sexta-feira, 8 de outubro de 2010

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O Boeing C-17A Globemaster III, prefixo 01-0197, da Força Aérea dos EUA, a noite, sob 'fog', no Aeroporto Sheremetyevo (SVO/UUEE), em Moscou, na Rússia, em 27 de agosto de 2007.

Foto: Aleksandr Markin (Airliners.net)

Urubus acabam com voos diurnos em aeroporto do AM

A Justiça Federal no Amazonas proibiu a partir desta sexta-feira voos diurnos no Aeroporto Júlio Belém, em Parintins, a 420 quilômetros de Manaus. Por meio de vistorias, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu que as três espécies de urubus que povoam a região têm hábitos diurnos. Com base nessas análises, estão autorizados apenas os pousos entre 19h e 5h.

A ação foi baseada em vistorias realizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pelo Ibama e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). As vistorias constataram ainda outras irregularidades, como invasão de vegetação no terminal, funcionamento irregular de abatedouros em áreas próximas, falta de tratamento de resíduos sólidos e depósito a céu aberto.

A responsabilidade sobre o aeroporto é da prefeitura de Parintins, que foi procurada pela reportagem mas não respondeu os telefonemas. Uma viagem de barco para o município dura de 18 a 24 horas num período de cheia. Na época atual, de estiagem, pode durar até três dias contra as duas horas de voo até Parintins.

Fonte: Liége Albuquerque (Agência Estado) - Foto: Raimundo Valentim

Polícia do Departamento de Imigração faz blitz em Boston em busca de 18 pilotos brasileiros

Os pilotos recebiam instrução de voo na TJ Aviation Flight Academy, empresa operada por um brasileiro.

A quinta-feira amanheceu tenebrosa para a família de pelo menos 18 brasileiros que fazem curso para pilotar avião na TJ Aviation Flight Academy, em Stow, cidade que fica na região de Boston.

Às 2 horas da manhã, 6 agentes do ICE, a polícia do Departamento de Imigração, bateram à porta de uma família em Framingham – conhecido reduto de brasileiros em Massachusetts.

Às 6h, cinco homens e uma mulher do ICE fizeram blitz um condomínio na cidade de Shrewsbury. Os agentes procuravam um piloto brasileiro que já havia saído para o trabalho. A esposa do rapaz atendeu os agentes que “foram muito educados”, segundo ela, e localizou o marido ao telefone.

O brasileiro, que já faz curso na TJ Aviation desde setembro de 2009, concordou em comparecer ao escritório da Imigração em Boston. Lá chegando, o brasileiro chegou a ficar numa cela com outros aprendizes de piloto. Durante o interrogatório, os agentes do ICE estavam acompanhados de funcionários da Transportation Security Administration (TS), órgão federal que administra a segurança nos transportes nos EUA.

O brasileiro se recusou a responder a várias das perguntas sem a presença de um advogado. Ele foi liberado após serem tiradas as suas impressões digitais.

Segundo informações da Polícia de Framingham, o que teria chamado a atenção das autoridades é que a TJ Aviation, de propriedade de Thiago de Jesus, dava curso para pelo menos 18 imigrantes indocumentados.

O blogueiro conseguiu localizar Thiago, mas ele disse que “não passaria nenhuma informação no momento,” mas que estava organizando a sua defesa.

Segundo um dos pilotos, Thiago teria sugerido que um único advogado representasse ele e todos os pilotos. No final da manhã, pelo menos 6 pilotos já haviam sido interrogados.

Enquanto isso na batida à casa em Framingham, um dos pilotos procurados mantinha esposa e dois filhos em silêncio, enquanto conversava com advogados para saber suas opções. Os agentes continuavam batendo na sua porta.

Segundo Ana Lúcia Paulin, esposa do advogado de imigração Joshua Paulin, “os pilotos que estiverem indocumentados nos EUA vão entrar em processo de deportação. Mas terão direito de defesa.”

A TJ Aviation cobra de cada piloto US$ 115 por hora, no voo solo, e US$ 165 no vôo duplo com instrutor. No caso do vôo a passeio, os preços variam entre US$ 45, no vôo de avião curto, e US$ 250 por hora, no vôo de helicóptero.

A maior ironia sobre esse caso é que antes de serem aceitos como alunos da TJ Aviation, todos os pilotos brasileiros tiveram que passar por uma investigação do passado criminal. Eles enviam o passaporte para a polícia local, que consulta um banco de dados do FBI, antes de permitir que eles recebam instruções sobre como pilotar nos EUA.

A polícia não revelou o real motivo das batidas dessa quinta-feira. Mas deixou entender que quem está sob investigação é a empresa.

Basta lembrar que um dos aviões que se chocaram contra as torres do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 partiu de Boston. Todos os três voos suicidas foram conduzidos por terroristas estrangeiros que fizeram aula de vôo nos EUA – só que nesse alguns terroristas estavam em situação legal no país.

Fonte: Eduardo de Oliveira (Blog Brasil com Z/O Globo)

Mísseis de avião teleguiado dos EUA matam cinco rebeldes no Paquistão

Um avião teleguiado americano disparou nesta sexta-feira dois mísseis contra um grupo de militantes nas zonas tribais do noroeste do Paquistão, matando cinco combatentes islamitas.

Um oficial da segurança em Peshawar confirmou a morte dos cinco militantes durante ataque do drone americano.

Fonte: AFP via G1

Pesquisa feita em SP mostra sofrimento de passageiros nos aviões

Pesquisadores da Ufscar filmaram e fizeram questionários com usuários.

Resultado foi enviado para a Anac.


Uma pesquisa feita na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), no interior de São Paulo, mostra como sofrem os passageiros das aeronaves, obrigados a se espremer em assentos cada vez menores. Apesar do crescimento da aviação no Brasil, o passageiro ainda não está contente com o serviço oferecido pelas empresas aéreas.

Durante seis meses, pesquisadores do laboratório de ergonomia da universidade aplicaram questionários aos passageiros em 40 trechos de voos de sete companhias aéreas. Foram ouvidos 400 passageiros em cinco regiões do país. Uma das principais reclamações foi com relação às poltronas: críticas para falta de espaço para as pernas. Também reclamaram da falta de apoio para cabeça, pescoço e até do grau de inclinação das poltronas.

“Reclamam que não conseguem fazer algumas atividades, como por exemplo repousar e dormir”, diz a pesquisadora da UFScar Marina Guegui Sticca.

Em uma ação inédita, com o apoio da Agência Nacional de Aviação, os pesquisadores fotografaram e filmaram os passageiros. Depois, as imagens foram digitalizadas. Com a animação dos bonecos foi possível analisar a movimentação das pessoas durante o voo.

No trabalho, feito em escala real, é possível perceber a proximidade entre poltronas, a falta de espaço para movimentos simples como cruzar as pernas. As informações ajudaram a formular as conclusões. Em uma escala de 0 a 10, o nível de desconforto na poltrona ganhou nota 9 e foi alvo de crítica de 78% dos entrevistados. O assento do meio virou um vilão.

“Eles não gostam de compartilhar os apoios de braços com outros passageiros. Ir ao banheiro acaba atrapalhando”, conta a pesquisadora da UFScar Marina Guegui Sticca.

Para os passageiros, as empresas precisam investir no conforto. “Quando [o voo] demora duas, três horas, já começa a ficar meio desconfortável, tem que levantar, andar um pouco porque é difícil mesmo”, atesta o técnico de futsal Antônio Vieira Júnior.

A pesquisa foi enviada para a Anac, a agência que regulamenta o funcionamento das companhias aéreas. A Anac deve criar um selo para indicar as empresas que realmente têm assentos com conforto mínimo para os passageiros.

Fonte: G1 (com informações do Bom Dia Brasil)

Nova tripulação parte à Estação Espacial a bordo da nave russa Soyuz

A Rússia lançou às 5h11 desta sexta no horário local (20h11 hora de Brasília de quinta-feira) da base russa em Baikonur, no Cazaquistão, à Estação Espacial Internacional (ISS) a nave Soyuz TMA-01M com três tripulantes a bordo, que integrarão sucessivamente as expedições número 25 e 26 da plataforma orbital.

Menos de dez minutos depois, a nave com os cosmonautas russos Aleksandr Kaleri e Oleg Skrípochka e o astronauta da Nasa Scott Kelly se separou do foguete para começar seu voo autônomo de dois dias rumo à plataforma orbital.

Assista ao lançamento:

Fonte: EFE/EPA

Inter freta avião para viagem ao Mundial de Clubes

Um Airbus A340, que carregará cerca de 270 gaúchos aos Emirados Árabes, em dezembro, será todo pintado com mensagem de apoio de torcedores colorados aos atletas. O avião será envelopado.

