quinta-feira, 26 de maio de 2011

Avião que transportava paciente cai sobre casa na Índia e mata 10

Aeronave pertencia a empresa privada e era utilizado como ambulância


Um pequeno avião que transportava um paciente para o hospital na noite de quarta-feira (25) caiu sobre o telhado de uma casa na cidade indiana de Faridabad, matando dez pessoas, informou a polícia local nesta quinta.

Morreram no acidente os sete ocupantes da aeronave e três moradores da casa, situada em um bairro residencial de Faridabad, a cerca de 20 quilômetros da capital Nova Délhi.

O Pilatus PC-12/45, prefixo VT-ACF, pertence a companhia privada Air Charter Services, e era utilizado como ambulância. No momento do acidente, levava um doente da cidade de Patna, no leste, para Nova Délhi, onde seria hospitalizado.

— Morreram as sete pessoas que estavam a bordo, e outras três que viviam na casa", disse por telefone P.K. Agarwal, delegado da polícia de Faridabad.

Duas casas foram gravemente danificadas.


Fontes: AFP via Zero Hora - Foto: Manan Vatsyayana/AFP

Avião atrasa mais de 1 hora, mas Trip inicia operações

Problemas no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, atrasaram voo das 10h; aeronave pousou direto em Marília por problemas em Presidente Prudente

Depois de 10 dias sem avião, Marília voltou a oferecer opção de transporte aéreo ontem. A Trip deu início às operações na cidade após adiar por dois dias o voo inaugural por problemas em documentação entregue à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Voo marcado para as 10h atrasou quase uma hora e meia, mas partiu rumo ao Aeroporto de Cumbica por volta das 11h25. Segundo apurou o BOM DIA, problemas na partida de Guarulhos em função do tempo atrasaram o voo. A aeronave veio direto de Cumbica, já que o Aeroporto de Presidente Prudente teve problemas técnicos e permaneceu fechado. Caminhão tanque da brigada de incêndio pegou fogo.

A aposentada Lázara Fonseca, 87, teve que vir a Marília para embarcar para Guarulhos e fazer conexão a Brasília. “Ia pegar o voo em Prudente, mas tive que vir para cá de táxi. Vou a um velório e não posso perder essa conexão”, diz. Além da aposentada, mais três passageiros embarcaram no voo. Não houve atraso na partida das 16h45.

Hoje, às 11h, o gerente de marketing da companhia, Evaristo Mascarenhas de Paula, vem a cidade para apresentar o plano de operação da empresa. “A Trip tem estrutura para atender a região e acredito que vamos ter qualidade e regularidade. São mais de 40 aviões para transporte regional, creio que não teremos problemas com quebras e cancelamentos em função de manutenção”, ressalta Romildo Raineri Júnior, secretário da Indústria e Comércio.

Segundo apurou o BOM DIA, transporte de ônibus de Cumbica ao Aeroporto de Congonhas e ao Terminal Rodoviário da Barra Funda custa R$ 33. Passagens da Trip de Marília a Guarulhos adquiridas com antecedência saem por R$ 99,90. As vendas pela internet no site da companhia já foram retomadas.

Fonte: Taís Iatecola (Agência BOM DIA)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tráfego aéreo volta ao normal na Alemanha após redução de nuvem de cinzas

Atividade em vulcão na Islândia diminuiu. Aviões voltaram a decolar e pousar nos aeroportos de Hamburgo, Bremen e Berlin

O tráfego aéreo alemão está voltando ao normal nesta quarta-feira, doze horas depois de ser interrompido pela nuvem de cinzas do vulcão Grimsvotn, da Islândia. Aviões voltaram a decolar e pousar nos aeroportos de Hamburgo, Bremen e Berlin.

De acordo com a Eurocontrol, a agência que controla o tráfego aéreo europeu, cerca de 700 voos foram cancelados na Alemanha no início da manhã.

A atividade no vulcão islandês Grimsvotn, que entrou em erupção no último sábado, parece ter cessado na madrugada desta quarta-feira, segundo Hrafn Gudmundsson, da Agência Meteorológica da Islândia.

Os voos alemães voltaram a seus horários quando a agência de tráfego aéreo local disse que o nível das cinzas "não era mais crítico".

A Eurocontrol disse que não há mais restrições para voos em nenhum país da Europa.

Horas antes, o ministro dos Transportes alemão, Peter Ramsauer, disse à rede de TV pública ARD que "segurança é a principal prioridade, mas podemos dizer que a situação vai melhorar ainda hoje".

Segundo o correspondente da BBC em Berlim Stephen Evans, as autoridades de transporte alemãs adotaram uma posição mais cautelosa que a de outros países ao decidir pelo fechamento do espaço aéreo.

Passageiros dormem em terminal do aeroporto de Bremen, no norte da Alemanha (25/05)
Partículas maiores

A autoridade de aviação civil da França disse esperar poucos distúrbios ao tráfego aéreo e que não esperava ter de fechar nenhuma parte do espaço aéreo do país.

O tráfego aéreo na Noruega, Dinamarca e no Reino Unido foi interrompido na última terça-feira, com cerca de 500 voos cancelados.

A Escócia, a Irlanda do Norte e o norte da Inglaterra foram os mais afetados pela chegada da nuvem de cinzas ao norte da Europa.

Na última terça-feira, o fechamento do espaço aéreo britânico foi condenado pelo diretor da empresa aérea Ryanair, Michael O'Leary.

Ele acusou as autoridades de "incompetência burocrática" e disse que a empresa havia mandado dois aviões em segurança para áreas atingidas pelas cinzas na Escócia.

O serviço meteorológico britânico disse que a concentração de cinzas vulcânicas no Reino Unido deverá diminuir significativamente durante esta quarta-feira.

Especialistas dizem que a erupção do Grimsvotem é em menor escala do que a erupção de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokull, em 2010.

Avião voa ao lado de nuvem de fumaça provocada pela erupção do vulcão Grimsvötn (21/5/2011)

Na ocasião, milhares de passageiros ficaram presos em aeroportos europeus, em meio a preocupações sobre o dano que as partículas de cinza poderiam causar nos motores de aviões.

No caso do Grimsvotn, as cinzas têm partículas maiores e, por isso, caem mais rapidamente no chão.

A comissária de transportes da União Europeia, Siim Kallas, disse que "neste momento, não prevemos um fechamento generalizado do espaço aéreo e a interrupção prolongada do tráfego como no ano passado".

O presidente da Islândia, Olafur Grimsson, disse à BBC: "A erupção está gradualmente diminuindo e a nuvem de cinzas é definitivamente menor do que já foi, então estamos otimistas".

Fonte: BBC Brasil via iG - Fotos: AP / Reuters

Nasa declara “morte” de robô Spirit em Marte

Agência espacial declarará equipamento, que pesquisou o planeta vermelho por seis anos, oficialmente desligado


Spirit, o robô –geólogo que cativou o mundo com suas aventuras em Marte antes de ficar preso em uma armadilha de areia, está prestes a encerrar sua vida, após seis anos de intensa produtividade.

