terça-feira, 5 de junho de 2012

Número de mortes em queda de avião em prédio na Nigéria sobe a 159

Seis corpos de pessoas que foram atingidas em terra foram achados. 

Empresa local Dana Air teve licença de funcionamento suspensa. 


As equipes de resgate nigerianas exumaram seis corpos de vítimas que estavam em terra no momento do acidente de avião em um bairro de Lagos no domingo. A licença aérea da companhia nigeriana Dana Air foi suspensa pela autoridade de aviação civil nesta terça-feira (5). 

Com a descoberta dos seis mortos em terra, o número de mortes na queda e explosão da aeronave aumentou para 159.

"Nós suspendemos a licença operacional após o acidente. Vamos investigar todo o conjunto de funcionamento da companhia. Eles não vão poder voar antes de serem novamente autorizados", explicou Sam Adurogboye. 



As equipes utilizavam uma grua para retirada dos escombros do imóvel que foi atingido pelo Boeing MD 83, mas as operações pararam com a descoberta de um novo corpo. 

"Nós encontramos seis vítimas no prédio, quatro habitantes e dois visitantes", afirmou Femi Oke-Osanyintolu, da Defesa Civil de Lagos. 

Estas mortes somam-se as 153 pessoas a bordo da aeronave. 

As autoridades de Lagos começaram a identificar os moradores das casas destruídas e devem arcar com os custos de realocação. 

A aeronave, que aparentemente apresentou falhas nos motores, caiu em um populoso e pobre bairro próximo do aeroporto internacional da capital econômica da Nigéria, destruindo um armazém, uma casa e um igreja. 

"Por enquanto, ninguém pode estimar o número de corpos que ainda estão lá", disse Udo Onyemachi da Defesa Civil nigeriana. 

Na manhã desta terça-feira, moradores de outros prédios foram autorizados a entrar e recolher seus pertences. Um dos sobreviventes contou como ele e dois membros de sua família conseguiram escapar do desastre.

"Éramos dois na sala assistindo o jogo Nigéria-Namíbia, quando ouvimos uma grande explosão e pedaços da parede começaram a desmoronar", conta Onyegesi Colins, 24 anos, formado em geologia. 

"Eu pensei que era um ataque a bomba cometido pelo (grupo radical islâmico) Boko Haram. Corremos para fora do quarto para pegar a nossa irmã que dormia". 

Depois eles seguiram para um apartamento menos afetado. 

Entre as vítimas confirmadas, seis chineses, um indiano, um francês e um número indeterminado de americanos. O piloto do avião era americano e o co-piloto indiano, informou o chefe da Aviação Civil da Nigéria. 

As autoridades nigerianas anunciaram na segunda-feira a falha dos dois motores da aeronave e prometeram melhorar a segurança da aviação. 


O MD 83 desapareceu dos radares um minuto depois de dar o sinal de emergência às 15h43 locais (11H43 no horário de Brasília), a 11 milhas náuticas do aeroporto de Lagos, segundo um comunicado da aviação civil. Apenas uma caixa preta foi encontrada até o momento.

Fonte: AFP via G1 - Imagens via BBC e AFP

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Atraso de voo deve constar agora no bilhete

As companhias aéreas devem informar, a partir desta segunda-feira, a média de atraso de seus voos no momento em que o cliente comprar a passagem. A resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovada no dia 28 é válida para todo o País, para empresas nacionais e estrangeiras. 

A medida permite ao consumidor comparar os índices de atraso e cancelamento das empresas para decidir por qual delas pretende voar. O não cumprimento da determinação pode resultar em multa de até R$ 10 mil. 

Empresas nacionais como TAM e Gol adiantaram que vão cumprir a medida. 

Anunciada em 2011, a regra sofreu alterações. A Anac determinou agora que voos com menos de 30 minutos de atraso não precisam ser contabilizados. 


Antes, porém, a previsão era de que as companhias informassem índices superiores a 15 minutos em voos domésticos. Só não seriam contabilizados como atrasados voos que não saíram por causa de problemas meteorológicos. 

As empresas aéreas terão de informar em seus sites as rotas com atraso em duas categorias: os com mais de 30 minutos de adiamento e os com mais de 60. Os dados informados aos clientes terão sempre como base a média registrada na rota no mês anterior. 

Desde abril, as empresas também são responsáveis por qualquer tipo de atraso que ocorra nos aeroportos, mesmo que causado pela Polícia Federal (PF), por exemplo. Se houver problemas, o Procon orienta o passageiro a procurar o responsável pela aviação civil dentro do aeroporto ou no balcão de embarque da companhia aérea para tentar a solução. 

O consumidor tem direito de pedir ressarcimento ou abatimento proporcional no caso de dano material por atraso - como, por exemplo, perda de diárias, passeios e conexões.

Fonte: Agência Estado via em.com.br - Imagem: Reprodução

Pássaro atravessa o oceano clandestinamente dentro de avião


Os passageiros de um voo de 10 horas entre Taiwan e os Estados Unidos ficaram surpresos ao descobrirem um passageiro clandestino, quando um pássaro raro (foto acima) apareceu no corredor do avião. 

As autoridades aduaneiras norte-americanas suspeitam que alguém estava tentando contrabandear a ave. 

O pássaro foi capturado por uma comissária de bordo que o entregou aos agentes da alfândega. A ave foi alimentada e colocada em uma gaiola. Todos os passageiros e a tripulação do voo foram triados e radiografados. 

Segundo o jornal “Daily Mail”, a alfândega dos Estados Unidos e especialistas em Proteção de Fronteiras disseram em comunicado que o pássaro foi apreendido no momento de sua chegada ao Aeroporto Internacional de Los Angeles. 


A ave foi atendida por veterinários e liberada pelo Departamento de Agricultura americano. Ninguém foi preso. Funcionários do aeroporto contaram que o pássaro é idêntico a outros encontrados em voos para Los Angeles. 

Em 2009, um americano foi preso tentando contrabandear aves raras segurando-as entre as pernas. Ele foi descoberto depois dos funcionários notarem excrementos e penas em suas calças.

Fontes: Vírgula / Daily Mail - Fotos: AP

Menino de três anos expulso de avião por birra

Foi o pesadelo dos pais. E o alívio de todos os outros passageiros. A tripulação pediu ao pai do pequeno (e inconsolável) David para desembarcarem, pouco antes da decolagem.


O episódio aconteceu a bordo de um voo da Alaska Airlines, que ligava Seattle a Miami, neste fim de semana.

A família Yanchuk preparava-se para descolar rumo a uns descontraídos dias de férias quando David, de três anos, obrigou a uma mudança de planos.

A mãe, a avó e um irmão mais novo seguiam em primeira classe, enquanto ele viajaria com o pai, Mark, em turística.

