segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Paquistão: mísseis dos EUA matam sete insurgentes

Mísseis disparados por aviões sem piloto americanos mataram, este domingo, sete insurgentes em uma zona tribal do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, informou um oficial dos serviços de segurança paquistaneses na região.

Um primeiro ataque, no qual morreram quatro rebeldes, segundo a fonte, ocorreu em Datta Jel, 50 km a oeste de Miranshah, principal distrito do Waziristão do Norte, reduto dos talibãs e milicianos da Al-Qaeda.

Um segundo ataque ocorreu no povoado de Asar, na mesma região.

"Um avião sem piloto disparou quatro mísseis, alcançando um veículo que se dirigia ao local do primeiro ataque, matando três insurgentes", informou o oficial de segurança.

Fonte: AFP

domingo, 26 de setembro de 2010

Foto do Dia

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Vista do Aeroporto Changi (SIN/WSSS), em Singapura, com mais de 90 aviões no chão, em 8 de maio de 2010.

Foto: Raymond Ngu (Airliners.net)

GO: após queda de helicóptero, candidato a deputado sai ileso

O candidato a deputado federal e presidente do PMN em Goiás, Armando Vergilio, saiu ileso de um acidente no helicóptero em que viajava no sábado (25), no interior de Goiás.

A aeronave, o Robinson R44, prefixo PT-YPW, sofreu uma pane, o que provocou a sua queda. Após o acidente, Vergílio continuou normalmente as atividades do dia.

O acidente aconteceu por volta das 13h do sábado, no aeroporto da cidade de Novo Gama (177 km de Goiânia), no entorno do Distrito Federal. O candidato já havia visitado outras quatro cidades da região pela manhã e retornaria para a capital, Goiânia, para cumprir outros compromissos da agenda. Na aterrissagem, porém, o motor do helicóptero parou e a aeronave caiu com violência, ficando praticamente destruída.

Apesar da intensidade do choque, Armando, um assessor que o acompanhava e o piloto, nada sofreram. "Foi um verdadeiro milagre. É a única explicação que temos para o fato", acredita Sílvio Sousa, coordenador da campanha de Armando Vergílio.

Segundo Sílvio, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) já está fazendo perícia no helicóptero - que foi cedido ao candidato por um apoiador de sua campanha - para descobrir o que causou o acidente. "Não sabemos o que aconteceu, segundo Armando, o helicóptero parou e caiu", detalhou Sílvio Sousa.

Após o incidente, Armando Vergílio, não interrompeu a agenda e veio para Goiânia de avião, onde ainda participou de carreata, das 16h às 18h30, por vários bairros da capital. "Ele estava se sentindo bem e, apesar do susto, não quis decepcionar os apoiadores que o aguardavam aqui", explicou o coordenador Sousa, sobre a atitude de Armando. O candidato, no entanto, recolheu-se em sua residência com sua família logo após a carreata em Goiânia, e não quis falar pessoalmente com a imprensa.

Segundo dados da ANAC, esta aeronave já havia se acidentado em 14 de julho de 2005 na região serrana do Pico do Papagaio, no Rio de Janeiro.

Fontes: Mirelle Irene (Terra) / Site Desastres Aéreos - Fotos: Reprodução/DFTV/TV Globo

Cocaína: O comissário, a assistente, o piloto e os amigos deles

Sete suspeitos respondem amanhã em tribunal por tráfico entre Brasil e Portugal. Um esquema que envolveu funcionários da aviação comercial

Sete arguidos e 30 quilos de cocaína. A singularidade do caso que amanhã vai a julgamento recai no facto de estarem acusados de tráfico de estupefacientes três elementos ligados à aviação civil: Nuno T., de 33 anos, comissário de bordo, detido em sua casa com pulseira electrónica, Jorge C., 43 anos, piloto e instrutor de voo, em prisão preventiva, e Patrícia S., 31 anos, assistente de bordo, também em prisão preventiva. Além dos três suspeitos, estão igualmente acusados de tráfico os empresários Ricardo A. e José H. e ainda Vasco M. e Tatiana A. ambos sem profissão conhecida.

Segundo a acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, os investigadores da Polícia Judiciária (PJ), também de Lisboa, chegaram à conclusão que, em Dezembro de 2008, Ricardo, Vasco, Patrícia e Tatiana se organizaram para irem buscar cocaína ao Brasil e a venderem em Portugal.

Numa primeira fase, diz a acusação, Ricardo - que esteve inúmeras vezes no Brasil - era ajudado por Patrícia e Tatiana para comprarem a droga naquele país e a fazerem chegar a Portugal. A Judiciária descreve, sem grandes pormenores, que Patrícia S. comprou a uma traficante brasileira 3 kg de cocaína por 12 mil euros e, já no nosso país, a ideia seria vendê-la ao empresário José H. que tinha sido contactado por Vasco M.. Refere o DIAP que a droga era de fraca qualidade pelo que acabaram por a vender a um traficante identificado por Dolce por 21 mil euros. Mais tarde Vasco M. e Patrícia S. voltam a entregar 1 kg de cocaína a José que continuou a não a aceitar, ao que tudo indica pela fraca qualidade da droga.

Já em Janeiro de 2009, Vasco e Ricardo entregam 4,5 kg por 31 500 euros ao empresário José H. que se disponibilizou a pagar 117 500 euros pelo total. Segundo o despacho de acusação a cocaína fora transportada por Tatiana A. e a entrega feita por Vasco M. e Ricardo A. Os investigadores referem que, posteriormente, José H. entregava a droga na Amadora, sem todavia identificarem o traficante ou os meandros da transacção. José recebia o dinheiro e entregava-o a Vasco M.

Em Fevereiro de 2009, Ricardo e Patrícia compram mais 4,5 kg de cocaína no Brasil, mas desta vez não queriam arriscar o transporte. A investigação explica que Patrícia S. entrou em contacto com o piloto Jorge C. para tentarem encontrar um correio que fizesse o transporte para Portugal. O piloto-instrutor receberia 10 mil euros pelo contacto e o correio cerca de 15 mil. A acusação refere que, neste período, Jorge C. contactou telefonicamente Patrícia S. cerca de 80 vezes.

Contratação É aqui que surge a ideia de contratar o comissário de bordo Nuno T. que teria aceite as condições propostas pelos suspeitos. Jorge C. e Tatiana A. encontraram-se em casa de Nuno para combinarem os pormenores das viagens. Entregam-lhe 350 euros para as despesas pessoais. A viagem e estadia também seriam suportados pelos suspeitos.

Em Fevereiro de 2009, os arguidos combinam que Nuno T. seguiria para o Brasil acompanhado de Tatiana. No dia 18 do mesmo mês, os dois viajaram para São Paulo onde os esperava a assistente de bordo Patrícia S. que regressou a Portugal. Nuno e Tatiana seguem viagem de avião para Florianópolis, onde Ricardo A. os espera para os transportar para o complexo turístico de Jurerê Internacional.

Nesse local os três suspeitos empacotam, diz a acusação, os 4,5 quilos de cocaína em nove embalagens de plástico, selando-as com cera depilatória e envolvendo-as com uma película aderente em café e pó de talco para disfarçar o cheiro. No final, os dois suspeitos, Nuno e Tatiana, apanham um autocarro para São Paulo, um avião para São Salvador da Baía e daí regressam a Portugal. A mala com a cocaína vinha em nome de Tatiana A.

À chegada, Nuno e Tatiana separam- -se e Nuno dirige-se ao corredor próprio para a tripulação com cartão de tripulante ao peito. Foi preso por agentes da PJ com 4,5kg no dia 24 Fevereiro de 2009.