O clube e uma agência de propaganda da Capital, a DEZ Comunicação, trabalham no projeto. O custo inicial da viagem era superior a US$ 1 milhão.

O jato fretado receberá assim as cores do Inter e centenas de mensagens de incentivo dos fãs. Um avião vermelho e branco descerá no Aeroporto Internacional de Abu Dhabi.

O avião será adesivado na Europa, se o projeto der certo, avançar, e descerá no Aeroporto Salgado Filho na noite do dia 7 de dezembro.

A estreia vermelha acontece no dia 14, no estádio Mohammed Bin Zayed, onde joga o Al Jazira, mas ainda sem adversário definido.

“Tivemos uma reunião no começo da semana que não tratou disso, mas alinhavamos tudo”, afirmou o diretor executivo de futebol do Inter, Newton Drummond, à reportagem do UOL Esporte. “Vamos embarcar direto de Porto Alegre e só teremos uma parada técnica para abastecimento na África”, completou.

A Costa do Marfim deve servir de posto para a aeronave que levará a delegação do Inter. Anteriormente, com voo de carreira, jogadores e comissão técnica teriam de ir até São Paulo e de lá seguiriam com um voo que chegaria a Dubai e de lá, um ônibus levaria os vencedores da Copa Libertadores até Abu Dhabi.

Com desgaste reduzido, o Inter embarca em oito de dezembro, três dias depois da última rodada do Campeonato Brasileiro, onde vai encarar o Grêmio Prudente fora de casa. “O voo sendo fretado não sairemos em horário diferenciado”, comentou Drummond, ao falar do horário de embarque para Abu Dhabi, que antes aconteceria de madrugada.

De acordo com o regulamento, a Fifa arca a hospedagem e deslocamento dos participantes. O Inter, portanto, deve informar o custo das passagens do voo fretado para 35 pessoas – número de bilhetes que serão custeados pela entidade. O restante ficará por conta do clube. Torcedores também poderão viajar na aeronave dos jogadores. O Inter deve divulgar formas de aquisição das passagens nos próximos dias.

O técnico Celso Roth precisa enviar até o dia 25 de outubro uma lista preliminar com 30 nomes de jogadores para serem inscritos no torneio. Em 29 de novembro, a lista final deve ser entregue a organização do Mundial.

Fontes: Luiz Zini Pires (Bola Dividida) / Alexandre Alliatti (Globoesporte) / Jeremias Wernek (UOL Esportes)

EUA fazem alerta sobre transporte de baterias em aviões

A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu hoje um alerta ressaltando os riscos de incêndios quando baterias de lítio são transportadas em aviões de carga. A medida da agência, apesar de não determinar alterações nas normas de documentação, manuseio ou embalagem, mostra que o Departamento de Transporte está trabalhando em um conjunto de regras para reduzir tais riscos.

O alerta da FAA, dirigido a todas as companhias aéreas que operam nos EUA e operadores de aeronaves fretadas, enfatiza que pesquisas recentes apontam o risco das baterias de lítio superaquecerem e criarem a chamada "fuga térmica". Isso acontece quando baterias não envolvidas em um incêndio inicial se inflamam e espalham as chamas, o que segundo a FAA pode acabar "criando o risco de um evento catastrófico".

Como uma medida temporária, a agência recomenda uma melhor identificação e acompanhamento dos carregamentos de baterias de lítio, juntamente com "uma atenção especial para garantir um manuseio cuidadoso". O governo e especialistas acreditam que limitar o número de baterias no contêiner ou o número total em um avião pode reduzir os riscos significativamente.

Ao explicar a emissão do alerta, a FAA comunicou às companhias aéreas que um avião de carga da United Parcel Service Inc. que caiu em Dubai no mês passado, após um forte incêndio dentro da aeronave, estava transportando baterias de lítio (foto acima). Embora a investigação formal ainda esteja em andamento e nenhuma conclusão tenha sido divulgada, a agência disse que era "prudente avisar as companhias sobre a carga". As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado - Foto: AFP

Embraer ataca os subsídios da China aos fabricantes locais de aviões

Para presidente da empresa, chineses serão concorrentes reais das grandes empresas do setor aéreo a partir de 2020

O presidente da Embraer, Frederico Curado, ataca a falta de transparência por parte da China em seus subsídios à produção de aviões e prevê que, para a década de 2020, os chineses serão uma ameaça real para as empresas ocidentais do setor aéreo.

Em entrevista ao Estado na cidade de Montreux, nos Alpes suíços, Curado confirmou os problemas existentes em sua fábrica na China. Segundo ele, se a empresa brasileira não vender nenhum novo avião ao mercado chinês até março de 2011, será obrigado a "repensar" a estratégia no país.

Curado, porém, insiste que uma decisão final de fechar a fábrica ainda não foi tomada, tem esperanças de encontrar uma solução e garante que os governos estão envolvidos nas negociações. "Estamos aguardando. Estamos no meio da conversa", disse. "Temos até março para acabar o contrato na China e estamos esperando uma definição do governo chinês."

A Embraer fabrica desde 2003 os aviões ERJ-145 em sua fábrica na China, em parceria com a Aviation Industries of China (Avic). O acordo com os chineses era de que a Embraer abriria a planta de produção e, em troca, os chineses se comprometeriam a comprar os aviões.

Mas, nos últimos anos as vendas se estagnaram, enquanto o governo chinês passou a dar prioridade ao desenvolvimento de suas próprios modelos. "Em março teremos nossa última entrega. Se não vendermos aviões para entregar além de março, ai de fato não teremos atividades", admitiu Curado, sem dar uma resposta definitiva se a fábrica seria fechada ou não. Mas apontou: "Você não vai manter uma fábrica aberta sem produto."

O presidente da Embraer explicou que isso não significa que a Embraer abandonaria a China. "Não vamos fechar a empresa (na China) de jeito nenhum. Temos uma frota grande na China e precisamos apoiar essa frota", explicou.

Críticas

Se a Embraer ainda tem esperanças de manter sua fábrica na China, Curado deixa claro que a questão do apoio governamental dado por Pequim ao setor aeroespacial precisará ser alvo de um debate internacional. "A China será um competidor fortíssimo para a indústria ocidental inteira a partir da próxima geração de aviões, para a década de 2020", alertou.

"O que preocupa muito é o suporte governamental existente na China, algo difícil até de compreender. São empresas estatais. No nosso caso, são empresas privadas, que operam nas regras de mercado", disse.

Curado defendeu chamar a China para fazer parte de um acordo global, estabelecendo de que forma governos podem ou não dar subsídios à produção de aviões. "A China é parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) e precisa estar envolvida nisso. Todos desenvolveram suas próprias tecnologias e hoje essa falta de clareza (na China) preocupa", disse.

Há décadas as empresas da Europa, Estados Unidos, Canadá e até do Brasil se enfrentam em tribunais por conta de acusações de subsídios ilegais para a produção e exportação de jatos, distorcendo a concorrência mundial. Com a chegada da China ao mercado, o apelo é para que Pequim também siga as regras da OMC de limitar os subsídios.

Hoje, a cúpula da indústria europeia indicou, em um evento sobre o mercado de defesa em Montreux, na Suíça, temer que engenheiros chineses que trabalham nas plantas das indústrias europeias na China tenham maior lealdade ao governo que às empresas que os contratam.

Fonte: Jamil Chade (O Estado de S. Paulo)

Imagens inéditas da primeira viagem à Lua

Já passaram mais de 40 anos desde o "grande passo para a humanidade", mas, até hoje, ainda não se viu tudo sobre o momento em que Neil Armstrong pisou, pela primeira vez, solo lunar. Na quarta-feira, em Sydney, foram exibidas novas imagens da primeira expedição à Lua. Veja o vídeo:

O vídeo, que rodou durante a cerimônia de entrega de prêmios da Sociedade de Geografia de Austrália, trata-se de uma seleção de imagens restauradas e inclui cenas inéditas do dia histórico protagonizado pela equipe de Neil Armstrong e Buzz Aldrin. Este último foi convidado de honra da cerimônia.

A película mostra alguns dos momentos da caminhada espacial, que durou cerca de três horas. Pode ver-se ainda Armstrong baixando as escadas da nave, momento capturado pelo Observatório "Parkes y Honeysuckle Creek", uma das três estações terrestres que capturaram a alunagem.

No ano passado, a Nasa difundiu um vídeo que mostra Buzz Aldrin saindo da nave, quando se preparava para pisar em terreno lunar.



A Apollo 11 chegou à Lua no dia 20 de Julho de 1969. Na época, as imagens foram gravadas pela Goldstone, na Califórnia (EUA), pela Austrália Honeysuckle Creek (Canberra) e pelo Observatório Parkes (Nova Gales do Sul). Na verdade, foi a equipe australiana que filmou os primeiros minutos.