Pai e filho da foto - Imagem: Acervo Pessoal da Família

Enquanto o avião esteve parado, a criança passou o tempo brincando com um iPad. Por isso, quando chegou a hora de desligar todos os equipamentos eletrônicos, começou o pesadelo a bordo. A birra de David, que o pai não conseguiu controlar, levou a tripulação a pedir o desembarque de ambos, depois de, segundo um porta-voz da companhia aérea à MSNBC, várias tentativas de acalmar o menino, que se recusou a sentar e a deixar que lhe pusessem o cinto.

O avião ainda se afastou da porta de embarque com pai e filho a bordo, mas uma comissária de bordo reparou que a criança já não estava, novamente, sentada em segurança, o que levou o piloto a voltar para trás.

A Alaska Airlines ainda ofereceu o outro voo para o mesmo destino, nesse dia, mas a família (optaram por desembarcar todos) recusou e deverá agora receber o reembolso na totalidade.

Fonte: visao.sapo.pt - Edição: Site Desastres Aéreos

Ataque de drone americano mata 15 insurgentes no Paquistão

Quinze supostos insurgentes foram mortos na madrugada de domingo para segunda-feira atingidos por um ataque de um avião teleguiado americano, nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, indicaram autoridades de segurança. 

Drone americano é lançado no Afeganistão

Dois mísseis foram disparados contra uma base de rebeldes, na região de Mir Ali, 25 km a leste de Miranshah, capital da região do Waziristão do Norte, próximo à fronteira com o Afeganistão, informaram essas fontes. 

"Quinze rebeldes foram mortos por disparos efetuados antes do amanhecer contra uma base (de rebeldes). É impossível identificar os corpos", declarou à AFP uma autoridade de segurança em Miranshah. 

Segundo o alto funcionário, informações indicam que há estrangeiros mortos neste ataque, mas a autoridade não confirmou. 

Uma outra autoridade de segurança, em Peshawar, confirmou a morte de 15 rebeldes. 

"Recebemos informações sobre a morte de 15 rebeldes após disparos efetuados por um drone (avião teleguiado), mas não sabemos ainda as suas nacionalidades", declarou esse alto funcionário, que pediu para não ser identificado. "Não sabemos ainda quantos insurgentes estavam na base na hora do ataque", acrescentou. 

Este ataque é uma nova prova da intensificação dos disparos efetuados por aviões teleguiados americanos depois da conferência da Otan realizada em maio em Chicago. 

No domingo, cinco supostos insurgentes, incluindo um chefe, foram mortos no Waziristão do Sul. Na véspera, outros três supostos rebeldes morreram atingidos por disparos de drone na mesma região. Em 28 de maio, outros nove foram mortos no Waziristão do Norte. 

Fonte: AFP - Foto: Adek Berry (AFP)

Ultraleve cai em São Lourenço, MG

Aeronave caiu em mata fechada, a 500 metros da pista do aeroporto. 

Piloto disse que precisou fazer um pouso de emergência. 

O Corpo de Bombeiros encontrou na manhã desta segunda-feira o avião ultraleve que caiu próximo à cabeceira do Aeroporto de São Lourenço no final da tarde deste domingo (3). 

Segundo o proprietário do equipamento, ele precisou fazer um pouso forçado logo após a decolagem devido a uma pane no equipamento. 

A aeronave caiu sobre árvores em uma mata fechada, a 500 metros da pista principal do aeroporto. 

O piloto não ficou ferido. Ele conseguiu sair e abandonou o equipamento. Horas após o acidente, a informação era de que testemunhas disseram ao Corpo de Bombeiros que o piloto havia fugido do local. 

Fonte: G1 Sul de Minas - Mapa: Wikipédia

Portugal: Caiu ultraleve que tinha saído do aerodrómo de Sintra com destino a Portimão


Dois tripulantes, de 67 e 45 anos, foram as vítimas mortais da queda de um ultraleve prefixo CS-ULL, sábado (2), na Azóia, Sintra, tendo o aparelho sido hoje localizado por um avião da Força Aérea, disseram fontes ligadas à operação. 

O ultraleve tinha saído do aerodrómo de Sintra com destino a Portimão, pilotado por Custódio Murta, de Almancil, tendo o seu desaparecimento sido comunicado cerca das 16:30, segundo fontes da GNR. 

Por seu turno, na madrugada de hoje, os bombeiros de Almoçageme deslocaram três viaturas e 15 homens para a suposta zona onde teria caído o aparelho, movimentando quatro equipas de buscas até às 4:30, tendo a operação sido dificultada pelo nevoeiro e pela chuva. 

O local da queda do ultraleve viria a ser detetado às 7:00 por um avião da Força Aérea que sobrevoou a zona, tendo de imediato seguido para a zona várias viaturas dos bombeiros de Almoçageme, incluindo duas ambulâncias. 

O óbito dos dois tripulantes do ultraleve foi confirmado no local por um médico do INEM, estando as causas do acidente ainda a serem investigadas pela entidade competente. O acidente ocorreu em Pirolita, Azóia, Colares, Sintra, numa zona de mato. 

Fonte: Agência Lusa via regiao-sul.pt - Foto: Sérgio Lemos (Correio da Manhã)

Grupo armado bloqueia tráfego aéreo em Trípoli

Uma brigada armada entrou nesta segunda-feira no aeroporto de Trípoli com carros blindados e veículos armados e bloqueou totalmente o tráfego aéreo, um dia depois do sequestro de seu líder em circunstâncias misteriosas. "Há uma confusão total no aeroporto. Todo mundo está tentando escapar. 


Há muitos automóveis armados e carros de combate posicionados na pista. Eles bloquearam o tráfego", disse à AFP uma fonte que trabalha no aeroporto da capital líbia. 

"Veículos com canhões antiaéreos e homens armados cercavam os aviões e impediam a movimentação. Alguns obrigaram os passageiros que já haviam embarcado a descer", declarou outra fonte aeroportuária que pediu anonimato. 

A agência oficial Lana, que cita testemunhas, confirmou o bloqueio e destacou que os insurgentes querem pressionar o governo líbio a elucidar o caso do rapto de seu líder, Abujila Al Habshi. 

Fonte: France Presse via G1 - Foto: AFP

Controle de tráfego aéreo é "grande problema" na África, diz especialista


A Nigéria está de luto. Um acidente aéreo causou a morte de mais de 150 pessoas. Em entrevista à DW, presidente da Academia de Aviação Civil da Alemanha explicou por que viajar de avião na África pode ser tão perigoso. 

O acidente aéreo deste domingo (04/06) em Lagos, capital da Nigéria, causou a morte de todos os tripulantes e passageiros do avião: 153 pessoas. Acredita-se que também tenham morrido vários habitantes do bairro onde caiu o avião. Enquanto se retiram os corpos junto aos destroços e se tenta encontrar uma explicação para o que aconteceu, a Nigéria assinala três dias de luto. 

