terça-feira, 25 de outubro de 2011

Piloto do jato Legacy que matou 154 em MT foi reprovovado duas vezes em teste

O piloto norte-americano Joseph Lepore, que comandava o jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol em 2006, quando sobrevoava o município de Peixoto de Azevedo (a 696 km de Cuiabá), reprovou por duas vezes consecutivas em um teste para pilotar outro tipo de avião e acabou não obtendo a licença para comandar aquele tipo de aeronave .

Joseph Lepore e Jan Paul Paladino cometeram vários erros a bordo do jato Legacy, o que levou à colisão com o avião da Gol e resultou na morte de 154 pessoas. No processo criminal contra eles, instaurado pelo Ministério Público Federal, no entanto, a defesa alega que ambos tinham vasta experiência e eram ótimos profissionais.

O perito em aviação, Roberto Peterka, contesta essa afirmação. “A defesa alega que Lepore tinha vasto conhecimento anterior em aeronaves semelhantes ao Legacy, o que não é verdade. Ele foi co-piloto de uma aeronave pouco semelhante ao Legacy e, quando fez o teste para ser comandante, em 1998, reprovou duas vezes”, explica.

Além de ter reprovado nos testes, Lepore não completou o número total de horas na posição de comandante do Legacy, exigidas pelo FAR61 (órgão que estabelece as horas de treinamento exigidas para receber a licença para pilotar um determinado tipo de avião)”, declara.

Os laudos ainda comprovam que o piloto acabou ficando sem a licença para ser comandante naquele tipo de aeronave, a BAe Jetstream 41. Peterka afirma que esse modelo de avião é bem diferente do jato que pilotavam no momento do acidente. “Os aviões não são semelhantes em quase nada.

O processo criminal contra os pilotos norte-americanos está correndo na segunda instância no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. Rosane Gutjahr, diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, diz que espera uma punição efetiva no TRF.

Na primeira instância do processo criminal, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino receberam uma pena que foi revertida em serviços comunitários. "Espero que agora, na segunda instância, a sentença seja de pena máxima e condizente com as 154 mortes que eles provocaram, dentre elas de meu marido, Rolf Gutjahr", declara Rosane.

Fonte: Talk Comunicação via olhardireto.com.br

Avião com comandante do exército aterrissa de emergência

O avião que transportava o comandante em chefe do exército chileno, general Juan Miguel Fuente-Alba, realizou uma aterragem de emergência no domingo (23), no aeroporto de Arica, Estado chileno que faz fronteira com Peru e Bolívia, segundo confirmaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

De acordo com o Exército, o avião sofreu uma avaria e, por volta das 17h30 do domingo, o "voo da Brigada de Aviação do Exército, que se dirigia em comissão de serviço para Lima (capital do Peru), teve que voltar para Arica, cerca de 40 minutos depois de ter decolado, devido ao mau funcionamento de um dos sistemas hidráulicos".

Fuente-Alba dirigia-se ao Peru para participar da Conferência dos Exércitos Americanos (CEA).

O deputado e presidente da Comissão de Defesa da Câmara, Patricio Hales, disse que "tem a convicção de que é necessário realizar uma investigação do estado de segurança nas Forças Armadas".

Hales, do opositor Partido pela Democracia, afirmou que a Câmara aprovou por unanimidade a investigação para conhecer "a situação de risco de acidente e as melhorias do estado de segurança das Forças Armadas".

"Não tem que ter acidentes de personalidades de alta notoriedade pública para que se investigue. Quando é assim, a notícia é amplamente divulgada. No entanto, temos muitos acidentes onde um soldado desconhecido fica ferido ou, às vezes, morto e que depois não se fala", acrescentou o deputado.

Para ele, o episódio "felizmente" acabou sem danos maiores do que uma aterragem de emergência "e o comandante em chefe está em boas condições".

Fontes: Angop / Ansa Latina

Avião militar cai no Iêmen e mata nove


Um avião militar iemenita se acidentou em uma base aérea no sul do país na manhã desta terça-feira (25), matando nove passageiros, entre eles oito engenheiros sírios, disseram médicos e fontes do Exército.

Um engenheiro iemenita também morreu quando o avião Antonov, de fabricação russa, caiu na base área, localizada na província de Lahej. Segundo uma autoridade local de segurança, uma falha técnica foi a provável causa do acidente.


Lahej faz fronteira com a província de Abyah, onde o Exército iemenita está lutando para retomar o controle do território tomado por supostos militantes da Al-Qaeda durante os meses de protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh.

Meses de instabilidade política enfraqueceram o controle do governo central sobre grandes áreas do país.

Na noite de segunda-feira, um médico uzbeque foi sequestrado na província de Maarib, um reduto tribal no norte do país. Fontes tribais disseram que o médico foi sequestrado para pressionar o governo a libertar alguns companheiros detidos.

Fonte: Reuters via Terra / ASN - Foto: Khaled Fazaa (Arquivo/AFP)

domingo, 23 de outubro de 2011

Ibama autoriza manejo de fauna em aeroportos

O Ibama, por meio da Coordenação de Gestão do Uso de Espécies de Fauna (Coefa), da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo), autorizou desde junho a implantação de Planos de Manejo de Fauna (PMF) em 10 aeroportos internacionais. O primeiro a receber o PMF foi o Juscelino Kubitschek, de Brasília/DF, seguido pelo Galeão, no Rio de Janeiro/RJ. Também receberam autorização os aeroportos de Val-de-Cans, em Belém/PA; Eduardo Gomes, em Manaus/AM; Marechal Rondon, em Cuiabá /MT; Zumbi dos Palmares, em Maceió/AL; Salgado Filho, em Porto Alegre/RS; Gilberto Freyre, em Recife/PE, Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador/BA); e Pinto Martins, em Fortaleza/CE. Planos de manejo de outros aeroportos estão em fase de elaboração por parte da Infraero.

"O objetivo do plano é diminuir choques entre aviões e aves, dando maior segurança ao usuário do transporte aéreo, evitando acidentes e perda de vida humana", disse o diretor da DBFlo, Reginaldo Anaissi Costa. Segundo ele, o manejo de fauna em aeroportos civis e militares é uma preocupação mundial e muitos países do mundo já contam com um plano em seus principais aeroportos ou estão trabalhando contra o tempo para desenvolvê-los. "Como exemplo, durante a decolagem do Airbus A-320, da US Airways em 2009, em Nova York, Estados Unidos, as turbinas sugaram vários aves, e, sem potência, o avião caiu no rio Hudson", lembrou Reginaldo. Os planos também reduzem danos à fauna e despesas com manutenção das aeronaves.

Para diminuir o risco de acidentes envolvendo aves e aeronaves, há quatro linhas de ação. A primeira linha de ação é o manejo ambiental, ou seja, alterar o ambiente dos aeroportos de maneira a impedir a entrada ou reduzir os atrativos que fazem os animais procurarem as proximidades do aeroportos para fixarem residência ou apenas procurarem comida e abrigo. Simultaneamente com as modificações do ambiente, utiliza-se uma segunda linha de ação, que é o manejo das espécies-problema através de técnicas de afugentamento: fogos de artifício; uso de sons que as aves vocalizam alertando da presença de predador; uso de luzes potentes ou espelhos para amedrontar; uso de cães treinados para correr e espantar; falcoaria (afugentamento); uso de falcão robô, entre outras técnicas;

Uma terceira linha de ação pode ser utilizada, caso as anteriores não tenham mostrado resultados satisfatórios: a captura (armadilhas ou falcoaria) e soltura em locais distantes. Por fim, caso nenhuma das técnicas anteriores tenha demonstrado resultados satisfatórios ao longo do tempo, e persistindo o risco de acidente aeroviário, pode-se utilizar a quarta linha de ação: o abate seletivo e criterioso, que só deve ser utilizado após esgotadas todas as demais alternativas, representando o último recurso a fim de evitar que centenas de vidas humanas se percam em um desastre aéreo.

