sexta-feira, 17 de julho de 2009

Primeira análise dos destroços do voo AF 447 deve sair no fim do mês, diz polícia francesa

As primeiras conclusões das análises dos destroços do Airbus A330 da Air France, que caiu no oceano Atlântico quando fazia a rota do Rio de Janeiro a Paris no dia 31 de maio, serão divulgadas no fim deste mês. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17) pela polícia francesa.

Carrinhos para bandejas de comida, pedaços de piso e coletes salva-vidas estão entre as 1.100 peças do avião que fazia o voo AF 447 encontradas em alto-mar após o acidente, que deixou 228 mortos.

O primeiro lote de 650 peças enviado à França pelas autoridades brasileiras chegou na quinta-feira (16) ao Centro de Exames Aeronáuticos de Toulouse. Um segundo lote de destroços com 450 peças do Airbus deve chegar à França no começo de agosto.

Segundo o general David Galtier, diretor do serviço de investigações da polícia francesa, no final de julho, os peritos devem entregar "elementos materiais interessantes" a partir dos quais serão elaboradas hipóteses para explicar o que causou o acidente.

Uma equipe francesa de 40 investigadores já começou a colher depoimentos de funcionários da Air France, da Airbus e de familiares das vítimas do voo AF 447.

Em 2000, quando caiu um Concorde ao norte de Paris, 2.500 pessoas prestaram declarações durante a investigação sobre o acidente. O inquérito durou dois anos.

Fonte: UOL Notícias (com informações da EFE)

Ato em homenagem às vítimas do voo 3054 reúne 400 pessoas em São Paulo

O ato ecumênico que lembrou as 199 vítimas do acidente com o voo JJ3054 da TAM, realizado onde a aeronave caiu, em frente à pista do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, reuniu cerca de 400 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar.

No local a Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054) inaugurou um monumento com uma placa em memória às vítimas sob a árvore que resistiu à tragédia. Também foram colocadas flores e fotografias junto ao monumento.

Um membro do Corpo de Bombeiros, que participou dos trabalhos de resgate após o acidente, participou da cerimônia lendo um poema escrito pelo irmão de uma das vítimas da tragédia. Uma bandeira do Brasil foi hasteada e o hino foi tocado pela orquestra da Polícia Militar. Representes da igreja católica, evangélica e da religião espírita fizeram orações.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o secretário da Justiça do Estado, Luiz Antonio Guimarães Marrey, participaram da cerimônia. A associação não convidou nenhum representante da TAM.

Os manifestantes realizaram ainda um minuto de silêncio para lembrar o exato momento em que a tragédia ocorreu, próximo às 18h48, horário em que o avião caiu.

Mais cedo, dois protestos foram realizados no aeroporto de Congonhas em memória às vítimas.

Antes da cerimônia familiares decoraram os tapumes que ficam ao redor do local do acidente com fotos das vítimas, cartazes e flores.

Fonte: Marina Novaes (Folha Online)

Juiz manda Infraero indenizar atriz por agressão de mendiga


O juiz Marco Falcão Critsinelis, da 3º Juizado Especial Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, condenou a Infraero a indenizar a atriz Elizabeth Savalla em R$ 6 mil. Ela ingressou com a ação por ter sido agredida por uma mendiga no saguão do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, em 2006. A empresa responsável pela administração dos principais aeroportos do País poderá recorrer da decisão.

O advogado da atriz, Lauro Schuch, afirmou que o objetivo da ação é questionar o serviço de segurança prestado pela Infraero, já que os passageiros pagam taxas aeroportuárias para embarcar. Segundo ele, a agressora sofria provavelmente de algum tipo de perturbação mental, carregava sacolas com latas e não recebeu nenhum tipo de atenção especial dos funcionários de Congonhas.

"Uma pessoa que carrega um carrinho de feira no saguão do aeroporto, sacolas e latas, chama a atenção. E não chamou a atenção de nenhum segurança do aeroporto", disse o advogado. "As taxas que são cobradas nos aeroportos são taxas absurdamente altíssimas. O debate está sendo bastante produtivo com relação à qualidade do serviço", completou.

Depois de ser agredida, Elizabeth foi amparada por outros passageiros que estavam no aeroporto e foi atendida em uma delegacia da polícia instalada em Congonhas.

O Terra entrou em contato com a assessoria da Infraero em Congonhas e aguarda uma posição da empresa.

Fonte: Terra

Familiares de vítimas de acidente da TAM fazem homenagens em Congonhas

Cerca de 150 pessoas, entre familiares e amigos das vítimas da tragédia com o Airbus da TAM, que completa dois anos nesta sexta-feira, realizaram dois atos em homenagem às vítimas. Os protestos ocorreram dentro do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Na sequência, os manifestantes vão até o local da tragédia, um ponto em frente à pista do aeroporto, onde será realizado um ato ecumênico. Com cartazes, faixas e fotos dos parentes, os manifestantes pediram justiça e agilidade nas investigações das causas do acidente.

"Temos esperança que os responsáveis por essa tragédia sejam punidos e vão para cadeia. Nossa dor é eterna", disse Paulo Henrique Ferraz Velozo, 27, funcionário público que perdeu um casal de tios e dois primos pequenos.

Um dos atos foi realizado dentro do saguão, onde dois panos pretos foram estendidos em formato de um avião e estrelas com os nomes das 199 vítimas foram colocadas sobre os tecidos. Muitas das pessoas que estavam no aeroporto se emocionaram com o protesto.

Os manifestantes também distribuíram um manifesto onde diziam que a tragédia era anunciada, já que o aeroporto e a pista apresentavam problemas antes do dia do acidente.

Em frente ao guichê da TAM, os familiares e amigos das vítimas realizaram um minuto de de silêncio, que foi anunciado pelo sistema de som do terminal. Eles rezaram a oração do pai nosso em frente ao guichê.

Grande parte dos manifestantes vestia camisetas pretas com dizeres contra a Airbus, mesma fabricante de um outro avião, dessa vez da Air France, que caiu no oceano Atlântico, em 31 de maio, matando 228 pessoas. As camisetas tinham os desenhos dos modelos dos aviões envolvidos nos acidentes - A320 e A330 - e também uma lista com os acidentes pelo mundo envolvendo as aeronaves da fabricante.

No ato estava presente a empresária Sabrina Donatelli Bianchi, 39, que perdeu a irmã no acidente com o avião da TAM e também perdeu um amigo no voo 447, da Air France.