Este não é o primeiro acidente do gênero na África. Siegfried Niedek, presidente da Academia de Aviação Civil da Alemanha, falou à DW sobre os problemas da segurança aérea no continente. 

Deutsche Welle: Senhor Niedek, por que é tão perigoso viajar de avião na África? 

Siegfried Niedek: Hoje em dia, um grande problema é o controle do tráfego aéreo na África, ou seja, a comunicação entre o cockpit e os controladores de tráfego aéreo em terra. Por essa razão, as companhias aéreas europeias que voam para a África confiam, sobretudo, no seu próprio sistema interno de comunicação, para que saibam sempre onde está o outro avião. Isso é inclusive recomendado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). 

DW: Porque o controle do tráfego aéreo é tão ruim em tantos países da África Central e Oriental? Não há padrões internacionais que têm de ser respeitados? 

Niedek: Sim, há as normas da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês). Quase todos os países são membros desta organização. Mas a ICAO emite apenas recomendações, que são depois incluídas nas leis nacionais. Isso quer dizer que cada país é responsável por estar em conformidade com as normas. Até que ponto os Estados fazem isso, essa é outra questão. 

DW: Muitas vezes, diz-se que falta dinheiro para investir na melhoria do controle de tráfego aéreo. Para onde vai o dinheiro que países africanos como a Nigéria recebem para que companhias aéreas estrangeiras possam sobrevoar seu espaço aéreo? 

Niedek: Escoa para algum lugar. Só uma quantia relativamente pequena acaba indo para o controle de tráfego aéreo. Há muito bons controladores de voo na África. Mas se eles não têm os instrumentos indicados ou os aparelhos não funcionam, a explicação é: o dinheiro não chegou até eles. Então, há muitos que se perguntam onde o dinheiro foi parar. 

DW: Não há mesmo maneira de aumentar a pressão externa? 

Niedek: Em nível internacional, a ICAO não serve como forma de pressão, porque a organização não representa nenhum governo, é uma organização internacional sem instrumentos legais. Só se pode fazer pressão se, por exemplo, as companhias aéreas africanas voarem para a União Europeia. Aqui, há a chamada "lista negra". 

As companhias aéreas que estão nesta lista – porque não respeitam determinados padrões de segurança – não podem voar para a União Europeia. No caso de companhias aéreas que só voem na África, como no caso do avião que caiu na Nigéria, é claro que isso não ajuda. 

DW: Depois deste acidente, o Estado nigeriano não tentará melhorar a segurança aérea no país? 

Niedek: Certamente que serão introduzidas pequenas melhorias. Mas o problema é o que levou à queda do avião. Muitas vezes, a culpa é atribuída aos pilotos nos casos em que o motivo do acidente ainda não é claro. E assim se descartam os problemas do controle de tráfego aéreo. 

Fonte: Hilke Fischer (gcs) - Revisão: Carlos Albuquerque (dw.de) - Fotos: Reuters

Nigéria: Problemas elétricos no aeroporto podem ter atrapalhado radar

Porta-voz da companhia aérea diz que havia 147 passageiros e seis tribulantes a bordo



De acordo com a rede de televisão Al Jazeera, problemas elétricos no aeroporto de Lagos, na Nigéria, podem ter causado o acidente que matou 153 pessoas neste domingo (3). 

Harold Denuren, da Autoridade de Aviação Civil da Nigéria, confirmou que todos os passageiros do Dana Air morreram. O governo do estado de Lagos, disse em um comunicado, que 153 pessoas estavam no voo que saiu de Lagos em direção a Abuja. O avião caiu em um bairro bastante povoado, perto do aeroporto. 

Milhares se reuniram no local enquanto os bombeiros tentavam apagar as chamas e realizar sobreviventes. 

A ministra de Aviação da Nigéria, Stella Oduah, disse que "até agora" não foram encontrados sobreviventes entre os destroços. Em declarações à imprensa no local da tragédia, Oduah ressaltou que os trabalhos de resgate continuam. 


A ministra indicou que o piloto do avião entrou em contato com a torre de controle do Aeroporto Internacional Murtala Muhammed de Lagos e declarou uma emergência às 15h45 locais (11h45 de Brasília). 

Segundo Oduah, o avião desapareceu do radar um minuto depois do contato, quando estava a cerca de 12 milhas náuticas do aeroporto. — O governo garantirá uma profunda investigação para determinar a causa exata do acidente. 

De acordo com um comunicado oficial do governo, o presidente nigeriano Goodluck Jonathan declarou três dias de luto nacional. 

Falhas elétricas 

O aeroporto internacional de Lagos é um dos mais importantes da África Ocidental e teve um tráfego de 2,3 milhões de passageiros em 2009, de acordo com estatísticas da agência aérea da Nigéria. 

Em agosto de 2010, os Estados Unidos anunciaram a Nigéria tinha um nível de segurança máxima, que permitia que as operadoras nacionais do país voassem diretamente para os aeroportos americanos. 

No entanto, segundo a rede Al Jazeera, a empresa de eletricidade estatal da Nigéria está em frangalhos, funcionando com geradores a diesel que, por vezes, tem problemas. O aeroporto é vítima da falta de energia, o que faz com que as telas de radares que controlam os voos fiquem em branco. 

Este último incidente ocorreu após um dia após o acidente de avião em Gana, onde um avião de carga caiu e bateu em um ônibus de passageiros, matando pelo menos 10 pessoas. 

Fonte: R7, com agências internacionais - Foto: Reuters

Nasa enviará aeronave para sobrevoar olho de furacão

Projeto HS3 pretende melhorar a previsão de fortes tempestades. 

Avião não tripulado voa a mais de 18 mil metros de altitude. 

A Nasa deve estrear nos próximos meses um avião não tripulado para observar a formação de furacões. O projeto, considerado pelos criadores uma “sentinela de fortes tempestades”, recebeu o nome de HS3. A ideia é melhorar a previsão das tempestades que se originam no Atlântico e atingem o Caribe e o sul dos Estados Unidos. 

Avião Global Hawk, que será usado pela Nasa na previsão de furacões

O projeto usará aviões Global Hawk, da Nasa, para ver os furacões de perto e por cima deles. As aeronaves atingem altitudes superiores a 18 mil metros e conseguem ficar até 28 horas no ar – o que seria impossível para aviões tripulados. 

“A intensidade dos furacões pode ser muito difícil de prever pela compreensão insuficiente de como as nuvens e os padrões de vento dentro da tempestade interagem com a sua natureza. O HS3 procura melhorar nossa compreensão desses processos, aproveitando as capacidades de observação do Global Hawk, em conjunto com medidas de outros instrumentos avançados”, afirmou Scott Braun, pesquisador principal do projeto. 

