segunda-feira, 25 de abril de 2011

Associação de parentes de vítimas do voo 447 quer que corpos fiquem no Brasil e pede audiência com Dilma

A Associação dos Familiares de Vítimas do Voo 447 enviará uma carta à presidente Dilma Rousseff solicitando uma audiência da chefe de Estado com mulheres que perderam parentes no acidente, que matou 228 pessoas em 31 de maio de 2009. Segundo Nelson Faria Marinho, presidente da associação, há uma série de reivindicações a serem feitas:

- Pediremos que o Brasil não participe apenas como observador do resgate dos corpos e da caixa-preta. Queremos também que os corpos não sejam levados para a França, como o governo francês pretende fazer. Eles podem ficar em Pernambuco, como aconteceu com os primeiros resgatados - defendeu Marinho.

Outro pedido da associação é que o conteúdo da caixa-preta seja analisado por um país "neutro". Para o representante da organização, já que a fabricante Airbus e a empresa aérea Air France são francesas, outro país deveria ficar responsável por estudar as informações contidas no equipamento. A sugestão da associação é que o procedimento seja feito pelos Estados Unidos.

Outro assunto a ser discutido na reunião será o pagamento de indenizações, que ainda não foi efetuado. Os familiares pedirão que o governo brasileiro interceda para que o processo seja agilizado, uma vez que, em dois anos, as famílias receberam apenas a indenização básica definida pelo Tratado de Montreal, que equivale a R$ 48 mil.

- Os provedores de algumas famílias estavam no voo, e elas estão em grandes dificuldades.

Segundo o presidente da associação, a carta a ser enviada ao Planalto será o segundo pedido de uma audiência com a presidência da República. O grupo tentou em outras duas ocasiões ser recebido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, mas não teve resposta.

Na semana passada, o departamento de investigação de acidentes da França, Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA), lançou uma missão para tentar resgatar as duas caixas-pretas e corpos das vítimas do acidente. Um navio francês de grande porte, adaptado para cabeamento submarino, é responsável pela operação, patrocinada pelo governo francês com a participação de representantes da Aeronáutica.

O local da busca foi definido no começo de abril, após equipamentos contratados pela França terem identificado um número significativo de destroços de grande parte da fuselagem, onde fotografias revelaram também a existência de corpos. As buscas ocorrerão cerca de 15 quilômetros de onde se presume que caiu o avião.


Fonte: Vinícius Lisboa (O Globo)

Cancelamento de voo da Gol que partiria de Bauru (SP) vira caso de polícia

Passageiros foram avisados que avião não partiria após mais de duas horas de espera

O cancelamento do voo 631062 da empresa Gol, que partiria do aeroporto Moussa Tobias, na rodovia Bauru-Arealva, com destino a São Paulo virou caso de polícia na tarde desta segunda-feira.

Segundo informações do depoutado estadual Pedro Tobias (PSDB), que pegaria o voo, a decolagem estava prevista para as 12h30, mas foi simplesmente cancelado depois de mais de 2 horas de espera.

Os passageiros resolveram registrar um BO contra a empresa. Por meio do seu twitter, Pedro Tobias reclamou bastante. "Vamos cobrar o ressarcimento do voo e outros prejuízos causados por essa incompetência da Gol, pois nós tínhamos compromissos na Capital hj."

E depois escreveu: "Uma verdadeira falta de respeito com os passageiros, cuja maioria deles reservou sua viagem com ampla antecedência. Pior do que a espera e o cancelamento do voo da Gol foi a justificativa da empresa: o avião estava em manutenção em Congonhas, em SP".

Abaixo, confira na íntegra a nota oficial da Gol enviada ao BOM DIA explicando o que ocorreu:

"A GOL informa que os voos 1060 e 1061, que fariam os trechos São Paulo/Bauru/São Paulo, foram cancelados devido à necessidade de realização de uma manutenção não-programada na aeronave que estava designada para realizar essas viagens.

A companhia destaca que está empenhada em atender seus clientes da melhor forma possível, conforme determina a Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A GOL esclarece, também, que preza pelos mais altos padrões de segurança, de maneira que eventuais alterações nos horários de voos são procedimentos, ainda que indesejados, às vezes necessários às operações aéreas. A GOL lamenta que essas medidas causem desconforto aos passageiros, mas reitera que ações como essas visam garantir a segurança operacional, item prioritário de sua política de gestão

Atenciosamente,
GOL Linhas Aéreas Inteligentes"

Fonte: www.redebomdia.com.br

GOL deixa passageiros com destino ao Rio sem avião no aeroporto de Confins

Cerca de 70 passageiros da GOL aguardam há quase três horas para embarcar do Aeroporto de Confins (MG) para o Rio de Janeiro nesta segunda-feira. O voo 1575 deveria ter saído de Minas com destino ao Santos Dumont às 14h25m, mas a aeronave chegou ao aeroporto mineiro com uma hora e meia de atraso. O problema foi agravado pela decisão da companhia aérea de desviar a tripulação do voo 1575 para outra rota, deixando os passageiros no aeroporto, sem previsão de embarque.

Após duas horas e sem tripulação para trazer a aeronave até o Rio, a empresa decidiu cancelar o voo 1575 e negocia com a TAM o embarque dos 70 passageiros para o Rio. A TAM, que ainda não informou se poderá atender ao pedido da GOL, tem um voo de Confins para o Rio às 18h35m, mas só há vaga para cerca de 50 passageiros. Outro voo da TAM sai de Confins às 18h55m para o Rio, mas para o Galeão, e não para o Santos Dumont, como o voo 1575. A GOL tem um outro voo para o Rio às 19h, mas as vagas não são suficientes para atender a todos os passageiros.

Sem uma solução da companhia aérea, os passageiros pediram a intervenção da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas os agentes informaram que cabe à GOL fazer a solicitação. Com isso, os 70 passageiros continuam no aeroporto, sem qualquer tipo de assistência da companhia aérea.

Fonte: O Globo

Homem é dominado após tentar desviar voo para Trípoli

Valery Tolmachev ameaçou aeromoça com uma faca durante voo Paris-Roma

Um homem foi dominado pela tripulação da companhia aérea italiana Alitalia após tentar desviar a rota de um voo para Trípoli, capital da Líbia.

Durante o voo AZ-329 entre Paris e Roma, Valery Tolmachev, 48 anos, natural do Cazaquistão, sacou uma faca e exigiu que o avião, o Airbus A321-112, prefixo I-BIXA, com 131 pessoas a bordo, fosse redirecionado para Trípoli.

De acordo com relatos dos passageiros, Tolmachev fustigou uma aeromoça com a faca, chegando a pressioná-la contra a sua garganta, mas foi rapidamente detido por outros tripulantes e também por passageiros.

O homem foi sedado após a aterrisagem do avião em Roma, onde prestará depoimento à polícia.

Fontes: Veja.com / Aviation Herald - Foto: AFP / Getty

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Na investigação, Brasil é apenas observador. Nada mais.

O Escritório de Investigações e Análises (BEA) da Aviação Civil da França fez saber mais detalhes da operação de resgate dos destroços do Airbus A330 e dos corpos das vítimas do acidente com o voo 447 da Air France, encontrados a 3 900 metros no fundo do Oceano Atlântico, cerca de 1 100 quilômetros à nordeste de Recife.

O Ile de Sein, navio-cabo escolhido para realizar a missão, zarpou de Las Palmas (Ilhas Canárias) com previsão de chegada à zona do acidente por volta do dia 28 de abril. Mas antes, o barco da francesa Alcatel-Lucent fará uma escala em Dacar (Senegal) para embarcar o ROV Remora 6000 e a equipe da empresa americana Phoenix International que opera o veículo autônomo submersível capaz de funcionar até 6 400 metros de profundidade onde só há luz dos seres marinhos abissais.

