segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Humor - Exagerados: os problemas de viajar num voo econômico



Viajar pela Economic Airlines pode ser um verdadeiro pesadelo. O cinto de segurança é um cordão coletivo para os passageiros e a máscara de oxigênio já vem com cara de pânico!

Fonte: Fantástico (TV Globo)

Cai em Mali Boeing com carga de cocaína proveniente da Venezuela

Um avião proveniente da Venezuela descarregou cocaína perto de Gao, em Mali, caindo logo em seguida, justamente depois de decolar, anunciou nesta segunda-feira em Dacar o encarregado regional do Escritório das Naciones Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), Alexandre Schmidt. O acidente aconteceu no dia 5 de novembro, mas só foi divulgado hoje.

"O Boeing pousou numa pista improvisada a 15 km de Gao (noroeste) com sua carga de produtos ilícitos", informou Schmidt, durante entrevista à imprensa.

"Ainda não se sabe a quantidade de droga transportada, mas "um Boeing pode carregar 10 toneladas", destacou.

A droga não foi encontrada. A Interpol, já advertida, está realizando uma investigação.

"É a primeira vez que temos conhecimento" de uma remessa de cocaína sul-americana à África utilizando um avião com esta capacidade, informou.

Nos últimos anos, a África ocidental tornou-se um importante centro de trânsito de cocaína sul-americana para os mercados europeus.

Fonte: AFP

Em dezembro, voos sazonais para os Estados Unidos

A entrada da US Airways no Brasil aumenta o número de destinos para os Estados Unidos na mesma época em que tradicionalmente começam os voos extras do verão ligando o país ao Brasil. A United Airlines vai oferecer voos sazonais sem escalas entre o Aeroporto Internacional Galeão Tom Jobim, no Rio, e Dulles, em Washington, de 18 de dezembro a 10 de janeiro. O voo será operado por um Boeing 767.

A Delta vai ter novos voos de 767 ligando São Paulo a Los Angeles, às terças-feiras, às quintas e aos sábados, a partir de 15 de dezembro, e Fortaleza a Atlanta, com um 757, às segundas e às quintas-feiras, a partir do dia 16. Um outro voo da Delta, entre Brasília e Atlanta, também com 767, começa no dia seguinte, operando às terças-feiras, às quintas e aos sábados. A data de término destes voos não foi decidida.

A Continental e a TAM, empresa brasileira que também voa para os EUA, ainda não tinham anunciado sua programação de voos adicionais para as férias de verão, até o fechamento desta edição. Mas, na cerimônia de entrada da Continental na Star Alliance, em Nova Jersey, onde representou a TAM, o diretor de Alianças e Relações Internacionais Marcelo Varella contou que a companhia procura aumentar a sua capacidade de transporte de passageiros entre o Rio e Nova York. Marcello afirmou que um Airbus A330 seria usado como avião complementar na rota, feita por um 767, em alguns dias da semana:

- Pode ser que isso fique permanente em 2010, assim como com a rota Rio-Miami. A gente acreditou no Rio (como saída para voos internacionais) antes de a cidade ser escolhida para as Olimpíadas.

Fonte: Gustavo Alves (O Globo)

Ônibus espacial Atlantis é lançado em missão de onze dias

Nave partiu com seis tripulantes nesta segunda-feira (16).

Lançamento ocorreu às 17h28 (horário de Brasília), na Flórida.


O ônibus espacial Atlantis e seus seis tripulantes partiram nesta segunda-feira(16), às 17h28 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A missão tem duração de onze dias e estão previstas três caminhadas espaciais.

A Atlantis leva 12 toneladas de carga para a Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento ocorreu como o previsto sem nenhum tipo de problema.

A nave alcançou a órbita terrestre 8,5 minutos após seu lançamento.



Fonte: EFE via G1 - Fotos: EFE / NASA

EADS tem contas no vermelho

A EADS, casa-mãe da construtora aeronáutica europeia Airbus, teve prejuízo no terceiro trimestre - o primeiro em mais de dois anos.

O consórcio perdeu 87 milhões de euros durante o período. Quanto aos resultados no total do ano, a EADS diz que ainda não pode avançar números, devido às grandes incertezas, relacionadas com os programas dos mega-jumbo A380 e do avião de transporte militar A400M.

Fonte: euronews

Yemenia vai comprar 10 Airbus A320

A transportadora aérea do Iémen, Yemenia, assinou hoje uma encomenda para a compra de 10 aviões Airbus A320 no valor de 700 milhões de dólares, segundo foi anunciado na III Feira Internacional Aeronáutica do Dubai (Emirados Árabes Unidos).

O contrato foi assinado pelo director da Yemenia, Saleh bin Ali al Awayi, e o chefe das operações do departamento de clientes do consórcio europeu de Aeronáutica, John Leahy. Os A320 transportam 138 passageiros em classe económica e 12 em classe empresarial.

A compra dos aviões destina-se a expandir os serviços iemenitas nas suas rotas para África, Índia e Europa. Também a companhia aérea da Etiópia comprará 12 aviões A350 XWB ao consórcio aeronáutico europeu, conforme foi igualmente anunciado durante o certame.

Tom Einders, presidente da Airbus, salientou que a "a região do Médio Oriente passa por um grande desenvolvimento na indústria da aviação, que noutros locais se encontra em situação difícil".

A feira do Dubai realiza-se todos os anos durante quatro dias, tendo este ano participado 890 companhias de 47 países.

A rival da Airbus, a norte-american Boeing, não anunciou qualquer contrato de venda neste feira.

Há dois anos assinaram-se contratos no valor de 155 mil milhões de dólares para a compra de 540 aviões.

Fonte: Diário Digital / Agência Lusa (Portugal)

Aéreas prometem aumento de frota em 2010

Durante o painel As Empresas Aéreas e Projetos para o Interior de São Paulo, no segundo Seminário Aviesp, as companhias aéreas falaram sobre os projetos para 2010.

O diretor comercial da Gol, Eduardo Bernardes, afirmou que a empresa pretende terminar o próximo ano com 111 aeronaves. "Também existe a possibilidade de começarmos a operar em mais um destino do interior paulista, mas ainda não posso dizer qual", declarou.

A Webjet, que fecha 2009 com 20 aviões, pretende ter mais cinco ou sete no próximo ano. A Trip, por sua vez, terá um acréscimo de oito a dez aeronaves, e a Azul pretende adquirir mais sete. O gerente operacional de Vendas da Tam, Fábio Faccio, afirmou que a companhia "tem o compromisso de renovar a frota doméstica em 2010".

OceanAir e Passaredo não falaram em aumento de frota, mas, sim, no maior número de cidades atendidas. A OceanAir pretende atender um ou mais municípios paulistas em 2010. A Passaredo pensa em 2014. "No ano que vem vamos focar no interior, e, para o ano da Copa, pretendemos oferecer ligações diretas, a partir de Ribeirão Preto, para as dez principais cidades-sede", disse o presidente da companhia, José Luiz Felício.

Fonte: Portal Panrotas

Modernização dos caças F-5 será concluída em 2010

O programa de modernização da frota de 46 aeronaves de combate F-5 da FAB será concluído até o fim de 2010. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), 72% da frota já foi modernizada e as aeronaves estão plenamente operacionais. A modernização de outras 12 aeronaves F-5 adicionais, que a FAB comprou da Jordânia, de acordo com o Cecomsaer, ainda está sendo avaliada pelo Comando da Aeronáutica.

"A FAB fez um pedido de oferta à Embraer para posterior avaliação", informou o Cecomsaer. A Embraer é a contratada principal da FAB no programa de modernização do F-5 e a Elbit foi subcontratada pela brasileira para transferir a tecnologia de software embarcado para o Brasil. O valor total do programa de modernização do F-5 está avaliado em US$ 285 milhões.

A Elbit foi uma das pioneiras no Brasil no cumprimento de acordos de "offset" (contrapartida tecnológica) e seu primeiro compromisso com a FAB foi a compra da Aeroeletrônica, em 1996. Na época a empresa brasileira estava em dificuldades financeiras e corria o risco de fechar as portas. "A Aeroeletrônica é fruto do projeto F-5BR, sendo um dos maiores exemplos de como um contrato de 'offset' bem gerenciado pode produzir resultados expressivos para todo o Brasil", disse o Cecomsaer em resposta a uma das perguntas feitas pelo Valor.

Com o treinamento de engenheiros brasileiros em Israel, a empresa conseguiu transferir para o Brasil a tecnologia de aviônicos e de integração de sistemas de missão para aeronaves. Atualmente, segundo a Aeronáutica, 85% do valor do "offset" acordado com a Elbit já foi cumprido. A tecnologia desenvolvida para o F-5, segundo a Elbit, também já está sendo aplicada na modernização 54 aviões Bandeirante da FAB, um projeto avaliado em US$ 35 milhões.

Fonte: Virgínia Silveira (Valor Online) via O Globo

Airbus e Boeing destacam importância do Oriente Médio

As empresas aéreas do Oriente Médio vão guiar a indústria de aviação global para fora da pior crise dos últimos anos, segundo afirmaram as duas maiores fabricantes de aviões do mundo, a europeia Airbus e a norte-americana Boeing. As duas companhias se mostraram otimistas durante o segundo dia do Dubai Air Show, embora tenham sido registradas poucas encomendas até agora.

