelos suspeitos. Um dos automóveis está com o vidro estilhaçado devido à troca de tiros. O outro está carregado com os galões de combustível que serviria para reabastecer o avião. 

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara

Mais sobre a queda do helicóptero em SP


Vídeo mostra momento seguinte à queda de helicóptero em SP












Fotos: Bruno Santos/Terra

Guindaste retira destroços de helicóptero que caiu em SP


O helicóptero que caiu nesta segunda-feira (21), no Jardim Rincão, zona norte de São Paulo, foi retirado pela empresa responsável pela aeronave no início da noite. Um guindaste içou os destroços, que serão analisados por engenheiros para descobrir a causa do acidente.

O helicóptero PR-JBN caiu sobre uma casa por volta das 12h50. O piloto Marcelo de Melo Ribeiro, 29, morreu no local. Três funcionários da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, passageiros na aeronave, ficaram feridos.

Uma pessoa que estava no local do acidente machucou o braço ao correr e cair, segundo o Corpo de Bombeiros.


Fontes: jornal Folha de S.Paulo / R7 - Imagem: Reprodução/TV Record

Defesa Civil interdita 5 casas após queda de helicóptero em SP


A Defesa Civil interditou cinco casas da comunidade Jardim Rincão, zona norte de São Paulo, após o helicóptero de prefixo PR-JBN cair sobre uma das residências na tarde desta segunda-feira. O piloto Marcelo de Melo Ribeiro, 29, morreu no local. Três funcionários da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, passageiros na aeronave, ficaram feridos.

Uma pessoa que estava no local do acidente machucou o braço ao correr e cair, segundo o Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Defesa Civil, as cinco casas foram atingidas durante o acidente. Uma delas ficou completamente destruída. Técnicos e engenheiros vistoriaram os imóveis nesta tarde e decidiram pela interdição.

Uma nova vistoria para avaliar a situação dos imóveis será feita após a retirada do helicóptero do local --ainda sem previsão.

"É um milagre [o helicóptero] cair em uma comunidade como essa, cheia de gente, na hora do almoço, e não atingir ninguém", disse coronel Jair Paca de Lima, chefe da Defesa Civil municipal.

Peritos da Polícia Científica e militares do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estão no local do acidente.

A Polícia Civil vai apurar a responsabilidade criminal do acidente. Já a Cenipa ficará responsável por investigar as causas da queda.

Vítimas

Os três passageiros que estavam na aeronave são funcionários da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Fabiana Bispo Barbosa precisou ser socorrida pelo helicóptero Águia, da PM, e foi encaminhada para o Hospital das Clínicas, junto com Idevanir Souza. Já Ramiro Levy foi levado para o hospital São Camilo. Não há informações sobre os estados de saúde deles.

Segundo a prefeitura, o helicóptero Jet Ranger III foi solicitado para um sobrevôo de duas horas e tinha previsão de percorrer as seguintes regiões: Perus, Taipas, Brasilândia, Bananal, Bispo, Tremembé, Santa Maria, Engordador, Barrocada, Pinheirinho d´Água e Trote.

A aeronave saiu do Campo de Marte, na zona norte, às 12h e foi até o heliponto da prefeitura, onde os três funcionários embarcaram. A queda ocorreu por volta das 12h40.

Relato

O acidente assustou os moradores. De acordo com os bombeiros, uma pessoa passou mal ao ver o acidente e foi socorrida no local. Outra caiu e machucou o braço quando viu o helicópetro indo ao chão. 

Moradores afirmaram que depois que o helicóptero caiu, o motor continuou ligado e muita fumaça saia da aeronave.

A professora Marcia Watanabe, 36, que mora no bairro, disse que ouviu um barulho alto, diferente do normal de helicópteros. Quando olhou da janela, viu o aeronave sobrevoar o conjunto habitacional da CDHU e, em seguida, atingir a casa.

"Poderia ter sido pior. Eu acho que ele tentou desviar dos prédios e pousar no mato ao lado, mas não conseguiu. O piloto foi um herói. Se batesse nos prédios, ia morrer muita gente", contou.

Antes de cair, a aeronave bateu na fiação elétrica, que se enrolou na hélice. Por conta disso, toda a região está sem energia.

Fonte: jornal Folha de S.Paulo

'Ele foi um herói', diz morador sobre piloto de helicóptero que caiu no Jaraguá

Moradores contaram que aeronave desviou de prédios residenciais antes de atingir casa


Moradores do bairro Jaraguá, na zona norte de São Paulo, presenciaram a queda de um helicóptero no início da tarde desta segunda-feira (21) e relataram ao R7 os momentos de agonia. Segundo eles, o piloto da aeronave desviou de prédios antes de cair sobre uma casa.