Já com Nuno detido, os dias que se seguiram foram preenchidos por contactos entre os suspeitos para apurar o sucedido e delinear novas estratégias. Num destes dias, dois brasileiros não identificados chegaram a ligar para a namorada de Ricardo A. para lhe dizer que se não pagassem, vinham cá para cobrar.

Novo transporte Meses depois, em Julho de 2009, os suspeitos combinam outra transacção com um desconhecido, que não está identificado na acusação, para receberem novo carregamento de cocaína. Neste alegado acordo, Ricardo A. e Vasco M. combinam que entregariam uma elevada quantidade de cocaína a Jorge H. para ele revender a outros traficantes. Assim, a 21 de Julho 2009, Ricardo A. e Vasco M. vão ao aeroporto buscar a droga e são detidos no parque de estacionamento da Portela com 14,811 kg de cocaína.

A PJ refere duas buscas às residências dos acusados, tendo encontrado em casa de Ricardo A. 84 gramas de haxixe e na residência de Tatiana A. diversa documentação.

O julgamento começa amanhã na 5ª Vara Criminal de Lisboa e em causa vão estar as acusações de tráfico de estupefacientes a Nuno T. e Jorge C. com uma moldura penal de quatro a 12 anos de prisão, e tráfico de estupefacientes agravado para os restantes cinco arguidos, com penas de cadeia que vão dos cinco aos 15 anos de prisão.

Fonte: i-online (Portugal)

Portugal: Aeroporto de Beja poderá receber primeiros passageiros no próximo verão europeu

A ANA - Aeroportos de Portugal vai instalar permanentemente uma equipa de trabalho no aeroporto de Beja até ao final do ano e está a ultimar os procedimentos que conduzirão à celebração dos contratos com as empresas interessadas em fazer parqueamento e manutenção de aeronaves em Beja. As garantias foram deixadas pela empresa a Jorge Pulido Valente. O presidente da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral e presidente da Assembleia-geral da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja reuniu-se no final da semana passada com a ANA- Aeroportos. Depois da primeira fase de certificação, já concluída, estão a ser feitas adaptações na zona militar e na zona civil para que no próximo verão possa estar concluída a certificação para transporte de passageiros. A revelação foi feita por Jorge Pulido Valente à Rádio Pax.

Pulido Valente deixou a reunião com algumas preocupações. O processo de concessão do aeroporto à ANA está parado o que pode criar dificuldades na celebração dos contratos com empresários. O autarca afirma que é “necessário que politicamente esta questão seja resolvida rapidamente” e vai procurar reunir com o Secretário de Estado das Obras Públicas.

A ANA – Aeroportos mostrou-se disponível para discutir outro modelo para a entidade regional que vai participar na gestão do aeroporto. De acordo com um despacho do Governo, contestado pelos municípios, a ANA teria 51% do capital da entidade a criar.

Fonte: Rádio Pax (Portugal)

"Filas são iguais a qualquer aeroporto no mundo", diz PF

Infraero estuda ampliar área dos guichês de atendimento da imigração

A Polícia Federal, que faz as fiscalizações do desembarque, disse que não há anormalidades no atendimento aos passageiros no desembarque internacional. Segundo a PF, as filas existentes são menores ou as mesmas enfrentadas por passageiros em qualquer grande aeroporto do mundo. A entidade informou que estuda, com a Infraero, a ampliação da área destinada à imigração, aumentando os 66 guichês hoje existentes nos dois terminais para 108.

Procurada pelo iG, a Infraero disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não houve registros de movimentação acima do normal em Cumbica no último dia 16 e que as filas são causadas pela longa permanência dos passageiros no free shop. A empresa disse, ainda, que há projetos de melhoria na estrutura do Aeroporto Internacional de Guarulhos, como a construção de um terceiro terminal de passageiros, que ajudaria a aliviar o movimento dos dois hoje existentes.

Fonte: Klinger Portella (iG)

Passageiros reclamam de filas no desembarque em Cumbica

Tempo de espera ultrapassa uma hora no maior aeroporto do Brasil, cujo movimento cresceu acima de 20% no ano

O casal de médicos gaúchos Sandro e Roberta Laste passou apressado pelas portas automáticas do desembarque internacional do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 7 horas do último dia 16. Foram pouco mais de oito horas de viagem entre Miami (EUA) e a cidade paulista e ainda faltava um voo até Porto Alegre, o destino final. Mas não foi a janela entre os voos que apertou os passos do casal.

O corre-corre foi provocado pelas longas filas que os dois encontraram no processo do desembarque em Cumbica. “Perdemos uma hora e meia”, diz Sandro Laste. Segundo o médico, "umas mil pessoas" se espremiam nas esteiras para retirarem suas bagagens. As filas também eram observadas nos guichês da Polícia Federal e da Alfândega. “Nossa infraestrutura aeroportuária é precária. A população cresceu, os tumultos aumentaram, mas a infraestrutura não mudou”, afirma o médico.

Não é apenas na percepção dos passageiros que o movimento no aeroporto está maior. As estatísticas comprovam isso. De janeiro a julho deste ano, o Aeroporto Internacional de Guarulhos recebeu 5,81 milhões de passageiros em voos internacionais, segundo dados da Superintendência de Planejamento e Gestão da Infraero, responsável pela administração dos aeroportos brasileiros. O movimento dos sete primeiros meses do ano é 23% maior que o observado em igual período do ano passado.

“Está uma bagunça coletiva. É uma falta de estrutura. Para pegar as malas é um transtorno”, complementa a professora Ana Lúcia Cabral, que chegava de Paris, após uma viagem de 15 dias de trabalho. Ela diz ter perdido três horas no processo de desembarque. “Uma hora a mais que o normal”, completa.

Os dentistas Adriane e Gláucio Soares, que costumam ir para Europa pelo menos uma vez por ano, disseram que as filas no aeroporto estão maiores que de costume. “Tinha bastante fila. Esperamos por mais de uma hora para desembarcar”, diz Gláucio. “Quando chegam vários aviões ao mesmo tempo, fica tudo muito apertado”, afirma Adriane.

Passo a passo

Quando descem da aeronave, os passageiros de voos internacionais têm algumas etapas a percorrer antes de cruzarem as portas automáticas do desembarque. A primeira delas é a fila da Polícia Federal, onde acontece conferência dos documentos. Divididos entre brasileiros e estrangeiros, as pessoas que chegam ao País enfrentam filas que se desenrolam ao longo do saguão do desembarque. Há relatos de que passageiros tenham ficado retidos dentro do avião para evitar o caos no espaço destinado à checagem do passaporte.

Em seguida, o passageiro vai retirar as malas, nas esteiras. Ali, a aglomeração chega a gerar confusões e muitas reclamações. "É um empurra-empurra para pegar as malas. O aeroporto no comporta mais tanta gente", diz o comerciante Cláudio Silva, que chegou de Miami e ainda iria para Fortaleza.

Depois disso, os passageiros têm a opção de entrarem na loja do Free Shop, onde podem comprar produtos importados livres da cobrança de impostos. Mais uma vez, é inevitável encarar longas filas. "Estava com dois perfumes na mala, mas desisti. Estava relativamente organizado, mas a fila era enorme, com umas 100 pessoas", diz a representante de health care Audrey Nicolini, que veio de Miami para participar de um casamento em São Paulo. Embora os perfumes tenham ficado, o presente do casal estava garantido: um jogo de panelas comprado nos Estados Unidos.

Na última etapa de desembarque, os passageiros passam pela fiscalização da Receita Federal para declararem os bens que trouxeram do exterior.