"O Oriente Médio ainda é o centro do crescimento da aviação", afirmou Tom Enders, executivo-chefe da Airbus. Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da Boeing, ecoou o tom positivo de Enders, dizendo que prevê "enorme crescimento para o Oriente Médio".

Fabricantes de aviões, sob pressão na Europa e nos EUA, esperam que os preços do petróleo acima de US$ 70 o barril ajudem a companhias aéreas da região - boa parte estatais - a continuar se expandindo enquanto as concorrentes internacionais são prejudicadas pela desaceleração econômica global.

No evento em Dubai, a Boeing informou que espera demanda por 1.710 novos aviões, no valor de cerca de US$ 300 bilhões, durante os próximos 20 anos. A Airbus, que é uma unidade da European Aeronautic Defence & Space (EADS), disse que a região vai precisar de 1.418 aviões de passageiros, no valor de US$ 243 bilhões, "para satisfazer a demanda acima da média mundial" no mesmo período.

Nos últimos anos, empresas aéreas do Oriente Médio, cujo poder de compra aumentou junto com a receita com petróleo, dominaram os eventos do setor, fazendo grandes encomendas para a Boeing e a Airbus. Mas em Dubai, os pedidos até agora foram poucos. Hoje a Airbus assinou um acordo de US$ 700 milhões, a preços de tabela, com a Yemenia Airlines por 10 jatos A320.

De todo modo, Airbus e Boeing estão mais otimistas com relação à situação do mercado de aviação. "Há seis meses, as pessoas falavam em adiamentos ou cancelamentos. Não estou ouvindo nada disso nesse evento", disse John Leahy, diretor operacional da Airbus.

Tinseth, da Boeing, afirmou que em 2010 haverá aumento nos níveis de tráfego. "Em 2011 devemos ver as empresas aéreas voltando à lucratividade e em 2012 esperamos ver demanda por novos aviões", acrescentou.

Fonte: Danielle Chaves (Dow Jones/Agência Estado) via Abril.com

Tendências em aeroportos na América Latina e Caribe em discussão em Sauípe

A 18ª Assembléia Regional Anual Mundial do Conselho Internacional de Aeroportos para a América Latina e Caribe (ACI-LAC), que acontece em Costa do Sauípe desde o domingo (15) e segue até o dia 18, reúne representantes de mais de 200 aeroportos, procedentes de 35 países, de regiões como Norte da América, América Latina e Caribe, Europa, África, Ásia e Pacífico, além de autoridades brasileiras do setor civil e militar. O evento é promovido pela ACI-LAC (organização que reúne representantes de 57 empresas administradoras de aeroportos da América Latina e do Caribe) e tem o patrocínio da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

Na cerimônia de abertura do evento, na manhã desta terça-feira (17), às 9h, são aguardadas as presenças dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Turismo, Luiz Eduardo Barreto; do presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza; do presidente da ACI, James Cherry, do governador da Bahia, Jaques Wagner.

A realização da 18ª Assembléia Regional Anual Mundial da ACI-LAC visa promover o intercâmbio de informações e a cooperação entre seus membros para o desenvolvimento dos sistemas do transporte aéreo internacional, da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica. Entre os temas em discussão durante o evento, estão assuntos operacionais no sistema aeroportuário como segurança, meio ambiente e capacitação.

Na manhã de terça-feira, por exemplo, das 11h às 12h, os impactos da crise econômica mundial sobre a aviação serão debatidos por Jorge Lukowski (AA 2000), Angela Gittens (ACI) e Juan Ignacio Lema Devesa (AENA).

Na tarde de terça-feira, das 15h15 – 16h, um dos temas em discussão será “O papel da privatização no futuro dos aeroportos da América Latina e Caribe”, com a participação de Ricardo Jose da Rodriguez (INFRAERO), Barney C. Parella (Intervistas), Jaime Daly (LAP) e Cyriel Kronenburg (IATA), entre outros.

Já na quarta-feira, 18, das 14h às 14h45 será discutido o tema “Projetos Atuais e Planejados de Melhoria Aeroportuária nas Capitais da América Latina”, com Rafael Flores (Panama), Joseph Johnson (Barbados Gaia) e Jonas Lopes (INFRAERO)

Segundo o secretário da ACI-LAC no Brasil, Eduardo Flores, a realização do evento na Bahia é decorrente da infraestrutura e do grande potencial de captação turística do local. O Aeroporto Internacional de Salvador está posicionado como o 15º aeroporto mais movimentado da região da América Latina e do Caribe, seguindo-se aos aeroportos de Miami (EUA), Cidade do México, São Paulo (Guarulhos e Congonhas), Bogotá (Colombia), Cancun (México), Rio de Janeiro (Galeão), Brasília, San Juan (Porto Rico), Santiago (Chile), Lima (Peru), Buenos Aires (Argentina), Guadalajara e Monterrey (ambos no México).

Fonte: Jornal da Mídia

Caminhão de combate a incêndios para aeroporto de Sinop (MT) é entregue

Após muita espera finalmente na última sexta (13.11) o município de Sinop pode começar a respirar mais aliviado e a festejar. Desde sexta o Aeroporto de Sinop passou a contar com o tão sonhado e esperado caminhão de combate a incêndios de grande porte, o caminhão AP2 exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que é essencial para que um aeroporto possa receber aeronaves com capacidade de mais de 40 passageiros.

O caminhão AP2, marca Rosembauer, Tipo Panter, REG FAB 09 DB003, chegou a Sinop em cessão de uso de veículos especiais, oriundo do Ministério da Aeronáutica. A cessão de uso teve início em 09 de novembro de 2009 e termina em 09 de novembro de 2019.

Considerado um dos melhores aeroportos do interior de Mato Grosso o Aeroporto João Batista Figueiredo, em Sinop, possui hoje um terminal aeroportuário estruturado, com salas de embarque e desembarque, sala de espera, sala para as agências, lanchonete, entre outros. No local adequações estarão sendo feitas e entre elas encontram-se a instalação de equipamentos de Raio-X e esteira. No aeroporto em Sinop detectores de metal já foram instalados.

Durante a solenidade de entrega do caminhão foi realizada também a assinatura da ordem de abertura do processo licitatório para a construção da Seção de Prevenção contra Incêndio do Aeroporto em uma área de aproximadamente 185 m².

Fonte: Circuito MT com informações Assessoria de Imprensa Prefeitura de Sinop - Foto: Ademir Junior - Assessoria de Imprensa Prefeitura de Sinop

Saiba mais: ETOPS

ETOPS ou "Extended Twin Engine Operations" é uma sigla de certificação oficial das Autoridades Aeronáuticas norte-americana e européias autorizando o voo de uma aeronave executiva ou comercial sobre o Oceano Atlântico, Oceano Pacífico e outras regiões inóspitas e isoladas do planeta.

Para receber esta certificação o fabricante em questão tem que demonstrar para as Autoridades Aeronáuticas, incluindo vários testes de demonstração em voo , que a aeronave submetida aos exames e análises é segura o suficiente para este tipo de operação, geralmente transoceânica.

Atualmente, a maioria das aeronaves comerciais de grande porte e executivas a jato de pequeno e médio porte com alcance intercontinental dos grandes fabricantes mundiais possuem esta certificação.

A principal exigência das Autoridades Aeronáuticas para a obtenção dessa autorização especial de vôo é a capacidade da aeronave se manter em vôo, caso um dos motores falhe, até uma parada de emergência mais próxima, especialmente pela análise do índice de confiabilidade dos motores.

Fonte: Wikipedia - Imagem: boeing.com

A330 é a primeira aeronave certificada para ETOPS "além de 180 minutos"

A Agência Européia de Segurança em Aviação (EASA) certificou todos os modelos Airbus A330 com o Certificado de Operações de Voo Estendido para Aeronaves de dois motores (ETOPS) “além de 180 minutos”. Essa autorização torna as aeronaves da Família A330 as primeiras a receberem esse tipo de certificação, tanto da EASA quanto da FAA (Agência Americana da Aviação). O novo recurso estará disponível de acordo com a escolha do cliente e poderá estender a distância de desvio em até 1.700 milhas náuticas. Essa distância corresponde ao tempo máximo de desvio proporcionado pelo ETOPS ao modelo A330, que é de aproximadamente 240 minutos (em uma velocidade abaixo das condições padrão com um motor inoperante).

As operadoras de aviões de dois motores que optarem por esse recurso agora poderão voar para novas rotas que atualmente não operam dentro das regras do ETOPS. Para as aeronaves A330, exemplos de novas rotas incluem a porção sul do Oceano Atlântico e as áreas centrais e sul do Oceano Pacífico, além da parte central do Oceano Índico. As empresas que já operam voos nessas rotas serão beneficiadas com a nova regulamentação, já que passam a poder voar de forma mais direta e eco-eficiente. Estimativas demonstram um potencial de economia de combustível de até 10% para algumas das rotas de longo percurso (com conseqüente redução da emissão de CO2).