O robô não se comunica com a base há mais de um ano, apesar de chamadas diárias da Nasa. A causa para o silêncio do Spirit pode não ser descoberta jamais, mas é provável que o inverno marciano tenha danificado suas partes eletrônicas, impedindo o jipe-robô de seis rodas de acordar.

A agência espacial dos Estados Unidos tem tentado há meses escutar algum sinal de vida do Spirit, sem sucesso. O gerente de projetos John Callas, do Laboratório de Propulsão a Jato, avisou que os últimos comandos serão enviados na quarta (25). Sondas em órbita no planeta vermelho deverão continuar monitorando por sinais do Spirit até o fim do mês, mas as chances de resposta são muito pequenas.

Segundo Callas, o robô é o responsável por “trazer Marte para as massas”.

“Marte não é mais esse lugar distante, misterioso”, disse. “Agora, ele é familiar a nós como nossa cidade natal, e isso é por causa do Spirit”.


Spirit e seu robô-gêmeo Opportunity chegaram de pára-quedas em lados opostos do hemisfério sul de Marte em janeiro de 2004, em uma missão planejada para durar três meses. Os jipes do tamanho de carrinhos de golfe, que funcionavam com energia solar, foram sucesso instantâneo com o público, que acompanhava suas andanças pelas planícies marcianas e suas paradas para perfurar rochas.

Seu maior feito foi descobrir provas geológicas que Marte, atualmente seco e poeirento, foi bem mais tropical, bilhões de anos atrás. O planeta era mais quente e úmido, condições que sugerem que houve ali um ambiente favorável para vida microbiana.

Mas, enquanto o Opportunity era ultra-produtivo, o Spirit só dava azar. Logo depois de chegarem a Marte, o jipe-robô entrou em condição crítica e começou a mandar dados sem sentido para a Terra. Os engenheiros da Nasa tiveram que cuidar dele à distância, e trazê-lo de volta à vida.

Ao contrário do Opportunity, que aterrissou em um leito seco de um lago, repleto de minerais que poderiam formar água, Spirit se aconchegou na cratera Gusev, de área igual a dois terços do estado de Sergipe, mas que continha poucas evidências de água.

O robô não teve escolha senão escalar para as montanhas, a fim de fazer descobertas. E ele conseguiu vários feitos, apesar do começo problemático: em 2005, escalou uma montanha da altura da Estátua da Liberdade. Foi também o primeiro a filmar os redemoinhos marcianos, que viraram filmes da Nasa.

Mas ao longo dos anos, o Spirit foi envelhecendo. Em 2006, uma das rodas da frente parou de girar, forçando o robô a andar de ré, meio manco. Mais frequentemente, começou a ter “ataques de amnésia”, tendo problemas para armazenar dados em sua memória flash.

Conseguiu sobreviver a três invernos marcianos, mas o valente robô não foi páreo para a última temporada de frio. Os problemas começaram em abril de 2009, quando o Spirit tentou atravessar um terreno mais fragmentado e acabou preso em um poço de areia. Durante as tentativas para desatolá-lo, outra roda traseira parou de funcionar, imobilizando o robô de vez.

Sem poder enviar um guincho, Nasa declarou o fim da carreira andante do Spirit em janeiro de 2010 - seis anos após sua chegada a Marte – e ele se tornou uma estação de pesquisa estacionária.

Mas os problemas continuaram quando os engenheiros não conseguiram manobrar os painéis solares do Spirit em direção do sol durante o inverno. Sem energia para continuar aquecido, o robô entrou em modo de hibernação, com sua temperatura chegando a -55°C.

Ainda assim, a agência espacial tinha esperanças de ter notícias do Spirit quando as temperatura saumentassem. Naves em órbita se revezavam diariamente procurando por sinais de vida do Robô, enquanto antenas espaciais na Califórnia, Espanha e Austrália faziam o mesmo na Terra.

Os gerentes da missão estiveram, nos últimos meses, considerando diminuir os esforços de escuta para uma vez por semana, mas ontem (23) Callas avisou à equipe do robô que ele havia decidido encerrar a escuta, alegando que qualquer esforço contínuo poderia prejudicar o financiamento de outras missões.


O Spirit viajou por 7,7 quilômetros desde sua chegada a Marte, enquanto o Opportunity registrou 30 quilômetros, mais de meia maratona, e já escavou três crateras. É a segunda nave de Marte a ser desativada, nos últimos três anos. Em 2008, a Nasa se despediu da Phoenix, após cinco meses de estudos da planície do Ártico marciano.

Mas o Opportunity não ficará sozinho por muito tempo. Os Estados Unidos devem lançar, ainda este ano, um mega jipe-robô, do tamanho de um Mini Cooper, que deverá chegar em Marte em meados de 2012.

Fonte: iG (com informações da AP) - Imagens: NASA

Astronautas do Endeavour concluem terceira saída espacial


Dois astronautas do ônibus espacial Endeavour concluíram nesta quarta-feira a terceira das quatro saídas programadas pela missão, depois de terem feito alguns trabalhos de manutenção no lado russo do laboratório orbital, indicou a Agência Espacial Americana (Nasa).

Os americanos Andrew Feustel e Mike Fincke terminaram sua saída ao espaço de seis horas e 54 minutos às 12h37 GMT (09h37 de Brasília), informou a agência.

A saída espacial -a terceira de quatro programadas durante a última missão do ônibus espacial Endeavour- estava destinada a concluir a instalação de um sistema externo de antena wireless e a consertar peças da parte russa da estação espacial.


"Eles completaram todas as tarefas previstas: a instalação de cabos para aumentar a força do sistema elétrico na parte russa da estação e do sistema externo de antena wireless que Feustel e Greg Chamitoff iniciaram em sua primeira saída espacial", indicou a Nasa.

Os astronautas ensaiaram um novo procedimento em sua preparação para esta saída, evitando que a noite anterior fosse passada na sala de descompressão da ISS.

A última saída espacial dos astronautas do Endeavour está programada para sexta-feira.

Fonte: AFP - Imagem: NASA

Detido por se masturbar durante voo

Um norte-americano foi detido na quinta-feira passada (19), no aeroporto de Denver, no Colorado, EUA, pelo FBI por se ter exposto de um modo “indecente e obsceno” durante o voo 340 da companhia United Airlines.

Uma jovem de 18 anos afirmou estar sentada, durante o voo, perto de um homem que se masturbava. “Ouvi um barulho, olhei para o lado e vi um pênis”, disse.

Este homem é Kyle Pearce (foto acima), de 25 anos, que viajava de Spokane, em Washington, para Denver.

De acordo com o testemunho da mesma jovem, “ele ejaculou e sujou o assento”, tendo ido depois para o banheiro, onde permaneceu durante bastante tempo.

Quando o avião aterrissou, o indivíduo foi detido pelas autoridades, acusando-o de se expor de modo “indecente e obsceno” durante o voo.

Clique aqui e acesse o "B.O." do caso.

Fontes: Correio da Manhã (Portugal) / Huffington Post / Daily Mail / NowPublic / CBS News / Seattle Weekly / Sun-Sentinel

Paquistão devolve destroços do helicóptero americano usado em ação que matou Bin Laden

O governo paquistanês devolveu os destroços do helicóptero americano que foi destruído na operação que matou o terrorista Osama bin Laden no ínicio do mês, em Abbottabad, no Paquistão. A informação foi confirmada pelo Pentágono.