Embora não noticiados pela imprensa, todas as semanas são reportados às autoridades aeronáuticas brasileiras incidentes de choques aeroviários entre aeronaves e aves, a maioria de pequena gravidade e sem maiores consequências. De qualquer forma, após a colisão, o avião só pode ser liberado após severa vistoria. Mesmo que o choque entre aviões e aves não resulte na queda do avião, os prejuízos provocados são de grande valor, sem falar nos transtornos nos aeroportos. Se o choque danificar a turbina, o piloto, por precaução, deve decretar emergência e ejetar dezenas de toneladas de combustível para que o pouso seja possível.

Uma vez em emergência, a prioridade de pouso passa a ser da aeronave danificada e todos os demais aviões em voo devem circular o aeroporto aguardando a oportunidade de pouso. Chegadas e partidas são atrasadas, provocando uma série de atrasos em sequência ao longo do dia. Após o pouso do avião danificado, a companhia aérea deve dispor de outro avião ou alocar os passageiros em voos de outras companhias ou hospedar os passageiros. Cada hora que a aeronave passa no pátio do aeroporto tem um custo e o conserto pode demandar a solicitação de técnicos e peças originárias de outros países. A companhia aérea ainda pode ser multada por ter atrasado voos de outras companhias e, no final, o prejuízo alcança a casa dos milhões de reais.

O Plano de Manejo de Fauna abrange uma área circular de 20 km de distância em torno do aeroporto, onde são verificadas como são conduzidas as atividades com alto potencial de atração de aves, como abatedouros clandestinos e lixões. A segurança de passageiros e tripulações de aeronaves, sejam elas civis ou militares, não é responsabilidade exclusiva das autoridades do setor aéreo, mas também das autoridades locais, estaduais e federais quanto à observação do adequado zoneamento de atividades no perímetro urbano, o parcelamento do solo e a destinação correta dos resíduos sólidos.

A população também possui sua parcela de responsabilidade, devendo destinar lixo e entulho em lugar apropriado e não abandonar seus animais de estimação nas cercanias ou no interior de aeroportos. Além de configurar crime previsto em lei, o abandono de animais no interior de aeroportos representa risco de acidentes com aeronaves.

Fonte: bonde.com.br

Embraer entrega 46 aviões no terceiro trimestre

Companhia brasileira encerrou período com carteira de pedidos avaliada em 16 bilhões de dólares


A Embraer encerrou o terceiro trimestre com 46 aeronaves entregues – 28 jatos comerciais e 18 executivos. A carteira de pedidos totalizava 16 bilhões de dólares. Entre julho e setembro, a empresa fechou a venda de mais 17 modelos E-Jets: dois Embraer 190 para a americana GE Capital Aviation Services (Gecas), dez para a Kenya Airways, e cinco Embraer 195 para a alemã Lufthansa.

A China Southern Airlines se tornou a mais nova operadora dos E-Jets e também recebeu o avião comemorativo a 800ª unidade entregue, de propriedade da CDB Leasing, que encomendou um total de 20 jatos.

No início de outubro, a Embraer anunciou a venda de mais seis Embraer 190 para a Gecas, que serão adicionados nos resultados do quarto trimestre de 2011. Com essa encomenda, a empresa de leasing americana passará a ter uma carteira com 101 E-Jets.

A unidade de aviação executiva entregou oito Phenom 100 e nove Phenom 300, num total de17 jatos leves, além de um jato Legacy. No período, o destaque foi a assinatura de um Memorando de Entendimentos com a Minsheng Financial Leasing da China para a venda de ate 20 aviões de toda a linha de jatos executivos da Embraer. No início de outubro, a Minsheng fechou um acordo para a compra de 13 jatos Legacy 650, os quais serão adicionados ao resultado da Embraer do quarto trimestre de 2011.

Fonte: Marcio Orsolini (Exame.com) - Foto: Divulgação/Embraer

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ex-reserva do goleiro Zetti no Santos hoje é piloto de avião

Reserva do goleiro no Santos, entre 1994 e 2000, Nando hoje busca voos mais altos, literalmente

Entre 1994 e 2000, Nando disputou apenas seis partidas como goleiro do Santos
Quando era considerado uma das grandes revelações do Santos na posição, Antonio Fernando Remiro Barroso nunca foi chamado de goleiro voador. Não pulava na bola desnecessariamente. Tinha imagem discreta. Por isso, chegaria longe, diziam os responsáveis pelas categorias de base na Vila.

Sim, ele é voador e foi longe. Mas não no futebol. Nando, atualmente com 37 anos, integrou o elenco profissional do Peixe entre 1994 e 2000. Hoje é piloto de Airbus e comanda voos nacionais e internacionais para a TAM. “Não tenho arrependimentos. Realizei os meus dois sonhos de infância. Joguei futebol e consegui me tornar piloto de avião”, reflete.

Os jovens estão desculpados se não tiverem a imagem dele na cabeça. Mas é provável que os torcedores veteranos se lembrem do tempo em que era chamado de o futuro camisa 1 titular do Alvinegro. A partir do momento em que chegou ao clube, em 1988, aos 14 anos, foi preparado para isso. Tinha tudo para dar certo. Foi titular no infantil, juvenil e juniores. Quando chegou à equipe principal, não conseguiu se firmar. "Lamento não ter tido oportunidade. Era uma época diferente, o Santos estava na fila e ninguém tinha paciência com garotos."

Conselho

Mesmo assim, conseguiu ser campeão. Era reserva de Zetti na conquista da Copa Conmebol de 1998. Pouco para em quem se apostava tanto. “Acho que o Nando precisa sair. Ele tem de jogar”, aconselhou o titular, no ano seguinte.

Ele ficou numa encruzilhada. Esperar em Santos pela realização da promessa que escutou durante anos ou buscar outra vida? “Depois que saí da Vila, percebi que dificilmente conseguiria voltar a um clube grande.” Era hora de alçar outros voos. Passou por São José e Independente, entre outras equipes do interior.

Havia realizado o desejo de ser titular, mas é difícil, para quem se acostumou às mordomias de um time de porte, peregrinar por pequenas agremiações. Ainda mais para quem havia sido uma promessa. Num momento em que os jogadores se desmotivam, gastam tempo esperando a carreira acabar ou se preparam para o manjado curso de educação física, Nando se reinventou. Da expressão goleiro voador, ficaria apenas a segunda palavra.

"Passando de carro por Limeira (SP), vi um outdoor anunciando curso para pilotagem de avião." Num impulso, se matriculou. Frequentou as aulas, mas não faria a prova final por causa dos jogos. Uma fratura num osso da face o salvou do futebol. Deu-lhe a chance de passar no teste e embarcar na carreira de aviador.

Nova carreira

"Meu pai sempre foi apaixonado por aviões. Meu irmão é piloto. Peguei gosto. Fiquei algum tempo no futebol, mas resolvi parar e me dedicar à nova carreira."