A recente liberação da extensão do ETOPS para aproximadamente 1.700 milhas náuticas e 240 minutos foi possível, em parte, devido à comprovada confiabilidade e robustez dos sistemas da aeronave e seus motores, conforme demonstrado nas mais de 14 milhões de horas em 3.500 milhões de voos realizados. A ETOPS é uma regra da Organização Internacional de Aviação Civil (International Civil Aviation Organization - ICAO) que permite que as operadoras de aeronaves de dois motores voem em rotas com um limite máximo de horas do aeroporto mais próximo. Desde 1995, os modelos A330 da Airbus têm recebido aprovação da EASA e da FAA para voarem com ETOPS de até 180 minutos e, com isso, acumularam mais de cinco milhões de horas de voo em mais de 800 mil voos ETOPS.

Fonte: Aviação Brasil

Voo atrasado revolta passageiros em Maringá

Empresa Azul Linhas Aéreas teria prometido novo voo para substituir o atrasado, mas não teria cumprido, segundo passageiros. Clientes da companhia protestaram

Um voo da companhia Azul Linhas Aéreas que deveria seguir do Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá, sentido Campinas (SP), foi cancelado e provocou muita confusão no terminal maringaense, nesta segunda-feira (16). Cerca de 100 passageiros deveriam ter embarcado às 5h40 da manhã, mas próximo das 15 horas eles ainda esperavam pelo voo. Revoltados, houve tumulto e muita reclamação dos passageiros.

O saguão do aeroporto foi o palco do protesto, os clientes da empresa aérea pressionavam os funcionários que trabalham nos guichês da companhia. “Estou desde as 4 horas da madrugada aqui, com fome, sujo, sem lugar para descansar. Ou seja, um descaso total”, disse o passageiro Alexandre Nonato.

Segundo os clientes, o voo teria que sair as 5h40, como foi cancelado pelo mau tempo, a empresa teria prometido outra aeronave próximo do meio-dia, o que não aconteceu. A Azul ainda teria oferecido aos clientes passagens de ônibus e provocou ainda mais revolta dos passageiros. “Eu não posso viajar de ônibus, tenho problemas de saúde”, reclamou Gercelina Cancia.

Segundo a assessoria de imprensa da Azul, parte dos passageiros que aceitou seguir de ônibus viajou, outros foram levados a um hotel. Um novo voo teria sido marcado para 5h40 horas desta terça (17). A assessoria disse ainda que além do primeiro voo ter sido cancelado, o outro que estava marcado às 12h40 teve de passar por manutenção e foi suspenso.

Fonte: Marcos Paulo de Maria (JM Online, com informações da TV Cultura)

Dose tripla de Star Alliance para os EUA

Até outubro, havia apenas uma companhia aérea americana ligada à Star Alliance que fazia voos no Brasil, a United. A partir de 16 de dezembro, com a estreia da US Airways no país, ligando o Rio a Charlotte, na Carolina do Norte, serão três. Em 27 de outubro, a Continental celebrou sua entrada na aliança global com um evento em Nova Jersey no qual reuniu executivos das outras empresas já associadas e as que ainda estão para se unir, como a brasileira TAM, que deve ganhar sua carteirinha de entrada até o primeiro semestre de 2010.

Boeing da Continental Airlines com o logotipo da Star Alliance: companhia associou-se no fim de outubro

A multiplicação por três de companhias da Star Alliance que saem do Rio para os EUA significa mais facilidade em alcançar destinos além dos conhecidos e ainda muito procurados Nova York e Miami. A Continental tem hubs (pontos de distribuição) no aeroporto de Newark Liberty, em Nova Jersey; em Houston, e em Cleveland. Charlotte, o destino final do novo voo da US Airways, é um hub da empresa para outros 150 destinos dentro do país. E a United tem voos do Rio e São Paulo para os aeroportos O'Hare, em Chicago, e Dulles, em Washington - sem contar os de code share com a TAM para Nova York (pelas duas capitais) e Miami (com saídas também a partir de Manaus).

- A Continental e a United têm redes complementares nos Estados Unidos - disse o vice-presidente de marketing da primeira, Jim Compton, no Hilton Avenue of Americas, hotel de Nova York em que a empresa promoveu uma entrevista coletiva no dia de sua entrada oficial na Star Alliance.

Em todo o mundo, a aliança mantém 19.500 voos diários ligados a 1.071 aeroportos em 171 países. Um número que sempre aumenta. A United, por exemplo, em 2010, vai passar a operar em mais três países: Barein, no Golfo Pérsico, e Nigéria e Gana, na África, estes dois em voos saindo da capital americana.

- Se a cidade para a qual você planeja viajar não é servida por nenhuma companhia da Star Alliance, sugiro que você pense de novo no destino que escolheu - brincou Jeff Smisek, presidente e chefe do escritório de operações da Continental, no hangar da empresa em Newark Liberty, onde um Boeing 757-200 foi apresentado já com a pintura da aliança na fuselagem, no evento que reuniu diretores de outras aéreas da aliança.

Com a mudança, clientes Elite Gold e Elite Platinum do OnePass, programa de milhagem da Continental, passam a ter os direitos dos passageiros da classe Gold do programa da Star Alliance. E os participante do Elite Silver... continuam Silver, mas na classificação da Star Alliance, que tem duas categorias, apenas, ao contrário das três da One Pass. Além disso, todos poderão acumular 100% de milhas e pontos nos cartões Elite para voos de qualquer bilhete, independentemente de onde forem adquiridos ou emitidos, sem as restrições que vigoravam até 27 de outubro. Outra mudança para os passageiros é que os portadores de bilhete prêmio da companhia não precisarão mais pernoitar nas escalas para aproveitar voos de conexão para outros destinos.

Servir para conexões, em princípio, será a principal função de Charlotte, a maior cidade do estado da Carolina do Norte, para onde a US Airways terá um voo direto diário saindo do Rio, às 22h55m e chegando às 6h - na volta, o voo parte de Charlotte às 20h30m e chega ao Galeão às 9h15m. Quem se dispuser a ficar no novo destino ligando o Brasil e os EUA pode se surpreender. Especialmente se for fã da velocidade em terra: Charlotte é a sede da Nascar, a associação que promove o campeonato de corridas de stock car nos Estados Unidos.

A cidade deverá ganhar em 10 de maio o Nascar Hall of Fame. A construção de três andares em formato circular, lembrando o formato dos circuitos das corridas, homenageará os empreendedores e pilotos que marcaram seu nome na história da competição, e ficará ao lado do prédio que será o centro de mídia da associação.

Fonte: Gustavo Alves (O Globo) - Foto: Divulgação

Embraer tem centro de distribuição em Dubai

Embraer quer melhorar atendimento aos clientes árabes

A empresa brasileira estabeleceu uma parceria com a multinacional CEVA Logistics para oferecer um centro de distribuição de peças para jatos executivos nos Emirados Árabes.

A Embraer estabeleceu uma parceria com a multinacional CEVA Logistics para oferecer a seus clientes um centro de distribuição de peças para jatos executivos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O centro fica próximo ao Aeroporto Internacional de Dubai (DXB), na região de Jebel Ali. As instalações da CEVA Logistics agora fornecem peças de reposição para a frota de jatos executivos da Embraer no Oriente Médio e suporte aos clientes da empresa brasileira no norte da África e Índia.

Segundo Edson Carlos Mallaco, diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer – Aviação Executiva, “esta conquista confirma a política da Embraer de trabalhar o mais próximo possível dos seus clientes em cada região”. “Estamos muito satisfeitos em oferecer aos nossos clientes no Oriente Médio este novo centro de apoio com estoque de peças de reposição mais próximo, melhorando, assim, o nível do nosso serviço”, destaca.

A Embraer mantém atualmente um estoque de peças de reposição para o Legacy 600 e o Lineage 1000 em Dubai. O estoque será expandido para dar suporte também aos jatos Phenom 100 e Phenom 300 em 2010, conforme o crescimento das entregas na região. A instalação dispõe de cerca de 3 mil peças para atender de forma rápida às necessidades dos clientes e centros de serviços autorizados.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe - Foto: Divulgação/Embraer

Técnicos fazem vistoria no Aeroporto de Joinville

Em análise preliminar, um dos técnicos da aeronáutica disse que, visualmente, ainda há árvores que poderiam colocar em risco operações de pouso e decolagem.

Os técnicos do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2) começaram na tarde desta segunda-feira o trabalho de vistoria do Aeroporto de Joinville. Eles fizeram medições de obstáculos nas cabeceiras e laterais das pistas.

Em uma análise preliminar, um dos técnicos da aeronáutica disse que, visualmente, ainda há árvores que poderiam colocar em risco as operações de pouso e decolagem. O responsável pelo trabalho de corte da vegetação disse que para limpar a área seria necessário mais uma semana de trabalho.

O trabalho de corte das árvores ficou suspenso do dia 5 de novembro até sábado, porque um dos moradores exigiu acordo com a prefeitura para ficar com a madeira do seu terreno.

De acordo com os técnicos do Cindacta 2, a reposta da vistoria deve ficar pronta na manhã desta terça-feira.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Foto: Cleber Gomes

Autoridades paraguaias apuram pouso de avião venezuelano em base militar

Dois ministros e comandantes das Forças Armadas do Paraguai foram chamados a ir diante da comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados responder pelo pouso de um avião militar venezuelano em uma base do país, na quinta-feira passada (19), informaram os porta-vozes do Congresso nesta segunda-feira.

O avião, um Hércules C-130, permaneceu em solo paraguaio por pouco mais de duas horas.

"Precisamos compreender de forma precisa porque desceu um avião militar venezuelano no aeroporto da Força Aérea, quantos tripulantes e passageiros havia e se parte deles ficaram ou não em nosso país", disse o presidente da comissão, José López Chávez, em entrevista à agência de notícias France Presse.

Chávez, que pretende ao partido de oposição Unace, convocou os ministros de Relações Exteriores e de Defesa, Héctor Lacognata e Luis Bareiro, respectivamente, assim como o comandante das Forças Militares, o general Oscar Velázquez.

Paralelamente, o presidente em exercício, Federico Franco, anunciou que pediu informes ao ministro de Defesa, Luis Bareiro, sobre a aterrissagem.

De acordo com os meios de comunicação, dois dos tripulantes da aeronave --que eram entre oito e 12 pessoas-- tinham descido para permanecer, sob sigilo, no Paraguai, sem precisar ir pelo controle de imigração.

O ministro Lacognata disse que "nenhum militar venezuelano desse avião ficou no Paraguai", além de negar categoricamente que, do avião, foram descarregados dinheiro ou armamentos. "São normais os pousos de aeronaves de diferentes países, em escala técnica", completou. O ministro disse que dará à imprensa uma lista de casos semelhantes, dos últimos meses.

Fonte: AP

Avião não decola e pista de aeroporto de Porto Alegre é fechada

Duas pessoas estavam na aeronave de pequeno porte.

Ninguém ficou ferido; pelo menos 21 voos sofreram atrasos.

Avião que não decolou é removido e operações são retomadas no RS
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O avião de pequeno porte que não conseguiu decolar, na manhã desta segunda-feira (16), no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foi removido da pista e as operações foram retomadas.

A aeronave, que pertence a empresa de táxi aéreo Jade, apresentou problemas quando seguia em direção a Santa Maria (RS). Os demais pousos e decolagens foram suspensos. A suspeita é que houve falha mecânica.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas o piloto e o copiloto estavam no avião e ninguém ficou ferido.

A pista foi liberada depois das 9h30. Ainda de acordo com a Infraero, 21 voos sofreram atrasos.

Fonte: G1 (com informações da RBS TV) - Foto: Ronaldo Bernardi/Zero Hora/Ag.RBS

General Electric alia-se a empresa chinesa para projetos de novos aviões

A norte-americana General Electric (GE) vai aliar-se à chinesa Aviation Industry (AVIC) para comercializar sistemas eletrônicos para aviões comerciais, incluindo o jato C919 com que a China quer competir com os gigantes Boeing e Airbus.

O objetivo é lançar, até meados de 2010, uma nova empresa sediada na China, uma parceria em que a GE fornecerá motores, partes e sistemas para as atuais aeronaves comerciais e militares, enquanto a AVIC fornecerá componentes electrônicos para futuros projetos de aviões comerciais.

O acordo permitirá a criação de 200 postos de trabalho nos Estados Unidos, disse hoje (16) em Pequim Lorraine Bolsinger, presidente da GE - Sistemas de Aviação, durante o anúncio da parceria que coincidiu com a primeira visita do presidente norte-americano à China.

"A nossa participação tem potencial para criar empregos de alta tecnologia nos Estados Unidos e, adicionalmente, criar cooperação industrial com a China", disse.

O presidente da GE acrescentou que o objetivo imediato é criar em conjunto "as melhores e mais competitivas soluções para competir com o C919" e depois prepararem-se para a próxima geração de produtos da Boeing e Airbus.

Bolsinger sublinhou que o mercado chinês de aviação é o que mais cresce em todo o mundo.

A China apresentou em setembro o C919, o maior jato comercial, que - os chineses acreditam -, poderá impulsionar a sua indústria de aviação, competindo com os rivais do Ocidente.

A viagem inaugural da aeronave está agendada para 2014 e a entrega aos compradores ocorrerá dois anos mais tarde.

Com sede em Fairfield, Connecticut, a GE tem atualmente mais de 12 mil empregados na China.

Fonte: Agência Lusa

Paraquedista americano paralisado após acidente volta a voar em túnel de vento

Instrutor Chris Collwell sofreu acidente há 6 anos.

Simulação de salto foi acompanhada por amigos brasileiros.




Chris Colwell dominava os céus como um pássaro. Fazia acrobacias que muitos pássaros não fazem. Rasgava a atmosfera como se caminhasse por uma estrada invisível. Com uma alegria visível, nos olhos e no sorriso. Ele chegou tão alto no esporte que virou professor.

No dia 24 de abril de 2003, a câmera estava no capacete de Chris. O paraquedista que aparece assustado na porta do avião é um iniciante. Um iniciante pesado, que desce muito rápido e quase sem controle.

Diante da perigosa descida do companheiro, Chris assume a posição mais rápida que existe no paraquedismo. De cabeça apontada para o solo, desce a mais de 200 km por hora para resgatar o aluno que, de repente, dá uma guinada. Os dois se chocam. O paraquedista profissional bate com a cabeça no peito do aluno.

As pernas param de responder aos comandos do cérebro. Chris perde também o controle dos dedos e movimenta os braços, desesperadamente, numa viagem sem controle em direção à terra.

Ele não consegue abrir o paraquedas principal. E só quando a morte parece algo inevitável, o paraquedas de emergência se abre automaticamente. Mas o alívo dura poucos segundos. Chris precisaria muito das pernas para fazer um pouso suave. Com sorte, pousaria na grama. Mas, nada feito. Ele rola desgovernado pelo asfalto.

Seis anos depois, Chris Collwell se culpa. “A gente deveria fazer seis voos aquele dia. O plano era ensinar a ele algumas manobras, mas de repente os planos mudaram. Ele começou a voar muito rápido. Eu tentei alcançá-lo, o que foi provavelmente meu erro, porque ele de alguma forma acabou ficando bem embaixo de mim. Num certo ponto, eu comecei a ver um monte de imagens do passado na minha cabeça, exatamente como acontece com pessoas que pensam que vão morrer”, contra Chris.

O pouso no asfalto foi o último da carreira de quem nasceu aventureiro. Foi obrigado a começar uma nova vida com as pernas e os dedos paralisados na cadeira de rodas.

Aos 38 anos, Chris não está feliz com o destino, mas já parou de se lamentar.

Dentro de casa, mandou construir um estúdio para viver uma nova paixão: a música. O instrumento é simples, mas foi o que deu para improvisar com plástico e ponta de lápis, para tocar o teclado.

A letra do hip-hop não tem nada de improviso. “É um dia completamente novo; cinco anos se passaram desde que eu bati no asfalto. Eu ainda voo, todos os dias, vou chegar aos céus? Não sei. Mas até lá eu vou tentar.”

Como diz a letra da música, Chris quer voar novamente. Os amigos chegam no fim da tarde, dispostos a ajudá-lo na missão, que não é impossível.

Mas primeiro é preciso preparar o carro. A bagagem. E o aventureiro.

Depois de seis anos, depois de muito tempo sonhando com esse momento, Chris está finalmente pronto para sua primeira aventura desde o acidente. Ele vai acompanhado de três brasileiros: a Juliana, que é paraquedista; o João, também paraquedista; e o Kallei, que é médico e paraquedista. Mas, antes do voo, eles têm ainda 800 quilômetros de estrada pela frente.

“Espero que não precise de nenhum suporte, mas se precisar a gente ta aí pra dar qualquer apoio”, explica Kallei.

Juliana e Chris se conheceram há muitos anos durante um voo.

“Vou voar junto com o Chris. A última vez que a gente voou junto faz bastante tempo já, então eu também estou esperando por este momento há muito tempo”, diz Juliana, instrutora de paraquedismo.

Como o próprio Chris tem dito, ela e João serão os anjos da guarda durante a simulação de um salto, num túnel de vento.

“Acho que só a gente estar aqui já é especial para todos nós e vai ser um grande desafio, porque nunca ninguém nas condições do Chris voou antes num simulador”, afirma João Tambor, instrutor de paraquedismo.

Chris está pronto. As portas se fecham e a van sai sem pressa.

Saindo de Deland, na Flórida, serão mais de 800 quilômetros até Fayeteville, na Carolina do Norte. Na jornada que atravessa a madrugada, os brasileiros se alternam na direção. E só na manhã do dia seguinte, a equipe finalmente chega ao local da aventura.

Chris mostra a mão para dizer que não está tremendo, nem um pouco nervoso. Todos se reúnem e Chris explica exatamente o que quer: “Eu fico o dia inteiro assim, sentado… Então eu quero girar… Voar para cima e para baixo… Quero ficar solto, sem que ningué me segure.”

Chris está com tudo pronto pra voar pela primeira vez depois de seis anos. É uma tentativa, a gente ainda não sabe o que vai acontecer, mas as expectativas são as melhores possíveis.

Tudo pronto para uma operação complicada. Eles têm que trazer o Chris para dentro do túnel que foi desligado neste momento.

O túnel de vento foi ligado. Os primeiros movimentos. Ele sente as mãos e lentamente vai saindo do chão. Os instrutores também começam lentamente a voar.

Nova tentativa. Ele ainda sendo segurado, protegido para sentir como é o vento depois de tanto tempo sem praticar. Obviamente, sem o movimento das pernas. E sem sentir o que acontece nas mãos.

Ele tenta sinalizar para os instrutores qual seria a posição mais confortável para voar sozinho - que é o grande objetivo dele aqui.

A comunicação é difícil. O instrutor tenta interpretar e ele pede para ficar de frente, o que é mais difícil.

Ele faz agora pela primeira vez o chamado belly fly, o voo de barriga para baixo. O Chris voa neste momento sozinho!

O sorriso no rosto de Chris começa a aparecer. Um certo alívio. Uma sensação de conquista - afinal depois de seis anos na cadeira de rodas - o Chris pela primeira vez tem a sensação de voar - algo que ele praticamente fez a vida inteira e fez muito bem, como poucos.

Agora sim vento mais forte - mais de 200 quilômetros por hora. Essas manobras são meio arriscadas para a situação que a gente está enfrentando.

A Juliana chora, enxuga as lágrimas, sorri, é uma emoção enorme porque ela passou os últimos dois anos planejando este momento. Eles voavam juntos antes do acidente do Chris.

Agora o Chris experimenta um voo de cabeça para baixo, exatamente o que ele fazia no dia do acidente, no momento do acidente. Agora, com toda a segurança, auxiliado por quatro instrutores, ele voa de cabeça para baixo, como se estivesse no céu.

Quando a aventura termina, a equipe comemora. A vitória é de todos.

Chris ainda não acredita que depois de seis anos numa cadeira de rodas, foi capaz de voar.

Fonte: G1 (com informações do Fantástico)

Atlantis está pronto para última missão do ano

A Nasa informou neste domingo que está tudo pronto para o lançamento, em menos de 24 horas, do ônibus espacial Atlantis em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), na quinta e última missão do ano.

"A contagem regressiva avança sem problemas e no momento estamos nos horários previstos", informou Steve Payne, diretor de testes da Nasa, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, de onde o Atlantis deve partir às 14H28 local (17H28 Brasília).

As previsões meteorológicas, geralmente o maior fator de incerteza para um lançamento, são muito positivas, com 90% de possibilidade, segundo Kathy Winters, principal especialista em meteorologia de Cabo Cañaveral (Flórida).

O abastecimento do tanque de combustível externo, com cerca de dois milhões de litros de hidrogênio líquido, começará por volta das cinco da manhã (08H00 Brasília).

Esta missão (STS-129), de 11 dias, será a quinta e última de um ônibus espacial e entregará a maior quantidade possível de peças de reposição para a ISS, antes do fim dos voos com este tipo de aeronave.

A tripulação, de seis astronautas, é comandada por Charlie Hobaugh, um coronel dos fuzileiros.

Fonte: AFP

Secretaria dos Transportes de São Paulo vai comprar helicóptero

A Secretaria dos Transportes do governo José Serra (PSDB) resolveu driblar os engarrafamentos do trânsito e os obstáculos das rodovias de São Paulo pelo ar com um helicóptero que será comprado para transportar técnicos e autoridades.

A pasta, responsável por empreendimentos como duplicação de estradas, ampliação da marginal Tietê e trechos do Rodoanel, alega a "necessidade de deslocamentos rápidos" para acompanhar e vistoriar um "grande número" de obras em andamento ou projetadas.

Entre as regras para a aquisição do helicóptero "novo de fábrica", a Secretaria dos Transportes exige que ele tenha capacidade para decolar do Palácio dos Bandeirantes, sede de trabalho do governador Serra. Mas a pasta nega que essa seja a sua principal atribuição - diz que é só um "exemplo" citado na licitação.

Comandada por Mauro Arce, a secretaria não divulga quanto estima gastar com a compra.

De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, o valor poderá ultrapassar R$ 10 milhões - sem contar as despesas com a manutenção e os profissionais para a operação da aeronave.

Esse dinheiro supera, por exemplo, os gastos de R$ 8,1 milhões anunciados pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no ano passado num pacote de nove "obras viárias de grande importância", com ampliações de plataformas e reformas de paradas, para aumentar em 10% a velocidade média dos ônibus nos corredores.

O edital de licitação lançado pela secretaria pede que a aeronave tenha capacidade para dois pilotos e cinco passageiros. O helicóptero terá autonomia para voar até 600 quilômetros sem reabastecer.

O prazo máximo para a entrega definitiva do helicóptero é de oito meses depois da assinatura do contrato. O pregão para a compra deve ocorrer na semana que vem.

Assentos em couro

O governo Serra diz que a nova aeronave poderá ser usada pelos diversos órgãos ligados à Secretaria dos Transportes, para acompanhar desde as obras nas estradas como em portos, hidrovias e aeroportos.

A pasta diz que, hoje em dia, essas viagens são feitas por automóveis, voos comerciais ("muitas vezes não disponíveis") ou locação de helicópteros. Afirma prever um gasto de R$ 1,6 milhão neste ano com essas duas últimas despesas.

Dentre as características exigidas da aeronave estão "assentos em couro", "carpete", "sistema de ar condicionado apropriado para clima tropical", "iluminação individual nos assentos para leitura" e "compartimento para guarda e conservação de alimentos e bebidas".

O helicóptero também precisará ter dimensões internas "de modo a evitar interferência física entre pernas dos passageiros sentados frente a frente" e revestimento reforçado para atenuar os ruídos, "de modo que possibilite a comunicação normal entre os passageiros".

Custo

Três especialistas em tráfego aéreo ouvidos pela Folha dizem que uma aeronave com as características da exigida no edital da secretaria custa no mínimo US$ 4 milhões (em torno de R$ 6,8 milhões).

Mas, da mesma forma como ocorre com carros, a previsão de itens opcionais (incluindo ainda piloto automático, capacidade para voo por instrumentos, sistema especial de iluminação) podem elevar os custos para até US$ 6 milhões (R$ 10,2 milhões).

A manutenção de um equipamento do tipo custa, em média, US$ 30 mil (R$ 51 mil). Caso a gestão Serra opte por contratar piloto e co-piloto com valores pagos pela iniciativa privada, só em salários seriam cerca de R$ 45 mil ao mês.

Fonte: Alencar Izidoro e José Ernesto Credendio (Folha de S.Paulo)

domingo, 15 de novembro de 2009

Vozes de estrelas mortas assombram a galáxia

O som intermitente que vêm de regiões aparentemente vazias do espaço podem ser vozes de estrelas que já morreram.

Desde a década de 1980, 13 inexplicáveis sons foram receptados por um rádio-telescópio. Eles emergiram de pontos onde não é possível ser vista nenhuma estrela ou galáxia, em qualquer horário, em qualquer lugar e não parecem se repetir. Os sons podem ser traços de uma vasta população de cadáveres estelares (estrelas de nêutron que vagueiam o universo em grande parte de forma desapercebida), sugere uma equipe conduzida por Eran Ofek, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena.

Estouros gasosos

A equipe calcula que cada uma das estrelas de nêutron produz um estouro que pode ser escutado pelo rádio após absorver uma determinada taxa de gases estelares.

Algumas estrelas de nêutrons só aparecem como sinais de rádio

“Estrelas de nêutron são uma boa possibilidade de se explicar estes eventos”, diz Geoffrey Bower da Universidade da Califórnia, cuja equipe encontrou sete das explosões em dados arquivados de um enorme telescópio da National Radio Astronomy Observatory (foto) próximo a Socorro, Novo México. “Eles são onipresentes em toda a galáxia.”, completa.

Bower e sua equipe planejam examinar as posições dos sons captados pelo rádio usando o observatório do Chandra (observatórios de raio X da Nasa), procurando emissões características de estrelas de nêutron.

Fonte: New Scientist via Shenara Pantaleão (HypeScience) - Fotos: Foto: NASA/NRA/AUI/NSF

Como embarcar com animais para o Japão

Antes de mais nada, na hora de fazer a reserva da passagem aérea, informe que levará um animal de estimação. Tenha em mãos os dados dele, como raça, peso e tamanho da gaiola. Depois leve o animal ao veterinário e solicite os seguintes documentos:

- Certificado de saúde (kenkou shoumeisho);

- Certificado de vacina anti-rábica, no caso dos cães (kyoukenbyou yobou sesshu-shoumeisho).

Com esses documentos, ligue para o Serviço de Quarentena (ken-ekijou) mais próximo para fazer a reserva. É possível conferir a lista dos serviços espalhados pelo Japão clicando aqui.

O serviço é gratuito. Gatos e cães são liberados na hora.

O certificado de exportação expedido pela Quarentena deve ser apresentado no consulado para fazer o reconhecimento de firma (nove dias antes do embarque no caso do Consulado de Tokyo e até um mês antes no caso do Consulado de Nagoya).

No dia do embarque, procure chegar mais cedo no aeroporto para apresentar o animal novamente no Serviço de Quarentena. O certificado de exportação vai receber um novo carimbo, que permitirá o embarque.

Fonte: Blog do JPTV - Foto: foto: Milton Muranaga/IPC

Cinco-estrelas espacial

Uma empresa espanhola pretende construir um hotel na órbita da Terra e assim inaugurar um novo conceito de turismo. Dará certo?

3 milhões de euros é quanto custará o pacote para ficar três dias no espaço


CHEGADA: depois de lançada ao espaço, a aeronave se descola do propulsor e é acoplada ao hotel

Desde que o cosmonauta russo Yuri Gagarin, então com 27 anos, entrou para a história, em 1961, ao ser o primeiro homem a ir para o espaço, criou-se um fascínio pelas viagens espaciais. Mas, se antes a corrida pela hegemonia era disputada entre a ex-União Soviética e os Estados Unidos, agora o jogo é outro. São as empresas privadas que vislumbram a conquista da órbita.

Uma delas é a espanhola Space Tourism Company Galactic Suite, que, até 2012, pretende levar turistas a 450 quilômetros da Terra para hospedá-los num resort espacial por três dias. O projeto da empresa, com recursos de 2 bilhões de euros provenientes de investidores do Oriente Médio, é ambicioso. Eles pretendem erguer um aeroporto espacial em uma ilha no Caribe, mais perto da linha do Equador, o que possibilita maior economia de combustível.

Para o lançamento, será construído um trilho suspenso de aproximadamente cinco quilômetros. "Estamos trabalhando para que isso tudo se torne realidade", disse à DINHEIRO Ariadna Pueyo, uma das diretoras da Galactic Suite. O preço médio do voo e da estadia no hotel é 3 milhões de euros. Detalhe: já há 38 interessados.

A ideia da Galactic Suite é oferecer uma experiência ímpar. Antes de embarcar, as pessoas permanecerão 18 semanas em um spa no Caribe, onde, além de relaxar, terão aulas de como se comportar no espaço. A viagem à órbita levará quatro dias e será feita com uma nave russa com espaço para seis pessoas, sendo quatro passageiros e dois tripulantes. Uma vez lá, os quartos possuem 7 metros de altura por 4 metros de largura.

A decoração preza pelo máximo de espaço livre para que o turista tenha a chance de aproveitar a gravidade zero. Há uma programação para meditação, tempo para ler, dar um alô à família, checar as notícias, entre outras atividades. Mas ir ao espaço não é somente parafrasear Gagarin e exclamar maravilhado que "a Terra é azul". "Antes de ir, é preciso fazer muitos exames médicos.

O suporte no espaço não garante conforto", aponta Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. Essa sensação de desconforto é explicada pelo fato de o corpo humano estar acostumado à gravidade terrestre. Uma vez sem ela, pode ter sensações de dor de cabeça, coriza e náusea. Isso sem falar nas fortes emoções na decolagem, quando a nave chega a 28 mil km/h em dez minutos. Para voltar, os riscos são ainda maiores.

O procedimento consiste basicamente em desacelerar a aeronave, de modo que ela possa novamente ser atraída pela gravidade da Terra. No caminho de volta à superfície, as naves devem resistir à temperatura que chegará aos 3.000ºCc. "Isso não se enquadra em turismo de luxo, mas é para quem busca uma aventura", diz Ricardo Mader, diretor da consultoria hoteleira Jones & Lang Lasalle Hotels.

Uma outra empresa, a Virgin Galactic, de propriedade do bilionário inglês Richard Branson, tem uma proposta mais modesta - e muito mais confiável - de viagem espacial na qual o turista decola em um jato e fica apenas cinco minutos na órbita com a sensação de gravidade zero. Mesmo assim, a empresa, que realizou o primeiro voo espacial privado em 2004, só planeja voltar a fazê-lo depois de 2010.

"Acredito em turismo espacial. A proposta da Galactic Suite não é impossível, porém, para 2012, eu diria que é improvável", aponta Pontes, o astronauta brasileiro. "O investimento necessário teria de ser cerca de sete vezes maior do que eles anunciaram."

GRAVIDADE ZERO: os hóspedes terão espaço livre (acima) para aproveitar a experiência. Para o lançamento (abaixo) da nave, será construído um trilho de 5 km

Fonte: Carolina Guerra (IstoÉ Dinheiro) - Imagens: Divulgação

Queda de avião na Namíbia deixa dois mortos

A aeronave Cessna 208B Grand Caravan, prefixo ZS-OTU, que foi arrendada junto a Wings Over Africa pela empresa Sun Road Trading 10 CC, estava transportando materiais de construção para o Rio Longa em Angola.

O avião caiu logo após decolar da pista 19 do Aeroporto Windhoek - Eros (ERS/FYWE), na Namíbia pouco depois das 07:00 (hora local) deste domingo (15).

A aeronave ficou completamente destruída depois de chocar-se contra o solo. Dois dos quatro membros da tripulação morreram e os outros dois ficaram feridos.

Veja mais fotos do acidente no AQUI.

Fontes: Republikein Online / ASN

Um morto em acidente de helicóptero no Nepal

Foto: AFP

Um engenheiro de voo russo morreu e cinco pessoas ficaram feridas quando um helicóptero caiu ao tentar pousar em uma remota região montanhosa a oeste do Nepal, neste domingo (15).

O helicóptero Mil Mi-8MTV-1, prefixo 9N-AHT, operado pela Manang Air, caiu ao aterrissar na Vila Rudikot, em Humla, a 420 quilômetros (262 milhas) a oeste de Katmandu.

"O engenheiro de voo russo morreu no acidente. Cinco pessoas, incluindo o piloto, que também era russo, sobreviveram", informou o gerente do aeroporto em Surkhet, Utsav Kharel, de onde o helicóptero decolou para um voo curto.

O helicóptero estava transportando uma carga de grãos para abastecer a região que não é acessível por estrada.

Haviam seis pessoas a bordo, incluindo os dois russos.

Companhias privadas no Nepal operam helicópteros para fazer a ligação com a região rural montanhosa para o fornecimento diário de bens essenciais e transporte de pessoas.

O helicóptero acidentado fotografado em 2008 - Foto: Matias Trachsel

Fontes: AFP / ASN

Três mortos em acidente de helicóptero nos EUA

Um helicóptero de serviços médicos caiu na madrugada deste sábado (14) a 29 quilômetros a noroeste de Las Vegas, na Califórnia, na fronteira ao norte de Reno, em Nevada, matando os três tripulantes a bordo.

O helicóptero Aerospatiale AS.350BA Ecureuil, prefixo N5793P, caiu a cerca de 29 quilômetros a noroeste de Reno em Condado de Lassen, na Califórnia, cerca de 2 da manhã de sábado, segundo o porta-voz da FAA (Federal Aviation Administration) Ian Gregor.

O helicóptero tinha deixado um paciente num hospital em Reno e estava a caminho de Oakland, na Califórnia, informou Gregor. A aeronave pegou fogo e ficou destruída no acidente.

Gregor disse que o piloto não estava se comunicando com os controladores de tráfego aéreo no momento do acidente. A FAA e a NTSB (National Transportation Safety Board) iniciaram investigações.

O helicóptero era operado pela Mountain LifeFlight e voava a partir de Oakland, informou Gregor. A Rádio KOH, em Reno, relatou que o paciente foi deixado no Renown Medical Center, em Reno.

Fontes: The Associated Press / ASN - Foto: Marilyn Newton/The Reno Gazette-Journal

Avião de pequeno porte cai na Califórnia e mata o piloto

O avião de pequeno porte Beechcraft A36 Bonanza, prefixo N17803, caiu sobre uma rodovia na Califórnia, nos Estados unidos, na tarde de sábado (14).

O piloto morreu na hora. O acidente aconteceu na populosa região de San Gabriel, perto de Los Angeles. Ninguém ficou ferido em terra.

O monomotor caiu numa autoestrada e pegou fogo. Os bombeiros apagaram o incêndio e interditaram a pista.

Fontes: G1 / ASN - Foto: MyFOX

Deputados vão para Venezuela, Colômbia e Equador discutir bases dos EUA

Eles terão encontro com autoridades locais e presidentes dos Congressos.

Parlamentares usarão avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Um grupo de cinco deputados brasileiros partiu neste domingo (15) em missão oficial para Venezuela, Colômbia e Equador para discutir com as autoridades destes países a instalação de bases militares norte-americanas na Colômbia. Os parlamentares usarão um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e receberão diárias da Câmara.

A permissão dada pelo governo colombiano para a instalação de bases norte-americanas no país provocou a reação do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, que chegou a fazer um discurso conclamando a população para se preparar para um combate.

A Colômbia tem ainda problemas diplomáticos com o Equador desde a morte de Raúl Reyes em solo equatoriano. Ele era considerado o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs).

Os deputados passarão toda a semana visitando os três países. Eles terão encontros com presidentes dos congressos, com as comissões de relações exteriores, ministros da defesa, chanceleres e responsáveis pelos órgãos de segurança dos três países.

O coordenador da viagem, deputado Raul Jungmann (PE), afirmou que as autoridades locais já concordaram em receber os deputados. Além dele, integram a missão os deputados Claudio Cajado (DEM-BA), Jackson Barreto (PMDB-SE), Ruy Pauletti (PSDB-RS) e Emiliano José (PT-BA).

Fonte: G1

O Brasil na era da guerra dos controles remotos

País já faz os próprios aviões não-tripulados, cada vez mais usados por militares no mundo

Em novembro de 2002, Abu Ali al-Harithi, figura importante da Al-Qaeda, foi morto com um míssil disparado de um avião, que atingiu o carro onde estava, no Iêmen. O caso seria um episódio como vários outros da chamada guerra contra o terror, se não fosse um detalhe: o avião que matou o terrorista não levava pilotos, e era controlado de uma base a 160 quilômetros do local. O que causou espanto na época hoje é tendência, perseguida também pelo Brasil, que desenvolve seu próprio projeto.

VANT VT15 foi desenvolvido em dois anos e precisa de uma pista de apenas 200 metros para levantar voo

Desde a década de 80, o uso de aviões não-tripulados por militares se tornou cada vez mais comum e é hoje considerado um dos principais componentes da chamada “guerra do futuro”. Para se ter uma ideia, em 2009, pela primeira vez, as Forças Armadas americanas compraram mais aviões não-tripulados do que convencionais.

Em parceria com uma empresa de São Paulo, as Forças Armadas brasileiras já desenvolveram com sucesso um primeiro modelo próprio de avião não-tripulado que não tem capacidade de ataque, mas está pronto para o reconhecimento e busca de alvos. É provável que uma de suas primeiras aplicações seja observar as fronteiras. “No futuro, este projeto pode ajudar até na segurança pública”, diz o chefe do Centro de Tecnologia do Exército, general Augusto Heleno.

O Vant (Veículo Aéreo Não-tripulado) VT-15 percorre até 15 quilômetros da estação de controle e atinge altitude de até 3 mil metros, por uma hora. Ele precisa de uma pista de apenas 200 metros para decolar e volta para a base caso perca o contato.

Praticamente concluído após dois anos e com 2,80 m de comprimento por 4,07 m de envergadura, o Vant brasileiro é jovem e pequeno, mas representa um passo gigante na direção do desenvolvimento tecnológico do nosso Exército.

Imagens em tempo real

Munido de uma câmera, o Vant VT15 pode ser controlado a distância por um operador com o uso de um joystick ou seguindo uma rota predeterminada por computador. “Vídeo ou fotografias são transmitidas em tempo real para a estação de solo e são utilizados para o cumprimento de missões, como reconhecimento e vigilância em tempo real, podendo ser, também, armazenadas”, explica o major Ademir Rodrigues Pereira.

Uma nova versão do Vant já está sendo projetada. A meta é que ele chegue a 70 quilômetros da base.

EUA e Israel são especializados no setor

A tecnologia dos aviões não-tripulados, sejam eles usados para combate ou não, é dominada pelos Estados Unidos e por Israel, embora países como Inglaterra e França também desenvolvam modelos.

Entre os projetos mais conhecidos está o americano Predator, usado em missões de ataque no Afeganistão e no Iraque. Pode ser controlado de bases do próprio território americano. Atualmente, os Estados Unidos já contam com 500 duplas de operadores.

Outro modelo bastante famoso é o israelense Heron, adquirido por leasing recentemente pela Polícia Federal. Na última ofensiva israelense na Faixa de Gaza, entre dezembro do ano passado e janeiro, os aviões não-tripulados foram usados em larga escala por Israel para atacar alvos, segundo testemunhas e observadores internacionais.

Os veículos aéreos não-tripulados impressionam cada vez mais pela variedade de atributos. Um modelo que acaba de ser encomendado pelo Ministério da Defesa britânico será invisível aos radares e capaz de “parar no ar”, como um helicóptero, ou voar mais horizontalmente, como um avião convencional.

Fonte: João Ricardo Gonçalves (O Dia Online) - Imagem: Divulgação

Helicóptero de ministro alemão é atacado no Afeganistão

O helicóptero que transportava o ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor Zu Guttenberg, se viu sob fogo cruzado durante uma recente visita surpresa às tropas no Afeganistão, informou hoje o ministro. Nenhum dos três helicópteros que participavam do comboio foi atingido durante o ataque, que ocorreu na última sexta-feira (dia 13) pela manhã, depois de o ministro ter visitado soldados alemães estabelecidos ao norte de Kunduz.

Na viagem de três dias, sua primeira à região, Zu Guttenberg se encontrou com o presidente do Afeganistão Hamid Karzai e com o ministro do Exterior Abdul Rahim Wardak. O ministro alemão também se encontrou com o general norte-americano Stanley McChrystal, comandante das forças internacionais no Afeganistão.

No segundo dia da visita, Berlim anunciou que poderá enviar mais 120 soldados para o Afeganistão para se juntarem ao contingente de 4.300 já instalado no país. Os soldados alemães devem desembarcar em Kunduz em meados de janeiro do ano que vem. O parlamento alemão limitou em 4.500 o número de soldados que pode ser enviado como parte da missão ao Afeganistão, medida altamente impopular no país.

Fonte: Dow Jones via Agência Estado

Aeronave que assustou moradores de Porto Alegre é um Boeing 707 da FAB

Altitude em que o avião voava é considerada normal

Na imagem, o avião após pousar em segurança no Salgado Filho

A aeronave que assustou a população de Porto Alegre na tarde deste domingo é um Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo a Aeronáutica, o chamado Sucatão, que estava participando dos exercícios da Operação Laçador, na Base Aérea de Canoas, sobrevoou a capital gaúcha a 1,5 mil pés de altitude em trajeto de 10 minutos até o pátio do Aeroporto Salgado Filho, onde ficaria estacionado.

Segundo a Aeronáutica, em razão da pequena distância, o avião não chegou a levantar o trem de pouso e não subiu muito. Esses fatores, somados ao barulho da aeronave dos anos 60 e a fumaça da queima do combustível, assustaram a população. A Força Aérea garantiu que o voo ocorreu dentro das regras de segurança e não apresentou problemas.

Fonte: Itamar Melo De Oliveira (Zero Hora) - Foto:Marcelo Oliveira

Avião com voo rasante assusta moradores de Porto Alegre (RS)

Por volta das 16h20 deste domingo diversos leitores de Zero Hora que moram na zona central da Capital entraram em contato com a redação relatando o susto provocado com a passagem de um avião em rota baixa soltando fumaça em uma das asas.

A leitora Alice Zarif, moradora da Rua Ramiro Barcelos, no bairro Independência, relatou o susto que a passagem do avião provocou.

- Eu não vi nada pois estava dentro do meu apartamento, mas o barulho foi ensurdecedor e as vidraças de tremeram muito -, afirmou Alice.

O Twitter de Zero Hora recebeu mais 50 tweets relatando o susto de leitores que também ouviram o barulho em bairros distintos da Capital.

Andre5antos relatou: - Mas realmente tinha um pouco de fumaça na asa esquerda e passou baixo em direção ao Guaiba.

Viniciusmhahn, do Bairro Bom fim, também ouviu: - Aqui no Bom Fim eu escutei um barulho forte também.

Mayalmeida, que estava no Bairro Santana, no momento do incidente afirmou: - Passou em cima do meu prédio com um barulho assustador.

Avião com voo rasante na Capital seria da Força Aérea Brasileira

Aeronave seria um Boeing 707

Pouco depois das 16h deste domingo um avião passou em um voo rasante sobre Porto Alegre e deixou um mistério no ar e os moradores apreensivos. Instantes após relatos de leitores sobre o fato, pousava no Aeroporto Salgado Filho um Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB). A aterrissagem foi confirmada pela torre de controle. Outras aeronaves eram esperadas para chegarem à Base Aérea de Canoas para participar, amanhã, da Operação Laçador.

Leitores relatam ter escutado um barulho forte em diversos pontos da cidade, outros sentiram suas casas tremer. Havia o temor de que um desastre pudesse ter ocorrido com alguma aeronave.

A assessoria de imprensa da FAB informou que não houve nenhum problema com qualquer aeronave militar.

Boeing 707

O avião que sobrevoou Porto Alegre hoje é o mesmo modelo do Boeing 707 utilizado pela Presidência da República até o governo Fernando Henrique Cardoso e que era conhecido por sucatão. Durante o governo Lula, a aeronave chegou a ser usada, mas foi substituído por um Airbus A320.

Operação Laçador

Militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira simulam duelo entre dois países entre os dias 16 e 27 de novembro. As principais manobras ocorrem na região do porto de Rio Grande (Marinha), base de Canoas (Aeronáutica) e em um campo entre as cidades de Cachoeira do Sul e Bagé (Exército).