O morador da rua Paulo Arentino, que fica próximo ao local da queda, Danilo Batista contou que o piloto ainda tentou pousar antes de cair.

— Se ele não desviasse, o impacto ia ser maior e matar mais gente. Pelo que eu vi, ele foi um herói porque machucaria muitas pessoas batendo nos prédios.

Ainda de acordo com Batista, quando o helicóptero caiu foi possível ouvir "muita gritaria” no local do acidente.

— Não é todo dia que a gente vê um negócio desses. Nós ficamos um pouco assustados.

A dona de casa Fátima dos Santos mora no quarto andar de um um dos prédios dos quais o piloto teria tentado desviar.

— Ele tentou desviar sim para não cair no prédio aqui. Acho que ele queria pousar mais na frente, não conseguiu e acabou caindo na casa. Ele estava balançando muito na hora [da queda]. Foi um barulho muito forte.

Fátima mora há apenas três meses no bairro. Segundo ela, o piloto estava tentando pousar em uma área verde que existe na região, mas não conseguiu.

Queda

A queda do helicóptero deixou um morto e três feridos, e não quatro, conforme o R7 havia informado anteriormente. Ao menos uma casa foi atingida. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima fatal foi o piloto da aeronave.

Dos três feridos, duas vítimas foram socorridas para o Hospital das Clínicas, na zona oeste, e outra para o Hospital São Camilo.

O helicóptero Águia 8, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, participou do resgate.

Cinco viaturas dos bombeiros estiveram no local. O Águia 2, da PM, e o Pelicano, do Serviço Aerotático da Polícia Civil, também foram acionados.


Fonte: Vanessa Beltrão, do R7

Empresa diz que helicóptero que caiu em SP "tinha perfeitas condições" de voo


A companhia de táxi aéreo Helimarte, dona do helicóptero que caiu na tarde de ontem em São Paulo, disse que a aeronave modelo Jet Ranger 3 "tinha perfeitas condições de aeronavegabilidade" e "havia passado recentemente pela inspeção anual de manutenção, válida até 1º de novembro de 2013".

A empresa também disse que vai prestar assistência para a família do piloto, que era solteiro e não tinha filhos, e para as vítimas --famílias desalojadas serão levadas para um hotel.

Segundo a Helimarte, Araújo tinha "larga experiência de voo e todas as qualificações exigidas e necessárias para operar".

Foi o primeiro acidente com vítimas da Helimarte, que atua há 14 anos no mercado.

No fim da tarde, o helicóptero foi removido e levado para um hangar da Aeronáutica, que vai investigar o acidente. Um inquérito também foi aberto no 46º DP (Perus).

De acordo com a Aeronáutica, no ano passado ocorreram 22 acidentes com helicópteros no país, queda de 18% em relação a 2011. Em três acidentes ocorreram mortes. Um deles foi a queda de um helicóptero que matou aluno e instrutor na zona oeste, em julho.

Susto

A queda assustou diversos moradores. Conforme os bombeiros, uma pessoa passou mal ao ver a queda e foi socorrida no local. Outra machucou o braço quando corria para longe dali.

A Defesa Civil municipal interditou cinco casas, entre elas a do jardineiro Ronaldo Bezerra Leite, 45, a mais atingida. Ele estava no trabalho e seus filhos, de nove e dez anos, com a avó. "Me ligaram, mas só acreditei quando vi na TV a casa toda quebrada. Se alguém estivesse lá dentro, já era."


A professora Márcia Watanabe, 36, disse que ouviu um barulho alto. Quando olhou pela janela, viu a aeronave sobrevoar um conjunto habitacional e cair. "Poderia ter sido pior. Eu acho que ele tentou desviar dos prédios e pousar no mato ao lado, mas não conseguiu. O piloto foi um herói. Se batesse nos prédios, ia morrer muita gente", contou.

Os servidores Ramiro Levy, 45, e Fabiana Barbosa, 31, foram levados para o Hospital das Clínicas; Idevanir Souza, 28, foi para o São Camilo.