"Queremos que esse inquérito seja concluído e, acima de tudo, que as irregularidades apontadas sejam consertadas, para que tragédias como essa não aconteçam", disse Sabrina. Segundo a empresária, as famílias dos ocupantes nos dois acidentes estão em contato para a troca de informações.

Fonte: Folha Online

Desapropriações emperram memorial para vítimas do voo 3054 da TAM

A desapropriação de cinco imóveis no entorno do terreno antes ocupado pelo prédio da TAM Express, próximo ao aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), emperra a construção de uma obra em memória das vítimas do voo 3054 da TAM, segundo alegou a Secretaria de Governo da prefeitura.

O prédio foi atingido há exatos dois anos pelo Airbus-A320 companhia aérea. A aeronave não conseguiu frear durante o pouso em Congonhas, atravessou a avenida Washington Luís e bateu contra o galpão, causando 199 mortes.

Em nota, a secretaria informou que os valores devidos aos proprietários dos imóveis já foram depositados e que a administração municipal aguarda a imissão de posse por parte da Justiça. "Os processos de desapropriação são demorados, pois envolvem avaliações técnicas, documentais e jurídicas, além de aceitação por parte dos proprietários", informa a nota.

Afora o impasse jurídico das desapropriações, ainda existe a definição sobre o que será construído no local.

Ainda em 2007, a prefeitura chegou a anunciar que pretendia construir uma praça de 8.500 metros quadrados em homenagem às vítimas do acidente no local. O projeto da praça dos Ipês Amarelos seria assinado pelo arquiteto Marcos Cartum e tinha inauguração prevista para 2008. A proposta, entretanto, não teve adesão dos parentes das vítimas e não foi adiante.

Em novembro de 2008, os representantes de parentes das famílias entregaram um anteprojeto elaborado pelo arquiteto Ruy Ohtake. Tratava-se de um memorial ambicioso e que ficou só no papel.

A nota da Secretaria de Governo da prefeitura informa que estuda vários projetos, mas não deixa claro se tem preferência por algum.

"Os projetos para o local têm sido estudados pela equipe técnica da prefeitura, uma vez que envolverão investimentos, manutenção e até mesmo a dimensão da área disponível, que será conhecida somente após o término das desapropriações para a instalação de equipamento público", informa o texto.

Fonte: Folha Online

Familiares de vítimas do acidente da TAM se preparam para homenagens em SP

Tragédia que deixou 199 mortos completa dois anos nesta sexta-feira (17).

Familiares de vítimas do acidente com o Airbus da TAM que deixou 199 mortos em 17 de julho de 2007 realizavam na manhã desta sexta-feira (17), quando se completam dois anos da tragédia, os preparativos para as homenagens. Eles pintavam de azul parte dos tapumes que ficam em volta ao local do acidente, onde foi prometida a construção de um memorial. Durante a tarde, os familiares pretendiam fazer uma manifestação no saguão do terminal – junto ao balcão do check-in da TAM – e em seguida, haveria um ato ecumênico novamente no espaço vazio deixado pelo acidente.

Fonte: G1 -Foto: Juliana Cardilli (G1)

Ônibus espacial Endeavour se acopla à Estação Espacial Internacional

Missão de 16 dias vai instalar último módulo de laboratório japonês.

Manobra foi realizada a 350 quilômetros da Terra e 27 mil km/h.

O ônibus espacial Endeavour, com sete astronautas a bordo, atracou ontem às 14h47 (horário de Brasília) na Estação Espacial Internacional (ISS), atualmente com seis tripulantes. É a primeira vez que se reúne uma tripulação de 13 astronautas no espaço.

A acoplagem ocorreu quando a Endeavour e a ISS sobrevoavam a costa norte da Austrália, a 27 mil km/h.

A missão STS-127 vai dedicar 16 dias a tarefas de manutenção da estação orbital. A ISS orbita a Terra a uma altura de 350 quilômetros.

Antes da acoplagem, ônibus espacial dá cambalhota de rotina para que equipe da ISS fotografe nave para posterior verificação de avarias

Ônibus espacial atraca na ISS às 14h47, horário de Brasília

Fonte: G1 (com informações da EFE) - Fotos: NASA

FAB reforça buscas a avião de executivo mineiro

O terceiro dia de buscas ao avião monomotor Beechcraft, modelo BE-36 A Bonanza, prefixo N354RA, em que viajavam os mineiros Maurício Lustosa de Castro, de 40 anos, diretor da Magnesita Refratários, e o empresário e piloto Alessandro Traugott Ninder Morais, de 28, voltou a ser prejudicado pelo mau tempo no Sudeste da Venezuela.

O Transmissor de Localização de Emergência (TLE), sistema acionado automaticamente quando o motor da aeronave tem uma parada brusca, continua emitindo sinais, que são captados pelo Centro de Coordenação de Salvamento (RCC) do Aeroporto Internacional de Maiquetia. Mas, segundo o oficial de salvamento venezuelando Marcos Rojos, somente pela manhã foi possível sobrevoar a área, já que à tarde a nebulosidade impediu os voos da equipe.

Nesta quinta-feira, 22 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) vão reforçar as buscas. Um avião Bandeirantes SAR (Search And Recue) e um helicóptero H-60 Balck Hawk 8906 partem da base de Boa Vista, em Roraima, para sobrevoar uma área formada por uma cadeia de montanhas, no Parque Nacional Canaima. O avião brasileiro, além de contar com equipamentos que permitem capitar os sinais do TLE, leva uma equipe de seis observadores, um mecânico de vôo e piloto e copiloto.

O local de concentração das buscas na Venezuela, a 100 quilômetros da fronteira do Brasil, é uma região de difícil acesso, cercada por uma cadeia de montanhas, que dificulta o acesso de equipes terrestres. Um tio do piloto, que é instrutor de vôo, seguiu para o local em uma aeronave particular de pequeno porte, e também sobrevoa a área, numa busca pessoal.

Maurício Lustosa e Alessandro Morais partiram na manhã do sábado de Miami, nos Estados Unidos, com destino a Belo Horizonte, onde pretendiam chegar na madrugada do domingo. O piloto foi buscar o monomotor, ano 2004, adquirido pelo executivo.

Depois de uma escala, a aeronave seguia de Granada no Mar do Caribe, em direção a Boa Vista, onde faria mais uma parada de reabastecimento na noite do sábado. Porém, o monomotor desapareceu quando sobrevoava o Parque Nacional Canaima, sudeste da Venezuela. O último contato do piloto foi às 18h30, com o Centro de Controle Maiquetía.