Helicóptero americano usado em ação militar que matou Osama bin Laden, no Paquistão
"[Os destroços] Foram entregues no final de semana e agora já estão nos Estados Unidos", disse o coronel Dave Lapan, porta-voz do Pentágono. O gesto do governo paquistanês, segundo as agências, foi feito para evitar que a tecnologia do helicóptero chegasse "nas mãos de inimigos".

O helicóptero, modelo Black Hawk, transportou os Navy Seals até o local onde o líder da Al Qaeda morava e depois colidiu com um dos altos muros que cerca a casa. A cauda do avião e outras partes muitos destruídas não foram devolvidas.

O modelo tem características "stealth", que o impede de ser reconhecido pelos radares e explicaria o fato de o Paquistão não ter percebido o cerco à casa do terrorista pelos americanos.

Bruce Riedel, oficial da CIA, disse que a devolução do helicóptero não muda em nada a relação entre os dois países, que segundo ele, já não "eram das melhores" antes da morte de Bin Laden.

Nesta terça-feira, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que apesar das dificuldades, o Paquistão "é muito importante" e, por isso, a tensão entre os dois países deve ser resolvida em breve.

"O Paquistão é muito importante não apenas por causa da fronteira com o Afeganistão, mas pelas suas armas nucleares e para a estabilidade no continente", disse Gates. "Então, temos que continuar trabalhando nisso", completou o secretário.

O ataque que matou Bin Laden prejudicou muito as relações entre EUA e Paquistão. Dúvidas seguem em Washington sobre como Bin Laden conseguiu viver sem ser notado por anos na cidade de Abbottabad, que está apenas 50 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad. Algumas autoridades dos EUA especulam que ele deve ter recebido apoio.

Do outro lado, o Paquistão classificou o ataque como uma violação da sua soberania, já que Islamabad só foi informada sobre a operação dos EUA depois que ela terminou. O Parlamento paquistanês ameaçou cortar as linhas de abastecimento para as forças dos EUA no Afeganistão se houver outra incursão militar.

Fonte: UOL Notícias (com informações da Reuters)

Companhia sul coreana recebe seu 1º "avião gigante" da Airbus

Avião consegue transportar até 853 pessoas


A Korean Air recebeu da Airbus nesta terça-feira em Tolouse, na França, sua primeira unidade do A380, conhecido como "avião gigante" por ser o maior em número de passageiros da atualidade, com capacidade para transportar até 853 pessoas (apenas classe econômica). A companhia sul coreana fez um pedido inicial de dez aeronaves, e é a sexta empresa aérea a receber um modelo deste tipo.

Embora acomode normalmente 525 viajantes em três classes, o A380 da Korean Air teve uma configuração especial para apenas 407 passageiros, privilegiando um espaço maior entre os assentos. Além disso, o modelo conta também com um estande de duty free (produtos com isenção ou redução de impostos), e um bar no piso superior para passageiros "premium". O avião vai operar inicialmente em rotas entre Seul e destinos na Ásia

Fonte: Terra via Midia News - Imagem: Divugação

Últimos retoques no avião que levou o Barcelona para Londres

Funcionários correram para terminar os preparativos do voo antes da viagem do time espanhol para a final da Liga dos Campeões

O Barcelona decidiu antecipar sua viagem a Londres para esta terça-feira, dois dias antes do previsto, para evitar problemas logísticos causados pela erupção do vulcão islandês Grimsvötn. A equipe treinou na tarde desta terça em Barcelona e em seguida viajou para Londres, onde no próximo sábado enfrentará o Manchester United pela final da Liga dos Campeões.

Com a antecipação do voo, funcionários da Turkish Airlines tiveram de correr contra o tempo para que o Boeing 777 ficasse pronto para a viagem da equipe catalã. As imagens dos jogadores estão estampadas na lateral do avião que transportou a equipe. Após desembarcar em Londres, o Barcelona treinará, a partir desta quarta-feira, nas instalações do Arsenal.




Avião que transportou o time do Barcelona nesta terça sendo preparado para a viagem do time

Fonte: EFE via iG - Fotos: Divulgação

Avião passou a apenas 3,5 km de aeronave

Análise preliminar mostra que o avião da TAM, que fazia o voo JJ3712 (São Paulo-Brasília) e realizou uma manobra de segurança na noite de anteontem, quando se aproximava do aeroporto na capital federal, esteva a apenas 3,5 quilômetros de uma aeronave de pequeno porte na área terminal do aeroporto, menor que a distância mínima de 8 km recomendada pelos padrões de segurança.

A Aeronáutica informou, em nota, que as duas aeronaves não estavam em rota de colisão.

Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Helicóptero cai em lago nos EUA

Acidente ocorreu em subúrbio de Minneapolis, em Minnesotta.

Piloto ficou ferido e teve ajuda para sair da água.


Helicóptero que perdeu o controle e caiu dentro do Lago Marion, em Lakeville, subúrbio de Minneapolis, no estado americano de Minnesotta, nesta terça-feira (24). Barqueiros que estavam por perto ajudaram a tirar o piloto, que ficou ferido, de dentro da água.

Fonte e foto: AP via G1

Caixas-pretas indicam erro de piloto em acidente da Air France

Descobertas preliminares dos gravadores do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris em 2009 apontaram que os pilotos da aeronave se distraíram com o mal funcionamento dos indicadores de velocidade e falharam em gerenciar corretamente outros sistemas críticos, disse o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando fontes familiarizadas com o tema.

Caixas-pretas quando foram apresentadas na França
A tripulação não seguiu procedimentos padrão para manter a velocidade e manter o nível do nariz da aeronave após o Airbus A330 encontrar alguma turbulência e congelamento inesperado a uma altitude de 35 mil pés, afirmou a publicação.

Representantes da Airbus e da Air France não estavam disponíveis para comentar a notícia fora do horário comercial.

O Wall Street Journal afirmou que os gravadores do cockpit mostraram que os pilotos aparentemente ficaram confusos pelos alarmes que apareciam em seus instrumentos e, apesar de tentar responder sistematicamente a cada um dos avisos, não conseguiram controlar o caos e manter um curso constante.

As descobertas obtidas com os gravadores, que devem ser divulgadas na sexta-feira, devem mostrar que o avião desacelerou perigosamente após o desligamento do sistema de piloto automático.

O acidente matou todas as 228 perssoas a bordo do voo 447.

Fonte: Abhiram Nandakumar (Reuters) via Terra - Foto: AFP

Helicóptero híbrido X3 da Eurocopter ultrapassa seu desafio de velocidade: 232 nós (430 km/h) é atingida em voo nivelado estabilizado


O demonstrador X3, helicóptero híbrido da Eurocopter, cumpriu a promessa de ampliar as fronteiras da aviação de asas rotativas, ultrapassando a velocidade inicialmente fixada de 220 nós e demonstrando, assim, o desempenho, as capacidades e a maturidade desta aeronave.

O marco de velocidade do X3 foi atingido em 12 de maio durante um voo nivelado estável, durante o qual o protótipo manteve uma velocidade real de 232 nós. (430 km/h) durante vários minutos. Isto ocorreu somente no terceiro dia da nova fase de testes, na qual o X3, equipado com suas caixas de transmissão definitivas, pode funcionar com regime total.

“As equipes da Eurocopter mostraram novamente sua capacidade de fazer da inovação a pedra fundamental de nossa estratégia de continuarmos sendo líderes na indústria de helicópteros”, disse Lutz Bertling, Presidente e CEO da Eurocopter. “No futuro, os helicópteros que incorporarem a configuração híbrida do X3 oferecerão a nossos clientes uma velocidade de cruzeiro e uma autonomia de cerca de 50 por cento superiores, a custos mais acessíveis, definindo, assim, novas referências em matéria de produtividade para as aeronaves de asas rotativas".

Nos comandos da aeronave estavam Hervé Jammayrac, piloto de testes, e Daniel Semioli, engenheiro de ensaios em voo da Eurocopter: “Ficamos impressionados pela facilidade com a qual este objetivo de velocidade foi atingido”, declarou Hervé Jammayrac. “O X3 se comporta extremamente bem, demonstrando excelente estabilidade em alta velocidade - mesmo com o piloto automático desligado. Estamos muito orgulhosos desta conquista, que resulta da dedicação de todos aqueles que trabalharam neste projeto”.

A Eurocopter iniciou os ensaios em voo do X3 em setembro último, no quadro de um programa que combina as excelentes capacidades de decolagem e pouso verticais de um helicóptero com as velocidades de cruzeiro elevadas, superiores a 220 nós, de um avião. Após o X3 ter alcançado o objetivo de velocidade inicial fixado em 180 nós (333 km/h), em novembro, com um nível reduzido de potência do motor, o demonstrador possui uma modernização programada de sua caixa de transmissão e uma inspeção de segurança.

Desde o retorno aos voos na semana passada, o X3 demonstrou rapidamente seu desempenho com potência máxima do motor, incluindo impressionantes razões de subida e descida, bem como excelente manobrabilidade, confirmando as extraordinárias capacidades do sistema de propulsão híbrido nas fases de aceleração e desaceleração.

No programa de ensaios, as características de manobrabilidade e a estabilidade básica do X3 foram validadas em todo o programa de voo da aeronave, sem necessidade de um sistema de aumento da estabilidade, o que foi confirmado nos testes realizados com e sem piloto automático. Além disso, a aeronave híbrida apresenta baixos níveis de vibração sem a utilização de sistemas antivibração ativos ou passivos, fornecendo características de voo comparáveis às dos melhores helicópteros de design tradicional atualmente em serviço.

O demonstrador X3 utiliza uma célula do helicóptero Dauphin da Eurocopter equipada com dois motores a turbina que alimentam um rotor principal de cinco pás e duas hélices instaladas em asas fixas curtas. Esta configuração híbrida cria um sistema de transporte avançado que oferece a velocidade de uma aeronave com sistema motopropulsor e as capacidades de voo pairado de um helicóptero.

A empresa prevê uma vasta gama de utilizações para este conceito, incluindo missões de busca e salvamento (SAR) a longa distância, vigilância marítima, patrulhas de fronteiras, transporte de passageiros, operações offshore e serviços de transporte entre cidades. Esta aeronave poderá ser perfeitamente adaptada para missões militares das forças especiais, para o transporte de tropas, busca e salvamento e transporte aeromédico - beneficiando-as com a combinação de velocidades de cruzeiro elevadas e excelente desempenho de decolagem/pouso verticais, que caracterizam esta configuração híbrida.

Os ensaios em voo do demonstrador X3 estão sendo realizados no Centro de Ensaios do DGA em Istres, na França. O programa de ensaios em voo continuará durante o ano de 2011 a fim de explorar todo o programa de voo deste helicóptero e avaliar todas as possibilidades oferecidas por esta nova tecnologia.


Helibras

A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros. A empresa é associada ao Grupo Eurocopter, maior fornecedor mundial do setor, controlado pela EADS - European Aeronautic Defence and Space Company. Com participação superior a 50% na frota brasileira de helicópteros a turbina, a Helibras está em atividade no Brasil desde 1978 e mantém instalações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Sua fábrica, que emprega mais de 500 profissionais e tem capacidade de produção de 36 aeronaves por ano, está localizada na cidade de Itajubá (MG), onde são produzidos diversos modelos que atendem aos segmentos civil, governamental e militar. Desde sua fundação, a Helibras já entregou mais de 550 helicópteros no Brasil, sendo 70% do modelo Esquilo. Em 2010, a empresa teve um faturamento de R$ 395 milhões. [www.helibras.com.br].

Eurocopter e a EADS

Fundado em 1992, o Grupo Eurocopter possui fábricas na França, Alemanha e Espanha e emprega mais de 17.500 profissionais. Em 2010, a Eurocopter confirmou sua posição de líder na fabricação de helicópteros nos mercados civil e governamental,com faturamento de 4,8 bilhões de euros e entrega de 346 novas aeronaves. Com 49% de participação nos mercados civil e governamental, a Eurocopter está presente em cinco continentes por meio de 30 subsidiárias e empresas afiliadas. Os produtos do grupo representam 33% da frota mundial de helicópteros. Mais de 11.200 aeronaves da fabricante estão atualmente em operação por cerca de 2.900 clientes em 147 países. [www.eurocopter.com].

O Grupo EADS é líder mundial nos segmentos aeroespacial, de defesa e serviços relacionados. Em 2009, faturou 42,8 bilhões de Euros e empregou mais de 119 mil pessoas. Além da Eurocopter, o Grupo inclui a Airbus, a Airbus Military, a EADS Astrium e a divisão Defesa & Segurança. No Brasil, além da Helibras, a EADS está presente através da EADS Brasil, da EADS Secure Networks Brasil e de escritórios de representação da Airbus Military e da Spot Image. Também é acionista da Equatorial Sistemas. [www.eads.com.br].

Fonte: Portal Fator Brasil - Foto: Divulgação

Nasa escolhe modelo de próxima nave espacial da agência

Multi-Purpose Crew Vehicle levará astronautas para além órbita terrestre baixa e a possível viagem para Marte


A Agência Espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira, 24, o sistema que levará o homem para o espaço além da região da órbita terrestre baixa. A nave, chamada Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV ou Veículo de tripulação para diversas finalidades), tem design baseado na nave Orion, planejada como sucessora original dos ônibus espaciais no programa Constellation.

A nave é capaz de transportar quatro astronautas para missões de 21 dias e em seu retorno faria a aterrissagem no oceano pacífico, próximo à costa da Califórnia. Ela também é desenvolvida para ser 10 vezes mais segura que os ônibus espaciais durante o lançamento e o retorno à Terra.

O desenvolvimento do MPCV só é possível, segundo o comunicado da Nasa, pois a agência agora se concentra na exploração além da órbita terrestre baixa, deixando a tarefa de levar as tripulações para a Estação Espacial Internacional para a Rússia e para as empresas particulares após a aposentadoria dos ônibus espaciais esse ano.


O plano da Nasa depois do fim do programa de ônibus espaciais é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional por meio da nave Soyuz, da Rússia, talvez até a metade da atual década (o serviço prestado pela Rússia custa US$ 51 milhões por astronauta para os Estados Unidos). Eventualmente eles pretendem contar com naves europeias e japonesas também. Depois, a Nasa deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço. Atualmente as empresas particulares cobram US$ 63 milhões por passagens para 2014.

Fonte: estadão.com.br - Fotos: NASA

Soyuz TMA-20 aterrissa com sucesso no Cazaquistão

Nave russa com três astronautas a bordo passou 159 dias no espaço

Nave Soyuz, com três astronautas a bordo, aterrissou no Cazaquistão
O russo Dmitri Kondratiev, a americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli chegaram ao local previsto após 159 dias no espaço
A nave russa Soyuz TMA-20, com três tripulantes a bordo, aterrissou com normalidade nos estepes do Cazaquistão às 22h27 da hora local (23h27 de Brasília), após uma viagem de cinco meses, informou a Agência Espacial Americana (Nasa) em comunicado.

A Soyuz TMA-20, tripulada por Dmitri Kondratiev (russo e comandante da nave), Catherine Coleman (americana) e Paolo Nespoli (italiano), havia sido lançada ao espaço em 15 de dezembro a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.

Segundo a Nasa, Kondratiev voltará ao Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, na chamada Cidade das Estrelas, próxima a Moscou, enquanto Coleman, astronauta da Nasa, e Nespoli, da Agência Espacial Europeia, voarão diretamente a Houston (Estados Unidos).

Os três tripulantes passaram 159 dias no espaço, 157 deles na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e durante sua missão trabalharam em mais de 150 experimentos em condições de microgravidade. Dos três astronautas, a mais veterana é Catherine Coleman (50 anos), com três viagens espaciais, seguida de Nespoli (53 anos), com duas, e Kodratiev (41 anos), que teve sua primeira experiência.

Veja o vídeo do pouso da nave russa:


Fonte: EFE via iG - Fotos: EFE / Stephane Corvaja (Getty Images) - Vídeo: NASA TV

Atraso na escolha do fornecedor de caças é compreensível, diz Dassault

O diretor da Dassault Aviation, Jean Marc Merialdo, minimizou a demora da presidente Dilma Rousseff em escolher a fabricante que vai vender caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Merialdo considerou o atraso compreensível na medidade em que o Brasil passa por um momento de inflação e aperto fiscal. "Estamos com pressa de ver a decisão, mas entendemos a situação. Por outro lado, sabemos que o Brasil precisa aprimorar sua capacidade de defesa", afirmou Merialdo, após participar do Seminário As Oportunidades do Consórcio Rafali para São Bernardo do Campo, região do ABC e Brasil.

"De qualquer maneira, estamos otimistas quanto ao desfecho visto o que fizemos e apresentamos ao governo", acrescentou. Merialdo disse que a compra de caças costuma gerar competição acirrada entre fabricantes, sendo natural a demora do governo. "São contratos de 30 anos. Ninguém pode falhar", ressaltou.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantiu que a escolha dos 36 caças que serão comprados pela FAB será decidida em 2012. O avião Rafali da empresa Dassault compete com o F18 Super Hornet, da americana Boeing e com o Gripen, da sueca Saab. A Dassault aposta na transferência total de tecnologia para vencer a disputa contra as concorrentes.

A decisão ficou para o ano que vem, depois que o ministro Mantega anunciou cortes no Orçamento e informou que o governo brasileiro não tem recursos disponíveis para realizar as compras em 2011.

Enquanto o governo não decide, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho aproveita o lobby das fabricantes que estão na licitação federal para atrair investimentos para o município. O prefeito é considerado pelas empresas como um importante aliado da presidente Dilma e do ex-presidente, Lula.

Por isso, a Dassault assumiu hoje o compromisso de ajudar o prefeito a instalar sistemas de segurança por meio de monitoramento digital. Isso faz parte de um compromisso de cooperação de projetos de gestão urbana que ainda serão escolhidos. Além disso, foram firmados acordos para o fornecimento de peças para empresas de tecnologia e transferência da mesma para universidades.

Do contato com a Saab, Marinho conseguiu a instalação de um centro de pesquisa no município. "Entrei no debate dos caças por que nossa região tem riqueza intelectual e cultura industrial. Não sei quem será o vencedor da licitação. O que posso dizer é que, por meio das parcerias que firmamos, podemos ver como as empresas assumem seus compromissos a partir do relacionamento com empresas e universidades", afirmou.

Fonte: Fernando Taquari (Valor Online) via O Globo

Equipes já resgataram 29 corpos do AF 447, dizem autoridades francesas

Nota a familiares informou que mais corpos foram resgatados após reinício das operações

As autoridades francesas informaram às famílias das vítimas do voo AF 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, que 29 corpos foram resgatados desde o reinício das operações, em 21 de maio.

A informação foi repassada à BBC Brasil pelo diplomata francês Philippe Vinogradoff, representante especial do governo junto aos familiares das vítimas do acidente, que matou 228 pessoas.

O navio francês Île de Sein, que havia retornado ao Senegal para realizar a troca da tripulação e das equipes técnicas, voltou no último dia 21 à área onde foi localizada a fuselagem do avião, a cerca de 1,1 mil quilômetros da costa brasileira.

O resgate dos corpos foi reiniciado no mesmo dia da chegada do navio, segundo informa a nota do governo aos familiares.

No início de maio, dois outros corpos já haviam sido retirados do fundo do mar.

Como os resultados dos testes para tentar extrair o DNA dos ossos dessas duas vítimas foram positivos, o que irá permitir suas identificações, as autoridades francesas decidiram continuar o resgate dos corpos.

As duas vítimas ainda não foram identificadas porque os legistas não dispõem do material genético dos parentes de todas as vítimas para realizar a comparação entre os corpos, segundo afirmou à BBC Brasil um porta-voz da polícia militar francesa.

O trabalho de identificação será efetuado pelos especialistas do Instituto de Pesquisas Criminais da Polícia Militar francesa.

'Todo o possível'

A carta enviada aos familiares diz ainda que os peritos estão fazendo "todo o possível" para resgatar os corpos, com base na orientação da Justiça francesa de que os restos mortais muito degradados não poderão ser retirados do fundo do mar.

Como todas as peças do avião necessárias às investigações já foram retiradas, a operação se concentrará agora exclusivamente no resgate dos corpos, diz o documento enviado às famílias.

Segundo a Polícia Militar, os resgates serão realizados até 1° de junho. As autoridades francesas haviam declarado há cerca de duas semanas que há cerca de 50 corpos no fundo do mar.

Análises iniciais

Na próxima sexta-feira, 27, o Escritório de Investigações e Análises (BEA, sigla em francês), que apura as causas do acidente, vai informar, após análises iniciais dos dados das duas caixas-pretas do avião, as circunstâncias do voo no momento da catástrofe.