O principal período de formação de furacões na região é o verão – do hemisfério norte, que vai de junho a setembro. Em 2012, a missão começa no fim de agosto e vai até o início do outubro. Para o futuro, a ideia é mantê-la em operação de 1º de junho até 30 de novembro. 

Um dos objetos de estudo do projeto será a influência do ar quente e seco do deserto do Saara na formação das tempestades no Atlântico. Pesquisas anteriores apontaram essa relação, mas o processo ainda não foi bem compreendido pelos cientistas. 

Fonte: G1 - Foto: NASA/Tony Landis

Cadete da Força Aérea morre ao ser ejetado do avião em Pirassununga

Vítima se preparava para decolagem na pista, dentro da aeronave. 

Acidente ocorreu na manhã desta segunda-feira, dentro da AFA. 

Avião modelo Tucano T-27 na Academia da Força Aérea de Pirassununga

Um cadete da Academia da Força Aérea (AFA) de Pirassununga (SP) morreu ao ser ejetado do assento de um avião modelo Tucano T-27, na manhã desta segunda-feira (4). 

Segundo nota divulgada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica em Brasília (DF), brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, o acidente ocorreu às 7h05 enquanto o cadete estava dentro da aeronave, próximo à cabeceira da pista, preparando-se para uma decolagem de treinamento. 

A vítima foi socorrida ainda com vida até o hospital da AFA, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com a nota, o comando da aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente. 

O cadete tinha 22 anos, era de Brasília e tinha 100 horas de voo. Ele estava na academia desde 2009 e cursava o último ano do curso de Formação de Oficiais Aviadores. 

Tucano T-27 

O Tucano T-27 é um avião turbohélice de treinamento e ataque leve. A aeronave, que é utilizada pela Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira, é fabricada no Brasil e é capaz de alcançar 500 quilômetros por hora. O avião possui um sistema de ejeção com 12 explosivos. 

Piloto da AFA mostra o funcionamento do sistema de ejeção da aeronave

Assista a reportagem da TV UOL/BandNews:


Fonte: G1 São Carlos e Região - Fotos: Reprodução/EPTV

domingo, 3 de junho de 2012

Livro revela falas finais na cabine do voo 447: 'Vamos cair, não é possível'

Publicação lançada na França traz falas não divulgadas pela investigação. 

Avião caiu no Oceano Atlântico em junho de 2009, matando os 228 a bordo. 

Um livro lançado em 13 de outubro de 2011 na França, revela novos trechos da gravação com os últimos momentos na cabine do voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo em 2009 quando cumpria o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris. 


Intitulado "Erreurs de Pilotage - tome 5" ("Erros de Pilotagem - volume 5"), a publicação da editora Altipresse é de autoria de Jean Pierre Otelli, especialista em aeronáutica, e traz a transcrição completa da conversa entre os pilotos, inclusive dos segundos finais antes de a gravação da caixa-preta ser cortada. 

Segundo o relatório divulgado pelo Escritório de Análise e Investigações (BEA) da aviação civil da Françano final de julho, o registro em áudio se encerra às 2h14min26. No relatório, aparecem trechos da conversa entre os dois copilotos e o comandante da aeronave. 

Segundo a degravação, o copiloto menos experiente, Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos e com 2.936 horas de voo, diz que possui os comandos e descreve para o colega, o copiloto mais experiente, David Robert, de 37 anos e com 6.547 horas de voo, o que está fazendo. Isso continua após o retorno à cabine do comandante de bordo, Marc Dubois, de 58 anos e com quase 11 mil horas de voo. 

O relatório indica que o copiloto com menos horas de voo estava no comando do Airbus da Air France quando os pitots (sensores) congelaram e a aeronave começou a cair no Oceano Atlântico em 1º de junho de 2009, deixando 228 mortos. 

O livro lançado em francês inclui falas que são da casa de 2h14min, ou seja, dos segundos finais da gravação. Leia abaixo: 

Comandante (Marc Dubois): Atenção! Erga o bico - Agora, tire! 

Copiloto David Robert: Agora, tire! 

Dubois: M... Vamos cair... Não é possível!

Copiloto Pierre-Cedric Bonin: Mas o que está acontecendo? (fim da gravação) 

Tanto o BEA quanto a Air France divulgaram notas condenando a divulgação das falas no livro e afirmando que isso fere a norma europeia. Também afirmam que o ato fere a memória dos tripulantes, mortos na tragédia. 

A editora de "Erreurs de Pilotage" afirmou que, no momento, não há perpectiva para lançar uma versão do livro em português.

Relatório do BEA 

O comando do avião mudou de mãos às 2h13min45, quando Robert, segundo o BEA, diz para o copiloto com menos horas de voo que irá pegar os comandos. Conforme o BEA, Robert diz a Bonin: "Então me passe os comandos, me dê os comandos". 

Com base nesse dado, assume-se que, durante as falas mostradas pelo livro, quem estava no comando era o copiloto mais experiente, David Robert. 

Pela descrição, durante a queda e após a perda das informações de voo devido ao congelamento dos pitots, Bonin diz aos colegas que está cabrando (elevando o bico do nariz) da aeronave, o procedimento que, segundo o BEA, foi errado para reverter a situação de estol (perda de sustentação do avião), que começou a cair. Quando o alarme de estol começou a tocar, os pilotos deveriam ter jogado o bico do avião para baixo. 

Leia, a seguir, os trechos das falas gravadas na cabine do voo 447 (caixa-preta) que foram divulgados em julho pelo BEA: 

2h11min21 - Robert - Nós ainda temos os motores. O que está acontecendo (...)? 

2h11min32 - Bonin - (...) eu não tenho mais os controles do avião. Eu não tenho nenhum controle do avião. 

2h11min38 - Robert - Vire à esquerda 

2h11min41 - Bonin - Eu tenho a impressão (que temos) a velocidade 

2h11min43 - (Barulho de abertura da porta da cabine) 
Dubois - O que vocês estão fazendo? 
Robert - O que está acontecendo? Eu não sei, eu não sei o que está acontecendo 

2h11min52 - Dubois - Então peguem os comandos logo 

2h11min58 - Bonin - Acho que temos um problema, que tem muita variação. 
Dubois - Sim. 
Bonin - Não tenho mais nenhuma indicação 

2h12min04 - Bonin - Tenho a impressão que nós estamos numa velocidade maluca, não? O que vocês acham? 

2h12min07 - Robert - Não sei, mas não solte (...) 

2h12min13 - Robert - O que você acha? O que você acha? O que devemos fazer? 

2h12min15 - Dubois - Eu não sei. Está descendo. 