Fonte: Landercy Hemerson (Estado de Minas) via Portal UAI

Avião da TAM é esvaziado no Recife após suspeita de gripe A

Avião é desinfectado no Recife depois que passageira apresenta sintomas de gripe suína

Aeronave fazia escala no Recife e seguiria para São Paulo

Depois do avião ter sido desinfectado, os passageiros fizeram novo embarque usando máscaras


Passageiros do voo 3505 da TAM que fazia o percurso São Paulo - Recife - São Paulo, foram obrigados a descer da aeronave depois que foi notificado que um deles seria suspeito de estar contaminado com a nova gripe.

A suspeita de estar com o vírus da nova gripe é a vendedora Renata Pessoa, 32 anos. Ela veio com as duas filhas pequenas de São Paulo. Dentro do avião disse à aeromoça que estava com sintomas de gripe. “Ela [a aeromoça] já passou a máscara para gente. Por enquanto estou sentindo o corpo meio mole”, disse a vendedora.

Depois de ter sido esvaziada, a aeronave foi vistoriada por técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O avião passou por um processo de descontaminação, desinfecção e limpeza geral, que levou aproximadamente uma hora.

Depois do procedimento, os passageiros voltaram à aeronave usando máscaras. O voo, que deveria ter decolado às 17h10, só seguiu para São Paulo próximo das 18h.

De acordo com a coordenadora da Anvisa de Pernambuco, Milka Adegas, a passageira que apresentou os sintomas de infecção com o vírus A (H1N1) foi atendida no posto da Anvisa do Aeroporto Internacional dos Guararapes, de onde foi encaminhada para o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), centro de referência da nova gripe em Pernambuco.

Depois de ser atendida no posto da Anvisa, Renata Pessoa foi encontrada no saguão do aeroporto duas horas depois de ter desembarcado. Ela circulou pelo saguão sem saber onde estava a bagagem que ainda não havia recuperado. Depois de pedir informações aos guardas ela recuperou as malas com um funcionário da TAM, o único usando máscara.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado, no HUOC a paciente foi atendida pelo infectologista de plantão, que analisou o quadro de saúde dela através da frequencia respiratória, pressão arterial e investigação de doença associada que pudesse agravar o caso.

Ainda de acordo com a assessoria, a paciente foi avaliada como um caso comum e foi liberada para se recuperar em casa, como diz o protocolo padrão do Ministério da Saúde, que recomenda internamento e medicação apenas para os pacientes do grupo de risco, que são as mulheres grávidas, os idosos, as crianças abaixo de dois anos e pessoas com outras doenças associadas que possam agravar o caso.

Em Pernambuco, 22 casos da nova gripe foram confirmados e quatro casos estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde.

Fonte: pe360graus.com

Dois anos depois, famílias sofrem com mortes em acidente da TAM

"Foi uma tragédia devastadora que acabou com nossas vidas". É assim que Giselle Garcia define o acidente com o Airbus A-320 da TAM, que matou 199 pessoas há dois anos. Entre as vítimas estava José Antonio Garcia, gerente geral de tráfego de cargas da companhia aérea e marido da assistente social havia 12 anos.

Giselle passou meses sem ver televisão, ouvir rádio e só voltou ao trabalho por necessidade. "O provedor não estava mais aqui e as contas não paravam de chegar", disse ela (leia a íntegra de relatos da tragédia abaixo). "Minha vida nunca mais foi tão prazerosa, perdi o entusiasmo e o comprometimento no trabalho."

Na noite do dia 17 de julho de 2007, a aeronave da companhia aérea TAM - que havia decolado de Porto Alegre (RS) - não conseguiu parar ao pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atravessou a pista e colidiu com um prédio da própria empresa. Com a explosão, todos que estavam a bordo e algumas pessoas que trabalhavam no edíficio ou circulavam próximo ao local morreram.

As investigações sobre a causa do acidente ainda não foram concluídas, mas figuram entre as hipóteses a manete (alavancas que controlam a aceleração do avião) do avião estar erroneamente em posição de aceleração e a inadequação da pista de Congonhas para pousos em dias de chuva. No ano passado, dez pessoas foram indiciadas como responsáveis pelo acidente, entre elas ex-autoridades do setor aéreo e representantes da TAM e da Aribus. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.

O sentimento de Giselle é comum para quem passou por uma situação tão traumática. "Um acidente aéreo envolve resultados inesperados, é rápido para acontecer e demorado na recuperação", disse Maria Helena Pereira Franco, doutora em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora responsável do 4 Estações Instituto de Psicologia. "Situações como essa são como atentados terroristas ou tsunamis: mudam para sempre a vida das pessoas."

Luiz Carlos da Pieve sentiu na pele essa mudança. No final daquela tarde de julho, ele perdeu a filha Lisiane Cirlei da Pieve Schubert e o genro Sandro Schubert. Até hoje não consegue falar sobre o assunto sem se emocionar. "As pessoas costumam dizer que vai melhorar, mas a gente não esquece nunca mais", comentou o empresário, com a voz embargada. Lisiane e Sandro deixaram um filho, Roger, hoje com 7 anos. Dois anos depois do acidente, o garoto não pede mais pela volta dos pais. "Ele quer saber do que gostavam, com quem se parece", disse Cibele Schubert Ledermann, tia e madrinha de Roger.

Para que o fantasma de uma tragédia como essa não assombre o resto da vida de uma criança, é preciso cuidado na hora de abordar o assunto. "O ideal é que a notícia seja dada por um adulto conhecido e querido pela criança", disse a psicóloga Maria Helena. "A verdade deve ser dita apenas na medida daquilo que ela entender e, acima de tudo, não deve mentir ou fingir que nada aconteceu", explica a especialista.

Assim como as crianças, os idosos também precisam ter uma atenção especial para lidar com esses traumas. É o caso da avó materna de Paula Masseran de Arruda Xavier, que estava na aeronave que colidiu com o prédio da TAM Express, na zona sul de São Paulo. "O acidente abalou demais a saúde dos meus pais. Minha mãe tem tido problemas sérios por não ser normal a avó ver a neta morrer. Geralmente é o inverso. Ela vai precisar de assistência médica por muito tempo", declara Silvia Xavier, mãe de Paula.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge 20% da população mundial e até 2020 pode se tornar a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida. Para não deixar se abater pela tristeza profunda, pessoas envolvidas em grandes tragédias devem procurar um especialista rapidamente. "A esperança é de que exista uma recuperação. Se não for acompanhada por um especialista, essa recuperação pode ser muito longa e levar ao adoecimento", disse José Toufic Thomé, coordenador do departamento de psicoterapia da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A argentina Carolina Camozzi já fazia terapia antes de acontecer o acidente que tirou a vida de seu irmão, Alejandro, e continuou o tratamento com a mesma especialista. "Naquele momento, não tinha desejo de falar com quem não conhecia. Agora, tenho altos e baixos o tempo todo. Às vezes, não consigo fazer nada. Às vezes, faço tudo. É como ter duas vidas paralelas: uma normal e outra sem meu irmão", explica.

