terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ataque aéreo com mísseis americanos mata 3 no Paquistão

Pelo menos três pessoas morreram e outras três ficaram feridas nesta terça-feira, em um novo ataque com mísseis supostamente lançados por um avião não-tripulado dos Estados Unidos nas áreas tribais do Paquistão, informou uma fonte oficial.

O ataque ocorreu na manhã desta terça no povoado de Aspalga, situado na conflituosa região do Waziristão do Norte e a apenas sete quilômetros da principal cidade da área, Miranshah.

"Um carro sofreu o impacto de dois mísseis, que causaram a morte de três pessoas e ferimentos a outras três", assegurou um oficial de segurança à imprensa paquistanesa. As ações dos aviões-espiões americanos são frequentes nas zonas tribais paquistanesas, onde buscam refúgio membros da insurgência talibã e da rede terrorista Al Qaeda.

O Exército do Paquistão trava uma intensa ofensiva contra os insurgentes no vizinho Waziristão do Sul, considerado como o principal bastião do movimento talibã paquistanês.

Fonte: EFE via Terra

Boeing prepara teste no ar do Dreamliner

Depois de mais de dois anos de atrasos, o 787 Dreamliner da Boeing Co. pode fazer seu primeiro voo de teste já na semana que vem.

Mas assim que o jato decolar da sua fábrica em Everett, no Estado americano de Washington, a empresa enfrentará outro teste de grande importância: durante os próximos doze meses, a Boeing vai correr contra o relógio para testar o novo avião em altitudes elevadas, temperaturas baixíssimas, calor do deserto e situações de emergência.

Um mínimo escorregão pode atrasar mais ainda a aprovação que o Dreamliner necessita da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos para que a Boeing possa entregar aos clientes sua nova aeronave, já com tanto atraso.

A Boeing pretende entregar o primeiro Dreamliner para a All Nippon Airways Co. no quarto trimestre do próximo ano. Originalmente a empresa esperava entregar o primeiro jato em maio do ano passado.

Para manter o cronograma dos testes, a Boeing transformou um conjunto de baias no quinto andar de um edifício de escritórios em um centro de comando que vai monitorar uma série de aviões de teste — basicamente, uma companhia aérea em miniatura.

Com uma ampla visão da pista de pouso do Boeing Field, no sul de Seattle, o Centro de Operações de Testes será o cerne de um programa que acabará tendo seis Dreamliners em testes no mundo todo. As 25 a 50 pessoas no centro, dependendo da necessidade, vão coordenar os horários tdos jatos e lidar com quaisquer problemas logísticos ou de manutenção que venham a ocorrer durante os voos de teste.

O Centro de Operações de Teste da Boeing: desafio duplo com 787 e 747-8

Os testes são especialmente complicados devido ao design avançado do Dreamliner. Feito sobretudo com materiais compósitos, em vez do tradicional alumínio, o jato, segundo sua publicidade, é mais leve e oferece mais economia de combustível do que seus antecessores.

Mas ainda há muita coisa desconhecida sobre os materiais compósitos e como eles reagem às condições extremas que ocorrem em voo. Em maio, os engenheiros descobriram um dano inesperado causado ao material compósito na junção das asas com a fuselagem — mais um problema dos muitos que causaram atrasos ao Dreamliner.

Enquanto os engenheiros da Boeing passavam os seis meses seguintes reparando o problema, também lidavam com outras dificuldades menores que surgiram, definidas por dirigentes da Boeing como rotineiras no desenvolvimento de uma nova aeronave.

Problemas em outras áreas da divisão de aviões comerciais aumentaram a pressão sobre o Centro de Operações de Teste. O primeiro voo de teste do 747-8 da Boeing, versão modernizada do jumbo 747 que será usada sobretudo como avião de carga, também atrasou, provavelmente até meados de janeiro. O centro de operações de Seattle vai coordenar simultaneamente os testes do Dreamliner e do 747-8.

Os programas surgem num momento em que a Boeing está reduzindo seu pessoal de testes, demitindo até 300 pessoas, como parte de um plano anunciado em janeiro para cortar 4.500 empregos na divisão de aviões comerciais. A empresa, que tem sede em Chicago, registrou prejuízo de US$ 1,56 bilhão no terceiro trimestre, devido sobretudo aos revezes em suas operações com aviões comerciais.

Uma porta-voz da Boeing disse que os programas de testes não serão afetados pelas demissões.

Executivos da Boeing visitaram centros de operações da Southwest Airlines Co., da American Airlines, que pertence à AMR Corp., e a Base McChord da Força Aérea americana em Tacoma, Estado de Washington, para ver como esses centros são estruturados, diz John Fennell, um dirigente da Boeing. A ideia, diz ele, é não só reparar problemas que o pessoal de testes pode encontrar do Círculo Ártico ao deserto do sul da Califórnia, mas também permitir soluções rápidas para confusões burocráticas.

O novo centro mostra o esforço da Boeing de racionalizar a gestão, antes bastante dispersa, dos voos de teste dos vários modelos em desenvolvimento. Até detalhes aparentemente simples, como colocar telas de segurança em volta dos motores dos jatos, eram processos complicados envolvendo várias etapas de aprovações.