2h12min26 - Robert - A velocidade? 

2h12min27 - Robert - Você está subindo. Você está caindo, caindo, caindo 

2h12min30 - Bonin - Mas eu estou caindo? 
Robert - Caindo 

2h12min32 - Dubois - Você está subindo 

2h12min33 - Bonin - Eu estou subindo? Ok, então vou descer 

2h12min42 - Bonin - Quanto subimos? 

2h12min44 - Dubois - (...) não é possível! 

2h12min45 - Robert - Como está a altitude? 
Bonin - Estamos caindo ou não? 
Robert - Agora você está caindo 
Dubois - Coloque as asas na horizontal 
Bonin - É o que estou tentando fazer 
Dubois - Coloque as asas na horizontal 

2h13min25 - Bonin - O que está havendo... Por que nós continuamos caindo? 

2h13min28 - Robert - Tente encontrar um jeito de acionar os comandos lá pra cima, os principais etc. 

2h13min36 - Bonin - Nove mil pés 

2h13min39 - Robert - Sobe, sobe, sobe, sobe 

2h13min40 - Bonin - Mas eu estou empinando já há algum tempo 
Dubois - Não, não, não, não suba mais 
Robert - Agora caindo 

2h13min45 - Robert - Então me passe os comandos, me dê os comandos 

2h14min05 - Dubois - Atenção, você está subindo. 
Robert - Estou empinando? 
Bonin - Bem, é o que nós devemos fazer, estamos a 4 mil pés 

2h14min18 - Dubois - Então puxa. 
Bonin - Puxa, puxa, puxa, puxa 

2h14min26 - Fim das transmissões

Clique na imagem para acessar o infográfico

Fontes: G1, com agências internacionais / Site Desastres Aéreos  - Imagem: Reprodução - Arte: G1

Erro do copiloto foi a principal causa da queda do voo 447 da Air France

O acidente com voo 447 completou três anos. Duzentas e vinte e oito pessoas morreram. Os relatórios finais serão apresentados no dia 30 de junho e o outro no dia 5 de julho. As duas investigações paralelas têm conclusões contraditórias.

 

Brasil recebe relatório final sobre a queda do AF 447; saiba detalhes


França divulgará oficialmente o documento em 5 de julho. 

Tragédia que matou 228 pessoas completou 3 anos nesta sexta (1º). 

Os pilotos do voo AF 447 não compreenderam a tempo que o avião perdeu a sustentação após um procedimento equivocado do copiloto mais novo e isso levou à queda do avião, que matou 228 pessoas em 1º de junho de 2009. 

Nos segundos finais, eles tentaram impedir o acidente, mas a aeronave já estava em tão baixa velocidade que reverter a queda do Airbus A-330 da Air France – que havia partido do Rio de Janeiro e seguia em direção a Paris – no Oceano Atlântico, há 3 anos, era praticamente impossível. 

A disposição de informações no painel e o design da cabine da aeronave foram fatores que contribuíram para dificultar que a tripulação identificasse a ação errada do copiloto menos experiente – que estava com os comandos – e também que o avião estava caindo porque perdeu sustentação. 

Esses registros constam no relatório final que o BEA (Escritório de Investigações e Análises, na sigla em francês, encarregado das investigações) promete divulgar em 5 de julho. O documento já foi recebido por Brasil, EUA, Inglaterra e Alemanha para as considerações finais, conforme apurou o G1. Segundo a legislação internacional, a Convenção de Chicago, os países têm 60 dias para enviar sua posição. O BEA pode não mudar o texto com base nas ponderações feitas, mas elas deverão obrigatoriamente constar no final do relatório. 

A investigação confrontou dados das caixas-pretas com ações da cabine e respostas da aeronave e apontará que o desenho da cabine, o automatismo do Airbus e a falta de treinamento adequado estão entre os principais condicionantes para que os pilotos não entendessem por que o avião caía. 

Outros três relatórios preliminares foram produzidos pelo órgão francês. O último já trazia as informações das caixas-pretas e relatava que o copiloto mais novo estava no comando da aeronave. O comandante havia deixado o posto para ir dormir pouco antes de entrar em uma tempestade, sem fazer uma divisão clara de tarefas entre os copilotos. 

Durante a passagem pela tempestade, a baixa temperatura externa congela os sensores pitot e bloqueia a medição de velocidade. Sem informações corretas, o Airbus sai do piloto-automático. 

O copiloto mais novo assume os comandos e, em uma atitude que não se sabe explicar, eleva o bico da aeronave, fazendo o alarme de estol (perda de sustentação) tocar duas vezes. 

Com o procedimento de subida, o avião perde ainda mais velocidade e realmente começa a perder sustentação. O alarme de estol toca mais de 70 vezes – algumas delas por quase um minuto ininterrupto. 

O copiloto mais novo, que está nos comandos, mantém sempre esta ação de subida, enquando o correto seria jogar o bico do avião para baixo, recuperando velocidade e sustentação e impedindo o acidente. 

Nenhum dos pilotos havia recebido treinamento em caso de perda de sustentação de Airbus em alta altitude e sem informações confiáveis de velocidade. O copiloto mais experiente chega a dar, em alguns momentos, a ordem para que o colega tome a atitude correta, mas não se dá conta da ação equivocada de seu companheiro, e isso foi dificultado pela falta de informações sobre a real situação de estol no painel do Airbus. 

Ao ser chamado pelo copiloto mais experiente, o comandante retorna à cabine cerca de 3 minutos após a queda do piloto automático. Ele não entende o que ocorre e não toma nenhuma atitude. Menos de 1 minuto depois, o Airbus choca-se com a água. 

Em nenhum momento, os passageiros receberam aviso de problema. Todos os 228 a bordo morreram na tragédia. Apenas 153 corpos foram identificados após as buscas. saiba mais 

Sistema de controle 

O BEA criou um grupo de trabalho para tentar entender as ações da tripulação na cabine e se fatores psicológicos – como pressão, estresse, sobrecarga de trabalho ou conhecimentos prévios – interferiram na tragédia. Mas o que os pilotos pensaram na ocasião é impossível determinar. Uma das hipóteses são as mudanças realizadas durante o voo nos modos de controle do sistema “fly-by-wire”, da Airbus. 

Quando o piloto automático desconecta, o computador passa de “normal law” (modo que protege o avião contra movimentos equivocados e evita o estol) para “alternate law” (com poucas proteções sobre as ações do piloto). Há duas formas de “alternate law” – uma com e outra sem proteção de estol. 

Quando os pitots congelaram e o computador passou a receber informações discrepantes de velocidade, o A330 entrou em "alternate law" sem proteção de estol. É possível que o piloto novato não entendesse algumas das restrições do sistema e nunca houvesse voado nesse modo. 