Carolina costuma participar das reuniões da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054 (Afavitam), em São Paulo, e aproveita as viagens para visitar sua sobrinha. "Cada vez que a vejo, me traz muita felicidade. Isso faz bem, mas ao mesmo tempo é difícil já que minha sobrinha tem o mesmo rosto do meu irmão", diz.

Para lidar com a perda, algumas pessoas mudam de casa como forma de tentar fugir das lembranças. Nem sempre funciona. Silvia Xavier quis sair da residência onde morava com o marido e os três filhos. Paula, a mais velha, morreu no acidente. "Queria muito sair da casa onde morávamos, mas já vi que não resolve. Você leva junto, não muda. Acabei fazendo um quarto em homenagem a Paula". No quarto estão retratos de diversas fases da vida da jovem, homenagens feitas por amigos dela e ainda a cama onde ela dormia. É lá que seu marido, Archelau, gosta de ficar para se sentir próximo da filha, que completaria 24 anos no dia em que foi enterrada.

Silvia Xavier perdeu a filha Paula no acidente da TAM

A recuperação de quem passa por uma tragédia como essa varia. Alguns se recuperam rapidamente. Para outros, é só o começo do sofrimento. A escritora Mariana Caltabiano perdeu seus dois irmãos, João Francisco e Pedro Augusto, no acidente. Cerca de um ano e meio depois, seu pai, Bruno Caltabiano, fundador de um dos principais grupos de revenda de automóveis do País, morreu por causa de problemas cardíacos e depressão. "Procuro me cercar de pessoas que gosto, fazer coisas que gosto e dou muita importância a cada minuto da minha vida. É o caminho que busquei", conta Mariana. "Minha mãe e eu só conseguimos tocar nossas vidas porque não temos escolha. Agora ela está melhor, mas muito abalada. Não se conforma. Da minha família, só sobramos nós duas."

Fonte: Mariana Lanza (Terra) - Foto: Raphael Falavigna (Terra)

Acidente da TAM completa 2 anos sem apontar responsáveis

‘Queremos celeridade da polícia’, diz parente de vítima do acidente da TAM.

Dois anos após a tragédia, possíveis culpados não foram punidos.

Queda de avião em SP deixou 199 mortos. Famílias esperam memorial.

A saudade ainda aperta e a ferida parece não ter cicatrizado. Mas a data não pode passar em branco e, nesta sexta-feira (17), quando são lembrados os dois anos do acidente com o Airbus da TAM que deixou 199 mortos em São Paulo, pessoas que perderam seus familiares se reúnem para mais uma homenagem.

A espera é longa. O memorial prometido pela Prefeitura no local da queda do avião ainda não saiu do papel e ninguém foi responsabilizado pela tragédia. “Da Polícia Federal nós queremos celeridade”, afirmou nesta quinta-feira (16) Roberto Gomes, que perdeu o irmão Mario Gomes no acidente. É a PF que investiga o caso junto com o Ministério Público Federal.

Terreno que pode virar praça ou memorial ainda está vazio - Foto: Luciana Bonadio (G1)

De acordo com Roberto, que é jornalista e se tornou porta-voz da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam), após dois anos, a dor ainda é grande. “Muitos familiares não quiseram vir [para São Paulo]. Estão abalados. A gente formou uma nova família”, disse ele, que veio de Porto Alegre, onde mora, para acompanhar as ações desta sexta.

A aeronave do voo JJ3054 da TAM colidiu com o prédio da mesma companhia aérea depois de não conseguir pousar na pista do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital. O imóvel fica em frente ao terminal.

Homenagens

De acordo com Gomes, as celebrações começam na manhã desta sexta, com a decoração dos tapumes que cercam o terreno onde o avião caiu. À tarde, eles pretendem fazer uma manifestação no saguão do terminal – junto ao balcão do check-in da TAM – e em seguida, haverá um ato ecumênico novamente no espaço vazio deixado pelo acidente.

A imagem feia dos tapumes cercando o terreno onde se concentraram as buscas pelos corpos deve ficar assim por um bom tempo. A Prefeitura prometeu construir ali uma praça. Já os familiares das vítimas pleiteiam junto às autoridades um memorial que faça alusão à tragédia.

“A ideia é que o memorial seja um tributo à vida, tenha um fim utilitário. Pensamos em um prédio com atividades culturais. O problema é que nós queremos um memorial e a prefeitura, uma praça”, completou Gomes.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria do Governo Municipal, o projeto naquela área ainda não está definido porque a prefeitura espera o fim das desapropriações dos imóveis no entorno – um posto de gasolina e quatro casas. Até o momento, houve a chamada imissão de posse (quando há o aval da Justiça) de três residências.

Investigação

A apuração dos possíveis responsáveis pelo acidente aéreo também não tem prazo para ser concluída, o que aumenta a angústia de quem perdeu parentes na queda do Airbus. O inquérito da PF está nas mãos do delegado Ricardo Sancovitch, como divulgou a assessoria da corporação. Até agora, ninguém foi indiciado e o caso segue sob sigilo. Até dezembro do ano passado, a investigação estava com a Polícia Civil e o Ministério Público estadual.

O procurador Rodrigo De Grandis, do Ministério Público Federal, também está com o processo, mas aguarda uma manifestação da Polícia Federal. “Não posso adiantar se vai haver denúncia ou não”, afirmou. Apesar disso, ele disse esperar encerrar o caso até o fim deste ano. “A investigação está em curso”.

Avião se chocou contra prédio da mesma companhia aérea em julho de 2007 - Foto: Arquivo (G1)

Por meio de sua assessoria de imprensa, a TAM informou que já fechou acordo com 189 famílias de vítimas do acidente. Desse total, 159 já teriam recebido parte do dinheiro das indenizações. A companhia aérea disse ainda que mantém o apoio psicológico aos parentes.

Além do que está programado nesta sexta, as atividades continuam no fim de semana. Como têm feito periodicamente, os parentes das vítimas vão se reunir em São Paulo no sábado e no domingo. No 21º Encontro dos Familiares das Vitimas do Vôo TAMJJ3054, discutirão com as autoridades como andam as investigações. A reunião é em um hotel da Zona Sul.