Dezenove anos após ter deixado Barretos (SP) para começar a vida debaixo das traves, Nando passou a ter contato com jogadores de outra forma. apenas em aeroportos. Nada de treinos e concentrações, a não ser a espera pelo chamado para pilotar alguma aeronave de grande porte. "Aos poucos, você vai deixando de lado as coisas que um dia quis. Já encontrei algumas pessoas do futebol depois de virar piloto. Como o Marcelo Martelotte (ex-goleiro de Bragantino, Santos e auxiliar de Muricy Ramalho). Ele tomou um susto", diz.

Exatamente o oposto ocorreu com o pai. Ele sempre quis ter um filho comandante. Tem dois. Um deles, goleiro voador.

Entrevista

Nando_Piloto de avião e ex-goleiro do Santos

'Pilotar avião e jogar no gol são duas funções que não permitem erros'

DIÁRIO_ Como foi a transição de goleiro para piloto?

NANDO_ Mais fácil do que se pode pensar, embora sejam carreiras tão distintas. Meu pai sempre adorou aviões. Só não foi piloto porque meu avô não apoiou. Tenho um irmão que seguiu essa vida. Estava acostumado a conviver com isso.

Você era uma grande aposta do clube. Por que você não teve mais chances ou uma sequência de partidas?

Goleiro é complicado. Os titulares da minha época foram Edinho, Zetti, Sérgio... Eles não davam brechas, não se machucavam. Minha maior sequência foi de dois jogos, quando o Zetti teve uma operação no joelho.

Fica aquela sensação do que poderia ter acontecido com a sua carreira se tivesse insistido no futebol ou ficado um pouco mais no Santos?

Prefiro pensar que fiz as coisas que pretendi fazer na vida. Quando decidi começar o curso de aviação, achei que seria só um passatempo, mas as portas foram se abrindo. Na época da prova, tive uma contusão e fiquei 30 dias parado. Se estivesse jogando na quinta-feira e no domingo, não conseguiria ter feito o teste.

Talvez hoje seja natural, mas, na época, quando você disse que abandonaria o futebol para ser piloto de avião, as pessoas se assustaram?

Ah, sim. São duas áreas que não têm nenhuma ligação. Mas as pessoas que me conheciam mais de perto já sabiam que a minha família gostava do ramo da aviação. E eu também. Tinha tanto contato quanto era possível. São duas funções que não permitem erros, piloto e goleiro (risos)...

Fonte: Alex Sabino/Diário SP - Foto: Fernando Pilatos/Diário SP

Turbulência assusta, mas é contornável

Denver, nos EUA, é o pior lugar, temido até pelos pilotos mais experientes


A turbulência nos voos assusta muitas pessoas. Principalmente aquelas que não viajam de avião com uma certa frequencia. Apesar do medo de muitos passageiros, são raros os casos em que ela causa sérios problemas.

A turbulência é um fenômeno atmosférico que faz o avião balançar e variar um pouco de altitude. Normalmente, acontece por causa de alguns elementos climáticos, como a intensidade do vento, o tipo de nuvens que a aeronave está atravessando, pressão atmosférica e tempestades.

Os pilotos conseguem prever grande parte das turbulências antes de elas atingirem os aviões. Nas asas e no nariz das aeronaves há radares que permitem a visualização de massas de ar. Com isso, basta avisar a tripulação e solicitar que os passageiros permaneçam sentados e com os cintos de segurança. É praticamente impossível o avião cair por causa de uma turbulência. Eles são projetados para aguentar níveis de turbulência altíssimos, coisa que, muitas vezes, ocorre apenas em simuladores.

No Brasil, a incidência é maior nas regiões Norte e Nordeste devido ao encontro das massas de ar vindas da Amazônia e do Oceano Atlântico. Já nas viagens internacionais, as áreas mais agitadas são sobre países banhados pelo Oceano Pacífico, como Havaí e Equador, e zonas próximas a montanhas ou cordilheiras.

Mas o pior lugar de todos para voar, temido até pelos pilotos, é Denver, nos Estados Unidos, próximo às Montanhas Rochosas. Lá, o ar forma uma espécie de correnteza entre as montanhas, da mesma forma que a água desliza sobre pedras. Porém, fique tranquilo. Normalmente, o máximo que acontece durante uma turbulência é a interrupção do serviço de bordo. Ou seja, você vai ter que esperar um pouco mais por aquele sanduíche ou copo de refrigerante.

Fonte: O Dia Online - Foto: Reprodução

Após morte de pug, Gol proíbe cão de focinho curto em voos

A Gol passou a rejeitar o transporte de cachorros e gatos de focinho curto depois de um cão da raça pug ter morrido no compartimento de carga de um dos seus aviões, em 13 de setembro.

A regra entrou em vigor em 22 de setembro, três dias depois de o casal dono do pug ter colocado um vídeo na internet sobre o incidente.

Santiago, o pug, morreu de parada cardiorrespiratória após ficar dez horas dentro da caixa para transportar animais. O voo em que o animal estava, entre Congonhas e Vitória, atrasou Ðe Santiago ficou no porão do avião.

Foto: Divulgação/Mariana Castelar

Entre os recém-barrados estão gato persa, burmês, exótico e himalaio e cachorros boston terrier, boxer, pug chinês e holandês, chow chow, lhasa apso e shih tzu. Até então, a empresa só vetava buldogues.

Respiração

A Gol diz que consultou veterinários ao mudar a regra. Segundo a companhia, esses animais "não possuem grande capacidade respiratória, o que prejudica a regulação de temperatura corporal".

Por conta da alteração, o estudante Wemenson Braga, 28, não pôde levar um shih tzu de São Paulo a Manaus.

Ele havia comprado a passagem da Gol em 11 de setembro, antes da morte do pug, para viajar em 4 de outubro. Ao chegar ao aeroporto, foi informado da alteração.

"Até liguei um dia antes, confirmando. Levei os laudos exigidos, tudo certinho, mas não deixaram embarcar."

Ferreira e o shih tzu Hachi tiveram de viajar a Manaus em outro voo, da Trip, três dias depois.

Entre as empresas brasileiras, a Gol foi a única a impor restrições para cães e gatos de focinho pequeno. TAM, Webjet, Avianca e Trip não adotam ação semelhante.

Fonte: Ricardo Gallo (jornal Folha de S.Paulo)

Paquistão: CIA conduz 300º ataque por controle remoto

Mais de 2 mil pessoas foram ao enterro de mais uma vítima de ataque da CIA. Foram 4 ataques aéreos em 48 horas. Os aviões são controlados remotamente e não têm tripulantes.


A guerra por controle remoto dos Estados Unidos no Paquistão atingiu um novo marco no último sábado com o 300º ataque feito por um avião não-tripulado contra supostos militantes nas regiões tribais, de acordo com uma investigação do Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública.

Pouco antes de amanhecer, aviões não-tripulados da CIA atacaram um complexo residencial em Angor Adda, no Waziristão do Sul. Calcula-se que seis supostos militantes morreram no ataque, que feriu outras três pessoas.

Os mortos estariam ligados ao militante talibã Maulvi Nazir, visto como hostil aos EUA, embora mantenha um acordo de paz no Paquistão.

Foi o quarto ataque por controle remoto da CIA em 48 horas. Na sexta-feira, mais de 2 mil pessoas compareceram ao funeral de Maulana Iftiqar, diretor de uma escola islâmica local – e suposto jihadista – morto em um ataque na quinta-feira passada.