"No passado", diz Janet Mueller, engenheira da Boeing que supervisiona o desenvolvimento e a administração do centro, "quem gritava mais alto conseguia as coisas mais depressa."

Agora essas questões podem ser resolvidas com um telefonema do centro de operações, ou uma conversa pessoal entre técnicos sentados lado a lado.

"Temos um centro de operações que é um ponto central de contato para informações, comunicações e resolução de problemas", diz Mueller.

Fonte: Peter Sanders (The Wall Street Journal) - Fotos: Boeing Co.

MPF/AP recomenda ao Comar que não transfira parte do terreno da Infraero em Macapá

Determinadas áreas do terreno que compõe o Aeroporto internacional de Macapá, pertencentes a União, são necessárias à garantia da segurança da aviação no local. Bairros Infraero I, Infraero II e Ilha Mirim não serão afetados pela Recomendação.

No Amapá, o Comando Militar da Aeronáutica (Comar) recebeu, dia 02 de dezembro, recomendação do Ministério Público Federal para que não transfira determinadas áreas do terreno que compõe o Aeroporto internacional de Macapá, pertencentes a União, e que são necessárias à garantia da segurança da aviação no local.

Atualmente, um estudo elaborado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) avalia a viabilidade da transferência ao Estado do Amapá, bem como ao Município de Macapá, da propriedade de áreas de terra próximas ao Aeroporto Internacional de Macapá.

Com inúmeras invasões ocorrendo ao longo dos anos, grande parte da área operacional do Aeroporto Internacional de Macapá já está comprometida, inclusive com a construção e consolidação de bairros inteiros.

A Recomendação do MPF/AP alcança três áreas menores, integrantes do patrimônio da União, denominadas pela Infraero de “H”, “I” e “G”. Desta forma, os bairros Infraero I, Infraero II e Ilha Mirim não serão afetados pela Recomendação.

Segundo o MPF/AP, as pessoas necessitadas que residem na “área H” fazem jus a moradia em local onde elas e seus familiares não corram riscos ou que proporcione perigo aos seus semelhantes que se utilizam dos serviços oferecidos pelo Aeroporto, devendo haver providências por partes das autoridades, no sentido de oferecer alternativas àquela população.

Também é considerado, na Recomendação, que a transferência da propriedade da área em questão ao Estado do Amapá e/ou ao Município de Macapá não resolverá a questão imediatamente, ocorrendo apenas uma omissão da União diante de problemas relacionados à segurança da aviação civil e ao direito à moradia das pessoas carentes residentes na referida área.

Riscos da ocupação das áreas “H”, “I” e “G”:

Segundo estudos técnicos realizados pela Infraero, as construções realizadas nas áreas “H”, “I” e “G”estão em áreas de risco, caso ocorra a queda de alguma aeronave, tendo em vista a proximidade das edificações em relação às instalações do aeroporto.

Além disso, as áreas mesmas encontram-se situadas na chamada “curva de ruído” do Aeroporto Internacional de Macapá, numa localização nociva à saúde, uma vez que nessas condições, pela proximidade da pista de pouso, é extremo o incômodo do ruído das aeronaves, capaz de acarretar problemas auditivos severos, por exemplo.

A ocupação de áreas do entorno do Aeroporto Internacional de Macapá já vem causando preocupações relativas a incidentes à aviação, uma vez que proporciona a presença de aves próximo à pista, fator extremamente preocupante, por gerar o perigo de sucção pelas turbinas das aeronaves deste tipo de animal.

A Recomendação do MPF/AP quer evitar tragédias:

Com a medida, o MPF pretende evitar que a população do Amapá presencie cenas como as ocorridas na cidade de São Paulo, em 17 de julho de 2007, quando o Airbus A320, operado pela TAM, não obteve frenagem ao fim da pista do Aeroporto Internacional de Congonhas, chocando-se contra um edifício e um posto de gasolina situados próximo à cabeceira da pista, deixando um saldo de 187 ocupantes do avião mortos, além de outras 12 vítimas situadas em terra.

A existência de uma área de escape na pista poderia ter evitado a tragédia.

Três meses depois, em 04 de novembro de 2007, também na Capital paulista, ocorreu outro grave acidente aéreo, dessa vez envolvendo uma aeronave Learjet 35, da Real Táxi Aéreo, que caiu logo após decolar do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.

Pereceram no sinistro os dois tripulantes do avião e outras seis pessoas residentes em quatro casas situadas na Rua Bernardino de Sena (Bairro Casa Verde), logradouro localizado em área próxima ao aeródromo.

A Recomendação também relembra a trágica queda do avião Fokker 100, operado pela TAM, em 31 de outubro de 1996, no Bairro Jabaquara, em São Paulo/SP, área residencial distante apenas 2 Km do Aeroporto Internacional de Congonhas, local de onde a aeronave havia decolado 24 segundos antes. Noventa e nove pessoas perderam a vida, três delas em solo.

Os procuradores da República que assinam a Recomendação afirmam que as três tragédias elencadas estão diretamente relacionadas à omissão estatal em evitar concentração urbana em áreas próximas aos aeroportos, situação que se repete na cidade de Macapá.