Fonte: G1

Viaje para o espaço no jogo que comemora os 40 anos da conquista da Lua

JOGO

Teste seus conhecimentos sobre a corrida espacial e sobre o nosso satélite natural. Depois, é só assumir o comando do módulo lunar e tentar um pouso perfeito na Lua. E você ainda pode se divertir com o simulador e desafiar seus amigos em busca de novos recordes.

Preparado? A contagem regressiva já começou!

Clique sobre a imagem

Fonte: Especial Globo News

Vídeos sobre a ida do homem à Lua



Discurso do Presidente Kennedy ao Congresso Americano sobre a importância de uma Missão à Lua (em inglês).




Discurso do Presidente Kennedy na Universidade Rice, em Houston, no Texas, em 12 de setembro de 1962 onde ele pronunciou a frase "We Choose to go to the Moon" (Nós escolhemos a Lua, em inglês).


"Escolhemos ir à Lua. Escolhemos ir à Lua e fazer as outras coisas nesta década, não porque são desafios fáceis de se fazer, mas porque são os mais difíceis (...) porque este é um desafio que estamos dispostos a aceitar, um que não estamos dispostos a adiar, e é um desafio que nós queremos vencer!" (...)

John F. Kennedy (1917-1963)



Vídeo-Homenagem do Site Orlando Sentinel (em inglês).

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Biblioteca Kennedy lança site interativo que recria missão Apollo 11

‘WeChooseTheMoon’ entrou em operação nesta quinta-feira.

Ideia é dar ao usuário sensação de estar participando da missão.


A Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, sediada em Boston, lançou um site comemorativo dos 40 anos da chegada do homem à Lua que recria minuto a minuto a missão da Apollo 11. O WeChooseTheMoon foi ativado às 10h32 desta quinta-feira (16), horário de Brasília, exatamente quatro décadas depois do lançamento histórico.

A entidade patrocina a homenagem porque foi sob a orientação - e graças à teimosia - de JKF que a missão foi delineada e preparada. O site interativo traz áudios, vídeos e imagens de arquivo, além de transmissões “em tempo real”, para dar ao usuário a sensação de que está participando da missão. Boletins estarão disponíveis por meio de três diferentes contas no Twitter e por e-mail.

Há ainda um widget para baixar e instalar na área de trabalho do computador ou em páginas de comunidades virtuais, como Facebook, Orkut e MySpace.

A Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, fundada em 1979 e administrada pela Administração Nacional de Arquivos e Registros dos EUA, reúne documentos originais e correspondências da administração Kennedy.

Fonte: G1 - Imagem: Reprodução

Soviético Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir ao espaço



Veja os momentos antes e durante o lançamento do foguete que levou a nave Vostok I. Foi quando ele disse a histórica frase: A Terra é azul. Vídeo em russo, sem legenda.

Fonte: Globo Vídeos

Há 40 anos: Foguete Saturno V leva a Apolo 11 ao espaço


Cabo Canaveral, Flórida. 16 de julho de 1969. Confira o vídeo que mostra a contagem regressiva até a subida do foguete que levou a Apollo 11 ao espaço.




Fonte: Globo Vídeos

Comemorações marcam os 40 anos do lançamento da Apollo 11

Aniversário de missão que levou os primeiros astronautas à Lua pode ser acompanhado pela internet.

Uma série de eventos marca, nesta quinta-feira, o 40º aniversário da missão espacial Apollo 11, lançada em 16 de julho de 1969 e que, em quatro dias, levou os primeiros astronautas à Lua.

No Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida, ponto de lançamento de todas as missões Apollo, ex-astronautas de diversas missões espaciais americanas se reúnem para marcar o aniversário. Entre eles estará Buzz Aldrin, piloto do módulo espacial da Apollo 11.

Também nesta quinta-feira, uma exposição no Apollo-Saturn 5 Center, um museu que fica no complexo Kennedy Space Center, também no Cabo Canaveral, será inaugurada.

A mostra traz um acervo raro de trajes espaciais e outros equipamentos usados pelos astronautas das missões Apollo para explorar a superfície lunar.

Internet

As comemorações do lançamento também poderão ser acompanhadas pela internet.

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, disponibiliza em seu site vídeos, fotos e material de áudio sobre a missão Apollo 11.

O áudio da comunicação entre os astronautas e o comando da missão em terra estará disponível na internet e será transmitida nos mesmos dias e horários em que foram feitos em 1969.

Além disso, há no site da Nasa vídeos restaurados das caminhadas dos astronautas na Lua.

A Biblioteca Presidencial John F. Kennedy também lançou uma página especial de internet para comemorar os 40 anos da missão Apollo 11.

Por meio do site We Choose the Moon (http://www.wechoosethemoon.org/) será possível ter informações sobre a evolução da missão em tempo real, como em 1969.

As informações também serão disponibilizadas por meio do site de relacionamentos Twitter.

Fonte: BBC via G1

Há 40 anos era lançada a Apolo 11

A Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu o objetivo final do presidente John F. Kennedy, que, em discurso ao povo norte-americano em 1962, estabeleceu o prazo do fim da década para que o programa espacial dos Estados Unidos realizasse este feito. Neil Armstrong, comandante da missão, foi o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar.

Composta pelo módulo de comando Columbia, do módulo lunar Eagle e do módulo de serviço, a Apollo 11, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13:32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob as vistas de centenas de milhares de espectadores que lotavam estradas, praias e campos ao redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espectadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua.

A Tripulação

Neil Armstrong Comandante
Edwin Aldrin Piloto do módulo lunar
Michael Collins Piloto do módulo de comando

A Missão

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin

“A Águia Pousou”

Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins, os tripulantes da nave Columbia e integrantes da missão Apollo 11, tiveram um lançamento perfeito da Terra, uma jornada longa e calma para a Lua e uma rotineira ignição dos motores para colocá-los em órbita lunar. Seu destino era um local chamado Mar da Tranqüilidade, uma grande área plana, formada de lava basáltica solidificada, na linha equatorial da face brilhante do satélite.

Após a separação dos módulos da Apollo, enquanto Michael Collins ficava no Módulo de Comando Columbia numa órbita cem quilômetros acima do satélite, Armstrong e Aldrin começaram sua descida ao Mar da Tranqüilidade a bordo do Módulo Lunar Eagle. Não havia assentos no ML. Armstrong e Aldrin voavam em pé, firmes nos lugares por cordas elásticas presas no chão. Durante o mergulho, eles olharam pelas janelas e cronometraram a passagem dos marcos das paisagens abaixo deles, através de uma escala marcada na janela de Armstrong, para confirmar o rastreamento de dados que a o controle da missão no Centro Espacial de Houston estava recebendo. Com a ajuda de Houston, eles também checaram e rechecaram a saúde do Módulo.