Na ocasião, o BEA vai apenas descrever a sequência de eventos que resultaram no acidente, e não as causas da catástrofe, já que o trabalho de análise dos dados das caixas-pretas (uma das quais contém 1,3 mil parâmetros técnicos do voo), assim como das peças resgatadas, levará meses.

Um relatório preliminar sobre as causas do acidente será divulgado a partir do fim do mês de junho, segundo o governo.

Nos últimos dias, surgiram boatos não confirmados sobre supostos erros de pilotagem, baseados na transcrição da caixa-preta que grava as conversas dos pilotos, e que teriam provocado o acidente.

Fonte: BBC Brasil via Estadão

Aeronáutica investiga risco de segurança em voo da TAM

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica divulgou nota informando que já iniciou a investigação para apurar o ocorrido na noite de ontem envolvendo uma aeronave da TAM e um avião de pequeno porte, que trafegavam a uma distância um do outro menor do que a distância mínima de segurança. Segundo a nota, as investigações serão feitas a partir das gravações de radar e das comunicações.

O episódio ocorreu com uma aeronave da TAM e um avião de pequeno porte na área terminal do aeroporto de Brasília às 20h48 da noite de ontem.

Avião da TAM após o pouso em Brasília: susto na chegada à capital federal

"A análise preliminar aponta que a menor distância lateral entre as aeronaves foi de 3,5 km. Esta distância infringiu a distância mínima de segurança prevista. Cabe ressaltar que as aeronaves não estavam em rota de colisão, uma vez que a separação lateral entre elas era de mais de 3 km em rumos paralelos. A aeronave da TAM realizou corretamente manobra de segurança prevista para essas situações", informa a nota da Aeronáutica.

Fonte: Tânia Monteiro (Agência Estado) - Foto: Veja

Perigo de choque faz avião da TAM desviar rota

Equipamentos alertaram comandantes sobre aproximação de outra aeronave


O Airbus A319-132, prefixo PR-MAH, da TAM, que decolou do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, rumo a Brasília e fazia o voo JJ3712 (CGH-BSB), na noite desta segunda-feira (23), fez um desvio de sua rota na aproximação da capital federal, alertado pelos equipamentos da aproximação de um outro avião, Embraer EMB-712 Tupi, prefixo PT-NYR, pertencente ao Aeroclube de Canela (foto acima).

De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), o Comando da Aeronáutica já iniciou a investigação para apurar o caso, já que análise preliminar mostrou que a menor distância lateral entre as duas aeronaves foi de 3,5 km, o que infringe a distância mínima.

Ainda segundo a FAB, apesar do problema, os dois aviões não estavam em rota de colisão, já que a separação lateral entre eles era de mais de 3 Km em rumos paralelos.

Avião da TAM após o pouso em Brasília: susto na chegada à capital federal

Em nota, a TAM e a FAB afirmam que o comandante da aeronave seguiu totalmente os protocolos de segurança. O avião pousou às 20h59, na capital federal.

Fonte: R7 - Fotos: aeroportodecanela.blogspot.com / Veja.com

Erupção de vulcão islandês cancela 500 voos na Europa, diz agência

Coluna de cinzas pode atingir parte da Dinamarca, Noruega e Suécia.

Impacto em voos, no entanto, deve ser mais limitado, diz Eurocontrol.


Cerca de 500 voos já foram cancelados nesta terça-feira (24), de um total de 29 mil que eram esperados em toda a Europa devido à coluna de cinzas expelida pelo vulcão islandês Grimsvotn, que força o fechamento do espaço aéreo, informou a Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol) em novo comunicado.

De acordo com a agência, ainda há uma grande possibilidade que a nuvem de fumaça atinja parte da Dinamarca e norte da Noruega e Suécia, mas o impacto nos voos deve ser mais limitado.

Mais cedo, a agência europeia havia divulgado que, diante da instabilidade das condições meteorológicas, não é possível "identificar com certeza qual será o movimento da nuvem da cinzas".

Um novo comunicado sobre o tráfego aéreo na região do vulcão só deve ser divulgado na quarta (25), diz o Eurocontrol.

O Grimsvotn, o vulcão mais ativo da Islândia, entrou em erupção no sábado (21).

Passageiros aguardam voo em aeroporto na Escócia

Inicialmente, o alastramento das cinzas do vulcão islandês forçou o cancelamento, na segunda-feira (23), de diversas decolagens e aterrissagens em aeroportos escoceses. Cerca de 400 passageiros passaram a noite no aeroporto de Edimburgo.

Mas agora milhares de passageiros enfrentam cancelamentos de voos no Reino Unido. Foram afetados também os aeroportos de Londonderry, Glasgow, Prestwick, Durham Tees Valley, Newcastle e Carlisle.

Empresas como British Airways, Easyjet e KLM suspenderam atividades na Escócia, e alguns voos transatlânticos sofreram atrasos.

A ameaça de mais interrupções aéreas fez com que o presidente dos EUA, Barack Obama, adiantasse em um dia sua ida de Dublin, na Irlanda, a Londres, primeiras paradas de seu giro pela Europa nesta semana.

O secretário britânico dos Transportes, Philip Hammond, já havia antecipado que “a maioria ou todos os voos da Escócia seriam suspensos” na manhã desta terça, mas acrescentou que o tráfego aéreo deveria voltar à normalidade por volta de 12ha (horário local) em cidades como Glasgow e Edimburgo.

Os problemas causados pelo vulcão Grimsvotn remetem a outro vulcão que provocou caos aéreo na Europa. No ano passado, a erupção do Eyjafjallajokull praticamente paralisou o tráfego aéreo da Europa por cerca de um mês.

Imagem de satélite divulgada pela NASA nesta segunda mostra a densa coluna de fumaça do vulcão Grimsvotn, na Islândia
Fonte:  G1, com agências internacionais - Fotos: AP / NASA - Arte: G1

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Reino Unido alerta para possível interrupção de voos devido a vulcão

Irlanda também apontou possibilidade; Obama está no país em visita.

Cinzas de vulcão islandês devem chegar à região nos próximos dias.

A Autoridade de Aviação Civil (CAA, da sigla em inglês) da Inglaterra afirmou nesta segunda-feira (23) que voos com origem ou destino a algumas regiões do Reino Unido podem sofrer interrupção devido à nuvem de cinzas procedentes do vulcão islandês Grimsvötn, que entrou em erupção no sábado (21).

O Escritório de Meteorologia nacional prevê que a nuvem deve cobrir todo o espaço aéreo da Irlanda, da Escócia e partes da Inglaterra até as 6h GMT de terça-feira (24), ou 3h da manhã no horário de Brasília.

Questionado se a nuvem pode causar cancelamentos de voos, um porta-voz da CAA afirmou: "É certamente isso que está parecendo no momento."

Obama na Irlanda

No mesmo dia, a Autoridade de Aviação Irlandesa (IAA, da sigla em inglês) também apontou a possibilidade de ter voos em seu espaço aéreo interrompidos devido à nuvem de cinzas, mas disse não esperar que isso ocorra até a manhã de quarta-feira (25).