Preocupação

O comerciante Claudio Silva mostra-se preocupado com a situação, especialmente pelos eventos que o País vai sediar nos próximos anos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. "Falamos em Copa do Mundo, mas, se fizermos um campeonato mirim com dez seleções no teremos infraestrutura no aeroporto, diz Silva, que esperou mais de uma hora para desembarcar em São Paulo. "A espera não é o problema, mas a falta de organização, sim", diz.

Já o empresário Nilton Silva, que mora em Orlando (EUA), e veio ao Brasil para férias de 45 dias em Porto Alegre e Fortaleza, não tem do que reclamar. “[O movimento] está normal. Não está nada problemático. No vi diferença entre Cumbica e Orlando”, afirma.

Fonte: Klinger Portella (iG) - Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena

MPF vai monitorar ruídos causados por aviões em Congonhas

Cinco pontos próximos serão avaliados 24h por dia a partir de outubro.

Trabalho vai durar 15 dias; resultados devem ser apresentados em novembro.


O Ministério Público Federal (MPF) começa a partir da primeira quinzena de outubro o monitoramento de ruído causado pelas aeronaves que pousam e decolam no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Associações de moradores que vivem próximos ao local querem restringir o horário de operação do aeroporto devido ao barulho.

O monitoramento foi determinado pelo juiz Paulo Cezar Neves Júnior da 2ª Vara Federal Cível. Cinco pontos diferentes serão avaliados 24 horas por dia, simultaneamente, durante 15 dias. A meta do MPF é apresentar os resultados obtidos na próxima reunião do grupo de trabalho que avalia a questão, em 8 de novembro.

Pelo menos dois dos pontos serão indicados pelas associações de moradores, e os testes terão a consultoria do professor de acústica Stephan Paul, da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O objetivo do monitoramento é ter dados concretos para legitimar a atuação do grupo de trabalho para solucionar o problema.

Moradores de bairros vizinhos entraram com uma ação civil pública contra a poluição sonora gerada pelo aeroporto. Atualmente o aeroporto abre às 6h e funciona até as 23h. Os moradores querem que a abertura seja adiada em uma hora, passando a ser feita às 7h, e que o procedimento de checagem de motores seja restrito entre 9h às 22h.

Entretanto, segundo o MPF, devido a uma falta de consenso entre a Prefeitura e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não será possível um acordo em relação ao horário de operação do aeroporto.

Fonte: G1 - Foto: Daigo Oliva/G1

Ministério da Defesa quer fim de concessão para táxi aéreo

O Ministério da Defesa quer eliminar o regime de concessão pública dos serviços de táxi aéreo, com a retirada de todos os hangares dessas empresas dos aeroportos brasileiros. Proposta nesse sentido foi apresentada ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), relator da Comissão Especial do novo Código Brasileiro da Aeronáutica que deve ser colocado na pauta do plenário da Casa depois das eleições.

Lobby das 189 empresas do segmento, comandado por representante da Líder Táxi-aéreo, uma das maiores do País, convenceu o relator a manter o regime atual. Mas o governo deve voltar a carga porque deseja criar mais espaços para a expansão dos aeroportos, em razão dos eventos esportivos internacionais previstos para a próxima década, a exemplo da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

"Existe hoje um gargalo muito grande no sistema aeroportuário brasileiro. E se tirássemos as concessões, neste momento, estaríamos penalizando o setor, e criaríamos mais problemas nessa área", afirmou Loures em entrevista ao DCI.

Segundo ele, a proposta apresentada pela assessoria do ministro Nelson Jobim, do Ministério da Defesa, em acabar com as concessões públicas das empresas de táxi aéreo não estava embasada em "argumentos sólidos". E que por esse motivo optou por não retirar as concessões.

O parlamentar explicou que o objetivo do governo em ter sua demanda atendida, estava na necessidade de expandir, avançar sobre essas áreas. "Entendo que teremos grandes eventos esportivos mundiais no país, mas não podemos deixar que isso prejudique outros setores da economia brasileira", justificou.

Às empresas, o relator manteve a garantia de que o serviço de táxi aéreo continuaria sendo reconhecido como serviço público, o que se justifica, segundo ele, pelas atividades de transporte de malotes bancários e postais e atendimento a autoridades. As empresas de aviação que prestam serviço público têm isenção e preferência no uso de aeroportos.

A manutenção do regime de concessão pública para as empresas de táxi aéreo é também defendida pelo presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral, Ricardo Nogueira.

Na avaliação dele, o ramo de táxi aéreo ficará enfraquecido se não for considerado como serviço público pelo novo Código de Aeronáutica, pois não terá direito à isenção de licitação de áreas dos aeroportos e pagará as mesmas taxas da aviação regular comercial. "Seria uma facada no mercado e no coração dessas empresas", ressaltou.

Capital estrangeiro

A reformulação do Código Brasileiro de Aeronáutica já foi aprovada pelo Senado. Surgiu com o projeto de lei 6716/2009, de autoria do ex-senador Paulo Otávio, que tratava única e exclusivamente do aumento do capital estrangeiro nas companhias aéreas. O substitutivo apresentado pelo relator recebeu uma engorda, com a inclusão de 31 projetos de lei sobre o tema, aviação.

O texto do relator já foi aprovado por unanimidade na Comissão Especial e está pronto para ser votado em plenário, assim que os parlamentares retornarem suas atividades à Casa, no próximo dia 6 de outubro.

Pilotos

Não há posições contra a ampliação da participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas, que passaria dos atuais 20% para 49%. Outro ponto do texto, no entanto, deixa livre essa participação estrangeira ao prever capital social votante em poder de brasileiros menor do que os 51%, "observada a reciprocidade" nos acordos sobre serviços aéreos celebrados pelo Brasil. O substitutivo modifica quase 50 dos 324 artigos do código, que estabelece as regras do setor aéreo no País.

O texto também trata de outros assuntos como a composição do capital das empresas aéreas, contratação de pilotos estrangeiros, a definição dos órgãos e entidades que vão regulamentar o setor; e os direitos dos passageiros nos casos de atrasos e cancelamentos de voos e overbooking. Segundo Loures, a proposta promete modernizar o setor e "revitalizar aqueles artigos defasados, oriundos de um tempo em que o transporte aéreo era muito menos difundido", ressaltou.

Um dos pontos contestados do substitutivo por entidades representativas dos pilotos é a possibilidade de contratação de profissionais estrangeiros para atuar no Brasil. Na opinião delas, isso só deve ser aceito em último caso.

Afirmam que a solução para evitar a escassez de profissionais não é a contratação de estrangeiros, mas iniciativas como a ampliação do programa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a concessão de bolsas de estudos para pilotos, a oferta do curso em universidades públicas e reajustes salariais.

Fonte: DCI

Relatório mostra o que melhorou e o que ainda preocupa na aviação do Brasil

Foram necessárias 154 vidas para que o sistema aéreo brasileiro deixasse de ser uma caixa-preta para a sociedade. Trabalho excessivo e muito especializado para controladores de voo pouco qualificados, equipamentos reféns de zonas cegas e falhas no sistema de comunicação por voz entre pilotos e trabalhadores em terra são apenas alguns dos problemas graves escancarados com a tragédia do voo 1907 da Gol.

Quatro anos depois do acidente, que serão completados nesta semana, o funcionamento da aviação do país apresenta consideráveis mudanças. O próprio orçamento destinado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) ao programa denominado segurança de voo, por exemplo, aumentou — enquanto em 2006 o valor pago (já contando os restos a pagar) pela rubrica atingiu R$ 128 milhões, neste ano já são R$ 189 milhões, de acordo com dados levantados pela ONG Contas Abertas a pedido do Correio.