O comandante da missão é o monoglota francês Alain Brouillard, investigador-chefe do BEA. Além de três outros investigadores do organismo estatal francês, seguem dois “representantes credenciados”. Um deles pertence à britânica Air Accidents Investigation Branch (AAIB) e o outro, é o coronel da FAB Luís Cláudio Lupoli, investigador do Centro de Investigação e Prevenção de Aeronáuticos (CENIPA). A Airbus está enviando três especialistas e a Air France, apenas um.

A equipe embarcada conta com um técnico americano em imagens de sonar e um psicólogo para cuidar de eventuais distúrbios provocados pela tentativa de resgate das vítimas. O BEA diz que as fotografias mostraram uma cena de horror, “dezenas e dezenas de corpos” junto aos destroços do Airbus 330-203. A precaução acontece seguida ao resgate dos restos mortais das vítimas do acidente aéreo de Sharm el-Sheikh, no extremo sul da península do Sinai, junto do Mar Vermelho. Alguns participantes da operação de resgade precisaram de apoio psicológico durante seis meses. A possibilidade de resgate dos corpos ainda é uma incognita. Alguns deles estão presos por cintos de segurança nas poltronas. Tampouco se sabe qual será a reação do tecido humano, conservado quase dois anos a zero graus Célcius e imune às bactérias que provocam decomposição. O contato com temperaturas mais elevadas pode provocar degradação. O navio está equipado com containers refrigerados para o transporte dos corpos até a França, onde serão, eventualmente, analizados por legistas e depois, restituídos às famílias.

Os juízes de instrução do Tribunal de Grande Instância de Paris, Silvie Zimmerman e Yann Daurelle, responsáveis pela investigação penal francesa, na qual a Air France e a Airbus foram indiciadas por homicídio culposo, enviaram quatro agentes da Polícia Judicial (OPJ) que serão assistidos por três especialistas do Instituto de Pesquisa Criminal da Gendarmaria, o IRCGN na sigla em francês. São eles os responsáveis pela decisão do resgate dos corpos, e ninguém mais.

O CENIPA organizou uma entrevista coletiva à imprensa para anunciar a presença do coronel Lupoli e a participação “ativa” do Brasil segundo rege o Anexo 13 da Convenção de Chigago que aborda as investigações de acidentes aéreos. Não é bem isso. O Anexo 13 está a disposição para qualquer alfabetizado ler. O órgão investigador, no caso, o BEA, só tem a obrigação de informar o andamento e os resultados da investigação ao “representante credenciado”, no caso, o coronel Lupoli, do CENIPA.

O coronel Lupoli não tem direito de intervir ou direcionar a investigação nem possui poder de veto. Uma vez a investigação concluída, as observações dos “representantes credenciados” podem ser anexadas como informações adicionais em pé de página. Isso não quer dizer bem participação “ativa” como o Ministério da Aeronáutica tenta fazer crer aos menos cautelosos e incautos.

Se os franceses acharem as caixas-pretas, por exemplo, o BEA deixou claríssimo – atitude rara em comportamento tradicionalmente opaco no que diz respeito a comuniçação de informações – que no momento da extração de registros de dados e áudio, só haverá a presença de funcionários do orgão de investigação francês, um agente da Policia Judiciária e uma câmera de vídeo para documentar a operação. Depois, o BEA entregará a transcrição para os “representantes acreditados”.

Caso os franceses encontrem as caixas-pretas – a possibilidade é alta porque a cauda da aeronave onde estão os aparelhos está em boas condições, segundo dizem os investigadores baseados em 13 000 fotografias –, elas serão seladas pela Policia Judiciária. Em seguida, os dois aparelhos serão embarcadas em uma fragata da Marinha francesa que os levará diretamente para França. Pergunta-se: por que não levar as caixas-pretas para Recife e a partir de lá, decolar em voo para Paris? Seria operacionalmente mais rápido. Mas as autoridades francesas não querem ouvir falar na possibilidade das caixas-pretas transitarem por território brasileiro. Por que será?

Por Antonio Ribeiro (veja.abril.com.br/blog/de-paris) - Imagem: Veja,com

Navio francês parte em busca de caixas pretas do voo da Air France

Embarcação deve iniciar buscas domingo ou segunda-feira; acidente matou 228 pessoas em 2009


O navio francês Ile de Sein (foto acima), que realizará a operação de buscas das caixas pretas do voo AF 447 da Air France, vai sair nesta sexta-feira do porto de Dacar, no Senegal, rumo a área onde foram localizados os destroços do avião que caiu no Atlântico em 2009.

A previsão é de que a embarcação chegue ao local de buscas no domingo ou na segunda-feira, iniciando uma etapa decisiva nas investigações sobre as causas do acidente que matou 228 pessoas em 31 de maio de 2009. A prioridade dessa quinta fase de operações é a busca das duas caixas pretas do Airbus A 330-200.

Área menor

O trabalho dos investigadores será facilitado porque já foi efetuada a localização geográfica dos destroços, encontrados a cerca de 1,1 mil quilômetros da costa brasileira, a partir da análise das 15 mil fotos tiradas por robôs submarinos na operação anterior, que localizou a fuselagem, no início de abril.

Os especialistas do Escritório de Análises e Investigações da França (BEA, na sigla em francês) já sabem, portanto, a posição geográfica exata da parte traseira do avião, onde se situam as caixas pretas do Airbus.

Isso permitirá uma intervenção mais rápida do robô Remora 6000 (ROV, na sigla em inglês - Veículo Operado Remotamente) da companhia americana Phoenix International, que será enviado diretamente ao local onde está a cauda do avião.

O robô, normalmente utilizado em atividades de exploração de petróleo submarinas, é equipado de câmeras e "braços" articulados e é capaz de manipular equipamentos para cortar a fuselagem.

O BEA, que investiga as causas do acidente, não sabe ainda, no entanto, se as caixas pretas estariam presas na fuselagem ou teriam sido projetadas para fora em razão do choque.

Conservação

Outra incógnita é se os dados das duas caixas pretas, que contém os parâmetros técnicos do voo e as gravações das conversas dos pilotos, poderiam ser extraídos e analisados, após terem ficado quase dois anos submersos a 3,9 mil metros de profundidade.

As caixas pretas são consideradas fundamentais para descobrir as causas do acidente. Se elas forem localizadas, serão colocadas em uma fragata da marinha francesa, que sairá de Caiena, na Guiana Francesa, para recuperá-las e trazê-las à França.

A fuselagem do avião foi localizada a apenas cerca de dez quilômetros ao norte da última posição do avião conhecida nos radares. A área de buscas dessa quinta fase é muito menor do que a das precedentes: ela se concentra em uma área de apenas 120 mil metros quadrados (0,12 km²).

O BEA também afirma que não sabe ainda se os corpos das vítimas poderão ser resgatados nessa operação de buscas. A decisão, que cabe exclusivamente a representantes da Justiça francesa, será tomada a bordo do navio, diz o BEA.

Os investigadores não sabem se os restos mortais poderiam resistir às manipulações do robô. De acordo com os primeiros cálculos feitos por especialistas, um tipo de "cesta" ligada a cabos poderia levar os corpos à superfície.

Fonte: BBC Brasil via Estadão - Foto via Veja.com

Voo rasante de bimotor na Paraíba provoca susto e Bombeiros desmentem acidente

Um voo rasante de um bimotor na praia de Intermares, em Cabedelo - a 18 km de João Pessoa -, provocou muito susto e desmentindos na imprensa paraibana. Havia a informação de que a aeronave teria caído, razão do voo tão baixo, mas o Corpo de Bombeiros desmentiu qualquer tipo de acidente, através da assessoria de imprensa.O possível acidente também provocou muita confusão entre os twitteiros, alguns, inclusive, chegaram a afirmar que viram o avião passar em uma altura bastante baixa.