O presidente Barack Obama está no país, e a previsão é que ele deixe a Irlanda na manhã de terça-feira (24).

Nuvem de cinzas expelidas do vulcão Grimsvotn é vista no domingo (22) - Foto: Reuters

União Europeia

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), também apontou o alerta. "Existe a possibilidade de a nuvem vulcânica afetar o espaço aéreo europeu, começando pela zona noroeste, em particular pelo Reino Unido e pela Irlanda, seguramente hoje ou amanhã", disse a porta-voz comunitária de Transporte, Helen Kearns.

A porta-voz disse que atualmente é difícil fazer previsões além das próximas 48 horas e saber se a nuvem afetará outras regiões da Europa, já que as condições meteorológicas estão em constante evolução e se têm poucos dados sobre o volume de cinzas expulso e sua densidade.

Além disso, explicou que na manhã desta segunda-feira (23) houve uma reunião do grupo de coordenação de crise que inclui a Comissão Europeia, as companhias aéreas, os aeroportos, as autoridades nacionais de aviação e a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol), na qual ficou decidido emitir uma série de diretrizes.

Essas recomendações, que devem ser divulgadas nesta segunda, se basearão nos princípios estipulados no ano passado, que estabelecem três zonas (vermelha, azul ou preta), segundo o nível de concentração de cinzas.

A porta-voz ressaltou ainda que haverá diretrizes específicas dirigidas às autoridades de aviação para que contem com ferramentas que permitam às companhias aéreas fazer uma avaliação do risco de segurança, em função dos motores de seus aviões e de outra informação técnica.

A Comissão Europeia ressaltou que o sistema atual é muito mais flexível para os Estados-membros e as companhias aéreas que o aplicado na crise do ano passado com a erupção de outro vulcão na Islândia, e que, ao mesmo tempo, garantirá o nível de segurança necessário.

Além disso, explicou que o comissário europeu de Transporte, Siim Kallas, deve conversar também nesta segunda por telefone com os ministros europeus desse setor para abordar a situação e garantir a maior coordenação possível.

Fontes da UE explicaram que a Eurocontrol manterá na tarde desta segunda-feira uma reunião por teleconferência com os aeroportos europeus.

A Nasa, Agência Espacial Americana, divulgou nesta segunda-feira (23) imagens da nuvem de cinzas expelida pelo vulcão Grimsvotn, na Islândia, registradas por um satélite. A foto acima foi feita às 05h GMT de domingo (22), 2h da madrugada entre sábado (21) e domingo (22) no horário de Brasília. O vulcão havia entrado em erupção no dia anterior. - Foto: Reuters/NASA/GSFC/Jeff Schmaltz/MODIS Land Rapid Response Team

A imagem acima foi registrada às 13h GMT, ou 10h no horário de Brasília, no domingo (22). Nesta segunda (23), autoridades da aviação civil da Inglaterra e da Irlanda alertaram para a possibilidade de interrupção de voos em seus territórios devido à nuvem de cinzas do vulcão. - Foto: Reuters/NASA/GSFC/Jeff Schmaltz/MODIS Land Rapid Response Team
Fonte: G1 (com informações da Reuters e da Efe)

Avião da El Al que informou falha técnica pousa com segurança em Israel


O Boeing 777-258/ER, prefixo 4X-ECD, da companhia El Al, com 279 passageiros a bordo e que chegou a reportar falha no início da madrugada desta segunda (noite de domingo em Brasília), conseguiu aterrissar com segurança no aeroporto Ben Gurion, localizado a cerca de 15 km de Tel Aviv, em Israel. As informações são do The Jerusalem Post.

A aeronave decolou em direção a Nova York (voo LY-27), mas foi forçada a voltar e fazer um pouso de emergência após falha técnica encontrada na roda esquerda. Mais de 70 equipes de resgate foram mobilizadas para a espera do avião no aeroporto, o maior aeroporto do país.

Enquanto a aeronava aguardava para fazer o pouso de emergência, os pilotos foram instruídos a liberar combustível no Mar Mediterrâneo.

Fontes: Terra / Aviation Herald

AF447: Familiares de vítimas esperam por relatório oficial

O presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo 447 (AFVV447), Nelson Marinho, afirmou que vai aguardar a divulgação do relatório oficial do Escritório de Investigações e Análise para a Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) para comentar as apurações sobre as causas do acidente.

Segundo as famílias, um estudo preliminar sobre o conteúdo das caixas pretas do avião, que caiu em junho de 2009 quando fazia o trajeto Rio-Paris, deve ser apresentado pelo órgão francês na próxima sexta-feira, 27.

Marinho voltou a criticar a Airbus (fabricante do A-330 que sofreu o acidente) e a Air France pela construção e manutenção da aeronave, mas disse que prefere não se manifestar sobre as informações divulgadas pela revista alemã "Der Spiegel". De acordo com "um especialista envolvido na investigação", entrevistado pelo semanário, os dados das caixas pretas analisados até agora indicam que a queda do avião pode mesmo ter sido provocada pelo congelamento dos sensores de velocidade, conhecidos como pitots.

"Prefiro receber essa informação oficialmente por parte do BEA antes de fazer qualquer comentário, mas nós sabemos que a Airbus e a Air France haviam sido alertadas em 1993 sobre problemas com o pitot e com o computador de bordo", disse Marinho. "Esse equipamento deveria ter sido substituído há muitos anos, mas só foi trocado após o acidente".

Pai de uma das vítimas do acidente, o mecânico de engrenagens Nelson Marinho Filho, o presidente da AFVV447, afastou a notícia publicada pela "Spiegel" de que a ausência do piloto na cabine no momento dos primeiros sinais de alerta poderia ter contribuído para a queda do avião.

"Comentários sobre qualquer possibilidade de falha dos pilotos já haviam sido divulgados e foram desmentidos pelo BEA. Conversei muitas vezes com o piloto responsável pelo sindicato francês da categoria e não vejo nenhum erro por parte dos profissionais", avaliou.

Fonte: Bruno Boghossian (Agência Estado)

Piloto do voo AF 447 não estava na cabine quando avião começou a apresentar problemas, diz revista


A gravação da caixa-preta recuperada do voo AF 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico, em 2009, revela que o piloto Marc Dubois não estava na cabine quando o momento mais crítico do voo começou, de acordo com a revista alemã “Der Spiegel”.

Em apenas quatro minutos, o destino do voo AF 447 foi selado. Este foi o tempo gasto do momento em que o primeiro aviso de emergência apareceu no painel do Airbus A330 até a queda no mar, entre o Brasil e a África, matando todas as 228 pessoas a bordo.

Desde a semana passada funcionários do Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França (BEA, na sigla em francês) estão analisando o conteúdo das gravações da cabine do Airbus recuperadas da caixa-preta do avião. As análises feitas até agora sugerem que o acidente foi causado por uma combinação de erros técnicos e humanos.

Fontes ligadas à investigação revelaram que o piloto Marc Dubois, de 58 anos, não estava na cabine do avião no momento em que o problema começou. No entanto, o piloto correu para seu lugar assim que percebeu que algo estava errado. “Ele instruiu os dois co-pilotos para salvar a aeronave”, disse uma fonte ao “Spiegel”.