Entretanto, questões cruciais do sistema, alvo inclusive de um estudo encomendado pelo governo federal depois do desastre, continuam em aberto. A pesquisa, finalizada este ano pela consultoria McKinsey, comparou a estrutura da aviação nacional com a de países desenvolvidos e em desenvolvimento (Alemanha, Austrália, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido), constatando que só o Brasil não tem um planejamento integrado do setor — incluindo aeroportos, companhias aéreas e indústria. Outra diferença verificada é a subordinação da área ao Ministério da Defesa e não à pasta dos Transportes. O controle de tráfego aéreo para aviação civil vinculado a órgão militar também foi apontado como ponto fraco do país, além do fato de o órgão que investiga acidentes não ter independência, por estar ligado ao Comando da Aeronáutica, também responsável pelo controle de tráfego aéreo.

Ao fim, o relatório recomenda a transição da estrutura militar para civil, com o objetivo de ter qualidade técnica e independência no setor. O Ministério da Defesa foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às perguntas encaminhadas sobre uma eventual desmilitarização. A Aeronáutica, por meio do Decea, destacou que houve aumento no número de controladores de voo, passando de 2.113, em 2006, para 2.828. A periodicidade do concurso para contratação também mudou. Antes acontecia duas vezes ao ano. Em 2007, houve quatro seleções. O ritmo até 2011, conforme o órgão, será de três concursos

anuais. Simulação real passou a ser feita na formação desses profissionais, após o acidente, bem como um programa de elevação do nível de inglês. O jato Legacy que se chocou com a aeronave da Gol, derrubando-a, era pilotado por americanos.

O Decea destacou também a modernização de radares e dos sistemas UHF e VHF, que auxiliam na navegação aérea. Para o comandante Ronaldo Jenkins, coordenador de Segurança de Voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, a maior diferença se deu na atividade de controle do tráfego aéreo. “São as mudanças mais nítidas para nós. Houve modificações em relação às áreas monitoradas de Brasília e também dos setores amazônicos”, afirma

Jenkins. Há também recomendações relacionadas à utilização correta de equipamentos cruciais no acidente, como o transponder, que não foi ligado pelo jato Legacy e poderia ter evitado a tragédia, desviando o avião menor automaticamente ao perceber a aeronave da Gol em rota de colisão.

Fonte: Renata Mariz (Correio Braziliense)

Contra o tempo e a natureza, EUA buscam por aviadores no gelo

Guarda Costeira americana usa tecnologia de ponta para resgatar corpos de pilotos desaparecidos durante a II Guerra Mundial

Era dezembro de 1942, e o auge da Segunda Guerra Mundial, quando ela recebeu notícias de seu irmão. “Nancy,” sua mãe disse calmamente pelo telefone. “Perdemos o John”.

“Quando escutei aquelas palavras, meu coração simplesmente afundou”, conta Nancy Pritchard Morgan, de 87 anos, moradora de Annapolis, em Maryland.

Nancy Pritchard Morgan mostra foto do seu irmão John, desaparecido na Groenlândia há 68 anos

Duas semanas antes, em 29 de novembro, seu irmão e dois outros aviadores da Guarda Costeira haviam sido listados como desaparecidos depois que seu avião perdeu contato pelo rádio – durante uma tempestade na costa sudeste da Groenlândia.

Resgate sofisticado

Agora, 68 anos depois, a Guarda Costeira encarregou uma equipe particular de resgate para tentar localizar, escavar e repatriar os três homens sepultados num biplano J2F-4 Grumman Duck numa geleira daqui. A equipe partiu no mês passado com um arsenal da mais avançada tecnologia: radar de penetração no solo, que pode identificar objetos metálicos próximos à superfície; avançados equipamentos de derretimento de gelo, que apontam precisamente objetos enterrados enquanto dissolve o gelo ao redor deles; e uma câmera que consegue fotografar o interior de profundas cavidades de gelo.

A equipe também instalou dois dispositivos GPS que rastrearão o movimento da geleira em questão. O objetivo é encontrar os soldados antes que seus familiares estejam mortos e que o gelo onde eles estão enterrados se mova para o mar.

“Qualquer ramo de serviço quer recuperar seus membros perdidos, se for possível”, disse John Long, oficial-chefe da Guarda Costeira e líder da missão de resgate “Duck Hunt” (caçada ao pato). “É a coisa certa a fazer”.

A equipe de 15 membros, incluindo três da Guarda Costeira e um repórter, não esperavam passar mais de cinco dias investigando seis locais identificados como promissores. Mas a chuva contínua, ventos fortes e a baixa visibilidade seguraram os helicópteros no solo, deixando a equipe presa no gelo e incapaz de explorar todos os locais. Onze dias se passaram antes que eles conseguissem retornar ao aeroporto, em Kulusk.

O esforço de resgate teve início há três anos, quando Long começou a reunir pistas históricas. O relatório original do acidente, de 1943, incluía um mapa desenhado à mão pelo coronel Bernt Balchen, o aviador polar dos EUA que administrava uma base de treinamento na Groenlândia durante a guerra.

Long determinou que o acidente teria ocorrido numa área de três milhas quadradas, cerca de 700 metros acima de Koge Bay.

Em 2008, Long ordenou uma pesquisa aérea da região com o uso de um radar Essex de penetração no solo, que transmitia ondas eletromagnéticas a partir de um avião Orion P-3 voando a mil metros acima da geleira. Um grande objeto metálico como o J2F-4 Grumman Duck – que seria um objeto valioso a se recuperar, já que apenas 32 foram construídos – apareceria como uma mancha branca. Das manchas no mapa do Essex, três coincidiam com as coordenadas do mapa de Balchen, e uma tinha o formato de um biplano.

Biplano J2F-4 Grumman Duck igual ao que teria afundado nas geleiras da Groenlândia

Para levar o projeto adiante, a Guarda Costeira tercerizou e contratou Luciano Sapienza, chefe executivo da empresa North South Polar Recoveries, em Jersey City. Em 1992, ele fez parte da expedição que recuperou o “Glacier Girl”, um avião P-38 Lightning abatido sobre a Groenlândia em 1942. Ele e sua equipe partiram para Koge Bay no final do mês passado.

Kate McKinley, de 34 anos, geofísica de Charleston, na Carolina do Sul, estava encarregada do kit portátil do radar com penetração no solo. Ela usava um produto chamado Antena de Topografia Dura, feito por uma empresa sueca, a Mala Geoscience. Segurando uma tela de dados à sua frente, ela ancorou o radar em suas costas e arrastou um sensor de 3,5 metros, lembrando uma enorme cauda de rato, através do gelo.

Com a maioria dos radares de penetração no solo, “nós teríamos que definir uma grade e ir do ponto A ao B, marcando fisicamente sobre o gelo onde obtivemos alguma leitura”, explicou McKinley. Com o Mala, coordenadas exatas são rastreadas via GPS.

“É como pilotar um barco sobre a superfície do gelo com uma sonda”, disse ela.

O radar detecta qualquer coisa metálica, assim como rochas e rachaduras, dentro dos primeiros 30 metros. A leitura mostra uma seção cruzada do solo numa tela preta e branca com anomalias em formato de hipérboles. Quando McKinley encontrou uma anomalia que parecia promissora, ela marcou o local para perfuração. No total, ela conseguiu marcar 10 locais antes da chuva tornar o gelo lamacento demais.