A informação do voo rasante e até mesmo a confusão sobre o acidente, ou não, colocam pilha na disputa pelo terreno onde funciona o Aeroclube da Paraíba, no bairro do Bessa, que vem passando por um processo acelerado de crescimento.

A prefeitura de João Pessoa está brigando na Justiça pela posse do terreno e chegou até a destruir a pista, assim que conseguiu uma liminar que lhe dava o direito de posse. Em seguida, um recurso federal devolveu o terreno para a diretoria do Aeroclube.

Fonte: Turismo em Foco/www.pbagora.com.br

Presidente da Associação Brasileira de Táxi Aéreo critica especulações sobre queda de avião

Milton Arantes disse que é prematuro sugerir hipóteses sobre queda. Ele afirmou que avião tinha autorização para voar com sete a bordo, mas registro na Anac aponta apenas cinco


Registro da aeronave PT-EFS na Anac diz que ela tinha capacidade para cinco pessoas

O presidente da Associação Brasileira de Táxi Aéreo (ABTAER), Milton Arantes Costa, está em Manaus para o velório do dono da empresa Amazonaves, Antônio Picão, e se posicionou contrário a todos os comentários sobre as possíveis causas da queda do Seneca prefixo PT-EFS, que se acidentou na tarde de quinta-feira (21) no aeroporto Eduardo Gomes.

“O que podemos afirmar com convicção é que a aeronave não tinha reporte de pane, ela tinha certificação para sete pessoas a bordo. O Seripa irá fazer a investigação para dizer as causas do acidente. Nesse momento qualquer coisa que se fale a mais é especulação e irresponsabilidade”, opinou Arantes.

O presidente da ABTAER esclareceu que o Seneca acidentado não pertencia a frota da empresa Amazonaves. “O avião era privado e particular do Picão, não era da frota da Amazonaves e estava adequado ao vôo”, disse. No entanto, a própria foto do avião acidentado mostra a logomarca da empresa em sua cauda.

Outra contradição nas informações sustentadas pelo presidente da ABTAER é em relação a capacidade de pessoas que poderiam voar na aeronave. Mesmo dizendo que ela estava homologada para sete passageiros, o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) do Seneca PT-EFS mostra, segundo consulta a página da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na internet, que o avião tinha permissão para voar com apenas cinco pessoas.

Seripa

O comandante do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7), tenente-coronel Carlos Frederico Schonhardt, explicou que apesar de as informações do RAB da aeronave acidentada constar que ela só podia transportar cinco pessoas (contando com tripulantes), pode ter havido alguma modificação nesse registro sem que tenha sido atualizado no site da Anac.

"O site da Anac não é 100% atualizado. Essa homologação pode ter sido modificada, mas só vamos saber disso na segunda-feira (25), pois os documentos do avião já foram recolhidos e encaminhados para o Seripa. Mas há sim a possibilidade desse avião poder levar sete passageiros", disse Schonhardt.

Fonte: Márcio Azevedo (acritica.uol.com.br) - Imagem: Reprodução da Internet

Empresa de avião que caiu em Manaus teve quatro acidentes desde 2002

Desde 2002, houve quatro acidentes graves envolvendo aviões da empresa Amazonaves Táxi Aereos, incluindo o de ontem, que matou o dono da companhia, Antônio Picão Neto, sua esposa, seu filho de 12 anos e mais quatro pessoas. Há indícios de falha mecânica, mas apenas uma investigação do Serviço de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) podera dizer as causas da queda.

Antes do acidente de ontem, um bimotor Seneca da empresa caiu em cima de uma casa em construção em Manaus, ferindo piloto e passageiro. Em 2003, outro avião semelhante caiu durante um voo de inspeção, ferindo o piloto gravemente. Já em 2002, um monomotor Minuano caiu na selva, matando o piloto e o passageiro, cujos corpos levaram dois meses para ser encontrados. Todos os acidentes anteiores aos de ontem foram causados por falhas mecânicas.

O Seneca acidentado ontem caiu de bico entre as cabeceiras 10 e 28 do Aeroporto eduardo Gomes. O destino da viagem era a cidade de Santarém.

A Amazonaves atua no segmento de Táxi Aéreo na Amazônia deste a década de 90 e tem sua sede em no município de Tefé (AM).

Empresário foi investigado

O empresário Antônio Picão Neto chegou a ser preso pela Polícia federal em 2007, durante a Operação Metástase, que investigava um suposto esquema de fraudes em licitações na Fundação Nacional da Saúde (Funasa) de Roraima para contratação de serviços de táxi-aéreo. Na época, o empresário e seu sócio, Geraldo Luiz Picão, foram detidos por suspeita de envolvimento no caso.

Fonte: Jornal do Brasil (com agências)

Veja mais imagens do acidente com avião no Amazonas

Fotos: Divulgação/Corpo de Bombeiros / Marcio Melo/Futura Press

Queda de avião, em aeroporto do AM, deixa sete vítimas fatais

Aeronave modelo Seneca pertenceria a empresa Amazonaves Táxi Aéreo, cujo dono, Antônio Picão Neto, se encontrava no voo, juntamente com os familiares, a caminho de Santarém (PA)




Uma aeronave bimotor, modelo Embraer EMB-810C Seneca, prefixo PT-EFS, da empresa Amazonaves Táxi Aereo caiu minutos após a decolagem, na tarde desta quinta-feira (21), na pista do aeroporto internacional Eduardo Gomes, localizado no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

De acordo com as equipes do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência entre as vítimas fatais estão três homens, três mulheres, uma criança e o cachorro "Pimpolho".

O proprietário da Amazonaves, Antônio Picão Neto, 50, foi uma das vítimas, juntamente com a esposa, Luciana Fernandes Picão, 42; o filho Matheus Henrique Picão, 12; além de uma funcionária da empresa, Janilça Oliveira Nascimento, 35; a amiga Kelly Cidrônio.

O piloto dao avião, identificado como Waldeir Alencar da Silva, o "Mineirinho", e o pedreiro Magno Souza, também estão entre as vítimas fatais.

A aeronave tinha como destino o município de Santarém (PA).

O Seneca modelo EMB-810C, pesava 2.073 quilos, e tinha capacidade para cinco pessoas. A aeronave estava regular com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

A chegada e saída de voos no aeroporto internacional Eduardo Gomes foi suspensa por alguns instantes, sendo liberada por volta das 15h30.

Testemunho

Relatos de aeronautas, que se encontravam no aeroporto, no momento do acidente, dão conta de que a aeronave levantou voo às 14h51, mas não chegou a atingir a altura de 100 metros, caindo às 14h52.

"Talvez o vento tenha contribuído de alguma forma para a queda do avião, pois a velocidade marcada na torre, naquele momento era de 4 nós, e não oferece riscos. A partir de 6 nós a velocidade do vento oeferece perigo", salienta o aeronauta, que pediu o sigilo constitucional da fonte.

Fonte: Síntia Maciel, Luana Lima e Lorena Serrão (acritica.uol.com.br) - Fotos: Ney Mendes, Márcio Melo e Antônio Lima 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Em Nova York, caminhão de companhia aérea distribui comida de avião

Ação foi estratégia de marketing da empresa para divulgar cardápio gourmet


A Air France inovou com uma ação para divulgar a comida servida em suas aeronaves. Com o objetivo de criar uma imagem positiva para as refeições, colocou um caminhão itinerante para distribuir refeições gratuitas pelas ruas de Manhattan.

Ao todo, mais de 600 refeições foram distribuídas nos seis dias que o caminhão circulou, e os trajetos eram divulgados pela página da empresa no Facebook e via Twitter.

