domingo, 20 de fevereiro de 2022

Balão cai em aeroporto e parte dele fica em cima de avião da Gol em Guarulhos (SP)

Imagens que circulam nas redes sociais mostram balão não tripulado caindo no aeroporto de Cumbica e bandeira dele ficando sobre a cauda de aeronave da Gol. Assessoria de imprensa da GRU Airport confirmou que caso ocorreu pela manhã. SBT negou que balão com logo da TV e personagens de programa seja da TV e repudiou ato. Soltar balões é crime. Ninguém foi preso.

Sequência de fotos mostra balão caindo sobre aeronave no Aeroporto de Cumbica
na manhã deste domingo (20) (Foto: Arquivo Pessoal)
Vídeos e fotos que circulam neste domingo (20) nas redes sociais mostram o momento que um balão não tripulado cai no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Parte dele, uma bandeira que era presa por cordões ao balão, cai em cima da cauda de um avião da Gol estacionado no pátio.

Não há registro de feridos. Soltar balões é crime. Ninguém foi preso pela autoridades até a última atualização desta reportagem.

As imagens da queda do balão foram gravadas por funcionários que trabalham em Cumbica e até por passageiros. Segundo testemunhas, ele sobrevoou o aeroporto até cair perto dos portões de embarque.


GRU Airport


A GRU Airport, empresa responsável por administrar o aeroporto de Cumbica, como ele é conhecido, confirmou, por meio de nota, divulgada por sua assessoria de imprensa, que o caso acima ocorreu na manhã deste domingo.

"A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informa que, neste domingo (20), identificou a queda de um balão no pátio às 8h40. A operação no local foi paralisada e as equipes da concessionária atuaram para recolher o material. A rápida atuação para a retirada do balão não provocou interferência ou gerou riscos nas operações, que foram normalizadas às 8h49. Por mais que no Brasil a soltura de balões seja crime, ainda é frequente esse tipo de prática. Em 2020, a concessionária contabilizou mais de 33 ocorrências com balões. Em 2021, foram 44 registros", informa nota divulgada pela GRU.

SBT


O SBT negou que o balão que estava com o logo da TV e personagens de um programa humorístico da emissora seja dela. E repudiou o ato por meio de nota:

"O SBT esclarece que o balão que caiu nesse domingo dia 20 no Aeroporto de Guarulhos não tem qualquer relação com a empresa. A emissora é contra a a soltura de balões e espera que as autoridades apurem a responsabilidade pela autoria do fato", informa a assessoria de comunicação da empresa.


Gol


A reportagem procurou a Gol, que informou por nota enviada por sua assessoria de imprensa, que a queda do balão não machucou nenhum dos passageiros ou funcionários. E que o avião atingido pela bandeira não teve avarias e foi liberada para seguir voo após a retirada do objeto:

"A GOL informa que, na manhã deste domingo (20), um balão caiu no Aeroporto de Guarulhos, próximo da aeronave que estava em processo de embarque do voo G3 7682 (Guarulhos-Buenos Aires). As equipes de solo do aeroporto e de manutenção da GOL atuaram com agilidade para a retirada do balão, garantindo a segurança dos passageiros e de todos os envolvidos na operação. A empresa informa ainda que aeronave não sofreu danos e foi liberada para seguir com o voo programado.

A Companhia reforça que soltar balão é crime e põe em risco o espaço aéreo, já que os balões podem colidir com aeronaves, enroscar nas turbinas dos aviões, provocar incêndios ou até mesmo cair na pista sobre aeronaves em abastecimento."

SSP e PF


Também foram acionadas as assessorias de comunicação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo, responsável pela Polícia Civil, e da Polícia Federal (PF) para saber se os órgãos iriam investigar o caso.

Balão sobrevoa e cai perto de aviões no Aeroporto Internacional de Guarulhos,
na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por Isabela Leite, Wagner Vallim e Kleber Tomaz, TV Globo e g1 SP e Rádio Itatiaia

Avião fantasma e casas inundadas: 5 falhas militares inacreditáveis

Se engana quem imagina que os militares só passam a imagem de seriedade e profissionalismo.

Em situações de guerras ou por ameaças internas geralmente os governos chamas as Forças Armadas para resolver essas questões. Ao longo da história vemos que através da guerra muitos conflitos foram solucionados. Mas isso não é uma regra e além de não resolverem o problema, os militares viraram motivo de piadas!

1. Os australianos contra os Emus


Todos nós sabemos que a Austrália é conhecida por ser um país bastante exótico. Animais que não costumam aparecer em outros lugares fazem morada e são símbolos nacionais. Além disso a própria vegetação do país é completamente diferente de tudo o que é “normal” em outros locais.

(Foto: Divulgação / Pixabay)
No ano de 1932 os fazendeiros locais estavam tendo bastante dificuldade com a colheita de trigo porque um grande bando de Emus estava devorando a plantação. Caso você não saiba, um Emu é uma ave grande de aproximadamente 1,80 de altura e que pode chegar a 40 km/h!

Os fazendeiros achavam que poderiam espantar essas aves gigantes com suas próprias armas, mas eles não contavam que se tratava de um bando de mais de 20 mil emus! Sozinhos os fazendeiros não iriam conseguir vencer as aves e convocaram a Artilharia Real Australiana.

Sob a liderança do major G.P.W. Meredith, foi enviado um contingente de soldados e milhares de cápsulas de munição para eliminarem os Emus. Mas o inacreditável aconteceu. Os animais conseguiam se esquivar das balas e pouquíssimos foram mortos. Até aqueles que eram atingidos pelas balas sobreviveram porque as penas eram densas e acabavam servindo como um “escudo”.