Fonte: Zero Hora - Imagem: Reprodução

Forças Aéreas chinesas celebram 60º aniversário

Na manhã de hoje (15) foram realizados com sucesso no Aeroporto de Shahe na cidade de Beijing, espetáculos aéreos e saltos de pára-quedas em comemoração pelo 60º aniversário das Forças Aéreas chinesas.

O evento foi iniciado com a apresentação de 6 aviões de caça modelo 7GB de cores azul, branco e vermelho. Os aviões surpreenderam os espectadores com 15 movimentos de voo acrobático. Logo depois, 4 aviões de caça concluíram outros 12 movimentos.

O evento foi finalizado com shows do grupo de Paraquedistas da Equipe de Voo Acrobático do Exército de Libertação Popular da China.

Fonte: CRI - China Radio International

sábado, 14 de novembro de 2009

Salvando vidas no céu de Curitiba

Um dia de trabalho da equipe de resgate aéreo da PRF-Curitiba,uma das maiores do país em volume de salvamentos

Anoitecia quando os quatro tripulantes do Patrulheiro-3 foram acionados para a última ocorrência do dia. Sob os primeiros pingos da chuva iminente, o comandante avisa que restam poucos minutos de voo em condições seguras. Para voar com segurança o H03 deve operar durante o dia. “Está chovendo e ficando escuro, o local de pouso não é adequado, estamos em condições ruins para o vôo”, avisa o piloto. A aeronave decola do hangar 25 do aeroporto do Bacacheri rumo a São José dos Pinhais, a vítima em estado grave aguarda na porta do hospital.

Aeronave saindo do hangar, mais um dia de trabalho começando

A equipe de resgate devia transportar o paciente até o heliporto do Barigui e de lá ela seria levada para uma UTI, em Curitiba. Pouco antes de embarcar a vítima sofre uma parada cardíaca. No heliponto do hospital , o piloto aguarda a reanimação. Já não é mais possível esperar. O médico não pode embarcar na aeronave uma vítima com o coração parado. O piloto decola e a tripulação retorna para a base com a segurança de quem fez tudo que pode e estava ao seu alcance para salvar uma vida. Chegando à base o medico avisa que o pessoal do hospital conseguiu reanimar o homem.

A Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Curitiba, conta com um helicóptero Bell 407 equipado com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A tripulação é composta pelo piloto, um operador, um socorrista da PRF e um médico do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma (SIATE). O trabalho da equipe começa todos os dias às 8h da manhã e segue até os últimos raios de sol. Desde janeiro de 2007, quando a divisão fez seus primeiros voos no Paraná, até esta terça-feira (10), foram atendidas 808 vítimas, em diversas situações e locais, muitos de difícil acesso.

Com uma média de quase dois atendimentos por dia de trabalho, a DOA de Curitiba é o grupo de resgate aéreo que mais atende vítimas no país. A decisão de acionar a aeronave parte dos médicos que fazem a triagem das ocorrências em terra. O atendimento vai além das rodovias federais, e no caso de Curitiba , supre também a demanda por resgate aéreo nos atendimentos do Corpo de Bombeiros. Acidentes de trânsito, feridos por arma de fogo e afogamentos, num raio médio de 100 km da base de operações, geram a maioria dos acionamentos.

Primeiro paciente do dia. Menino de três anos, vindo de Paranaguá para o HC da capital com meningite

O londrinense Gleicon da Rosa, que mora há seis anos em Curitiba, corre pelo hangar em direção à aeronave. Já dentro do macacão de vôo, o médico recebe a informação pelo rádio. A vítima foi atropelada no bairro Tatuquara e é uma moça de 17 anos. Antes de sair do local ela precisa ser atendida por um médico e depois deve ser transportada até o hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. “A grande maioria das vítimas são levadas para lá ou para o Hospital São José, em São Jose dos Pinhias, são os únicos com heliporto na região metropolitana da capital. Os maiores hospitais da cidade ainda estão planejando a construção de helipontos, e enquanto isso ou levamos para os dois com heliporto ou optamos por pousar em áreas improvisadas próximo aos hospitais, tudo de acordo com a situação”, conta o dr. Gleicon.

Dr. Gleicon acompanha vítima dentro da ambulância após pouso da aeronave

A decolagem aconteceu as 17h00. O piloto Zafenate Paneia de Lima, 35 anos e 16 de PRF, conta com seus olhos e os do seu operador para manobrar a aeronave. Segundo o comandante o mais fácil é voar. “As comunicações, a segurança da equipe e a localização do melhor ponto de pouso, em meio à pressão da emergência, criam dificuldades, mas ao mesmo tempo motivam todos”, afirma o comandante que veio da Bahia e fez parte da primeira turma de pilotos de helicóptero da PRF criada em 1998, em Brasília.

Às 17h06 o gaúcho de Santa Maria, Tiago Marchesan, operador da equipe, avista a ambulância do SIATE próxima a um campo. Dois minutos depois, já no solo, ele tenta controlar uma multidão de crianças curiosas que se aproximam do perigoso rotor de cauda do helicóptero. “O trabalho do piloto é conduzir a aeronave, o operador é seu braço direito, responsável por toda a segurança nos pousos e decolagens. Levantar as coordenadas do local da ocorrência, até a desobstrução da área de pouso fazem parte do meu trabalho”, revela Marchesan.

O 'fiel' Marchesan de olho no rotor de cauda, crianças se aproximam do perigo

A vítima fica pronta para o transporte às 17h16. A maca corta a multidão com dificuldade e chega até o helicóptero. “A população as vezes atrapalha. Não deixam a equipe trabalhar no local e passam informações distorcidas sobre a vítima para a central reguladora. Relatar a informação correta e manter-los afastados são atitudes que facilitariam nosso atendimento e ajudariam a quem precisa realmente”, disse o dr. Gleicon. As 17h23, a aeronave decola.

Denise cuida de garota atropelada no trajeto ao helicóptero

A socorrista da PRF Denise Ayako Tsunemi segura o respirador para a vítima imobilizada. Durante o translado ela monitora os sinais vitais da moça. Calma, Denise escutava Elton John sorridente antes da ocorrência, mas dentro da aeronave ela luta pela vida em suas mãos. “O tempo faz a gente se acostumar com a crueldade das situações. A vítima já está em choque, nós temos que ficar tranquilos para tomar os cuidados certos”.

Pouso no Hospital Angelina Caron em Campina Grande do Sul

Poucas horas antes Denise havia higienizado com álcool 70 o helicóptero, depois do transporte de um menino de três anos de Paranaguá para o Hospital das Clínicas em Curitiba. A criança estava infectada com meningite num grau bem avançado. Preocupada com a saúde da equipe, Denise deixou a aeronave pronta para um novo voo rapidamente.

O entrosamento entre a equipe tem que ser constante. Os PRFs não tem um sistema hierárquico como a PM e a Policia Civil. Todos são policiais de igual graduação, mas com responsabilidades diferentes. “Poucas ocorrências não são atendidas por causa do mau tempo. A equipe opera sob tempo ruim com sucesso, isso porque se preocupam uns com os outros. Das seis aeronaves que fazem resgate aéreo no Brasil pela PRF, temos aqui uma das equipes que mais faz resgates e isso também se deve a boa relação entre os tripulantes”, disse o Comandante Jairo Schmidtt, que coordena a DOA Curitiba. Ele tem horas de vôo por várias localidades do país nos 10 anos de piloto, inclusive na enchente de dezembro de 2008 em Santa Catarina, seu estado natal.

Dr. Gleicon, socorrista Denise e operador Marchesan

O pouso no hospital Angelina Caron é feito às 17h36. Marchesan ajuda Denise e o dr. Gleicon a retirar a maca da aeronave. Eles têm pressa. Uma ambulância vai até o helicóptero e seis minutos depois a vítima esta dentro da UTI. O médico da aeronave repassa informações para a equipe médica que assume a vítima. A moça sofreu uma forte pancada na cabeça que formou um coagulo no cérebro.

As 12h desta quarta-feira (11) ela estava sendo submetida a uma cirurgia. Segundo informações do hospital, sem o resgate imediato, ela não teria sobrevivido aos ferimentos. Do momento da decolagem da base até a entrada da garota na UTI do hospital a equipe de resgate aéreo levou 42 minutos e meio.

Com um padrão de atendimento de primeiro mundo, o serviço que o DOA presta à população é um bom exemplo de como os impostos podem ser empregados em benefício direto do povo. Por um custo de menos de R$ 10 mil reais por hora de vôo, ao governo federal, centenas de pessoas foram salvas. Com esse recurso são pagos o combustível, manutenção, e o preparo da equipe de prontidão.

Marchesan guardando a aeronave com o sol já posto

Os resultados são visíveis e falantes. Vidas que não seriam salvas caso o socorro demorasse, podem ter uma chance que embarca na pressa e na dedicação destes profissionais.

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Fonte: Jadson André (Jornale) - Fotos Lineu Filho