Se, como dizia Eugene Cernan - um ex-piloto da marinha americana que virou astronauta e comandou a última das missões a pousar na Lua, a Apollo 17 - pousar o Módulo Lunar era mais fácil que pousar um jato num porta-aviões durante a noite, uma das muitas vantagens era o fato de que o Eagle estava equipado com o que era, na época, um sofisticado computador de bordo, que fez a maior parte do trabalho de rotina do vôo de descida da espaçonave. Exceto nos momentos finais da aproximação do solo, voar na trajetória correta era apenas uma questão de analisar os dados de navegação dos sistemas de radar e de inércia e então ir delicadamente ajustando o impulso e a ação dos motores do Módulo Lunar. Era uma tarefa de trabalho intensivo e bem ajustado ao controle do computador.

Várias vezes durante a descida, porém, o computador soou alarmes. A trajetória da nave parecia boa, mas a mensagem de alerta “1202” trouxe alguns segundos tensos à tripulação até que Houston avisasse, que, ao que parecia, partes da memória do computador estavam sendo sobrecarregadas com estranhos dados do radar de aproximação, mas, felizmente, não apenas o computador havia sido programado de modo que continuasse a conduzir tarefas de alta prioridade como também a pessoa que melhor conhecia o computador — o homem que o criou, o engenheiro de sistemas Steve Bales — precisou de apenas alguns segundos para diagnosticar o problema e recomendar que o pouso continuasse. Mais tarde, Bales ficaria de pé ao lado da tripulação numa cerimônia na Casa Branca e foi condecorado por sua especial contribuição para o sucesso da missão.

Os seguidos alarmes e as quedas nas comunicações entre o Eagle e Houston eram irritantes, mas em todos os outros aspectos o computador do ML e o sistema de navegação tiveram um desempenho brilhante. Oito minutos e trinta segundos após a ignição do motor de descida, o computador colocou o Módulo quase ereto e Armstrong teve sua primeira visão em close-up do lugar para onde estava sendo levado pelo computador. Ele estava cerca de 1.600 m acima e 6.000 m a leste da área de pouso. Como planejado, ele tinha combustível para mais 5 minutos de vôo. Cada astronauta tinha uma janela pequena, triangular e de vidraça dupla a sua frente.

O Módulo Lunar em órbita

Em princípio, se Armstrong não gostasse do ponto escolhido pelo computador, poderia movimentar o “joy-stick” manual de controle para frente, para trás ou para qualquer lado, além de orientar o computador para mover um pouco o alvo na direção indicada. De acordo com o plano, Aldrin dava a Armstrong o ângulo de descida de poucos em poucos segundos, porém a arte de direção computadorizada ao tempo da Apollo 11 não era tão refinada como seria nas próximas missões e a fatalidade e o computador estavam colocando o Eagle dentro de um campo de rochas, a nordeste de uma cratera do tamanho de um campo de futebol.

Não havia problemas para Armstrong em pousar num campo de rochas. Não era essencial que o ML pousasse perfeitamente ereto. Uma inclinação de mais de quinze graus não causaria nenhum problema em particular para o lançamento de volta à órbita após a missão. Entretanto, se ele batesse o sino do motor ou uma das patas do trem de aterrissagem numa rocha grande, haveria uma chance real do Módulo Lunar sofrer um dano estrutural. Ele decidiu então seguir a velha máxima de pilotos: “Em caso de dúvida, pouse longe”. Para fazer isso ele teria que sobrevoar a cratera e pousar a oeste dela. E não havia maneira – nem tempo – de dar ao computador uma atualização de informações suficiente via controle manual. Então, a uma altitude de cerca de 150 metros do solo, Neil Armstrong assumiu completamente o controle manual da nave para a descida final., apontou o ML para frente, começou a voar como um helicóptero e levou o Eagle para 400 metros a oeste, sobre crateras e rochas.

Enquanto Armstrong conduzia o Módulo Lunar à procura de um bom ponto de pouso, sua atenção estava totalmente focada no trabalho que tinha em mãos. Aldrin foi quem virtualmente falou o tempo todo e também estava bastante ocupado. Ele lia os dados do computador para Armstrong dando a ele a altitude, a taxa de descida e a velocidade frontal. Em Houston, o Diretor do Vôo Gene Kranz e outros membros da equipe de apoio na Sala de Controle da missão, estavam vigiando a telemetria do ML. Eles não sabiam ainda sobre a cratera e o campo de rochas, mas era óbvio que a alunissagem estava demorando mais tempo que o planejado. Além disso, a cada segundo que passava, havia uma crescente inquietação quanto ao combustível que restava. Por causa das incertezas em ambos os calibradores nos tanques e nas estimativas que podiam ser feitas por dados de telemetria no motor funcionando, a quantidade de tempo restante até que o combustível acabasse era em torno de 20 segundos. Se eles chegassem a um nível muito baixo, Kranz teria que ordenar que o pouso fosse abortado.

Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, no Módulo Eagle

Um drama era a última coisa que alguém queria para o primeiro pouso na Lua. O evento em si já era monumental e excitante o bastante. Finalmente, Neil Armstrong achou um local que gostava, começou a cortar sua velocidade frontal e deixou o Módulo Lunar descer suavemente para a superfície. Quando eles baixaram para 25 m, Houston avisou que eles tinham 60 segundos de combustível restante e na cabine 'Buzz' Aldrin viu uma luz de aviso que dizia a mesma coisa. Mas agora eles estavam muito próximos e era apenas uma questão de pousarem suavemente. Armstrong tinha cortado quase toda a velocidade frontal do Eagle e agora que eles começaram a levantar poeira com o exaustor do motor, ele pediu a Aldrin para confirmar se eles ainda estavam se movendo um pouco para frente. Ele queria pousar numa superfície que pudesse ver à frente, em vez do solo que não podia ver atrás. Aldrin deu a confirmação que ele queria e oito segundos depois eles viram a luz de contato. As sondas de dez pés de comprimento que pendiam do trem de pouso haviam tocado a Lua. Um segundo ou dois depois, eles estavam pousados e cortaram o motor. Só tinham mais 20 segundos de combustível, mas estavam pousados. Então Armstrong falou no rádio a frase imortal: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, aqui Base da Tranqüilidade. A Águia pousou”). A mais de 300 mil quilômetros dali, o mundo, que acompanhava ao vivo as comunicações de rádio entre o Controle de Vôo no Centro Espacial Johnson em Houston e a Apolo 11, entrava em comoção e aplaudia e gritava freneticamente.