Fonte: jornal Folha de S. Paulo

Veja vídeos do acidente com o helicóptero em SP



Veja as fotos do acidente com o helicóptero em SP










Fotos: Juca Varella (Folhapress) / Nelson Antoine (Fotoarena/Folhapress) / Nivaldo Lima (Estadão Conteúdo/Futura Press) / Nilton Fukuda (AE) / Adriano Lima (Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Helicóptero cai em casas em São Paulo e piloto morre

Piloto Marcelo Estella de Mello Ribeiro, de 29 anos, morreu na hora.

Outras três pessoas que estavam dentro da aeronave ficaram feridas.


Um helicóptero caiu em cima de uma casa na Rua Paulo Arentino, no Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (21). Segundo o Corpo de Bombeiros, uma pessoa que estava na aeronave morreu e outras quatro ficaram feridas. Elas foram resgatadas conscientes.

O piloto da aeronave morreu no acidente, segundo os bombeiros. Entre os feridos, três eram tripulantes e um estava em solo. Dois tripulantes foram levados ao Hospital das Clínicas e um para o pronto-socorro do Hospital São Camilo. Até as 13h50, os bombeiros não tinham informações sobre o hospital que recebeu a outra vítima.

O acidente aconteceu próximo à Estrada de Taipas. Cinco equipes da corporação foram enviadas para o endereço. Houve vazamento de combustível da aeronave, segundo informações do Jornal Hoje. 

A Infraero disse que a aeronave, da empresa Helimarte, deixou o Aeroporto Campo de Marte por volta das 12h. Segundo a Aeronáutica, o helicóptero modelo Bell 206 Jet Ranger, prefixo PR-JBN, seguia para um condomínio na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave possuía certificado de aeronabilidade válido até 8 de dezembro de 2016 e havia passado recentemente pela inspeção anual de manutenção, válida até 1º de novembro deste ano.

Uma equipe dos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) estava no local da queda no início desta tarde.

A Helimarte informou, em nota, que "está no local do acidente para contribuir com as averiguações e todo o esclarecimento a respeito do ocorrido só será possível após todas as investigações". A empresa reiterou que toda documentação da aeronave está em ordem. 



Fonte: G1 - Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

domingo, 20 de janeiro de 2013

Brasileiro conta como é viajar pela 'pior companhia aérea do mundo'

Empresa norte-coreana é única com uma estrela em ranking de qualidade.

Aviões soviéticos são decorados à moda antiga e têm divisão de classes.

Uma viagem no tempo. Assim o gaúcho Gabriel Britto, de 36 anos, descreve sua experiência de voar pela companhia Air Koryo. A empresa norte-coreana é a única que tem apenas uma estrela no Skytrax, um conhecido ranking que avalia a qualidade de companhias aéreas no mundo todo, baseado em mais de 800 itens que são analisados por uma equipe.

O avião soviético que transportou Gabriel até a Coreia do Norte

Segundo o Skytrax, a classificação de uma estrela é dada àquelas companhias que têm “padrões muito baixos”, com “qualidade inconsistente de serviço prestado a bordo e no entorno do aeroporto”. Sozinha na categoria de estrela única, a Air Koryo é considerada, por esse critério, a "pior companhia aérea do mundo".

Gabriel, que viajou para a Coreia do Norte em setembro de 2012, não se intimidou com essa informação, nem quando soube que voaria em uma aeronave russa Ilyushin Il-62M – que, nas palavras de seu guia, teria sido fabricada “com sorte, na década de 70”. “A Air Koryo tem alguns aviões russos mais modernos também, mas eu queria viver a experiência de voar em um avião muito antigo e soviético”, diz. 

Gabriel Britto em Pyongyang

Ele diz que se tranquilizou quando fez uma pesquisa no histórico de acidentes da companhia (foram registrados apenas dois casos em 50 anos), apesar de saber que os dados passados pela ditadura comunista não são confiáveis. “Fiquei um pouco tenso, claro, mas nada de mais”, afirma. Ele só preferiu não contar à mulher e aos pais que voaria pela Air Koryo, para poupá-los da preocupação.

'Casa de bisavó'

Produtor de conteúdo e redator publicitário, Gabriel gosta de viajar para destinos exóticos, e conta suas aventuras no blog Gabriel quer viajar. Ele afirma que tinha muita vontade de conhecer a Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo. “É o lugar mais diferente que existe no mundo atual. Queria conhecer essa outra realidade”, afirma.

Aeromoças servem cerveja de garrafa produzida na Coreia do Norte

Para driblar a grande burocracia que envolve pedir uma permissão de viagem diretamente para o governo do país, ele optou por comprar um pacote de uma agência de viagens chinesa.