As imagens, que só agora o Mundo pode ver, foram guardadas na Austrália. De acordo com John Sarkissian, chefe do programa de restauração de imagens, o vídeo mostra o que aconteceu com mais clareza e qualidade.

Fonte: Jornal de Notícias (Portugal)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Foto do Dia

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O Panavia Tornado GR4, prefixo ZG775/134, da RAF, participando do Show Aéreo RAF Role Demo 2008, em Kemble (EGBP), na Inglaterra, em 15 de junho de 2008.

Foto: Stephen Kilvington (Airliners.net)

AF 447: Buscas por Airbus podem ser retomadas

Caixas-pretas de avião da Air France que caiu no Atlântico em 2009 matando 228 nunca foram encontradas

Segundo presidente da associação brasileira de vítimas, retorno deve ser em novembro, e custo chega a 12 mi

As buscas pelos destroços do Airbus-A330 da Air France, que caiu no Atlântico quando ia do Rio a Paris em maio de 2009, podem ser retomadas a partir de novembro, segundo afirmou, em Paris, Nelson Marinho, presidente da associação brasileira que reúne as famílias das vítimas do acidente.

A declaração foi feita na terça após reunião com representantes do ministério francês dos Transportes, o diretor-geral do BEA - agência que investiga as causas do acidente - oficiais da marinha francesa, além de representantes de outras três associações que representam as famílias das vítimas.

Segundo Marinho, tanto o governo da França quanto o BEA demonstraram vontade de retomar as buscas, mas sem fixar uma data precisa. "O impasse ainda é o financiamento da nova fase, que pode custar cerca de 12 milhões de euros", disse.

Uma nova reunião será realizada em Paris em 30 dias. O encontro foi convocado por um comitê criado pela França para manter contato com os familiares.

Contatada pela Folha, a agência que investiga as causas do acidente foi cautelosa. A assessoria do BEA assumiu que defende a continuidade das investigações, mas ressaltou que "ainda é cedo para falar em quarta fase".

O ministério francês dos Transportes também não quis comentar, afirmando apenas que o processo é complicado e que existem problemas na "modelização das correntes marinhas".

Local das buscas

Nelson Marinho afirmou que durante a reunião, os especialistas pareciam "perdidos". De acordo com ele, ainda há dúvidas sobre onde retomar as buscas.

Os especialistas do BEA continuam analisando os dados recolhidos durante as três primeiras tentativas, para tentar delimitar a nova área onde poderiam estar os destroços e, eventualmente, as caixas-pretas, que nunca foram encontradas.

Até hoje as causas do acidente que causou a morte de 228 pessoas não foram estabelecidas. Em um dos relatórios parciais divulgados sobre as investigações, o BEA determinou que falhas nos sensores Pitot, que medem a velocidade das aeronaves em voo, poderiam ser um dos fatores, mas não o único.

A Air France havia iniciado um programa de troca do equipamento em seus modelos A330 e A340, pouco antes do acidente.

Fonte: Ana Carolina Dani (jornal Folha de S.Paulo)

Índia faz acordo militar com a Rússia para compra de aviões de caça

A Índia concluiu nesta quinta-feira um megacontrato de cooperação com a Rússia para o fornecimento de 250 a 300 aviões de caça russos ao governo indiano, uma negociação no valor de 30 bilhões de dólares, segundo especialistas.

Avião Sukhoi S-33 no porta-aviões, Admiral Kuznetsov, no mar de Barents

O anúncio foi feito pelo ministro indiano da Defesa, A.K. Antony, durante entrevista coletiva em Nova Déli, ao lado do ministro russo da Defesa, Anatoly Serdyukov. Antony confirmou a encomenda do avião de combate russo de quinta geração (FGFA), produzido pela Soukhoï, além de outros 45 aviões de transporte.

"São os dois grandes projetos para os próximos 10 anos e é um grande exemplo da cooperação entre Índia e Rússia", declarou o ministro.

No mês passado foi assinado o documento de criação de uma empresa comum envolvendo a HIndustan Aeronautics Ltd(HAL) e as russas United Aircraft Corp (UAC) e Rosoboronexport para o desenvolvimento do avião de transporte multi-funções, um projeto avaliado em 645 milhões de dólares.

De acordo com o ministro russo Serdyukov, o sucesso da produção russo-indiana do míssel supersônico BraMos vai estimular o desenvolvimento do FGFA entre a HAL e a Sukhoï.

“Nós temos um programa de dez anos bastante ambicioso, nós temos uma boa experiência na cooperação militar e BrahMos é um exemplo", afirmou Serdyukov refereindo-se ao pedido de aviões de caça, o acordo considerado o mais importante da história das Forças Armadas Indiana.

"Nós concebemos o FGFA, o preço foi fixao e o acordo preliminar foi repassado à Índia. Quando o documento for assinado, a Hal e a Sukhoi farão parte do projeto", disse o ministro russo.

O avião de combate produzido pela Sukhoï fez seu primeiro voo experimental em janeiro passado. O caça americano Raptor F 22 é o único aparelho de quinta geração atualmente em operação no mundo. As vantagens desse caça é que ele é adaptado a voos diurnos e noturnos, mesmo com tempo ruim, pode decolar e aterrissar em pistas estreitas e escapa à vigilância dos radares.

O valor do caça de quinta-geração não foi divulgado, mas segundo especialistas o FGFA custa cerca de 100 milhões de dólares. A imprensa Indiana afirma que o acordo poderá ser assinado durante a visita do presidente russo Dmitri Medvedev à Índia no próximo mês de dezembro.

Parceria

A Rússia é um tradicional parceiro militar os indianos desde a época da Guerra Fria e fornece cerca de 70% dops equipamentos militares para a Índia. O ministro russo da Defesa declarou ainda que Moscou espera apenas o sinal verde das autoridades indianas para a entrega de 15 helicópteros de transporte e 22 helicópteros de combate. " Assim que tivermos o contrato assinado, vamos entregá-los", afirmou Serdyukov.

A Índia pretende aposentar sua frota de caças MiG-12, da época soviética, chamados de "caixões-voadores" devido a problemas de segurança. O país também está em um processo de aquisição de 270 caças russo Sukhoï em um negócio estimado em 12 bilhões de dólares.

As seis maiores fabricantes mundias do setor estão disputando uma concorrência para a fabricação de 126 aviões de combate, um contrato avaliado também em torno de 12 bilhões de dólares.

Fonte: guiaglobal.com.br - Foto: www.kremlin.ru

Azul vê ambiente favorável para recuperação de tarifas

O atual ambiente econômico nacional, com aumento da renda, é favorável para a recuperação das tarifas aéreas, que ainda estão abaixo dos níveis pré-crise, segundo o presidente da Azul, Pedro Janot. De acordo com o executivo, existe um grande número de brasileiros que começa a usar o avião como meio de transporte pela primeira vez.

Segundo ele, existe uma tendência de as empresas adotarem maior "flexibilidade de preço", oferecendo preços menores para passagens compradas com antecedência pelo consumidor. "Antes da entrada da Azul no mercado, os preços eram inflexíveis, mas o mercado está começando a atuar de forma mais flexível", disse. A Azul é a terceira maior empresa do mercado, com 6% de participação, e sua meta é atingir 15% a 20% de mercado até 2013.

Assim como suas concorrentes TAM e Gol, a Azul está estudando a construção de um centro de manutenção próprio, mas ainda não definiu o local. Janot afirmou que é preciso ter um centro próprio quando a frota chega a 35 aeronaves, número que a Azul atingirá em 2011. A intenção é fazer manutenção para a própria empresa, sem foco em terceiros por pelo menos cinco anos.

Hoje, a Azul, a Embraer e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) apresentaram uma parceria para combater o câncer de mama.

Fonte: Natalia Goméz (Agência Estado)

Escolas de aviação têm fila de espera para ano que vem

A aviação doméstica cresceu 27% no primeiro semestre, segundo a Anac. Até o ano que vem, 11 milhões de brasileiros devem voar pela primeira vez. São mais rotas, mais passageiros, oportunidades em alta.

No que restou de aviões antigos, Pedro Henrique Santos enxerga o futuro: "O mercado precisa de gente capacitada e a aviação civil está crescendo cada vez mais".

O curso de manutenção de aeronaves do aeroclube de Londrina, interior do Paraná, tem quase cem alunos e fila de espera de 50 para o ano que vem.

A aviação doméstica cresceu 27% no primeiro semestre, segundo a Anac. Até o ano que vem, 11 milhões de brasileiros devem voar pela primeira vez. São mais rotas, mais passageiros, oportunidades em alta.

As mesmas escolas que preparam mecânicos, comissários de bordo, instrutores de voos, oferecem os cursos de formação de piloto. A procura também é grande. A maioria dos alunos é jovem. Eles querem assumir a responsabilidade de conduzir aeronaves em voos pelo Brasil e, quem sabe, pelo mundo.