Apesar de a ausência momentânea do piloto indicar que um erro humano pode ter causado o acidente, dados da caixa-preta indicam que o avião se comportava de maneira estranha. Até agora, acredita-se que os pilotos levaram o Airbus para uma região de tempestades. A baixa temperatura acabou por congelar os sensores de velocidade.


No entanto, segundo a análise da caixa-preta, os pilotos tentaram achar o caminho mais seguro. A Zona de Convergência Intertropical é um local traiçoeiro, com cristais de gelo difíceis de serem detectados em radares climáticos. A quebra de sensores de velocidade dificultou o trabalho dos pilotos que precisam, neste momento do voo, manter o avião em uma velocidade precisa.

Há a possibilidade, de os pilotos terem agido de maneira incorreta com a quebra dos sensores de velocidade. Mas isto não isenta a fabricante do avião de responsabilidade.

Fonte: UOL Notícias - Fotos: Guibbaud Christophe / Abaca / DER SPIEGEL / DPA

domingo, 22 de maio de 2011

AF447: Destroços estavam em área onde não esperávamos, diz comandante das buscas

Mike Purcell avistou pela primeira vez os destroços submersos do Airbus

Após 671 dias de busca infrutífera pelo voo 447 da Air France, que desapareceu no meio da noite quando rumava do Rio de Janeiro a Paris, uma imagem em preto e branco surgiu em um monitor diante do pesquisador americano Mike Purcell em 3 de abril. A bordo do navio Alucia e no comando de uma tripulação de 34 pessoas, ele avistava pela primeira vez os destroços submersos do Airbus que mergulhara no Atlântico com 228 pessoas a bordo.

Purcell posa ao lado do submarino Remus

O engenheiro do Instituto Oceanográfico Woods Hole (sigla WHOI, com sede nos EUA) foi requisitado pelas autoridades francesas para comandar a terceira e a quarta fases de procura pela aeronave com auxílio de três modernos submarinos não tripulados capazes de vasculhar o fundo do mar por meio de sonares e câmeras digitais. Purcell, 52 anos de idade e duas décadas de trabalho como engenheiro-sênior na organização americana, é um dos especialistas que ajudaram a projetar os veículos automáticos chamados Remus, que detectaram a fuselagem estilhaçada no leito do oceano.

Graças a esse padrão de excelência, o WHOI – entidade privada sem fins lucrativos dedicada à exploração, pesquisa e educação – tem em seu currículo descobertas históricas como os restos do célebre Titanic, em 1985. A localização e o resgate do voo 447, porém, envolveram ao todo cinco etapas de trabalho e diferentes empresas e especialistas contratados pelas autoridades francesas.

Leia a entrevista, concedida por telefone dos Estados Unidos, de um dos principais responsáveis por começar a desvendar o mistério em torno do voo 447:

O senhor esteve a bordo do navio de buscas todo o tempo?

Mike Purcell – Eu fiquei a bordo do Alucia desde o final de março até 15 de abril, quando saímos da embarcação. Não estava no navio Ile de Sein, que fez o resgate das caixas-pretas e de outras partes do avião, participei apenas das buscas aos destroços. Também estive no mar no ano passado, durante a fase 3 (das buscas), quando fizemos duas tentativas.

No ano passado, se tentou estimar a localização da aeronave com base em projeções das correntes marinhas, o que não deu certo. É muito difícil de prever o comportamento das correntes naquela região?

Purcell – Sim, é verdade. Nós procuramos mais a noroeste, mas eu não estive diretamente envolvido nessas modelagens, então não sei bem como chegaram àquelas conclusões. Mas realmente é uma área muito complicada em termos de correntes marítimas. Estão sempre mudando de direção, e nós experimentamos isso quando estávamos lá em nosso barco.

Qual o exato momento em que o senhor descobriu que haviam encontrado os destroços do voo 447?

Purcell – Na verdade, houve dois momentos. O primeiro deles foi em 2 de abril, quando estávamos olhando imagens do sonar com uma resolução não muito grande. Mas a dimensão da imagem de retorno (do sonar), em uma área onde não esperávamos retorno nenhum, nos deu uma grande confiança de que se tratava dos destroços. Isso foi mais ou menos às 15h do dia 2. Então, lançamos um veículo (submarino) por volta das 23h30min daquela noite, que desceu e tirou 16 mil fotografias na área identificada pelo sonar.

Foram tiradas 16 mil fotografias em uma única descida?

Purcell – Sim. Foi uma missão de 14 horas. Nós não vimos os dados até o veículo voltar a bordo. Então o recuperamos por volta das 13h30min da tarde seguinte. Levou algum tempo até fazer o download das fotografias, e cerca de uma hora e meia depois começamos a ver as fotografias que confirmavam que lá estavam os destroços.

O senhor lembra qual foi a primeira foto que permitiu confirmar serem os restos do avião?

Purcell – Era a foto de pequenas partes (do avião). Eram pequenas partes porque começamos a tirar fotos pelo canto da área da queda, e nessa parte ficaram as partes menores. Uma das primeiras imagens, pelo que me lembro, foi um pedaço da fuselagem.

E como o senhor se sentiu ao realizar essa descoberta, depois de dois anos de buscas e quando muitos já achavam impossível encontrar o avião?

Purcell – Bem, muito bem. Nós todos ficamos muito felizes quando encontramos. Nós já estávamos envolvidos com isso havia uns 18 meses, desde o período de preparação para a fase 3, então realizando a fase 3, depois preparando a fase 4 e indo para lá. Então foi muito bom ter sucesso em encontrar o avião.

O senhor e sua tripulação sempre acreditaram que conseguiriam?

Purcell – Estávamos confiantes. Tínhamos muita confiança nos nossos veículos (submarinos), na capacidade de eles procurarem por algo assim. Tínhamos três deles, então conseguíamos vasculhar uma área grande. Foi apenas a segunda vez em que se usou três veículos desse tipo ao mesmo tempo.

Qual foi a parte mais difícil?

Purcell – Bem, nós achamos (os destroços) nove dias depois do início das buscas. Então, poderia dizer que o mais difícil foi chegar até lá, toda a parte logística, mas é muito difícil trabalhar no oceano. O mar não trata os equipamentos com carinho, então você tem sempre de dar o melhor de si. Mesmo que tenhamos confiança nos nossos veículos, você tem sempre de trabalhar com o seu melhor para ter sucesso.

Essa missão foi especial para o senhor de algum modo?

Purcell – Foi uma missão muito importante, por um par de razões. A primeira é desfazer o mistério sobre por que o avião se perdeu. Nós encontramos os destroços, eles recuperaram as caixas-pretas, vão lê-las e acredito que vão descobrir por que o avião caiu. Isso pode ser crítico para a segurança no futuro. A outra é trazer conforto para os familiares das vítimas, que poderão ter respostas sobre por que isso aconteceu.

O senhor teria alguma mensagem para os familiares das vítimas?

Purcell – Eu espero que a solução do mistério os ajude.

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Fonte: Zero Hora - Foto:Tom Kleindinst / Woods Hole Oceanographic Institution