Derretendo gelo

Weegee Smith, de 57 anos, especialista em construir instrumentos personalizados de campo, assumia em seguida, operando uma poderosa máquina de derreter gelo. O aparelho puxava água de um poço que ele havia cavado e a aquecia a 180 graus. Smith pulverizava a água quente na área marcada, escavando uma fossa com 40 metros de profundidade.

Infelizmente, “o gelo derreteu sem nenhuma resistência até o fundo”, disse Smith. Alguma resistência, segundo ele, teria indicado “que atingimos algo e que era hora de dar uma olhada”.

No terceiro dia de perfuração, ele sentiu alguma resistência – então foi trazida a câmera sub-superfície. Projetada por Alberto Behar, de 42 anos, engenheiro elétrico do Laboratório de Propulsão de Jatos da NASA, a câmera possui uma lente grande-angular cercada por 27 luzes LED, que poderiam iluminar a fossa aberta por Smith e transmitir imagens em tempo real. Qualquer indicação de metal, óleo ou lascas de tinta do J2F-4 faria com que Smith tivesse de cavar mais buracos.

Enquanto tudo isso ocorria, duas outras equipes saíram em busca dos outros locais candidatos na geleira, navegando cuidadosamente em meio a grandes buracos, pontes de neve e rachaduras de 2,5 metros. Eles marcaram os locais secundários e instalaram duas unidades permanentes de GPS, que rastreiam movimento e velocidade da geleira.

“Um dos maiores desafios desta missão foi não saber a velocidade com que a geleira está se movendo, ou em que direção”, explicou Behar.

Suas unidades de GPS enviam sinais via satélite, a cada quatro horas, a um receptor remoto em Los Angeles. Eventualmente, os dados darão `equipe de Sapienza uma ideia mais clara sobre até onde o avião pode ter se movido desde o acidente.

Após quatro dias de perfurações sob chuvas e ventos congelantes, os cientistas no local primário não encontraram indicações de que as anomalias detectadas pelo radar fossem algo além de grandes rachaduras. A equipe conseguiu descartar aquele local e focar nos outros pontos.

O tempo está se esgotando para a Guarda Costeira, que já gastou US$579 mil no esforço de resgate do Grumman Duck, incluindo US$314 mil para a viagem mais recente. Com temperaturas mais amenas, segundo os cientistas, a geleira e o avião estão avançando na direção do oceano com velocidade maior do que estimado inicialmente.

“Este é o verão mais quente da Groenlândia nos últimos 150 anos”, disse McKinley.

Sapienza afirmou: “Estamos desapontados por não conseguirmos fazer mais, mas aprendemos muito e a Guarda Costeira está no caminho para os próximos passos. Aqueles homens fizeram o sacrifício definitivo, e é nosso dever trazê-los para casa”.

Morgan recebeu as novidades com muita calma, enquanto a equipe retornava. Ela tem ótimas lembranças de seu irmão mais velho, que a apresentou ao homem que se tornaria seu marido.

“É maravilhoso saber que John não foi esquecido”, disse ela. “Não podemos desistir – ainda não”.

Clique aqui e veja mais fotos da operação de resgate.

Fonte: The New York Times via iG - Fotos: The New York Times

sábado, 25 de setembro de 2010

Suspeita de bomba a bordo faz avião aterrissar na Suécia

Voo procedente do Canadá foi desviado para um pouso emergencial.

Polícia canadense diz que um passageiro poderia levar material explosivo.




O Boeing 777-240/LR, prefixo AP-BGY, da Pakistan International Airlines - PIA, realizando o voo PK-782, procedente de Toronto, no Canadá e com destino a Karachi, no Paquistão, com 273 passageiros a bordo, aterrissou de emergência neste sábado (25) no aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, na Suécia, devido a uma ameaça de bomba, informou a polícia sueca.

As autoridades suecas ordenaram a aterrissagem do avião paquistanês pouco depois das 7h30 (2h30 de Brasília), após receberem do piloto um aviso da polícia canadense, que afirmou que a bordo viajava um passageiro que podia levar material explosivo. A denúncia teria sido feita por uma mulher, pouco depois de a aeronave decolar.

Policiais se aproximam com cautela do avião que mudou a rota e pousou na Suécia por conta de um alerta de que um passageiro pode estar levando uma bomba a bordo

Cerca de 20 militares e especialistas em explosivos foram enviados ao aeroporto. Esses grupos ainda analisam como vão esvaziar o avião, estacionado no aeroporto com todos a bordo.

O espaço aéreo no país não foi fechado e não há contratempos no tráfego áreo local.

Fontes: G1 (com informações das agências de notícias Efe e Reuters) / Aviation Herald - Foto: Bob Strong/Reuters

Soyuz aterrissa sem contratempos

Nave pousou nas estepes do Cazaquistão.

A bordo estavam dois russos e uma americana.


A cápsula da nave Soyuz TMA-18, com os russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko e a americana Tracy Caldwell-Dyson a bordo, aterrissou neste sábado (25) sem contratempos nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.

"A aterrissagem transcorreu de acordo com o programado. Segundo os primeiros dados, os tripulantes (da Soyuz) estão bem", disse um porta-voz do CCVE, citado pela agência russa "Interfax".

A cápsula chegou à Terra, como estava previsto, às 2h23 (de Brasília), em uma região ao sudeste da cidade cazaque de Arkalyk, onde a esperavam as equipes de resgate.

Seus três tripulantes permaneceram no espaço um total de 176 dias, um a mais que o previsto, devido a uma falha técnica que obrigou a adiar em 24 horas seu retorno à Terra.

Um falso alarme fez com que a primeira manobra de desenganche da Soyuz da ISS fosse cancelada. A agência espacial russa, Roscosmos, informou que um dos alarmes indicava falta de vedação da nave Soyuz, o que foi descartado depois de rigorosas revisões.


Fonte: EFE via G1 - Fotos: Reuters / TV NASA

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Foto do Dia

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O Let L-13 Blanik, prefixo EP-JAC, da IAC (Iran Airport Company), no Aeroporto de Teerã, no Irã. Esta aeronave, fotografada em abril de 2008, foi a última desse modelo em operação no Irã, e se acidentou em 25 de agosto de 2008.


Foto: Mohammad M.Rasi - Persian Gulf Team
(Airliners.net)

Companhias aéreas terão de verificar assentos de aviões por risco de segurança

Companhias aéreas ao redor do mundo estão recebendo instruções para verificar as condições de dezenas de milhares de assentos de aeronaves de passageiros produzidos pela japonesa Koito Industries, depois que dados de segurança foram questionados por autoridades dos Estados Unidos e Europa.

Em 9 de fevereiro, as ações da companhia afundaram 33% depois de ela anunciar ter recebido ordem do Ministério dos Transportes do Japão para melhorar sua administração depois da falsificação de dados relativos à estrutura e resistência contra fogo dos assentos.

Após recomendações da autoridade aérea do Japão JCAB, agências de segurança em ambos os lados do Atlântico publicaram diretivas para verificação dos assentos pelas companhias aéreas. Representantes da Koito não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

A Agência Europeia de Segurança na Aviação (Easa) informou em sua diretiva que ela e a JCAB concluíram que todos os dados, tanto de design e manufatura, da Koito "têm que ser considerados como suspeitos".

A Easa informou que sua proposta implica que os assentos da Koito instalados em aviões até certa data, que ainda vai ser determinada, têm que passar por teste de segurança dentro de dois anos ou então serem removidos.

Proposta semelhante da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) dá às companhias aéreas dois a seis anos.