Nas grandes empresas, os salários dos pilotos podem variar de R$ 6 mil a R$ 13 mil, dependendo da experiência.

A necessidade de formar mais profissionais levou a Anac a oferecer bolsas de estudos. Se não tivesse a bolsa, Erick teria que investir entre R$ 40 mil e R$ 50 mil para comandar um avião de grande porte.

Natália tem apenas 20 anos. Com mais 1 mil horas de voo, vai poder brigar por uma vaga de piloto em uma grande companhia: “É prazer, alegria. Se Deus quiser, será meu trabalho”.

Fonte: Bom Dia Brasil (TV Globo)

Rondônia: Presidente da Assembléia é acusado de comprar avião com dinheiro roubado

Neodi Oliveira, o atual presidente da Assembléia, é acusado de comprar aeronave com dinheiro desviado a fim de alimentar ainda mais um caixa 2 no Legislativo Estadual.

O dinheiro de um caixa dois formado com recursos desviados diretamente da Assembléia Legislativa de Rondônia pagou as prestações de um avião comprado em Brasília pelo atual presidente do Poder Legislativo Estadual, Neodi Carlos de Oliveira (PSDC), o único parlamentar deunciado na Operação Dominó da Polícia Federal que conseguiu se reeleger no últmo dia 3.

A denúncia sobre o uso do dinheiro desviado por meio de licitações fraudulentas e superfaturamento de preços em contratos da Assembléia Legislativa para o pagamento das prestações de um avião do deputado Neodi consta de recente depoimento, com delação premiada, prestado à justiça por um dos organizadores do caixa dois que funcionou no Legislativo durante a presidência do então deputado Carlão de Oliveira.

O dinheiro para Neodi comprar o avião saiu de uma empresa chamada Aquárius, contratada pela Assembléia para prestar serviços de aluguéis de carros mas que, na verdade, chegou a ser uma das principais fontes abastecedoras do caixa 2 existente no legislativo estadual.

Segundo o depoimentos prestado à justiça, o avião foi comprado pelo próprio Neodi com recursos de sua empresa, mas depois o caixa 2 da Assembléia teria sido utilizado para pagar parceladamente a aeronave ao deputado, numa espécie de ressarcimento. Pelo menos a mettade do valor do avião – de acordo com o depoimento - é oriundo de dinheiro desviado do parlamento estadual.

A compra da aeronave seria para gerar mais dinheiro para o caixa 2 por meio de aluguel do avião à própria Assembléia Legislativa com valores superfaturados.

Fonte: www.tudorondonia.com

Boeing entrega 124 aviões comerciais no terceiro trimestre

A Boeing afirmou nesta quinta-feira que entregou 124 aviões comerciais no terceiro trimestre, contra 113 no mesmo período do ano anterior.

Segundo a companhia, 100 destas entregas corresponderam ao modelo 737 Next Generation, comparados aos 90 de um ano antes. Com estas aeronaves, a companhia, que compete com a Airbus, da EADS, acumula 346 entregas em 2010.

A Boeing disse no mês passado que iria elevar sua taxa de produção do modelo 737 para 38 por mês em 2013 para atender a esperada demanda de longo prazo do avião.

A divisão de aviões comerciais da Boeing está se recuperando de um ano de 2009 fraco, quando recebeu 142 pedidos, número 61 por cento inferior ao ano anterior, com as companhias aéreas sofrendo por conta da fraca demanda por viagens durante a crise econômica.

Fonte: Reuters via O Globo

Conheça o projeto chinês que motivou a saída da Embraer

Comac é formada por um consórcio de empresas e é controlada pelo governo chinês

A decisão da Embraer de fechar sua fábrica na China foi motivada pelos planos chineses de produzir seus próprios aviões a partir de 2011, por meio da Comac. A empresa é formada por um consórcio de empresas e controlada pelo governo chinês, contou com a ajuda de 19 grandes fornecedores de componentes europeus e americanos - como General Electric que fornecerá o motor - para construir um avião comercial na tentativa de reduzir a dependência da China pelas aeronaves da americana Boeing e europeia Airbus.

Mas o primeiro modelo a sair da linha de montagem é o jato de médio porte, o ARJ-21 (imagem acima). A primeira fase do programa foi o desenvolvimento de um avião de 70 e 80 lugares, podendo ser estendido para 90 a 100 assentos. Concluída sua montagem em 2007, o ARJ-21, que vem fazendo voos testes, deve começar a voar comercialmente no fim deste ano. Até agora, a fabricante já garantiu quase 250 pedidos e 20 opções - praticamente tudo para o mercado chinês, um dos que mais cresce no mundo.

Os chineses dizem que o modelo foi desenvolvido de forma independente, mas os críticos dizem que foi inspirado no MD90, da McDonnell Douglas, quando a antiga fabricante, que se fundiu à Boeing, operava por meio de uma joint venture na China. Com esse jato, a Comac já pensa no futuro. Ela deseja concluir a tempo o desenvolvimento do modelo C919 - um jato maior que espera colocar no mercado em 2016 para bater de frente o Airbus A320 e o Boeing 737.

Fonte: iG - Foto: Reprodução

Homem suspeito obriga a evacuação de avião na Filadélfia

Os 102 passageiros e cinco tripulantes de um avião Airbus A319 da companhia aérea US Airways - que realizaria o voo 1070 com destino a Bermudas - foram evacuados, nesta quinta-feira (7), no aeroporto internacional da Filadélfia devido à presença de um homem suspeito entre os carregadores de bagagens, informaram as autoridades.

Greg Soule, um porta-voz da Direção de Segurança do Transporte, disse à imprensa que foi realizada uma inspeção cuidadosa de todo o avião, um Airbus 319, que foi rebocado até um pista afastada do terminal. Na busca, foram usados cachorros treinados para farejar explosivos.

Um policial disse à "CNN" que as autoridades locais e federais procuravam um homem uniformizado que não usava cartão de identificação enquanto trabalhava com a bagagem na pista.

O homem não foi reconhecido por outros dois funcionários que notaram que ele não usava crachá.

Os dois empregados interpelaram o homem, que fugiu correndo.

A porta-voz do aeroporto, Victoria Lupica, indicou que o restante da terminal opera normalmente.

Fonte: EFE - Fotos: Matt Rourke (AP) / CNN / FOX

Voo da TAM de Brasília com destino a Fortaleza arremete

O voo JJ 3720 da TAM, que saiu de Brasília (DF) com destino a Fortaleza (CE), precisou arremeter quando se aproximava do aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense, na manhã desta quarta-feira. De acordo com o internauta Luiz Calazans, o comandante do avião informou que o procedimento foi adotado porque havia outra aeronave na pista.

Segundo a TAM, o voo arremeteu como medida de segurança e, logo em seguida, a aeronave pousou normalmente. A Infraero informou que o procedimento é muito comum pilotos em casos em que o avião está muito próximo da pista ou há alguma outra aeronave no local de pouso.

A assessoria de imprensa da Infraero ainda afirmou que a Coordenação de Operações Aeroportuárias (COA) não tem registro desse caso.

Fonte: Luiz Calazans (internauta, participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra)

Avião rosa da Azul começa a voar em 1º de dezembro

Aeronave rosa marca mobilização da Azul contra câncer de mama

O presidente da Azul Linhas Aéreas, Pedro Janot, anunciou que a partir de 1º de dezembro o avião que foi pintado de rosa, em parceria com a Embraer, em prol da campanha da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), entrará em operação. “O equipamento não terá uma rota específica. Ele estará inserido na nossa frota”, disse.

A aeronave voará por tempo indeterminado com eta pintura. No entanto, durante os dez primeiros dias de dezembro ele terá um diferencial nos trechos voados: toda a tripulação será feminina (três comissárias, piloto e co-piloto). Serão três tipos de uniformes diferentes. “Essa é a primeira ação social de muitas que a Azul vai iniciar porque isso está no DNA da empresa. A Azul é uma empresa feminina. Dos 2,5 mil funcionários, 1,7 mil são mulheres. Essa ação é uma forma de a Azul devolver pra sociedade o que a sociedade deu pra Azul”, acrescentou o executivo.

“Quando a doutora Maira Caleffi, presidente da Femama, nos procurou, em apenas alguns minutos fechamos a parceria”, disse o diretor de Marketing da Azul, Gianfranco Beting (Panda). Atualmente, 35 mulheres morrem de câncer de mama por dia.

Novos voos

Pedro Janot aproveitou a ocasião para anunciar novos voos da companhia, a partir de 26 de outubro, partindo de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Os novos destinos serão Confins (MG) e Curitiba (PR).