Meredith ficou revoltado e decidiu resolver as coisas com as próprias mãos. Subiu em um caminhão que tinha uma metralhadora instalada e partiu em direção aos animais. O major não só errou uma série de tiros como bateu com o veículo em uma árvore.

No final das contas, a Artilharia Real Australiana desistiu de matar os Emus e ofereceu munição para os fazendeiros locais tentarem vencer sozinhos. Sim, pássaros derrotaram o exército australiano em 1932.

2. A Marinha que afundou uma cidade


Depois da Era Meiji, o Japão se modernizou e buscou ser uma potência imperialista no leste asiático. Para isso era necessário possuir a maior frota naval daquela região, uma vez que estamos falando de um país que é uma ilha.

O projeto foi iniciado em 1940 e o objetivo não era apenas aumentar a quantidade de navios e sim construir o maior! Além de ser um navio incrivelmente grande ele portava armas enormes e de alto calibre, para realmente impressionar e assusta qualquer um. O navio foi chamado de Musashi e era equipado com armas a bordo que podiam disparar projéteis de 18 polegadas por mais de 42 quilômetros e canhões de 9 × 450 mm.

O navio japonês Musashi (Foto: Tobei Shiraishi / Wikipedia)
Eles só se esqueceram de uma coisa: do peso do navio. Quando o projeto terminou e Musashi foi finalmente levado ao mar, ele era tão grande e pesado que provocou ondas de 4 pés de altura e simplesmente inundou as casas ribeirinhas de Nagazaki.

Além de alagar as cidades próximas, por onde o gigantesco navio passava as outras embarcações eram deslocadas pelo movimento das águas gerando uma série de prejuízos!

3. Avião Fantasma


Muitas pessoas acreditam que pode existir assombrações ou algo parecido, mas até hoje não temos explicações sobre o que aconteceu com o 1º Tenente da aeronáutica dos EUA chamado Gary Foust.

Foust estava em um voo de teste no ano de 1970 quando percebeu que sua aeronave não estava funcionando como deveria. Durante o voo, o piloto perdeu o controle do caça por conta de problemas no giro do motor. Depois de muitas tentativas de colocar o seu F-106 no funcionamento correto, Gary Foust decide apertar o botão “ejetar” para evitar que uma tragédia acontecesse.


Quando ele fez isso esperou que sem o piloto o avião logo cairia e em seguida ele seria resgatado. Porém, para sua surpresa e para a surpresa dos técnicos da aeronáutica, o caça F-106 continuou planando sozinho, como se estivesse sendo pilotado por alguém.

O caça planou até pousar suavemente em um campo de trigo que estava coberto pela neve. Mesmo em solo, os mecânicos ficaram com medo de chegar perto do caça e esperaram acabar o combustível e a nave simplesmente desligar para analisarem o que aconteceu. É possível ver o testemunho do próprio Gary Foust sobre o ocorrido abaixo.

4. Selfie para o Facebook


Geralmente achamos que as atitudes mais irresponsáveis são exclusividades de jovens e de pessoas bêbadas. Mas e quando uma ação perigosa é cometida por alguém que está dirigindo um helicóptero?

Em 2010 dois pilotos estavam conduzindo um Helicopter Maritime Strike Squadron 41 (HSM-41). Tudo estava indo bem até que a aeronave faz uma manobra brusca em direção à água!


Os civis que estavam na região pegaram seus celulares para filmar o possível acidente enquanto se perguntavam se tinha acontecido alguma falha no motor ou se os pilotos tiveram um mal súbito.

A verdade é que o helicóptero estava funcionando perfeitamente, mas os pilotos decidiram soltar a mão do “volante” para tirar uma foto legal para mandar para o seu esquadrão. Parece inacreditável, mas é verdade! Caso você queira ver a manobra dos pilotos é só dar play no vídeo abaixo.

5. Golfinhos na guerra?


É claro que o Brasil não poderia ficar de fora dessa lista! Infelizmente o contexto em que essa trapalhada aconteceu foi bem sério, mais precisamente na Primeira Guerra Mundial.


Durante boa parte da Grande Guerra o Brasil era um país neutro que não estava participando da guerra. Isso mudou quando a Alemanha bombardeou dois navios brasileiros e em seguida o Brasil se aliou à Tríplice Entente para lutar ao lado dos EUA, Rússia, França e Inglaterra.

Em novembro de 1918 alguns navios brasileiros estavam na região do mediterrâneo, mais precisamente passando pelo Estreito de Gibraltar, quando os marinheiros avistaram algo que parecia ser um submarino alemão.

O almirante Fernando Frontin (Imagem: Domínio Público)
Mesmo sem ter muita visibilidade do alvo, o almirante Fernando Frontin autorizou o bombardeiro e o que se viu foi subir uma mancha de sangue no mar. O problema é que esse sangue não era de soldados inimigos e sim de Toninhas – uma espécie que se assemelha muito a um golfinho. No total, o bombardeio brasileiro eliminou 46 toninhas e esse evento ficou conhecido como a Batalha das Toninhas.

Via Aventuras na História

Vídeo: Aterrissagem simultânea no Aeroporto de São Francisco, nos EUA

Dois Airbus A321 da American Airlines em pouso simultâneo no Aeroporto Internacional de São Francisco (SFO) no final de janeiro de 2022.

Vídeo: Câmera no trem de pouso - Vista única do Airbus A320 pousando

Austrália diz que navio de guerra chinês ‘iluminou’ um de seus aviões com um laser

Pilotos alvos de ataques a laser relataram flashes que os deixaram desorientados, dor, espasmos, manchas na visão e até cegueira temporária.