Confira a Recomendação em www.prap.mpf.gov.br

Fonte: correaneto.com.br

Microplanador é inspirado em semente voadora

Monocóptero inspirado nas sementes da árvore maple (na mão do pesquisador) ganhou controle graças a um rotor que opera na função inversa do rotor de um helicóptero

Um grupo de estudantes da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, conseguiu replicar a capacidade de voo das sementes de uma família de árvores conhecida como maple, que desce planando até o solo.

O resultado é um veículo aéreo capaz de planar suavemente ao ser lançado de um avião, de algum local alto ou mesmo arremessado com as mãos.

O experimento, de uma aparente mera curiosidade, transformou-se em duas patentes requisitadas pela universidade, que poderão ser usadas em veículos passivos de vigilância e de monitoramento ambiental.

Microplanador

Ao dotar o pequeno veículo de um rotor de controle, o microplanador tornou-se controlável, capaz de voar de aproveitando os ganhos aerodinâmicos e de flutuação desenvolvido por milhões de anos de evolução das sementes de maple, mas com total controle.

As primeiras tentativas de replicar a capacidade de planar das sementes de maple datam de 1950. Até agora, todas essas tentativas fracassaram pela falta de controle sobre o voo dos veículos.

Evan Ulrich e seus colegas resolveram o problema da estabilidade adicionando um novo componente curvo no corpo do pequeno veículo, dando-lhe a capacidade de planar de forma controlada e transformando-o no menor veículo controlável de asa única já construído.

Queda controlada

Parte da solução para controlar o voo consistiu em separar fisicamente o problema da propulsão e da estabilidade. A semente de maple só tem que flutuar até o solo, e a gravidade lhe fornece toda a "potência" necessária para fazê-la girar e descer em um voo estável.

A asa única do microplanador é projetada para funcionar da mesma forma que a semente, fazendo uma autorrotação estável durante a descida. Mas a gravidade não lhe dá força suficiente para planar.

Para isso foi adicionada uma seção separada, contendo um propulsor que funciona como o rotor traseiro de um helicóptero - só que, ao invés de evitar a rotação, como acontece nos helicópteros, ele mantém a rotação, permitindo que o veículo plane de forma controlada.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Foto: Eric Schurr

Embraer comemora 15 anos de privatização

A Embraer comemorou com boas expectativas, nesta 2ª feira (7), o 15º aniversário de sua privatização, ocorrida em 1994, quando a empresa foi adquirida pelo grupo Bozano Simonsen e pelos fundos de pensão Previ e Sistel, por R$ 154,1 milhões (em valores atualizados). Nesse período a empresa cresceu dez vezes e acumulou um saldo positivo de aproximadamente US$ 13 bilhões na balança comercial brasileira. Segundo o vice-presidente para Assuntos Corporativos da companhia, Horácio Forjaz, apesar de enxergar o fim da crise apenas para meados de 2012, a empresa continua liderando o mercado de aeronaves de 30 a 120 assentos e tem posição consolidada no mercado, ocupando a terceira colocação entre os fabricantes de jatos comerciais do mundo.

"Depois de 15 anos podemos dizer que os avanços foram notáveis", diz. Ele destacou também que o mercado de jatos executivos está muito favorável á Embraer, que disponibiliza a família Legacy, cujo projeto custou cerca de US$ 750 milhões de dólares, mas deixou a empresa muito bem posicionada, com a oferta de um produto com espaço e conforto superiores, desempenho excelente e baixo custo operacional. "Estamos sendo muito bem sucedidos", observa. Outra aposta feita pela empresa, segundo Forjaz, é a montagem do cargueiro militar KC-390, cujo contrato para desenvolvimento do projeto foi assinado com a Força Aérea Brasileira em abril passado, no valor deR$ 3,2 bilhões.

Os dois protótipos previstos devem ficar prontos em 2015 e, sendo aprovados, a produção começa logo no ano seguinte. "Esse avião foi concebido para atender os requisitos da FAB, mas vai ocupar um nicho interessante no mercado futuramente", disse o diretor. Ele lembra o caso do Super Tucano, que foi feito para o Governo brasileiro, mas já fez carreira internacional. A empresa também negocia parcerias para fabricar o KC-390.

NOVOS MODELOS

Apesar das notícias da possível produção de novos modelos, para o mercado de aeronaves com mais de 130 assentos, que seriam lançados na próxima década, Forjaz nega que haja qualquer estudo concreto nessa direção, apesar da empresa estar sempre atenta ao movimento da concorrência. "A Embraer não deixa de examinar o que se passa á sua volta, mas temos tempo e produtos bem situados no mercado".

Para entrar no segmento de aeronaves com mais de 140 assentos, segundo Forjaz, a empresa teria que enfrentar a forte concorrência de empresas como Airbus e Boeing. "O foco é geração de novas tecnologias de propulsão de aeronaves, com motores de baixo ruído e baixo consumo. Os fabricantes estão olhando essas tecnologias, conjuntamente com a possibilidade de novos produtos, mas aguardam o que deve ocorrer nesse período de crise", finalizou.