Confira 11 fatores que culminaram no acidente no AF 447 em 1º de junho de 2009: 

Controle de voo

O voo AF 447 partiu do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de 31 de maio. Quando voava sobre a região monitorada pelo Cindacta do Recife, o controlador de voo faz contato com a tripulação acreditando ser outro voo, também da Air France, que havia partido de São Paulo no mesmo horário. O comandante percebe o erro e avisa. 

Minutos depois, o controlador passa uma nova frequência de rádio que a tripulação deve usar para o contato com Senegal (a próxima área de cobertura de radar). O comandante repete os números (a ação é chamada de cotejamento), mas troca 1 dos 12 dígitos. O controlador no Recife não percebe o erro. 

Mais tarde, um controlador brasileiro tenta contato – sem êxito – três vezes com o AF 447. A região não é coberta por radar, e a aeronave não estava conectada a um sistema via satélite que permitiria o envio de dados.

Localização e resgate 

Houve demora da Air France em informar o desaparecimento do voo e para começar as buscas. Também os controles do espaço aéreo de Brasil e Senegal demoraram para notar o sumiço do Airbus A330. 

Aviões e navios de França, EUA e Brasil foram deslocados para a região apenas durante o dia. Segundo a caixa-preta, a queda aconteceu às 2h14min28s GMT (23h14 no horário de Brasília). Os primeiros destroços e corpos começam a ser encontrados quase uma semana depois. 

Tempestade (clima) 

Quando a aeronave segue para a tempestade, as nuvens carregadas preocupam um pouco os pilotos. Eles comentam os fatores meteorológicos e que já haviam enfrentado outras situações semelhantes e piores. O nível de turbulência aumenta ligeiramente, mas isso não chega a assustar. 

A tempestade pode ter atuado como fator psicológico, como aumento de estresse. E houve falha na análise das condições meteorológicas. A tripulação poderia ter mudado a rota e desviado da tempestade, como outras aeronaves que fizeram o mesmo trajeto naquela noite.

Sondas pitot 

Na passagem por cima da tempestade, a temperatura externa cai muito e há a formação de gelo nas sondas pitot, que deixaram de mandar informações corretas sobre a velocidade. O sistema passou a receber três informações diferentes de velocidade, e o piloto automático se desconectou. 

A Air France informou na época que estava em processo de troca das sondas por outras que resistem a até - 50ºC. A fabricante e as agências que regulam a aviação civil na Europa e no Brasil poderiam ter exigido que o modelo só voasse a altas altitudes com pitot de maior resistência.

Falta de compreensão

Os pilotos não entendem o que está acontecendo, mesmo com o alarme de estol tocando 75 vezes. Eles também não entendem quais informações eram corretas. Nenhum dos pilotos identificou formalmanente a situação de estol e nenhum dos pilotos faz referência em voz alta ao estol, o que é um procedimento padrão. Os passageiros não receberam nenhum aviso. 

Erro de procedimento 

Quando o piloto automático se desconecta, o piloto mais novo começou a colocar o bico do avião para cima, provocando a situação de estol. Não se sabe o motivo que o levou a tomar tal decisão. A ação correta seria jogar o bico do Airbus para baixo, para ganhar velocidade e recuperar sustentação. 

O BEA apontou que "em menos de um minuto após a desativação do piloto automático, o avião sai de seu domínio de voo, como resultado das ações de pilotagem manual, predominantemente de elevar o nariz". 

Gerenciamento de cabine 

A falha de gerenciamento de controle de cabine (CRM, como a sigla é conhecida na comunidade aeronáutica) é considerada um fator importante. O comandante foi descansar e cedeu seu lugar para o copiloto mais novato, sem deixar recomendações e divisão clara de tarefas entre os copilotos. O copiloto com menos experiência (Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos, e com 2.936 horas de voo) assume. 

O copiloto mais experiente (David Robert, de 37 anos, e com 6.547 horas de voo) demorou muito para perceber que seu companheiro tomava a atitude errada. Só entendeu nos últimos segundos antes de o Airbus se chocar com a água. 

O relatório preliminar já apontou a necessidade de um sistema com mais autonomia para o posto do copiloto, permitindo uma maior divisão de tarefas no controle do Airbus. 

Automatismo 

Não há como saber o que levou o copiloto menos experiente a cometer o equívoco e por que os outros dois pilotos não entenderam o alarme de estol. Uma das possibilidades é o sistema de controle do Airbus (fly-by-wire). Os pilotos poderiam estar acreditando que estavam em um modo de controle – que a aeronave entrou após a perda das informações e a queda do piloto automático – que tinha proteção para estol (perda de sustentação). 

Não se sabe se os pilotos ignoraram o alarme de estol porque acreditavam se tratar de um sinal espúrio. 

Outra questão é a inexistência de uma indicador visual aos pilotos, durante a queda, do real nível de estol (o fator é chamado de incidência e ativa o alarme de perda de sustentação). 

Design da cabine 

A posição e o desenho da cabine podem ter dificultado o piloto mais experiente a não perceber a atitude errada do novato. O "control stick" (ou "side stick", equipamento semelhante ao controle de videogame usado para enviar ordens ao computador) está posicionado embaixo da janela lateral, ao lado do assento de cada um dos pilotos. Essa posição poderia atrapalhar um dos pilotos a ver as ordens que o outro está passando para a aeronave. 

Esta observação, porém, é relativizada porque o comando aparece no painel de controle à frente dos pilotos quando a ordem é dada. Apesar da baixa velocidade e de o avião não estar mais voando, os pilotos, na cabine, não perceberam e nem tiveram a visualização de que isso ocorria. 

Treinamento

Os pilotos não haviam recebido treinamento para lidar com perda de controle automático em alta altitude e nem sobre como reverter situações de estol em alta altitude. 

Estol

A perda de sustentação da aeronave é a causa da queda do A-330. O avião estolou e permaneceu nessa situação devido ao procedimento equivocado do piloto, segundo o BEA. 

O relatório final vai recomendar melhorias no sistema de alarme e na forma em que os pilotos possam visualizar diretamente no painel a incidência de inclinação da aeronave e a situação de estol. 

O G1 procurou a Air France, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. 

Em nota ao G1, a Airbus respondeu "que as autoridades que investigam o acidente não identificaram quaisquer problemas relacionados às aeronaves" e que "até hoje, não houve recomendações" relacionadas ao modelo. "O relatório do BEA ainda não foi publicado, então qualquer menção na imprensa é mera especulação", diz a fabricante. 

Sobre a funcionalidade da cabine, a Airbus diz que "tem sido utilizadas ao longo de décadas e foi concebida junto aos pilotos das companhias aéreas e das autoridades do setor". A construtora acrescenta que "o sistema de cockpit Airbus Fly-by-Wire está em operação desde 1988 e já contabiliza 143 milhões de horas de voo e 65 milhões de voos até hoje”.