Segundo a FAA, falhas ao se cumprir os critérios dos testes podem causar ferimentos a tripulações ou passageiros durante um pouso de emergência ou ajudar na disseminação de um possível incêndio em uma emergência.

A FAA afirmou que as verificações envolvem mais de 40 mil assentos em 278 aviões somente em território norte-americano. A agência estimou o custo às empresas aéreas em US$ 875 mil. A Continental Airlines é uma das empresas mais afetadas.

Entre os principais clientes da empresa estão companhias japonesas, todas as Nippon Airways, Singapore Airlines, Virgin Atlantic e Continental Airlines.

A TAM informou que não tem aeronaves que utilizem assentos da fabricante. Procurada, a Gol não informou se tem assentos da empresa.

As cadeiras da Koito não são instaladas em todos os aviões da Airbus e da Boeing uma vez que os assentos são um dos itens que as companhias aéreas encomendam diretamente de fornecedores quando compram um avião.

Em fevereiro, o Ministério dos Transportes do Japão disse que Koito entregou 150 mil assentos para cerca de 1.000 aviões no mundo.

Cadeiras de aviões normalmente custam entre US$ 2.300 na classe econômica e até US$ 150 mil na primeira classe, segundo a FAA.

Fontes: Reuters e AP via O Globo

Avião cai e pega fogo durante show aéreo na Indonésia

Piloto do monomotor foi internado em estado grave.

Centenas de crianças viram o acidente na cidade de Bandung.


Um pequeno avião Super Decathlon caiu e pegou fogo durante um show aéreo na cidade de Bandung, Indonésia, nesta sexta-feira (24).

O piloto do monomotor foi levado às pressas para um hospital da região em estado crítico, disse Asni Wati, porta-voz do Aeroporto Internacional de Bandung.

A imagem de uma TV local mostra a aeronave em um voo baixo. Em seguida, o avião gira, vira de cabeça para baixo, cai na pista e pega fogo.

Centenas de crianças que foram ao show aéreo viram o acidente, que ocorreu no segundo dia do evento que comemora o aniversário de Bandung, a 120 km da capital, Jacarta.

Veja fotos do acidente:


Fontes: G1 / ASN / Daily Mail - Fotos: AP / Reuters

Monomotor cai durante decolagem, destrói muro de aeroporto e invade avenida em Belém

Um avião monomotor caiu durante a decolagem no Aeroporto Internacional de Belém, na tarde desta sexta-feira (24).

Segundo a Infraero, a aeronave, da empresa Tasp - Táxi Aéreo Sul do Pará Ltda., seguia da capital paraense com destino a Marabá. O avião Embraer EMB-721C Sertanejo, prefixo PT-EGM, decolou às 15h10m, horário local, e menos de um minuto depois, quando passava sobre o muro do aeroporto, perdeu altura e chocou-se contra a estrutura. O piloto, único ocupante da aeronave, teve apenas escoriações leves.

Com o impacto, o avião invadiu parte da Avenida Brigadeiro Protásio. No momento do acidente, nenhum carro passava pela via. Com ferimentos provocados pela quebra do parabrisa, o piloto a aeronave foi encaminhado para um hospital da região. Segundo a Infraero, as operações no aeroporto não foram suspensas após o acidente.

Uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) está no local para investigar as causas do acidente. A aeronave passará por perícia e deve ser recolhida em um angar posteriormente.

O trecho da Avenida Brigadeiro Protásio entre as avenidas Júlio César e Dr. Freitas está interditado. Agentes da Companhia de Trânsito de Belém (CTBel) orientam os motoristas a desviarem para a avenida Almirante Barroso.

Clique aqui e veja mais imagens do acidente.

Fonte: Leonardo Guandeline (O Globo/Portal ORM) - Foto: Portal ORM

Avião da TRIP Linhas Aéreas faz pouso de emergência em Manaus

"Foram as piores horas da minha vida", diz passageiro. Aeronave precisou sobrevoar a cidade por 2h30 para gastar combustível

O avião da TRIP Linhas Aéreas, ATR-72-202, prefixo PP-PTK, que fazia o voo 5603, que decolou às 6h50 desta sexta-feira do Aeroporto Internacional Eduardo Jorge, em Manaus (AM), apresentou problemas e precisou retornar ao aeoporto, onde realizou um pouso de emergência.

Antes de aterrisar, porém, a aeronave com 38 passageiros sobrevoou a capital amazonense por 2h30 para gastar combustível e evitar o risco de uma explosão.

Um dos passageiros, Osvaldo Romanholi, de 46 anos, presidente do Sindicato dos Madereiros do Sudoeste do Pará (Simaspa), afirmou que 25 minutos após a decolagem o comandante avisou que iria pousar. "Já fiquei apreensivo porque conheço o trajeto e sei que o tempo estimado de viagem é de uma hora", conta ele, que desceria em Itaituba, no Pará. "O comandante avisou que estava com problemas técnicos e iria tomar medidas de segurança para pousar com tranquilidade", afirma, acrescentando que os passageiros não foram informados de qual seria o problema.

Segundo ele, houve muita tensão dentro do avião porque ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo. "Ele ficou sobrevoando por 2h30, foram as piores horas da minha vida", diz. Outro grande momento de apreensão, diz ele, foi quando o avião começou a se aproximar do solo e os passageiros puderam observar o grande aparato que estava montado no aeroporto para o caso de algum acidente. "Vimos equipe de resgate, ambulância, bombeiros. Aquilo me deu desespero", conta.

Ele ressalta que a tripulação se esforçou para passar tranquilidade aos passageiros e manter a situação sob controle, mas ainda assim uma mulher passou mal e, ao pousar, foi atendida por médicos. "A tripulação foi pofissional, não deixou criar pânico", elogia.

Ao pousar com segurança às 8h35 (no horário local), houve aplausos e choradeira entre os passagerios. "Eu mesmo não contive a emoção e chorei bastante", admite Romanholi. Ele, que afirma estar sempre voando por motivos profissionais, diz que a tensão será inevitável. "Voo porque preciso, mas voava tenso, agora será ainda pior".

Procurada, a TRIP informou, por meio de nota, que o avião teve um "problema de ordem técnica no sensor do trem de pouso". "A tripulação técnica adotou o procedimento padrão de pouso nesta condição, e, após a confirmação de se tratar de um erro de sensor, a aeronave pousou normalmente", diz.

Fonte: iG - Foto: AE

Avião sai da pista e deixa 20 feridos no sul da Itália

Pelo menos 20 pessoas ficaram levemente feridas na sexta-feira (24), quando o avião Airbus A319-132, prefixo EI-EDM, da companhia italiana Windjet, saiu da pista ao pousar no aeroporto de Palermo, na Sicília, sul da Itália, sob clima ruim, informaram os bombeiros.

Os 143 passageiros deixaram a aeronave em rampas infláveis de emergência. Os feridos sofreram pequenas lesões e arranhões, segundo os bombeiros.

Autoridades de aviação disseram que o aeroporto ficará fechado por várias horas.

Fontes: Reuters via O Globo / Aviation Herald - Fotos: Alessandro Fucarini (AP) / ANSA / AFP

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Piloto sobrevive a queda de planador na Inglaterra

Mais de 15 mil pessoas viram o acidente durante show aéreo em Shoreham

Um piloto de 35 anos sobreviveu na terça-feira (14) à queda de seu planador Marganski Swift S-1, prefixo G-IZII, durante um show aéreo em Shoreham, na Inglaterra, informou o jornal Daily Telegraph.

De acordo com os médicos, Mike Newman teve três vértebras fraturadas, mas deve se recuperar completamente do acidente.