Os menus foram criados pelo chef Joël Robuchon e incluíam receitas como filé mignon grelhado com molho de trufas. Além de distribuir os pratos gratuitamente, a empresa também realizou sorteios de passagens para Paris.

Fonte: revistapegn.globo.com - Foto: Divulgação

Hubble comemora 21 anos e divulga foto de 'rosa' de galáxias

Fenômeno é derivado da interação de duas galáxias e tem formato espiral.


Telescópio espacial da Nasa foi lançado em abril de 1990.

Esta fotografia foi divulgada nesta quarta-feira (20) para comemorar os 21 anos do Hubble. O telescópio espacial foi lançado pela agência norte-americana em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery.

A imagem mostra a interação entre um par de galáxias conhecido como Arp 273. Ela foi obtida em dezembro do ano passado e divulgada agora por ser especialmente bonita.

Os astrônomos se referem à imagem como uma 'rosa' de galáxias, em alusão ao formato da espiral, que lembra a flor.

Fonte: G1 - Foto: Nasa, ESA, A. Riess (STScI/JHU), L. Macri (Texas A&M University), e Hubble Heritage Team (STScI/AURA) / Divulgação

Avião de Michelle Obama descarta pouso após falha do controle aéreo

Um avião que transportava a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, foi obrigado a interromper um procedimento de pouso devido a um erro do controle de voo em terra, revela o Washington Post.

O incidente ocorreu na segunda-feira, na Base Aérea de Andrews (Maryland), a leste de Washington, quando o Boeing 737 com Michelle Obama e a mulher do vice-presidente Joe Biden, Jill, retornava de New York e teve o procedimento de pouso cancelado por causa de um avião militar de transporte C-17 que manobrava para decolar.

Segundo o Post, "responsáveis federais que investigam o caso" atribuem o incidente à falha de um controlador civil da região de Washington, que autorizou o pouso equivocadamente.

Os controladores da base de Andrews "perceberam que o avião cargueiro não teria tempo para decolar antes do pouso do avião presidencial e interromperam o procedimento de aterrisagem...", revela o Post, assinalando que a distância entre os dois aparelhos jamais foi inferior a 5 km.

O jornal e o canal ABC citaram, de forma anônima, fontes oficiais que atribuíram o perigoso incidente a uma falha de um controlador aéreo de uma torre de controle civil em Warrenton, Virginia (oeste).

Os controladores aéreos americanos protagonizaram nos últimos dias uma série de incidentes nos quais vários deles foram flagrados dormindo durante o trabalho, o que levou as autoridades a reorganizar as horas de descanso.

O diretor do controle aéreo americano renunciou na semana passada e FAA, a agência de aviação civil do país, prometeu grande reformas, em uma tentativa de recuperar a confiança pública.

Fonte: AFP

Avião da Air France atingido por caminhão decola no Rio, diz Infraero

Caminhão tinha acabado de abastecer aeronave e bateu ao manobrar.

Inicialmente, decolagem estava prevista para as 13h50 desta quarta-feira.


O avião Boeing 747-428, prefixo F-GITE, da Air France, que foi atingido por um caminhão de combustível na pista do Aeroporto Tom Jobim, no Rio, decolou por volta das 15h06, desta quarta-feira (20). As informações são do balcão da Infraero. Inicialmente, a decolagem em um novo voo estava programada para as 13h50.

Devido ao acidente, que aconteceu na terça-feira (19), o voo AF-443, que seguia para Paris, teve que ser cancelado. Havia 436 passageiros a bordo. A empresa informou que providenciou hospedagem para os passageiros.

Como foi a batida

Segundo a Air France, o caminhão tinha acabado de abastecer a aeronave na pista e ao fazer uma manobra, houve a colisão. Devido ao acidente, a fuselagem do avião foi danificada, mas não houve feridos, informou a empresa.

A Petrobras Distribuidora afirmou, em nota, que os operadores de pista a serviço da empresa em todo o país recebem treinamento de nível internacional, e que vai apurar as causas do incidente junto às autoridades aeroportuárias.

Fonte: G1 - Foto: passageiro  Mucio Capobiango

terça-feira, 19 de abril de 2011

As 100 imagens mais impressionantes registradas da janela de aviões

Entre um destino e outro sempre tem a imensidão dos ares. Há quem perde os espetáculos que o planeta oferece entre o intervalo de distância da partida e da chegada de olhos fechados.


Mas há quem não deixa passar entre nuvens, belas visões. Veja só esse projeto: este site reuniu uma centena de fotos que captaram estas belezas por meio da janela de aviões que cruzaram os céus de várias partes do globo.


Riqueza de curvas e especificidades geográficas, mistura de cores e texturas, combinações e variedades de se encher os olhos e os focos das câmeras fotográficas.

Confira um pouco mais do que é possível encontrar por aí, se você estiver mais atento ao encanto de uma viagem (e da próxima vez, tire suas próprias fotografias!).

Fonte: spintravel.blogtv.uol.com.br

Nasa escolhe empresas para criar nova geração de naves tripuladas

Quatro companhias receberão até R$ 140 milhões para criar cápsulas e foguetes que sucederão os ônibus espaciais

A Nasa anunciou quatro empresas que receberão de US$ 22 milhões (R$ 33 milhões) a US$ 92,3 milhões (R$ 140 milhões) para desenvolver projetos de naves espaciais capazes de transportar astronautas.

As empresas escolhidas são Blue Origin (US$ 22 milhões, ou R$ 33 milhões); Sierra Nevada Corporation (US$ 80 milhões, ou R$ 120 milhões); SpaceX (US$ 75 milhões, ou R$ 110 milhões); e Boeing (US$ 92,3 milhões, ou R$ 140 milhões).

Essas dotações fazem parte da estratégia delineada no início de 2010 pelo presidente Barack Obama, de tirar da Nasa a responsabilidade de levar astronautas para a órbita da Terra, terceirizando os voos para a iniciativa privada.

De acordo com nota divulgada pela agência espacial, o objetivo das dotações é “reduzir a interrupção da capacidade de voo espacial humano dos EUA”. Com a aposentadoria dos ônibus espaciais em meados deste ano, e até a maturação dos sitemas desenvolvidos por essas empresas, os Estados Unidos ficarão sem uma tecnologia disponível para levar seres humanos ao espaço.

Uma das empresas agraciadas, a SpaceX, havia anunciado, no início do mês, a intenção de construir, até 2015, um foguete capaz de levar ao espaço o dobro da carga carregada por um ônibus espacial.

A SpaceX já fez testes com seu foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, ambos equipamentos que fazem parte de sua arquitetura de viagens espaciais tripuladas. No entanto, nenhum teste com seres humanos a bordo foi realizado até agora.

Fonte: iG - Foto: Divulgação

Nova atualização da lista "negra" da aviação na Europa

A Comissão Europeia anunciou dia hoje a 17ª atualização da lista "negra" da aviação que proíbe todas as companhias aéreas certificadas de Moçambique entre as quais a LAM, que estão voando para Lisboa com um avião da EuroAtlantic, de voarem no espaço aéreo europeu.

O comunicado da Comissão diz que decidiram com o apoio unânime dos membros do Comitê de Segurança Aérea, impor restrições operacionais em dois casos.

No primeiro baniu todas as companhias aéreas moçambicanas certificadas de operar no espaço aéreo europeu devido às "significativas deficiências encaradas pelas autoridades da aviação civil neste país tal como foi reportado pela ICAO – International Civil Aviation Organization no âmbito da sua auditoria sobre supervisão e segurança.

No segundo caso a comissão impôs restrições em dois aviões B767 operados pela Air Madagascar devido às deficiências persistentes de segurança e supervisão.

A Comissão e os membros do Comitê da Segurança Aérea reconhecem "os esforços das autoridades desses países para a reforma do sistema de aviação civil actual e melhorar a segurança para garantir que as normas internacionais de segurança sejam efetivamente aplicadas", diz a nota que acrescenta que a CE está "pronta a apoiar activamente a estas reformas, em cooperação com a OACI, os Estados-Membros e da European Aviation Safety Agency".