Fonte: Portal Panrotas - Foto: Divulgação

Equipes da Unip de Manaus e UFPA projetam aviões para competição

Distância e dificuldade com patrocínio não intimidaram estudantes de engenharia da Universidade Paulista, campus de Manaus (Amazonas) e Universidade Federal do Pará, em Belém a participarem da XII Competição SAE BRASIL AeroDesign, de 21 a 24 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP.

As duas equipes do Norte do País projetaram e construíram três aviões rádiocontrolados exclusivamente para disputar a competição de engenharia aeronáutica da SAE BRASIL.

As equipes do Norte – todas da Classe Regular - irão disputar a competição com mais 93 equipes da Venezuela, México, EUA e Índia, além de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal. As 96 equipes (91 equipes em 2009) somam 1,3 mil participantes que representam 79 instituições de ensino superior.

Equipe do Amazonas

A equipe Amazon Force, da Universidade Paulista (Unip), campus de Manaus, construiu uma aeronave ainda mais leve: pesa 2.5 kg para transportar até 10 kg de carga, uma redução de 45% do peso em relação ao projeto de 2009.

Material utilizado

Madeira balsa e fibra de carbono foram os materiais utilizados pelos estudantes, que consideram o projeto muito superior ao do ano passado. "A aeronave é a mais leve que já tivemos e ela traz um conjunto de melhorias que aprendemos com os três últimos projetos”, conta Fabio Cavalcante Binati, capitão da equipe, com nove integrantes e 36ª colocada na classificação geral em 2009.

Equipe do Pará

A equipe Uirapuru, da Universidade Federal do Pará (UFP), participará pela segunda vez na competição e levará um monoplano de asa alta, com sistema de frenagem aerodinâmica, que ajuda na decolagem e aterrissagem. O avião da equipe Uirapuru pesa 3 kg e pode transportar 9 kg de carga. O projeto anterior pesava 4,7 kg e carregava 4,5 kg de carga.

Para a equipe, o Projeto AeroDesign é muito importante, apesar das dificuldades, principalmente com patrocínio e logística. “É um exercício para o nosso futuro, porque aplicamos o curso na prática”, comenta Luiz Paulo Lopes, estudante do 6º semestre de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, que espera obter a melhor pontuação da região Norte. A universidade paraense também será representada pela equipe Iaçá.

Competição

Para participar da competição, todas as equipes são desafiadas a projetar e construir aviões rádiocontrolados e depois submeterem seus projetos a avaliações teóricas e práticas, conduzidas por engenheiros da indústria aeronáutica.

As avaliações e a classificação das equipes serão realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme o regulamento baseado em desafios reais enfrentados pela indústria aeronáutica e disponível no site da SAE BRASIL - www.saebrasil.org.br.

Ao final, duas equipes da Classe Regular, uma Classe Aberta e uma da Classe Micro, que obtiverem melhores pontuações em suas respectivas categorias ganharão o direito de representarem o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2011, nos EUA, onde equipes brasileiras acumulam histórico expressivo de participações.

Categorias

Com aviões de dimensões reduzidas, a Classe Micro não impõe restrições geométricas aos projetos nem ao número de motores, porém a equipe deve ser capaz de transportar a aeronave dentro de uma caixa de 0,125m³. Nesta categoria, as aeronaves podem usar motores elétricos e devem decolar em até 30,5m.

Na Classe Regular, os aviões são monomotores, com cilindrada padronizada em 10 cc (10 cm3 ou 0,61 in3). Esta categoria é a única a permitir a presença de pós-graduandos entre os integrantes da equipe.

Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia.

Fonte: Portal Amazônia

Embraer decide fechar fábrica na China

A Embraer optou pelo fechamento da sua fábrica na China devido aos planos chineses de produzir seus próprios aviões. "Os chineses vão começar sua produção própria em 2011 e nos veem como concorrentes", disse Paulo Cesar de Souza e Silva, vice-presidente executivo para o mercado de aviação comercial da Embraer.

A empresa tem uma fábrica na China em associação com a Aviation Industries of China (Avic), para a fabricação do ERJ-145, de 50 lugares. A ideia da Embraer seria ter a autorização para construir um avião maior, de capacidade para 120 passageiros. Porém, a China está desenvolvendo aviões próprios. Segundo Silva, a última entrega de um ERJ-145 será feita em março.

O executivo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta para o governo chinês sobre o assunto, mas não obteve resposta. "Não temos perspectivas de continuar a produção", disse.

Perspectiva

A Embraer prevê que o mercado de aviação deve voltar aos níveis pré-crise a partir do final do ano que vem. Até então, a empresa prevê estabilidade em relação aos resultados de 2010. "Esperamos um resultado parecido com o do ano atual", disse Silva. Segundo ele, o mercado está melhorando gradualmente, com melhores resultados na América Latina, Ásia e Oriente Médio, mas Estados Unidos e Europa continuam fracos.

Para este ano, a companhia prevê vendas de 90 a 95 aviões, ainda 30% abaixo do nível pré-crise. Em 2009, as vendas foram "praticamente zero", segundo ele. As entregas devem somar 100 aeronaves em 2010, enquanto em 2009 foram entregues 120 aviões.

O executivo destacou que, no Brasil, um fator negativo neste momento é o real apreciado, que gera um desequilíbrio entre os custos da empresa (em reais) e sua receita (que é 92% em dólares). Hoje a empresa promoveu um evento em conjunto com a Azul para apresentar uma parceria contra o câncer de mama, em São José dos Campos (SP).

Fonte: Natalia Gómez (Agência Estado) - Foto: agenciat1.com.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Foto do Dia

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A hidrobase de Gelendzhik (GDZ/URKG), na Rússia, fotografada em 12 de setembro de 2010.


Foto: Fyodor Borisov - Russian AviaPhoto Team (Airliners.net)

Gigantes da aviação anunciam 4 novas rotas conjuntas

As companhias aéreas Iberia, British Airways (BA) e American Airlines (AA) anunciaram nesta quarta que a partir de abril de 2011 vão operar conjuntamente quatro novas rotas entre a Europa e a América do Norte.

Os responsáveis pelas três linhas aéreas - o presidente da Iberia, Antonio Vázquez, o executivo-chefe da BA, Willie Walsh, e o presidente da AA, Gerard Arpey,- assinaram nesta quarta em Londres um acordo para a exploração conjunta de diferentes rotas.

Em entrevista coletiva concedida pelos três executivos foi anunciado que as primeiras rotas a entrar em funcionamento serão o trajeto Madri - Los Angeles, operado pela Iberia; Budapeste - Nova York e Chicago - Helsinque, pela American Airlines, e Londres - San Diego (EUA), pela British Airways.

Com este acordo, a Iberia vai colocar seu código em 354 voos da AA e da BA, para 96 destinos. Já a empresa americana compartilhará 322 com as outras duas companhias, para um total de 101 destinos, enquanto BA integrará 2.063 voos das outras duas companhias, com 181 destinos.

Fonte: EFE

Governo de Portugal paga 200 milhões de euros por cinco aviões em segunda mão comprados à Holanda

O Estado português pagou à Marinha de Guerra Holandesa quase 200 milhões de euros pela aquisição e modernização de cinco aviões P3C Cup+ (similares ao da foto acima) para equipar a Esquadra 601 “Os Lobos” da Força Aérea Portuguesa (FAP) que operava desde 1988 com 6 aeronaves P-3P adquiridas à Força Aérea Australiana. Até Março de 2011 apenas um dos novos aviões estará operacional.

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, durante uma visita à Base Aérea de Beja, onde apresentou o novo avião, justificou o “vultuoso” investimento com a necessidade de executar missões de luta anti-submarina, patrulhamento marítimo, busca e salvamento, vigilância terrestre, controlo de tráfico de droga e redes de imigração clandestina.

Santos Silva fez ainda referência às missões que as forças armadas portuguesas executam no estrangeiro e que requerem a disponibilização de meios à altura das exigências que as intervenções impõem.

Em 2005, Portugal adquiriu à Marinha de Guerra Holandesa cinco aeronaves P3C, por 80 milhões de euros. Os restantes 120 milhões foram o preço a pagar pela sua modernização que transforma a frota dos P3C “numa das mais avançadas do mundo”, destaca um comunicado da FAP.

Ao comentar este encargo, Santos Silva, enquadrou-o nas restrições que o país está a suportar que classificou de “excepcionalmente fortes”. O processo de modernização da FAP não se restringe aos aviões P3C. Santos Silva lembrou o investimento de quase 500 milhões de euros que estão a ser aplicados na modernização dos F-16; na aquisição de 12 aviões C-295 (neste momento a FAP dispõe de 9 destas aeronaves) que vieram substituir os Aviocar e de 12 helicópteros EH 101. Também os aviões Hércules C-130 vão estar sujeitos a um processo de modernização e já se analisa a sua futura substituição.