Doca de transporte anfíbio da marinha chinesa Jinggang Shan é vista em uma imagem
divulgada pelos militares australianos neste sábado (Foto: Australian Defence Force)
Um navio de guerra chinês usou um laser para ‘iluminar’ um jato da Força Aérea Australiana no que Canberra chamou de “grave incidente de segurança” em um comunicado divulgado neste sábado (19).

“Atos como esse têm o potencial de colocar vidas em risco, disse o comunicado da Força de Defesa Australiana, acrescentando que condena fortemente a “conduta militar não profissional e insegura”.

Pilotos alvos de ataques a laser relataram flashes que os deixaram desorientados, dor, espasmos, manchas na visão e até cegueira temporária.

“Durante as fases críticas do voo, quando o piloto não tem tempo suficiente para se recuperar, as consequências da exposição ao laser podem ser trágicas”, aponta um documento da Administração Federal de Aviação dos EUA.

Dois navios de guerra do Exército de Libertação Popular da China são vistos em uma imagem divulgada pelos militares australianos depois que um dos navios colocou em perigo um avião australiano com um laser. O incidente ocorreu na terça-feira (15), disse o comunicado, quando um avião australiano P-8A, um avião de reconhecimento e guerra antissubmarino, sobrevoava o mar de Arafura, o corpo de água entre o Território do Norte da Austrália e a ilha de Nova Guiné até o norte.

O navio da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN) que apontou o laser para o jato australiano era um dos dois navios de guerra que navegavam para o leste, através do Mar de Arafura na época, disseram os militares australianos.

Fotos divulgadas dos navios chineses mostram que são o destróier de mísseis guiados Hefei e a doca de transporte anfíbio Jinggang Shan.

A Austrália não disse qual dos dois navios apontou o laser para a aeronave australiana. Após o incidente, os navios chineses passaram pelo Estreito de Torres para o Mar de Coral, segundo o comunicado.

A China não fez comentários imediatos sobre as alegações australianas. O incidente não é o primeiro relato de embarcações chinesas apontando lasers para aeronaves australianas.

Em maio de 2019, pilotos australianos disseram que foram alvos várias vezes de lasers comerciais durante missões no Mar da China Meridional. E em um relatório em junho de 2018, oficiais militares dos EUA disseram à CNN que houve pelo menos 20 incidentes suspeitos de laser chinês no leste do Pacífico de setembro de 2017 a junho de 2018.

As tensões militares entre a China e a Austrália aumentaram e aumentaram em novembro, quando Canberra disse que estava entrando em um pacto com os Estados Unidos e o Reino Unido para adquirir submarinos movidos a energia nuclear.

No dia em que o sub-acordo foi anunciado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijan, disse que a Austrália deveria “considerar seriamente se deve ver a China como um parceiro ou uma ameaça”.

Via CNN

Aconteceu em 20 de fevereiro de 1991: Acidente com o voo 1069 da LAN Chile - Sem ponto de contato


O voo 1069 da LAN Chile foi um acidente de aeronave no aeroporto de Puerto Williams, no Chile, em 20 de fevereiro de 1991. O voo regional do aeroporto de Punta Arenas, a aproximadamente 300 quilômetros (190 milhas) de distância, ultrapassou a pista na chegada a Puerto Williams, matando 20 dos 66 passageiros. Todos os 6 membros da tripulação sobreviveram.

A aeronave


A aeronave envolvida no acidente, ainda com o prefixo N403XV, pouco antes de sua entrega para a LAN Chile
A aeronave envolvida do acidente era o British Aerospace BAe-146-200A (Avro RJ85), prefixo CC-CET, da LAN Chile (foto acima). A aeronave tinha 4 anos e 6 meses de uso. Esta aeronave é do mesmo modelo da que esteve envolvida na tragédia com o voo da Chapecoense.

O acidente


O voo 1069 era um charter que pretendia levar um grupo de turistas de Punta Arenas a Puerto Williams. A aeronave foi embarcada por 66 turistas, em sua maioria americanos e europeus, que seguiriam viagem em um navio turístico com destino ao continente congelado.

Puerto Williams é uma importante base naval, localizada do outro lado do Canal de Beagle da Argentina. O nome do canal é uma homenagem ao navio que transportou Charles Darwin durante sua viagem de 1831-36. Chile e Argentina compartilham a ilha de Tierra del Fuego, que constitui a costa norte do canal. Essa ilha, por sua vez, é separada do continente pelo Estreito de Magalhães.

O voo saiu de Punta Arenas normalmente às 14h51, horário local, sem problemas significativos, levando a bordo 66 passageiros e seis tripulantes, com destino ao Aeroporto de Purto Williams, também no Chile.

Às 15h15, a aeronave foi autorizada para uma abordagem VOR A ao aeroporto de Puerto Williams na pista 26. O vento foi dado como 180° a 4 nós (4,6 mph; 2,1 m/s). Em seguida, o controlador de tráfego aéreo anunciou as informações atualizadas do vento, e o vento era de 160° a 6 kn (6,9 mph; 3,1 m/s). 

O comandante decidiu então fazer uma aproximação direta à pista 08. Isso foi aprovado pelo controle de tráfego aéreo. 

O avião pousou a 427 m (1.401 pés) da cabeceira da pista a uma velocidade de 112 kn (129 mph; 207 km/h). Incapaz de parar, a aeronave ultrapassou a pista e deslizou para o Canal Beagle.

O avião parou a cerca de 20 metros da costa. Dezessete ocupantes ficaram feridos e 35 outros ocupantes escaparam ilesos, porém, 20 passageiros morreram no acidente, 19 deles americanos.