A nova lista inclui todas as companhias aéreas certificadas em 21 países totalizando 269 transportadoras que foram completamente proibidas de voarem no espaço europeu: Afeganistão, Angola, Benin, República do Congo, República Democrática do Congo, Djibouti, Guiné equatorial, Gabão (com excepção de três companhias que operam com restrições e condicionadas), Indonésia (com excepção de seis companhias), Kazaquistão (com excepção de uma companhia que opera sob determinadas restrições e condições), Quirguistão, Libéria, Mauritânia, Moçambique, Filipinas, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, Sudão, Swazilândia e Zâmbia.

A lista também inclui três companhias individuais, Blue Wing Airlines do Suriname, Meridian Airways do Gana e Silverback Cargo Freighters do Ruanda.

Adicionalmente existem dez companhias que podem operar na União Européia com restrições entre as quais está a TAAG.

Fonte: Presstur

TAM recebe primeira aeronave A330 do ano

Chegou hoje e já foi incorporado à frota da TAM, o primeiro Airbus A330 neste ano de 2011.

Procedente da fábrica do consórcio europeu, em Toulouse, está configurado com 221 assentos, quatro na Primeira Classe, 34 na Executiva e 183 da Econômica. Esta é a primeira das duas aeronaves que serão recebidas neste ano, para a expansão, a partir do mês de maio, das rotas internacionais de longo curso do Rio de Janeiro para Frankfurt, Nova York e Londres. O segundo avião chega no mês que vem.

A frota da empresa passa a ser de 154 aeronaves, 141 deles do fabricante europeu e 7 da Boeing, além dos 5 ATR-42 utilizados pela Pantanal. A previsão é de chegar ao final do ano com 156 aeronaves.

Os novos aviões permitirão que o voo para Frankfurt seja diário a partir do inicio de maio, além do aumento de quatro para seis nas viagens semanais para Nova York. A companhia aguarda, ainda, a autorização da ANAC para aumentar os voos para Londres (Inglaterra), a partir de agosto, de três para seis frequências semanais.


O Airbus A330-223 F-WWYJ (agora PT-MVS) em Toulouse Blagnac (TLS/LFBO), em 25/03/2010 - Foto por Shunn311


O PT-MVS fotografado em Frankfurt am Main (Rhein-Main AB) (FRA / FRF / EDDF), na Alemanha, em 6 de março de 2011 - Foto: RalfB (Airliners.net)


Fontes: Brasilturis / spottermanaus.blogspot.com / Site Desastres Aéreos

Inacabada, investigação sobre avião da TAM é alvo de protestos

Familiares e amigos das vítimas do maior acidente aéreo da história do País reclamam de lentidão do Ministério Público

Próximo dos quatro anos da tragédia com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocorrido em julho de 2007, os familiares das 199 vítimas aguardam a conclusão da denúncia do Ministério Público Federal. Um protesto realizado neste domingo em Porto Alegre pediu rapidez na conclusão do inquérito, cuja expectativa era de que ficasse pronto no final do ano passado.

“Queremos uma celeridade por parte do Ministério Público Federal, para que apresente as suas conclusões. A nossa expectativa é de que haja denúncia”, afirma Dário Scott, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (Afavitam). Os familiares realizaram uma manifestação neste domingo próximo do aeroporto Salgado Filho, de onde partiu o avião no dia 17 de julho de 2007.

A Afavitam espera que o procurador Rodrigo de Grandis conclua o inquérito antes que a tragédia complete quatro anos. A expectativa era de que o trabalho estivesse concluído até o final do ano passado. “Já estamos em abril, e para chegar aos quatro anos, está perto. Sabemos da complexidade do processo. Queremos que ele esteja no foco do Ministério Público Federal”, destaca Scott.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo, além da Polícia Federal e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), realizaram investigações que estão de posse do procurador. A investigação conduzida em São Paulo indiciou representantes da Infraero, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da TAM, além de pedir providências em relação à Airbus, fabricante da aeronave.

“Houve responsabilidade de todos. Cabe ao Ministério Público Federal determinar o grau da responsabilidade e achar as pessoas que ocupavam os cargos neste momento”, defende o presidente da Afavitam.

Procurada pelo iG, a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal de São Paulo disse que o procurador Rodrigo de Grandis não se manifesta sobre o caso.

Fonte: Daniel Cassol (iG) - Foto: AE

Aeronave sofre incidente ao pousar em Londrina (PR)

Uma aeronave de treinamento, modelo Aeroboero AB-115, sofreu um incidente ao aterrissar no aeroporto Governador José Richa, em Londrina (PR), na tarde desta segunda-feira (18).

No momento do pouso, por volta das 15h, o avião saiu da pista, avançou pela grama e só parou quando sua parte frontal atingiu o chão.

De acordo com o Aeroporto de Londrina, ninguém ficou ferido. O avião foi retirado da pista e encaminhado para o Aeroclube de Londrina. A operação no aeroporto não foi prejudicada.

Fonte e foto: internauta Eduardo Souza (participou do vc repórter, Terra)

Empresa recruta pilotos para projeto de turismo espacial

Para se candidatar ao trabalho tem que ser cidadão americano, ter licença de piloto da agência americana de aviação civil, pós-graduação em escola de pilotos e um histórico de três mil horas de voo em vários tipos de avião.


Fonte: Bom Dia Brasil (TV Globo)

Controlador de voo dorme e atrasa pouso de avião-ambulância nos EUA

A aeronave, que transportava um doente, tentou por 16 minutos falar com o controlador. Sem obter reposta, o piloto aterrissou sem autorização e felizmente, tudo deu certo.

A FAA é a Anac americana, responsável pela aviação civil – aceitou a demissão nesta quinta-feira (15) do responsável por controladores flagrados dormindo na hora do serviço.

Imagine a urgência de um avião que transporta um doente. E se ele não consegue pousar? Às duas da manhã da última quarta-feira, um avião-ambulância tentou durante 16 minutos falar com a torre do aeroporto de Reno, em Nevada, querendo instruções para aterrissar.

O controlador estava dormindo. Tenso, o piloto pediu ajuda a outro controle do estado da Califórnia.

Piloto: Temos um paciente muito doente aqui. Vamos ter que pousar tendo ou não autorização.

Torre: Eles não estão atendendo ao telefone. Vamos tentar outro número e ver se alguém pode ir até lá e checar a torre.

Piloto: Nós temos que pousar.

Torre: O pouso é a critério do piloto.

O avião conseguiu aterrissar em Nevada e felizmente, tudo deu certo. Foi o 6º incidente este ano causado por controladores que dormiram no trabalho. E foi a gota d’água para que o diretor da agência que coordena o tráfego aéreo pedisse demissão hoje.

Pelo fim dos cochilos da madrugada, o secretário de transportes americano anunciou que depois da meia-noite, pelo menos duas pessoas terão que ficar em 27 torres pelo país onde até agora só trabalhava um controlador e disse que vai rever a qualificação exigida dos controladores. Pelo menos seis já foram suspensos. Um deles chegou a dormir três vezes no trabalho.

Fonte: Jornal da Globo (TV Globo)

Mais detalhes

Boeing 737-800, matrícula N823NN, da American Airlines, realziado o voo AA-1012, de Miami, Flórida, para Washington, DC, com 97 pessoas a bordo, estava em fase final de aproximação à pista 01 e fez contato com a Torre, mas não recebeu qualquer resposta. A tripulação, por volta das 00:07 L (04:07Z), tentou novo contato na frequência de abordagem, sem sucesso. Em seguida, tentou contatar a Torre via telefone, também sem sucesso. O Boeing foi partiu para outra abordagem e pousou em segurança oito  minutos mais tarde.