O voo de Pequim para Pyongyang (capital da Coreia do Norte) saiu com duas horas de atraso e estava lotado. Muitos dos passageiros eram turistas ou estrangeiros que desenvolviam ações humanitárias no país. 

Os norte-coreanos podiam ser facilmente identificados pelo broche com a figura dos falecidos ditadores Kim Il-sung (chamado de “Grande Líder”) e Kim Jong-il (“Querido Líder”).

Apesar de pertencer a um país comunista, o voo tinha divisão de classes: econômica e executiva.

A decoração interna seguia padrões estéticos antigos. “O interior parecia coberto por um papel de parede estampado, bege, que dava um ar de casa de bisavó para o ambiente. As poltronas tinham um tecido grosso, que parecia lã”, descreve Gabriel.

O espaço era tão apertado como o de outras aeronaves atuais, mas as poltronas se inclinavam tanto para trás quanto para a frente, o que permite esticar as pernas caso a cadeira da frente esteja vazia – “uma ideia maravilhosa dos soviéticos”, observa Gabriel.

As comissárias de bordo pareciam um pouco tensas e recriminavam os passageiros que pegassem na câmera fotográfica com um aviso de “No photo”.

A comida servida no voo

A comida, segundo Gabriel, era “terrível”. “Era muito insossa, não comi tudo. Lembro que tinha um pãozinho, uma espécie de mortadela, uma coisa meio gelada e doce. Comi porque estava com fome, só para encher a barriga”, descreve.

Entre as opções de bebida, água, cerveja norte-coreana (em garrafa de vidro) e refrigerantes locais – nada de Coca-Cola.


O entretenimento a bordo consistia apenas em uma revista em coreano, em que aparecia com frequência o atual líder do país em poses sorridentes e lugares bonitos. “Era totalmente um material de propaganda do governo”, diz Gabriel.

Revista de bordo com propaganda do governo

O voo durou menos de duas horas. Logo na decolagem, uma peça do acabamento se soltou do teto. “Não foi nada que comprometesse, mas foi engraçado. Você já está naquela situação, num avião russo, antigo. Na hora de decolar o negócio solta. Lembro que uma turista deu uma gargalhada muito alta”, conta ele. O restante do voo não teve intercorrências. Gabriel Britto com norte-coreanos que conheceu em um boliche 

Na chegada, já era possível ver no Aeroporto Internacional Sunan, a 24 km da capital, alguns dos problemas enfrentados pelo país. Cheio de militares, o local estava "largado", diz Gabriel. "Tinha muito capim alto do lado da pista. Os ambientes eram escuros, com luz fraca. A torre de controle ficava em um prédio completamente caindo aos pedaços, com remendos com madeira”, descreve.

"Free shop" do aeroporto de Sunan

Mas, no geral, a experiência superou as expectativas de Gabriel: “Achei um voo tranquilo, muito bom. Teve alguns problemas, mas, sinceramente, já vi companhias aéreas piores”.

Fonte: Flávia Mantovani (G1, em São Paulo) - Fotos: Arquivo pessoal/Gabriel Britto

Avião com excesso de peso só partiu após 'vaquinha', relata passageiro

Viajantes teriam coletado dinheiro para convencer 4 pessoas a descer.

Companhia easyJet nega suposta coleta no Aeroporto de Liverpool.


Um voo da companhia easyJet que partiu na quinta-feira (17) do Aeroporto John Lennon, em Liverpool, na Inglaterra, com destino a Genebra, na Suíça, foi palco de um acordo incomum entre os passageiros, segundo relatou um deles ao site "Liverpool Echo".

Após a companhia aérea comunicar que o avião estava muito carregado para decolar, os passageiros tiveram de "passar o chapéu" para juntar dinheiro e, com ele, convencer quatro pessoas a desembarcar. 

“Havia uma proporção excepcionalmente grande de passageiros do sexo masculino e mais bagagem de mão do que o habitual", justificou o porta-voz da companhia. Segundo ele, a empresa explicou a situação aos passageiros e solicitou que quatro voluntários deixassem a aeronave. Em troca, a easyJet ofereceu 100 libras (o equivalente a R$ 324) como compensação e um voo alternativo.

No entanto, um dos viajantes, a oferta não foi suficiente para encorajar as pessoas a desembarcarem e a “vaquinha” foi organizada pelos passageiros. Com o dinheiro recolhido, foi possível duplicar a “indenização” dos quatro voluntários.