Um político local afirmou aos presentes que “Os Estados Unidos deveriam perceber que esse ataques estão gerando uma enorme revolta, e ver as milhares de pessoas que vieram ao funeral de um verdadeiro mártir”

Trezentos ataques

O Bureau identificou até agora 300 ataques por aviões sem tripulantes desde 2004. Destes, 248 ocorreram durante a presidência de Obama, ou seja, um ataque a cada quatro dias.

De acordo com uma análise detalhada dos ataques, pelo menos 2.318 pessoas foram assassinadas pela CIA.

A maioria é supostamente de militantes. Mas entre 386 e 775 civis foram mortos, incluindo mais de 170 crianças. Além disso, pelo menos 1.100 pessoas foram feridas.

A CIA recentemente admitiu a morte de 2.050 pessoas em ataques conduzidos por aviões sem tripulação – segundo a CIA, apenas 50 eram civis.

Porém, o Bureau publicou uma extensa base de dados comprovando o contrario.

Os Estados Unidos afirmam não ter matado nenhum civil no Paquistão desde maio de 2010.

A base de dados coletada pelo Bureau consiste em um compilado de relatos publicados por fontes como a AP, Reuters, New York Times e a mídia paquistanesa.

Quando possível, os dados foram cruzados com documentos da inteligência e da diplomacia americana, com textos de acadêmicos, agentes da inteligência e políticos, além de pesquisa em campo no Waziristão.


Fonte: Chris Woods (Bureau of Investigative Journalism) via Agência Pública via Jornal Correio do Brasil - Foto: Repodução

Com Webjet, GOL deve ter 44,47% do mercado doméstico

Integração entre as duas empresas, já aprovada pela Anac, depende ainda de decisão favorável do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

Caso as operações da GOL já estivessem integradas às da Webjet, a empresa da família Constantino teria encerrado setembro com 44,47% de participação no mercado brasileiro.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a GOL encerrou o mês passado com 38,87% de participação no mercado. A TAM veio logo atrás, com 38,22%. Em terceiro lugar ficou a Azul, com 9,12%, seguida pela Webjet (5,60%), Avianca (3,79%) e Trip (3,61%).

A compra da empresa aérea Webjet pela GOL foi aprovada em setembro pela Anac, mas ainda precisa de um sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A taxa de ocupação no mercado doméstico ficou em 68,74% em setembro, abaixo dos 72,51% registrados no mesmo mês do ano passado. A GOL obteve taxa de ocupação de 69,90% em seus voos e a TAM, de 64,41%.

Nos voos internacionais, a taxa de ocupação da indústria foi de 82,59% em setembro, acima dos 80,85% obtidos no mesmo período de 2010. A TAM registrou taxa de ocupação média de 85,26% em seus voos internacionais no mês passado, enquanto a GOL obteve 64,64%.

Fonte: Veja.com (com Agência Estado) - Imagem: Monitor Mercantil

Consumidor pode economizar até 55% ao comprar voo antecipadamente

Comprar passagens de avião antecipadamente podem trazer descontos de até 55% para os consumidores. Esse é uma das conclusões de um estudo realizado pelo Nectar (Núcleo de Economia dos Transportes) do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

Segundo a pesquisa, que contou com a coleta de mais de 2 milhões de cotações entre os anos de 2008 e 2010 nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ao comprar uma passagem com 45 dias de antecedência em Guarulhos, o consumidor pode economizar até 55%. Já em Congonhas, com o mesmo período de antecedência, o desconto chega a 39%.

Feriado

No caso dos feriados, o estudo apontou que voar nessas datas custa, em média, 3,8% mais caro. Em Guarulhos o efeito do feriado é mais intenso do que em Congonhas, já que no primeiro caso os preços sobem 5% e, no segundo, 2,6%.

No caso dos feriados mais longos, isso reflete no preço da passagem, ou seja, quanto maior o feriado, maior é o preço para voar nesse período. O preço da passagem sobe 1,4% por dia de feriado. Além disso, voar na véspera de feriado custa 12% mais caro. Por outro lado, comprar uma passagem no dia seguinte ao feriado custa 3,5% mais barato.

Outra conclusão tem a ver com o aeroporto de partida. O levantamento mostrou que partir de Congonhas é 18% mais caro do que partir de Guarulhos.

Estudo versus dados oficiais

O estudo também mostrou diferenças entre os dados oficialmente divulgados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e os pesquisados pelo Nectar. A Anac divulgou que a tarifa média nacional caiu de R$ 475 em 2008 para R$ 281 em 2010, um recuo de 41%.

Os dados da pesquisa, no entanto, mostram que a tarifa média caiu de R$ 517 em 2008 para R$ 382 em 2010, queda de 26%.

Fonte: Viviam Klanfer Nunes (InfoMoney) - Imagem: logitravel.com.br

Queda de avião mata oito pessoas em Botsuana


A queda de um avião em Botsuana, ocorrida na última sexta-feira (14), provocou a morte do piloto britânico e de sete turistas provenientes de França, Reino Unido e Suécia, afirmou um porta-voz oficial do país, a AP. O desastre aconteceu no delta de Okavango.

O porta-voz da Autoridade da Aviação Civil, Modipe Nkwe, informou que o avião, o Cessna 208B Grand Caravan, prefixo A2-AKD, operado pela companhia de voos 'charter' Moremi Air, caiu pouco depois de levantar voo, incendiando-se de imediato.

Fontes: SIC Notícias (Portugal) / ASN - Mapa: Daily Mail

Dica de filme - United

Sinopse: Baseado na verdadeira história do Manchester United, os lendários “Busby Babes”, o time mais jovem de sempre a ganhar a Liga de futebol, o acidente aéreo de Munique matou a maior parte do time; e o extraordinário espírito de uma cidade que reconstruiu o time na sequência do desastre.

Nome Original: United
Direção: James Strong
Lançamento: 2011
Duração: 97 Min.


Polícia norte-americana investiga vídeo de ator pornô com 'sexo aéreo'

A polícia norte-americana está investigando um vídeo divulgado na internet onde um casal aparece transando durante um salto de paraquedas.


As imagens foram publicadas primeiramente no blog do paraquedista e ator pornô Alex Torres, conhecido como Voodoo. A gravação mostra, em detalhes, a relação sexual entre ele e a recepcionista Hope Howell, atuante na escola de paraquedismo onde ele trabalhava. A relação começa enquanto o avião está no ar e só termina após os dois chegarem ao chão.


Segundo a imprensa local, a filmagem pretendia chamar a atenção do famoso apresentador americano, Howard Stern. A polícia decidiu entrar no caso assim que as imagens se tornaram populares entre os alunos de uma escola local. Ainda assim, as autoridades não puderam fazer nada já que aparecem apenas adultos durante o vídeo e nenhum menor de idade presenciou o fato ao vivo.

Para a agência de aviação americana, não existe nenhuma política formal a respeito de atos sexuais em aviões particulares. Mesmo assim, Torres acabou sendo demitido e o vídeo foi retirado de rede.


Fontes: Redação SRZD (www.sidneyrezende.com) / Buzzfeed - Foto: Reprodução

Sorocaba se firma como alternativa a Congonhas

70% do movimento de pousos e decolagens registrados pelo Daesp dizem respeito à aviação executiva, diz comandante


O aeroporto "Bertram Luiz Leupolz" de Sorocaba é a bola da vez como termômetro do crescimento econômico de Sorocaba e região. Dados estatísticos do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) registram 44.452 operações de pousos e decolagens no aeroporto de janeiro a agosto de 2011, ante 26.873 operações no mesmo período de 2010 - um aumento de 65,41%. E a grande responsável por essa performance é a aviação executiva, que migrou para Sorocaba a partir do esgotamento dos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo. Como resultado, o aeroporto de Sorocaba se consolidou como alternativa às opções existentes na capital e que não dão mais conta do aumento no volume de voos.