Ao todo mais de 1500 milhões de euros vão ser investidos no programa de modernização da FAP. “ Pouco mais de um terço” deste montante será aplicado “até ao final de 2010” salientou o ministro da Defesa, para assinalar que o país está “ no tempo das ideias claras e das opções ao ritmo do possível”. Santos Silva acredita que este processo se traduza na “ dinamização da nossa economia” através da fabricação industrial de alguns dos novos equipamentos militares, destacando os P3C como “ um bom exemplo”. Das 5 aeronaves adquiridas à Holanda, duas foram modernizadas na Lockheed Martin e as restantes vão ser equipadas nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico com novas redes de informações, vigilância e reconhecimento, e dotados de sistemas para a guerra anti-submarina e anti-superfície.

O P3C alcança uma velocidade máxima de 750 quilómetros, e uma altitude próxima dos 10 mil metros. Tem uma autonomia de 12 horas e pode operar em condições de tempo adversas, de noite e de dia.

Fonte: Carlos Dias (Público) - Foto: www.dapho.nl

Avião apreendido pela PF é leiloado por R$ 105 mil no interior de SP

Na segunda tentativa da Justiça Federal, aeronave foi arrematada.

Nome do comprador não foi divulgado.

A Justiça Federal conseguiu, enfim, leiloar na tarde desta quarta-feira (6) um avião apreendido pela Polícia Federal de Ribeirão Preto em 2007. A aeronave, que era usada para o tráfico de drogas, foi vendida por R$ 105 mil.

Na primeira tentativa de vender o monomotor, no dia 22 de setembro, não houve interessados. O valor inicial, na ocasião, era de R$ 150 mil.

A Justiça decidiu baixar o valor para o novo leilão.

O leilão da aeronave modelo Corisco II, fabricada pela Embraer, ocorreu no Fórum de Ribeirão Preto. O nome do comprador não foi divulgado.

A venda do avião, mediante leilão, foi determinada no dia 1º de setembro pelo juiz Gilson Pessotti, da 4ª Vara Federal em Ribeirão Preto, em um procedimento de alienação de bens que corre em segredo de Justiça.

A competência exclusiva da 4ª Vara é julgar crimes contra o sistema financeiro nacional e os crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direito e valores.

Fonte: G1 (com informações da EPTV) - Foto: Divulgação

Decisão sobre caças da FAB será discutida com futuro presidente da República, diz Jobim

Várias vezes adiada nos últimos 12 anos, a decisão sobre quem vai fornecer os 36 aviões de caça que o governo brasileiro pretende comprar para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB) ainda vai passar por quem vencer o segundo turno das eleições presidenciais.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje (6), em São Paulo (SP), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve optar, até novembro, por um dos três modelos concorrentes, mas a decisão final não será anunciada sem que antes seja discutida com seu sucessor.

"Tendo em vista que a execução deste programa terá início em 2011, o presidente não quer tomar nenhuma decisão agora porque entende, corretamente, que ela tem que ser tomada junto com o presidente eleito", disse Jobim ao participar de um seminário sobre o reaparelhamento das Forças Armadas.

Reconhecendo a demora na definição do modelo vencedor, Jobim disse que a opção por um modelo não irá significar o fim do processo de compra. "Uma coisa é a decisão presidencial, outra, a conclusão. Escolhida a melhor oferta, os técnicos da Aeronáutica ainda vão se sentar com os representantes da empresa escolhida para negociar as especificações e definir o contrato comercial. Isso leva um tempo e aí, então, será discutido o contrato financeiro. O que pode acontecer é que, no momento em que começarmos a discutir esses contratos, comecem a aparecer obstáculos até então desconhecidos".

Como exemplo, o ministro mencionou as negociações em torno do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha que, mesmo após concluído, ainda precisou de seis meses para definir os ajustes legais.

No caso dos caças, disputam a preferência do governo brasileiro a francesa Dassault, construtora do Rafale; a norte-americana Boeing, do F18-SuperHornet e a sueca Saab, do Gripen NG.

Fonte: Alex Rodrigues (Agência Brasil) via UOL Notícias

Serra da Canastra sedia encontro de paraquedismo

Pelo segundo ano consecutivo, a Serra da Canastra será o cenário para um encontro de paraquedistas de todo o Brasil. A cidade de Vargem Bonita, em Minas Gerais será a sede do II Boogie da Serra da Canastra, realizado de 9 a 12 de outubro na Pousada da Limeira.

Além de reunir atletas paraquedistas com objetivo de saltar e desfrutar de paisagens deslumbrantes e pouco conhecidas de um dos parques nacionais mais belos do país, o encontro também é uma oportunidade para admiradores do esporte experimentar a sensação da queda livre, por meio de um salto duplo.

Com apenas 20 minutos de instrução, a pessoa estará apta para saltar a 10 mil pés de altura, mais de três quilômetros, presa a um atleta experiente. O passageiro só deverá se divertir e auxiliar o instrutor com a correta posição do corpo.

Aqueles que não estão preparados para tanta adrenalina, também poderão fazer um passeio panorâmico de avião e conhecer o parque nacional de um ângulo diferenciado.

Cenário escolhido

A idéia de levar o paraquedismo para a Serra da Canastra surgiu quando um dos integrantes do Skydive Araraquara, Márcio Fernando Schnetzler, jipeiro há muitos anos e profundo conhecedor da Serra, levou seu amigo e instrutor de paraquedismo Marcel Martins Celebroni para conhecer a Pousada da Limeira, único local na região com pista de pouso.

A infra-estrutura e segurança adequada para a prática de paraquedismo, rapidamente atraiu a atenção de diversos atletas interessados em saltar no local e desfrutar da paisagem da Serra.

O II Boogie da Serra da Canastra conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Vargem Bonita, Naturae Consultoria Ambiental e Confederação Brasileira de Paraquedismo.

Serviço:

II Boogie da Serra da Canastra
Local: Pousada da Limeira, em Vargem Bonita- MG
Data: 9 a 12 de outubro
Horário: 9h às 18h (as decolagens são realizadas até o pôr-do-sol)

Fonte: Noh.com.br

Airbus consegue certificado militar para seu A330-MRTT

Imagem divulgada em 2009 mostra Airbus A330-MRTT realizando reabastecimento simultâneo com dois F/A-18A

A Airbus recebeu o certificado militar para seu avião cisterna com reabastecimento aéreo A330-MRTT, que concorre nos Estados Unidos por um contrato da Força Aérea, anunciou nesta quarta-feira a divisão militar (EADS) do fabricante aeronáutico europeu.

"A Airbus Military obteve o certificado para seu A330 multimissão transporte/reabastecimento (em voo) da autoridade militar espanhola: o Instituto de Tecnologia Aerospacial (INTA)", explica a companhia em um comunicado.

"O A330-MRTT é agora a única (aeronave de) reabastecimento de nova geração oferecido aos exércitos do ar", destaca.

As duas primeiras unidades do A330-MRTT (uma versão de longo alcance do A330) serão entregues aos australianos antes do fim do ano. A Inglaterra será o próximo país a receber sua encomenda do modelo, para o qual a Airbus já registra 28 pedidos.

A americana Boeing e a EADS competem há anos por um contrato da Força Aérea americana para renovar sua frota de aeronaves com serviço de abastecimento, avaliado em 35 bilhões de dólares.

Fonte: AFP

Brasil não tem tradição de terrorismo, mas Olimpíadas têm, diz especialista

Para Peter Tarlow, que atuou nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, Rio deve se preparar desde já para evitar ‘desastre’. Alvo seria competição, não o país

O Rio e o Brasil devem estar alertas e se preparar contra uma eventual ameaça terrorista durante as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014, na opinião do especialista norte-americano em Segurança Turística Peter Tarlow.

No Brasil para dar palestras sobre o tema, Tarlow atuou no planejamento das Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City, em 2002, e é consultor do governo dos EUA na área de segurança turística e de grandes monumentos – como a Estátua da Liberdade, a ponte Golden Gate – e do sistema de parques nacionais. O iG o entrevistou após apresentação na faculdade de Turismo da UniverCidade, na zona sul do Rio, nesta terça-feira. Pela manhã, ele falara a um grupo de 50 policiais militares e civis.

“O Brasil não tem tradição como alvo de terrorismo, mas os Jogos Olímpicos têm, como ocorreu em 1972 [Munique, quando a delegação de Israel foi alvo de seqüestro na Vila Olímpica, por integrantes de uma organização palestina intitulada ‘Setembro Negro’. Onze membros da delegação foram mortos] e em Atlanta 1996 [uma bomba no Centennial Park matou duas pessoas]. Nesse caso, o Brasil seria apenas o lugar [de um ato terrorista], não o alvo. Não importa o lugar, os Jogos ou um país participante podem ser o alvo”, afirmou.