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Fonte: Tahiane Stochero (G1)

Número de furtos sobe 35% nos aeroportos de São Paulo


A cena é sempre a mesma. Distraído, o passageiro faz uma parada para comer ou sacar dinheiro no aeroporto. Quando olha para a bagagem, ela desapareceu. Sorrateiros, os criminosos, versão moderna dos antigos punguistas, só são vistos pelas vítimas mais tarde, nos vídeos do circuito de segurança. Nos Aeroportos de Cumbica e Congonhas, na capital paulista, e Viracopos, em Campinas (interior de SP), os furtos subiram 35% nos primeiros quatro meses deste ano. A Polícia Civil afirma que quadrilhas de estrangeiros são responsáveis pelo aumento. 

Dos 27 presos neste ano no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, 15 eram estrangeiros, a maioria latino-americana e reincidente. Gente como o colombiano Gerardo Paja Reyes, de 41 anos, deficiente físico preso em março pela Polícia Civil. 

As câmeras flagraram Reyes e o comparsa furtando cosméticos de grife em uma loja e escondendo os produtos na roupa. No currículo criminal, Reyes responde a pelo menos mais dois processos por furto.

Além da grande quantidade de pessoas portando objetos de valor, a polícia afirma que os ladrões vêm para o Brasil fugindo de leis mais duras em seus países. "Eu prendo furtando no aeroporto e sou obrigado a aplicar fiança. Muitos dizem: 'Venho para cá porque faço 30 furtos, sou preso e vou embora. Na minha terra, ficaria preso'", afirma o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, divisionário do departamento responsável pelos portos e aeroportos (Dird). 

Os criminosos geralmente agem em dupla, nos horários de pico dos aeroportos: das 5h às 10h e das 18h às 23h. Para se passar por passageiros, eles usam roupas caras, malas ou mochilas e andam muitas vezes com o passaporte na mão. 

Levantamento feito pela Polícia Civil mostra que áreas próximas de caixas eletrônicos, praças de alimentação e máquinas de autoatendimento de check-in são os lugares prediletos dos bandidos. Mas alguns vêm de avião e já começam a atacar no free shop. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo . 

Fonte: Agência Estado via G1 - Foto: Reinaldo Marques

Aeroporto de Ribeirão, SP, precisa ser quatro vezes maior, aponta estudo

Crescimento de passageiros pede mais investimentos, segundo consultor.

Daesp discorda de cálculo e anuncia R$ 9,6 milhões em melhorias.


O Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto (SP) precisa ser quatro vezes maior para atender a atual demanda de passageiros, de acordo com pesquisa realizada por uma entidade ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A falta de espaço, segundo a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), foi constatada por meio de um índice calculado com base na média anual de passageiros e na área total do terminal do aeroporto. 

A unidade de Ribeirão, que no ano passado recebeu quase 1,2 milhão de pessoas, oferece 3 metros quadrados por usuário, quando teria que oferecer quase 12, de acordo com a pesquisa. “A ampliação feita no aeroporto dois anos atrás não adiantou, porque a demanda cresce”, afirmou o consultor aeroportuário Mozart Mascarenhas Alemão, um dos responsáveis pelo levantamento que identificou uma alta de 30% na procura por voos domésticos no Leite Lopes entre 2007 e 2011. 

Segundo o consultor, a única maneira de acompanhar esse crescimento é por meio de investimentos da iniciativa privada. Recursos e interesse do poder público, de acordo com Alemão, não são suficientes para garantir melhora no atendimento dentro dos padrões defendidos no estudo. “Mesmo com recursos financeiros e competência, a legislação atual para empresas públicas amarra os investimentos”, disse.

“É um pouco pequeno [o aeroporto], não tem muita infraestrutura”, afirmou Gisele de Oliveira, 53 anos, de São Sebastião do Paraíso (MG), usuária do aeroporto que também reclama da falta de mais lojas e de uma praça de alimentação. 

De Brasília (DF), o engenheiro eletricista Winter Andrade Coelho, de 59 anos, que utiliza o terminal duas vezes por mês, se queixa da falta de áreas exclusivas de espera para os clientes das companhias. “Para um padrão de cidade como Ribeirão Preto tem que ter uma boa estrutura”, disse. 

Daesp 

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), que administra o Leite Lopes, informou que o aeroporto de Ribeirão Preto está de acordo com as normas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês). “O nível de serviços de um terminal de passageiros é avaliado pelo número de usuários que passam pelo local nos horários de pico e não pelo número de passageiros/ano”, argumentou, em nota. 

O órgão também informou que o Estado vai destinar R$ 9,6 milhões para melhorias no terminal até o fim de 2012, o que inclui ampliação no estacionamento, iluminação, instalação de caixas eletrônicos e de máquinas com leitura Raio-X para bagagens e melhorias técnicas na pista de decolagem. Outros R$ 2,3 milhões foram gastos em 2011 com sinalização das pistas e sistema de acesso aos pátios de aeronaves, de acordo com o Daesp.

Fonte e foto: Rodolfo Tiengo (G1 Ribeirão e Franca)

Piloto morto em queda de avião é enterrado no interior de São Paulo

Corpo de André Betim foi sepultado em cemitério de São José dos Campos. 

Aeronave pilotada por ele caiu em Parada de Taipas, Zona Norte da capital. 


O corpo do piloto de avião André Nestor Escobar Betim foi enterrado às 16h deste domingo (3) no Cemitério Parque das Flores, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A vítima morreu no sábado (2) após a aeronave que comandava cair em Parada de Taipas, Zona Norte da capital paulista. 

O velório ocorreu desde as 7h deste domingo e contou com a presença de parentes e amigos. 

As causas da queda são investigadas por técnicos da Aeronáutica, que vão analisar o que restou da aeronave e a documentação de Betim e do avião, que pertencia ao Aeroclube de São Paulo. 

O presidente do aeroclube informou que o piloto era habilitado e realizava, por volta das 9h45 de sábado (horário em que havia muita neblina na região), o que se chama de “voo solo”. Isso significa que Betim sairia do Campo de Marte, faria um sobrevoo em algum ponto e retornaria para o aeroporto. 

O avião caiu em uma propriedade particular na Estrada José Lopes. Sete equipes do Corpo de Bombeiros e vários policiais militares foram para o local, numa região de mata. Apesar do acidente, não houve incêndio. Por pouco, casas das imediações não foram atingidas.

Fonte: G1 - Imagem: Reprodução da TV

Avião cai na Zona Norte de São Paulo

Piloto morreu em acidente na região de Parada de Taipas.

Aeronáutica vai apurar causas da queda ocorrida neste sábado.



Um pequeno avião caiu na manhã deste sábado (2) na região de Parada de Taipas, na Zona Norte de São Paulo.

O avião Piper PA-28R-200 Cherokee Arrow, prefixo PT-KRF, do Aeroclube de São Paulo, decolou do Campo de Marte, também na Zona Norte da capital paulista, e caiu por volta das 10h45.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave morreu na queda. Segundo a corporação, ele era o único ocupante da aeronave. 

Apesar do acidente, não houve incêndio. Por pouco casas da região não foram atingidas. Anteriormente, os bombeiros haviam informado por telefone e postado oficialmente no Twitter que a aeronave era um helicóptero que tinha feito pouso forçado por volta das 10h46. Também havia dito que haviam duas vítimas no local que seriam socorridas. 

Segundo a Aeronáutica, equipes da instituição vão apurar as causas da queda. Sete equipes dos Bombeiros e um helicóptero da Polícia Militar foram ao local da queda, na Estrada José Lopes.

Fontes: G1 / Site Desastres Aéreos - Fotos: Rafael Brito (Futura Press) / Zé Carlos Barretta (Folhapress)

Veja vídeo sobre o acidente em Gana

Avião de carga cai sobre ônibus de passageiros em Gana

Segundo autoridades, pelo menos dez pessoas que estavam no ônibus morreram.

Tripulantes do avião sobreviveram.

O avião de carga Boeing 727-221F, prefixo 5N-BJN, da empresa Allied Air, caiu sobre um ônibus de passageiros na capital de Gana, Acra, neste sábado (02). 

Relatos afirmam que dez pessoas no ônibus morreram. Todos os quatro tripulantes do avião sobreviveram.

Avião avariado após choque com ônibus de passageiros em Acra, neste sábado

Não ficou claro imediatamente se o acidente aconteceu quando o avião da Allied Air decolava ou aterrissava. 






A área próxima ao aeroporto, onde ocorria uma festividade muçulmana, foi isolada pela polícia. 

Equipes de resgate trabalham para atender as vítimas do acidente

Fontes: BBC Brasil via iG - Fotos: AP / AFP / Myjoyonline

Avião de passageiros se choca contra prédio na Nigéria

Aeronave fazia a rota entre a capital Abuja e Lagos.





Um avião de passageiros McDonnell Douglas MD-83, da empresa Dana Air, se chocou contra um prédio na cidade nigeriana de Lagos, neste domingo (03). 

A aeronave fazia a rota entre a capital Abuja e Lagos. 

De acordo com informações preliminares, havia 162 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes, sendo que não houve sobreviventes. 

Segundo o porta-voz da Polícia do estado de Lagos, Joseph Jaiyeoba, o avião caiu no bairro de Iju, no norte da cidade de cerca de 8 milhões de habitantes. 



Testemunhas disseram que viram o avião atingir um prédio e explodir em chamas. 

Fonte: Site Desastres Aéreos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Por que a Avianca ainda prefere o voo solo no Brasil

Companhia é uma das únicas que não anunciou nenhuma parceria para se fortalecer no país; no entanto, é a que mais cresce


A fusão anunciada no início desta semana entre Azul e Trip nada deve atrapalhar os planos da Avianca no mercado brasileiro. A companhia, que figurava como a quarta maior desse setor antes da união das duas empresas, vai continuar com a mesma posição e com quase 5% de market share no país.

De acordo com especialistas consultados por EXAME.com, as rotas operadas pela Azul e Trip não colidem com os caminhos por onde passam os aviões da Avianca. “Trata-se de uma companhia que hoje incomoda, ou é incomodada, pelas principais do setor, a TAM e GOL, principalmente no trecho Rio – São Paulo”, afirmou Richard Lucht, diretor da pós-graduação da ESPM SUL e vinculado ao ITA.

O fato de a companhia ser uma das únicas a não ter anunciado recentemente nenhuma aquisição ou fusão que possa fortalecer as operações por aqui não significa que a Avianca deve ficar ofuscada diante das demais companhias. “Pelo contrário, a Avianca é uma das empresas que mais crescem de maneira consistente no país”, disse Mauro Martins, especialista do setor de aviação.

Segundo ele, é importante lembrar que mesmo com uma operação pequena no Brasil, a Avianca está vinculada a um dos maiores grupos de aviação da América Sul, a Taca e figura como uma das mais importantes em outros países da região. “A operação da Avianca no Brasil é importante, mas não a principal”, afirmou Martins.

Mesmo assim, a companhia vem crescendo, ainda que a passos curtos, no mercado brasileiro e roubando mercado das duas principais desse setor. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), nos últimos 12 meses, a companhia foi uma das mais cresceu em oferta de assento, taxa de ocupação e participação de mercado.

Em abril de 2011, a Avianca tinha pouco mais que 2,6% de participação no mercado de aviação comercial no país. No mesmo mês deste ano, o número saltou para 4,98%. Já a taxa de ocupação é uma das maiores entre as companhias aéreas, mais de 80%. Para se ter uma ideia, as taxas de ocupação da TAM e GOL giram em torno de 70%.

Diferenciação

Mesmo pequena diante das principais desse setor, a Avianca se destaca entre as demais por oferecer serviços de bordo diferenciados e viagens mais confortáveis aos passageiros, uma vez que seus assentos são maiores e mais espaçosos, segundo os especialistas. “É esse diferencial que vem fazendo com que a Avianca avance, principalmente porque seus preços são também competitivos”, afirmou Mauro.

Ela até pode não figurar como uma das maiores do setor no país, mas é uma das únicas que ainda oferece lanche quente em suas viagens, por exemplo.Segundo Lucht, outro fator que vem colaborando para o crescimento da Avianca no mercado brasileiro é a renovação da frota. Em março, a companhia anunciou um investimento de 4 bilhões de dólares para a compra de 50 novas aeronaves para o Brasil nos próximos cinco anos. “Com aviões novos, a companhia pode ter mais oferta de assentos usando o mesmo slot”, disse.

Crescimento orgânico

Os planos de continuar a crescer organicamente no país fazem sentido, afirma Martins. Para ele, a estratégia da companhia é saudável e pode continuar a render bons resultados. “Até mesmo porque, hoje, as opções da Avianca comprar alguém ou firmar alguma parceria no Brasil estão escassas por aqui”, disse o especialista.

Enquanto boa parte das companhias está fazendo grandes operações para se consolidar no mercado de aviação no Brasil, a ambição da Avianca é um pouco menor e mais pé no chão, de acordo com os especialistas. Algo que, segundo eles, deve incomodar mais as grandes, do que a recém-criada Azul Trip. Ou ser incomodada por ela.

Fonte: Daniela Barbosa (Exame.com) - Foto: Getty Images