Os reflexos em Sorocaba se estendem também às movimentações de passageiros e de cargas, que igualmente registraram crescimento expressivo. Os dados do Daesp também mostram que, no acumulado de janeiro a agosto de 2011, 54.768 passageiros passaram pelo aeroporto de Sorocaba, ante 37.611 em igual período de 2010 - variação positiva de 45,61%. No mesmo período de 2011, o aeroporto movimentou 225 toneladas de carga, contra 171 toneladas também de janeiro a agosto de 2010 - elevação de 31,57%.

O comandante Walter Santos, diretor da Jet Care Aviation, empresa especializada em gestão de aeronaves executivas e hangaragem de Sorocaba, avalia que 70% do movimento de pousos e decolagens registrados pelo Daesp dizem respeito à aviação executiva. Na sua opinião, o aeroporto local é adequado para jatos executivos de maior porte em comparação com outras opções, até mesmo com Congonhas. Na linguagem dos aeroportos, aviação executiva é aquela composta de aeronaves voltadas à aviação corporativa e uso particulares. Empresas conhecidas como TAM, Gol e Azul operam voos designados como regulares ou comerciais.

Grandes empresários e executivos com escritórios baseados em Alphaville e Tamboré, na Grande São Paulo, por exemplo, podem demorar uma hora ou mais no deslocamento de carro até Congonhas. Daqueles dois locais até Sorocaba, são 12 a 15 minutos de helicóptero, segundo Walter Santos. Em outro exemplo, um empresário que sai da avenida Faria Lima, em São Paulo, tem a liberdade de utilizar o aeroporto de Sorocaba a qualquer hora do dia ou da noite. Enquanto isso, Congonhas abre às 6h e a partir das 22h45 não recebe mais aviões. De Sorocaba, o empresário pode seguir viagem para qualquer ponto do Brasil ou do exterior.

Para se ter uma ideia do esgotamento de Congonhas, o aeroporto paulistano oferece 45 a 46 "slots" (espaços para pouso) por hora. Desse total, sobram apenas quatro "slots" para a aviação executiva por hora e às vezes esse número é menor ainda. Em consequência, operadores de aviação executiva procuram alternativas. Sorocaba é uma delas, e outra, Jundiaí. Outra opção seria usar o Campo de Marte, mas este têm restrições de pista e pátios, além do horário de operações se encerrar às 23h00.

O mecânico aeronáutico Aparecido Carlos Leite, de 47 anos, diz que na oficina onde trabalha entram 5 a 6 aviões por dia para fazer revisões, que podem durar de dois dias até mais de um mês, dependendo do serviço a ser feito. Existem oficinas especializadas em serviços compartimentados, como motores, acessórios, instrumentos.

Quem possui um avião normalmente são empresas ou executivos de grande poder aquisitivo. Funcionários que trabalham no aeroporto calculam que os preços variam de US$ 5 milhões a US$ 30 milhões, conforme o modelo. Quem embarca ou desembarca aqui e tem como destino ou procedência centros empresariais da Grande São Paulo, embora tenha a opção de usar a rodovia Castello Branco em viagem de carro, prefere o uso mais prático e rápido do helicóptero

Sorocaba e Jundiaí

Comparações podem ser feitas entre os aeroportos de Sorocaba e Jundiaí. Na análise de Walter Santos, a pista de Jundiaí, com 1.400 metros de extensão, está limitada a 1.180 metros por conta de obstáculos em uma das cabeceiras. Na outra cabeceira são apenas 1070 metros. Além disso, obstáculos próximos como a Serra do Japi e a altitude da pista (mais alta que a de Sorocaba) interferem na aproximação e na performance das aeronaves. Ele diz que aviões dos modelos Legacy, Falcon Gulfstream e Global Express utilizados em voos intercontinentais, não são recomendados para o aeroporto de Jundiaí. Enquanto isso, o aeroporto de Sorocaba, com pista de 1.500 metros e sem obstáculos de aproximação, tem condições de receber esses modelos de aviões com pouquíssimas restrições. E Sorocaba, além da pista principal, tem pista de táxi adequado à envergadura (comprimento das asas) das aeronaves.

O aeroporto de Sorocaba também é dotado de centro de serviços de manutenção de aeronaves - uma necessidade para os proprietários de aviões. Entre eles, estão os centros de serviços oficiais da Pratt-Whitney Canada, Bombardier, Dassault-Falcon, Gulfstream, Cessna e Hawker-Beechcraft, Na análise de Walter Santos, essa estrutura faz de Sorocaba, hoje, o principal polo de manutenção aeronáutica do país. A Conal também também é tradicional empresa de manutenção de aviões da cidade. Para Walter Santos, este é outro fator que explica a atração dos proprietários de aviões por Sorocaba. "Quem tem um avião desses quer que ele esteja perto da oficina", descreve. Junto ao aeroporto também existe um aeroclube com escola de aviação civil e cursos teóricos e práticos de piloto de avião.

Indústria da aviação

Walter Santos lembra que a indústria da aviação executiva cresceu em média 7% ao ano no Brasil desde 2001. Em 2011, segundo avaliação de outros profissionais ligados ao aeroporto, o crescimento do setor também se deve à estabilização do dólar e à crise nos Estados Unidos. Com o dólar sob controle, sobra mais dinheiro na mão de quem tem recursos e simultaneamente acaba encontrando oferta de aviões a preços mais baixos nos Estados Unidos. "O grande fato é que as empresas nacionais estão tornando-se globais e necessitando de deslocamento rápido, alem do congestionamento dos aeroportos e dificuldade de conseguir passagens internacionais", diz o comandante.

Fonte: Carlos Araújo (Jornal Cruzeiro do Sul) - Foto: Pedro Negrão

Chávez quer lei para abater aviões usados no tráfico de drogas


No Brasil, a lei que autoriza a derrubada de aviões suspeitos de transportar drogas foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e regulamentada pelo presidente Lula.

Essa lei brasileira, –decorrente de pressão norte-americana–, é flagrantemente inconstitucional por impor pena de morte.

Os norte-americanos fizeram FHC engolir a lei depois de terem feito o mesmo com a Colômbia e o Peru, onde uma missionária evangélica (Metodista) e a filha de quatro meses morreram em decorrência da derrubada de um bimotor suspeito. A propósito, no bimotor não havia droga e nem o piloto mantinha envolvimento com narcotraficantes.

FHC, avisado sobre a inconstitucionalidade, atendeu ao não vetar a lei ao reclamo de Bill Clinton, do qual era conhecido sabujo. Para não se comprometer, FHC colocou a regulamentação da lei na gaveta.

O presidente Lula, no conhecido estilo populista, regulamentou a lei e saiu a pregar, com apoio dos militares, que os narcotraficantes seriam combatidos também nos céus. Por evidente, não lhe ocorreu que, sem combustível, o avião teria que aterrar, ou seja, bastava segui-lo. Mais ainda, o piloto poderia fazer delações premiadas e, evidentemente, identificar o traficante. Aliás, os traficantes nunca estão nos aviões usados para traficar drogas proibidas.

Na sexta-feira (14), e em campanha para continuar na presidência, o venezuelano Hugo Chávez informou estar preparando um projeto de lei para abater aviões usados pelo narcotráfico e que violam o espaço aéreo do país.

Chávez disse que a Venezuela, pela posição geográfica, é uma importante rota usada pelo narcotráfico para envio de drogas à Europa e aos EUA. Disse, também, ser legítimo derrubar aviões cujos pilotos ignorassem a ordem de aterrar.

Pano Rápido. Chávez procura neutralizar o discurso norte-americano que vem sendo usado pela oposição e no sentido de o seu governo não cooperar na luta contra as drogas. Chávez, corretamente, expulsou os agentes da agência antidrogas (DEA) do país e mostrou que as apreensões de cocaína crescem anualmente. A propósito, os agentes da DEA estavam mais interessados em bisbilhotar sobre Chávez do que descobrir narcos e as vias fluviais usadas por eles no rio Orinoco (principal rota).

Fonte: Wálter Fanganiello Maierovitch (Sem Fronteiras - Terra Magazine) - Foto: Reprodução

Um avião para pousar nos mares no verão

A5, novo modelo anfíbio da Icon, deverá ter suas primeiras 500 unidades entregues até o fim do ano


Fãs do aeromodelismo já podem começar a comemorar. A Icon, fabricante americana de aviões esportivos, irá entregar os primeiros exemplares do Icon A5, novo modelo anfíbio desenvolvido pela empresa, até o fim do ano.

Com 500 unidades encomendadas, era grande a expectativa para saber quando o avião começaria a sair da fábrica. A demora se deve a algumas modificações no projeto para melhorar a segurança e manter o design clean, além de facilitar a vida do piloto na hora de manobrar a máquina.

Capaz de chegar a quase 200 km/h, o A5 também possui um sistema único que permite “dobrar” as asas, o que permite guardá-lo na garagem ou levá-lo pelas estradas até sua casa de veraneio.

Esportivo na veia

Desenhado por um time de profissionais especializados em design de carros esportivos, o A5 é um anfíbio com linhas modernas e espaços bem compactos. Por dentro ele é, de fato, semelhante a um carro esportivo. Quem já dirigiu um desses, vai conseguir pilotar o avião de forma intuitiva, tamanha é a semelhança e a simplicidade de comandos.

Com grandes janelas, o cockpit possui sistema de GPS integrado e entrada para MP3. Com capacidade para duas pessoas, ele ainda conta com uma plataforma especial para facilitar o acesso dos tripulantes e estacionar nas águas.

Quem quiser adquirir uma das unidades do Icon A5 terá que desembolsar cerca de US$ 139 mil, valor cobrado pelos modelos com configuração básica.

Fonte: iG - Fotos: Divulgação

sábado, 15 de outubro de 2011

Homens que estavam presos em aeroporto de SP conseguem refúgio

Rapazes do Butão foram admitidos até que sejam identificados oficialmente.

Até lá, os dois ficam na Casa do Migrante, junto com outros estrangeiros.


Depois de duas semanas morando no aeroporto de Guarulhos, sem poder entrar nem sair do Brasil, os dois homens que vieram do Butão, um pequeno país da Ásia, finalmente conseguiram refúgio.

Com a voz fraca depois de quase um mês dormindo pouco e quase sem comida, Ganesh Raj diz que quer viver no Brasil porque o país é seguro, não tem guerra. O homem e o sobrinho, Bishwas Raj, são do Butão, um pequeno país asiático entre a China e a Índia.

Nos últimos 20 anos, viviam como refugiados no Nepal. Bishwas, que tem 21 anos, conta que saíram do país para fugir da perseguição étnica. Iam para os Estados Unidos, mas, no aeroporto de Guarulhos, um guia pegou dinheiro e documentos. Eles esperaram por cinco dias.

O guia não apareceu mais e os dois se apresentaram à imigração. Sem passaporte, não podiam entrar no Brasil. Sem passagens, não conseguiam voltar. Ficaram mais 20 dias no conector, um setor de transferência para passageiros em trânsito.

No cinema, o ator Tom Hanks viveu o papel de um estrangeiro na mesma situação em um aeroporto dos Estados Unidos. O personagem podia circular dentro do aeroporto, mas não podia sair, o que provocou episódios engraçados.

A história de Bishwas e Ganesh não teve graça. Eles dormiram no chão, sentiram frio e fome. Dizem que chegaram a ficar cinco ou seis dias sem comer. O Jornal da Globo mostrou o drama dos dois na segunda-feira (10), e o perigo que a presença de estrangeiros sem identificação representa para o aeroporto. "A legislação permite que esse procedimento exista até hoje", afirma o delegado Antonio Wagner Castilho, da Polícia Federal.

Durante um depoimento tomado pela Polícia Federal, os butaneses pediram refúgio no Brasil e finalmente conseguiram sair do aeroporto. Os homens foram admitidos temporariamente até que o Conselho Nacional para Refugiados consiga identificá-los oficialmente e decida sobre a permanência deles no país.

Até lá, os dois ficam na Casa do Migrante, uma ação social da Igreja Católica que recebe pessoas que chegam a São Paulo. "Para não cair na rua, nós acabamos acolhendo e dando toda a assistência, desde a jurídica, até a social e psicológica", afirma Carla Aguilar, coordenadora da Casa do Migrante.

Agora, a Casa do Migrante está em contato com a Cáritas, o órgão responsável por ajudá-los a regularizar a situação de refugiados no Brasil. Esse processo costuma levar de seis a oito meses. Enquanto isso, os refugiados continuam na casa, junto com vários outros estrangeiros, na mesma situação.

Os quartos têm capacidade para 105 pessoas, mas estão com 116 hóspedes. Apenas oito deles são brasileiros. Em 2002, 25% das vagas eram preenchidas por estrangeiros. Em 2011, são 84% de cidadãos de outros países.

Segundo a Cáritas, São Paulo tem hoje 2.052 estrangeiros, de 75 nacionalidades, que pediram ou já conseguiram refúgio no país. São homens, mulheres e crianças que, como Ganesh e Bishwas, olham para o Brasil e sonham em viver em paz, trabalhar e ter um futuro melhor.
 
Fonte:  G1, com informações do Jornal da Globo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Avião cai de nariz durante exibição na China, mas piloto se salva por pouco

Acidente não deixou feridos na província de Shaanxi, diz agência.


Piloto conseguiu se ejetar antes da queda, dizem testemunhas.


O avião Xian FBC-1 Flying Leopard (JH-7A), prefixo 814, da Força Aérea da China, caiu de nariz durante uma exibição aérea nesta sexta-feira (14) no condado de Pucheng, na província chinesa de Shaanxi, noroeste do país.

O acidente ocorreu na região do aeroporto de Pucheng Neif, por volta das 10h45 locais.

Não houve vítimas, segundo a agência Xinhua.

O piloto conseguiu se ejetar do caça antes da queda e caiu de paraquedas pouco antes de o avião chocar-se contra o chão e explodir, erguendo uma nuvem de fumaça.


O acidente foi filmado e as imagens transmitidas pela CCTV.

O avião era um caça FBC-1, também chamado de "Leopardo Voador", e fabricado pela Xi'an Aircraft Industry Corp.

O show, de três dias, havia começado nesta sexta, como parte de uma convenção internacional de aviação.