Uma sobrevivente, Julie Brice Lally, executiva-chefe da empresa de iogurte I Can't Believe It's Not Yogurt, teria dito a seu pai por telefone que o avião pousou em segurança, mas continuou até atingir a água. 

"Várias pessoas desceram antes deles", disse Bill Brice, de Dallas, referindo-se à filha e ao marido dela, "mas antes que pudessem sair, o avião encheu de água e alguns passageiros morreram afogados." Brice relatou que seu genro, Garvin Lally, 28, um escritor autônomo, morreu no acidente.


Um funcionário da Cecil Day Investment Co. com sede em Atlanta disse que três dos mortos eram membros de um grupo de 12 pessoas de funcionários, parentes e amigos da empresa. Os nomes das vítimas não foram divulgados. Os sobreviventes incluíam Deen Day Smith, membro do Conselho de Regentes da Georgia University e viúva de Cecil Day, fundador da rede de motéis Days Inn, disse Furman H. Agee III, vice-presidente executivo da empresa.

A companhia aérea disse que o avião partia de Punta Arenas, 300 milhas ao norte. Os veranistas chegaram a Santiago de Miami na terça-feira e viajaram juntos para Punta Arenas em um voo comercial.


Os turistas planejam embarcar no navio Society Explorer em Puerto Williams para ser transportado de balsa até a Antártica para turismo, disse Miguel Rivero, gerente da agência de viagens que fretou o avião. O ponto antártico mais próximo fica a cerca de 1.600 quilômetros ao sul de Puerto Williams.

Causa


O acidente com a aeronave foi causado por uma falha de bom planejamento feito pelo piloto durante a aproximação quando ele decidiu pela mudança de pista e aplicação incorreta do procedimento de pouso. 

As condições climáticas, declive negativo, pista molhada, vento e pouca ação de frenagem levaram à ultrapassagem da pista.

Na foto abaixo, a aeronave após ser retirada da água:


Por Jorge Tadeu (com Wikipedia, ASN, baaa-acro.com e Washington Post)

Aconteceu em 20 de fevereiro de 1956: Erro da tripulação leva a queda de um DC-6 próximo a Cairo, no Egito


Em 20 de fevereiro de 1956, a aeronave Douglas DC-6B, prefixo F-BGOD, da TAI - Transportes Aériens Intercontinentaux (foto acima), estava em um voo programado de Saigon, no Vietnã, para Paris, na França, e partiu de Karachi para o Cairo em 19 de fevereiro às 17h15 (UTC).

O capitão, um piloto checado da companhia DC-6B, ocupou o assento à direita durante o trecho de voo entre Karachi e Cairo, e o copiloto, o assento à esquerda. Ele estava sendo verificado neste voo como um capitão-trainee do DC-6B. A bordo estavam 55 passageiros e nove tripulantes.

O voo era de rotina até às 02h30 (20 de fevereiro), quando a aeronave informou ao Controle de Tráfego Aéreo do Cairo que havia passado por Suez (60 milhas a leste do Cairo) às 02h24 a um nível de voo de 8500 pés, voando VFR e estava descendo. 

Às 02h40, informou que o aeródromo do Cairo estava à vista e estando a 15 milhas de distância, foi concedida uma autorização para uma aproximação VFR e ao mesmo tempo foi dado o QFE e o QNH, 29,42 e 29,73, respectivamente. O contato foi estabelecido com a aproximação do Cairo e a aeronave solicitou e recebeu instruções de pouso e foi solicitada a chamar o vento.

Quando a tripulação relatou o aeroporto à vista, a uma altitude de 4.500 pés, os dois tripulantes pensaram que iam ultrapassar o limite, então baixaram o trem de pouso e os flaps para aumentar a razão de descida, mantendo a mesma velocidade. 

O avião desceu a uma altitude de 2.000 pés, que é 1.500 pés abaixo da altitude mínima de voo seguro para o setor. A descida continuou até que a aeronave atingiu o solo com o nariz para baixo, a 29 km do Aeroporto Internacional do Cairo, no Egito. 

A asa de estibordo rompeu após os choques severos sofridos pelo trem de pouso, motores e hélices. Um incêndio estourou. Dos 64 a bordo, 49 passageiros e três tripulantes morreram no acidente.
A causa provável apontada no Relatório Final foi "O acidente foi devido à falha do piloto em comando em monitorar o copiloto durante um procedimento de aproximação direta e a confiança deste último em seus instrumentos exclusivamente para fixar sua posição em relação à pista em altitude abaixo da altitude mínima de segurança. O fator de fadiga dos tripulantes não pode ser descartado."

Ao cabo de oito anos de investigação, o piloto Charles Billet, sobrevivente do acidente, foi condenado, em 11 de julho de 1964, a pagar multa de 5 mil francos por homicídios e lesões involuntárias. Ele foi responsabilizado porque, no momento do acidente, pediu a seu copiloto, Robert Rolland, para realizar uma abordagem às cegas como um exercício de treinamento. Uma decisão repleta de consequências fatais.

Por Jorge Tadeu (com ASN)

Clássico avião soviético Antonov An-12 retorna ao Brasil para buscar foguete

O An-12 da Motor Sich que está no Brasil (Foto: © Anna Zvereva)
O quadrimotor turboélice começou a ser fabricado no final da década de 1950, e operou em diversos lugares, principalmente na URSS e países próximos. Ele ganhou vários apelidos devido à grande fumaça emitida pelos seus motores Ivchenko AI-20, além de seu barulho característico. Ele ainda é operado por diversos pequenos operadores civis e algumas forças aéreas, inclusive da Rússia.