“Existe a ameaça de terror em todo grande evento, como as Olimpíadas”, afirmou o também consultor de segurança Miguel Yanez, ex-forças especiais da Marinha dos Estados Unidos.

Para tentar impedir eventual problema, Tarlow defende intensa preparação, com antecedência. “Se começar a preparação um ano antes, será um desastre. São necessários ao menos quatro anos. O preferível são seis anos. Estamos em 2010, a Copa do Mundo será em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. Já é hora de começar.”

Tarlow diz falar com conhecimento de causa. Em Salt Lake City, onde trabalhou em 2002, as forças de segurança encontraram três bombas, que não foram detonadas. “Se um terrorista tiver interesse em fazer um atentado durante as Olimpíadas, chegará ao Rio seis meses antes, como turista. Vai conhecer a cidade muito bem, estudar, saber onde estão os batalhões, delegacias.”

A segurança deve ser ainda mais reforçada em lugares-símbolos da cidade, como por exemplo o Corcovado, ou a praia de Copacabana. “O alvo do terrorismo costuma ser algo icônico, como um monumento ou uma área sentimentalmente importante. Uma explosão em um lugar desses é mais grave e chama mais a atenção da imprensa que em outros lugares”, explicou.

De acordo com o consultor, porém, a segurança pública regular também não pode ser negligenciada, porque um crime comum também pode manchar a imagem dos Jogos. Ele fez a diferença entre os objetivos de um criminoso comum e de um terrorista.

“O primeiro quer que o turismo tenha sucesso, para aumentar seu mercado potencial. O terrorista é exatamente o oposto: ele quer destruir o turismo. Terrorismo tem mais a ver com destruição econômica do que com assassinato.”

Na opinião de Peter Tarlow, o Brasil deve se esforçar para mudar sua imagem de lugar violento no exterior para atrair mais turistas, inclusive para a Copa e as Olimpíadas. A percepção negativa, segundo ele, afeta fortemente o turismo. Tarlow disse ter recebido quatro e-mails em um dia perguntando se estava bem no Rio.

“O que um turista se pergunta ao escolher um destino é: quais são as chances de eu ir à área turística do Rio, tomando as precauções normais, e nada me acontecer? Infelizmente, a percepção do Rio – que não necessariamente corresponde à verdade –, é a de que é muito perigoso. Um amigo policial questionou se tinha sido uma boa idéia trazer minha mulher ao Brasil e disse para não sair à rua à noite... Não digo que está certo, mas esta é a percepção. A insegurança destrói a indústria do turismo.”

Ele ainda defendeu que o bom salário para policiais se transforma em lucro turístico. “É muito mais barato pagar bem à polícia, treiná-la e exigir que nada aconteça. Se usarmos bem a polícia, como forma de vender a cidade, ela pode trazer lucros à cidade. É importante pagar bem aos policiais, e pagar melhor ainda aos policiais turísticos”, disse.

Fonte: Raphael Gomide (iG)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Foto do Dia

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O Vickers 952F Vanguard, prefixo SE-FTH, da Air Trader, na aproximação para a aterrissagem na pista 30 do Aeroporto Stockholm-Bromma (BMA/ESSB), na Suécia, em 19 de setembro de 1972. Esta aeronave viria a se acidentar em Marselha, na França, em 06.02.1989.

Foto: Kjell Nilsson (Airliners.net)

Cem anos depois, os animais da corrida ao Pólo Sul vão finalmente aparecer no mapa

Carta aeronáutica da rota entre a Nova Zelândia e a Antártida terá nomes dos cães e pôneis que ajudaram os desbravadores Roald Amundsen e Robert Falcon Scott a conquistar o continente gelado

Cães da expedição Amundsen, em 1911-1912: dos 52 animais que iniciaram a travessia, apenas onze sobreviveram


Com quase um século de atraso, a imortalidade cartográfica será concedida aos cães e pôneis que suportaram grande parte da carga na corrida de 1911-1912 entre o norueguês Roald Amundsen e o inglês Robert Falcon Scott para ser o primeiro a chegar ao Pólo Sul.

Os pólos, do Sul e do Norte, eram o espaço sideral daqueles tempos, um mistério e um desafio, e chegar lá primeiro incendiou as rivalidades pessoais e nacionais da mesma forma que a corrida espacial para a Lua nos anos 1960. A equipe de Amundsen chegou ao Pólo Sul cinco semanas antes, enquanto Scott e seus homens famintos congelaram até a morte na caminhada de volta. Na morte, Scott foi aclamado herói.

O mapa atual da Antártida é pontilhado com os nomes dos dois e de outros exploradores e cientistas, colocados em platôs e vales, mares e geleiras. Mesmo seus benfeitores e outros notáveis, incluindo hoje obscuros personagens da realeza europeia, foram reconhecidos. Mas em nenhum lugar há uma só menção para as contribuições dos cães e dos equinos, que historiadores e especialistas polares concordam, pelo menos no caso dos cães, terem sido indispensáveis para a descoberta.

Isso está mudando, de forma modesta, como resultado da campanha inspirada por um coronel da Força Aérea americana e da antecipação para o próximo ano das façanhas de Amundsen e Scott.

Em breve, a rota das aeronaves de transporte de suprimentos na primavera, depois do rigoroso inverno austral, nos mapas aeronáuticos da principal via de tráfego aéreo entre a Nova Zelândia e a Estação McMurdo, na Antártida, terá pontos com os nomes dos onze cães de Amundsen e dos pôneis de Scott.

Os pontos de navegação nessa estrada aérea irão homenagear, entre outros, Helge, Mylius e Uroa (cães Greenland de Amundsen) e Jimmy Pigg, Bones e Nobby (os pôneis manchurianos e siberianos de Scott). Vários dos nomes dos animais foram modificados para estar em conformidade com o padrão de cinco letras para denominação dos pontos de navegação, onde em intervalos de poucas centenas de quilômetros os pilotos devem comunicar pelo rádio para os controladores de tráfego aéreo seu tempo de chegada, posição e condições meteorológicas.

No novo mapa, por exemplo, o nome de Helge aparece completo, mas Uroa se tornou Urroa, e Jimmy Pigg virou Jipig. Anteriormente, os nomes dos pontos de navegação eram apenas um conjunto de letras geradas por computador, que não significavam nada. Uma exceção, o último ponto perto da costa da Antártida continuará a ser designado Byrrd, de almirante Richard E. Byrd, um dos exploradores mais famosos do continente americano.

As alterações no mapa dificilmente colocarão Helge no mesmo grau de evidência como a Terra de Marie Byrd, homenagem à esposa do almirante. E somente pilotos, navegadores e controladores de voo devem botar os olhos na fina linha em curva da rota A338, do sul até Christchurch.

Para o coronel Ronald Smith, navegador da Força Aérea americana e ex-comandante da Operação Frio Profundo, o braço militar de apoio à pesquisa na Antártida, a Carta Aeronáutica do Centenário Amundsen-Scott é o ápice de uma campanha pessoal de dois anos para compensar a falta de reconhecimento público do papel dos animais na corrida para o pólo.

Como nomes de animais não são permitidos no mapa do continente, Smith, 54 anos, voltou suas atenções para as cartas que ele conhecia tão bem ao voar na rota Christchurch-McMurdo ao longo dos anos. "Todo mundo para quem eu contava dizia 'parece ótimo, vai nessa'", disse ele, em uma das várias entrevistas nos últimos tempos.

A Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, responsável por aquele setor do espaço aéreo, endossou a ideia e assegurou a aprovação pela Organização Internacional de Aviação Civil. A Fundação Nacional de Ciência americana, que gerencia a pesquisa científica naquela parte da Antártida, também aprovou. "E não houve reações contrárias dos militares", acrescentou Smith.

A partir daí, Lynne Cox, um autor americano que está escrevendo um livro sobre Amundsen, ajudou o coronel a compilar os nomes dos 52 cães que começaram a expedição de Amundsen em 19 de outubro de 1911, identificando os que chegaram ao pólo e os onze que sobreviveram no final. Enquanto esteve na Noruega, Cox trabalhou com arquivistas para determinar o destino dos que não chegaram ao pólo e para registrar as versões abreviadas dos nomes de modo a não parecerem bobos ou muito semelhantes a outros pontos internacionais de navegação aérea.

Com a aproximação do centenário, há vários planos para cerimônias na parte mais baixa do mundo, no posto avançado operado por americanos conhecido como Estação do Pólo Sul Amundsen-Scott. Cruzeiros estão preparando viagens especiais de turismo para as águas da Antártida e indivíduos de vários países buscam permissão para reencenar as caminhadas polares. A Noruega propôs uma nova corrida ao pólo, em snowmobiles.