O Homem na Lua

Câmera de TV externa do ML Eagle mostra Neil Armstrong pisando na Lua

Em todas as direções que se olhasse, a terra era como o solo plano de uma planície. O horizonte circular era quebrado aqui e ali por suaves bordas de distantes crateras. A meia distância, Armstrong e Aldrin podiam ver pedras arredondadas e cumes, alguns deles com talvez 7 ou 10 metros de altura. Bem próximo, uma mistura de crateras deformava a superfície e havia pequenas rochas e seixos espalhados por toda parte. Era um local plano e nivelado mas pequenas variações davam às redondezas uma delicada beleza própria. E é claro, por ser este o pouso pioneiro na Lua, tudo era de enorme interesse. Entretanto, antes que Armstrong e Aldrin pudessem prestar muita atenção na vista ou pensar em sair da nave, eles tinham de se certificar de que tinham uma nave funcional e que o computador de navegação estava carregado corretamente com as informações necessárias para levá-los de volta à órbita para o encontro com Collins. Finalmente, duas horas após o pouso, eles e os engenheiros da NASA ficaram convencidos de que o Eagle estava pronto para voltar para casa quando fosse o momento.

"Buzz" Aldrin na Lua

De acordo com o plano de voo, Armstrong e Aldrin estavam instruídos a terem um descanso de cinco horas antes de sair da nave. Entretanto, a excitação normal pelo momento histórico, fez com que eles solicitassem a Houston permissão para se preparem para a saída, uma AEV - período de atividade extra-veicular, no jargão da NASA. Normalmente a preparação para uma AEV supostamente demorava cerca de duas horas, mas como essa seria a mais curta de todas as AEV das missões Apollo, ninguém – exceto talvez a audiência mundial que esperava impaciente pela TV – estava preocupado quando os preparativos duraram três horas e meia.

Finalmente, cerca de seis horas e meia após o pouso, eles abriram a escotilha do Módulo Lunar e Armstrong rastejou em direção a saída; primeiro os pés, depois as mãos e joelhos. Instantes depois ele pisou no degrau mais alto da escada, em frente à bancada de trabalho da nave, onde estavam acondicionados os equipamentos e experimentos científicos a serem usados na missão. A mais importante peça de equipamento nele era, sem dúvida, a câmera de TV preto e branco. Para os astronautas o pouso tinha sido o grande momento da missão. Mas para o mundo que aguardava ansioso, o grande momento ainda estava por vir.

Neil Armstrong precisou dar um pulo de um metro do último degrau da escada até o protetor das patas do Módulo. Dali ele estava apenas a dois centímetros de pisar na superfície lunar propriamente dita. Ele parou no suporte por um momento, testando o chão com a ponta de suas botas, antes de finalmente pisar no solo e dizer a frase épica da Era Espacial:

"Este é um pequeno passo para um homem, mas um enorme salto para a humanidade" — Neil Armstrong

Pegada humana na Lua

O solo era finamente granulado e tinha uma aparência empoeirada. Assim que ele o pisou, sua bota afundou talvez um par de polegadas, fazendo uma pegada perfeitamente definida. Por causa do campo gravitacional relativamente fraco da Lua (1/6 da Terra), o peso total de Armstrong – metade astronauta, metade roupa e equipamento de sobrevivência – era de apenas 30 quilos. Movimentar-se não era particularmente cansativo, mas devido ao dramático deslocamento para cima e para trás do seu centro de gravidade, causado pela mochila de sobrevivência às costas, ele tinha que se inclinar à frente para manter o equilíbrio e demorou alguns minutos até que pudesse andar confortavelmente. Para o caso de precisar encerrar a AEV repentinamente, Armstrong usou uma ferramenta de cabo comprido para juntar um pedacinho de rocha e terra dentro de um saco de Teflon. Ele suspendeu o saco, dobrou e então guardou num bolso da canela do macacão o primeiro pedaço de solo extra-terrestre da história.

'Buzz' Aldrin] juntou-se a Armstrong na superfície quinze minutos depois e durante as próximas duas horas e quarenta minutos, os astronautas examinaram o Módulo Lunar, montaram e colocaram para funcionar a câmera de TV, hastearam e prestaram continência à bandeira americana – os dois eram oficiais da Força Aérea - instalaram instrumentos científicos, deram pulos como cangurus experimentando a baixa gravidade lunar, tiraram cerca de 100 fotografias, coletaram mais amostras no solo e falaram ao vivo com o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, acompanhados pelos olhos e ouvidos de bilhões de pessoas ao redor do planeta, que assistiam a tudo pela televisão.

Fatos

Edwin "Buzz" Aldrin dentro do Módulo Lunar na Lua

- Após o pouso lunar, "Buzz", presbiteriano, retirou de um estojo que carregava os elementos para a Santa Ceia e comungou. Nesse período a NASA estava ainda travando uma ação judicial trazida pelo ateísta Madalyn O'Hair que havia objetada que os astronautas da Apollo 8 lessem uma passagem do livro bíblico de Gênesis) que exegia que os astronautas refreassem suas atividades religiosas enquanto estivessem no espaço. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve seu plano em segredo, até mesmo de sua esposa e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período Aldrin era presbítero na Webster Presbyterian Church, uma igreja presbiteriana em Webster, no Texas. O estojo usado na comunhão foi preparado por seu pastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor na mesma na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e em seu livro “Return to Earth”. A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.

- Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o vôo pioneiro e sabendo que Neil Armstrong seria o comandante do vôo histórico (e portanto, o primeiro na Lua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito junto a seus amigos, que trabalhavam na direção do Programa Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do Módulo na hora da saída, com a justificativa técnica que fosse, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer do Eagle e pisar na Lua.

- Os astronautas deixaram uma placa na Lua, onde se lê: Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind. (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a humanidade). A placa foi assinada pelos três astronautas que participaram da Apolo 11 e pelo Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.

- Existem muito poucas fotos de Neil Armstrong na Lua porque ele ficou quase todo o tempo com a câmera fotográfica. Assim, quase todas as fotos que mostram um astronauta sobre o solo lunar durante a missão Apollo 11 são de Edwin Aldrin.