“Coloquei duas libras e vi outras pessoas jogando notas de cinco", contou o engenheiro Simon Lay, que estava na aeronave. De acordo com ele, a ideia funcionou e quatro pessoas deixaram o voo, que decolou com cerca de uma hora de atraso.


A companhia negou a existência de uma “vaquinha” entre os passageiros. "Até onde sabemos, nenhum acordo entre os passageiros foi feito. Não há necessidade de os clientes tomarem esse tipo de atitude", disse o porta-voz da empresa. Os quatro voluntários foram realocados em outras aeronaves.

Excesso de peso

Havia 135 homens e apenas 19 mulheres a bordo do avião da easyJet em Liverpool. Como resultado, o peso estimado ultrapassou em uma tonelada o esperado caso houvesse a mesma proporção de passageiros dos dois sexos.

De acordo com reportagem publicada no site do jornal “The Independent”, para calcular os limites de peso, as companhias aéreas têm a opção de pesar cada passageiro e a respectiva bagagem. No entanto, as empresa britânicas preferem usar uma estimativa de quanto cada passageiro pesa.

As normas expedidas pelas autoridades de aviação da Europa instruem as companhias a estimarem que cada passageiro do sexo masculino pesa 88 kg, e cada mulher pesa 70 kg (crianças de ambos os sexos são contabilizadas tendo 35 kg).

Fontes: G1 / Daily Mail - Imagens: Reprodução

Distração pode estar na origem da queda de helicóptero em Londres

Investigadores trabalham no local em que o helicóptero caiu na zona central de Londres
Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Piloto poderá ter-se distraído ao mudar frequência de rádio, o peão morto tinha ido mais cedo para o trabalho, o operador da grua sobreviveu por ter dormido até mais tarde e vários condutores foram salvos por um sinal vermelho. Coincidências que, segundo a imprensa britânica, rodeiam a queda, na quarta-feira, de um helicóptero em Londres.


Devido à neblina na hora do acidente, o piloto do helicóptero que bateu numa grua (foto acima) na zona central de Londres, na quarta-feira de manhã, poderia estar a tentar mudar a frequência do seu rádio para pedir autorização para uma aterragem não programada num heliporto próximo, disse ao Daily Mail um especialista em aviação.

James Healy-Pratt, advogado e experiente piloto, explicou ao jornal britânico: "Poderia ter levado 10 a 15 segundos para fazer a mudança de frequência de rádio, neste tempo o helicóptero poderia ter voado até meia milha (800 metros)".

Segundo a publicação, os investigadores deverão concentrar suas atenções no que ocorreu durante o tempo em que o piloto estava fora de contacto com os controladores de voo.


Com mais de 25 anos de experiência na aviação, Pete Barnes (foto acima), 50 anos, morreu ao colidir o helicóptero que pilotava numa grua. A aeronave caiu de uma altura de mais de 200 metros, e atingiu fatalmente Matthew Wood (foto abaixo), 39, que estava a caminho do trabalho.


Segundo a família de Wood, ele era um funcionário dedicado e sempre chegava antes do horário previsto ao trabalho, a poucos metros do local do desastre. Ele era de Sutton, no sul de Londres, solteiro e sem filhos. O seu irmão, Darren Wood, 35 anos, disse ao Daily Mail: "Ele adorava a família e saía muito com amigos".

Um dos operadores da grua não estava em seu posto no momento do acidente porque adormeceu e chegou atrasado ao trabalho. E revelou ao The Sun que alguns motoristas foram salvos graças ao sinal de trânsito: 

Assim que chegou ao local, Nicki Biagioni, viu os destroços da aeronave em chamas caindo. "Vi pelo menos oito ou nove carros parados no semáforo, a apenas 20 metros dos destroços. Se tivesse aberto o verde segundos antes, eles teriam ido parar no outro semáforo, sob o guindaste, e teriam sido esmagados, com certeza", revelou ao tabloide.

Os trabalhos para remoção dos destroços do guindaste prosseguem, segundo um porta-voz da Brookfield Multiplex, empreiteira responsável pela obra. Amanhã as partes danificadas da grua começarão a ser removidas e substituídas. A empresa espera concluir o processo até o meio da próxima semana.


O guindaste foi inspecionado (foto acima) pelo Conselho Executivo de Saúde e Segurança de Lambeth e não apresenta risco de cair, disse a companhia. Várias vias estarão fechadas por "vários dias" enquanto o trabalho é realizado, disse a companhia de transportes de Londres, 'Transports for London'.

Fontes: Leandro França, editado por Ricardo Simões Ferreira (DN Globo - Portugal) / Daily Mail