Mas nenhum cão deve ser convidado para a ocasião. Na década de 80, descobriu-se que eles estavam espalhando cinomose, fatal para as focas locais. Assim, por um acordo internacional de 1993, os cães foram banidos do continente gelado onde uma vez eles ajudaram a fazer história.

Fonte: Veja.com - Foto: Hulton Archive/Getty Images / nytimes.com

Sexto Boeing 787 Dreamliner é aprovado após voo teste

A Boeing testou ontem (segunda, dia 4) a sexta aeronave do modelo 787 Dreamliner, que voou por uma hora e quatro minutos (foto acima). O avião utilizado foi o ZA006, que é o segundo da frota equipado turbinas da Genx.

“É ótimo incorporar nosso último avião testado à frota”, comemorou o vice-presidente e gerente geral do programa do 787, Scott Fancher. “Estamos focados em completar os testes necessários para a certificação do 787 com turbinas de Rolls-Royce, visto que este é o primeiro modelo que entregamos”, completou ele.

Ministrado pelos comandantes Bill Robertson Christine Walsh, o teste verificou critérios como barulho, operações em temperaturas extremas, segurança e desempenho em operações estendidas.

Fonte: Portal Panrotas - Fotos: Elaine Thompson (AP) / Divulgação/Boeing

7º Fórum Anual ALTA acontece no Panamá

De 17 a 19 de novembro acontece o 7º Fórum Anual ALTA (Latin American and Caribbean Air Transport Association) de Líderes de Companhia Aéreas, no Panamá. O evento tem como objetivo promover o desenvolvimento da aviação latinoamericana.

Cerca de 500 líderes do setor participam do encontro, incluindo CEOs e presidentes de companhias aéreas da América Latina e Caribe, além de ministros e autoridades da aviação civil.

Fonte: Mercado & Eventos

Pluna reprograma voos devido à paralisação no Uruguai

Para evitar que a paralisação geral convocada por sindicatos do Uruguai prejudique seus passageiros e sua própria operação, a companhia aérea uruguaia Pluna vai ajustar sua operação na quinta-feira, 7 de outubro. Como alternativa a quem já comprou o bilhete, a empresa está oferecendo a reprogramação dos voos, a transferência para outras companhias aéreas ou o reembolso da passagem aos clientes que desistam da viagem.

A Pluna recomenda a todos os seus passageiros verificar detalhes da viagem, chegar três horas antes do voo, realizar check-in online e levar apenas bagagens indispensáveis para facilitar o processo de embarque. Mais informações no site www.flypluna.com.

Fonte: Boa Viagem (O Globo)

Tripulação de helicóptero do Governo do Acre é afastada por causa de mulheres

O piloto e o co-piloto de um helicóptero de propriedade do governo do Acre foram afastados de suas funções nesta terça-feira (5) pela secretária Márcia Regina de Sousa Pereira, da Segurança Pública, por causa das fotos de duas mulheres dentro da aeronave.

As mulheres também foram fotografadas na companhia da tripulação e de policiais numa praia deserta do Rio Acre. Além do afastamento, a secretária determinou a abertura de sindicância para apurar as responsabilidades e prometeu aplicar sanções disciplinares.

As fotografias foram divulgadas em blogs do Acre. A secretária divulgou uma nota em que reprova a “conduta da tripulação do helicóptero Cel. João Donato, que permitiu o ingresso de pessoas estranhas no interior da aeronave”.

- O helicóptero do Estado tem realizado um trabalho sério e responsável - afirma a nota.

A secretária de Segurança lembrou que o helicóptero está há um ano em operação, já salvou vidas, ajudou a combater queimadas e apoiou o trabalho das polícias Militar e Civil no enfrentamento à criminalidade, alem de ter atendido ao Tribunal Regional Eleitoral nas últimas eleições para garantir acesso às regiões isoladas do Acre.

Apesar do desfecho no âmbito administrativo, o Ministério Público do Acre não manifestou intenção de acompanhar o caso e apurar possível improbidade.

O helicóptero de R$ 7,9 milhões foi adquirido em 2008 pelo governador do Acre Binho Marques (PT), após o ex-governador Jorge Viana, atualmente senador eleito, ter assumido o conselho de administração da fabricante Helicópteros do Brasil S.A (Helibras).

No mês passado, por causa de irregularidades na compra do helicóptero modelo Esquilo AS 350B2, o Ministério Público Federal no Acre entrou com ação civil de restituição de patrimônio público para anular o contrato celebrado entre a empresa (Helibras) e o Estado.

O valor corrigido, a ser devolvido pela Helibrás, caso a Justiça Federal decida pela anulação do contrato, é de R$ 9,2 milhões. Na fuselagem da aeronave foi pintada uma estrela vermelha. Para o MPF, a estrela do PT; para o governo, a estrela do Estado do Acre.

Fonte: Altino Machado (Blog da Amazônia/Terra Magazine)

Nasa dá luz verde à missão para estudar antiga atmosfera marciana

A agência espacial americana aprovou esta terça-feira uma missão que busca determinar as razões pelas quais Marte perdeu sua atmosfera original, há bilhões de anos, informou a Nasa em um comunicado.

O Laboratório de Física Espacial e Atmosférica da Universidade do Colorado (LASP), em Boulder (oeste dos Estados Unidos), é a responsável pela missão, batizada de MAVEN (concepção artística baixo), sigla em inglês para o projeto 'Atmosfera de Marte e Evolução Volátil'.

Nas pesquisas sobre o passado do clima no planeta vermelho, os cientistas estudaram o potencial de Marte para abrigar vida em seus diferentes períodos.

"A missão incluirá três instrumentos principais para analisar em particular a atmosfera marciana e sua interação com o sol", disse Bruce Jakosky, vice-diretor do LASP (Laboratório de Física Atmosférica e Espacial) e cientista chefe do projeto.

"Uma melhor compreensão da alta atmosfera marciana e da perda no espaço dos componentes voláteis como o CO2 (dióxido de carbono), dióxido de nitrogênio e água é necessária para avançar seriamente em nossa compreensão sobre Marte", disse Jakosky no comunicado.

Indícios da superfície marciana, inclusive formações geológicas parecidas a leitos secos deixados por antigos rios e a presença de minerais que se formam só na presença de água, sugerem que Marte teve, em seu passado distante, uma atmosfera líquida densa com água em sua superfície.

Grande parte desta atmosfera se perdeu como resultado de uma mudança catastrófica do clima.

Fonte: AFP - Imagens: NASA/Goddard Space Flight Center

Pesquisadores descobrem por que algumas auroras “tremem” no céu

Luzes piscantes são explosões provocadas pelo campo magnético da Terra

Quem olha para o céu do Alasca, do norte do Canadá ou da Rússia pouco antes do amanhecer consegue ver um leve brilho esbranquiçado da aurora boreal. Depois de olhar por alguns minutos, as luzes começam a piscar como se alguém estivesse brincando com o interruptor de luz.

É uma aurora pulsante, formada por luzes que piscam a cada cinco a 40 segundos. Cientistas tentaram descobrir o que causa esse efeito por décadas.

Agora, Yukitoshi Nishimura, da Universidade da Califórnia, cientistas da Nasa, cinco aeronaves e um pequeno exército de câmeras apontado para o céu descobriram que a energia é provocada pelo campo magnético da Terra.

Nosso planeta é como um ímã gigante. Linhas magnéticas invisíveis se estendem de um pólo ao outro do planeta – são elas que fazem a agulha da bússola se mover e ajudam aves migratórias a encontrar seu caminho.

Esse campo magnético também protege a vida na Terra dos raios solares, um feixe de partículas cuspidas pelo Sol que bombardeiam nosso planeta sem parar.

Essas partículas são varridas da superfície de nosso planeta pelo campo magnético, criando explosões de energia eletromagnética chamadas de ondas sibilantes (que assobiam).

Nishimura e o grupo Themis, da Nasa, descobriram que essas ondas aparecem em intervalos regulares nos mesmos lugares na forma de manchas de luz. Quanto mais fortes as ondas, mais brilhante a luz.

Os cálculos mostraram que essas ondas sibilantes interagem com elétrons do campo magnético da Terra, fazendo-os cair na atmosfera e criando um show com as luzes da aurora, da mesma forma que um tubo de raios catódicos criava imagens na tela de um velho aparelho de TV.

As descobertas da equipe poderão ajudar os cientistas a mapear o campo magnético da Terra com muitos detalhes e continuarão a rastrear a dança da aurora boreal e a música das ondas por trás dessas luzes.

Veja mais fotos:

Fonte: R7 - Fotos: NASA (via AFP - Getty Images) / Lucas Jackson (Reuters) / Pekka Sakki (AFP - Getty Images) / Colorado Mountain College / Bob Martinson (AP) / John and Sallie Carlson / Balazs Mohai ( EPA) / Arian Schuessler ( Mason City Globe Gazette via AP) - Gráfico: Science/AAAS