Estatísticas da missão

Módulo de comando: Columbia
Módulo lunar: Eagle
Número de tripulantes: 3
Base de lançamento: LC 39A Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral
Lançamento: 16 de julho de 1969 - 13:32:00 UTC
Alunissagem: 20 de julho de 1969 - 20:17:40 UTC
0° 40' 26.69" N 23° 28' 22.69" E
Mar da Tranquilidade
Aterrissagem: 24 de julho de 1969 - 16:50:35 UTC
13°19′N 169°9′W
Órbitas 30 (órbitas lunares)
Duração:
Total: 8 d 03 h 18 m 35 s
Órbita lunar: 59 h 30 m 25.79 s
Superfície lunar: 21 h 31 m 20 s

Fonte: Wikipédia - Imagens: NASA

Boeing anuncia aos funcionários corte de mil vagas

A empresa aérea Boeing cortará cerca de mil empregos do departamento de Sistemas Integrados de Defesa devido ao corte de investimentos do Pentágono, de acordo com um memorando repassado aos empregados. Esse número de cortes será adicionado aos cortes já previstos anteriormente.

Segundo a CNN, as notícias da Boeing, compiladas com o anunciado corte de empregos na NASA e na US Airways, demonstram que a situação da economia norte-americana continua precária. A US Airways cortará 600 empregos e a NASA, 400 empregos.

"Nas últimas semanas, os clientes nos orientaram a parar de trabalhar ou reduzir o nível de esforço em alguns programas específicos, pedindo para que tomássemos medidas imediatas para reduzir os empregos", disse o chefe dos Sistemas Integrados de Defesa, Jim Albaugh, à CNN

Programas que envolvem a defesa nacional, como o Midcourse Defense, relacionado à impedir ataques de mísseis aos Estados Unidos, também receberão cortes nos investimentos. Em janeiro, a Boeing anunciou um corte de 10 mil empregos neste ano.

Fonte: Invertia via Terra

Casal de argentinos que vive no Galeão quer pegar 'carona' aérea para Roraima

Mulher diz que amigo os levaria para a Venezuela e, de lá, para o Panamá.

Casal, três filhas e cunhada moram há dois meses no Tom Jobim.




Sem dinheiro para pagar as passgens de volta para o Panamá, país onde viveriam há três anos, o casal de argentinos, suas três filhas pequenas e a cunhada, aceitariam, de bom grado, uma "carona aréa" para Boa Vista, em Roraima.

Segundo a mãe Liliana Sava, assim eles ficariam próximos ao seu destino, e deixariam o saguão do aeroporto do Galeão, no Rio, onde vivem há 36 dias. O grupo conta com uma rede de solidariedade que se formou entre os funcionários, policiais e passageiros. Eles se sensibilizaram com a simpatia das três crianças.

Liliana explicou por que não aceitou a ajuda do Consulado da Argentina no Rio para regressar a Buenos Aires:

“Fomos a Buenos Aires visitar meu pai, que está muito doente. Por causa da doença do meu pai, minha mãe teve de vender tudo. Eles vivem num quarto e sala. Não há espaço para seis pessoas numa casa com uma pessoa que não reconhece ninguém. Minha mãe está muito idosa e não quero que ela tenha mais preocupações”, disse Liliana Sava, mãe das crianças.

Problemas no Panamá

Eles não receberam qualquer oferta de ajuda do consulado do Panamá no Rio. Liliana não sabe dizer por que, mas arrisca uma explicação: a família não tratou do visto de permanência no país da América Central.

“Nem sei se quero mais a cidadania. Queria ter a residência”, disse Liliana.

Ela afirma que não quer ajuda de ninguém e que só pretende obter as passagens para as seis pessoas – que custa cerca de R$ 8 mil – para voltar ao Panamá. E acredita que, se conseguisse ir até Boa Vista, em Roraima, teria mais facilidade para voltar para casa.

“Iria contatar um amigo que vive na Venezuela. Ele nos pegaria e levaria para Caracas. De lá, a passagem para chegar ao Panamá é mais barata. Lá, com R$ 2 a gente consegue comer alguma coisa na rua, aqui não. Tudo aqui é muito caro”, disse Liliana, que vem sobrevivendo com a família graças à generosidade das pessoas que trabalham no aeroporto.

Entenda o caso

A família veio de Buenos Aires para o Rio de ônibus. Uma amiga deles chegou a reservar as passagens aéreas do Brasil para o Panamá, com data de dia 6 de junho. Mas o grupo só pôde chegar ao Rio no dia 11 de junho.

"Nossa amiga não tinha comprado as passagens e, agora, não tem mais dinheiro. A crise está afetando todo mundo ", lamentou Liliana.

Correio Aéreo Nacional

Liliana contou ainda que uma outra opção partiria da prefeitura do Rio, através da Secretaria municipal de Assistência Social, que está tentando uma autorização para que a família possa viajar para o Panamá num avião do Correio Aéreo Nacional.

A prefeitura levou a família para um abrigo, mas eles acharam melhor voltar ao Tom Jobim. Segundo Liliana, o ambiente não era o mais apropriado para as três filhas.

Rede de solidariedade

O caso criou uma rede de solidariedade entre os funcionários das lojas do aeroporto. Desde que percebeu que aquelas seis pessoas estavam na área de restaurantes do Terminal 1 e que não embarcavam nunca, a cabeleireira Cláudia Cristina Machado procurou ajudá-los.

Cláudia disse que até hoje perde noites de sono pensando no desconforto das meninas Elizabeth, de 6 anos, Bianca, de 5 anos, e Joana, de 2 anos, que dormem nos bancos da lanchonete.

“Apesar de estarem vivendo aqui, as crianças são muito carinhosas, simpáticas e educadas. Todo mundo se comoveu com a história deles. Passei a conversar com a mãe e descobri que ela dava banho nas meninas no berçário e lavava a roupa delas à noite, no banheiro e as colocava para secar nos carrinhos de bagagem”, contou Cláudia.

Aos poucos, os funcionários passaram a oferecer comida aos argentinos. Quando souberam que as bagagens da família estavam presas no maleiro, fizeram uma “vaquinha” para liberar o armário.

Festa de aniversário na aeroporto

Até festinha de aniversário já teve no aeroporto, na última segunda-feira (13), quando a menina Bianca completou 5 anos. A manicure Ivonete Pereira contou que os funcionários trouxeram balões de gás, brinquedos e bolo para a menina.

Sensibilizado com a situação da família argentina, o PM José Walber Francisco dos Santos, desde que soube da situação, está fazendo de tudo para ajudá-los.

“Não temos como abrigar seis pessoas de uma vez. Mas juntamos toda a família, compramos frutas e fraldas para as crianças. Agora, estou preocupada porque as meninas estão começando a ficar resfriadas. Essa situação é toda muito triste”, disse a irmã do PM Walber, a dona de casa Dínis Fath Maria dos Santos.

Fonte: Alba Valéria Mendonça (G1)