Fonte: João Carlos de Faria (AE) via Jornal Cruzeiro do Sul

Direto do YouTube: 'Física ou montagem?'

Um homem resolve mostrar uma experiência usando fundamentos da física para fazer uma avião de papel voar. Ele posiciona dois ventiladores, coloca os aparelhos de frente a frente e liga. Com a corrente de ar formada entre os dois, o avião voa sem auxílio de ajuda. Verdade ou mentira? Veja o vídeo e tire suas próprias conclusões.



Fonte: O Dia Online

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Avião sai da pista na África do Sul

Uma aeronave da SA Airlink saiu da pista do Aeroporto George, na África do Sul, na manhã desta segunda-feira (7).

Os detalhes do acidente ainda não foram revelados, mas sabe-se que o avião Embraer ERJ-135, prefixo ZS-SJW, caiu na estrada após não conseguir parar na pista do Aeroporto George (GRJ/FAGG).

O voo SA-8625 vinha da Cidade do Cabo para George, ambas cidades da África do Sul, com 30 passageiros e 3 tripulantes. Ao pousar sob chuva leve às 11:06 L (09:06Z) e tocar a pista molhada, o avião passou por cima do muro do aeroporto e parou na estrada adjacente. Sete passageiros e o primeiro oficial sofreram ferimentos leves e foram levados para um hospital local, mas logo foram liberados. O avião no entanto sofreu danos substanciais.

A companhia informou que, de acordo com o primeiro relatório, o avião aquaplanou para fora no final da pista molhada. Mais tarde, a companhia aérea informou que o primeiro oficial sofreu uma torção no tornozelo e, sete passageiros, incluindo uma criança, foram levados para um hospital por precaução. Todos os oito foram liberados no mesmo período.

A pista do Aeroporto de George tem 2.000 metros (6561 pés) de comprimento.

A SA Airlink tem sofrido pesadas críticas nos últimos meses depois de vários dos seus aviões terem se envolvido em acidentes e incidentes em aterrissagens, derrapagens na pista ou retornos para os aeroportos de origem devido a problemas técnicos.

Fontes: eyewitnessnews.co.za / Aviation Herald - Fotos: Bernard Stander

Foto do Dia

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O Thunderbird 3, Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon (Block 52), da United States Air Force (USAF) Thunderbirds, na Aviation Nation 2009, na Base Aérea Nellis (LSV/KSLV), em 14 de novembro de 2009.

Foto: TVL1970 (Flickr)

Piloto abandona cabine para salvar a vida de paraquedista

Garth Greyling deixou aeronave em piloto automático após se dar conta da emergência.

Um piloto britânico recebeu uma alta condecoração de heroísmo depois de ter salvado a vida de um paraquedista pendurado em seu avião.

Gareth Greyling (foto) havia levado uma equipe de paraquedistas para saltar, durante um campeonato na Alemanha, no ano passado, quando um deles acabou preso pelo pé em uma corda, com o corpo para fora do avião.

O piloto foi avisado da emergência por controladores de voo quando estava prestes a pousar.

Ele então retornou a 7,5 mil pés de altitude, deixou a aeronave em piloto automático, foi até o paraquedista e o soltou.

Um Turbo-Islander similar ao pilotado por Greyling

Em seguida, voltou ao comando do avião e pousou sem problemas. O paraquedista aterrissou normalmente.

Por recomendação do paraquedista, o major Jeremy Denning, o piloto Greyling ganhou uma medalha de bronze da Royal Humane Society, que premia pessoas que arriscam suas vidas para salvar outras.

"Como ele pilotava um avião leve, o risco de a aeronave perder sua posição por causa do peso dos dois homens era muito grande. O avião podia mergulhar mais rápido do que eles", explicou Dick Wilkinson, da Royal Humane Society, à BBC Brasil.

Fonte: BBC Brasil via Estadão

Virgin Atlantic apresenta primeira nave espacial comercial

Expectativa é que dentro de três anos turistas possam ir ao espaço.

Projeto de US$ 450 milhões prevê a construção de seis naves.


A SpaceShipTwo (centro), primeira aeronave do mundo desenvolvida para transportar turistas no espaço, é acoplada no centro das duas fuselagens da nave White Knight Two, em Mojave (Califórnia).

A Virgin Atlantic apresentou nesta segunda-feira (7) a primeira nave espacial comercial para passageiros, um modelo com linhas elegantes, preta e branca, que representa uma aposta com preço alto na criação de uma industrial comercial de turismo espacial.

A empresa espera que a nave SpaceShipTwo, com asas e do tamanho de uma minivan, comece a levar turistas para a gravidade zero dentro de dois ou três anos.

"Será o começo das viagens espaciais comerciais", disse o fundador da Virgin Atlantic Airways, o bilionário Richard Branson, no lançamento da nave no deserto de Mojave, na Califórnia.

Viagem na nave SpaceShipTwo pode custar até US$200 mil

Com orçamento de US$ 450 milhões, o projeto prevê a construção de seis naves espaciais comerciais que poderão levar passageiros até uma altitude suficiente para sentirem a gravidade zero e verem a curvatura da Terra contra o pano de fundo do espaço.