Mais de 15 mil pessoas viram quando o planador, que deveria fazer uma série de manobras, perdeu altitude e caiu de nariz no chão.

As causas do acidente ainda serão investigadas, mas especialistas dizem que as condições do tempo - nublado, com nuvens baixas - podem ter contribuído para a perda de sustentação do planador.


Fontes: R7 / Daily Mail - Fotos: Rob Yuill/Albanpix

Trabalhadores da Vasp ficam com fazenda de Canhedo

2ª Seção do STJ rejeitou recurso apresentado pelo empresário

O ex-controlador da Vasp, Wagner Canhedo, não conseguiu anular a posse definitiva de uma de suas fazendas, a Piratininga, obtida pelos ex-funcionários da companhia aérea. A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou ontem, por unanimidade, um recurso apresentado pelo empresário. A propriedade, localizada no norte de Goiás, está avaliada em R$ 615 milhões e foi transferida para os trabalhadores em novembro de 2009 para pagar parte da dívida da empresa. A Vasp, que teve a falência decretada em setembro de 2008, deve cerca de R$ 1 bilhão aos ex-funcionários.

Os recursos cabíveis para que Canhedo tente reaver a fazenda estão se esgotando. Ele ainda tenta anular a adjudicação - transferência da propriedade - dessa mesma área no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Por enquanto, na Corte trabalhista há apenas o voto do relator do caso na 5ª Turma, ministro Emmanoel Pereira, a favor dos trabalhadores. O magistrado negou provimento ao recurso por entender que há problemas na juntada de documentos por parte da defesa de Canhedo. Ainda faltam os votos de dois ministros da Corte.

No STJ, o relator do processo, ministro Raul Araújo, entendeu que não haveria como aceitar o recurso do ex-controlador. Seu voto foi seguido pelos demais. Os advogados de Canhedo alegam haver irregularidades no processo de adjudicação. Também argumentam que a Fazenda Piratininga seria imprescindível para a recuperação judicial da Vale do Araguaia, pertencente ao mesmo grupo econômico. Porém, as alegações foram rejeitadas pelos ministros. Eles entenderam que a transferência da posse da Fazenda (foto) aos trabalhadores estaria dentro da legalidade e provocaria uma mudança no quadro de credores da Vasp, o que facilitaria o pagamento da dívida trabalhista.

Da decisão do STJ ainda cabe recurso para o Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, segundo o advogado do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Carlos Duque Estrada, que fez a defesa dos trabalhadores, o Supremo dificilmente deverá aceitar julgar o caso. Isso porque o ministro Dias Toffoli já decidiu, em recurso anterior que tratava da suspensão do leilão da fazenda, que isso seria de competência da Justiça Trabalhista. Agora, com relação à posse da fazenda, Duque acredita que esse posicionamento deva ser mantido no Supremo. Para ele, os trabalhadores estão próximos de encerrar a discussão e poderão, então, marcar um novo leilão, que para levantar pelo menos parte da quantia devida pela Vasp aos trabalhadores.

A Fazenda Piratininga já foi levada a leilão em abril deste ano por um lance mínimo de R$ 370 milhões. No entanto, o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula, determinou a realização do pregão desde que seus efeitos fossem sustados, até que o recurso do Tribunal Superior do Trabalho fosse analisado. Em razão do impasse, a propriedade não chegou a receber lances, apesar da presença de interessados.

Se a venda da Fazenda Piratininga vier a se concretizar, esta será a primeira vez no país que um grupo de trabalhadores de uma empresa em falência receberá seus créditos fora do rateio de ativos no processo de falência. Procurados pelo Valor, os advogados de Canhedo e da fazenda, Claudio Alberto Feitosa Penna Fernandes e Eduardo Safe Carneiro, não foram localizados até o fechamento da edição.

Fonte: Adriana Aguiar (Valor Econômico) - Foto: Reprodução

Helicóptero da Polícia aterrissa de emergência em Nova York

Um helicóptero da polícia de Nova York com vários agentes a bordo foi obrigado nesta quarta-feira a realizar uma aterrissagem de emergência sobre a água, no mesmo dia em que as medidas de segurança aumentaram pela chegada do presidente dos EUA, Barack Obama.

O helicóptero Bell 412 EP, prefixo N412PD, da New York City Police Aviation Unit, levava 5 pessoas, que estão a salvo, porém, uma teve que receber cuidados por ferimentos leves, segundo confirmaram fontes da polícia. Entre os ocupantes estavam o piloto, o copiloto, o chefe da tripulação e dois mergulhadores da polícia, mas as fontes não puderam confirmar quem ficou ferido.

As autoridades investigam as causas que obrigaram à aterrissagem de emergência, mas confirmaram que o helicóptero planejava voltar para sua base aérea. Além disso, evitaram confirmar se a aeronave fazia parte da equipe responsável pela segurança de Obama ou dos líderes mundiais que participavam dos eventos das Nações Unidas.

Fontes: EFE via Terra / ASN - Foto: AP / Willian Lopez (nypost.com)

Primeira travessia aérea do Mediterrâneo

Roland Garros é um nome que, facilmente, associamos ao tênis. Na verdade, é o nome do mais famoso torneio de tênis em terra batida – disputado em Paris, normalmente entre os meses de maio e de junho.

No entanto, ao contrário do que pode pensar-se, o homem que dá nome ao torneio e ao complexo desportivo que o acolhe não passou de um tenista amador e sem registo de grandes vitórias.

Roland Garros, nascido a 6 de Outubro de 1888, na cidade de Saint-Denis, na ilha de Reunião, gostava de desporto e, além de tênis, durante os seus anos de estudante, já na França, para onde foi enviado pelos pais para ingressar no ensino secundário, também praticou ciclismo, futebol e rugby.

Foi durante a universidade que frequentou, assiduamente, o estádio, no local onde hoje se realiza o torneio, fator que levou um amigo seu, mecenas de uma nova infra-estrutura desportiva a ser construída no local, a condicionar, em 1927, a sua ajuda financeira à escolha do nome de Roland Garros para aquele conjunto de quadras de tênis.

Sem grandes vitórias no desporto, foi na aviação que Roland Adrien Georges Garros se notabilizou. O primeiro contato com o mundo dos aviões, dizem os registos biográficos, ocorreu em 1909, quando, de férias em Sapicourt, foi assistir aos eventos locais da “Grande semana da aviação”. Aprendeu sozinho a pilotar e conseguiu o seu brevê no ano seguinte. Depois de alguns anos a participar em provas de aviação, nas quais foi apelidado, pelos jornais da época, de “o eterno segundo”, Garros conseguiu o seu maior feito a 23 de setembro de 1913. Foi nesse dia que concluiu a primeira travessia aérea sem escalas do Mediterrâneo.

Partiu da cidade de Fréjus, na costa sul de França, aos comandos de um avião Morane-Saulnier (foto acima), e restavam-lhe apenas cinco litros de combustível quando pousou, sete horas e 53 minutos depois, em Bizerte, na Tunísia.

Teve pouco tempo para celebrar, porque, no ano seguinte, já estava a combater na I Guerra Mundial. Foi como piloto de guerra que trabalhou, juntamente com a fábrica Morane-Saulnier, na criação e montagem do sistema que permitia o disparo de tiros de metralhadora entre as hélices dos aviões. Com esse equipamento abateu três aeronaves alemãs, antes de ter de efetuar uma aterrissagem de emergência e de ser feito prisioneiro. Foi então que o seu sistema foi copiado, estudado e aperfeiçoado pelo engenheiro alemão Anthony Fokker.

Conseguiu fugir, retomou o seu lugar na Força Aérea francesa, mas foi morto durante um combate aéreo a 5 de outubro de 1918, sobre as Ardenas, perto de Vouziers. Lá foi sepultado.

Fonte: Hugo Monteiro (Rádio Renascença)

Avião da TACV com destino a Lisboa é obrigado a regressar a Cabo Verde

Um avião da companhia aérea de Cabo Verde TACV, com destino a Lisboa (voo VR-6060) e com 128 passageiros a bordo, foi quarta feira forçado a regressar à Cidade da Praia devido a uma descompressão, confirmou hoje fonte da empresa.

Segundo o diretor de operações de voo dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), Eduíno Moniz, a falta de compressão de ar no Boeing 757-200 (2Q8), prefixo D4-CBP (foto acima), pouco depois de atingir a altitude de 30 mil pés (pouco mais de 09 quilómetros) levou o comandante do aparelho a tomar as medidas de segurança aconselhadas para situações desta natureza.

“O avião decolou da Cidade da Praia com destino a Lisboa (com escala em Las Palmas, nas Canárias, Espanha) e quando já atingia a altitude de cruzeiro teve uma despressurização e o comandante atuou descendo para um nível mais baixo, para que os passageiros pudessem respirar normalmente. O avião teve de regressar à base”, disse.

Nenhum dos 128 passageiros a bordo teve necessidade de cuidados médicos, acrescentou Eduíno Moniz à Rádio de Cabo Verde (RCV), defendendo que o problema pode acontecer em voos comerciais que normalmente voam a grande altitude.

Fontes: Diário Digital (Portugal) / Aviation Herald - Foto (15.07.10): Giovanni Verbeeck (Airliners.net)

Canadense imita os pássaros e voa com aeronave que bate as asas

O estudante de doutorado é o primeiro a conseguir o feito utilizando apenas suas próprias forças.

Um estudante canadense, da Universidade de Toronto, realizou um feito que pode dar a ele um recorde mundial: ele foi o primeiro homem a voar em uma aeronave que funciona com o mesmo princípio das aves, batendo as asas para impulsionar o voo.

É claro que ele não foi o primeiro a pensar nisso, já que muitos inventores buscam o sonho do Ornitóptero há séculos, sendo que o mais famoso deles é, sem dúvida, Leonardo da Vinci – apesar de ele mesmo nunca ter tirado seu projeto do papel. Inspirado por estes grandes inventores, Todd Reichert, um aluno de doutorado do Instituto de Estudos Aeroespaciais da Universidade de Toronto, no Canadá, foi o primeiro a voar na Snowbird, desenvolvida no próprio instituto.

Reichert, precisou perder cerca de 9 kg para poder voar na “aeronave”, já que a mesma tem apenas 42 kg e o peso é um grande diferencial, assim como para os pássaros de verdade. As asas da Snowbird possuem 32 metros de envergadura, apenas 1,80 metro menos que as de um Boeing 737, conta o site PopSci. Ela é feita de fibra de carbono, madeira e um tipo de espuma.

A Snowbird é o primeiro meio desenvolvido – e que funciona – para que pessoas possam voar como aves – isto é, batendo as asas, sem utilização de nenhum modo de motorização. O voo de Reichert durou 19,3 segundos e 145 metros, tendo sido o primeiro realizado apenas com o força humana, conta o site do Daily Mail.

Desenho do Ornitóptero de Leonardo da Vinci

Apensar de ser puxado inicialmente por um carro, para que atinja a velocidade necessária para levantar voo, após isso a Snowbird é sustentada apenas com a força de seu piloto, por meio de pedais que realizam o bater das asas, explica o site do jornal The Star, de Toronto.

O voo inicial foi visto pelo vice-presidente da FAI – Fédération Aéronautique Internationale, federação responsável por julgar os recordes aerospaciais. O teste foi realizado em agosto e, em setembro, a equipe entrou com o pedido para homologação do recorde.



Fonte: Nátaly Dauer (geek.com.br) - Imagens: Daily Mail

Polícia apreende avião e R$ 59 mil em pista interditada no interior de SP

Há suspeita de que a aeronave clonada era usada no contrabando.

Três homens foram detidos e encaminhados à Polícia Federal.


A Polícia Civil de Jaboticabal, a 352 km de São Paulo, apreendeu na terça-feira (21) um avião de pequeno porte supostamente clonado e quase R$ 59 mil em um aeroclube da cidade. A informação foi divulgada nesta quinta (23).

Três suspeitos foram detidos e serão averiguados pela Polícia Federal em Ribeirão Preto, que assume as investigações.

A polícia supeita que a aeronave clonada transportava drogas e mercadorias por meio da pista interditada do aeroclube. A aeronave foi recolhida em um dos hangares do aeroporto da cidade.

Fonte: G1 - Foto: Foto: Divulgação/PF

Polícia Federal encontra avião de presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá, que foi preso

A Polícia Federal (PF) fez novas diligências no Amapá, ontem, ainda dentro das investigações da Operação Mãos Limpas, que levou 18 pessoas para a cadeia, por suspeita de desvio de recursos públicos, incluindo o governador do estado, Pedro Paulo Dias (PP), que ficou nove dias detido em Brasília. A PF cumpriu 15 conduções coercitivas — quando a pessoa é levada apenas para prestar depoimentos e depois liberada — e localizou, em Minas Gerais, um avião, modelo Citation, que pertenceria ao presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE-AP), José Júlio de Miranda Coelho, que continua detido na Superintendência da PF no Distrito Federal, com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Aldo Alves Ferreira.

A corporação não informou qual o motivo das novas diligências, mas os 15 mandados de busca foram endereçados a “laranjas” do esquema de corrupção e fraudes em licitações, e a empresários envolvidos em negócios com o governo do Amapá. Na primeira fase das investigações, as 18 pessoas presas foram consideradas líderes do grupo, que comandava uma rede de desvios de recursos iniciada na Secretaria de Educação por meio do dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). As irregularidades se estenderam por toda a administração do Amapá, incluindo a Prefeitura de Macapá, a Assembleia Legislativa e o próprio Tribunal de Contas do Estado.

A prisão de Pedro Paulo, que é candidato à reeleição, e do ex-governador — e postulante a uma cadeira do Senado — Waldez Góes, foi pelo fato de as supostas fraudes terem sido iniciadas na primeira administração, prosseguindo no governo posterior, segundo os investigadores. As negociações envolviam também Miranda Coelho, que foi preso em João Pessoa (PB), em uma casa onde a Polícia Federal encontrou duas Mercedez, uma Ferrari, uma Maserati, além de dinheiro e joias. Recentemente, foi identificado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, um jatinho que seria de sua propriedade.

Prisão preventiva

Miranda Coelho e Aldo Ferreira tiveram a prisão provisória transformada em preventiva, e permanecem detidos em Brasília, por mais 30 dias. No sábado passado, mesmo dia em que Pedro Paulo Dias e Waldez Góes deixaram a detenção, foram libertados também o empresário Alexandre Gomes e o ex-secretário de Educação José Santos Bittencourt. Outros três ex-funcionários do primeiro escalão do governo do Amapá também foram para a cadeia, acusados de participar do esquema e de coagir testemunhas.

O inquérito, aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve pelo menos um ano de investigação, iniciada após as descobertas das fraudes na Secretaria de Educação. O ministro relator no STJ, João Otávio Noronha, manteve o sigilo no processo, apesar do parecer favorável do Ministério Público Federal pela abertura do caso.

Fonte: Edson Luiz (Correio Braziliense)