Enquanto o Boeing da American estava aterrissando, o Airbus A320-200, matrícula N492UA, da United Airlines, realizando o voo UA-628, de Chicago o'Hare, Illinois, ao Aeroporto de Washington, DC, com 68 pessoas a bordo, se aproximava do aeroporto. Na abordagem, a tripulação relatou que o aeroporto foi declarado descontrolado e a freqüência de torre havia sido declarada como uma frequência Consultiva e liberou o voo para uma abordagem visual para pista 01. A tripulação aterrissou cerca de 10 minutos após a Boeing.

Outro Boeing 737-800, matrícula N954AN, da American Airlines, desempenhando o voo AA-1900 de Dallas Ft. Worth, Texas, para o Aeroporto de Washington DC, relatou que a aeronave ficou sem contato com o aeroporto - fora da frequência de torre - cerca de 30 minutos após o primeiro go-around. Em algum momento, durante a aproximação final, a torre começou a transmitir novamente.

O NTSB confirmou os incidentes envolvendo dois voos da noite de terça-feira (22 de março).



Fonte: Aviation Herald

Série mostra situação dos aeroportos nas cidades-sede da Copa do Mundo

Os repórteres Paulo Renato Soares, Júlio Aguiar e Lucas Louis viajaram durante três semanas para viver a rotina dos passageiros e fizeram um raio-x dos terminais que vão servir às cidades-sede da Copa de 2014.


Fonte: Jornal da Globo (TV Globo)

Empresas do interior paulista fornecem peças para fabricação de aviões

Pequenos empresários fornecem peças para grandes fabricantes.


Arranjo Produtivo Local reúne 60 empresas que faturam R$ 621 mi por ano.

Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, pequenas empresas fornecem peças para fabricantes de aviões. A cidade é o maior polo aeroespacial da América Latina: 130 empresas atuam no setor. O mercado é competitivo e os lucros altos.

A produção de peças, motores e até aeronaves inteiras movimenta a economia da cidade. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) reuniu 60 empresas em um Arranjo Produtivo Local (APL). Elas negociam diretamente com a Embraer e, juntas, faturam R$ 621 milhões por ano.

A empresa de Alex Gabriel Siqueira, de usinagem, fabrica 400 tipos diferentes de peças. A Embraer é a principal cliente. “75% da nossa produção é destinada à Embraer”, diz o empresário.

Siqueira explica a parceria. A Embraer envia o projeto de cada produto e a liga de alumínio a ser usinada. A indústria executa, entrega a encomenda e devolve as sobras de material. O pedido mais recente é uma peça chamada painel cinco, que custa R$ 150. A peça é usada nas asas de um jato, o 190, produzido pela Embraer.

O Arranjo Produtivo Local é uma parceria do Sebrae com o Centro de Competitividade e Inovação (Cecompi) para o cone leste. O trabalho começou com uma análise das pequenas empresas que atuam no setor aeroespacial.

“É um setor importante para a economia da região, porque gera muito emprego, gera renda, e para o Brasil também. É o segundo produto em exportação não commodity do Brasil, que tem um alto valor agregado, gerando muito dinheiro para o país em exportações”, revela Agliberto Chagas, do centro.

O Sebrae oferece cursos de gestão para os empresários que participam do APL.

“Muitas vezes eles não sabem como fazer a formação de preço, fluxo de caixa, ampliação de mercado, planejamento”, explica Tereza Monica Sartori Marcheto, do Sebrae de São José dos Campos.

Siqueira também aprendeu a organizar o setor produtivo. Ele dividiu a indústria em cinco células. Aproximou as máquinas, padronizou o trabalho e implantou novas tecnologias

Plástico

Uma indústria transformadora de plástico também participa do arranjo produtivo. A empresa de Takashi Tsurumaki tem 70 funcionários e faz dois mil modelos diferentes de peças, como o teto da cabine do piloto e o duto de distribuição de ar. São 60 mil itens produzidos por ano.

A empresa faz, em média, 15 unidades de cada peça por mês, uma para cada avião fabricado pelo cliente. O negócio é tão bom que continua lucrativo mesmo quando a aeronave deixa de ser produzida.

“Mesmo que o avião saia de linha, aqueles que foram vendidos continuam precisando de peças de reposição. Portanto, nós continuaremos fornecendo por um bom tempo”, diz Tsurumaki.

Com os cursos oferecidos pelo APL, o empresário conseguiu montar um programa de competitividade e excelência. Um conjunto de normas que melhora o trabalho interno e também a relação com os clientes.

“Nosso foco foi girado 100% a atendimento às necessidades do cliente, seja na qualidade, seja no atendimento e também nos preços dos produtos fabricados”, explica o empresário.
As empresas do APL fornecem 80% das peças produzidas para a Embraer. Hoje, elas querem ampliar o mercado e conquistar novos clientes, principalmente no exterior

“Nossas metas são aumento de faturamento de 30%, aumento da produtividade desses empresários também de 30% e diminuição de custos também de 30%”, diz Tereza, do Sebrae.

Fonte: PEGN TV

Base área da Segunda Guerra vira ferro-velho de aviões na Inglaterra

A 150 quilômetros de Londres, a antiga Base Aérea de Kemble foi transformada no maior ferro-velho de aeronaves da Europa. O desmanche, a reciclagem e a revenda de peças de aviões é a atividade que mais cresce na aviação mundial.


Fonte: Jornal Nacional (TV Globo)

China pode ter feito novo teste com avião espião

A China parece ter realizado um segundo teste de voo de um novo caça espião, disse um jornal estatal nesta terça-feira, o que, se confirmado, pode representar a diminuição da distância na área militar em relação aos Estados Unidos.

Fotografias do protótipo do caça J-20 circularam em fóruns militares na Internet, afirmou o Global Times, que não confirmou o voo nem a autenticidade das fotos.

A Reuters não pôde verificar as fotografias.

O popular tablóide, propriedade do órgão oficial de comunicação do Partido Comunista, o Diário do Povo, mostrou uma foto de um caça cinza e uma legenda que dizia 'suposto protótipo do caça J-20 se prepara para decolar' em um campo de voo em Chengdu, na província de Sichuan, no sudoeste chinês, no domingo.

'A aeronave fez várias passagens e balançou as asas para saudar a plateia próxima do campo de voo', teria dito uma pessoa não identificada citada pelo Global Times.

O Ministério da Defesa da China não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Relatos do primeiro teste de voo do J-20 no início de janeiro tiveram grande circulação nos blogs chineses e em sites de notícias, incluindo o Global Times, antes de o governo confirmar o voo durante uma visita do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates.

Os comentários sobre um segundo teste bem sucedido do sofisticado caça se seguem ao alerta da China, no final de março, de que o país se vê diante de uma Ásia cada vez mais volátil onde os Estados Unidos ampliam sua influência estratégica.

Alguns analistas têm dito que as primeiras fotos do J-20 dão a entender que a China pode estar fazendo progressos mais rápido do que o esperado no desenvolvimento de um rival ao F-22 Raptor da Lockheed Martin, único avião espião em operação no mundo, desenvolvido para escapar da detecção por radar.

As fotos mais recentes podem aumentar a preocupação com o crescimento militar da China, incluindo um possível acionamento ainda em 2011 de seu primeiro porta-aviões e de um novo míssil balístico anti-embarcação visto como uma ameaça aos porta-aviões norte-americanos.

Fontes chinesas militares e políticas disseram que Pequim pode inaugurar seu primeiro porta-aviões em 2011, um ano antes das expectativas dos analistas dos Estados Unidos.

Fonte: Sui-Lee Wee (Reuters) via G1 - Imagem: Reprodução

Brasil conhece toda investigação da tragédia do voo AF 447, diz coronel

Cenipa recebe dados sobre o acidente e a retirada dos destroços.