Dentre estes operadores está a Motor Sich Airlines, companhia aérea pertencente à fabricante de motores homônima, que produz os motores para os "irmãos maiores" do An-12, os gigantes An-124 Ruslan e An-225 Myria, o maior avião comercial do mundo.

Um Antonov An-12 durante decolagem no Aeroporto de Kastrup em Copenhagen, na Dinamarca
(Foto: Jakob Dahlgaard Kristensen/Wikimedia Commons)
E é esta empresa ucraniana, com o avião ucraniano (a Antonov está baseada na Ucrânia), que vem novamente ao Brasil, pelo mesmo motivo de um voo anterior: transportar um foguete produzido no país produzido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O IAE, sediado em São José dos Campos e submetido ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), desenvolve o Veículo Lançador de Satélites e os próprios satélites, tendo algumas funções similares do JPL da NASA.

No IAE, é fabricado o foguete suborbital VSB-30 (Veículo de Sondagem Booster – 30), desenvolvido em conjunto com os alemães do DLR, e capaz de levar até 400 kg de carga como satélites até uma altitude máxima de 270 km. 

O VSB-30 sendo montado com módulo de carga util para missão cientifica (Foto via Wikipedia)
O primeiro lançamento foi em 2004 e até hoje foram feitos 30, todos com sucesso. A maioria tem sido feito no Esrange (European Spaceresearch RANGE), construído pela Agência Espacial Europeia e de posse da Corporação Sueca do Espaço, já que é localizado na cidade de Kiruna.

E o próximo lançamento será em breve, novamente na Suécia. E para isso a Motor Sich foi novamente contratada para levar cinco motores que compõe o VSB30, segundo fontes próximas à operação revelaram com exclusividade ao Aeroin.

Inclusive, vale notar que a "misteriosa" visita do Boeing C-17 Globemaster III da Real Força Aérea Australiana em 2017 em São José dos Campos, foi para levar o equipamento para o 25º lançamento do VSB-30, desta vez em Woomera Test Range na Austrália.

O ​An-12 para realizar a missão desta semana já está no Aeroporto do Recife, após voar de Cabinda, em Angola, até Pernambuco, passando por Abuja, na Nigéria, e Dacar, no Senegal. A previsão é que o Antonov chegue no Aeroporto de São José dos Campos no início da tarde de sábado, sendo possível acompanhar neste link. A chegada dele no Recife foi registrada por fotógrafos locais:


Via Folha de S.Paulo e Aeroin

All Nippon Airways: Companhia aérea se inspira nos Hashiras do Demon Slayer e cria aviões temáticos

Demon Slayer é um dos animes mais populares da atualidade, e isso leva ao surgimento dos mais diversos produtos, incluindo alguns inusitados.


A companhia aérea All Nippon Airways está investindo em um novo avião temático do popular anime Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba. Uma nova promoção realizada recentemente, revelou uma nova aeronave com design de todos os nove Hashiras, os guerreiros mais fortes do Demon Slayer Corps. Veja a seguir:


O avião é o segundo inspirado no anime, e além de ter artes da série em ambos os lados, o interior também contará com decorações baseadas em Demon Slayer, uniformes dos comissários com aventais temáticos e uma refeição especial que recria o almoço bento do Flame Hashira, Kyujuro Rengoku, do filme Mugen de 2020. Os passageiros ainda podem adquirir estandes de acrílico dos personagens vestidos com uniformes da All Nippon Airways. O avião começará seus voos a partir de 25 de março.


Anteriormente, a All Nippon Airways havia lançado outro avião do anime em 31 de janeiro, com uma pintura que destacava os personagens principais: Tanjiro Nezuko, Zenitsu e Inosuke. Você pagaria mais caro para andar em um avião de Demon Slayer?

Textron Aviation entrega o jato Citation de número 8.000

(Foto: Textron)
A Textron Aviation anunciou que entregou um Cessna Citation Longitude para Scotts Miracle-Gro . Este jato representa o 8.000º jato Cessna Citation entregue em todo o mundo, reforçando a família Citation como a linha de jatos executivos mais popular do mundo. Scotts Miracle-Gro é um dos maiores comerciantes do mundo de produtos de consumo de marca para cuidados com gramados e jardins e um proprietário de longa data do Citation. Este é o quinto Cessna Citation da frota da empresa.


Os funcionários e representantes da Textron Aviation da Scotts Miracle-Gro comemoraram este marco significativo com uma cerimônia de entrega especial na sede da Textron Aviation em Wichita. “Um marco como esse não seria possível sem todos os proprietários e operadores que adoram pilotar nossas aeronaves e confiam na confiabilidade e versatilidade de nossos produtos Citation. Com mais de 41 milhões de horas de voo em todo o mundo, nossos clientes continuam a fazer dos jatos Citation sua aeronave de escolha”, disse o presidente e CEO da Textron Aviation, Ron Draper. “Também quero agradecer à nossa extraordinária força de trabalho. Todos e cada um de vocês tiveram um papel em alcançar a entrega de 8.000 citações.”

O Cessna Citations é conhecido por sua capacidade de combinar confiabilidade, eficiência e conforto com tecnologia avançada e desempenho líder de classe, e nenhuma outra família de jatos executivos oferece uma progressão tão perfeita de aeronaves com capacidades extraordinárias.

O Cessna Citation CJ4, que obteve a certificação de tipo da Federal Aviation Administration (FAA) em 2010, continua sendo uma aeronave do tipo 525C e já recebeu a certificação de interior atual para o CJ4 Gen2 (Foto: Textron)
Desde que a Cessna entregou seu primeiro Citation em 1972, estabeleceu o padrão no mercado de jatos executivos. Os jatos Citation têm sido o jato executivo número um em volume de entrega anual por 40 anos: de 1972-1974, 1979-1981, 1984-2012 e 2016-2020. A série Citation de jatos executivos evoluiu para oferecer uma gama incomparável de capacidades, sistemas e opções que permitem aos clientes expandir seu alcance de negócios. 

Mais de 30 modelos Citation foram certificados ao longo dos 50 anos de história da linha Citation. Atualmente, existem seis modelos Citation em produção: Citation M2 Gen2, Citation CJ3+, Citation CJ4 Gen2, Citation XLS Gen2, Citation Latitude e Citation Longitude.

Você pode adquirir um ‘pedaço’ do 1º A380 da Emirates

(Foto: Falcon Aircraft Recycling)
Já imaginou poder comprar um pedaço real do primeiro A380 a operar na Emirates? Pensando nisso, a Falcon Aircraft Recycling, uma empresa especializada no desmonte e reciclagem de peças de aeronaves criou uma coleção especial do A6-EDA.

Com um total de 23.560 peças produzidas, a coleção conta com 380 peças temáticas e exclusivas para cada destino que a aeronave já visitou, incluindo informações do aeroporto, bem como quantas vezes o A6-EDA já visitou o destino.

Além disso, as peças trazem informações desde agosto de 2008 até abril de 2020 onde o quadrijato contabilizou 62 destinos visitados, 2,1 milhões de passageiros transportados e 55.863 horas de voo.

(Foto: Anna Zvereva from Tallinn, (CC BY-SA 2.0), via Wikimedia Commons)
Tudo isso só foi possível graças a uma parceria com a Emirates, que disponibilizou todos os dados do A6-EDA. Para os amantes e entusiastas do Brasil, a coleção contará com 380 peças temáticas de Guarulhos (GRU), destino operado regularmente pelo Superjumbo.

Para os interessados em adquirir uma lembrança do A6-EDA, a Falcon Aircraft Recycling realizará a venda on-line em seu site (clique aqui) somente em meados de março ou abril, com o preço em torno de US$ 68 (R$ 350 na atual cotação).

(Foto: Falcon Aircraft Recycling)
Não é a primeira vez que noticiamos algumas aeronaves ganhando uma ‘segunda chance’ ao ter parte da sua fuselagem transformada em etiquetas. No final do ano passado, a Aviationtag lançou uma edição limitada como pedaços de um Boeing 747-400 ex-Lufthansa.

(Foto: Aviationtag)
Por fim, caso você não esteja satisfeito em comprar apenas um pequeno pedaço de um avião, algumas companhias aéreas como a Lufthansa e a Emirates realizam a venda de partes de seções de fuselagem recicladas como item de decoração.

Por Gabriel Benevides (Aeroflap) - Com informações: Simple Flying

Helicóptero da polícia de Huntington Beach cai nas águas da Califórnia

Um policial da Califórnia foi morto e outro ficou ferido quando um helicóptero da polícia pousou na água em Orange County na noite de sábado (19).


O helicóptero MD Helicopters 500N (MD520N), prefixo N521HB, do Huntington Beach Police Dept, caiu na água em Newport Beach, cerca de 40 milhas ao sul de Los Angeles, na presença de uma grande multidão sentada na praia. De acordo com relatos locais.

Nicholas Vella, 44, do Departamento de Polícia de Huntington Beach, um veterano de 14 anos, morreu como resultado dos ferimentos sofridos no acidente, disse o chefe de polícia Eric Barra em entrevista coletiva na noite de sábado.

Vella e seu parceiro foram resgatados da água e levados para um centro de choque local após o acidente. O outro policial, um sênior de 16 anos de serviço, estava em estado crítico no centro de trauma, disseram as autoridades.

Não está claro o que causou o acidente. O avião estava na água às 20h, horário local.

Nicholas Vella, do Depto. de Polícia de Huntington, foi morto em um acidente de helicóptero
Um segundo oficial está em estado crítico após um acidente de helicóptero em 19 de fevereiro de 2022, disse a polícia.

As autoridades confirmaram que o helicóptero pertencia à vizinha polícia de Huntington Beach.


“Podemos confirmar que nosso helicóptero da polícia, HB1, pousou na área de Newport Beach. As operações de resgate estão em andamento e mais informações serão divulgadas quando disponíveis”, disse ele. O departamento escreveu no Twitter.

Via ASN, Atibaia Connection e FOX 11 Los Angeles 

Helicóptero cai no oceano na costa de Miami Beach, diz polícia

Dois passageiros foram transportados para o hospital e suas condições foram descritas como estáveis, segundo autoridades.


O helicóptero Robinson R44 Raven I, prefixo N544SB, da  HD Aviation Services, caiu no Oceano Atlântico perto da costa de Miami Beach neste sábado (19) , de acordo com um tuíte da polícia de Miami Beach. Dois passageiros foram transportados para o Jackson Memorial Hospital, disse a polícia na publicação. Suas condições foram descritas como “estáveis”.

Um terceiro passageiro não ficou ferido no acidente, de acordo com o oficial de informações públicas da polícia de Miami Beach, Ernesto Rodriguez. A polícia disse que havia três pessoas a bordo do helicóptero quando o acidente ocorreu, mas não está claro quem era o piloto.

“Esta tarde, às 13h10, o MBPD recebeu uma ligação de um acidente de helicóptero no oceano perto da rua 10. A polícia e o @MiamiBeachFire atendeu ao chamado no local junto com várias agências parceiras. Dois ocupantes foram transportados para o Jackson Memorial Hospital em condição estável “, disse a polícia.

Um vídeo que acompanha o tuíte mostra um helicóptero caindo no oceano perto de uma área cheia de banhistas.


A Administração Federal de Aviação (FAA) está atendendo ao caso e as autoridades fecharam um trecho de dois quarteirões da praia entre as ruas 9 e 11, disse a polícia. O helicóptero é um Robinson R44, de acordo com um comunicado da FAA obtido pela CNN. O acidente ocorreu em “circunstâncias desconhecidas”, disse a FAA. “A FAA e o National Transportation Safety Board investigarão. O NTSB será responsável pela investigação e fornecerá atualizações adicionais”, diz o comunicado.

O banhista Sean Adams, que estava de férias em Miami Beach com sua esposa de Las Vegas, descreveu o acidente para a afiliada da CNN WPLG como uma “experiência angustiante”.

Adams, que é um mecânico de aeronaves, disse ao WPLG que o helicóptero foi “para lá e para cá sobre as águas profundas várias vezes”. Depois que caiu, o helicóptero começou a tombar e “toda a praia correu para o local”, disse ele.

“Estas são coisas que você nunca quer ver ou falar”, disse ele. “Era a 50 metros da praia, bem perto de todo mundo. Foi uma loucura que ninguém se machucou.” Adams disse que o piloto saiu do avião e os passageiros estavam “um pouco inconscientes” e “em estado de choque”, enquanto estavam sendo ajudados a sair do helicóptero.

Outra viajante, Ana Diaz, estava nadando no oceano quando ouviu sua família chamando-a para a praia enquanto observavam o helicóptero descer, disse ela ao WPLG.

Diaz, que estava visitando Miami com sua família da Colômbia, disse que estava a apenas seis ou oito metros de distância de onde ocorreu o acidente. Ela descreveu a cena do acidente como de um “filme” com ruídos extremamente altos quando a aeronave atingiu a água. “Eu estava com muito medo e estava nadando em direção à minha família”, disse Diaz ao WPLG. “Eu estava muito preocupado com isso e foi um momento muito difícil.”

Via CNN e ASN

Polícia Rodoviária intercepta caminhão transportando avião de forma irregular

Veículo fazia viagem de 3 mil quilômetros, entre Rondônia e São Luís, no Maranhão.

Avião estava sendo transportado em rodovia federal (Foto: PRF/Divulgação)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na madrugada de sexta-feira (18), um caminhão que transportava um Bravo 700 (PU-EPO), no município de Peritoró, a cerca de 245 km de São Luís, no Maranhão.

A aeronave estava sendo transportada irregularmente no compartimento de carga do veículo e seguia de Rondônia para a capital maranhense. Segundo a PRF, a forma como estava sendo transportada atrapalhava a visualização traseira e lateral do veículo, bem como dos demais usuários. Havia também o risco de desestabilizar o caminhão, podendo causar o seu tombamento.

O veículo foi impedido de seguir viagem até que o avião fosse transferido para um outro caminhão adequado para fazer o transporte. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava em situação regular.

Via Marcel Cardoso (Aero Magazine)

Caças interceptam avião com 165kg de supermaconha na Amazônia. Veja os vídeos

Abordado pelos militares, piloto da aeronave pousou em um canavial, na região central do Amazonas. O avião transportava skunk.

(Foto: FAB/Divulgação)
O avião Embraer EMB-810 Seneca II, prefixo PT-EUN, registrado em nome de João Kleber Farias de Oliveira, com 165 kg de skunk, droga também conhecida como supermaconha, foi interceptado por militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e investigadores da Polícia Federal (PF).

A ação ocorreu no início da tarde deste sábado (19/2), na região central do Amazonas.

Dois caças A-29 Super Tucano e um helicóptero H-60 Black Hawk da FAB foram utilizados na abordagem.

Após a interceptação, o avião fez um pouso forçado em um canavial. Confira no vídeo:


Segundo os agentes que participaram da missão, o avião levantou suspeitas ao sobrevoar a região, que é conhecida por ser rota para o tráfico de drogas, sem plano de voo.

Após a aterrissagem do avião suspeito, um helicóptero da FAB pousou no local e constatou a presença da droga no avião.

A supermaconha estava sendo transportada dentro de malas. Veja:


Segundo dados da ANAC, a aeronave está com o Certificado de Aeronavegabilidade cancelado.

Via Gabriella Furquim (Metrópoles) / ANAC / Site Desastres Aéreos

Avião voa 1.900 km até o destino, mas arremete e vai parar 1.150 km distante

A trajetória total do voo (Imagem: FlightRadar24)
Arremetidas e desvios para outros aeroportos são procedimentos comuns na aviação, especialmente em dias em que as condições meteorológicas atrapalham uma aproximação e pouso seguros, porém, algumas vezes estes desvios chamam a atenção pelas distâncias percorridas.

Foi o que aconteceu hoje entre as dezenas de voos que apresentaram algum contratempo ao chegar a Londres em meio aos fortes ventos da Tempestade Eunice.

O voo FR-4967 da companhia Ryanair, efetuado com o Boeing 737 MAX 8-200 de matrícula EI-HEZ, partiu de Lamezia, na Itália, e pousaria no aeroporto Luton, em Londres, Inglaterra.

Porém, depois de percorrer os cerca de 1.900 km entre as cidades, os pilotos precisaram desistir do pouso, efetuando uma arremetida diante da aproximação destabilizada pelo vento.

A trajetória do Boeing 737 nas proximidades de Luton (Imagem: RadarBox)
Após a desistência do pouso, os pilotos e a companhia aérea decidiram que seria melhor partir para um aeroporto alternativo, ao invés de insistir no pouso em meio aos fortes ventos de Londres. Porém, com todo o Reino Unido e até mesmo parte do Noroeste da Europa sofrendo com a ação da tempestade, a opção foi por seguir até a Noruega, muito mais ao Norte e livre dos fortes ventos.

O resultado foi um desvio de cerca de 1.150 km até Oslo, o que representa uma longa jornada de mais de 60% da própria distância padrão entre Lamezia e Londres e em torno de 1 hora e meia de voo.

Especialmente em tempos de pandemia da Covid-19 e restrições de fronteiras relacionadas, fica a dúvida se os passageiros atendem aos requisitos para desembarcar na Noruega. Até a publicação desta matéria, cerca de 6 horas após o pouso, o Boeing 737 da Ryanair permanecia em solo em Oslo.

Avião com 136 pessoas a bordo faz pouso de emergência no Aeroporto de Faro, em Portugal

Copiloto sentiu-se mal: Boeing 737 fez aterrissagem de emergência em Faro.


O copiloto do Boeing 737-8K2, prefixo PH-HXN, da Transavia, com origem na Gran Canária e com destino a Amesterdã, sentiu-se mal, obrigando o avião a fazer uma aterrissagem de emergência no aeroporto de Faro, nesta sexta-feira (18) à noite, informou à CNN o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. O avião transportava 136 pessoas a bordo.

Dado o alerta vermelho, foi imediatamente ativado o Plano Prévio de Intervenção do aeroporto e para o local foram deslocados 24 meios terrestres e 61 operacionais dos bombeiros. Todas as restantes autoridades - PSP, GNR, Autoridade Marítima INEM e Cruz Vermelha - ficaram de prevenção durante a operação.

De acordo com o CDOS, a aterragem decorreu sem problemas e os meios foram já desmobilzados.

Essa mesma aeronave já operou pela Gol Linhas Aéreas com o prefixo PR-GZR.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

História: Quando a URSS conseguiu se apossar de um caça norte-americano F-5 no Vietnã

Durante a guerra no sudeste asiático, o governo soviético enfim conseguiu colocar as mãos no jato norte-americano – e comprovou que este era superior a seu MiG-21.


Um caça norte-americano F-5 foi capturado em 1975 pelas forças norte-vietnamitas na base militar de Bien Hoa, onde operava a sede do 522º Esquadrão de Caça da Força Aérea. Um dos aviões de ataque mais conhecidos da época acabou transferido para a URSS junto com outros veículos militares como parte da cooperação militar para a chamada “avaliação”.

Por que que os soviéticos fizeram isso?


F-5 da Força Aérea dos Estados Unidos (Imagens: Getty Images / Domínio público)
A aeronave F-5 era uma novidade no mercado de armas e um dos “pássaros” mais presentes nos céus da época.

Os líderes soviéticos decidiram realizar uma série de testes para ver como o MiG-21, sua aeronave mais moderna na época, se sairia em combate contra o jato norte-americano: o F-5 venceu os combates simulados e foi considerado superior ao MiG-21 pelos engenheiros.

Para recuperar a vantagem nos céus, os projetistas soviéticos usaram todos os dados coletados para o desenvolvimento de seu novo modelo de caça: o MiG-23.

“A captura de armas inimigas e o processo de avaliação fazem parte da inteligência tecnológico-militar. Todos os países do mundo o fazem quando estão em busca de novas tecnologias, tipos de armas e, acima de tudo, estudam com atenção se há novas descobertas científicas no produto”, disse ao Russia Beyond o coronel-general aposentado e doutor em ciências históricas Leonid Ivachov.

Quando outros países capturaram armas estrangeiras?


MiG-25 soviético (Foto: Serguêi Skritnikov/Sputnik)
Um caso semelhante ocorreu com o piloto soviético Viktor Belenko, que desertou para o Ocidente a bordo de um novo caça MiG-25.

“O homem decidiu fugir do país e pousou no Japão em um novo caça MiG-25. Uma vez que os americanos pegaram o avião, eles o desmontaram para testar suas ligas metálicas, como o avião era capaz de ser o caça mais rápido e manobrável do mundo então”, disse Ivachov.

Segundo o especialista, algo semelhante aconteceu quando os exércitos aliados entraram na Alemanha em 1945. Após a Segunda Guerra Mundial, os Aliados levaram do país as tecnologias do primeiro míssil balístico do mundo V-2, os esquemas de blindagens e motores dos tanques mais avançados e tecnologias de bombas nucleares.

“Certa vez conheci um chefe aposentado da CIA e ele me disse que os norte-americanos tinham inveja dos computadores que a União Soviética usava no Cosmódromo de Baikonur nas décadas de 1960 e 1970. Seus serviços de inteligência fizeram um grande esforço para obter essas tecnologias, mas ele não me disse se conseguiram ou não”, contou Ivachov.

Que armas os militares querem obter hoje?


Drone de ataque russo Okhotnik (Foto: Sputnik)
No início de 2010, a Rússia queria adquirir tecnologias de veículos aéreos não tripulados e comprou vários tipos de VANTs de Israel. Mais tarde, essas tecnologias foram implementadas nos modernos drones Okhotnik e Orion. Em suma, as tecnologias de drones estão entre as que mais interessam à Rússia hoje.

“Os americanos, por sua vez, querem entender nossas tecnologias de mísseis hipersônicos e meios de guerra radioelétricos. Em poucas palavras, como ainda conseguimos ‘cegar’ seus computadores e sistemas de navegação durante os encontros na Síria", concluiu Ivachov.