Uma nave de duas quilhas chamada Eve levará a SpaceShipTwo até uma altitude de 60 mil pés (18.288 metros), onde a deixará. Então a nave disparará seus motores a jato e subirá para cerca de 104 quilômetros acima da Terra.

Concepção artística do SpaceShipTwo da Virgin Galactic (veículo na parte inferior da imagem) e como ele vai ser liberado de sua nave-mãe WhiteKnightTwo

Mais ou menos 300 candidatos a astronautas já fizeram depósitos para fazer o passeio de US$ 200 mil que inclui três dias de treinamento.

Com o tempo, a Virgin Galactic, a divisão da Virgin Atlantic que está promovendo os passeios espaciais, espera reduzir o preço das passagens para um valor competitivo comparado às viagens aéreas entre os EUA e a Austrália.

A unidade também estuda a possibilidade de oferecer viagens suborbitais entre destinos, algo que poderia reduzir o tempo de voo dos EUA para a Austrália das atuais 15 horas ou mais para cerca de 90 minutos.

Sonho

Outras potenciais utilizações comerciais das naves incluem transportar cientistas e equipamentos para pesquisas e usar a nave transportadora para lançar pequenas cargas no espaço.

As viagens espaciais comerciais são um sonho há décadas, mas o primeiro voo espacial particular pilotado, em 2004, foi a primeira prova de que a indústria poderia realizar o sonho sem a ajuda de governos, que historicamente dominam as viagens espaciais.

Mas uma explosão letal em 2007 num teste de motor de foguete ilustrou os perigos e riscos inerentes à empreitada.

O SpaceShipOne, que está exposto no Museu Nacional do Ar e do Espaço, em Washington, já fez três voos suborbitais.

"Os últimos cinco anos foram difíceis, mas finalmente chegamos", disse Branson. "Esperamos que, nas próximas décadas, dezenas ou até centenas de milhares de pessoas tenham a chance de ir para o espaço."

Um programa de dez meses de voos de teste atmosférico deve começar na terça e ser seguido por extensos voos de teste no espaço, antes de começarem os voos com passageiros, o que está previsto para acontecer em 2011 ou 2012.

A SpaceShipTwo é mostrada em construção na Scaled Composites, em Mojave, Califórnia

Fonte: Reuters via G1 - Fotos/Imagens: Reuters/Courtesy Virgin Galactic/Handout

Fluxo de passageiros cresce 13,5% na América Latina em outubro

As companhias aéreas filiadas à Associação Latino-americana de Transporte Aéreo (Alta) reportaram um aumento de 13,5% no número de passageiros transportados em outubro, comparativamente a igual período de 2008, alcançando 11,11 milhões de pessoas. Trata-se da quarta alta consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, indicando recuperação do setor.

O tráfego aéreo medido em RPKs (passageiros transportados por quilômetro) cresceu 13,2%, enquanto a oferta de assentos por quilômetro (ASK) avançou 5,2% - sempre na comparação com outubro de 2008, conforme boletim divulgado hoje (07).

Segundo a Alta, a taxa de ocupação das aeronaves atingiu 74,4%, com 5,3 pontos porcentuais de acréscimo ante o indicador de outubro do ano passado.

No acumulado do ano, a quantidade de passageiros transportados até outubro subiu 1,7% em relação ao mesmo intervalo de 2008, para 100,71 milhões. A quantidade de quilômetros pagos por passageiro avançou 1,2% entre janeiro e outubro, ao passo que a oferta de assentos subiu 3,5%. No período, a taxa de ocupação dos voos ficou em 69,9%, com baixa de 1,6 ponto porcentual em relação à taxa de janeiro-outubro de 2008.

Com relação ao transporte de cargas, as toneladas por quilômetro subiram 7,2% em outubro ante igual mês de 2008. Contudo, em dez meses viu-se uma baixa de 10,1% frente a intervalo correspondente de 2008.

Fonte: Agência Estado via Jornal do Comércio

Gol mantém taxa de ocupação acima de 71% em novembro

A empresa informou que a demanda no mercado doméstico, a taxa foi de 72,5% e no internacional de 64,6%.

A companhia aérea Gol praticamente manteve uma taxa de ocupação de aeronaves acima de 71 por cento em novembro, ao mesmo tempo em que afirmou nesta segunda-feira que obteve recuperação de preços de tarifas.

Em comunicado enviado ao mercado, a companhia informou que "o yield líquido (medida que envolve as tarifas cobradas pela empresa) de novembro já apresentou recuperação e ficou em torno de 19 centavos de real. Essa tendência de elevação de yields deverá continuar durante os próximos meses".

A empresa informou que a demanda no mercado doméstico cresceu 45,9 por cento em comparação a novembro de 2008, para 2,204 milhões de passageiros. Mas na comparação com outubro houve queda de 1,6 por cento, por conta de menor número de dias do mês passado sobre o anterior.

"Se considerarmos a demanda média diária entre os dois meses, houve um aumento de 1,7 por cento sobre outubro", disse a empresa.

No mercado internacional, a demanda cresceu 9,6 por cento ante novembro passado, apoiada em avanço do real sobre o dólar e em novos vôos. Na comparação com outubro, houve alta de 2,9 por cento "devido principalmente à continuidade do efeito da recuperação do tráfego em rotas para a Argentina e Chile, com a redução de casos da gripe H1N1 na região".

No geral, a demanda total por voos do grupo subiu 41,1 por cento em novembro sobre novembro de 2008, para 2,458 milhões de passageiros.

A taxa de ocupação em novembro do grupo ficou em 71,6 por cento em novembro ante 71,9 por cento em outubro e 56,8 por cento um ano antes. No mercado doméstico, a taxa foi de 72,5 por cento e no internacional de 64,6 por cento.

Fonte: Alberto Alerigi Jr. (Reuters) via Folha Online

TRIP lança voo para Maceió

Após anúncio na Feira das Américas deste ano, a Trip Linhas Aéreas e a Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur-AL), lançam oficialmente, nesta quarta-feira, dia 9, o voo da companhia para Maceió.

O lançamento será realizado a noite, no Foca Beer, porém a tarde, com a presença de autoridades, empresários e convidados, o governador Teotonio Vilela Filho, o secretário de Turismo, Virginio Loureiro, e do diretor de Vendas e Marketing da Trip, Evaristo Mascarenhas de Paula irão participara, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, de uma coletiva.

O voo para Maceió começará a operação a partir de 20 de dezembro, saindo do Rio de Janeiro, e fará a ligação com Belo Horizonte, Recife e Fernando de Noronha. “Aproveitamos uma grande oportunidade de mercado, pois temos aviões adequados para esse tipo de rota e vimos a necessidade de ampliar essa oferta para Maceió, que se mostra como excelente destino”, destaca o presidente da Trip, José Mário Caprioli.

Para o secretário Virginio Loureiro, Alagoas tem muito a comemorar, pois terá novamente a ligação aérea diária com Recife, importante mercado regional, que tem conexões para destinos internacionais, como a Europa.

Fonte: Brasilturis

Índice de atrasos em voos no Brasil cai em novembro

O índice de atrasos da aviação regular no Brasil atingiu 13% em novembro, número inferior aos 13,8% registrados em outubro. Segundo a Agência Nacional de Avião Civil (Anac), os atrasos também foram menores em relação a novembro de 2008 (16,6%).

Para apurar os índices, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuárias (Infraero) considera apenas os atrasos acima de 30 minutos, entre todas as empresas aéreas nos 67 aeroportos administrados pela estatal.

Entre as cinco maiores empresas aéreas brasileiras, a única que não teve redução em seus índices de atrasos foi a TAM, que enfrentou problemas em seus sistemas de reservas e de check-in. O índice foi de 15,3% em novembro, contra 14,7% em outubro.

Fonte: Priscila Trindade (Agência Estado)

TAM premia vencedor do concurso cultural Festival de Culinária Internacional

A TAM Linhas Aéreas promoveu nesta segunda-feira a final do concurso cultural ligado ao seu Festival de Culinária Internacional. O evento, realizado no Centro Universitário Senac, em São Paulo, reuniu quatro finalistas do concurso, representantes da companhia aérea e especialistas em gastronomia para o julgamento dos pratos. O júri foi composto pela chef Ana Luiza Trajano - consultora do cardápio da TAM em 2009, Adriano Capra - chefe do LSG Sky Chefs, Edna Cruz - gerente de Marketing de Diferenciação da TAM, Alan Uzan - professor de cozinha francesa do curso Cozinheiro Chefe Internacional e Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso de extensão universitária do SENAC.

"Buscar proximidade com nossos passageiros é uma das formas de cumprirmos nosso compromisso com a excelência nos serviços, um dos três pilares de atuação da TAM. O concurso é uma forma de estimular o talento culinário de nossos clientes e de participar do cotidiano deles", afirma Manoela Amaro, diretora de Marketing da companhia.

Os quatro competidores prepararam suas receitas para degustação e avaliação. O vencedor foi Francisco Soares Neto, que elaborou a sobremesa Parfait de Frutas Vermelhas e foi premiado com um pacote TAM Viagens, de sete dias, com direito a acompanhante, para o destino que escolheu: Paris.

Fonte: Aviação Brasil

MAIS

A receita do "Parfait de Frutas Vermelhas"

Ingredientes

. 2 claras
. 2 xícaras de açúcar
. 1/2 caixa de morango
. 6 cerejas frescas
. 6 amoras frescas
. 6 framboesas frescas
. 1 colher de sopa de suco de limão Taiti
. 300 g de creme de leite

Modo de Fazer

Preparar uma calda em ponto de fio (114°C). Bater as claras em neve e adicionar a calda aos poucos. Deixar bater por 10 minutos. Bater as frutas junto com o suco de limão no liquidificador e coar. Adicionar as frutas aos poucos. Quando terminar de adicioná-las, bater por 20 minutos. Desligar a batedeira e misturar o creme de leite. Colocar na forma e congelar.

Fonte: Site da TAM

Grandes manobras para liberalização das conexões aéreas Japão-EUA

Avião da Japan Airlines taxeia atrás de outro da Delta, estacionado no aeroporto de Narita, no Japão

Japão e Estados Unidos se preparam para a liberalização das conexões aéreas entre os dois países, como ilustra a disputa pela Japan Airlines (JAL) entre as americanas Delta Air Lines e American Airlines, de um lado, e a All Nippon Airways (ANA), aliada a United e Continental Airlines, do outro.

Até quinta-feira, executivos japoneses e americanos se reúnem em Washington com o objetivo de obter um acordo chamado de "céu aberto", para facilitar a gestão das linhas aéreas entre Japão e Estados Unidos.

Esta possível liberalização leva as companhias a tentar uma associação para estar em melhor posição ante a competição em um mercado gigantesco, calculado em 10,2 milhões de passageiros anuais.

Atualmente, a situação é desfavorável para as companhias japonesas em consequência de antigos acordos bilaterais.

"Este desequilibro é uma das causas das dificuldades financeiras da JAL", afirma um dirigente sindical da companhia.

De fato, as empresas aéreas japonesas totalizam apenas 136 voos de passageiros semanais entre Japão e Estados Unidos (94 da JAL e 42 da concorrente ANA), enquanto as empresas americanas têm no total 296 (139 da Delta Air Lines e sua filial Northwest, 47 da United, 35 da American Airlines e 75 do grupo Continental). A isto se acrescentam 113 voos que seguem para outros destinos (110 dele operados por companhias americanas).

"Se pensarmos em alianças de companhias internacionais, a divisão é, no entanto, relativamente equitativa, já que a Star Alliance (que reúne ANA, Continental e United) cobre 31% do mercado, a Oneworld (JAL, American Airlines) 35% e a SkyTeam (que reúne Delta e Northwest, mas nenhuma empresa japonesa) 31%", destaca o diretor financeiro da American Airlines, Tom Horton.

Se um acordo "céu aberto" for assinado, todas as companhias americanas e japonesas poderiam, em tese, propor livremente voos entre os dois países dentro dos limites das capacidades aeroportuárias.

Por isto existe a vontade de associação para dividir os custos, obter uma rentabilidade maior dos voos e responder às ofensivas tarifárias da concorrência.

Fonte: AFP

Governo quer licitação de trem-bala até final de maio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reuniu nesta segunda-feira ministros da área de infraestrutura para discutir como viabilizar o projeto de construção do trem-bala brasileiro, pretende colocar o projeto em leilão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) até o final do mês de maio, informaram fontes da Presidência da República. O empreendimento, que prevê interligar 511 quilômetros entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, ainda encontra diversas divergências dentro do governo.

Para definir pontos de discordância entre técnicos e ministros de Estado, está sendo preparado o lançamento da minuta do edital e do contrato do trem de alta velocidade (TAV) na próxima semana, além de rodadas de consulta pública e de audiências públicas para a apresentação de sugestões.

Por ora, o governo ainda precisa resolver impasses como definir que entidade arcaria com uma eventual falta de demanda de passageiros. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defende que o risco deva incidir sobre o empreendedor, mas as empresas sugerem repartir o ônus também com a União. A empresa vencedora terá concessão de 40 anos e será responsável pela construção, manutenção e prestação de serviço aos passageiros.

Além da exigência de transferência de tecnologia para o detentor da concessão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defende a criação de uma empresa estatal para administrar o know-how de construção do transporte de alta velocidade e para elaborar o planejamento estratégico do setor, nos moldes de como atua hoje a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no setor elétrico.

Orçado em R$ 34,6 bilhões, o trem-bala não deverá ser aproveitado na Copa do Mundo de 2014. O Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estima a conclusão da obra para 2015, o que permitirá que o TAV seja disponibilizado à população apenas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Estações

O governo federal trabalha com a hipótese de construção de no mínimo oito estações no trajeto do futuro trem-bala, além de estações "sazonais" a ser ativadas para o transporte da população apenas em épocas de festividades ou feriados específicos.

Nas propostas preliminares apresentadas ao governo pela consultoria inglesa Halcrow Group estão previstas estações de passageiros na Estação da Luz, em São Paulo, e no aeroporto internacional de Guarulhos, com possibilidade ainda de terminais em Campinas, no interior paulista, no aeroporto internacional do Galeão, no centro da capital fluminense e em uma cidade no sul do Estado.

Fonte: Laryssa Borges (Terra)

NASA tenta proteger nave de reboot

Um mistério ronda as instalações da Agência Espacial Americana: por que os computadores da nave Mars Reconnaissance Orbiter reiniciam sozinhos?

Ilustração da nave orbitando Marte

Orbitando o planeta Marte desde 2006, ela envia dados a respeito da superfície para serem analisados pela equipe da NASA na Terra mas, desde o início do ano, vem alarmando os cientistas.

No dia 26 de agosto, ocorreu o mais recente – e grave – episódio de reboot. Em 23 de fevereiro, 3 de junho e 6 de agosto, eventos similares já haviam causado o desligamento das máquinas.

Os quatro reboots envolveram um aparelho chamado “computer module interface controller”, que controla qual dos dois computadores da nave entra em ação.

Embora ainda não se saiba a causa do problema, os analistas já identificaram um cenário improvável, mas possível, que poria a Mars Reconnaissance em risco. Seriam necessários dois reboots grandes, a apenas alguns minutos de intervalo um do outro e em determinado padrão para que nenhum dos computadores se lembrasse que está orbitando Marte. Ao invés disso, eles achariam que estão na base aguardando lançamento.

A NASA pretende fazer um uplink nos arquivos de proteção da nave que, por enquanto, opera em modo de segurança, realizando atividades mínimas. Na semana que vem, os cientistas iniciam procedimentos para tentar evitar danos.

Os cuidados preventivos envolvem reparar a memória flash a qual os computadores recorrem quando reiniciam. Mas há um grande risco em mexer nesses arquivos, especialmente se um reboot acontecer no meio do processo. Afinal, ninguém sabe ainda o que está causando o problema...

Fonte: Paula Rothman, de INFO Online - Imagem: NASA/JPL

Inventor amador cria luva espacial para a NASA

Peter Homer demonstra suas luvas executando tarefas no interior de uma câmara de vácuo

Desafios do século

Quando se fala em tecnologia espacial e em projetos envolvendo a NASA geralmente se imagina grandes equipes de engenheiros e cientistas super especializados, trabalhando com orçamentos na casa dos muitos milhões de dólares.

A coisa parece ganhar ainda maiores dimensões quando se fala de um projeto chamado Desafios do Século - afinal, quanto gastaria a NASA para vencer um "desafio do século"?

Homer

O gasto real da NASA foi pequeno, mas o que é mais significativo é que os astronautas do futuro poderão usar luvas projetadas por uma única pessoa. Mais especificamente, por Peter Homer, um típico norte-americano com gosto por fabricar coisas na garagem e com experiência em costurar velas de barcos.

Homer, que estava desempregado, atendeu ao chamado da NASA para o Desafio das Luvas para Astronautas (2009 Astronaut Glove Challenge) e fabricou luvas que superam as atualmente utilizadas pelos astronautas durante as caminhadas espaciais e que atendem a todas as exigências extremas para operação no espaço.

Superação

É a segunda vez que Homer ganha o prêmio. Em 2007, ele já havia embolsado US$200.000,00 ao superar concorrentes de peso e fabricar a melhor luva espacial que a NASA já havia visto, embora ainda sem todas as especificações necessárias para uma luva espacial real.

Os desafios vão ficando cada vez mais difíceis, para que o projeto seja sempre aprimorado. Agora, em 2009, Homer superou seu próprio projeto, e o de todos os seus concorrentes, e produziu uma luva espacial com maior flexibilidade e capaz de suportar maiores pressões.

Como prêmio, ele embolsou outros US$250.000,00. Ted Southern, outro norte-americano, levou US$100.000,00 pelo segundo melhor projeto.

Melhores luvas espaciais

"É notável que dois projetistas trabalhando por conta própria possam criar luvas que atendam as estritas exigências dos voos espaciais - uma tarefa que normalmente exige uma grande equipe de especialistas," afirmou Kate Mitchell, engenheira da NASA que avaliou os projetos das luvas espaciais.

Para passar pela qualificação e participarem da competição, as luvas precisavam atender a todas as exigências da NASA, já incorporadas nas luvas usadas pelos astronautas, mas deviam também superá-las em flexibilidade.

No desafio de 2007, as luvas precisavam ter apenas a camada de manutenção da pressão interna. Agora, elas deviam contar ainda com as camadas de proteção térmica e de proteção externa contra o choque de micrometeoros.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Foto: NASA

Cavex realizou evento portões abertos para comemorar 20 anos da base de Taubaté

O portões do Cavex ficaram abertos nesse fim de semana para comemorar o vigésimo aniversário da base de Taubaté (SP). O evento contou com exposições, com a tradicional esquadrilha da fumaça. E com uma novidade: desenhos formados, no céu, por um grupo de paraquedistas que conseguiram quebrar um recorde estadual.

Não é todo dia que dá pra ficar tão perto de uma aeronave do comando de aviação do exército. Já decolar, só mesmo na brincadeira entre pai e filha, sem tirar os pés do chão. “Já que a gente não pode voar na aeronave, a gente voa na imaginação”, falou o visitante.

Pra quem prefere terra firme também foi montada uma exposição de carros antigos, que fizeram história no automobilismo. Mas o que fez o público esticar o pescoço estava mesmo no ar: uma chuva de paraquedistas. Homens e mulheres, de espírito aventureiro, enfrentaram a lei da gravidade para elevar o astral dos espectadores. “Olhando parece fácil, mas na prática tem que ter muita coragem", disse outro visitante.

Em imagens feitas pelos próprios paraquedistas, dá pra imaginar o tamanho da adrenalina deles. Minutos em que esses profissionais se sentem como pássaros.

Os parentes do paraquedista Luiz Henrique pegaram carona no salto dele e vibraram. “É uma sensação de liberdade. É uma das coisas mais gostosa que se tem nessa vida, saltar de paraquedas”, disse.

O recorde brasileiro foi batido por 80 paraquedistas, em 2005. Mas pode ser quebrado em abril do ano que vem, quando os aventureiros devem participar do Sul Americano, nos Estados Unidos.

Fonte: VNews - Fotos: Reprodução/TV Vanguarda