Oficial da Aeronáutica irá acompanhar retirada de peças do mar.

O Brasil conhece todas as informações que constam na apuração do Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA), órgão francês que investiga acidentes aeronáuticos, sobre a tragédia do voo AF 447, segundo o coronel da Aeronáutica Luís Cláudio Lupoli. O avião da Air France caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009, deixando 228 vítimas.

Lupoli acompanha a investigação desde o dia em que o acidente ocorreu e é o representante creditado do Centro de Investigação e Prevenção de Aeronáuticos (Cenipa) junto à França. Segundo ele, a FAB está tendo participação na apuração do acidente.

"O Cenipa não está apenas acompanhando a investigação, mas também participando de todo o processo e tem ciência de todos os documentos elaborados internamente pelo BEA sobre o ocorrido", disse Lupoli, em entrevista exclusiva ao G1.

O coronel vê a investigação com “transparência” por parte do órgão francês.

Lupoli concederá entrevista coletiva sobre a tragédia na manhã desta terça-feira (19) em Brasília. Em seguida, embarca para a França para acompanhar os trabalhos em alto-mar. Um navio francês deverá sair da Europa para o local do acidente ainda nesta semana com o objetivo de resgatar a caixa-preta da aeronave, que está a mais de 4 mil metros de profundidade.

O objetivo principal do BEA é retirar a caixa-preta da cauda da aeronave, que está no fundo do mar, e também outros equipamentos eletrônicos que podem ajudar na investigação, segundo o coronel, que fornecerão informações essenciais para elucidar o acidente.

Na entrevista coletiva na sede da FAB em Brasília o coronel Lupoli dará mais detalhes sobre como foram as buscas pelos destroços e também como será a operação de resgate.

Corpos

O resgate dos corpos das vítimas não é prioridade para o BEA, segundo informou Maarten Van Sluys, diretor executivo da associação dos parentes das vítimas no Brasil, na última quinta-feira. Segundo ele, a informação lhe foi passada pelo órgão francês.

De acordo com Sluys, o escritório realiza reuniões diárias para planejar a fase cinco de resgate do avião, que deve começar no fim de abril. Ele informou que a prioridade seria a retirada dos destroços e da caixa preta. “Segundo eles, depois de estudos feitos por peritos houve entendimento de que os corpos poderiam não resistir ao içamento no mar”, disse ele, completando que algum corpo pode acabar sendo içado eventualmente junto com destroços.

Fonte: Tahiane Stochero (G1)

Navio vai tentar resgatar corpos do voo 447 da Air France, diz coronel

Governo francês autorizou resgate na missão que irá buscar caixa-preta.


Oficial da Aeronáutica irá acompanhar retirada de peças do mar, em Brasília

Responsável por participar da investigação do acidente com o voo 447 da Air France, ocorrido na noite de 31 de maio de 2009, o coronel da Aeronáutica Luís Cláudio Lupoli afirmou nesta terça-feira (19) que o governo da França autorizou o resgate dos corpos das vítimas que ainda permanecem junto aos destroços localizados em alto-mar. Inicialmente, um navio partiria nos próximos dias apenas com a missão de procurar a caixa-preta do avião.

“Antes da conclusão das buscas, foram retirados do mar 50 corpos. O governo francês autorizou, nesse busca de investigação [pela caixa-preta], a tentativa de resgate dos corpos que estão no fundo do mar. [A autorização do Estado francês] É uma boa notícia, principalmente do ponto de vista humano”, afirmou o oficial da Aeronáutica.

Segundo o coronel da Aeronáutica que participará da missão, o navio de resgate partirá do Senegal no dia 22 de abril e deve levar três dias apenas para chegar ao local do resgate. As buscas ocorrem em uma área no fundo do mar localizada a cerca de 1,1 mil quilômetros de Recife (PE), na costa brasileira.

Lupoli integra o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e foi destacado pelo órgão brasileiro para acompanhar o trabalho do Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA), departamento francês que coordena a apuração dos desdobramentos da tragédia que provocou a morte de 228 vítimas há cerca de dois anos.

A autorização do governo francês para o resgate dos corpos foi comunicada ao Cenipa pelo BEA na manhã desta terça, mas segundo o coronel, a notícia ainda deve ser oficializada pela França.

Ainda na manhã desta terça, o coronel da Aeronáutica deixou Brasília rumo à França para participar de uma missão em alto-mar. Um navio francês deverá sair da Europa para o local do acidente ainda nesta semana com o objetivo de encontrar a caixa-preta da aeronave, que está a mais de 4 mil metros de profundidade, e tentar içar os corpos das vítimas.

Lupoli ainda apresentou detalhes das buscas pelos destroços realizadas desde a confirmação do acidente e adiantou os procedimentos que serão adotados na operação que será deflagrada nos próximos dias. No acidente ocorrido em 2009, segundo o coronel da Aeronáutica, morreram passageiros de 32 nacionalidades.

O coronel da Aeronáutica afirma que as investigações não conseguiram precisar quantos corpos estão na área de resgate. Lupoli afirmou ainda que o governo francês "fará o ncessário" para tentar resgatar os corpos, mas não comentou as dificuldades técnicas envolvidas na busca dos corpos.

Além de Lupoli, também o chefe do Cenipa, brigadeiro do ar Carlos Alberto da Conceição, fez uma apresentação sobre o papel do Brasil nos trabalhos de investigação do acidente. Segundo Conceição, o Cenipa trabalha na prevenção de acidentes e não tem a missão de identificar possíveis responsáveis pelas causas da tragédia. “O trabalho é todo de prevenção e de investigação das causas do acidente”, afirmou.

Os corpos foram identificados a partir de fotografias registradas por um robô controlado por controle remoto que fez buscas no fundo do mar. Apenas pelas imagens, o oficial da Aeronáutica disse que não é possível definir o estado de decomposição dos corpos. “Mas a nossa posição é de otimismo [em relação ao resgate dos corpos]”, analisou Lupoli.

o coronel do Cenipa também disse que não está definido o procedimento que será adotado em caso de resgate dos corpos.

Corpos não eram prioridade

Na semana passada, o diretor-executivo da associação dos parentes das vítimas no Brasil, Maarten Van Sluys disse que teria recebido informações do BEA segundo as quais o resgate dos corpos das vítimas não seria prioridade do órgão francês que coordena as buscas.

De acordo com Sluys, o escritório realiza reuniões diárias para planejar a fase cinco de resgate do avião, que deve começar no fim de abril. Ele informou que a prioridade seria a retirada dos destroços e da caixa preta. “Segundo eles, depois de estudos feitos por peritos houve entendimento de que os corpos poderiam não resistir ao içamento no mar”, disse ele, completando que algum corpo pode acabar sendo içado eventualmente junto com destroços.

Fonte: Robson Bonin (G1) - Arte: Airl

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Embraer confirma venda de aviões à China e acordo para fazer jatos

A Embraer confirmou nesta terça-feira a venda de 25 aviões E-190 para a China e o acordo para fabricar jatos executivos no país.

Ao todo, já foram vendidos neste ano à China 35 aviões E-190, com capacidade para até 114 passageiros. Todos serão fabricados no Brasil.

Vinte aviões serão para a empresa China Southern e outros 15 para a empresa Hebei. As vendas ficam em torno de US$ 1,4 bilhão.

O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse que a fábrica da empresa em Harbin (nordeste da China) em breve será adaptada para construir os jatos Legacy, após entregar a última unidade do ERJ-145, em cerca de um mês.

A fabricação de jatos executivos Legacy 600/650 foi a alternativa da Embraer para permanecer no país.

Sem mais pedidos para o ERJ-145, a empresa queria fabricar o E-190, mas o governo chinês não autorizou, para favorecer um avião em desenvolvimento no país com características parecidas.