Fontes: ASN / G1 - Fotos: CNTV.com.cn / AP

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Empresa mostra projeto de jato de US$ 14,9 mi para 2015

A Cessna Aircraft Company, representada pela TAM aviação executiva no Brasil, anunciou nos Estados Unidos o lançamento do Latitude, novo jato com capacidade para dois pilotos e até oito passageiros. Segundo a TAM, a aeronave da família Citation terá preço inicial de US$ 14,9 milhões e o primeiro voo do protótipo deve acontecer em meados de 2014.


O avião terá velocidade máxima de 819 km/h e um alcance de 3704 km. O projeto do Latitude prevê que o avião possa atingir uma altura máxima de 45 mil pés, subindo direto 23 mil pés em 23 minutos.

As maiores novidades estão do lado de dentro da cabine, segundo a companhia. O chão será totalmente plano e sem ressaltos ao longo dos 4,87 m que vão do cockpit até o lavatório da cabine de passageiros. O avião também contará com um sistema eletrônico inteligente, que pode reunir dados e comunicação, tudo conectado por fibra óptica e controlado a partir do assento.

Para os pilotos, a novidade é uma aviônica de última geração, baseada no novo Garmin G5000, totalmente integrado em três telas principais multifunção e quatro painéis de controle touch-screen, além de um sistema de controle de voo duplo, radar meteorológico com detector de turbulência e capacidade vertical de scan.

Fonte: Terra - Foto: Divulgação

Whitney Houston cria confusão durante voo‎

Comissária ameaça expulsar Whitney Houston de voo

Whitney Houston quase foi expulsa de um voo em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos, depois que se recusou a apertar o cinto de segurança.

A cantora de 47 anos embarcou no voo da Delta Air Lines na tarde de quarta-feira (12) e uma comissária pediu para que ela apertasse o cinto de segurança.


De acordo com o site TMZ, a estrela, que tem um histórico de problemas por abusos de substância, estava a caminho de Detroit para participar da gravação de um filme e se recusou a cumprir a norma de segurança.

Whitney foi avisada de que teria que deixar o avião caso não obedecesse ao pedido. Após a ameaça, a cantora permitiu que o dispositivo fosse ajustado e pôde seguir viagem.

Fonte: Terra - Foto: TMZ

Em nove anos, preço do quilômetro voado cai 66% no Brasil

Tarifa aérea média cobrada nos voos domésticos foi de R$ 223,41 em julho, o menor valor desde 2002

O valor médio que o passageiro do transporte aéreo paga por quilômetro transportado em voos domésticos (yield tarifa aérea, índice que baliza reajustes de tarifa) registrou, em julho, R$ 0,27, o equivalente a um terço do valor que o passageiro pagava há nove anos.

Em julho de 2002, ano de início da séria histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o yield era de R$ 0,81 valor atualizado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na comparação com julho do ano passado, o yield tarifa aérea registrou recuo de 24%.

A tarifa aérea média cobrada nos voos domésticos foi de R$ 223,41 em julho, o menor valor desde 2002, segundo o levantamento da Anac (íntegra disponível para download). Em julho do ano passado, a tarifa aérea média havia ficado em R$ 287,77. Em junho, a tarifa aérea média no país ficou em R$ 271,82.

Fonte: iG

S. Bernardo do Campo entra na briga por terceiro aeroporto de SP

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), conversou sério com a presidenta Dilma Rousseff sobre a possibilidade de o terceiro aeroporto “de São Paulo” ser construído em sua cidade.

Marinho passou a trabalhar com afinco para desbancar Caieiras, até agora a mais cogitada para abrigar o empreendimento estratégico para desafogar Cumbica e Congonhas. Já conversou também com a Anac e com o governo de São Paulo.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/poderonline

O piloto sumiu

O investimento em aeronaves não-tripuladas leva pilotos do front para o joystick. Conheça as armas da guerra à distância

AEROSTAT
Companhia: Vigilance
Preço: não divulgado
Tamanho: 61 m de comprimento (19 m do casco principal)
Voo: cerca de 55 km/h, mas consegue ficar no ar mesmo sem vento
Missão: filma com uma câmera de 360º e carrega mais de 300 kg de equipamento

Um piloto observa o campo inimigo com as 3 câmeras do nariz da nave Raven e faz rasantes a quase 100 km/h. Ele não está dentro do avião — controla tudo em terra firme, com a ajuda de um console portátil, uma espécie de joystick com alguns botões acoplados. Bem parecido com um jogo de videogame, não fosse uma missão da Força Aérea Americana para achar esconderijos de grupos terroristas.

Desde os ataques do 11 de Setembro, os EUA passaram a investir pesado em aviões não-tripulados, os chamados drones. No ano do atentado às torres gêmeas, o Pentágono tinha 50 unidades. Passados dez anos, já são 7 mil, com funções diferentes — desde os que são lançados por catapultas, como o Shadow, até aqueles, ainda em testes, que simulam ser pássaros e insetos. Sai o piloto indomável, ao menos da cabine, e entra a tecnologia de ponta.

GLOBAL HAWK
Companhia: Northrop Grumman
Preço: US$ 35 milhões
Tamanho: 13,5 m de comprimento (3,5 m de envergadura)
Voo: quase 2 dias de autonomia
Missão: desenvolvido em 2001, oferece boa visão do campo inimigo e troca o piloto automático por dados de GPS para se localizar

O novo profissional mantém a farda, mas trabalha perto de casa, agora. Os comandantes de aviões com um sistema de satélite potente podem ficar a meio mundo de distância de seus alvos sem qualquer problema. A base do modelo Global Hawk, por exemplo, está no norte da Califórnia, já que a “baleia branca voadora”, como é conhecido entre os militares, puxa coordenadas de GPS de satélites no espaço para sobrevoar o Afeganistão. Tudo no piloto automático.

Já o Reaper, que domina as missões no Iraque, é guiado de trailers em Las Vegas. Com quase 170 naves, é o substituto dos famosos caças do filme Top Gun, que fez de Tom Cruise uma estrela em 1986. Ainda mais diante da crise mundial: o modelo sai por módicos US$ 10,5 milhões, menos de 10% do preço do cultuado F-22, que custa US$ 150 milhões.

REAPER
Companhia: General Atomic
Preço: US$ 10 milhões
Tamanho: 8 m de comprimento (14 m de envergadura)
Voo: 24 horas de autonomia a uma velocidade de 200 km/h
Missão: o substituto do cultuado F-22 é equipado com mísseis para entrar em combates nas regiões do Oriente Médio e da África

Mas o pessoal não pensa só em dinheiro: outro grande argumento para o uso dos drones é que o avanço das armas de defesa em solo tornou a atividade de piloto ainda mais perigosa, explica Rene Nardi, ex-diretor da Embraer e especialista em tecnologia aeronáutica avançada. Até a guerra contra as drogas optou pelos drones: o helicóptero Fire Scout caça traficantes pelos mares com pilotos em terra firme.

RAVEN
Companhia: AeroVironment
Preço: US$ 35 mil*
Tamanho: 1 m de comprimento (1,3 m de envergadura)
Voo: precisa de uma mãozinha do piloto para ser lançado, mas volta à base com um apertar de botão
Missão: o menor drone em uso mapeia, com suas 3 câmeras, um raio de até 10 km
*sem o sistema operacional


LINHA DE PRODUÇÃO

Os drones são o setor com crescimento mais dinâmico na área de defesa e segurança, passando outros equipamentos bélicos, segundo um estudo mundial da TealGroup, empresa americana de análise do mercado aeroespacial. A despesa com naves com controle remoto deverá dobrar nessa próxima década, pulando de US$ 5 bilhões para US$ 11 bilhões em todo o mundo. Ao fim de 2020, cerca de 50 países, inclusive o Brasil, deverão torrar juntos mais de US$ 94 bilhões na tecnologia, estima o relatório.

SHADOW
Companhia: AAI Corporation
Preço: US$ 39 milhões
Tamanho: 3,5 m de comprimento (4 m de envergadura)
Voo: lançado por catapulta
Missão: faz reconhecimento tático para tropas que já estão em solo

Mesmo assim, o governo americano manterá a liderança do novo negócio. Seus gastos batem, e com folga, os dos países da Ásia (com Israel e China puxando a região) e da União Europeia (Inglaterra e França são destaques). América Latina e África deverão manter investimentos modestos ainda. “No Brasil temos competência para a tecnologia do projeto e da construção do avião, mas não fabricamos os sensores [de computadores e processadores de imagens]. Precisamos começar a investir rápido nessas áreas de conhecimento”, diz Nardi.

FIRE SCOUT
Companhia: Northrop Grumman
Preço: não divulgado
Tamanho: 7 m de comprimento (8 m de diâmetro da hélice)
Voo: decola e pousa verticalmente sem ajuda remota
Missão: ideal para atacar alvos na água, como submarinos e cargas suspeitas de navio, por isso é usado para inibir o tráfico na América do Sul

Fonte: Ingrid Tavares (Revista Galileu)

Avião com 32 a bordo cai em Papua-Nova Guiné

Acidente provocou mortes, segundo as autoridades locais.

Queda ocorreu a 20 quilômetros da cidade de Madang.

Um avião com 32 pessoas a bordo teria caído em Papua Nova Guiné, provocando mortes, segundo as autoridades locais de aviação.

De acordo com a TV australiana ABC, o avião caiu nesta quinta (13), enquanto voava entre as cidades de Lae e Madang (voo CG-1600), na costa norte do arquipélago do Pacífico Sul.


A aeronave, o de Havilland Canada DHC-8-102, prefixo P2-MCJ, da companhia Airlines of Papua New Guinea (PNG) (foto acima), caiu por volta das 17h locais (5h de Brasília) perto de Madang, na costa norte do país, informou a Comissão de Investigação de Acidentes (AIC). Chovia muito na hora, segundo testemunhas.

Os pilotos seriam australianos e teriam sobrevivido, segundo a imprensa australiana. Segundo testemunhas, apenas quatro pessoas teriam sobrevivido.

A polícia e ambulâncias chegaram ao local do acidente com dificuldades, em uma área de floresta e de difícil acesso.

"Foi difícil chegar até lá. É muito denso", declarou um bombeiro local, Joe Dunar, à agência de notícias australiana AAP.


O Dash-8 fazia a ligação entre as cidades de Lae e Madang com 28 passageiros e quatro tripulantes a bordo.

Mais de 20 aviões caíram desde 2000 na Papuia Nova Guiné, país onde o terreno acidentado e uma rede rodoviária pouco desenvolvida torna as viagens aéreas cruciais para os seis milhões de habitantes.

Fontes: ASN / Avation Herald / Site Desastres Aéreos / G1 (com agências internacionais) - Foto via The Daily Telegraph

Ameaça de bomba força avião a pousar na China

Um Boeing 737-800 da China United Airlines foi forçado realizar um pouso de emergência nesta quinta-feira (13), no nordeste da China, depois de uma passageira afirmar que havia uma bomba a bordo, informou a agência Xinhua (Nova China), citando oficiais da segurança.


O voo KN2273, que ia para Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang Uighur, transportando 160 passageiros e 10 tripulantes foi forçado a pousar na província de Gansu.

Segundo a agência, a polícia deteve a passageira e estava revistando a aeronave.

A passageira identificada como Wang, 27 anos, afirmou que havia uma bomba dentro do avião e ameaçou detoná-la, segundo Chang Shouyuan, chefe do escritório de Segurança Pública.

Em agosto de 2009, um voo para Urumqi foi forçado a voltar para o Afeganistão depois de uma ameaça de bomba.

Esse incidente aconteceu um mês depois dos sangrentos conflitos étnicos na capital regional de Urumqi, que mataram 197 pessoas e feriu cerca de 1.700.

Fontes: AFP via G1 / Site Desastres Aéreos

Prazo de concessão do aeroporto de Guarulhos será de 20 anos, diz SAC

Lance mínimo no leilão do aeroporto paulista será de R$ 2,29 bilhões.

Apresentação de ministro deixou em branco a data do leilão.


O aeroporto de Guarulhos, o de maior movimento no país, terá prazo de concessão de 20 anos, informou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, que entregou nesta quinta-feira (13), ao Tribunal de Contas da União (TCU), os estudos técnicos, econômicos e financeiros para a concessão dos três aeroportos.

Ainda de acordo com o ministro, o prazo de concessão de Viracopos, em Campinas, será de 30 anos, e o de Brasília, de 25 anos. Os três aeroportos serão leiloados pelo governo para agilizar obras de ampliação e melhoria visando a Copa de 2014 e atender ao crescimento da demanda interna por voos.

Os lances mínimos no leilão serão de R$ 2,293 bilhões para Guarulhos, R$ 521 milhões para Viracopos e R$ 75 milhões para Brasília.

De acordo com Bittencourt, a previsão é que as empresas terão que investir, durante o prazo de concessão, R$ 5,2 bilhões em Guarulhos, R$ 9,9 bilhões em Viracopos e R$ 2,7 bilhões em Brasília. Um mesmo investidor não poderá ter participação em mais de um aeroporto. O prazo de concessão de Viracopos é o maior dos três por conta justamente do volume de investimento.

Data do leilão

Na apresentação que fez, Bittencourt deixou em branco a data do leilão. O ministro, entretanto, havia dito anteriormente que ele ocorreria no dia 22 de dezembro.

O presidente do TCU, Benjamin Zymler, disse que não é possível prever o prazo necessário para concluir a análise dos estudos apresentados pela SAC. Segundo ele, foi autorizado pagamento de horas extras para técnicos do tribunal para que trabalhem aos finais de semana nessa tarefa, com o objetivo de concluí-la o mais rápido possível. Só depois da análise do TCU é que o edital de concessão poderá ser publicado.

Estudos dos aeroportos

Os estudos para os aeroportos que serão concedidos foram aprovados na última sexta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a Anac, as empresas que saírem vencedoras dos leilões de concessão desses aeroportos deverão seguir os projetos aprovados (podendo haver adaptações) e serão responsáveis pelo pagamento dos mesmos.

Para os estudos referentes ao aeroporto de Guarulhos, o valor de ressarcimento foi estabelecido em R$ 7.031.910,77 (53,3 % do valor pedido pela empresa). Para o aeroporto de Viracopos, o valor foi de R$ R$ 7.697.166,54 (49% do valor original), e, para o aeroporto de Brasília, R$ 2.536.053,46 (49,7% do investimento inicial).

Em setembro, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, afirmou que as concessionárias devem assumir a administração dos aeroportos até maio de 2012.

As concessões serão feitas por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPEs), a serem constituídas por investidores privados, com participação de até 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A SPE, que será uma empresa privada, ficará responsável por novos investimentos e pela gestão desses aeroportos.

Fonte: Fábio Amato (G1) - Foto: Infraero/Divulgação