Otimismo

"É uma oportunidade. É um mercado muito pequeno e esse mercado vai se expandir muito fortemente", disse Curado nesta terça-feira, em Pequim, em entrevista durante encontro empresarial.

A Embraer estima que haverá uma demanda de 500 a 600 jatos executivos na China nos próximos dez anos.

Curado admitiu que atualmente há dificuldades para a venda de jatos no país, como a falta de infraestrutura nos aeroportos, mas aposta numa mudança rápida.

Fonte: Fabiano Maisonnave (Folha.com)

Cargueiro da Embraer terá peças argentinas e tchecas

A Embraer anunciou que a Argentina fornecerá spoilers e outros componentes do cargueiro KC-390 que está desenvolvendo e a República Tcheca as aeroestruturas para o avião de transporte militar.

"Esses acordos são muito importantes para a expansão do KC-390 pelo mundo", disse o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, em entrevista coletiva durante a LAAD, maior feira de defesa da América Latina.

"À medida que a gente vai fazendo essas parcerias, a gente também vai aumentando o nível de compromisso dos respectivos países para se tornarem clientes da Embraer, do KC-390."

A Argentina manifestou anteriormente a intenção de comprar seis unidades do KC-390 e República Tcheca outros dois aviões. Segundo Aguiar, após a assinatura da parceria de produção, as intenções passaram a ser "quase compromissos" de aquisição da aeronave.

A Embraer já tem assinadas cartas de intenções para a venda de 60 unidades do KC-390, sendo 28 delas para a Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com Aguiar, ainda não há uma previsão para a assinatura do primeiro contrato definitivo de venda.

"No final do ano devemos ter a definição da aeronave... A gente vai ter todos os componentes, todas as variáveis para fazermos o preço e as condições de mercado dessa aeronave. A partir daí e ir à luta, ir vender a aeronave", disse Aguiar.

A companhia espera para 2014 a certificação do KC-390 e sua entrada em operação para 2016.

A Embraer Segurança e Defesa assinou nesta quarta-feira contrato de parceria com a empresa argentina FAdeA, que será responsável pela produção de spoilers -superfícies móveis de controle de sustentação na asa- e portas do trem de pouso, entre outras peças do KC-390.

A empresa brasileira também chegou a um acordo para que a Aero Vodochody, maior fabricante aeroespacial da República Tcheca, produza parte da fuselagem traseira, portas para páraquedistas e tripulação, porta de emergência e escotilhas, rampa de carga e bordo de ataque fixo para os protótipos do KC-390 e aviões da produção seriada.

A Aero Vodochody, segundo comunicado, se juntará ao programa de desenvolvimento do cargueiro, participando da fase de definição conjunta. A empresa tcheca já trabalha com a Embraer na aviação comercial, tendo produzido componentes para a família de jatos civis para entre 70 e 118 passageiros produzidos no Brasil.

Com o KC-390, a Embraer quer um terço do mercado global de cargueiros estimado em 700 unidades em 15 anos, o que significaria receita de 18 bilhões de dólares para a fabricante brasileira.

Os acordos revelados nesta quarta-feira são desdobramentos de memorandos assinados em setembro passado com a República Tcheca e em outubro com a Argentina, prevendo a participação dos países no projeto do KC-390.

Fonte: Eduardo Simões (Reuters) via O Globo - Imagem: Divulgação

Magnata da Virgin será "aeromoça" de avião para pagar aposta

Tony Fernandes, dono da Lotus Racing, ganhou aposta com Richard Branson

O magnata britânico Sir Richard Branson, principal acionista do conglomerado Virgin Group, trabalhará vestido de aeromoça para pagar uma aposta que perdeu com o fundador da companhia aérea AirAsia, Tony Fernandes.

Branson, que patrocina a escuderia Virgin de Fórmula 1, apostou antes do Grande Prêmio do Bahrein de 2010 que a sua equipe terminaria na frente da Lotus, apoiada pela AirAsia, de Tony Fernandes.

A aposta será paga no dia 1º de maio, em um avião com cerca de 250 passageiros convidados a fazer um voo especial de 13 horas de Londres a Kuala Lumpur, disse a companhia aérea.

A AirAsia declarou que foram colocados à venda 160 bilhetes para esse voo e que a arrecadação será destinada a instituições beneficentes.

Fonte: EFE via Terra - Foto: EFE

9 aeroportos da Copa não serão concluídos a tempo, diz Ipea

Obras em 9 dos 13 aeroportos não ficarão prontas para o evento...
...e 10 dos 13 vão operar acima da capacidade em 2014

O governo não concluirá a tempo obras em 9 dos 13 aeroportos que estão sendo readequados para a Copa de 2014, afirma artigo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O Ipea é do governo. Ou seja, é o governo admitindo que não será capaz de fazer as obras.

A administração federal alocou R$ 5,6 bilhões para a Infraero gastar, de 2011 a 2014, nesses 13 aeroportos. Mas a história recente do Brasil, explica o Ipea, mostra que são necessários, ao menos, 92 meses (pouco mais de 7 anos e meio) para cumprir as etapas de uma obra do porte das necessárias aos aeroportos.


“As conclusões são alarmantes”, diz o artigo, citando o exemplo de Manaus. Nesse aeroporto, as obras têm prazo de conclusão em dezembro de 2013, mas estavam na fase inicial em 2010. “Se tudo ocorrer dentro dos prazos médios observados no Brasil”, diz o texto, “as obras só ficarão prontas daqui a sete anos, em 2017, depois da Copa”.

Outros 8 aeroportos acompanham o de Manaus e não devem ficar prontos até a Copa, afirma o Ipea. São eles: Fortaleza (CE), Brasília (DF), Guarulhos (SP), Salvador (BA), Campinas (SP), Cuiabá (MT), Confins (MG) e Porto Alegre (RS). Fora isso, o aeroporto de Curitiba, em fase de licitação, deve demorar 3 anos e meio e só ficará pronto se nenhum atraso ocorrer.

Os aeroportos de Curitiba (PR), Galeão (RJ) e Recife (PE) devem ficar prontos a tempo. As obras no aeroporto de Natal (RN) não têm pevisão de conclusão.

Os 92 meses incluem a elaboração de projeto, obtenção de licença ambiental do Ibama, aprovação dos gastos pelo TCU (Tribunal de Contas da União), licitação e execução da obra. Não incluem atrasos provocados por irregularidades –comuns no Brasil. Em Goiânia, cita o Ipea, obras foram suspensas em 2007, após o TCU encontrar “projeto básico deficiente, sobrepreço de mais de R$ 73,5 milhões e inexistência de projetos de engenharia atualizados”. Em 2010, o contrato foi suspenso.

Superlotação

O Ipea ainda diz que “mesmo que fosse possível concluir os investimentos nos terminais de passageiros nos prazos previstos pela Infraero, a situação dos 13 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 continuaria de sobrecarga”. Segundo o texto, 10 dos 13 aeroportos em obras por causa da Copa estarão operando acima de sua capacidade no ano do evento.

O quadro abaixo, elaborado pelo Ipea, mostra quais aeroportos estarão superlotados (são aqueles com índice maior que 100% na última coluna):


“Os resultados são preocupantes”, diz o texto, enfatizando que o aeroporto de Guarulhos (SP) estará entre os superlotados. “A análise do plano de investimentos para os 13 aeroportos da Copa sugere que as obras foram planejadas com subdimensionamento da demanda futura”, diz o artigo.

Entre os motivos do gargalo aéreo, diz o Ipea, está a ausência dos investimentos necessários no setor. No momento de crescimento econômico, em que há mais geração de emprego e renda, a ausência de investimento em infraestrutura se torna mais evidente, afirma o Ipea.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues